Eu escrevia porque a luz que antes me era no fim do túnel agora estava tão próxima que clareava meus pensamentos mais internos. Deste impulso magnífico surgiram contos e dedicatórias, histórias e canções que um dia ainda serão decerto. A minha pausa se dá por perda da verdade que nunca tive, um amor arrebatador justo como o sim que vence o não. E estou agora a meia luz do dia que acaba debaixo de um coqueiro em alto mar comparado a um náufrago, talvez Camões, que ao invés de salvar os seus amigos nadou em busca dos seus textos. Serviu, pois, de inspiração aos Sebastianistas ao mesmo tempo que me assemelho deste, também difiro quando ao fogo levou papéis molhados, ao fogo eu levo a minha desilusão.
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RIO E LÁGRIMAS
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