Um vento que trás movimentos as coisas distantes e leva para longe as coisas de Avis. Um tempo que corre e demora chegar ao destino e não se esconde. Melancolia, sentimento do pobre, felizes artistas que bebem alegria. Na brisa, está escondida a velha poesia do meu caminhar. Lá, bem longe a montanha, as ondas que chegam só beijam uma vez as areias do mar. Monta seu sonho menino, levanta essa lança, descrava do peito e devolve ao ar.
segunda-feira, 21 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Partirei
O horizonte não cabe nos meus olhos, o tempo escorre nas minhas mãos, o tempo escorre pelas mãos de todos os vivos. O mestre verde sábio me escreveu e me alegrei por tamanha importância de participação. O meu futuro a Deus pertence, adeus todo dia, amanhã responderei. Chego agora além do horizonte, num simples piscar de olhos. Durmo, sonho, bela dama, ao lado, perto longe canto. E o mantra Hare Krishna, vejo a bela pequenina, saltos como amazônas, tenho medo de acordar. Abro os olhos vejo a lua, meus cabelos crescem crespos, calejados de andanças, frente ao vento, sob o sol, lisas apenas as raízes que regam o meu coração. Não sou nada simples homem, que um dia partirá.
segunda-feira, 14 de março de 2011
O DOM
O Dom da crença, o Dom do mistério, o Dom Sebá. Sebastião novo, de negro em cavalo branco, com face branca, pálida de vida e talco, morte escondida ainda. Há quem diz, há quem canta, quem escreve, pensa, espera e ainda vê. Eu sou, tenho-o dentro de mim. Não misturo outras crenças, nem messias, nem outros reis que existiram, existem ou existirão. É o dom da crença que faz despertar o auto-conhecimento e o poder de consciência sobre as coisas simples. E sobre as coisas simples a morte é mais poderosa que a própria espada, paralisa até o trote da besta. E sobre as coisas altivas, nobres, só uma imagem. A imagem de um homem iluminado, sem crias, triste e belo, com destino certo e final incerto, corajoso frente seus inimigos, incompreensível por seus súbditos porque ele desapareceria… por quê? Para ter uma história assim, para que em Sebastião meditassem muita gente, poucos nobres, muitos fiéis, tantos sábios e religiosos, onde o paganismo até se curva diante de tanto sobrenatural momento da história. Se ele está, aqui presente está. Se ele voltará, há-de voltar. O seu passado já foi dito. Se ele aqui está, assim ele é. Quando ele voltar assim ele virá.
Viva Sebá!
Por: Thiago P.N.
Viva Sebá!
Por: Thiago P.N.
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Conto ouvido de "Negra Gí" - e homem de pedra Santa Sé e Misericórdia.
Esta é uma história de São Jorge – Ogum e Iansã. Sêja Iansã
mãe e Dona dos solos d’ água. São Jorge com lança e espada, disse quê, onde
passasse era seu o solo pisado. Pois sua lança, cravava na terra os marcos do Oponente.
Porém Iansã Dona Mãe das águas, em solo firme afirma poder sobre todos. E se
Ogum diz ser seu solo, Iansã lança pontas de lanças sobre a terra. Iria são
Jorge passar por pedras pontiagudas então. Sobre cavalo o homem guerreiro portador de armas em lanças diversas ficou. São Jorge transpôs em Rei Sebastião ali ficando, está para visto àqueles que ali se vê.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Fazer certo
Aceito sim, o errado. Desde que provenha da humildade. Saber e suporte, dos acontecimentos. Aceito pois, café em hora qualquer, andar caminhos de sombra mesmo em dias frios. Somente, porque o sol é intenso e um guerreiro estático que sobressalta a luz.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Lenda do encontro
… Havia um sapatinho, vermelho como o fogo do dragão. A fada branca que voava pousa o passo sobre o casco da “tortuga” que nadava. Ao cruzar os 7 mares chega à casa bela dama, a menina iluminada …
Conheci um italiano nos caminhos de Santiago †. Estava ele subindo a serra de um lado enquanto havia eu já cruzado o outro lado. Salvatore, com chapéu de palha, com penas de falcão, frente à Igreja de passados séculos romanos, vocalizou o canto AUM (OM) num canto arcaico que aprendera na floresta.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Pensador
Um pensador não vigora enquanto dorme, pois sua alma atormentada, confronta demónios além da razão. Mas um poeta abre os olhos e mira as horas, sabe que a qualquer momento a vida acaba. Eis que o dia é vida, e maior que a noite. E a morte, um mistério profundo que se esconde no tempo.
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