sábado, 2 de abril de 2011

Sem choro nem mama


Acabaram os esconderijos, caíram todas as grutas, não há espaço, não há abrigo. Os bêbados todos jorram vinho pelas ruas, os loucos atravessam pontes na contra mão e não há sinais que indicam a mulher dos seus sonhos ou a menina que te encanta. Pois os sonhos são memórias ilusórias de amantes, para amados, que se escondem agora em vitórias ou derrotas. O que digo são palavras não molhadas com um pingo d’água, o que digo é apenas um desperdício. Tal como a guerra usa seus fabricos eu vomito minhas palavras que não são minhas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pesado

Faça do peso de seus olhos e pensamentos sobre o julgamento de outrem os seus cuidados das armadilhas da malícia desta vida.
Meça a garantia de absorver os frutos deliciosos provindos da justiça mor ou amargar os pecados das aventuras da sensualidade.
E viva, como o ritmo do suspiro, como o longo respirar.
Mago, mestre de cajado, olhar cintilante num foco distante.
Peregrino, sempre justo fiel dos santos, amante do campo e do povo campestre.
Guerreiro, de paz e de guerra, em terras e mares com marcas que jazem.
Flautista, sois raro cantante, seus pios celebram os pios dos deuses.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Registro no vento


Um vento que trás movimentos as coisas distantes e leva para longe as coisas de Avis. Um tempo que corre e demora chegar ao destino e não se esconde. Melancolia, sentimento do pobre, felizes artistas que bebem alegria. Na brisa, está escondida a velha poesia do meu caminhar. Lá, bem longe a montanha, as ondas que chegam só beijam uma vez as areias do mar. Monta seu sonho menino, levanta essa lança, descrava do peito e devolve ao ar.

domingo, 20 de março de 2011

Partirei

O horizonte não cabe nos meus olhos, o tempo escorre nas minhas mãos, o tempo escorre pelas mãos de todos os vivos. O mestre verde sábio me escreveu e me alegrei por tamanha importância de participação. O meu futuro a Deus pertence, adeus todo dia, amanhã responderei. Chego agora além do horizonte, num simples piscar de olhos. Durmo, sonho, bela dama, ao lado, perto longe canto. E o mantra Hare Krishna, vejo a bela pequenina, saltos como amazônas, tenho medo de acordar. Abro os olhos vejo a lua, meus cabelos crescem crespos, calejados de andanças, frente ao vento, sob o sol, lisas apenas as raízes que regam o meu coração. Não sou nada simples homem, que um dia partirá.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O DOM

O Dom da crença, o Dom do mistério, o Dom Sebá. Sebastião novo, de negro em cavalo branco, com face branca, pálida de vida e talco, morte escondida ainda. Há quem diz, há quem canta, quem escreve, pensa, espera e ainda vê. Eu sou, tenho-o dentro de mim. Não misturo outras crenças, nem messias, nem outros reis que existiram, existem ou existirão. É o dom da crença que faz despertar o auto-conhecimento e o poder de consciência sobre as coisas simples. E sobre as coisas simples a morte é mais poderosa que a própria espada, paralisa até o trote da besta. E sobre as coisas altivas, nobres, só uma imagem. A imagem de um homem iluminado, sem crias, triste e belo, com destino certo e final incerto, corajoso frente seus inimigos, incompreensível por seus súbditos porque ele desapareceria… por quê? Para ter uma história assim, para que em Sebastião meditassem muita gente, poucos nobres, muitos fiéis, tantos sábios e religiosos, onde o paganismo até se curva diante de tanto sobrenatural momento da história. Se ele está, aqui presente está. Se ele voltará, há-de voltar. O seu passado já foi dito. Se ele aqui está, assim ele é. Quando ele voltar assim ele virá.
Viva Sebá!

Por: Thiago P.N.

terça-feira, 1 de março de 2011

Mundo Globo

Não digo não, pois o Mundo é positivo
Estou parado, mas o globo aconselha-me andar
Vejo inverno hoje, sinto as flores a sussurrar
Brisa leve caem folhas, no verão irei reinar.
Dizer do sol como homem, simples manto iluminado
Manto este de esperança, cantos, nomes do Senhor.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Conto ouvido de "Negra Gí" - e homem de pedra Santa Sé e Misericórdia.

Esta é uma história de São Jorge – Ogum e Iansã. Sêja Iansã
mãe e Dona dos solos d’ água. São Jorge com lança e espada, disse quê, onde
passasse era seu o solo pisado. Pois sua lança, cravava na terra os marcos do Oponente.
Porém Iansã Dona Mãe das águas, em solo firme afirma poder sobre todos. E se
Ogum diz ser seu solo, Iansã lança pontas de lanças sobre a terra. Iria são
Jorge passar por pedras pontiagudas então
. Sobre cavalo o homem guerreiro portador de armas em lanças diversas ficou. São Jorge transpôs em Rei Sebastião ali ficando, está para visto àqueles que ali se vê.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fazer certo


Aceito sim, o errado. Desde que provenha da humildade. Saber e suporte, dos acontecimentos. Aceito pois, café em hora qualquer, andar caminhos de sombra mesmo em dias frios. Somente, porque o sol é intenso e um guerreiro estático que sobressalta a luz.

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...