quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MUITO

Ele monta?
Então é cavaleiro
Ele anda?
Então é peregrino
Ele canta?
Só refrão. Mesmo assim é trovador
Ele toca?
Cordas, sopros, toques e vareta
Ele escreve?
Pensa alto. Ou melhor, pensa longe. Ou seria perto? Faz-se grande. Mas é simplício. Teorema faz poema, para poetizas e descomplexa sempre. É poeta.
É bravio?
Como o raio
E a chuva?
Enche o rio
E o mar?
Nem azeite acalma
Mas navega?
Ultrapassa
Onde chega?
Amada, além, Almada, protegido por armadas

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

CONTÍNUO


Então você dorme e a alma vaga profundamente
E o gosto não provado permanece por querer
Mas assim é a vida para quem joga com garra
Todo mundo tem um pingo de amor invisível
Nas cidades muitas coisas acontecem ao mesmo tempo
E nas matas animais fazem ninhos para a próxima primavera

* * * * * * * * * *

Quando acorda você tem que renascer adulto e pronto
Tem a meta por chegar e o ardor de cada dia
As funções são artes natas e observâncias elevadas
Já que o coração só pulsa para fazer um novo ser
Os edifícios são escadas sobre átrios com janelas e entradas
E o melhor recanto é a natureza de um abraço lento, forte e perfumado

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

BORA, VAMOS!


Os olhos estudam
O ouvido apreende
A boca amacia
O nariz delicia
As mãos retratam
Os pés avançam
Assim, adiante!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CONTO (CAUSO)

Montaria
Posição das pernas esticadas sobre a besta
Como escada, alfa, tri-angular
Foi nas serras escarpadas da natureza
Que se fez a realeza sobre toda sela
Num comando dependente de ser quando ao certo
Revelou na postura das palavras o cenário móvel dos acontecimentos

MUNDI

Trecho de: Dom KissHot e Santo Pança
Capítulo: Almanaque

D.KissHot: – … A Europa é extensa, Pança, por causa de Portugal. O extremo da Europa é marítimo, os confins mais preservados é o Atlântico. Uns tantos nós para além da Ilha das Flores

Pança: – E se a Europa redescobrisse a América se estenderia desde a América do Norte até a América do Sul

D.KissHot: – África, Ásia e Oceania, também

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

PARALELO E ROTUNDA

De um lado vês o outro lado
No meio há um rio bravo
Do seu lado só tem chão
Do outro lado plantação
Ponte
Cruzado que ponteia a cavalo
Fortaleza de mil pisos
Quando as curvas não se cruzam
Voltas sempre a cruzar o rio

DEPOIS QUE NASCE...


Quando é a hora?
Que essa porta grande abra!
Quem é a vida?
Que controlou minha vinda
Qual o destino?
De todas estas idas
Me integra?
Me devora
Com bondade?
Com extinto
Como um conto antigo?
Como a boca de um felino
Limitado?
Livre em campos ou passadiços
Está no fim?
Viver mais é somar metade

NÃO FAZ MAL


Você está mergulhado em paixões
Mas ainda consegue respirar
Submerso vê os peixes bem à frente
São mais rápidos que seus golpes
Sob a coluna d`água ainda fala
Mas não ouve nada
Então suba à superfície
Navegue rumo à terra firme
E quando lá chegar deixe as paixões
E passe a amar

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O INÍCIO NÃO QUER O FIM


Deserto perto, meu farol longe
A única porta sem chave
Trancada por próprio engano
Nem flores nos bosques perfumam
Nem taças por tantas vitórias
Bandeira que leva o escudo
Da espada que conhece a glória
Não pode ser insensível à luta
Nem filtrar o que quer pra si só
Os anjos que vencem demónios
Clareiam os saberes dos homens
A vida que passa como gotas de chuva
Terá aventuras com vidas conjuntas
Encontros históricos são vistos nos mapas
Do cosmos que é amplo no espaço
Por olhos que vivem, enfim.

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...