domingo, 2 de novembro de 2014

TIC TAC


Quando a chuva passar e os dias também
Quando os testes e as provas passarem
Assim num instante, vem?
Ou eu vou também!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

KTÁ

Chega-se lá pelo Meca
Outra via é a ria da granja
Uma porta justa pela vila reis
Lá as pontes são metais em pedras
Vice e versa ou uma ou outra prontas
O trem de ferro amolga moedas novas e velhas
Tem pão, café, goiabada e queijo também tem
Alguém que me criou nas unhas sujas do melhor
Por um lado solto no quintal do mundo que se enche
Tal qual fera adaptada às cidades desta era

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

DE MEU DEUS

Os conselhos que recebi dos velhos mantos
Diz que devo prosseguir sorrindo aqui
Ir à beira praia e ajoelhar perante o mar
Sentir e planejar as rotas que irão voltar
Passam dias e o destino não se cansa de chegar
Porque alcança o equilíbrio de cada patamar
E este corpo ainda novo pertence à terra imensa
Todo mundo tem um bem que conhece a metade
É a vida majestosa bem capaz de marcar a eternidade

terça-feira, 28 de outubro de 2014

RELUTAR

Quando apertar o coração
Lute para encontrar a razão
Não entregue seu mal passado
Se nós podemos ensinar agora
Eu sei bem o que fazer
Preparar o ninho e trazer
Tente ver as fendas na parede
Queira concerta-las
Há pontos bons nisso
É como arrumar a casa
Não acredito na negação total
De vez em quando choro
Porque a saudade dói demais
Lembranças são facas de dois gumes
Eu tenho fé mesmo pós ferida
Você deverá ter algum calor
Algum segredo
Algum amor
Só é preciso coragem
Para andar o que já andou
Tente entender
Eu penso em você
Ainda sonho ter mais iguais
Ser um bom cais
Que situa numa costa linda
Provinda dos grãos de antigamente
Menor que muitos desertos
Mais claro que qualquer escuridão

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TRANQUILIDADE

Permita-me reproduzir o calendário
No centro do Porto há um Coliseu
Por pouco não sou eu a apresentar
Quem vai tocar vem da terra do leão
Será bom prolongar dia e noite numa grande emoção
Qualquer coisa como estudar na rua a lua inchar
Com todo tempo qual crescimento de filhos e frutos
Garanto que tocamos na prática isentos de mágoas
Enquanto a semana corre decorrem leituras nos trilhos do trem
Bem, é possível que o tamanco seja à altura do salto alto
Eu gosto um pouco de tudo mas preciso mais de uma coisa só
Estilos, acordes, mosaicos, calores no inverno, mar, norte
E acabo voltando às ilhas distantes no sonho de um gigante

PROMETIDO

Forte nas linhas dos oceanos
Portas que são portos de encantos
Naves que chegam com reluzentes mantos
E partem para conquistar outros cantos

Letras dos mais profundos sentidos
Artes que decoram pisos e o ar do céu
Serras e rios e campos e magma
Povo que se prepara tanto que agrada

domingo, 26 de outubro de 2014

RÁPIDO

Eu tenho que aumentar o fogo do alimento
Que preparo no círculo para o sustento
Tendencia vir à mesa com cadeiras vazias
Não tenciono imitar os relâmpagos que somem
Desde que seja constante como as ondas que voltam
É por isso que expresso o que quero no corpo
Qual a última hora que estive em pé e vestido
De frente a olhos com íris de cores do Mundo
Explícitas as presas e as garras contidas às belas
Tudo por um beijo capaz de mudar nossas vidas

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

OR.TEM.SEC.XXI


Dentro de uma união de bandeiras
Quando existe uma missão de progresso
Como o passe da iluminação deste século
É de fato uma inclusão continental vigente
Sobre as conexões entre países mais perto
Naveguem os mares e cruzem os céus
Pois firme em terra impera quem luta
Com quem pontapeia e erra
O que é útil com as mãos
E ainda usa em vão
Por isso a balança que pesa pende pra quem é destinado
É uma raridade una existente neste exato presente
Sim, as plataformas são bases para impulsos
Então vamos juntos
Eu conduzo o comando
Mais do jeito que devo
Só por revelar segredos

terça-feira, 21 de outubro de 2014

POPA

Inicial originalidade dos mares
Vista das margens navegáveis
Composição de base ao fundo ancoragem
Super nutritiva carne dos peixes degusto
*
Testes para outros cultos novos
Estudos reformulam o curso al pró
Naturais de aquáticas de Atlântida
Arquitetam a natureza fixa al bruto

sábado, 18 de outubro de 2014

TRY



Speak Portuguese
Easy, because the cause is bland
Do not run nor will tackle the source
Beside face right up front
(Google .T.)
*
TENTE ORIGINAL
Fale português
Calma, porque a causa é branda
Não fuja nem afronte a fonte
Ao lado enfrente bem lá na frente

COBRE

Aprovo somente essa chuva que madruga
São águas das alturas, nem quente, nem fria
Amena apenas mas limpa, pura e consequente
Pois vigentes são olhos que alcançam essa gente
Quem chega e toca a memória do encanto nobre
No canto da esquina de tudo que engloba o norte
Tão absorto num amor louco de outrora com a dádiva
Igual aos melhores conjuntos que assentam no tempo
*
De fato situa no próprio reduto do tempo
*
Qual gotas que escoam do céu
Sobre a massa que perto espreita
As mãos cheias de força e afeto
Aceita os pés seguros que o corpo move
Isto é a prova que o coração pulsa
Querendo um encontro que cola
Diversas formas como a poesia
Que aborda, transborda e ilustra
Usa, escadas que conduzem à Glória

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

POLEGAR

Cantaria à minha filha
Num espaço amplo e festivo
Pingo d´ouro, vai! Volta
Faça bem e suba a Catedral
Direito Al centro, torres, padarias
Cunha, alfacinha quente, viva!
Sita tem os olhos de Tibel
Dona cara de Lisboa, coroar

AULA FRANCA

É claro e evidente que impostos são para acumular números. E a maneira de extinguir a mania de peso sobre valor é a PRODUÇÃO. Esta, é, a mania de valor sobre peso. Ter terra e não transformar a área em riqueza é como ter mar e não pescar. É como ter uva e não fazer vinho. É como haver mulheres que não procriam (em prol da natalidade). É como ter republicanos vivendo em palácios (em prol da nova divina providência). É como ter o corpo com sete castelos fortificados que caem para grãos invisíveis (os vírus). É como trabalhar assim tão facilmente e não sentir a chuva vinda do topo do Mundo. E nós temos que aprender porque há muito para fazer.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

QUE DONO


Fumaça na sala
Passadas na cozinha
Trajeto interrompido
Por fútil hipocrisia
Você acha errado
Com consideração não vista
Então estude e contente-se
Como quem está em perfeita sintonia
Apresente à uma comissão
Uma opinião que vença
Frente ao manifesto que age
Alguém que entrega bondades
De bom grado e grátis
Não perde matérias e imateriais
Não perde para quem tenta mais
Do que recebeu a promessa de não haver demora
Por isso não diga que tem
Porque o gosto é ser
Tá bem?

IT.TI.TÃ.THI.

Ei você que mora
Eu morava antes que agora
E tenho mais que a noite, acorde a nota
Acorde que agora contenta com o que têm agora e mora
Não tem jura porquê tem a nota e porquê há aurora agora ora
Há o que é mais forte que o corpo, é o espírito límpido e multi
Pois, é mais que existente e vive mesmo que o empecilho, lute
E perde na hora que nega mas prega na hora que luta justa a lua crua
Nua na hora que o que é tem mais que quem está para sempre e vive agora.

domingo, 12 de outubro de 2014

ELES GOSTAM DE SI NÃO TENHA DÓ

Até pode ser
Porque dou o espaço
Mas chegam mesmo bem perto da sola
Ainda mais os que aceleram
Já havia dito
Freiam nas canelas
E se eu pulasse com 4 patas sobre?
Seria um exemplo do que não faço
É claro, não é necessário
Aqui onde as pessoas se cruzam
Salvaguardo a minha vida
Mas sozinho não salvaguardaria demais outras
Sim, eu preciso de proteção
Mas eu vou a pé
E por favor
Cuidado com o resmungão

LIVRE

Na dança o Dom descansa
Em pé, em meio à massa
Descalço quase, frente às Damas
Algumas próximas resguardam mudas
Outras com chances ao cetro pensam
E encontram perto um som vibrante
Da mesma letra que faz lembrar agora
Estas contidas Damas complexas
Com lábios e olhos que deliciam
Ganham tudo que lanço ao alvo
Até o sorriso raro dos antipáticos
Que não vale mais que a ponta da lança
Que atinge a batida mais certa em ciranda
Do compasso incansável de um coração bravo

terça-feira, 7 de outubro de 2014

GRÃOTRÊSCORÁ

Sonido regência
Garrido em galope
Divisas inversas
Bela Dona consorte
 
Cidades modelo
No mapa moderno
Nascidas dos povos
Provindos do enlace
  
Calmaria, praia
Chama a Maria!
Bonita que pousa
Mariposa viva

sábado, 4 de outubro de 2014

CONCLUSÃO SIMPÓSIO HBRM/NOV/14/VNC

O ordenamento do território começa por reconhecer as funcionalidades todas dos espaços físicos aplicando necessidades de manipulação em muitos casos ao desfazer da própria alteração acontecida. A desativação de uma usina hidro-elétrica como projeto piloto científico justificada frente às alternativas modernistas atuais de “energia limpa” e benefícios ambientais ao nível reprodutivo ecológico aquático e até terrestre, é ALGO que se deve realizar em Portugal.TPN.

P, A, PA, PÁ

A madeira é a matéria-prima vinda de várias espécies vegetais. O conteúdo das árvores servem para muitos fins. O papel é um fim. É feito de celulose, de abundante material celular dos eucaliptos. Estes troncos crescem rápido, para cima-primário, engrossando-secundário. “Sugam” profundamente a água e os sais minerais do terreno. Existem ondas nas montanhas de eucaliptos em regiões que virarão papel. Logo, ainda, em pleno século XXI tão eletrônico e digital. Observe então o território do alto. E o tempo do território no pulso. Tire o último retrato da paisagem enquadrada como uma mancha homogênea cultivada. Em seguida inicie drásticas substituições dos eucaliptos por nativas, por noviças. De: cascas Para: cortiças, de flores pro mel, de frutos saudáveis, de mognos para móveis, de nozes pros que escalam… Depois de uma geração ansiosa por resultados compare a lembrança homogênea de verde e papéis com o diverso e rico sentido do amanhã visto agora. Esta é uma questão que abrange não só a natureza, mas também a ganancia da economia monetária e o comportamento de consumo do ser humano. É uma boa oportunidade para citar Bertrand Russell, em “O Elogio ao Ócio”. Se bem que o ócio exemplar é bem defendido quando no decorrer da produção o homem já acumulou um stock incontável de papel, alfinetes e outros produtos replicados exageradamente, alguns mais outros menos utilizáveis no dia a dia. Praticamente, aquele ócio justo por causa de existir o que se precisa fundamentalmente, nasce da própria capacidade do homem em planejar o espaço que vive com a diversidade de itens benéficos que surgirão naturalmente, até ao ponto de serem transformados em produtos que ocupam espaço, tempo e influenciam a evolução.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

FUTURO IMPERATIVO

Virá promessa de transbordo em toda terra fértil
Lerão latim do Mundo novo plenamente, viva!
Ari é o nome de um mosaico branco e preto
Azulejo que embeleza porta aberta e cantarias
Nesta casa imensa antiga de aromas das Índias

Ter pousado o mapa do espaço que alcança
Sobre os monumentos circundantes da coroa
Mistificados serão segredos delirantes de Lisboa
Esta obra é para a pós vitória invicta, forte e velha
Passo em Paços das passadas de Infante, ultreia!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

CEM * TEMPO

Com o sol cheguei
Com o sol parti
Castelo e campos
Boa gente convivi

É grande a serra
Alinha ao mar
Outono, inverno
Verão voltar

Real farol
Seu corpo amar
Meu porto belo
Vou conquistar

Boca que leva à Roma
Cartas reformam Europa
Punho que elabora obras
Sangue que conta agora

sábado, 27 de setembro de 2014

BOA*LIS

Impera atriz, impera amor
Que eu atraquei em Santa Apolônia
Ao meio-dia voltei ao barco para o prato
À meia-noite já sonhava contigo em meus braços
*
Estas avenidas extensas com árvores dos lados
São linhas que conduzem ao cais do rio mar
Do homem projetista com a juba do leão na cuca
Para a nova casa sustentada poder mandar

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ARTE

Eu acabo de chegar de uma batalha
Num tempo que não descansa em paz
Participo de uma guerra contra o amor
Sem querer porque não cabe mais dor
Mesmo que levante bandeira branca
Ouço bombas que abalam meu sorriso brando
Vejo a testa frisada a lamentar com rancor
Seu passado caminho, seus pesares sem balança
Mas a chuva deixa límpido o céu noturno
É notável os pontos estrelares que ligam formas
E ferido o ar entra nas narinas e sai curando a pele
Porque assumo ser daquele exército azul distinto
De um único arqueiro divino de infinitas flechas
Que inspira os primatas pensantes às suas armas
Contra as mil faces da cegueira material mundana
Que confunde a mais bela das criaturas da Terra
Progenitora de outros filhos do filho de Marte

terça-feira, 23 de setembro de 2014

LA BRUJA

Há um caminho que já percorremos quase total por sinal. Eu o conhecia pois ia em busca da Ordem da Cavalaria antiga. Fizemos três pontes ou mais por causa do último gole de fé do café. Por isso no centro nós vimos a base do canto sagrado com flores no chão. Fomos ao norte de noite madrugando no porto dos trens de São Bento. De dia dançamos nas matas e bosques com frutos silvestres maduros. As paisagens guardamos na tenda sem teto pois o céu era o nosso topo. Pessoas, desenhos, chinelo de dedo, albergues em torres e água caliente tivemos. A faca vermelha que lascava as carnes e as peras se perdera com os óculos na porta da igreja. Na grande e altiva de pontas gótica as cartas portavam as conchas e um anjo de ouro com a Cruz de Malta. O homem confuso que louco gritava no banco banhava em incenso e buscava perdão. Partimos do campo estrelado rumo ao destino do fogo místico pagão. E no fim da terra da Europa ocidente doei a um crente a minha metálica canção. Agora trombetas angélicas quem ouve sou eu quando luz já vejo a tempos por isso te peço com paixão. Complete o desejo do encontro dos pés bem treinados com o corpo sarado e o coração nas mãos.

domingo, 21 de setembro de 2014

RIA

Chamaria a menina mais linda para navegar rios
Se a imagem que vejo fosse mais que memória
Salvaria aldeias e florestas inteiras das garras fabris
Com revista ao castelo que é o que resta de forte
Voltaria à terra que é palco de status das classes
Mas distante o silêncio abafa o desejo contento
Tocaria um tambor que estremeceria os leões
Lá do alto dos montes onde vejo aflorar o meu chão

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

IRMÃOS

Pálido como um guerreiro Pandava
Com as pernas anestesiadas de caminhar
Pronto para mais uma cidade antiga
Um olho na lente e o dedo que faz congelar

Lido o escrito próprio da fé gigantesca
Crente na reposta que fará o riso desenhar
Campanha de uma vida nova todos os anos
Seja a Bossa Nova ou o Fado a musicar

Quadras tão simples como a mesa sem pano
Rimas de um vocabulário luso triplo santo
Móveis automóveis conduzem aos amores distantes
Campos já prontos às mãos que os irão vindimar



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CIDADÃO DA SILVA SALVA

Marina, eu fiz biologia marinha
Mas sou de Minas, Marina
Eu sonho ainda servir a Pátria
A Marinha, a cívica, a educacional
Enquanto ministrava o Ministério, Marina
Eu ministrava aulas de educação ambiental
E embrenhava na mata atlântica, no cerrado e litoral
Marina, tudo por amor ao estudo da vida mundial
Na minha cidade o papel derramou tinta no rio
E eu fui navegar nas lagoas dos Açores
Cheguei ao continente europeu, Marina
Já mestre do ambiente e do território
Ecologista dos peixes de rio, Marina
Buscando a Academia dos doutores, atual
Estou em Portugal, Marina, longe da terra natal
Mas, Marina, você tem o Brasil nas mãos
E nós queremos uma ponte forte! Inter-(e)-Nacional!
Onde seguros percorra todo povo brasileiro
O verdadeiro poderoso do Planalto Central

“Eis a minha tal política poética”

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

OUTRA VEZ

D´Bandada Al Porto aberto
Estava lá porém encoberto
Cantara a pedra aos navegantes
Sobre as festas que atracam amantes
Imagino agitos que ainda hão por vir
Quando em todo mês é dado ao povo lato
Do País completo de cidades e polos novos
Grande o culto destas artes que alegram
Um tributo que enriquece a vida de quem luta
Merecido crescimento neste plano protegido
Revelando o Quinto Império misterioso
Aos formandos de intelecto precioso

sábado, 13 de setembro de 2014

MÁGICA

O grão de areia que suplico para ser base de uma nova casa
É um fragmento de paixão da pedra dura que situa no coração
De uma branca lâmpada que abriga um gênio forte e imperdoável
Que me faz sentir ao longe o eco do meu grito de dor desesperado
Pingam gotas de amor por quem um dia ao lado andou estradas
E edificou pilares majestosos hoje em partes fissurados por enganos
Nem que fosse um rei com as minas de ouro e os instrumentos todos
Que alertasse os obstáculos do trajeto e o feliz encontro do tesouro
Da cria que queria que o par voltasse a bela história da ilha num passe

TERRA EM DIA

Toda Quinta lembra o cheiro da canela pronta ao paladar
Quer vinda das Índias ou dos quintais das capitais da Europa
Desde o castelo alto com bandeira ao vento e vista ao mar
Quando lembro do sonho desperto bem melhor com a idade
E não sucumbo antes à possibilidade de um fronte a fronte
Que por tamanho a pequena prende o grande de olhos claros
Sorridente como um arco-íris côncavo a fazer uma ponte extrema
Chegam cem palavras que talvez descarte por centenas de milhares
Mas aposto na coragem de enfrentar a lente que imprime nossa imagem
Neste tempo trabalhado das semanas num cantinho solo a contemplar as Quinas

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

UM E UM

Essa chuva é aquela mesma chuva antecipada e refrescante
Que me fez molhar os pés na poça inglesa da divisa
Vendo o vidro salpicado do museu com gotículas salgadas
Quando ia pela borda do quartel da Lapa rumo à missa
Pois havia já chegado ao norte com a sorte e o coração pulsante
Vivo com os viventes que alegraram simplesmente por estar ali
Todo peixe que extraído seus cristais são a muito decompostos
Mas a coleção descansa em tubos de ensaio curtos em fileiras longas
E na mesa dos jurados já está bem explicado que eu subo o patamar
Com a garra de buscar naquele eixo rico entre o beijo do rio e o mar

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

SELAR (Inspirado em José de Alencar)

O sertanejo apaixonado está por Sinhá moça agora
Pela doce e delicada Dona com a força da roça parda
Esta rosa que aprova a fala da explicação histórica
Mas foge da linha que alinha os olhares da sedução
Do campo translada à cidade daí cruza o atlântico
E encontra o seio que abraça com amor que arranha
Mas como não leva trela reparte palavras e parte só
Para Américas d`artes ou África das ciências humanas
Isto porque após nascido o Tio ergueu na janela o filhote
Saudando os que viam o branco no alto de nobre encanto

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CRIATIV * MUNDI

Viva ativo e intensivo para o Mundo
Sabendo do Mundo desperto nas mãos
Estude os traçados e as rotas do Mundo
As voltas que Mundo dá não são em vão
Suba a escada da torre e observe o Mundo
Imprima palavras que o Mundo traduz então
Reúna todo mundo e organiza o sistema do Mundo
Que o poder do Mundo é um misto da nossa grande união

terça-feira, 9 de setembro de 2014

SHIVA, KRISHNA E MAIS

Nas noites do Porto eu vi algumas figuras marcantes. Levava comigo quase sempre um instrumento de sopro que sonorizava quando estava mais desinibido e a rua cheia de gente. Diria que estas pessoas marcantes apareciam num ápice, participavam do som e logo sumiam misteriosamente. Porém eram de fato reais. Posso relembrar um e outro. Um, trazia consigo um instrumento de toque e seu sorriso seguro era constante. Sua batida no tambor era forte e eu ritmava o sopro por minutos contínuos em conjunto com ele. Os ouvintes não se aproximavam muito mas ficavam com os ouvidos colados, gratos talvez pela substituição do murmurinho massivo das conversas. O outro, fazia um assobio, uma vibração sonora sem qualquer instrumento, exceto a própria caixa bucal. Quando ouvi a primeira vez aquele som fiquei à procura de outra flauta pois esse era o som que se assemelhava. Depois que descobri que era alguém ao meu lado a fazer aquele som fantástico tive um enorme respeito por aquele indivíduo ao ponto de imaginar que era um sinal do próprio Krishna. A minha felicidade maior era ter estado junto destes personagens como uma dádiva sem os ter procurado mas os próprios procurado a mim. Entre outras pessoas que conheci nas noites do Porto haviam outros personagens mais assíduos, não menos marcantes que estes dois lembrados. Nas ruas haviam pelo menos 10 guitarristas, 5 percussionistas, 3 flautistas, 2 gaiteiros e muitos cantores e cantoras. Era um encontro que prosseguia num palco aberto, uma enorme banda livre, sem medos, cercada de beldades participantes que passavam noites quentes, frias ou chuvosas e chegavam até o dia claro seguinte neste evento vivo que não acabou ainda.

Co. IN. B. RE. PRÓ. VAI.

Um monte de professores assentados
Não andam na frente da bancada
Nem usam o quadro negro ou branco
Mas clicam assegurados pela fibra ótica
Que os expõem como superiores supérfluos
Comparados aos amadores que brincam
Ao invés de criarem novos exemplos
Estes professores assentados em gabinetes
Aplicam gabando exames ao enxame confuso
Com base nas páginas de acesso às plataformas
Que não formam por registro virtual apenas
Mas engana e faz vexame esta edução superior caduca
Composta de tanta gente posta a não ser “bosta” nenhuma

Ass.: Mestre

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

PRIMEIRA PESSOA

É verdade, eu não estou num posto atual
Aparento estar antigo no tempo
Com todas as qualidades que impedem malícias
E também avançado no tempo com prontas fundações
Eu sou mineiro, uai! Daquela região famosa, sô!
De arquiteturas vindas de cá da terrinha, ô trem!
De tantos alimentos que não cabem na mesa pro rei (oi : )
Dos líquidos mais fortes com sabor de terra e árvore
Dos cavalos e cavaleiros que cravam cruzeiros noturnos
Dos viajantes que exploram o Mundo em conquistas
Graças a Deus, crente no máximo poderoso
Falante com gestos ou sem gestos, apenas o olhar
Como o velho bordão do come quieto e agradece
Por estar acostumado com a chuva na praça
Junto dos moleques descalços de várias cores e raças
Que utilizavam fortes armas capaz de desarmar qualquer um
Por fim, uma unidade distinta e ao mesmo tempo igual
Pois, eu sempre coloco o título do pensamento no final
A não ser que comece o título de início
Mas isso nunca é uma regra geral

LIBERTAS IDE

Tenho acesso aos postais do dia
Mesmo antes ou depois do dia
Dos acontecimentos marcantes de outrora
Que na beira rio se fez parte dessa história
Mas agora a Vila se enfeita eufórica
Nas ruelas ao lado da igreja as tendas
Abundantes produções por mãos de artesãos
Ajudados pela vida fértil desta terra antiga
Sou o último a desligar o banho quente
Para ser o primeiro a preparar para a despedida
Porque tem mais encanto ouvir que fique agora
Quando sinto que venci a saudade d´outros anos
Não que estive perdido pois a bússola sempre aponta
Para um rumo noviço ou dá voltas e chega ao meu próprio canto

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CAPA

As manhãs bem cedo tem as ruas limpas. Jogam água nas calçadas com aromas de bom cheiro. Eu costumo retornar aos lugares que a primeira vez vou. E agora passo muitas vezes em trechos do caminho de Santiago. Não despeço da cidade grande ainda porque as peças velhas que carrego se amontoam em três baús. Neste trilho as paisagens mudam como as quatro estações. Sobre a ponte entre as nuvens, beira mar litoral sul douro. Campos florestais impõem matas verdes, nos telhados o barro seco ao sol.

LIVRO

Vivendo como um simplício
Entregue às orações cristianas
Fugindo de maya que prende 
Buscando na vida o nirvana
Inevitável a roda do tempo
Com o sol que chama as plantas
Com a água que as raízes procuram
Ao lado do mel e do pão com manteiga
Intácta a perna salgada transmontana
O quejo curado em terras distantes
No meio que os olhos expertos vigiam
Na mesa com dois musicais empolgantes
Lembrando do mar que não sinto revolto
Sabendo pensar, esperar, jejuando
Carente daquilo que finda mas compra
O texto ilustrado do amor que se dá

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

KAMA

Pensar alto demais até ao ponto de estampar
Na vista preocupante dos que protegiam ao par
Fui treinado simplesmente para ser capaz de chegar bem
Observando os mais velhos próximos que foram além
E não pensaram alto somente mas incrementaram
Fundiram casas cheias ao calendário dos nascimentos
Juntaram às festas contribuintes vindos aos montes
Que me fizeram mais beneficiário dos meus próprios dotes
Porque tardando o meu sucesso destinado é certo haver
Espaço para mais tempo ao agrado dos guerreiros bravos
Perdurando aquelas glórias planejadas ao fim do trabalho árduo
Que aprendi com rapidez saborear quando faço o que faço

ZONA

Percorre-se o País facilmente
Da faixa centro se vai ´prao´ sul
Do sul se vai Algarve e Equador
Se vou ficar, País, vou viver
Se vou partir, País, vou voltar
Aonde estou o sol se finda tarde
No topo das montanhas e nas estradas vazias
Conversaria com mais gente se estivesse fixo
Mas a motricidade do corpo me isola
De vez em quando conto que naveguei mercante
Que preso estive no comando do meu comando
Como posso tomar tudo se tudo segue a me tomar?
Talvez porque me falta a corte, a cortesia
De um conjunto de mestrias que reconheceriam
Um forasteiro errante portador de um corpo nobre
Mais que os pelos do rosto e os músculos das pernas
Mas principalmente com amor pelo ambiente do território
Que ora parece um deserto pobre despovoado
Um terreno amaldiçoado pelo ócio da esperança
Ou apenas um castigo para quem espera
Um desperdício de todas essas funções

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

SARA O MAGO

Coimbra B ruma à Capital
Campanhã é a Coimbra B de São Bento
Sobre estações que passam em Aveiro
Em cidade fama de estudantes
Antes a base, sempre tende ser assim
A cidade tem um rio longo
Tem também uma ponte que atravessa
Toda serenata em noite escura revela o nome
Entre as gentes que se banham em lua nua
De uma poesia que encanta cordas instrumentais
Canto, eternamente canto
Internamente o pranto
Caminha no meu chão
Belo, austero e viril

TE VEJO TEJO

O momento ao vivo tem algo de fantástico
Hilário, emocionante, instantâneo
Desde escutas e falas de quadros diretos
Até os jogos de interpretações quaisquer
Mas a calma no meio destes movimentos todos
É o aconchego de um seio tenro constante
Onde os bons dias passam com crescimentos lentos
Melhor que a estagnação de análises já passadas
Ou a negatividade de um confronto civil
Estes personagens incluindo o próprio passatempo
Nascem para assistir ou serem assistidos
Em qualquer pedaço deste Globo quase único
Ora, a língua tem esse poder de toque
Chega agora nos quatro pontos cardeais

QUÊ CÊ TÁ FAZENDO?

Posso lembrar seguramente de que pelejo desde novo comunicações sobre o Meio Ambiente. Contexto que é definido como toda ocorrência de seres...