quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AINDA QUE GAGÁ O VELHO DA TORRE ENSINA

Na sua posição, fique aí, na sua posição. Haverá murmúrios que virão por verem suas mãos pousadas sobre os joelhos. Alguns caminhantes que passarem à sua frente te verão como a frente toda de um exército inteiro. Os idealistas o terão como ícone da expressão. Nós somos independentes dos executores, mas os executores dependem dos idealistas. Debaixo dos seus olhos seus entes testarão suas antigas habilidades de competição, esquecendo apenas que competia sem intenção. Conquistadas as medalhas, antes, todas elas não eram gravadas, mas já estavam registradas as vitórias em comunhão. Digo com firmeza que sustente mais algum tempo neste seu posto. Fique aí, firme. Poderá parecer que as condições te limitam, mas lembre que seu trabalho ditam as condicionantes do que é ilimitado. Isto é seu suor filosófico. Tem o mesmo peso que a martelada de um ferreiro. Continue. Um ou outro te dirá que a filosofia é vã. E você dirá que é rica, vã e pesa como um instrumento qualquer. Por fim depois de algum tempo levante e siga. Rumo à maresia que te isola das malícias. Faz visita à casa da vida aquática entre ilhas. Viva dentro de um navio. Desembarque em um belo porto, fixo, pronto, esta é a sua posição.

FUNÇÃO

Eu me pareço com você
Um ser orgânico simples
Com desapego sobre monetários
Mas utente dos minérios que existem
Receptor do sangue que nos dá afeto
Talvez com sorte por ter nascido nesta casa
Creio que a vida quis que assim fosse
Contudo todo mundo nasce com honra
O que de fato é um conceito complexo
Mas com autoconhecimento isto se torna certo
Nem por isso é falta de humildade ser teimoso
Poder fazer complexas teorias de ensino e política
Num posto sentado, tranquilo e ileso dos perigos
Criador de textos nobres só por causa do destino
Perto das batidas árduas que constroem edifícios
Estas posses perpetuam aos descendentes vindos
Serve tanto ao presente inteligente afirmativo
Como se houver futuro, que não será interrogativo

LIÇÃO DO QUINTO IMPÉRIO


Eu espero que a chuva caia
Com tanta força bruta
Que demonstre às crianças
O poder da execução

Gostaria ver de perto o rosto
Da beldade protegida equidistante
Ao saber que moro longe
Bem pertinho dos trovões

Quando vejo algum ratinho (humano)
Orelhudo, branco, zonzo e leve
Tenho pena dele, pois, por causa
Da patada do leão

É por isso que respiro e falo brando
Mexo os dedos e suplico aos anjos
Dos relâmpagos no horizonte altíssimo
Corram as nuvens e esqueçam o pranto

Pois o mando é de natureza régia
Quando grita forma o povo alerta
É ao mesmo tempo medo e crescimento
Do estrondo que cativa a audiência

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

FLECHA

O velho caderno amarelo encontra a fina ponta da tinta
Quando a irmandade acompanha desvendar novas trilhas
O topo no centro do chacra da minha coroa emana brilho
Por causa do sol majestoso que ilumina nossas vidas
A fronte da minha testa forte é cruzada e benzida
Porque a reza diversa do colar de esferas é simples
Meus punhos almejam espadas de luz como velas
Pois na terra escondida revelo tesouros magníficos
As líricas poesias impulsionam as paixões antigas
E os materiais decoram com beleza os casarões
Quando elevo o olhar para o céu estrelado delicio
Sinto falta do horizonte marinho quase todo infinito
Mas encontro razão cabisbaixo ao pensar que nasci amante
Sendo assim sou ciente que os desejos me seduzem a todo instante
Então peço ao destino que a chuva beije a terra e encha os rios
Sorridente e harmônico porque o tempo propõe-se eternizar os dias

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

D`ARC D`EUROPA

Por causa do som do seu reluzente presente
Ouço esperança em todo refrão consequente
Por mais que o embalo seja de um barco distante
O eco do seu nome é o que mais me faz fascinante

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A ESPOSADA

Vem primeiro que a corja enfeitada
É justamente o fogo na palha
Que deixará uma boa sequela
Parece tristeza mas é puro consumo
Pensam em fragmentos abstratos
Enquanto revelo as estradas do Mundo
Ouvi mil vezes, ouvi, calma
Respondo o oposto com revolta
Porque essas horas passam
E se não faço, as forjas param
Não vigora nada, inexiste muito
Pois baú graúdo é aquele aberto
Onde afloram gamas de ritos
Com poderio de invadir o peito
Sem causar efeito de mau juízo
Mas sim gosto da prova da felicidade

sábado, 17 de janeiro de 2015

CRÔNICA NA CERTA

Quanto mais bobeira fizeres
Mais bobo(a) serás
Com toda educação
Me perdoem os palhaços
Eles se esforçam
Para fazerem parte da corte
Até têm piada
No picadeiro
Óh, Coliseum
Essa nota que te apresento
É para me dares um papel
Tola(o)
Boa noite
Para mim a cerveja é doce
Por causa do amargo
Da sua maldade podre

O ATO

Se vê
Pronto
Destinado
Como a água que escorre
Pelas cachoeiras
Pois nada se parece com a caixa
Nem a negatividade absurda
Ora, o não, não seca nem molha
Dama
Perto eu vigoro
Contínuo
Como Mundus Partum
Que é visto como a Criação do Mundo
De histórias como essas
Então trate te situares
O meu reflexo é ileso
Porque ocorre no tempo
Como o rio na água, navego
Sorrio
Frente a uma mancha no rosto
Que conhece quem vive à sua frente
Mas prefere ser espectante
E só dança porque move a vista
Sobre quem te quer
Pensa que somente vivo só?
Enganasse
Ora essa, eu só, descanso
Trabalho agora mesmo
Mesmo só
Mas vivo
E agora apenas vivo
Tenho um plano
Para o seu sim
Eu sou o dono
De qualquer tempo
Até o fim

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LIGA

Era um sonho
Eu partia do Porto
Por um rio fino
Onde só cabia uma canoa
Mas eu remava
E chegava em Lisboa
Bem na margem
Na beirada
Muita gente
Muitas casas
Eu desci da minha barca
Coloquei a vestimenta
Só calcei uma chinela
E na janela do horizonte
Vi um rio grande
Uma ponte
E um portal
Real

OIÇA (OUVIR)

O trem apita para avisar que vai passar aqui na frente
Quem tiver pratinha que corra logo, bem antes
Pouse numa linha para selá-la e aguarde
Mas quem não tem pratinha reclama da demora
Do trem que também transporta a bauxita das minas
Com apito também avisa que é possível imitá-lo em companhia
Digo, em companhia de amigos que em frente a estação, dos correios
Reúnem vozes, drinques e instrumentos sem espaço para o medo
Com abertura a qualquer "nêgo", principalmente às damas
Que a altas horas não se vêem, repousam nas camas, talvez acordadas
Mas, se lá no centro a Maria fumaça me conceder um grito diferente
Eu sem qualquer metal no corpo levo ao dente um sopro quente
E com olhos vivos mergulhado em êxtase por fazer parte disso
Entrego o nosso som proibido das noites e o incenso das árvores distantes
Até o delirante pensamento de estar em todas as partes de uma pirâmide

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A DECLARAÇÃO QUE O VELHO DA TORRE CHOROU

Quando cada ou qualquer desenho meu realçar o décor do seu coração quer dizer que realmente vivemos juntos no mesmo espaço. Para mim é tão simples como elaborar uma única letra ou ponto fazer-me presente e constante ao seu lado. Pois nos dois hemisférios já constam bibliotecas cheias desses ícones o que se estendesse cada obra seria como flutuar com um transatlântico pelo oceano. Se a minha riqueza é variada, espalhasse, um tanto mundana com mesmo tanto misteriosa e oculta. Porém o fruto vigoroso de um amor intenso é o melhor gozo terreno, é o maior espólio possível de ter. Enquanto vivermos e juntos estivermos é certo que a água da fonte mais bela transborda.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SOBRE AS LINHAS

Sabe sim que eu vi
É impossível conter pensamentos
Saiba que expressar é um tipo de trabalho
Que não para já faz tempo
Esse tipo de escrita tem causa e motivo
É o tal poder que te digo ter você
E ter você como fiel é ser fiel
É mais que sorte, é efeito
Tudo que segue será muito positivo
Pense bem, bem feito
Como pode assim alguém
Fazer a outro alguém
Mesmo ao longe
Sentir tão bem?
Com poder
Aparentemente externo
Mas acima de tudo interno

CARAVANA DALVA AGAHATA

Quem vem? Ver quem? Dormir aonde? Comer o quê?
Vou pela Estrada Real qual Santiago de Compostela
Tenho a rota nas mãos e um formigueiro nos pés
Para registrar paisagens e escrever os sentimentos
Comportar viril status e declarar amor intenso
Assim começa a minha revolução na Pátria
Numa estrada negra, branca e amarela pelo sol
Pisando a terra chão, ouvindo os ecos do coração
Essa é minha proposta e basta um passo apenas
Prosperar sabedoria, produzir para te ter amante
Porque o que move é uma paixão constante
Que aviva a cada dia a nossa maravilhosa existência

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

RARA LUZ

Para com palavras cortejar a bela dama
Que é rosto do cerrado de olhos d`água
Necessária ponte pois estou na mata atlântica
Seu passado vem sereno, vem das índias
E eu nascido de uma tríplice oceânica
Sê feliz por essa heterogenia em genes
É tendência ter saúde e a família aumenta
Se um pingo de consideração valer a pena
É certo que fundo o castelo com pilares novos
Onde dentro bem faremos a terceira joia branca

domingo, 11 de janeiro de 2015

GIN

No belo horizonte de ondas gerais
Revelam desejos valentes que imperam
Os sonhos expostos no xadrez mais terno
Ouvinte, parelha na sala pequena da pausa
Diante do intenso texto e a pinga de café
Meu bem tenha dó dos maus de espírito
Não lhes consta beleza alguma sequer forçada
Quiçá momentos de clareza quando dormem
Confiai nas horas, elas seguem, as cavalgue
Eu te peço uma mão para erguer o pilar da união

CATITA

Eu te diria ao pé do ouvido o que verdadeiramente sinto
Demoraria uma vida inteira para você aprender o que sei
Por isso um toque nos lábios acelera e aumenta o calor
Há dias que levo uma flauta mas hoje eu portava um anel
Por não saber se fico ou se vou me apresento e despeço
Como Pessoa eu quero que me leiam sem saber quem sou
Eu já assumi a morte como sucesso e a vida como aventura
E sou imensamente grato aos que me suportam com amor

sábado, 10 de janeiro de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DA SÉRIE: ÓIA PROCÊ VÊ / BÃO PRA DANÁ

Tudo começa com um pé carregado de goiabas
É uma árvore grande, branquela, cheirosa
Depois, pela estrada, cê vê um monte de pastos
É ali que está o outro ingrediente provindo das vacas
Da goiaba se faz goiabada
E do leite o queijo minas
Aí, cê corta um pedaço de um
E junta com uma lasca do outro
O doce mistura com o soro salgado
Aguça a saliva que enche e extasia
É conhecido como Romeu e Julieta
Eu prefiro a Julieta
Mas é só nessa hora que eu como o Romeu

O CASTIGO DO REI

Viva!
Porque tudo que fizer valerá um dia
Valerá por tempos depois da vida
Sonhe!
Porque seus sonhos são realidades
E a realeza dos seus sonhos é estonteante
Ame!
Porque seus desamores virarão árvores
Onde pousarão pares de ases para a evolução
Lute!
Porque suas vitórias mudam
Ajustam as falhas da direção
Peque
Porque sua desculpa agrada o criador
E serve de molde para as correções
Sofra
Porque a felicidade é ilusória
E assim está isento das prisões da dor
Morra
Porque a morte te renova sempre
Para continuar esta Tradição presente

ELA É TODA BELA

Toda pedra vale a base
Todo amigo sabe o bem
Todo gato preto é sorte
Toda lua dorme nua além
Todo não é sim de longe
Todo encontro some
Toda semana acaba
Todo anel encaixa
Tudo é nada pra mim

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

UM LADO SÓ

O fundo do meu olho esquerdo está vermelho
Porque o tatâmi que recebe minhas costas gira
Enquanto conhecidos amontoam em almofadas
Diretrizes não diferem liberdade de anarquismo
Abalam os que oram e matam os que brincam
É em silêncio que se bebe o vinho tinto sozinho
De boca fechada se alimenta com pão o espírito
É tampando os ouvidos que suporta aos gritos
E de braços cruzados que se engana o inimigo

RALLY

Veio ao longe sem obstáculos
E na minha mão retardatários
Eu te vi!
Eu te vi?
Eu te vejo em toda parte
Na insônia da minha ânsia
No museu da minha juventude
Nas palavras que escrevi
Nas que apaguei e não esqueci
Nestas mesmas que leu e fingiu que não entendeu
Se acostume
É assim com todo elemento plutônico
Gero por querer uma reação platônica

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA NO BRASIL (I)

TRECHO DE: DOM KISS HOT E SANTO PANÇA
*
Pança explica para Dora Té, que Dom queria vê-la a todo custo naquele exato momento. Mas como ela estava de mau humor, trancou-se no quarto e negou. Ele então ameaçou partir como um foguete em erupção.
* *
Ele ameaçou voltar porque faz parte da natureza dele
Porque do lado de lá tem uma malta à sua espera
Nas ruas os músicos loucos procuram quem lança
Nos centros os azulejos eternizados querem novos traços
Nos montes as rotas peregrinas engessam as marcas dos passos
No frio o sangue do seu amor ilhéu, peninsular e romano aguarda
Até na corte que arregala cada vez mais os olhos debaixo da capa
Nos rios que ganham mais vida por causa dos seus desafios
E os cavalos que ele viu de longe relincham só porque ele pensou montar
(...)
O QUE DOM FALARA A DORA TÉ PELA PORTA
*
Dom era um homem bravio. Tinha um orgulho atrevido porque era seguro consigo. Além do mais, Dom, tinha fé e toda essa peitoral arrebatadora era abençoada pela humilde posição que ele servia a Deus.
* *
Vou me embora agora
Há outras mulheres que me querem
Farei sons até o sol raiar com meus amigos
E planejarei uma nova Catedral para aquela que se casar comigo
Vou a Santiago de olhos fechados guiando pessoas do mundo inteiro
Depois chego até ao pé do polo norte para beijar os pés do meu herdeiro (a)
Porque não há ninguém nascido com um aro invisível e tão claro como o meu
Ao mergulhar nos rios os peixes vencem as barreiras para continuarem o seu ciclo
Todos lusitanos e árabes que eu ver serão tratados e escovados para o meu Rei
JESUS CRISTO

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

QUEM É O GIGANTE?

Depois que o gigante acordar ele tem que ver televisão. Qualquer canal. Qualquer telejornal. Alguns anões perseguem este meio tecnológico informativo. Dizem haver manipulações, conspirações, dramatizações. Não pode ser mentira o que se vê. Nem ânimo, nem folias, nem santos, nem reis. O gigante, depois que acordar tem que ver TV. Ele ficará boquiaberto com o que se vê. Ele deverá levantar-se, convocar sua equipe, começar a caçar os crachás no topo desta pirâmide de poderios democráticos inúteis, limpar as carnes podres que infectam os rios e esbravejar para que o sistema de luz e água deste tempo moderno funcione para os seus filhos. Ele deverá chamar a armada para apontar seus canhões aos palácios e casarões onde discutem qual barril irá pra cave de quem no exterior e tomara que não derramem enquanto movem. Porque se isso acontecer creio que o gigante fechará as portas do jardim e colocará uma rolha no fundo do mar. Que seja impor para ensinar que a troca anual dos formatos plásticos dos celulares não serve mais que um livro, seja mesmo digital, lido enquanto descansa ao sabor de uma conversa ao vivo. É que o tamanho do gigante é continental. Ele é responsável por muita gente. Os seus planos são maiores que as partes lembradas de todos os sonhos. Ele existe, dorme, acordará a qualquer instante. Mas, quem é o gigante?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

BÔAS DO VALE

Compreendo perfeitamente os abismos do planalto
Estou de volta, cheguei a exatamente um ciclo completo
Não conseguia mais suportar viver de quarto em quarto
Ainda mais com o fim dos vínculos sem elos de renovação
E com o atraso do órgão do sistema onde sou apenas um neurônio
A verdade é que quero subir mais um degrau no estacionamento dos navios
E se não conseguir terei que elaborar um novo plano aqui mesmo
Mas, veja bem, gostaria que prestasse bastante atenção nesta parte agora
Chegou a hora de vestir a camisa para realçar a tatuagem da bandeira
Levar o escudo ao peito e entrar de vez nas batalhas que já estou a travar
Isto quer dizer que fico a disposição da Terra, das forças dos rios e do mar
Junto com um Partido novo para integrar de corpo e alma, desde já
Não quero mais ficar oculto com artes soltas numa biblioteca de ideias
Afinal existem jornais maiores e as lentes demorarão um pouco a captar
Acredito que posso contribuir nas vertentes do Meio Ambiente e da Cultura
Tenho alguns papéis pintados de biologia, ecologia, ambiente, território e educação
Como diria Renato Russo, vivo com meus pais, e o almoço é uma delícia
Visto as mesmas roupas de a 10 anos mais algumas peças do segundo irmão
Dependente do sistema familiar “leonino” por assim dizer, sem ferir e sem feridas
E como uma batata quente em busca de algum emprego logo e uma menina bonita
Por isso, me leve para o norte do Brasil, para o oceano da Amazônia
Apresenta-me a floresta densa, os grandes bichos, um rio da bacia, os índios
Quero ver a cultura nativa, deixa-me mais perto da linha do Equador, por favor
Deixe-me conduzir a bússola deste time, já estou pronto para a partida

O VELHO DA TORRE

- Mestre, não se assuste com o que vou lhe perguntar. Eu posso ganhar dinheiro com as coisas que faço?

- É claro que não me assusto. Sou seu mestre.

- Mas, Mestre, posso ganhar dinheiro com as coisas que faço?

- Pode.

- Só?

- Você não se contenta com o poder. Vá, abra aquela janela.

- Sim. Pronto. Agora está aberta.

- Vê aquilo tudo lá embaixo? Não custou nada, não foi você quem fez e quem fez só ganhou a imortalidade.

- Mas é verdade que todos renascem, até os que não buscam riquezas e vivem sem pensar em recompensas.

- Pois é, são como eu. Tenho você ao meu dispor e tudo o que você ganha serve para quem não tem ensinamentos.

- Então é melhor continuar querendo assim.

*** TEXTO CRIADO EM 2008 (CINEMA NOVO NO VELHO MUNDO)

– Introdução à intenção de exposição nunca adotada por qualquer CIA a não ser só por mim

Em fevereiro 2005 eu retornava ao arquipélago dos Açores e na ilha de São Miguel permaneceria até abril de 2008. Neste tempo integrei à equipe de pesquisadores da Universidade dos Açores num projeto limnológico de mitigação dos impactos biológicos ocorridos nas 3 maiores lagoas que na verdade eram as bocas dos vulcões (Sete Cidades, Fogo e Furnas) cheias de água. Consegui uma câmera emprestada com o departamento e fiquei logo incumbido de registrar a pesquisa. Entretanto filmei mais que biologia, pois queria registrar todo aquele espaço em que vivia. Afinal estava no meio do Oceano Atlântico Norte português, longe de casa e cercado por mar, céu, fogo e uma terra verde. Este é um “filme” completamente amador onde constam razoáveis tomadas e quadros arquitetônicos, paisagísticos e tem uma trilha sonora um tanto rara, (do meu gosto) por se tratar de música tradicional portuguesa antiga, centenária, diria eu. O fato de querer trazer à tona este vídeo e tentar apresenta-lo simplesmente em festivais como o CINEPORT é porque, eu, provindo de uma cidade berço da história do cinema brasileiro, sem rodeios, onde foram realizados os primeiros filmes de Humberto Mauro, pai do cinema brasileiro, poderia ser eu um filho escarrado também no enquadramento de movimentos? Tenho para mim uma máxima (frase) de outro cineasta brasileiro, Glauber Rocha, que também adotou a frase de outro cineasta, Paulo César Saraceni, ambos estudados quando descobrimos outras dezenas de artistas na escola e pela cidade de Cataguases. A frase de Saraceni era “Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” que para Glauber era “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e para mim é: “Uma câmera na mão mil ideias na cabeça”. Os 20 minutos de registro visual que se seguem são da Ilha de São Miguel, Açores, conhecida como Ilha Verde, com um clip final do trabalho científico que participei como estudante de biologia marinha. TPN ***


http://youtu.be/zmLtNrG4M-4

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

LUSOS / ORDEM DE JESUS CRISTO / TEMP.DE.FRANZ

O Clero precisa manifestar terrenos para o povo
As Forças precisam escolher entre honras e política
Enquanto aqui o calor castiga sem dó nem piedade
Sorridente, pois não há alternativas ao viver num oásis
Sorte a vossa a terra estar muda, seminua e nada crua
O mar é que me procura e já preparo para ver cetáceos
As construções abrigam moradores que procuram portos
Os construtores deram carta branca desde que não sujem
Escritores, pintores, pensadores não residem facilmente
Porque aguardam os profetas messiânicos prestes a acordar
De um Templo iluminado por uma só vela que guarda a espada
Feita do suor que a palma abraça o punho de Nosso Senhor

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ARIANO SCHMITT

De ciganos expulsos a emigrantes ingleses
De família festiva a dentes de leões ferozes
De uma pele branca e um sangue negro
De uma fé na bondade vencer a maldade
De uma vontade de chorar por sorrir tanto
De uma pessoa que ama sem ser amado
De um início filtrado para a pureza do fim
De um ganho absurdo só por pensar assim
De uma ida certa sem volta para a partida
De um tropeço tosco já com tenra idade
De uma espera por colo, certa, toda pra mim

SE EU NÃO TE VER

É porque tinha que ser
Porque o barco afundou
Ou a nave despenhou
Mas, seu pai era um andarilho
Um mestre desde nascido
Um crente em Deus de coroa
Um marinheiro das montanhas
Tocava instrumentos de ouvido
Os extraterrestres amavam sua língua
Fazia muitas outras coisas sozinho
Montava cavalos só por ler livros
Cantava mantras e preces em transe
Tinha um punho forte e um grito bravio
Onde surgiam formas e desapareciam inimigos
Não tinha nada mais que você primeiro
E antes de você, ele tinha a vontade de ter você
Ele sabia que essa vida era a continuação de outra vida
E a próxima vida será a continuação desta vida
Por isso, mesmo que você não existisse
É certo que ele se encontraria consigo
Bem no centro da matriz de tudo
Onde agora está bem vivo e diz: SEJA FELIZ!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

EIS A FACE DA TEMPESTADE

Começa com pingos maiores que qualquer pratinha
Faz mini rios de enxurradas com barquinhos de folhagens
Pois as árvores são imensas, são imensas árvores
Tomba outros caules que pretendem ser arbóreas
Lava em três minutos qualquer pessoa antes imunda
Limpa esse cimento quase estéreo pois a força é bruta
É uma coluna d`água porque o sol é rei e toma as gotículas
Suspende a massa toda numa dança ao som de raios e trovões

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

DESEJO O ANO NOVO

Poder continuar a travessia
Sobre a terra e o fogo
Frente a água e envolto em ar
Humilde no aprendizado de cada dia
Orgulhoso por repassar o que quiserem
E ter melhores condições de vida
Isto engloba matéria e espírito
Autonomia para poder realizar
Criar quem vive já e mais, procriar
Desejo ver o campeonato carioca
Continuar filosofia, ciências e letras
Dormir mais à hora certa
Comer manga a escorrer pelo queixo
Rever conhecidos e executores
Amores e mestres antigos
Desejo ser exatamente o que sou
Para ter condições de andar convosco

UM POUCO MAIS

Os Titãs me pediram pra reclamar da sexta
Andam a tentar me sugar em pé
Não finjam que confundiram com açúcar
Não tem sabor propriamente
O menino da estação já havia me dito
Abaixe os preços, por favor, está tudo muito caro
Pensava ele que era só levantar os braços
- Ei, arranja-me um copo, se faz favor!
- Sim, um minuto, mas tem que pagar dois
(¨¨)
- Aonde você estava mesmo?
- A questão é: Estão pensando que eu sou quem?
- Isso complica um pouco mais. Quem é você mesmo?
- Alguém capaz de revelar a extorsão
- Isso quer dizer que você é...
- Suuu... Silêncio. Um pouco menos, irão querer mais

domingo, 28 de dezembro de 2014

***CUBA***

Se O Rappa canta “me abrace e me dê um beijo” e ainda diz “faça um filho comigo”, por que é que eu não posso olhar bem dentro dos seus olhos? E aproveitando o embalo. Se Leonardo Da Vinci, por que é que eu não posso dar dois? São questões que afirmam a liberdade.

ALMANAQUE

O Ministério não prende ou trava ideias próprias
200 pés de sumo procriados que gerarão pratas
Quando pisa a uva para o sustento desde tempos memoráveis
Onde a alegria hoje é o compasso da reunião amiga forte
E não há espaço para tristeza, nem cheiro dela, ninguém chora

sábado, 27 de dezembro de 2014

POUCO É ALGO MUITO IMPORTANTE

Crônica:

Eu tinha 15 reais
Ainda tenho menos
Podia dizer que não havia
Se não houvesse de fato
Mas há, ainda
Para constatar que suporto
É um comportamento humano
Digo mais
Cheio e diversificado de sentimentos
Ora pois,
Fácil como a língua cárnea abençoada
Misteriosamente oculta é o páreo
Porque de uma cidade à outra
Há estradas onde morros são corações de copas


*** Para os filhos vindouros***

PAR

REINA
*
Dama
O tempo passa
O paraíso é uma dádiva
Pousa e encanta a nobre gente


REI
*
Dá
Pede
Tem
É

ESPERA

Enquanto para uns é dia
E para outros é noite
Para o sábio é igual
Supremacia, pois, vigente

CEDIM

Viver com o que acabou
É tempo consciente
Atento como um ápice
Mais sonoro que a manhã

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

JUIZ FEROZ

Eu discuti sobre imagem. Só acho justo alguém reclamar a sua própria imagem exposta ao Mundo quando é isento por completo da participação do Mundo moderno. E vejam bem, um dos símbolos da modernidade é o espelho. Se uma pessoa se olhar no espelho e não gostar do que vê de quem é a culpa? Outra ferramenta é a fotografia. Pessoas têm nome e imagem. Estas duas coisas são apenas coisas banais. O que devemos realmente pesar é a essência, o que emana do som, das letras, as consequências das opiniões, o resultado das ações. Para hipócritas ditos radicais, lembro uma radical entre os radicais do passado. Faço assim uma homenagem à “Princesa do Brasil e quase Reina Del Plata, Carlota Joaquina”: NÃO OLHEM PARA MIM!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

PARA A PINTA

Eu vi o trem passar e ele não levava passageiros
Eram muitos vagões de carga com ou sem bauxita
De onde eu vim o comboio levava muita gente
Demorava uma hora e quinze minutos para percorrer 55 km
A pé eu já fiz este percurso em 3 dias, acredite
Uma vez entrou no trem uma família humilde
Todos pagam o passe por mais que o pica* não veja
Era a primeira vez que o filho mais novo sentia a máquina
Eu ajudei dizendo onde era a sua estação de destino
Tive tempo de dizer que aqui em Minas há Maria Fumaça
Como eu disse todos pagam o transporte público
Custa o necessário para evitar greves ao máximo do salário mínimo
O que quero dizer é que meus amigos ganham a raspa do petróleo
O suficiente para terem gasolina “y otras cositas más”
Eu só tenho moedas velhas, um euro novo e quinze reais desbotados
Contudo vale uma viagem ao meu lado, seja de trem, a pé ou a cavalo
É fascinante. É como um almanaque inteiro vivo. É uma maturação instantânea
______________
*pica: Apelido popular dado ao fiscal do trem que utiliza um instrumento que fura (valida) o papel da passagem

ALÁ SARA O MAGO

Resguardo as lembranças passadas dos dias e noites muito mais amenas que agora exceto quando em outra estação extrema de empedrar gotículas do pulmão que os ares me trouxeram liberdade como um forasteiro visível aos olhos dos que esperam algo mais que a passagem igual aves migradoras à beira rio comedoras de cristais internos dentre ossos das cabeças dos cinquenta peixes que estudei para aqui trazer um curso velho percorrido desde o mar até o fim do mundo (Finisterra) onde imagens registradas são expostas nos botecos e os papos recheados de mistérios logo após um breve trago poderoso e um cheiro de beldade feminina misturada à poesia sem qualquer vírgula que pousa ou pausa até ao ponto inicial.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CREDO

A insônia existe em todo lugar
O inseto tem que picar logo na palma
A unha que incha a carne do canto por causa do dente
O desenho rabiscado de uma criança sadia
Abstratos que um dia decorarão paredes imensas
O arqueado horizonte de barrancos da cidade de cresce
Ora penso que os centros com nomes bloqueiam a cultura
Mas os dias passam seguindo o ofício da arte constante
Quando o calendário programa pompas nas horas marcadas
É que a glória tem duas faces apenas
Uma é a vida
Outra é a morte
Ambas conquistas

sábado, 20 de dezembro de 2014

ISTO É SÓ UM CONTO DE RÉIS

Dizem que certa vez o Imperador Dom Pedro vinha a cavalo de Minas Gerais para São Paulo quando num súbito de emoção desenfreada por conta do seu fardo acumulado desembainhou sua espada às margens do Rio Ipiranga e gritou: INDEPENDÊNCIA OU MORTE! De acordo com o seu prestígio era óbvio que sua comitiva armada não daria a morte a Dom Pedro, mas sim a chave do seu destino guardado, naquele momento entregue ao povo como um presente incomparável. Um caipira que ouvira o Dono daquilo tudo esbravejar esta máxima consequência teria dito a seguir: Se um pedaço desta terra agora também é minha, meu Dom Pedro, plantarei neste terreno alimento para que a sede saciada por este brado seu seja para a realização do seu desejo em criar um Mundo Novo. O Brasil é exatamente isto, um conto de reis.

II - PRIMEIRO

MOVIMENTO VERDE

ATO DE* HUMILDADE * No Fear *

PARA SER

Eu
Preciso
Tempo
Barco
Redes
Anistia




I - PRIMEIRO

MOVIMENTO VERDE

ATO DE MOLHA

Regênstato Prescritas Grandificata 

(Criação de Palavras Baseado em: http://www.munduspartum.blogspot.com.br/ (* * *)

R.P.G.

A chuva não me mandou embora
É vero que o éter emanado como a maresia
Das árvores quando as copas estão cheias, são abrigos
Corredores entre as pontes onde a maestria delicia a existência
Que é a mesma equivalência em outros córregos e personagens
Dizem que a obra é forte pois resiste simples e absolutamente
Equânime conjunta abstratamente eloquente se assim quiserem
Vento traga vapores d`água deslocados pelo o astro
Campos férteis alimentam toda gente, querem mais mapa?
A sequência do passado é isto pois, voltará emergente

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

MINAS

Mãe,
Quê que isso, véi (a)
Que alho "potentoso" é este?
Levanta até defunto
Sorte de quem casar conosco
Saberá o segredo da receita
Fiz um mexidão na madrugada e fiquei até bobo
É por isso que vem tanta gente aqui em casa na hora do almoço
Briga comigo não mas eu tenho que dizer
Minhas “férias” vão acabar
E eu devo ir para algum lugar
Sem nunca esquecer você, Sra.
OBS.: Ai, que perigo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

DEZTEM

A minha musa é muito jovem
É conhecida como princesinha da mata
Mas eu também tenho uma praga
Que é a mais velha conhecida minha
Não falarei sobre ela, pois desanima
A minha musa paira na memória
Cruza o mar atlântico onde também mora
É a Dona das palavras que retratam minha casa
Digo, minha terra agora onde piso quieto
Onde as bordas das calçadas tem poeira acumulada
E os rios de outrora eram límpidos com patacas
Hoje as pontes quase caem aos pedaços
E o centro mais parece a central da Índia
Com cavalos entre gentes e gramíneas
Nada errado porque a idade da menina que espero
É a mesma idade resistente das florestas
Sim, misturo rio, terra, verde e mar
Pisos, tetos, gentes, cores, portos e cantares
Tudo isso porque o tempo voa e vence as miragens
Realidade pura essa guerra que é viver amando assim

MANUAL D.K.

Educação cívica
Para honrar a bandeira hasteada no Palácio, em consulados e representações
Para arrepiar a alma com a letra do hino que ajuda a valorizar-nos
 
Educação ambiental
Para louvar a nascença nossa num mundo abundante de vidas
E saber que um papel no chão sufoca um peixe com mil ovos no rio

Educação no trânsito
Para respeitar andantes ancestrais
Para distinguir velocidades, massas e chegar vivo a tempo

Educação física
Para estimular a união e a competição sadia
Para vencer o ócio e a química das drogas

Educação religiosa
Para contar histórias que são causas desta história agora
Para matutar de onde vem a cisma de achar que somos donos de alguma coisa 

Educação sexual
Para explicar que o corpo é o inventário mais precioso para a procriação
E a saudável manutenção do corpo conjuga-se à saudável maturação da mente

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ANGU

O movimento verde dorme. Acorde!
O mestre disse que acabou. Comece!
Eu sou um bandeirante. Calma!
E venho com a Lusitânia. Forte!

Sentei à mesa cheia
Falei com toda gente
Pesquei atualidades
Estou na nova era

Será impactante
Se os vivos veteranos
Passarem vista fina
Filtrarem a arte buena

Reúna no Colégio
Na mata há um prédio
Projetado ha muitos anos
Por reais conjuntos belos

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

VOLTA OLÍMPICA

Nos extremos da cidade chegarei com pés e fé
Além das vias que cortam pastos entre morros
Toda reta lisa leva rápido ao fim da estrada
Mas as curvas exemplares dos maestros de artimanhas
São retardos positivos para serem renovadas fidalguias
Andorinhas que em dupla pousam na janela da cozinha
Deve ser um bom sinal que o verão virá em companhia
Toda obra que tremula deixam linhas d`águas protegidas
Valorosas simetrias que perpetuarão por um só dia
Um só dia que significa o conjunto de um tempo desta vida

domingo, 14 de dezembro de 2014

JÉ

Uma forma de entender a vida é a concentração
Acredite em mim, eu sei fazer meditação
É sempre importante dizer a verdade nos olhos
O que eu não poderia deixar de fazer era tentar e fiz
Pois deixava claro justamente aquilo que você não quis
Sinceramente não busquei tanta gente como a ti, mas tanta gente sim
Tava na cara que tentava algum diálogo mais próximo além das mãos
Ora, você conseguiu que eu fosse embora sem beber um copo caro a mais
Ou pensa que inações não têm reações? Em qualquer plano há!
Não pense que sou apenas um vagabundo flautista e poeta, sou um pouco mais
Não compito com o meu sangue, sequer desejo mal aos meus inimigos
Constato que buscam mais o meu bolso furado do que o meu rosto comum
Amargos revoltos voltam-se contra os seus, os meus, eu não posso deixar
Melhor seria se não houvesse complexidades e sim intimidades entre nós
Já somos crescidos, temos a língua, os olhos, a boemia e a simpatia
Somos amigos por assim dizer e eu estou de braços abertos pra você
Contudo, respeito, toda vez que quiser esta distância maior, assim terá
Por fim, terá você poder, dizer que não tem ninguém para eu voltar

CAUSO: O RIO, SÃO PAULO EM MINAS

Oh Chiquim, você viu que o cavalo de São Paulo comeu poeira por causa dos cascos do cavalo do Rio? Em Minas, os cavaleiros argumentaram se aquele feito dos cavalos do Rio poderia atingi-los: “Será que ele fará o mesmo conosco?” Vou te contar o que o condutor da minha carruagem viu, pois em suma ele vivenciou o passado e este está entendido. Vamos lá, ele me disse mais ou menos assim: “Moço, eu vivo no campo desde quando nasci mas de vez em quando vou pro mar. Acabei de chegar de lá agora pouco e já estou com bicho de pé no dedo da mão. Meu envolvimento com os cavalos – que antigamente eram chamados de bestas – é feito de forma inteligente. Sou seguramente tão adaptado ao assunto que lido até com as ferraduras. Inclusive, hoje, quando reunimos a malta mais uma vez, cada um mais forte que o outro soube que o cavalo de São Paulo não vencera qualquer corrida em 2014. Isto fez com que o cavaleiro condutor se calasse e concentrasse nos treinos. Na verdade seria conveniente que o cavalo perdedor comesse rações com alto teor vegetal nutritivo para se fortalecer e entrar na próxima corrida. Tenho certeza que depois daquela poeira nos olhos o cavaleiro de São Paulo não saberá nem quantas patas tem o seu cavalo. Digam a ele que tem a mesma quantidade de patas que o cavalo do Rio ou de Minas. Depois de algum treino, seria interessante convidarmos o perdedor a vir ao nosso haras (eu costumo chamar de campo onde se domam os selvagens). Oferecemos-lhe um banquete para se fartar. Depois que o bucho estiver cheio perguntaremos se conseguirá montar. Na verdade será um teste para saber se a culpa é do cavalo ou do cavaleiro. Caso seja do cavaleiro, ele será rebaixado a limpador do mato fermentado. É preciso fazer isso para garantir o espetáculo ao público de vários escudos e bandeiras vindos de longe já acostumados com este rito. Caso a culpa seja do cavalo, então, o cavaleiro será incluído tal como outros saudáveis já estão. É um esforço necessário para não se perder pessoal com algum alcance, pois se ficarem à margem o olho grande cresce e isso é uma chatice danada. Enfim. Leve este comunicado com muita seriedade. Se ele não quiser aceitar o nosso convite sugiro então o seguinte: Quando o seu cavalo correr pelo lado esquerdo e não houver nenhum movimento por estas bandas saiba que o núcleo se passa pela direita e é ali que as coisas mais extraordinárias acontecem”

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

OUVINTES ENTRE MUROS

Se você pensa que o que me agrada é fachada supérflua
Não sabe da beleza interior e perde-se na essência do poder
Esta frente fraca não passa de uma simples vista de olhos rápida
Mindinhos ao alto, gargalhadas forçadas e pregas assadas
Não entram na mala que tenho abarrotada de natas
Pelo contrário, essa farsa, de uma panela sem pressão
É notável, faz-me são e tão ileso quanto a fortaleza de um farol
Como a calheta delta inversa de um corguinho raso e a linha do trem
Estes são cenários que ajudam situar a posição da formiga e do leão
Por isso, brother, saiba de uma vez por todas que Pisa cairá
Mas eu não

CHECK

Basta um trago de absinto em fumo
Para parlare italiano astuto
Onde sorrisos sonoros são graves
Absurdos goles de encanto
Venham noites calorosas, venham
E mulheres encantadas belas
O seu sopro flui em terra
Seu cajado pousa junto a raiz
Onde as conchas que venero
São do rio da Imperatriz

QUINTAL

Quinta quentinha
Tinha telhados no céu
Quadra, nuvens e chuva

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IGUAL

Parece que o sal é mais salgado
Que o doce é mais melado
Parece que a parede do quarto é sem cor
Que o calor impera à noite
Parece que as calçadas são portuguesas
Que as crianças brincam sempre
Parece que as montanhas são ondas do mar
E o ofício é bem maior que caminhar
Mas é tudo a mesma coisa
E isso prova que a grandeza do abstrato
Tem uma mania de iludir o fim da história

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

É PARA MIM

The Lions seguros
Na mesa estendida
As garras medonhas
Preparam as feridas
Um solo tamanho
Estratégias em vista
Você viu o anúncio?
Eu vi na TV que educa ativa
O plano começa no mês 1 (um)
E passa indiretamente por mim

domingo, 7 de dezembro de 2014

POSTO

Depois de escrever quase tudo que senti
E desenhar o que aflora agora em mente
As paisagens são retratos de lugares quentes
E os cômodos deste templo em construção
Trazem a sensação de uma missão cumprida
Que foi fazer a respiração comum da vida
Sem frutos que me enchem as mãos de níquel
Ou celuloses coloridas de animais silvestres
Mas em paz ciente do contínuo ofício de existir
Para colher mais do que posso ter para distribuir

sábado, 6 de dezembro de 2014

GENTE GRANDE

O moleque que falou comigo na estação
Pediu que eu baixasse os preços das coisas
Mas eu acabara de chegar à terra gigante
Com as conquistas que ele perguntava quais eram
Disse-lhe muitas, como as tivera e até as próximas
Despedimos e ele fora para longe sorridente
Enquanto esperei mais uma hora a minha frota

COLOQUE SEU PANDEIRO NA CABEÇA

Entregue ao povo
Com os quadros em mãos
Seco após enfrentar o destino
Por descobrir o segredo de Nachiketas
Que é preferir estudar a vida
Sem se preocupar com a hora da morte
Assim ganha prados floridos de polens
E centenas de cabeças esculpidas em pedras
São as dádivas que enriquecem a alma
São as bases os tesouros das pirâmides

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

DEUS EXISTE

Ei, Mestre de Avis
Eu vou a cavalo pra moldar as pernas
O meu grito de guerra tem pulso
É um silêncio profundo forte
Que ecoa como estrondo de trovão
Acalenta presas e garras de leões
É um drama pensar que o tempo nos vê
E comédia saber que não vemos o tempo passar
A evolução tende a olhar para o céu da via
É ali que se encontra a verdade absoluta

COMITÊ A PRECE

A parte fechada da porta aberta
Me mostra uma gama de rotas fantásticas
Galadoardo de orbes como em Santiago
Neste tempo da Era dos jarros de Aquárius
As consquistas vindouras serão perpétuas
Pois a força da matéria me mortifica
E a força do espírito me salvaguarda

domingo, 30 de novembro de 2014

ÓSCAR

Dois rios d´ouro
Meia pataca brilhante
Voa el niño cantante
Um vinho assado te espera
E um frango tinto, kalispera

MANTRA PARA KALI

Steep
Paradise sky
Son of Marthe
Psychedelic abstract
Da garra da Malta que é brava
And estopim de muchos deseos
Como sete cabeças the dragons, colores
PARABRAHMAIARASITASITAGAHATA!
 

AUM

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

TEL A HEKAMIAH


Para onde você vai?
Para o paraíso
Literalmente o paraíso
E como vai chegar lá?
Pegando um trem que voa
E lá, o que verá no céu?
Garças brancas como gaivotas a cruzar o meu quintal
Haverá harmônica?
Não haverá agonia
Então continuará a agir?
Em florestas, rios e pedreiras
Pensará além?
Sempre a lembrar o que vivi até aqui
Ide

CONFISCO E SEM FISCO

O assunto político monetário me agrada cada vez mais
Faz-me preparar uma questão aos senhorios privados
Se eles se preocupam com os tetos caindo aos pedaços
Enquanto recebem escondidos sem passar recibos das finanças
Em período de chuva o espaço interno precisa ser aquecido
E o calor queimado no chá que ferve cura a pinga da narina
Dos indivíduos que invejam até o cisco do meu olho
Por isso confisco o patrimônio todo sem dó que acabe
Porque fisgo os melhores, utentes do Cante Alentejano
E filtro o resto da tralha que insiste em cobrar caro

NOVA YORK ST. VINCENT

Gata literal
Em Nova Iorque
Pontos pensares
De luz contínua
Minha verde esperança
Alcança o solo de um Estado Nobre

ATENTO!

É exatamente quando alguém te diz
"Não te aguento"
Quando você pensa automaticamente
Que a diversidade de gentes
Mede-se no convívio experimental vigente
Porque a vida é um mistério pleno
Consciente esteja para teres luz
E eu vos digo mui extremo
Cerca do apocalíptico
Como expulsar o Anjo Gabriel do paraíso
Então partido
Esta terra tremerá

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

COM AS PRÓPRIAS MÃOS

Se a lua encontrar o sol
Eu vou casar com ela
Se um time do meu País ganhar
Eu vou ter que festejar
Se algum bebum de vinho cair na rua
Eu vou levantar
Se houver uma menina linda ao meu lado
Eu vou olhar
Se outra coisa mais acontecer
Eu vou registrar
Se tiver que ir
Vou voltar
Se tiver só a roupa do corpo
Eu vou sorrir e usar
Se tiver dinheiro
Eu vou movimentar
Se alguém me quiser mal
Vou viver mui bem de papo pro ar
Se a sorte me quiser
Eu findo o azar

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ENSAIO EUROPA

Diga aos outros para verem a Europa! Ela é berço de uma das muitas civilizações da história. Não é o mais velho continente mas a mais velha das modernas organizações sistemáticas. Com ícones desde a pulga do rato, passando por bruxas ardentes em fogueiras e reis que perderam a cabeça. Até um apartamento na estação espacial. Europa tem as portas abertas pra estratosfera. Se bem que é mais fácil identificar o lado esquerdo da Europa no mapa, este, o ocidente atlântico. Porque o oriente da Europa embate com o oriente todo de fato, asiático, naturalmente. Sem querer levantar questões conflituosas por religião, mas até mesmo por conta das moedas. Nem toda Europa é unida, tão pouco homogenia em crenças, fisionomias e poderios de economia, exceto geografia. Em questão financeira, seguramente na Europa mais da metade da população jovem têm condições de entrar nesta conversa. Pelo fato da facilidade em possuírem ferramentas e tecnologias que conectam instantaneamente com o Mundo. Assuntos, locais, imagens, sons, personagens da baixa, média e alta globalização. Nós queremos planejar futuros sobre esta velha terra calejada de tantos acontecimentos. Temos mesmo que olhar para o passado e comecemos pela comunicação. Houveram aqueles que subiram em caixotes em plena rua sem calçamentos. Em meio a cavalos e chapéus para propagar Shakespeare e outros teatros. Certo é que fizeram precursores e por causa destes é que fazemos hoje nós o mesmo para finalidades mais banais do que o próprio benefício da arte cênica. Atos simples destes feitos com tanta facilidade agilizada pelo teclado. Que ajuda a destacar as imagens que revelam novos prismas. Esta é parte da cidadania que acontece.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NATAL SAL


E quanto ao bacalhau
Que degustado em ceia
Na terra hospitaleira
Com mais cheiros de manhã
No bafo do calor do sol
Tempestade de esperas belas
Por tantos quantos anos
Oceano é o estudo do globo
O grafite do Mundo maravilhoso

domingo, 23 de novembro de 2014

DO BARCO DO REI

*** Del Almirante da Heroína de Almería
"Aos que fazem parte desta crônica"

Um bando de capitalistas na mira da luneta, às armas!
Um bando grande quase totalista, xeretas, apontar!
Um barbudo e mais uns quantos batuqueiros ditos justos, se sobreviverem ao fogo
Vocês, diante do cronista nato de mille milhas no Mundo
Se perdem nas conquistas suas não escondidas frente à fuga do instintivo bruto
Têm pois, sons que coram tonalidades expressivas que vós deliciam
Enquanto é mais fácil o sócrates ser preso quando chega à Capital
Do que eu receber o dinheiro do passe por ter partido próprio
Não me venham com demagogia nem menores honras destas
As traições por sede de acúmulos tais quais as dos chefes
Dos bares que vendem o líquido que bebo de graça em tonel na minha própria casa
Em bancadas com formas que eu mesmo faço para ustedes usarem os ossos
As esquinas de Minas diferem desse causo pois são Quinhentistas, brilham
Saibam que quem não vê presente simples somente ganha momentos rápidos
Provo então que entregue posses a quaisquer outros periféricos
Iludidos perdem qualquer ciência humana avançada de razão nobre
Saliento que o PAPA é poderoso e o seu trono é de madeira, paus, naturaleza
A espada é o ponteiro do relógio fundido à pedra férrea no fogo que constrói
Negações ao Ouro é castigo inevitável, pena igual ao impertinente que nega
Coração que passa sem ser visto é dito o nome sempre forte Dom que ascende

O BARCO DO REI

Navega mesmo estático
Imune às ondas bravas
Perdura equânime em voto
Vence a ilusão de maya
Farol ardente luz
Transporta o mando em mãos
E ronca quando aporta
Trazendo a comunhão

sábado, 22 de novembro de 2014

LEI HIPPIE

O céu é nosso teto
O chão é nossa estrada
As árvores são paredes
Não há portas fechadas

* * *

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PIRÂMIDE DA FALA FEITA

A rua que sobe para a república dosa
Armada em cruz, espada e coração vivaz
É a praça do deus do vinho ao dente rude
Que tem casarões nas ruas com rodapé virado ao tempo
Como Ítalo-Firenze dos artistas eternos de antigamente
Para observar quem passa a pisar passarelas e folhagens
Porque abundantes campos e cidades são sagrados e bentas
Capaz de alimentar os abrigos dos caminhantes e dos presentes
Depois de praticarem ações sonoras de várias espécies existentes
Desde as linhas que definem a alegria de um mosaico exposto ao povo
Até as tintas que descrevem o fumo do incenso do poeta regente

REALMENTE ÁRIES

Ainda penso na possibilidade de você querer o mesmo
Afinal tudo pode acontecer nesta vida
É que minha fé é forte e tem causa em Deus
A minha vontade é construir uma casa forte
E o que me move é a consciência que posso
Acredito que um aro irá pousar em sua cabeça
E verá que será possível participar da minha obra
Podemos tantas coisas com nossas vidas
Que não sei se devemos só gozar ou começar agora
Respire fundo e formate tudo a partir de ontem
Cure feridas se existirem e guarde as alegrias
Somos parecidos em muitos pontos e isso soma
No passado eu fui amado mas não sabia
Porque perdia nas brigas físicas com o material
Bem mais que escritas ou cores nas paredes
Foi a prova que passei, mas sem nota no final
Hoje só quero ver a sua paz
Onde mora a arte da sua beleza
Saber a sua história nova e aprender
Eu tenho uma balança que pesa as coisa boas
São os itens da extinção do inferno
Longe de mim, você pode sentir que estou perto
Tenho o meu coração todo de novo aberto
E quero lutar pra conquistar um grão de areia
Que é a base para fundar os melhores pilares
Só queria uma palavra que garanta sua bondade
Porque pode haver alguma nuvem negra maldita
Alguma bruxa que faria te cegar para não ser feliz
Estas coisas podem mesmo acontecer como num conto de fadas
Mas não, nós somos bons e de fato um lindo casal
Assim vencemos qualquer mal que nos tentar
Então viver é o melhor que podemos fazer
Tomar banho de mar no Atlântico norte e sul
Nas rochas ou areia sentar e meditar no tempo que ainda virá
Eu quero te ver viver por isso tenho que viver com você
Dê-me essa chance e veja o bem que irá acontecer
É possível surgir uma família de sangue do Mundo todo
Com erros que consertem e acertos que perdurem na história
Acredite que durante os anos ajoelharei aos seus pés
Por conter em seu ventre uma cama de ouro, incenso e mirra
Um fruto novo que quero ter, HARE, de nome Ari, HARE, Nosso Senhor

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CRÔNICA: NOTO

Nesta noite paira algo diferente
Não há muita gente junta no mesmo ambiente
Dispersos é possível apenas desviar sem estender
E a chuva não caiu tornando assim o tempo quente
Apresentei a face da moeda que havia a cara do rei de Cervantes
Nem toda crônica é comédia, ora essa, é só relato e realismo
Bira, Moca não quer dizer paranoia apenas, é um nome próprio
Se bem que aquele Papa da terra dela rezaria por sua alma
A Lapa é a igreja do coração de Dom Pedro IV fechado a cinco chaves
Sim, eu penso em ir em breve com o pensamento leve e sobrevivente
E vou cruzar o mar é bem mais certo que pelo ar que dura meio dia
Para renovar os elos e ver de perto quem nasceu em casa com alegria
Tenho só uma calça velha, um sapato fechado e paletós surrados
Mas volto renovado logo quando o carnaval acabar, do mesmo jeito
Porque tenho tanta gente para encontrar neste continente velho
Muitas cartas pra escrever de madrugada em frente ao litoral
Tenho um rio na divisa para corrigir o mal a começar pelo primeiro degrau
Estou limpo desde sempre pois em todos os anos mergulhei em água e sal

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MASTER

Dos mestres lembro a Academia
Que ia a pé passando em frente à estação
Escrito o nome em "Z" ainda
Os trens de ferro com minérios me rendiam
Calçadas das fábricas antigas
Subia um monte onde meu pai aprendia
E assim chegava à Academia
Dos mestres lembro as avenidas
Que de manhã cedo cruzava em travessia
A minha praça nublada nunca vazia
Passava os lotes dos pioneiros senhores
Subia o monte da senhoria escondida
Chegava à mata que desvendava um prédio imenso
De rampas, vidraças, externos e internos poetas e biologia
Dos mestres lembro as casas da família
De avós em tríplice viva nas mesas com cartas e mística
E brancos quartos de estátuas e mesas pequenas que enchiam
Do balde prata com água que lavava a máxima força equina
Dos mestres lembro pra saber quem sou
E fundar a ordem de esplendor
Eu lembro e conto tão fortes contos
As consequências virão nas Quinas

A LER

Me alegra ter que fazer um novo caminho
Só pra manter o que ainda me move sozinho
Porque tento recriar a base com os pilares de outrora
Que só é possível com alguém que não tenho agora
Por isso um milagre ou um cupido ou só a vontade sua
Pra unir as caixinhas da vida com infindáveis surpresas
Onde o tempo passa sem notarmos invernos
E com os nossos pedaços criarmos Universos
Eu te mostro a natureza desta Terra!
Eu te mostro a natureza de outras terras!
Eu te levo ao fim do mundo até Finisterra!
Essas e outras maravilhas que nos espera

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PAÍS VERDE

Gostaria de saber se também pensam na importante necessidade de assumirem esforços referentes à educação ambiental da sociedade? Ou seja, a boa formação de indivíduos, principalmente os infanto-juvenis, através de espaços com instrumentos e capacitações humanas (professores). Pois com isso é certo que ao aplicarmos ensinamentos e hábitos cívicos corretos, tais, serão no decorrer do tempo um benefício de âmbito cultural (comportamento humano) para a própria economia e qualidade ambiental, desde a gestão de matérias prima a inovadoras condutas de futuros gerentes de produção.

MEU BEM

É um transe
São espíritos
Limpa a alma
Faz chorar
Deixa forte
Pra continuar

QUENTE

O fogo é bom
Elemento fascinante
Codinome salamandra faiscante
Transforma, aquece, ilumina, hipnotiza
Tem fogo que arde o peito e não queima, eis o fogo de Pessoa

CONQUISTA

O que posso fazer é lutar
Lutar pra encontrar a certeza
Escrever para o ar que te chega
Não posso esperar mas posso tentar
Tentar entender por quê não desisto
Quando logo vou navegar e voltar
Pra esquecer um poder que me toma
Já que este poder tem um dono
Que não sei se é tomado
Tal como eu fui por você
Então eu luto, só, e escrevo apenas
Diante do frio que vai passando
Mirando o sol que me conquista
Isto quer dizer que eu vou acordar
E talvez um novo alguém me motive
Mas não será como a sua bandeira
Que me fez mais vivo até o fim desta conquista

domingo, 16 de novembro de 2014

CRÔNICA: TEMPO IGUAL / EQUAL TIME

Na noite da Europa há muita gente do Mundo
Unidos carregam bandeiras provindas e línguas distintas
O ápice é a sinapse e rápida é a mente, entende?
Entes que fumam e bebem eloquentes
Uns vendem, outros pagam, poucos doam, qualquer merreca
Andam com roupas novas ou velhas ao menos secas
Com barbas, cabelos e olhos e bocas
Todos ou quase todos cheirosos apenas
Viventes com medo de beijos enérgicos explícitos
Nos dias modernos mais que contemporâneos aos conterrâneos
Na terra que fala e toca um certo latim
Palavras vibrantes saídas de apitos harmônicos da flauta assim
HABLAR PORTUGUÊS SIMPLÈ PER FAVORE
As sementes das plantas que brotam no chão
Do milho verde que é amarelo doce, oiro
Menina mais bela que mora em meu peito te vejo na lua
É hora de sonharmos juntos sossego no Mundo todo

É CLARO E EVIDENTE

Acordo abrupto de um descanso tardio
Quando a espera pondera aliar-se à paciência
Culpa da sina que tenho em rever para sentir seu calor
A cura que porta de um pedaço partido do corpo interior
Maduro e pronto aos ensinamentos vindouros
É provável que gaste o impulso arrebatador
Mas polido fica o núcleo do sentimento forte
Para aventurarmos serenos no rumo certo do amor
Por isso lembro por querer a todo tempo o seu rosto
O que tenho em mãos são bons gestos a oferecer
Porém impera o mistério que guarda o destino
Traçado em bases fundadas na prole que é nobre de louvor

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

OPEN THE DOOR

Novembro voa
Molha a roupa toda
Faz querer lareira acesa
Para ouvir roncos de trovões
Visto as gentes que visam entrar
Pertinentes os que consagram o ambiente
Com feitorias nos trajetos que ligam lócus potentes
Necessário para o progresso de mercados e intelectos vigentes

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

CASAREI

Quando penso muito a frente
Vejo mil medalhas reluzentes
Feitas com pedras brancas cristalinas
Onde a fonte da mina é água benta

Doaria a metade do meu seio antigo
À Donzela que salvar-me da morte lenta
Pois no cumprimento da raiz sanguínea
Diz a boa nova ao povo que contenta

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...