Ninguém tem razão completa de tudo. Todos nós achamos que estamos certos. É verdade, não estamos sozinhos no Mundo. Temos que cativar e conquistar pessoas, naturalmente. Quando conhecemos o ar, é o momento que nascemos. Mas todo o ar que respiramos até o fim da vida fica chato. Por isso temos que aproveitar para afirmar expressões fortes. Arriscar dizer um pouco de tudo, inclusive de nós mesmos. Mesmo que seja perigoso dizer sobre as pessoas. Ainda mais dizer sobre as pessoas para outras pessoas. Acabamos por nos contaminar porque entramos numa avalanche. Com definições que nos iludem sermos juízes de comportamentos. Então, eu pergunto: No início você escolheu respirar? Nascer? Para chegar agora e dizer que existe tanta coisa neste Mundo talvez a Gênese de Adão e Eva esteja certa e tenha sentido a vida sem reprodução. Não haveria multiplicações e todos os homens eram um e todas as mulheres uma. Mas lembre-se, não é assim que reza a história, somos todos pró criadores. Tudo que eu sou ou não sou, você também é ou não é, só mudam os corpos. Somos condenados a viver pensando que somos algo e sabemos coisas. Começamos e acabamos todos iguais durante as respirações entre pessoas. Você só não será hipócrita e terá algum mérito se disser ser igual a mim. Caso contrário, se continuar a classificar isso ou aquilo, apontando erros ou acertos sem lembrar-se do passado inicial de tudo e aproveitando a sopa de pensamentos, acabará por morrer e renascer e morrer e renascer e morrer e renascer, assim... Até aprender esta complexa chave do entendimento sobre tudo. A vida é um livro de 100 páginas sendo que 50 páginas são boas e 50 são más. Temos que ter consciência disso, das duas partes. Sabendo que podemos estar de um lado ou de outro deste livro qual é o melhor posicionamento? No meio, pois! No meio do caos existe a tranquilidade, no meio da chuva existe o sol, no meio da noite existe a claridade, no meio do futuro existe o presente. O passado é prova que a tríplice do tempo existe. Acalmem-se, nós iremos continuar a receber palavras boas e más, sabendo que devemos encontrarmos no meio. Ainda não entendemos por completo nós mesmos e por isso, adiantamo-nos a dizer sobre as coisas mastigando histórias provindas dos livros sagrados antigos que conduzem as notas musicais de um cântico ecoado dentro de uma grande Catedral. Você tem que dizer sim! Fazer o caminho ao meu lado juntamente com meu filho (a). Ainda temos vida para refazer a rota ou aproveitar as outras vias que existem no Mapa Mundi. Nós temos que ler a parte das palavras boas do livro da vida. Nós temos uma matéria corporal bonita, porém o espírito deve ser sempre lembrado. Se eu ganhar a sorte eu farei uma estátua enorme, que nenhum rebelde destruirá. Eu decidi isso quando subi uma estrada de terra até chegar num Castelo Branco. Durante o caminho haviam vacas no pasto e eu tocava flauta, cantava silenciosamente o mantra, por isso eu não estava sozinho, eu estava com Krishna! Essa foi uma das maiores maravilhas da minha respiração. Agora me diga coisas suas, mesmo sabendo eu que são as mesmas coisas que as minhas. Dizer faz com que nos conheçamos melhor e com isso respeitamos a Deus, o responsável disso tudo.
terça-feira, 21 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
POR VER
Bastou pensar no frio para equilibrar o tempo
Para andorinhas sobrevoarem rasante o quadro
Da boa vista sem cortina que atrapalha a renda
Que na mesa faz progresso tanto necessário
Certo dia alguém me diz com fim de sim se não
Mais que ouvir eu cantaria uma parte toda a ela
Este fogo de mil chamas não apaga nem dormente
Acelera a queda da cascata e limpa a alma inteira
Só porque a obra viva investiga e encontra os louros
Pertencente ao mestre do aprendiz que tudo vê
Para andorinhas sobrevoarem rasante o quadro
Da boa vista sem cortina que atrapalha a renda
Que na mesa faz progresso tanto necessário
Certo dia alguém me diz com fim de sim se não
Mais que ouvir eu cantaria uma parte toda a ela
Este fogo de mil chamas não apaga nem dormente
Acelera a queda da cascata e limpa a alma inteira
Só porque a obra viva investiga e encontra os louros
Pertencente ao mestre do aprendiz que tudo vê
domingo, 19 de abril de 2015
BOÉMIA
É aquela cadeira que pendula num balanço
Que resgata o “pelinha” da turma, o mais novo
Até chama a menina que de longe mira, linda
Com o mesmo olhar que se faz constante a todos
Onde um burburinho alegra alguns bons vícios
Salienta mais os livres de copos vazios contentos
Pois aqui nesta terra tem mais que ouro negro sujo
Esta terra tem beleza vista no sorriso mais seguro
Entre papos que trafegam por travessas e avenidas
Com amigos tão antigos como as pedras da nascença
É que a marca do passo é silêncio e voz constante
Qual um Paço fundado hoje só por estar ali presente
Por isso viva o mormaço que transpira testa e fios
Para agradar o colo de quem queira a brisa do infinito
Que resgata o “pelinha” da turma, o mais novo
Até chama a menina que de longe mira, linda
Com o mesmo olhar que se faz constante a todos
Onde um burburinho alegra alguns bons vícios
Salienta mais os livres de copos vazios contentos
Pois aqui nesta terra tem mais que ouro negro sujo
Esta terra tem beleza vista no sorriso mais seguro
Entre papos que trafegam por travessas e avenidas
Com amigos tão antigos como as pedras da nascença
É que a marca do passo é silêncio e voz constante
Qual um Paço fundado hoje só por estar ali presente
Por isso viva o mormaço que transpira testa e fios
Para agradar o colo de quem queira a brisa do infinito
quinta-feira, 16 de abril de 2015
A PEDRA E O CORAÇÃO
É tão previsível a declaração de alguém que ama
Quanto a insignificância de quem é insensível
Porque o imprevisível acontece num instante
Não depende de nós mesmos mas sim do destino
Como um terremoto que derruba o mais forte castelo
Ou um beijo em mar aberto capaz de gerar um filho
Quanto a insignificância de quem é insensível
Porque o imprevisível acontece num instante
Não depende de nós mesmos mas sim do destino
Como um terremoto que derruba o mais forte castelo
Ou um beijo em mar aberto capaz de gerar um filho
A RESPOSTA DO REI ILLUMINATI
(...) Ele era simples e responsável. Era dono de uma vida e de milhões. Mas diante do peso unitário confiado escondia-se sob uma capa e debaixo do braço a coroa. Mesmo que as pontas do aro fincassem suas costelas permanecia ocultado, pois precisava aprender o que fazer. Um capataz percebeu um homem em meio ao povo querendo entender porque os homens trabalhavam e as necessidades das vidas a que ele era responsável. Foi então que o capataz empurrou o rei para fora tendo o rei por autoridade lhe revelado as seguintes palavras:
“Tenho eu compaixão de ti por não me conhecer bem aqui. Sua mão que pesa o impedimento da minha perspicácia pesa a minha balança viva sobre tudo que há nesta estada. É por isso que seu posto existe, sei bem eu a descontrolar o que não importa quando pensam para quem trabalham. Pelo contrário, certo é o controle do que pensam sobre para quem trabalham. Tais trabalhos não são menos, nem mais, nem iguais aos meus. Todo trabalho é cabível ao seu executor. O vosso é vida por um rei e o meu é vida por vocês. Assim, todos nós executamos. Toda gente que é empurrada para dentro do funil não entrou por querer, e toda gente que é empurrada para fora do gargalo não faz bem o que deve ser”.
(...) Moral da história: Faça muito bem o que te compete fazer. A saber por dom de autoconhecimento nato ou adequada condução de Superiores. O trabalho do rei iluminado era esclarecer, clarear e com isso ser um condutor superior para a sociedade ao mesmo tempo que executava suas funções, inclusive a de investigar, aprender e procurar fazer bem o que lhe cabia. Remete a ideia de hierarquia de liderança com base na posição de comando de mentes aptas ao cargo de líder e guia de condutas consoantes às formatações de pessoas e espaços. Esta filosofia é a base do intelecto organizado ou por outra via, intelecto iluminado. Sem esse pensamento fundamental não se chega nem mesmo ao pensamento contrário a este ou a outras teorias a esta.
“Tenho eu compaixão de ti por não me conhecer bem aqui. Sua mão que pesa o impedimento da minha perspicácia pesa a minha balança viva sobre tudo que há nesta estada. É por isso que seu posto existe, sei bem eu a descontrolar o que não importa quando pensam para quem trabalham. Pelo contrário, certo é o controle do que pensam sobre para quem trabalham. Tais trabalhos não são menos, nem mais, nem iguais aos meus. Todo trabalho é cabível ao seu executor. O vosso é vida por um rei e o meu é vida por vocês. Assim, todos nós executamos. Toda gente que é empurrada para dentro do funil não entrou por querer, e toda gente que é empurrada para fora do gargalo não faz bem o que deve ser”.
(...) Moral da história: Faça muito bem o que te compete fazer. A saber por dom de autoconhecimento nato ou adequada condução de Superiores. O trabalho do rei iluminado era esclarecer, clarear e com isso ser um condutor superior para a sociedade ao mesmo tempo que executava suas funções, inclusive a de investigar, aprender e procurar fazer bem o que lhe cabia. Remete a ideia de hierarquia de liderança com base na posição de comando de mentes aptas ao cargo de líder e guia de condutas consoantes às formatações de pessoas e espaços. Esta filosofia é a base do intelecto organizado ou por outra via, intelecto iluminado. Sem esse pensamento fundamental não se chega nem mesmo ao pensamento contrário a este ou a outras teorias a esta.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
O DIA DO NÃO VOU AGORA
Não vou porque não é a hora, alguém me disse
Porque na rede acordo e na mesa assento a produzir
Não vou porque não digo que irei para a retomada
Porque no chão não devo me encontrar morto no Império
Por coragem e paixão que também existe logo aqui
Não vou porque o barco está fechado com as artes de pesca
E a chave pendurada numa árvore que cresceu ocultando o gancho
Não vou porque o mar atlântico também está aqui no sul do globo
Porque aquários, passarelas e passeantes me seduzem o tempo todo
Não vou porque Brasília empilha as minhas pastas projetistas
Porque a ciência é espontânea independente até de pré-definição
E saudade fortalece minha alma quando lembro da pequena e sua canção
Não vou porque um ano não passou e o ciclo é bem vindo aos amantes
Porque formar-se como sábio é conduzir a união de forma deslumbrante
Não vou agora porque não é a hora e sou eu que digo, continuação
Porque na rede acordo e na mesa assento a produzir
Não vou porque não digo que irei para a retomada
Porque no chão não devo me encontrar morto no Império
Por coragem e paixão que também existe logo aqui
Não vou porque o barco está fechado com as artes de pesca
E a chave pendurada numa árvore que cresceu ocultando o gancho
Não vou porque o mar atlântico também está aqui no sul do globo
Porque aquários, passarelas e passeantes me seduzem o tempo todo
Não vou porque Brasília empilha as minhas pastas projetistas
Porque a ciência é espontânea independente até de pré-definição
E saudade fortalece minha alma quando lembro da pequena e sua canção
Não vou porque um ano não passou e o ciclo é bem vindo aos amantes
Porque formar-se como sábio é conduzir a união de forma deslumbrante
Não vou agora porque não é a hora e sou eu que digo, continuação
segunda-feira, 13 de abril de 2015
PARA QUEM NÃO QUER
O Rio perto desta serra
O mar tão longe numa ilha
O rio raso de ouro e barro
E o passo livre peregrino
Que bom seria, ó menina
Se desbravássemos a vida
Lado a lado não temeríamos
Porém a porta é esta agora
Não esta fechada, veja bem
Um paredão maciço, um Forte
Onde lá em cima mora a glória
Só que a escalada é feita em fé
O mar tão longe numa ilha
O rio raso de ouro e barro
E o passo livre peregrino
Que bom seria, ó menina
Se desbravássemos a vida
Lado a lado não temeríamos
Porém a porta é esta agora
Não esta fechada, veja bem
Um paredão maciço, um Forte
Onde lá em cima mora a glória
Só que a escalada é feita em fé
domingo, 12 de abril de 2015
DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... TODO CARNAVAL TEM SEU FIM
(...) Segue “louco”, Dom, com os lábios secos, outrora quentes por pulsar seu sangue até a boca, mas agora é mais frio que o próprio inverno. Feliz ou infeliz tem ele na sola dos seus pés um presente destino amargo e solitário somente um barco atracado no Porto mais distante desse vale. Segue sem olhar para os lados e ultrapassa o exército dos moinhos sem reagir, sem se importar com esses tapas de vento que o maltratam. Talvez porque pensa tanto na desunião e nos fracassos em conquistar Dora. Não irá voltar tão cedo para ela, talvez nunca, talvez. Talvez eu mesmo como narrador dessa história tire férias pois desolador é o vazio de acontecimentos para eu narrar. Com certeza há outros contos com sorrisos e aventuras, mas neste agora a paisagem é árida. Está tudo encaixotado para o sumiço e o desmanche do cenário. Até mesmo Pança emagrece, enquanto Dom Kiss Hot some no horizonte. Porém, como a esperança é uma palavra misteriosa, pode ser que um pingo d´água caia como elixir no chá de Dora Té, como uma fórmula que desperte forte essa mulher de sorte. Mas pode ser também que um pingo de lágrima seja a única coisa que lhe resta, pois lentamente ela perde a areia que escorre da ampulheta para a praia e que as ondas do mar apagam qualquer passo, beijo ou abraço que um dia teve nesta fantástica criação.
CRÔNICA: NOITE DIA E PADARIA *** (ALÁ SARA O MAGO)
Há uma rua do comércio toda feita de calçada portuguesa que me leva até à porta da história do trabalho da iluminação. Sendo início do fim de semana, ali no pátio encontro pendurados filtros dos sonhos e um negrinho tão simpático no sorriso que suas palmas quando batem fazem um som de um milhão. Outros participam como estrelas mais berrantes, outros juvenis luzentes cantam e dançam bem e outros poucos, alopram. Lá pro fim dosom regrado um amigo que desenha e grava a pele das pessoas “para sempre” boa gente que só ele, leva a gente à uma casa de mais gentes boa com uma garagem imensa e luzes alternantes, acreditem, de energia nuclear. Numa mesa junta, duas são, brotam latas e garrafas e açúcares e fumaças, obrigado, eu fazia aquilo mesmo, se lembrarem dos embalos e colagens ao som da caixa digital, o som da flauta em pios, tremores e contínuas maresias que de fato enjoa se a solo permanece sempre. Bem, por isso insistia àquele moço do caiaque que pegasse um tarol ou uma caixa, até mesmo disse que nas feiras lusitanas onde os negros vindos d´áfrica vendem não tão caros troncos de madeira e couro, pois, os djembés, servem muito bem para os luaus e os soleis. Foi então que em meio a um papo entusiasmante eu disse sem maldade: “Se parece com Carlota”. Mas sabida, retrucava ela: “Joaquina era feia”. Como um raio fulminante quis dizer a semelhança não ao físico da Princesa Bourbon, mas à sua posição de queixo alto e imperialista. Pois de fato, fora embora devastando a vista de quem olhava, feliz por não ser feia, mas com o nariz mais empinado ainda. Depois o dia amanheceu. Os que sobraram em pé acompanhavam-se, incluso, ainda chamei para o outro lado da rua onde se tinha de cruzar o trilho. Tive tempo de dar três tapinhas corretivos no capacete de uma “bicicleteira” que como um trem subia em contra mão mais fantasiada que neon, sem buzina e merecedora de rodinhas, aquelas laterais para quem está começando a aprender, quase atropela a minha anca, uai, que isso! Na chegada de um café ou padaria, um café primeiro, outro duplo, pão com queijo e fiambre e uma coca. Coca Cola, não tenham dúvidas. Só que estou matutando uma coisa ainda. Tenho a impressão que o nosso grupo por estarmos tão livres, contentes e consequentes discutíamos às 7 horas da manhã se as pererecas (anfíbios) tinham cabelos?
quinta-feira, 9 de abril de 2015
A RAÇA DE UM ROSA CRUZ
Levante e suba essa escada determinada
Entrega-me a fronte nesse belo horizonte
Não zarpo se o porto maravilha me abraçar
Creia que a vida é uma novela boa e má
Pés de moleque nos aproximam facilmente
Enquanto o mar nos enferrujará com a distância
Força, coragem, uma vontade só, desate os nós!
Que sorte a sua ter um descobridor ativo e bravo
Destino duro é domar um coração bicho do mato
Mova! O tempo passa, transborda o gosto, reaja!
Entrega-me a fronte nesse belo horizonte
Não zarpo se o porto maravilha me abraçar
Creia que a vida é uma novela boa e má
Pés de moleque nos aproximam facilmente
Enquanto o mar nos enferrujará com a distância
Força, coragem, uma vontade só, desate os nós!
Que sorte a sua ter um descobridor ativo e bravo
Destino duro é domar um coração bicho do mato
Mova! O tempo passa, transborda o gosto, reaja!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
COISAS DOS PILARES
Qual o grande último ato depois do primeiro passo
Previsível é ter sentido, literário, visionário e auditivo
Pois no último ato do suspiro algum alguém grava
Antes de um lançamento bem distante ao espaço
Valoroso por coragem é capaz de ser visto ao longe
Esperto por seguir com amarras que não o prendem
Porém confuso se um elo é mais benéfico para o futuro
Ou se os quadros do passado se equiparam ao momento
Então, antes que acabe, arquitetando um novo rumo
Entrega o pensamento num produtivo ócio de existência
Porque aguarda a hora de um recomeço já vivido, visto e dito
Previsível é ter sentido, literário, visionário e auditivo
Pois no último ato do suspiro algum alguém grava
Antes de um lançamento bem distante ao espaço
Valoroso por coragem é capaz de ser visto ao longe
Esperto por seguir com amarras que não o prendem
Porém confuso se um elo é mais benéfico para o futuro
Ou se os quadros do passado se equiparam ao momento
Então, antes que acabe, arquitetando um novo rumo
Entrega o pensamento num produtivo ócio de existência
Porque aguarda a hora de um recomeço já vivido, visto e dito
terça-feira, 7 de abril de 2015
SE PARTO... É PARA ALI
Adeus verde avenida e tempestades súbitas
Adeus muitas moedas por uma garrafa só
Adeus tempero d´alho de madrugada
Adeus jogos, praças e gente da minha casa
Adeus cheiro de incenso que na mente viaja
Adeus menina manhosa que diz sim e diz não
Adeus aves, frutas, rios, montes e cascatas
Adeus astro fogo que aquece o povo dessa mata
Adeus serras, vales e diversidade de sotaques na fala
Adeus escritas corajosas sobre antiguidades e modernidades
Adeus mapa grandioso onde a decolagem é também minha aterrissagem
Adeus muitas moedas por uma garrafa só
Adeus tempero d´alho de madrugada
Adeus jogos, praças e gente da minha casa
Adeus cheiro de incenso que na mente viaja
Adeus menina manhosa que diz sim e diz não
Adeus aves, frutas, rios, montes e cascatas
Adeus astro fogo que aquece o povo dessa mata
Adeus serras, vales e diversidade de sotaques na fala
Adeus escritas corajosas sobre antiguidades e modernidades
Adeus mapa grandioso onde a decolagem é também minha aterrissagem
segunda-feira, 6 de abril de 2015
O SILÊNCIO DA VISÃO
Dentre todos os mosaicos e padrões multicoloridos
Você se destaca humana com cor folheada a ouro
Tenho exatamente algumas horas para decidir
Ficar mirando o mar daqui ou voar para ver baleias
Sob as copas desta cidade verde com aromas d´arte
Em extensas avenidas onde corre um fio d´água ao meio
Uma mão está vazia, nem suor, nem lágrimas, nem calor
Noutra mão já cabem muitos planos conjuntos de amor
Tenho que ser breve para ativar o seu bem querer
E ao mesmo tempo longo para explicar-lhe a minha vida
Uma coisa boa dessa história é que o calendário muda
Só não muda a certeza que toda data é histórica
Você se destaca humana com cor folheada a ouro
Tenho exatamente algumas horas para decidir
Ficar mirando o mar daqui ou voar para ver baleias
Sob as copas desta cidade verde com aromas d´arte
Em extensas avenidas onde corre um fio d´água ao meio
Uma mão está vazia, nem suor, nem lágrimas, nem calor
Noutra mão já cabem muitos planos conjuntos de amor
Tenho que ser breve para ativar o seu bem querer
E ao mesmo tempo longo para explicar-lhe a minha vida
Uma coisa boa dessa história é que o calendário muda
Só não muda a certeza que toda data é histórica
domingo, 5 de abril de 2015
SÉRIE POESIA I
*
ELITES
São fiéis
Mais próximos d´alma
São manifestos de vivaz afeto
Baseados em aceitação d´existir correto
*
LEAIS
Boalis
De fronte ao mar
Que em noites de monstros marinhos
O farol sinaliza as estadas D´Alfa Sinhás reais
*
TRAÇOS
De ficar assim aqui
Constantemente caminhante
No doce canto que revela Iara Sita atuante
Antes que meu tempo recomece logo neste instante
*
MASTER
Terra de berçários, vidas
Terra de templários hospitalários
Terra gigante com forças exuberantes
Terra de diamantes e infinitos rios d´natantes
*
ELITES
São fiéis
Mais próximos d´alma
São manifestos de vivaz afeto
Baseados em aceitação d´existir correto
*
LEAIS
Boalis
De fronte ao mar
Que em noites de monstros marinhos
O farol sinaliza as estadas D´Alfa Sinhás reais
*
TRAÇOS
De ficar assim aqui
Constantemente caminhante
No doce canto que revela Iara Sita atuante
Antes que meu tempo recomece logo neste instante
*
MASTER
Terra de berçários, vidas
Terra de templários hospitalários
Terra gigante com forças exuberantes
Terra de diamantes e infinitos rios d´natantes
*
quarta-feira, 1 de abril de 2015
A RESPOSTA DE KISS HOT AO VELHO DA TORRE
Meu velho observador nessa torre alta. Cruzei desertos, cheguei ao mar, escalei trilhos, achei tesouros, venci moinhos, mas não tenho a aceitação daquela que é a mais bela da minha estada. Por isso não fixo e ando só. Do mesmo jeito que você sabe sobre a variedade de pessoas que existem neste mundo aí de cima vendo a todos, eu sei sobre as mais belas paisagens em andanças que mesmo assim não me fascinam sem alguém que tanto amo para habitar comigo estes lugares. Eu tenho um macete para não cair do cavalo. Quando estou dormente e cambaleio, acabo por escorrer da sela, mas abaixo do ventre da besta, tem uma rede que me embala o sono quando não ajo. Por não querer desonras, resolvi pousar a lança e assumir ser simples homem, pois estando atônico talvez meu punho não espete o peixe nos rios ou as maçãs nas árvores. Por sorte, as águias que pescam, deixam cair as presas durante o voo bem diante de mim e as maçãs que caem maduras não arrebentam e rolam até meus pés. A maior dificuldade que enfrento é o desejo. Desejo continuar vivo em meus descendentes e isso não é nada radical, é apenas natural. Também não é brando, porque de certa forma eu preciso de um ventre certo. Contudo certo pode ser qualquer ventre, até o de quem não amo. Mas isso de fato não corresponde na íntegra quem somente quero. E sobre as teorias da vida que me diz serem esforços para a concretização de sonhos, aí então começo a sentir a brisa já no fim das suas linhas para mim. Eu tenho forças para seguir sumindo assim, mas, tenho um sonho maior que me faça voltar, porque ela está aí.
terça-feira, 31 de março de 2015
A CARTA DO VELHO DA TORRE PARA KISS HOT
Lembre-se que estamos todos juntos a crescer neste cenário
A exemplo de muitos seres vivos veja as aparentes estáticas plantas
Há quem consiga romper o solo e ergue-se rumo ao céu como elas
Outros desconectam deste solo e chegam mesmo a outro planeta
Isso foi só um arremate filosófico sobre a diversidade de pessoas
Estar enterrado vivo compara-se à desonra e isso é pior que a morte
Então, encontre agora a brisa que atina a sua vontade de voltar logo
Qualquer dificuldade momentânea é menor que a que já passamos
Ser franco é realmente ser radical, mas também pode ser brando
Se bem que algumas coisas não correspondem na íntegra aos atos mundanos
As teorias das nossas vidas não são nada parecidas com saudades ou abandonos
As teorias das nossas vidas resumem a esforços para a concretização de sonhos
A exemplo de muitos seres vivos veja as aparentes estáticas plantas
Há quem consiga romper o solo e ergue-se rumo ao céu como elas
Outros desconectam deste solo e chegam mesmo a outro planeta
Isso foi só um arremate filosófico sobre a diversidade de pessoas
Estar enterrado vivo compara-se à desonra e isso é pior que a morte
Então, encontre agora a brisa que atina a sua vontade de voltar logo
Qualquer dificuldade momentânea é menor que a que já passamos
Ser franco é realmente ser radical, mas também pode ser brando
Se bem que algumas coisas não correspondem na íntegra aos atos mundanos
As teorias das nossas vidas não são nada parecidas com saudades ou abandonos
As teorias das nossas vidas resumem a esforços para a concretização de sonhos
QUARESMA D´ÁFRICA
Preto, velho, cachimba a fumaça
Olha pra cima a pedreira e já basta
Que o desassossego se finde na machada
Poça, d´água, rasa, no fundo vê a alma
Olha pra cima a pedreira e já basta
Que o desassossego se finde na machada
Poça, d´água, rasa, no fundo vê a alma
Guarda essa casa com paz das palavras
E com instrumentos de guerra gerais
E com instrumentos de guerra gerais
segunda-feira, 30 de março de 2015
DE UM DIA ESCURO PARA UM AMANHÃ LUMINOSO
Essas gotas de chuva parecem cair lentamente do céu
Ainda paira um cheiro que lembra o passado bondoso
As charretes dos cavalos sonorizam ferro, casco e pedra
Talvez tenha paciência de esperar o fim das horas certas
Pra rumar novamente sem medo ao meu posto desbravador
Que oscila contínuo em meio às brumas do atlântico norte
Lá as pontes prolongam pois imergem num mar de abundância
As lagoas têm as cores dos olhos da lenda romântica exemplar
Na montanha mais alta se põe relutante o sol rei que descansa
E na linha do horizonte cresce e míngua a nova e a cheia no luar
Ainda paira um cheiro que lembra o passado bondoso
As charretes dos cavalos sonorizam ferro, casco e pedra
Talvez tenha paciência de esperar o fim das horas certas
Pra rumar novamente sem medo ao meu posto desbravador
Que oscila contínuo em meio às brumas do atlântico norte
Lá as pontes prolongam pois imergem num mar de abundância
As lagoas têm as cores dos olhos da lenda romântica exemplar
Na montanha mais alta se põe relutante o sol rei que descansa
E na linha do horizonte cresce e míngua a nova e a cheia no luar
DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... “Eu vi um coração perdido ali”
(...) Ele ainda não apareceu. Dom Kiss Hot vaga. Seu combustível é uma presença. Ele inexiste sem sua cara metade. Mas não morre. E não digo que seja Santo Pança. Este é seu fiel amigo e escudeiro. Digo sobre Dora Té, que ele tanto ama. Um frade veio correndo desesperado ter com Pança.
Frade: - Pança, eu vi um coração perdido ali, é de Dom Kiss Hot?
Pança: - O coração de Dom Kiss Hot não se perde dele, Frade. Talvez seja de Dora, que o ignora e não lança qualquer sopro ao ar que o faça voltar.
Frade: - Pança, eu vi um coração perdido ali, é de Dom Kiss Hot?
Pança: - O coração de Dom Kiss Hot não se perde dele, Frade. Talvez seja de Dora, que o ignora e não lança qualquer sopro ao ar que o faça voltar.
sábado, 28 de março de 2015
INTER PRÉ ESTA PRÓ
De um texto genial
Que de dia
Veste e calça
Ao sair e andar
Para falar e falar
E de noite volta
À sala de estar
Para comer e beber
E pensar no que ganhar
Um cenário amplo
Uma vida boa
Uma ausência má
Que de dia
Veste e calça
Ao sair e andar
Para falar e falar
E de noite volta
À sala de estar
Para comer e beber
E pensar no que ganhar
Um cenário amplo
Uma vida boa
Uma ausência má
DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... VIAJOU NA BATATINHA
(...) Dora Té resolveu sair de casa. Colocou um vestido simples e pela estrada todo mundo lhe perguntava: “Dora, onde está Kiss Hot?” E Dora Té respondia: “Viajou”. Mais a frente lhe perguntavam: “Dora, onde está Kiss Hot?” E Dora Té respondia: “Viajou”. Isso se repetiu dezenas de vezes até o fim da tarde quando ela voltava para casa. Sozinha na cozinha Dora Té bebia chá e comendo umas batatas, alto pensava... “Dom Kiss Hot, viajara”.
sexta-feira, 27 de março de 2015
OFF ROAD
Existem mensagens únicas
Próprias, diretas e específicas
Isto pode ser uma dádiva
Uma importância personalizada
Há mensagens que são rápidas
Que são boas ou amargas
Que te embarcam em navios
Ou te jogam pra fora da estrada
As cartas precisam ser elaboradas
E com isso treinamos a comunicação
Numa fração a leitura muda o rosto
Deixa à vista a boca com perguntas novas
Deixa o corpo mais preparado ao não
Próprias, diretas e específicas
Isto pode ser uma dádiva
Uma importância personalizada
Há mensagens que são rápidas
Que são boas ou amargas
Que te embarcam em navios
Ou te jogam pra fora da estrada
As cartas precisam ser elaboradas
E com isso treinamos a comunicação
Numa fração a leitura muda o rosto
Deixa à vista a boca com perguntas novas
Deixa o corpo mais preparado ao não
QUADRAS DO MARACA
Matei o queijo
E o arroz doce
Canela e cravo cheiram
O óleo e o sal na rapa
O mapa agrada
Eu digo aqui
O mar não para
Não sai dali
Num dia rio
São muitos rios
Eu amo o Rio
Maior aquário
Por fim eu fico
Uma hora parto
Só sei que vibro
Não sei se agrado
E o arroz doce
Canela e cravo cheiram
O óleo e o sal na rapa
O mapa agrada
Eu digo aqui
O mar não para
Não sai dali
Num dia rio
São muitos rios
Eu amo o Rio
Maior aquário
Por fim eu fico
Uma hora parto
Só sei que vibro
Não sei se agrado
O TEMPO NÃO SE FOI
Lembro a tempos quando via o sol nascer já desperto
Apaixonar-me pelos sonhos chegando a noite tão rápido
Que fascinado ficava pensando como navegavam olhando as estrelas
Num tempo onde meus músculos treinavam o lance das biloscas
Os pés nem imaginavam caminhar pelo horizonte extenso
Pois subia as árvores até esconder-me por horas em meio aos ninhos
Hoje o tempo me atrasa só porque é maior que minhas pernas
Meio mundo me espera pois a metade que me cabe não me tomam
Nem os sonhos, nem as árvores, nem os pés, nem as mãos
Porque o tempo nos engana, ele vai, mas não passa
Apaixonar-me pelos sonhos chegando a noite tão rápido
Que fascinado ficava pensando como navegavam olhando as estrelas
Num tempo onde meus músculos treinavam o lance das biloscas
Os pés nem imaginavam caminhar pelo horizonte extenso
Pois subia as árvores até esconder-me por horas em meio aos ninhos
Hoje o tempo me atrasa só porque é maior que minhas pernas
Meio mundo me espera pois a metade que me cabe não me tomam
Nem os sonhos, nem as árvores, nem os pés, nem as mãos
Porque o tempo nos engana, ele vai, mas não passa
quinta-feira, 26 de março de 2015
RAIZ SEM CHÃO
Esqueça os textos
Ninguém os lê inteiro
Procure um anfiteatro
Espreite o espetáculo
Desmanche a despedida
Acorde com os pássaros
Caminhe no raiar do dia
Combine um novo encontro
Medite nos mantras santos
Invente um desejo novo
Pendure os desenhos todos
Traga no peito o norte
E leve consigo o sul
Ninguém os lê inteiro
Procure um anfiteatro
Espreite o espetáculo
Desmanche a despedida
Acorde com os pássaros
Caminhe no raiar do dia
Combine um novo encontro
Medite nos mantras santos
Invente um desejo novo
Pendure os desenhos todos
Traga no peito o norte
E leve consigo o sul
quarta-feira, 25 de março de 2015
O VELHO DA TORRE, O APRENDIZ E O COXO
O velho da torre era sempre incisivo. Aprendia-se tudo com ele. Feliz o aprendiz. Ele havia lhe dito que poderia escolher sentar-se sob uma macieira e sentir o cheiro dos prados ou tomar as rédeas do país e mudar o rumo da história. Era como optar em dormir durante o dia ou durante a noite. Foi então que um coxo que vinha toda semana receber os tratamentos do velho da torre ouvindo a conversa, perguntou: “O que se faz durante a noite acordado sendo que é durante o dia que as coisas funcionam?” O aprendiz já imaginava que seria uma resposta daquelas vinda do velho da torre e sentou-se na cadeira da sala frente a mesa com um lápis na mão e na cabeça as ideias da revolução. O velho da torre disse assim ao coxo: “O tratamento que lhe faço na verdade é de mentira. Os remédios que lhe dou são apenas água e sal. Quem lhe trata é você mesmo ao subir as escadas dessa torre crente que sou eu que lhe curo. A importância de estar ativo à noite é equiparada a estar ativo durante o dia. Bendizer os padeiros. É possível sentir o cheiro dos prados a qualquer hora, tal como a revolução. Se eu fosse até você para levar remédios verdadeiros eu não seria o velho da torre e você não seria um coxo ativo.” O aprendiz escreveu, o coxo mancou e o velho sorriu.
terça-feira, 24 de março de 2015
EXTREMA MENTE
Olho para o céu e vejo andorinhas de manhã bem cedo
Neste mesmo céu quadrado que a tarde voam garças brancas
Cruzam ainda pares de maritacas verdes aos “gritos” altos
Da escada do quintal vejo a tartaruga e sinto o cheiro de café
No cimento poças não secam facilmente quando o sol emburra
Numa chuva de pensares não esqueço nunca a bela dama perto
Tenho azar em espantar quem poderia me aceitar como companhia
Só por causa de uma natureza aberta, bruta e ariana nata
Que revela quanta coisa boa poderia acontecer hoje e já
É por isso que como os pássaros voo longe para ver o mar
Talvez veja naquelas ondas a beleza da rainha Iemanjá
Isto sim é fantasia sustentada em paixão mundana consciente
Porque o mundo é feito de mistérios tão difíceis de explicar
Neste mesmo céu quadrado que a tarde voam garças brancas
Cruzam ainda pares de maritacas verdes aos “gritos” altos
Da escada do quintal vejo a tartaruga e sinto o cheiro de café
No cimento poças não secam facilmente quando o sol emburra
Numa chuva de pensares não esqueço nunca a bela dama perto
Tenho azar em espantar quem poderia me aceitar como companhia
Só por causa de uma natureza aberta, bruta e ariana nata
Que revela quanta coisa boa poderia acontecer hoje e já
É por isso que como os pássaros voo longe para ver o mar
Talvez veja naquelas ondas a beleza da rainha Iemanjá
Isto sim é fantasia sustentada em paixão mundana consciente
Porque o mundo é feito de mistérios tão difíceis de explicar
domingo, 22 de março de 2015
DOM KISS HOT E SANTO PANÇA, em... PANÇA ALERTA DORA
(...) Dora Té era muito misteriosa. Poucos se aproximavam dela tentando alguma conversa. Só mesmo Kiss Hot pra gostar daquela figura. E só mesmo aquela figura para mexer com Kiss Hot. Santo Pança por sua vez, ao ver o dramático espetáculo de fora sentia que a história acabaria sem graça se Dora e Dom não se encontrassem novamente. E Pança era casto o suficiente para dedicar-se como escudeiro de seu amigo, ele se satisfazia em acompanhar Kiss Hot. Só que este ainda desertor do cenário, vagava, fazendo vazia, monótona e em tom de despedida essa história. Então, Santo Pança, respirou fundo, puxou a calça pra cima e andou com firmeza em direção à Dora para lhe dizer...
SANTO PANÇA: - Ei, mulher! Você não vê essa ampulheta esvaindo tempo? Desaparecendo grãos de areia? Perdendo dias e noites em silêncio você está como uma pedra que não move. Louca! Em todos os reinos para além dessas planícies até para além do mar salgado, não há ninguém como Dom Kiss Hot. Este que te deseja só pode ser também um louco, Dom Kiss Hot, troca sua vida gloriosa para abrir seu coração diante do pior inimigo, um moinho de vento que é a solidão que você lhe proporciona. Triste você, que perde a chance de lado a lado com ele cruzar terras, céu e mares, procriar e enriquecer com as mais magníficas aventuras cheias de tesouros a descobrir. Porque se Dom sozinho vive, ao seu lado, nós seremos imortais.
(...) Dora Té ouviu Pança mas aquela dura não surtiu grande efeito. Nem mesmo uma resposta. Isso porque Dora Té é uma mulher misteriosa. Talvez ela tenha algum plano, não sabemos. As mulheres têm poderes a mais e confiança a menos.
SANTO PANÇA: - Ei, mulher! Você não vê essa ampulheta esvaindo tempo? Desaparecendo grãos de areia? Perdendo dias e noites em silêncio você está como uma pedra que não move. Louca! Em todos os reinos para além dessas planícies até para além do mar salgado, não há ninguém como Dom Kiss Hot. Este que te deseja só pode ser também um louco, Dom Kiss Hot, troca sua vida gloriosa para abrir seu coração diante do pior inimigo, um moinho de vento que é a solidão que você lhe proporciona. Triste você, que perde a chance de lado a lado com ele cruzar terras, céu e mares, procriar e enriquecer com as mais magníficas aventuras cheias de tesouros a descobrir. Porque se Dom sozinho vive, ao seu lado, nós seremos imortais.
(...) Dora Té ouviu Pança mas aquela dura não surtiu grande efeito. Nem mesmo uma resposta. Isso porque Dora Té é uma mulher misteriosa. Talvez ela tenha algum plano, não sabemos. As mulheres têm poderes a mais e confiança a menos.
O TEOR DO QUINTO IMPÉRIO
Qualidade de vida
É estar num espaço eterno
Onde constam teorias
Das mais hábeis práticas
Como um exército novo e imaculado
Que na fronteira do Estado se posiciona
Tem de um lado o centro controlado
E na linha do horizonte o forte é protegido
Onde os partidos se conjugam em uma só corte
E a música é livre como a transpiração do corpo
Não existem loucos, pois, reais atores os salvam das maldades
Como as badaladas expressões previstas nas árvores desta Cidade
É estar num espaço eterno
Onde constam teorias
Das mais hábeis práticas
Como um exército novo e imaculado
Que na fronteira do Estado se posiciona
Tem de um lado o centro controlado
E na linha do horizonte o forte é protegido
Onde os partidos se conjugam em uma só corte
E a música é livre como a transpiração do corpo
Não existem loucos, pois, reais atores os salvam das maldades
Como as badaladas expressões previstas nas árvores desta Cidade
sábado, 21 de março de 2015
CRÔNICA: BEM TE VI
Chegara pela avenida por outra ponta
Havia descido um morro antes
Com os primeiros pingos da chuva aliás
Abriguei sob as copas depois do Colégio
Corri para o pé da subida da Igreja
E no primeiro copo de filosofia
Segui como sempre para outras bandas
Até que em uma porta aberta ao meio da avenida
Sorri porque me sorriam imagens
Depois porque ali vi meu álibi
Da pisada no cão, sem maldade
Por destreza, causa exata, minha
Uma certa majestade contente
Só que outra porta mais a frente estava fechada
Com a melhor definição de convite sem sentido
Pois, isso é como chamar e não ser respondido
Ou outra clássica: “Ir para onde não tem nada”
Metáforas são cartilhas rápidas de aprender
Portas abertas cativam mais que elos de cadeado
Vocês precisam ouvir um negro erê de nome Milton Nascimento
Ele diz no canto: “Todo artista tem de ir aonde o povo está”
Havia descido um morro antes
Com os primeiros pingos da chuva aliás
Abriguei sob as copas depois do Colégio
Corri para o pé da subida da Igreja
E no primeiro copo de filosofia
Segui como sempre para outras bandas
Até que em uma porta aberta ao meio da avenida
Sorri porque me sorriam imagens
Depois porque ali vi meu álibi
Da pisada no cão, sem maldade
Por destreza, causa exata, minha
Uma certa majestade contente
Só que outra porta mais a frente estava fechada
Com a melhor definição de convite sem sentido
Pois, isso é como chamar e não ser respondido
Ou outra clássica: “Ir para onde não tem nada”
Metáforas são cartilhas rápidas de aprender
Portas abertas cativam mais que elos de cadeado
Vocês precisam ouvir um negro erê de nome Milton Nascimento
Ele diz no canto: “Todo artista tem de ir aonde o povo está”
sexta-feira, 20 de março de 2015
GRANDE QUADRA CELESTE
A Lua que a frente da Terra está no meio vela o anel do astro rei
E a Terra que no romance atômico de um beijo ganho se escondeu
Do Sol que a pele branca doura e a morena torra como amendoim
No Outono que o vento traz o cheiro das folhas velhas pra mim
E a Terra que no romance atômico de um beijo ganho se escondeu
Do Sol que a pele branca doura e a morena torra como amendoim
No Outono que o vento traz o cheiro das folhas velhas pra mim
quinta-feira, 19 de março de 2015
Dom Kiss Hot e Santo Pança em... SÓ O NARRADOR
Dom Kiss Hot não trotava mais. Havia descido do cavalo dias atrás. Passou por um oásis vazio e resolveu deixar a besta solta por lá. Mesmo que sem água algumas sombras de árvores deveriam refrescar. Seguiu como bom cavaleiro andante. Acabou por ver uma espada toda retorcida. Mas não parou. Também viu cinzas de papéis que outrora foram pintados com cores. Ladeou alguns castelos em ruínas. E não parou. Pisou em ossos de leões de antigamente e não encontrou sequer uma flor por onde passou. Depois de andar bastante tempo para frente sem qualquer noção de onde vinha o sol e para onde a lua ia, deparou-se com um rio cristalino. Foi então que teve uma brilhante ideia. Começou a desviar o rio para o rumo de onde vinha. A água que vazou para os campos fez crescer flores lindas. Das ossadas dos leões que pisara juntou-os na mão e peneirou na poça d’água até encontrar um dente canino de felino. Do barro que a água misturada fazia-se à terra fez novos blocos rijos que pilhados comporiam aqueles castelos onde faltariam apenas telhas. Mas isso as palmeiras do oásis agora rico pelo desvio produziria vigas para as pontes que ligassem o sobressalto das paredes. E aquele dente de leão que guardara no bolso foi a peça que afiaria aquela espada que agora esticada retrocedia extensa para compor a companhia de armas junto da sua lança que pousada estava sobre o cavalo que deixara onde novamente o montara naquela sombra onde deixou. Só que Dom não voltou para Dora Té. Ela ainda não o chamara. Havia ido até o rio cristalino sem nada para poder voltar com a ideia de continuar. Agora ele galopa para outro rumo que nem eu sei onde será.
Dom Kiss Hot e Santo Pança em... REALÍSTICO ALUSIVA ILUSÃO
(...) O futuro é uma coisa que no tempo passado já existia, só que não sabíamos.
Pensativo, Pança imaginava onde poderia estar Kiss Hot numa hora dessas. Ao lado dele, muda estava Dora Té bebendo chá enquanto pensava. Até que deixou escapar um se...
Dora Té: - Se eu tivesse corrido antes que ele partisse e dissesse algo menos que o amava...
Santo Pança completou quase em lágrimas: - ...Dom Kiss Hot trocaria nove ilhas do atlântico pelo Rio, ele ficava
(...) E eu, como narrador desta história, completaria:
Garanto que ele ficaria sim
Mesmo que menor que amor
Qualquer manifesto sincero
Valesse presença ativa de união
Sem perder o norte tão forte
Impulsionando o sul tão jovem
Lado a lado com a vida da Dama
Que mais vidas produzissem juntos
Para no ocidente crescente poderem
Apaziguar o oriente poente da destruição
Pensativo, Pança imaginava onde poderia estar Kiss Hot numa hora dessas. Ao lado dele, muda estava Dora Té bebendo chá enquanto pensava. Até que deixou escapar um se...
Dora Té: - Se eu tivesse corrido antes que ele partisse e dissesse algo menos que o amava...
Santo Pança completou quase em lágrimas: - ...Dom Kiss Hot trocaria nove ilhas do atlântico pelo Rio, ele ficava
(...) E eu, como narrador desta história, completaria:
Garanto que ele ficaria sim
Mesmo que menor que amor
Qualquer manifesto sincero
Valesse presença ativa de união
Sem perder o norte tão forte
Impulsionando o sul tão jovem
Lado a lado com a vida da Dama
Que mais vidas produzissem juntos
Para no ocidente crescente poderem
Apaziguar o oriente poente da destruição
quarta-feira, 18 de março de 2015
CRUZ E ESPADA
Vivo constantemente triste em partir
Versus a feliz liberdade em chegar
Se ainda tivesse uma razão para ficar
Seja uma raiz amorosa ou harmonias
Que me fizessem dormir, largaria o mar
Contentava com as ondas das montanhas
Embrenhava num ofício monótono
Que me daria autonomia de pagar
E estando na matriz viveria em companhia
Construindo a base que assemelha à minha
Porém, como um “Samara Brâmane” (espirituoso)
Não apego a nada nem ninguém, sem querer
Mesmo que me esforce e convide por querer
E procure acumular bens como panos e sons
Estas coisas desvanecem e somem num piscar
Triste por partir porque é como a morte que desfaz
Feliz por chegar porque é como renascer ou acordar
Nesta estrada da vida que não se vê o fim
Porque ao mesmo tempo surgem vias de acesso
Que me conduzem cheio de um bem simples que é ser
Sem alguém ao lado ainda, que me faça melhor todo dia
Quando a vida oscila de propósito para a calmaria impor ser maior ainda
Versus a feliz liberdade em chegar
Se ainda tivesse uma razão para ficar
Seja uma raiz amorosa ou harmonias
Que me fizessem dormir, largaria o mar
Contentava com as ondas das montanhas
Embrenhava num ofício monótono
Que me daria autonomia de pagar
E estando na matriz viveria em companhia
Construindo a base que assemelha à minha
Porém, como um “Samara Brâmane” (espirituoso)
Não apego a nada nem ninguém, sem querer
Mesmo que me esforce e convide por querer
E procure acumular bens como panos e sons
Estas coisas desvanecem e somem num piscar
Triste por partir porque é como a morte que desfaz
Feliz por chegar porque é como renascer ou acordar
Nesta estrada da vida que não se vê o fim
Porque ao mesmo tempo surgem vias de acesso
Que me conduzem cheio de um bem simples que é ser
Sem alguém ao lado ainda, que me faça melhor todo dia
Quando a vida oscila de propósito para a calmaria impor ser maior ainda
terça-feira, 17 de março de 2015
CRÔNICA: LÁ VAI CHUMBO GROSSO
Um bando de hipócritas pseudo políticos partidários
Ignorantes, acreditam que a suástica representa somente o nazismo
Outros brincam com patologias psicológicas
Zombam de defeitos físicos
Desafiam para encontrar a cor? Está no sangue, ora essa!
Ouve-se a frase: “Pouco importa”
Não filtram o teor nem a essência das palavras
Enquanto se importam com “likes” diários
É claro que é direito o manifesto
Não está em causa poder fazê-lo
Isto já foi resolvido noutra época. É quase uma “cera” democrática
O fato é que manifestos acorrem quando há malefícios ao povo
Quando cheguei na estação estava cansado e barbudo
Um moleque que comia biscoito “chulézinho” sentou ao meu lado
Ele me pediu para baixar os preços das coisas
De certa forma foi um manifesto. O que me senti culpado
Ainda tive tempo de lhe contar histórias de além-mar
Hoje, eu penso na razão que aquele menino tinha
Penso ainda se ele bebe, toma banho, brinca, come e estuda
Ignorantes, acreditam que a suástica representa somente o nazismo
Outros brincam com patologias psicológicas
Zombam de defeitos físicos
Desafiam para encontrar a cor? Está no sangue, ora essa!
Ouve-se a frase: “Pouco importa”
Não filtram o teor nem a essência das palavras
Enquanto se importam com “likes” diários
É claro que é direito o manifesto
Não está em causa poder fazê-lo
Isto já foi resolvido noutra época. É quase uma “cera” democrática
O fato é que manifestos acorrem quando há malefícios ao povo
Quando cheguei na estação estava cansado e barbudo
Um moleque que comia biscoito “chulézinho” sentou ao meu lado
Ele me pediu para baixar os preços das coisas
De certa forma foi um manifesto. O que me senti culpado
Ainda tive tempo de lhe contar histórias de além-mar
Hoje, eu penso na razão que aquele menino tinha
Penso ainda se ele bebe, toma banho, brinca, come e estuda
segunda-feira, 16 de março de 2015
ESTE É O CLUBE SOCIAL DE CATAGUASES
O último ato antes da maresia
Como um movimento próprio
Por escutar os ecos das audições
Imaginando as festas de outrora
A fim de salvar a arte modernista
Para a exposição é preciso arrumar o chão
Subir escadas, levar quem não anda ao colo
Admirar as curvas dos salões envidraçados
Dar vida ao pássaro que sobrevoa o cinema
E olhar do terceiro andar no parapeito a praça
http://expocoresabstrato.blogspot.com.br/
Como um movimento próprio
Por escutar os ecos das audições
Imaginando as festas de outrora
A fim de salvar a arte modernista
Para a exposição é preciso arrumar o chão
Subir escadas, levar quem não anda ao colo
Admirar as curvas dos salões envidraçados
Dar vida ao pássaro que sobrevoa o cinema
E olhar do terceiro andar no parapeito a praça
http://expocoresabstrato.blogspot.com.br/
MAGNÍFICO DESEJÁVEL
Conheço Portugal bem na palma da minha mão
Mas estou aqui em Vera Cruz de Portugal
Tenho duas cartas tão importantes que mudariam a história
Nesta pirâmide como Babel que cresce derrubando pau Brasil
Falo do Clero e das Forças Armadas como soluções
Costumo dizer que são a Pena e a Espada
Vocês esperam mesmo Dom Sebastião?
Ora, façamos um!
Sem efeitos especiais para não desconcentrar
Quem o criaria? O Clero e a Armada, juntos
Porque no que resta desta faixa piramidal
Um foge da maldade, eis o Clero
Outra combate a maldade, eis a Armada
Logo, ambas são os melhores para definir “quem”
A outra carta também envolve o Clero e a Armada
Mas quem? Queremos saber, quem?
Calma, vejam bem
O terceiro segredo de Fátima
Seria hora de dizer que o terceiro segredo de Fátima é...
Pois! Revelar Dom Sebá, já!
Onde toma as rédeas do poder sobre o território
Na suprema totalidade provinda da divina e forte providência
Com o Clero a confirmar os dotes
E a Armada a proteger os dotes
Será um peso enorme para quem carregar
Quem? Eu? Com o Clero e a Armada...
De acordo
Digam ao PAPA, ele também é um revolucionário
Digam a todos os irmãos Lusos
Quando refiro ao Quinto Império
Vejo mais da metade do Mapa Mundi num Todo
Desejável e magnífico para todos
***
Mas estou aqui em Vera Cruz de Portugal
Tenho duas cartas tão importantes que mudariam a história
Nesta pirâmide como Babel que cresce derrubando pau Brasil
Falo do Clero e das Forças Armadas como soluções
Costumo dizer que são a Pena e a Espada
Vocês esperam mesmo Dom Sebastião?
Ora, façamos um!
Sem efeitos especiais para não desconcentrar
Quem o criaria? O Clero e a Armada, juntos
Porque no que resta desta faixa piramidal
Um foge da maldade, eis o Clero
Outra combate a maldade, eis a Armada
Logo, ambas são os melhores para definir “quem”
A outra carta também envolve o Clero e a Armada
Mas quem? Queremos saber, quem?
Calma, vejam bem
O terceiro segredo de Fátima
Seria hora de dizer que o terceiro segredo de Fátima é...
Pois! Revelar Dom Sebá, já!
Onde toma as rédeas do poder sobre o território
Na suprema totalidade provinda da divina e forte providência
Com o Clero a confirmar os dotes
E a Armada a proteger os dotes
Será um peso enorme para quem carregar
Quem? Eu? Com o Clero e a Armada...
De acordo
Digam ao PAPA, ele também é um revolucionário
Digam a todos os irmãos Lusos
Quando refiro ao Quinto Império
Vejo mais da metade do Mapa Mundi num Todo
Desejável e magnífico para todos
***
*****
domingo, 15 de março de 2015
DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... ELE TE PROCUROU
(...) Santo Pança vai correndo dizer à Dora Té o que ela deixou escapar...
Santo Pança diz:
“Ele preparava um jardim imenso para que as crianças brincassem enquanto vocês caminhassem. Tinha ido de encontro à rainha do mar para poder pedi-la a última pérola do seu colar. Em todo pensamento que ele tinha durante as guerras, me revelou ele, era a sua imagem que ele lembrava dando-lhe ânimo para as vitórias. Eu mesmo o vi escapar ileso de arremessos e ataques vindos do exército malicioso. Certo dia ele também me disse que a levaria para outra terra ou trocaria o castelo para morar dentro de um moinho de vento se você assim quisesse. Mas como um ciclone, Dora Té, você soprou no ouvido do Dom a pior incerteza da união. E agora, neste instante, ele monta o seu cavalo para ir nem sei para onde, por sentir que seus esforços fracassaram. Ele te procurou tantas vezes, em vão”
Dora Té: - Mas ele não é um cavaleiro andante?
Santo Pança: - Sim. Ele também é. Suas últimas palavras foram sobre isso.
Dom Kiss Hot disse a Santo Pança o seguinte:
“Vou a cavalo para poder fugir bem rápido desta triste sensação
Mas a cavalo estando, volto, logo quando a Dora Té reanimar meu coração”
Santo Pança diz:
“Ele preparava um jardim imenso para que as crianças brincassem enquanto vocês caminhassem. Tinha ido de encontro à rainha do mar para poder pedi-la a última pérola do seu colar. Em todo pensamento que ele tinha durante as guerras, me revelou ele, era a sua imagem que ele lembrava dando-lhe ânimo para as vitórias. Eu mesmo o vi escapar ileso de arremessos e ataques vindos do exército malicioso. Certo dia ele também me disse que a levaria para outra terra ou trocaria o castelo para morar dentro de um moinho de vento se você assim quisesse. Mas como um ciclone, Dora Té, você soprou no ouvido do Dom a pior incerteza da união. E agora, neste instante, ele monta o seu cavalo para ir nem sei para onde, por sentir que seus esforços fracassaram. Ele te procurou tantas vezes, em vão”
Dora Té: - Mas ele não é um cavaleiro andante?
Santo Pança: - Sim. Ele também é. Suas últimas palavras foram sobre isso.
Dom Kiss Hot disse a Santo Pança o seguinte:
“Vou a cavalo para poder fugir bem rápido desta triste sensação
Mas a cavalo estando, volto, logo quando a Dora Té reanimar meu coração”
sábado, 14 de março de 2015
ATÉ O FIM
A máquina é velha
Derrama por sobre a mesa
Só possui uma preocupação essencial
A substância que a move
Sem saber se para frente ou para trás
As mulheres têm medo do meu rosto
Este não é o primeiro desgosto
Nem tenho pena do meu destino
Alguém que gosta da terra
Enquanto o navio vara o horizonte
O olhar permanece constante antes que suma
Mesmo que não veja por décadas
Estará sempre à espera da bela que o rejeitou
Derrama por sobre a mesa
Só possui uma preocupação essencial
A substância que a move
Sem saber se para frente ou para trás
As mulheres têm medo do meu rosto
Este não é o primeiro desgosto
Nem tenho pena do meu destino
Alguém que gosta da terra
Enquanto o navio vara o horizonte
O olhar permanece constante antes que suma
Mesmo que não veja por décadas
Estará sempre à espera da bela que o rejeitou
sexta-feira, 13 de março de 2015
.T. EMPÓRIAUM .T. ALL
Ponte que de pedra liga
Pronta seda exuberante
No espaço consta o uno
Vasto como a existência
Plenitude reina em ser
Máximo, abstrato, móvel
Pertencente a este solo
D´ouro e bruta riqueza
Extenso, como letras
E campos onde as realezas
Vivem de fato estadas
Espaços, quadros, congelados
Esquadrinhado e coloridos
Juntamente com a aurora
Que ilumine o novo
Certo, oriente
Este Rosa Cruz
SANTIAGO
Pronta seda exuberante
No espaço consta o uno
Vasto como a existência
Plenitude reina em ser
Máximo, abstrato, móvel
Pertencente a este solo
D´ouro e bruta riqueza
Extenso, como letras
E campos onde as realezas
Vivem de fato estadas
Espaços, quadros, congelados
Esquadrinhado e coloridos
Juntamente com a aurora
Que ilumine o novo
Certo, oriente
Este Rosa Cruz
SANTIAGO
A PEÇA DOS TEATROS
Diálogo entre Pança e Kiss Hot:
*
Dom Kiss Hot seria o que argumenta
E Pança numa bela atuação o que afirma
Dom Kiss Hot lança o tempo
Santo Pança segue louco rei
Onde Pança é mestre por responder
E Dom Kiss Hot como peça peca por esperar
Mas a Dora Té na plateia sabe
Deste membro que age pleno
Só por ela e também por todos
Ri, ao devorar o todo, sobre todos
O QUINTO IMPÉRIO
*
Dom Kiss Hot seria o que argumenta
E Pança numa bela atuação o que afirma
Dom Kiss Hot lança o tempo
Santo Pança segue louco rei
Onde Pança é mestre por responder
E Dom Kiss Hot como peça peca por esperar
Mas a Dora Té na plateia sabe
Deste membro que age pleno
Só por ela e também por todos
Ri, ao devorar o todo, sobre todos
O QUINTO IMPÉRIO
quinta-feira, 12 de março de 2015
REVERÊNCIA
Levantei-me mais uma vez no meio da madrugada
Espiando a greta da porta corrente modernista espelhada
Para ver se a chuva outra vez viera e se o cavalo pastava na praça
Com sorte, na proximidade de acertar em cheio a Quina do brasão
Quando três pontos já me bastam para Imperar por décadas
Sendo que assento numa cadeira em meio à mata atlântica
Onde os raios dos relâmpagos dos trovões mudos estão
Aguardando a hora certa de a consorte dar-me a sua mão
Contentando-me por poder ser o braço de cartas que rodam o Mundo
Sem qualquer efeito imediato, mas resguardado do vulcão em erupção
Espiando a greta da porta corrente modernista espelhada
Para ver se a chuva outra vez viera e se o cavalo pastava na praça
Com sorte, na proximidade de acertar em cheio a Quina do brasão
Quando três pontos já me bastam para Imperar por décadas
Sendo que assento numa cadeira em meio à mata atlântica
Onde os raios dos relâmpagos dos trovões mudos estão
Aguardando a hora certa de a consorte dar-me a sua mão
Contentando-me por poder ser o braço de cartas que rodam o Mundo
Sem qualquer efeito imediato, mas resguardado do vulcão em erupção
terça-feira, 10 de março de 2015
MEIA VOLTA, VOLVER!
PARA ONDE ENVIAMOS ESTA CORRESPONDÊNCIA?
E QUANTOS DIAS PARA CHEGAR?
A revolução precisa ser escrita hoje
Para que haja menos barulho em vão
Ela precisa ser lida, entendida e em seguida
Deve rezar no seu decorrer a modificação
A revolução precisa ser mais bem discutida
É preciso de escudos e as armas da justiça
É preciso amor pela glorificação da nação
Ela já foi gritada pelo Clero com expressão
Agora, providencie um dia para a Companhia
Limpar por completo o Palácio da indignação
E recomeçar a história com o peso da união
E QUANTOS DIAS PARA CHEGAR?
A revolução precisa ser escrita hoje
Para que haja menos barulho em vão
Ela precisa ser lida, entendida e em seguida
Deve rezar no seu decorrer a modificação
A revolução precisa ser mais bem discutida
É preciso de escudos e as armas da justiça
É preciso amor pela glorificação da nação
Ela já foi gritada pelo Clero com expressão
Agora, providencie um dia para a Companhia
Limpar por completo o Palácio da indignação
E recomeçar a história com o peso da união
PONTAPÉ NO OLHO DE CAMÕES
Dada a largada, até o mar chega aqui
Mas nem um sinal de ti que um dia vi ali
Mesmo que a luneta a terra aviste
Se a barreira invisível for só medo
Melhor, que a negação por não querer
Abafado, sinto falta do frescor de longe
Nem sei quando o vapor sairá pela boca
Só sei que enquanto isso conquisto o aquário
Antes de expor mais um relicário extraordinário
Num quarto que só é vazio por vazar tanto amor
Mas nem um sinal de ti que um dia vi ali
Mesmo que a luneta a terra aviste
Se a barreira invisível for só medo
Melhor, que a negação por não querer
Abafado, sinto falta do frescor de longe
Nem sei quando o vapor sairá pela boca
Só sei que enquanto isso conquisto o aquário
Antes de expor mais um relicário extraordinário
Num quarto que só é vazio por vazar tanto amor
domingo, 8 de março de 2015
ROMANCE COM A TERRA PARA SITA
***
É aquilo que se vive agora
Nas passadas abstratas da vida
De um encontro como milhares
Pois a chuva que abençoa é nossa
Toda prosa tem uma máxima de amor
Nós, viventes estamos no Estado das ações
Quem vive, cria e participa da criação, lógica!
Fala, com exímia tônica
Bebe de uma fonte limpa
E ainda, sempre e próprio
Extasiado de atmosfera
***
É aquilo que se vive agora
Nas passadas abstratas da vida
De um encontro como milhares
Pois a chuva que abençoa é nossa
Toda prosa tem uma máxima de amor
Nós, viventes estamos no Estado das ações
Quem vive, cria e participa da criação, lógica!
Fala, com exímia tônica
Bebe de uma fonte limpa
E ainda, sempre e próprio
Extasiado de atmosfera
***
sexta-feira, 6 de março de 2015
WAITING...
A vida é uma sequência ora fácil, ora difícil
Comparamos a vida a uma roda gigante
Ou a uma estrada plana ou acidentada
Nós estamos no meio disso tudo pois estamos vivos
Depois das fotos de Santiago serão as fotos da Dinamarca
Tenho planos para cobrir paredes inteiras com mosaicos
Penso mais em estar presente e produtivo com artifícios
Sou tranquilo porque consulados e embaixadas me entendem
Adiantei ideias mirabolantes e com certeza irão se alegrar
Aguardo respostas de um comitê e de um selecionador
E também procuro a companheira porque livre estou
Tudo indica que irei zarpar contigo dentro do meu coração
E pode acreditar que te chamarei mais vezes e te darei a mão
Comparamos a vida a uma roda gigante
Ou a uma estrada plana ou acidentada
Nós estamos no meio disso tudo pois estamos vivos
Depois das fotos de Santiago serão as fotos da Dinamarca
Tenho planos para cobrir paredes inteiras com mosaicos
Penso mais em estar presente e produtivo com artifícios
Sou tranquilo porque consulados e embaixadas me entendem
Adiantei ideias mirabolantes e com certeza irão se alegrar
Aguardo respostas de um comitê e de um selecionador
E também procuro a companheira porque livre estou
Tudo indica que irei zarpar contigo dentro do meu coração
E pode acreditar que te chamarei mais vezes e te darei a mão
RESENHA
Vou te revelando meus passos até chegar
No mapa astral consta sempre ontem e hoje
O amanhã nunca é revelado, mas está lá
A língua portuguesa tem intimidade com os verbos
Uma mania de criar palavras e com isso expandir
E explicar o conceito de uma coisa com um Festival
Que é a reunião ativa e simultânea de variados ofícios
Por exemplo 10 bandas musicais e outros atos mais
Porque a moeda que o trem pisou tem a marca do ouro
Enquanto as ondas na praia ressacam os agitos do mar
A lua cheia e o sol no espaço distante tinge os fios de Iaiá
No mapa astral consta sempre ontem e hoje
O amanhã nunca é revelado, mas está lá
A língua portuguesa tem intimidade com os verbos
Uma mania de criar palavras e com isso expandir
E explicar o conceito de uma coisa com um Festival
Que é a reunião ativa e simultânea de variados ofícios
Por exemplo 10 bandas musicais e outros atos mais
Porque a moeda que o trem pisou tem a marca do ouro
Enquanto as ondas na praia ressacam os agitos do mar
A lua cheia e o sol no espaço distante tinge os fios de Iaiá
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA?
Lá eu já sei o que há, pois, eu sou o próprio
Lá eu comungo de domingo a domingo (pão e vinho)
Aqui, exatamente aqui, eu vivo e não gasto vidas
Eu diria no plural que aqui há mulheres lindas
Florestas ricas, nascentes protegidas, casarios de amigos
Até ficaria, se o singular da feminina me prendesse
E se as manchas florestais fossem somente de espécies
Os rios pelo menos no início fossem bebíveis e comíveis
Se os “irmãos” fossem mais amigos, digo, todos fossem amigos
Acontece que aqui não vale ser extenso, pois preguiçam
Não se descansa no meio da subida da escada, pois competem
E conceito de trabalho está intocavelmente definido
Isso me deixa pensativo o que me torna um trabalhador prodígio
Tudo por causa da síndrome dos status que atropelam o progresso
Mesmo assim, não me vou embora pra Pasárgada agora
Ainda falta um sono mais no degrau que leva à cama que ganhei
Ainda falta algumas obras, mais que estêncil a cores, nas paredes por aí
Ainda falta um beijo doce que me deixe leve para carregá-la ao mar
E pios dos pássaros, histerias nas praças, shows ao vivo, ver jogo, falta a taça...
Lá eu comungo de domingo a domingo (pão e vinho)
Aqui, exatamente aqui, eu vivo e não gasto vidas
Eu diria no plural que aqui há mulheres lindas
Florestas ricas, nascentes protegidas, casarios de amigos
Até ficaria, se o singular da feminina me prendesse
E se as manchas florestais fossem somente de espécies
Os rios pelo menos no início fossem bebíveis e comíveis
Se os “irmãos” fossem mais amigos, digo, todos fossem amigos
Acontece que aqui não vale ser extenso, pois preguiçam
Não se descansa no meio da subida da escada, pois competem
E conceito de trabalho está intocavelmente definido
Isso me deixa pensativo o que me torna um trabalhador prodígio
Tudo por causa da síndrome dos status que atropelam o progresso
Mesmo assim, não me vou embora pra Pasárgada agora
Ainda falta um sono mais no degrau que leva à cama que ganhei
Ainda falta algumas obras, mais que estêncil a cores, nas paredes por aí
Ainda falta um beijo doce que me deixe leve para carregá-la ao mar
E pios dos pássaros, histerias nas praças, shows ao vivo, ver jogo, falta a taça...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
O CAVALEIRO E O PEREGRINO
Eles são quase espelho um do outro
Um é mais velho o outro é mais novo
Uma das diferenças é que a cadeira de um se ajusta
A cadeira do outro está fixa enquanto ele se move
O mais velho tem moedas novas
O mais novo tem moedas velhas
O mais novo conduziu o mais velho no ombro
O mais velho enviou o mais novo para longe
Ambos são críticos da atual situação desmilinguida da arte
Enquanto o cavaleiro compara palavras ao ar
O peregrino compara os símbolos a bibliotecas
Por isso se encontram para resgatarem o passado majestoso
Eles são fortes quando afunilam os desenhos do presente
Dentro de casarões com fantasmas pacíficos de cores
Um é cavaleiro, cavalga, levanta cruzeiros, ensina, é nobre
Outro é peregrino, caminha, navega, aprende mesmo descalço
Um é mais velho o outro é mais novo
Uma das diferenças é que a cadeira de um se ajusta
A cadeira do outro está fixa enquanto ele se move
O mais velho tem moedas novas
O mais novo tem moedas velhas
O mais novo conduziu o mais velho no ombro
O mais velho enviou o mais novo para longe
Ambos são críticos da atual situação desmilinguida da arte
Enquanto o cavaleiro compara palavras ao ar
O peregrino compara os símbolos a bibliotecas
Por isso se encontram para resgatarem o passado majestoso
Eles são fortes quando afunilam os desenhos do presente
Dentro de casarões com fantasmas pacíficos de cores
Um é cavaleiro, cavalga, levanta cruzeiros, ensina, é nobre
Outro é peregrino, caminha, navega, aprende mesmo descalço
domingo, 22 de fevereiro de 2015
CASTELO DE AREIA
Pode ficar com o arroz e o feijão
São leões que vivem só de carne
Depois de salvo essas engordas são stocks
Para outras próximas e breves despedidas
Quando acordo, tenho calor de cozer o pão
Distante, pulsa meu sangue em outro coração
Atente-se a hora do seu trabalho nobre
Pratique a base do seu diploma diário
Cuide muito bem do que há sob suas asas
Mas cuidado com o escape dos palavrões
Principalmente os CRIMES dessa juventude
Que nem defesa terá quando a fachada ruir
Porque quando seus lábios branqueiam de medo
É sinal que meus pelos arrepiam e os espectadores calam
Só de olhar vai embora porque teme a humildade
Então toda imagem sorridente perde a cor revelada
Este é o fracasso da passiva infelicidade de quem sabe
São leões que vivem só de carne
Depois de salvo essas engordas são stocks
Para outras próximas e breves despedidas
Quando acordo, tenho calor de cozer o pão
Distante, pulsa meu sangue em outro coração
Atente-se a hora do seu trabalho nobre
Pratique a base do seu diploma diário
Cuide muito bem do que há sob suas asas
Mas cuidado com o escape dos palavrões
Principalmente os CRIMES dessa juventude
Que nem defesa terá quando a fachada ruir
Porque quando seus lábios branqueiam de medo
É sinal que meus pelos arrepiam e os espectadores calam
Só de olhar vai embora porque teme a humildade
Então toda imagem sorridente perde a cor revelada
Este é o fracasso da passiva infelicidade de quem sabe
sábado, 21 de fevereiro de 2015
CAPE COLD CARNAL
Depois daquelas serras, o mar
Além daquele mar, a mesma terra
Todo valor do sal tem todo calor do sol
Correntes aquáticas do oceano atlântico
Deleitam nas ondas da rosa dos ventos
Além daquele mar, a mesma terra
Todo valor do sal tem todo calor do sol
Correntes aquáticas do oceano atlântico
Deleitam nas ondas da rosa dos ventos
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
MERGULHÃO
Uma rede sem fios
Campesinos escaldados
Muitos peixes no fundo
Pescam e voam os do topo
*
A estrada tem serras
E no céu água acumulada
Meu navio não navega
Óh Dona da âncora, impeça!
*
Mas o calendário comanda a ordem
Qual o fogo do pirão na panela grande
Cada dia que passa, mais perto do cetro
Só por causa do tremular das bandeiras
*
Estas quadras do Império
Faz mistérios revelados
Tem o calor de um abraço
E as areias da Fundação
Campesinos escaldados
Muitos peixes no fundo
Pescam e voam os do topo
*
A estrada tem serras
E no céu água acumulada
Meu navio não navega
Óh Dona da âncora, impeça!
*
Mas o calendário comanda a ordem
Qual o fogo do pirão na panela grande
Cada dia que passa, mais perto do cetro
Só por causa do tremular das bandeiras
*
Estas quadras do Império
Faz mistérios revelados
Tem o calor de um abraço
E as areias da Fundação
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
PACIÊNCIA DE JÔ
O esforço simples por ser ato tem de fato um sentido lógico
A caminhada
Mesmo que o calçado descolado testa o passo agora
E em meio enluarado por um brilho doce eterno como o efeito do éter
Permanece essa trajetória valorosa qual a vossas vidas comparadas às estradas
A caminhada
Mesmo que o calçado descolado testa o passo agora
E em meio enluarado por um brilho doce eterno como o efeito do éter
Permanece essa trajetória valorosa qual a vossas vidas comparadas às estradas
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
REINO QUINTO
Eu tenho um quadro negro extensivo ao alto
Que situa bem acima e além do meu olhar distante
Hoje à noite bem no canto uma estrela me guiava
Ontem a mesma estrela no centro móvel estava
Esse é o quadro que ao longe pinta o tempo mutável
É por isso que me esqueço dos adornos do meu corpo
Pois se quero um quadro novo logo o tenho de imediato
Fecho os olhos num instante e no escuro encontro a alma
Com salpicos luminosos que preenchem todo o quadro
Qual estrelas que me guiam só com luzes sem seus núcleos
E com isso ganho o Mundo no estalo escondido num segundo
Que passou sem ser notado mas gravado está no céu eterno
Que situa bem acima e além do meu olhar distante
Hoje à noite bem no canto uma estrela me guiava
Ontem a mesma estrela no centro móvel estava
Esse é o quadro que ao longe pinta o tempo mutável
É por isso que me esqueço dos adornos do meu corpo
Pois se quero um quadro novo logo o tenho de imediato
Fecho os olhos num instante e no escuro encontro a alma
Com salpicos luminosos que preenchem todo o quadro
Qual estrelas que me guiam só com luzes sem seus núcleos
E com isso ganho o Mundo no estalo escondido num segundo
Que passou sem ser notado mas gravado está no céu eterno
CARNAVAL
Sempre tem gente
Que foge da gente
Que abraça a gente
Tem sons que imitam
O batuque do samba
Tem copos cheios
Com cheiros de cana
Tem máscaras claras
E máscaras escuras
Mas falta uma coisa
É o fogo da providência
Como o de São João
Onde beldades se doam
Entregam seus passos
Sobre o Paço que impera
Sedentas por êxtases
Dos sonhos lembrados
Expõem-se ao tempo
Sem perder o amanhã
É tempo da gente se ver
E ter essa chama da vida
Esqueça o brilho do aro
Concentre no desejo intocável
Que só é para quem não crer
Que foge da gente
Que abraça a gente
Tem sons que imitam
O batuque do samba
Tem copos cheios
Com cheiros de cana
Tem máscaras claras
E máscaras escuras
Mas falta uma coisa
É o fogo da providência
Como o de São João
Onde beldades se doam
Entregam seus passos
Sobre o Paço que impera
Sedentas por êxtases
Dos sonhos lembrados
Expõem-se ao tempo
Sem perder o amanhã
É tempo da gente se ver
E ter essa chama da vida
Esqueça o brilho do aro
Concentre no desejo intocável
Que só é para quem não crer
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
OUTRA VEZ E OUTRA VEZ
Redação é o ato de escrever como bem reza o dicionário
Eu digo que é uma forma de revelar paisagens e personagens
Porque as formas e as sensações são expressas em gravações
Mesmo para quem não vê com dedos toque o braile e leia
Mesmo sem as mãos consiga redigir com superação inversa
Mesmo quem não vê, escreve, por interna intuição misteriosa
É uma ação primordial, essencial, ainda em evolução
Está muito longe da extinção por falta de executores
Pois até pegadas podem ser uma edição de trajetória
Textos podem ser simples ou complexos entendimentos
Curtos ou longos, entre outras dualidades e extremos
Realismo ou ficção, entre outras categorias e estilos
Porém a reedição significa algo mais para alguém específico
É a tentativa de resgate da emoção consequente da leitura
Sobre o que continua sempre acesso no coração do escritor
Eu digo que é uma forma de revelar paisagens e personagens
Porque as formas e as sensações são expressas em gravações
Mesmo para quem não vê com dedos toque o braile e leia
Mesmo sem as mãos consiga redigir com superação inversa
Mesmo quem não vê, escreve, por interna intuição misteriosa
É uma ação primordial, essencial, ainda em evolução
Está muito longe da extinção por falta de executores
Pois até pegadas podem ser uma edição de trajetória
Textos podem ser simples ou complexos entendimentos
Curtos ou longos, entre outras dualidades e extremos
Realismo ou ficção, entre outras categorias e estilos
Porém a reedição significa algo mais para alguém específico
É a tentativa de resgate da emoção consequente da leitura
Sobre o que continua sempre acesso no coração do escritor
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
MESTRE E APRENDIZ
- Você viu o jornal. Só pode. Porque está aí agora quieto, pensando baixo.
- Sim, mas antes vi o jogo. Depois fiz um esboço. E só depois vi o jornal.
- Qual?
- O da TV.
- O que passou?
- Gols, mapas, pontes quebradas, água jorrando, petróleo escondido e outras séries de coisas.
- Ouvi dizer que os estudantes mais viajam do que estudam. É verdade?
- É assim: Quem vai daqui para Europa, por exemplo, ainda encontra algumas fronteiras abertas, então conjugam as mensalidades bonificadas ao calendário maleável. Os meios de transportes são relativamente baratos. Uma maquininha para atualizar o status e já está! Ó, uma beleza para agradar o índice do gráfico das capacitações no exterior. Mas não fica por aqui essa fama. Quem é de lá também faz o mesmo.
- Hum... Por que não vai para a praia então!?
- Sim, eu vou.
- Quando lá chegar faça o que lhe digo. Vá até ao spray (espuma) das ondas, pegue 10 conchas ou pedrinhas, respire fundo e lance uma por uma o mais longe que puder em direção ao mar. Veja bem se não tem alguém à frente, heim! Isto servirá para tirar o peso que você carrega.
- E depois posso pular do alto da pedra para dentro do mar?
- Sim, mas como você estará bem leve, cuidado para não voar.
- Sim, mas antes vi o jogo. Depois fiz um esboço. E só depois vi o jornal.
- Qual?
- O da TV.
- O que passou?
- Gols, mapas, pontes quebradas, água jorrando, petróleo escondido e outras séries de coisas.
- Ouvi dizer que os estudantes mais viajam do que estudam. É verdade?
- É assim: Quem vai daqui para Europa, por exemplo, ainda encontra algumas fronteiras abertas, então conjugam as mensalidades bonificadas ao calendário maleável. Os meios de transportes são relativamente baratos. Uma maquininha para atualizar o status e já está! Ó, uma beleza para agradar o índice do gráfico das capacitações no exterior. Mas não fica por aqui essa fama. Quem é de lá também faz o mesmo.
- Hum... Por que não vai para a praia então!?
- Sim, eu vou.
- Quando lá chegar faça o que lhe digo. Vá até ao spray (espuma) das ondas, pegue 10 conchas ou pedrinhas, respire fundo e lance uma por uma o mais longe que puder em direção ao mar. Veja bem se não tem alguém à frente, heim! Isto servirá para tirar o peso que você carrega.
- E depois posso pular do alto da pedra para dentro do mar?
- Sim, mas como você estará bem leve, cuidado para não voar.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
PRODUÇÃO DE TEXTO
Movimento Verde
Tragam-me papéis para a Revista
E tintas, pois há páginas ilustradas
Chegará a todos os países
“A OLIVEIRA DO MAGO
SE ESTÉRIL DESCRENTE
SE AZEITONAS CRENTE”
Título: FRAGMENTO (Isto não é um diário)
A noite passada conversei com um amigo de infância que esteve em outro espaço durante 7 dias. Alguns poderiam pensar que morou na casa da morte mas ele estava mesmo em coma. Eu fazia parte do círculo de orações para emanar energias que chegassem ao local onde ele estava com intuito de salvá-lo. O que deu certo, creio que porque assim Deus quis ou porque os Hospitalários o remediaram para voltar para este espaço. Depois não choveu sobre as pessoas que pagavam o que gastavam. Eu somente consumia, tudo, desde a euforia dos que me desejavam bem ou mal como a contenção dos que nem bem nem mal me faziam. Fui até a ponte mas a cancela estava fechada. Bem que eu podia passar por cima ou por baixo, mas teria o risco de cair dentro d`água. Então voltei para casa e dormi. Ou não dormi? O certo é que despertei com a certeza que tinha uma chance para refazer uma parte do passado. Podia optar em voltar à época de busca por uma amante, isto é, eu precisava experimentar para saber qual era “A”. Ou podia voltar ao momento em que não podia deixar cair aquela torre que eu e minha filha construíamos na sala das cores. Notei que minha mochila, velha de guerra, já estava arrumada no canto do quarto e eu com os olhos cheios de água já sentia saudades dos meus entes sanguíneos. Então, de frente para a praça abri a porta da casa modernista ao correr a porta envidraçada para ver se o cavalo branco pastava na grama onde se encontra um busto. E quando fui dar um passo adiante para monta-lo vi que estava descalço e sem casaco. Mesmo que o destino fosse a linha do Equador não sobreviveria aos percalços até à estação do salto. Seria um índio? Louco? Ou nu? Por fim eu voltei para dentro, abri a gaiola dos pássaros, furei o aquário dos peixes, empurrei a janela dos fundos e ali no quintal, na minha frente, encontrei o presente. De dia é o palco do treino da vida e de noite é o campo de estrelas cadentes.
(...)
Tragam-me papéis para a Revista
E tintas, pois há páginas ilustradas
Chegará a todos os países
“A OLIVEIRA DO MAGO
SE ESTÉRIL DESCRENTE
SE AZEITONAS CRENTE”
Título: FRAGMENTO (Isto não é um diário)
A noite passada conversei com um amigo de infância que esteve em outro espaço durante 7 dias. Alguns poderiam pensar que morou na casa da morte mas ele estava mesmo em coma. Eu fazia parte do círculo de orações para emanar energias que chegassem ao local onde ele estava com intuito de salvá-lo. O que deu certo, creio que porque assim Deus quis ou porque os Hospitalários o remediaram para voltar para este espaço. Depois não choveu sobre as pessoas que pagavam o que gastavam. Eu somente consumia, tudo, desde a euforia dos que me desejavam bem ou mal como a contenção dos que nem bem nem mal me faziam. Fui até a ponte mas a cancela estava fechada. Bem que eu podia passar por cima ou por baixo, mas teria o risco de cair dentro d`água. Então voltei para casa e dormi. Ou não dormi? O certo é que despertei com a certeza que tinha uma chance para refazer uma parte do passado. Podia optar em voltar à época de busca por uma amante, isto é, eu precisava experimentar para saber qual era “A”. Ou podia voltar ao momento em que não podia deixar cair aquela torre que eu e minha filha construíamos na sala das cores. Notei que minha mochila, velha de guerra, já estava arrumada no canto do quarto e eu com os olhos cheios de água já sentia saudades dos meus entes sanguíneos. Então, de frente para a praça abri a porta da casa modernista ao correr a porta envidraçada para ver se o cavalo branco pastava na grama onde se encontra um busto. E quando fui dar um passo adiante para monta-lo vi que estava descalço e sem casaco. Mesmo que o destino fosse a linha do Equador não sobreviveria aos percalços até à estação do salto. Seria um índio? Louco? Ou nu? Por fim eu voltei para dentro, abri a gaiola dos pássaros, furei o aquário dos peixes, empurrei a janela dos fundos e ali no quintal, na minha frente, encontrei o presente. De dia é o palco do treino da vida e de noite é o campo de estrelas cadentes.
(...)
sábado, 7 de fevereiro de 2015
THIS IS A SONG
Tenho 15 folhas das árvores d`loureiros verdes
Equivalem à entrada do festejo cotidiano
E um quadro em mesa transparente já pronto
Mais, a desconexão dos instrumentos guardados
E a quebra dos argumentos que impedem as tentativas
Na verdade tenho mais que 15 folhas das árvores
Tenho um Paço tão luminoso quanto o sol
Que se vê ao meio dia o céu se contentar com uma cor
Despojado sobre ouro líquido que alucina
Dentro de uma mata que muita vida abunda
Onde entra quem reconhece o dote dos sábios
Pois sabedor da diferença de silêncio e palavras
É pretexto que musica a língua do Dom que age
Assim passeiam os que respiram liberdade
Tendo consigo autoconhecimento, tem mais tempo
Carrega tranquilo e ileso a chave que livra do apego
Mesmo que a terra trema e o ar sucumba
Mesmo que a água inunde e o fogo emerja
Fica sempre à vista, seja uma ruína com paredes sem tetos
Que em conjunto do tempo e da Bela se faz o aconchego à prole
Seja em cantos do espaço e nas quinas do terreno
Sempre em meio, arrebatado, cheio, de intenso sabor da existência
Equivalem à entrada do festejo cotidiano
E um quadro em mesa transparente já pronto
Mais, a desconexão dos instrumentos guardados
E a quebra dos argumentos que impedem as tentativas
Na verdade tenho mais que 15 folhas das árvores
Tenho um Paço tão luminoso quanto o sol
Que se vê ao meio dia o céu se contentar com uma cor
Despojado sobre ouro líquido que alucina
Dentro de uma mata que muita vida abunda
Onde entra quem reconhece o dote dos sábios
Pois sabedor da diferença de silêncio e palavras
É pretexto que musica a língua do Dom que age
Assim passeiam os que respiram liberdade
Tendo consigo autoconhecimento, tem mais tempo
Carrega tranquilo e ileso a chave que livra do apego
Mesmo que a terra trema e o ar sucumba
Mesmo que a água inunde e o fogo emerja
Fica sempre à vista, seja uma ruína com paredes sem tetos
Que em conjunto do tempo e da Bela se faz o aconchego à prole
Seja em cantos do espaço e nas quinas do terreno
Sempre em meio, arrebatado, cheio, de intenso sabor da existência
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
DECLARAÇÃO
Quando assento e sinto o vento
Vejo um quadro com uma estrada
Essa estrada está murada, tanto em pedra como em árvores
Tem um caminho estreito como um labirinto
Equipara-se a uma janela aberta sem abas
Ou o mar tranquilo sem tormenta, navegável
É que o vento vem de longe num sopro frio
Depois segue mais robusto por levar meus pensamentos
Diz a sacra profecia que um dia o mundo acaba
Antes disso a humanidade ilumina-se e degrada-se
Só queria conhecer quem murou as margens dessa estrada
E saber por que no vento vêm saudades e seguem verdades
Penso nos Patrícios que passaram as tormentas monstruosas
E chegaram justamente onde passa essa estrada frutificada
Creio que o registro deste feito antepassado inesquecível
Tenha confirmado que a terra é o quintal da casa
E as vias só protegem o peregrino dentre os muros
Pois sem eles ultrapassaria para além das margens
Se assim fosse o vento não o encontraria eternamente
Não haveria mensageiros que trouxessem ou levassem nada
As janelas teriam abas para que fossem fechadas
E as tormentas não se inquietavam pois estava em pé, no mar
Vejo um quadro com uma estrada
Essa estrada está murada, tanto em pedra como em árvores
Tem um caminho estreito como um labirinto
Equipara-se a uma janela aberta sem abas
Ou o mar tranquilo sem tormenta, navegável
É que o vento vem de longe num sopro frio
Depois segue mais robusto por levar meus pensamentos
Diz a sacra profecia que um dia o mundo acaba
Antes disso a humanidade ilumina-se e degrada-se
Só queria conhecer quem murou as margens dessa estrada
E saber por que no vento vêm saudades e seguem verdades
Penso nos Patrícios que passaram as tormentas monstruosas
E chegaram justamente onde passa essa estrada frutificada
Creio que o registro deste feito antepassado inesquecível
Tenha confirmado que a terra é o quintal da casa
E as vias só protegem o peregrino dentre os muros
Pois sem eles ultrapassaria para além das margens
Se assim fosse o vento não o encontraria eternamente
Não haveria mensageiros que trouxessem ou levassem nada
As janelas teriam abas para que fossem fechadas
E as tormentas não se inquietavam pois estava em pé, no mar
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
PARA A DÓCIL MINHA CAPA É A COR DA GLÓRIA
Estou a milhas, longe, fora da nave e dentro de um vale
Mesmo que não tenha embarcado e ainda em Minas
Eu não sei o que sente neste pouco tempo intenso
Nem o que passou em outros tempos da sua história
Qual é o lado da balança que o peso pende ontem e hoje
Não sei se a liberdade te aproxima de mim realmente
Ou se as lembranças te mostram intocável aos espectadores
Mas sei a cor dos seus olhos e o destino do seu voo ao oriente
E isso é suficiente para eu permanecer crente e amoroso sempre
Eu não sei o que sente neste pouco tempo intenso
Nem o que passou em outros tempos da sua história
Qual é o lado da balança que o peso pende ontem e hoje
Não sei se a liberdade te aproxima de mim realmente
Ou se as lembranças te mostram intocável aos espectadores
Mas sei a cor dos seus olhos e o destino do seu voo ao oriente
E isso é suficiente para eu permanecer crente e amoroso sempre
KARMA LEÃO
Por favor, não se assuste. Coragem
Eu chego sempre assim, sem medo
Cresci em parte num arquipélago atlântico
Onde naveguei alguns bons dias estudando a vida
Mas aprendi mais com o fogo magmático do núcleo
Que os demônios não vivem no inferno profundo
Nem os anjos chegam voando com harpas do espaço
Noutra parte do seu susto por minha ausência por década
Caminhei livre, solto e residi em muitas casas linguísticas distintas
Onde sons, pinturas e falas revelaram minha identidade mística
Como você ou qualquer outro nascido eu tenho um destino
Esses mesmos que agora a pausa nos comprova estarem conectados
Mas amanhã é outra história porque os corpos se separam
A não ser que no seu karma haja uma cama como a minha
Que começa com o sol nascente, traça e estende-se até o poente
Quer dizer que o tapete que estamos tem na ponta leste a luz do oriente
E no centro, reunidas belas presas de leões e ferramentas das estrelas
Mas no ocidente tem um globo novo, nosso, que gira movido a esperança
Eu chego sempre assim, sem medo
Cresci em parte num arquipélago atlântico
Onde naveguei alguns bons dias estudando a vida
Mas aprendi mais com o fogo magmático do núcleo
Que os demônios não vivem no inferno profundo
Nem os anjos chegam voando com harpas do espaço
Noutra parte do seu susto por minha ausência por década
Caminhei livre, solto e residi em muitas casas linguísticas distintas
Onde sons, pinturas e falas revelaram minha identidade mística
Como você ou qualquer outro nascido eu tenho um destino
Esses mesmos que agora a pausa nos comprova estarem conectados
Mas amanhã é outra história porque os corpos se separam
A não ser que no seu karma haja uma cama como a minha
Que começa com o sol nascente, traça e estende-se até o poente
Quer dizer que o tapete que estamos tem na ponta leste a luz do oriente
E no centro, reunidas belas presas de leões e ferramentas das estrelas
Mas no ocidente tem um globo novo, nosso, que gira movido a esperança
COM TODA PAZ BATENTE
Existem muitas formas teóricas e práticas de escudo
Existe um triângulo com um olho dentro e raios ao lado
Por manuseio e conhecimento este é um escudo revelado
Na verdade é um espelho que esbugalha o globo ocular do oponente
De onde escorre toda maldade existente fulminada num instante
Estático, o espelho atua instantâneo ao malefício tentado
Seja pensado ou falado e mesmo que inconsciente esteja
O escudo rebate como a ciência do reflexo, em relance
Àqueles que correm a vista com desdém: De onde vem o forasteiro?
Pra onde vai é de onde vem e essa é a pulga que inquieta tanto
Os que falam baixo sobre o sapato raso e o pano surrado
Veio do fio da terra e do couro do gado no campo minado que não desarma
Este escudo triangulado é fixado a frente da pedra angular dos Templos
Não tem alcance para quem o mal produz, nem escadas, nem arremessos
Porque o escudo provém das mãos do bem que hasteia a bandeira da vitória
Existe um triângulo com um olho dentro e raios ao lado
Por manuseio e conhecimento este é um escudo revelado
Na verdade é um espelho que esbugalha o globo ocular do oponente
De onde escorre toda maldade existente fulminada num instante
Estático, o espelho atua instantâneo ao malefício tentado
Seja pensado ou falado e mesmo que inconsciente esteja
O escudo rebate como a ciência do reflexo, em relance
Àqueles que correm a vista com desdém: De onde vem o forasteiro?
Pra onde vai é de onde vem e essa é a pulga que inquieta tanto
Os que falam baixo sobre o sapato raso e o pano surrado
Veio do fio da terra e do couro do gado no campo minado que não desarma
Este escudo triangulado é fixado a frente da pedra angular dos Templos
Não tem alcance para quem o mal produz, nem escadas, nem arremessos
Porque o escudo provém das mãos do bem que hasteia a bandeira da vitória
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
CONTOS DA BOA LIS
TONTA
A burrinha empolgada
Corria toda empinada
Lá no norte com o sul já sonhava
Mas no meio do caminho, coitada!
Ficou entalada na porta de entrada
Não porque era fofinha ou arrebitada
Nem a porta estava semifechada
Ela era uma burrinha magrinha
Sozinha bem que passava com folga
Só que com o hippo ela estava, burrada!
Com isso o porto do mar ela não mais desbravava
Mal sabia que o lobo chegaria naquele rio
Onde a sua porta deveria estar destrancada
Salvaria - talvez - a burrinha entalada
Mas primeiro de tudo cruzar aquela praça cruzada
Passar pela porta de arco enfeitada
Andar pelas ruas de casarões imponentes
Subir a estrada que leva ao castelo mais alto
E de lá ver o plano que fez a burrinha da história
Ser só peça de xadrez ou invés do zoológico
O que de fato alegraria o Marquês
E o hippo podia ficar onde estava
Afinal as elefantas do Infante já o namoravam
E as crianças contentes assim o admiravam
A burrinha empolgada
Corria toda empinada
Lá no norte com o sul já sonhava
Mas no meio do caminho, coitada!
Ficou entalada na porta de entrada
Não porque era fofinha ou arrebitada
Nem a porta estava semifechada
Ela era uma burrinha magrinha
Sozinha bem que passava com folga
Só que com o hippo ela estava, burrada!
Com isso o porto do mar ela não mais desbravava
Mal sabia que o lobo chegaria naquele rio
Onde a sua porta deveria estar destrancada
Salvaria - talvez - a burrinha entalada
Mas primeiro de tudo cruzar aquela praça cruzada
Passar pela porta de arco enfeitada
Andar pelas ruas de casarões imponentes
Subir a estrada que leva ao castelo mais alto
E de lá ver o plano que fez a burrinha da história
Ser só peça de xadrez ou invés do zoológico
O que de fato alegraria o Marquês
E o hippo podia ficar onde estava
Afinal as elefantas do Infante já o namoravam
E as crianças contentes assim o admiravam
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
REJEISIM
Relativa é a obstrução
De idade, de geografia
De corpo que absorto
Com todo cuidado cresce
Mesmo que atrase a pressa
O cheiro da chuva engana
Porque é poeira que levanta
Do chão da gente plebe
A mesma gente que pede
É a mesma gente que compra
Só porque o sim alavanca
O campo aberto de devaneios
A idade madura não chora
Quando a cidade é aqui bem perto
Toda roupa esconde a pele
Mas a tribo do abraço impulsiona
Essa sina por um beijo que explode
Essa água inodora que bem serve
Para produzir a liga da arte do artista
Que não vende esse pote por nada
Quando doa palavras e depois vai embora
De idade, de geografia
De corpo que absorto
Com todo cuidado cresce
Mesmo que atrase a pressa
O cheiro da chuva engana
Porque é poeira que levanta
Do chão da gente plebe
A mesma gente que pede
É a mesma gente que compra
Só porque o sim alavanca
O campo aberto de devaneios
A idade madura não chora
Quando a cidade é aqui bem perto
Toda roupa esconde a pele
Mas a tribo do abraço impulsiona
Essa sina por um beijo que explode
Essa água inodora que bem serve
Para produzir a liga da arte do artista
Que não vende esse pote por nada
Quando doa palavras e depois vai embora
domingo, 1 de fevereiro de 2015
TRÍPLICE DO TEMPO
Vai acontecer que eu vou voltar
Vai acontecer que eu vou contar
Vai acontecer que eu vou te ver
Acontece que cá estou ainda
Acontece que escrevo a criação
Acontece que te vejo na imaginação
Foi quando as nuvens altas desceram
Foi por causa da importância da história
Foi o pulso certo que imortalizou o coração
Vai acontecer que eu vou contar
Vai acontecer que eu vou te ver
Acontece que cá estou ainda
Acontece que escrevo a criação
Acontece que te vejo na imaginação
Foi quando as nuvens altas desceram
Foi por causa da importância da história
Foi o pulso certo que imortalizou o coração
sábado, 31 de janeiro de 2015
PENSA NA PENA QUE O JUIZ DARÁ
Como é que não sabe o meu nome
Mas sabe que eu era “casado” de sangue?
Como é que as flores do Hawaii chegam a Copacabana
Se estes mares são de oceanos distantes?
Como é que se come e se bebe e se dorme
E mesmo que doa, ainda reclama?
Como é que se toca instrumentos da banda
Se os que ouvem não prezam o maestro regente que encanta?
Como é que se vive com medo da morte pedindo arrego
Se a morte anseia trazer nova vida aos derradeiros?
Como é que as medalhas que eu ganho
Vão parar em seu peito?
Em outros tempos os maldosos queimavam pensamentos destes
E expulsavam os Jesuítas que guardavam tesouros do degredo
Mas sabe que eu era “casado” de sangue?
Como é que as flores do Hawaii chegam a Copacabana
Se estes mares são de oceanos distantes?
Como é que se come e se bebe e se dorme
E mesmo que doa, ainda reclama?
Como é que se toca instrumentos da banda
Se os que ouvem não prezam o maestro regente que encanta?
Como é que se vive com medo da morte pedindo arrego
Se a morte anseia trazer nova vida aos derradeiros?
Como é que as medalhas que eu ganho
Vão parar em seu peito?
Em outros tempos os maldosos queimavam pensamentos destes
E expulsavam os Jesuítas que guardavam tesouros do degredo
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
O SOM DO MARTELO
Quisera eu ter inexistido agora que a tormenta mexe o calmo azeite do oceano. Diante desse calor do inferno por causa dos impactos provindos dos gastos e excessos absurdos da população humana. Sedentos por pecinhas de circulações em mãos impuras que fazem compras alimentares para o próprio ego. Revoltado, não trabalho como Chaplin só porque precisam de domar padrões. Não se domam os leões, nem os ursos, nem os lobos, nem as águias, nada que é selvagem. Os domados pagam por suas maldições. Logo eu que em silêncio estruturo as bases das construções físicas, desde o teto ao chão e as letras que essa massa toda em falta de conjugações de educação usam sem qualquer gratidão. Ora penso que devia ter um Estado bem fundado dentro da lagoa de um vulcão. Onde o barco é um bem necessário para recolher pescados e alimentar o corpo que aviva o grito, para que um raio caia, ou o próprio vulcão expluda, num instante uma espada surja, tudo tão abrupto porque a natureza chora quando se acalma. Se ainda vivesse a 200 anos no passado, com roupas de linho, andando em calçadas de pé de moleque, ouvindo os cascos dos cavalos, mais preso que os escravos, assumiria ser um iluminista, renascentista, revolucionário, barbado, amante, descobridor de pedras preciosas, bebedor de águas límpidas e um poeta suicida por conter no fardo um conceito tão pesado como a ira chamado amor.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
FAROL
Oh, como pode? Eu
Te querer, ainda que pobre, eu
Contente por querer-te presente, seu
Se não me quis quando nobre, eu
Mirado por todo o povo, estátuas e eu
Me diz se fiz algum sinal contrário, eu
Para atracar o navio no porto ao lado, dela
Eu cheguei do alto mar ao litoral, nosso
Desci do meu navio ileso, mareado, eu
Para caminhar a beira rio, Douro, nosso
E ainda caminho sozinho de Forte em Forte, forte
Com resquícios das noites da Invicta fria, iluminado
Mergulhado num mar imaginário, quente
Só por pensar em te amar para sempre, sempre
Te querer, ainda que pobre, eu
Contente por querer-te presente, seu
Se não me quis quando nobre, eu
Mirado por todo o povo, estátuas e eu
Me diz se fiz algum sinal contrário, eu
Para atracar o navio no porto ao lado, dela
Eu cheguei do alto mar ao litoral, nosso
Desci do meu navio ileso, mareado, eu
Para caminhar a beira rio, Douro, nosso
E ainda caminho sozinho de Forte em Forte, forte
Com resquícios das noites da Invicta fria, iluminado
Mergulhado num mar imaginário, quente
Só por pensar em te amar para sempre, sempre
O MEU APOIO É O SEU PILAR
Eu preciso vencer a noite
Eu preciso de locomoção
Interna, externa, aérea, aquática
Locomotiva, mística ou só paixão
Por uma linda maravilha na mesma estrada
Equilibrando e renascendo ao mesmo tempo
Porque é bom ter o horizonte sempre aberto
É como dormir bem e acordar melhor ainda
(Ainda não é o meu caso)
Mas caso eu "case" com a certa parte então será bom
Será uma conjugação de beleza vasta e artes natas
Que vai de ofícios nobres à fundamental religião natural das coisas
É fácil acreditar que estes itens guiam a organização
Creio que há pessoas tão corretas propriamente para elas
Que por onde passam suspiram aspirantes de emoção
E se permanecem surgem virgens florestais, brota o sol no mar sem fim
As histórias por viver ainda comporiam vibrantes canções
É por isso que a Turquia, o Egito ou Japão são daqui, logo ali, e sempre serão
Mas se eu quiser levar-te a Vênus ou Marte, preciso que me dê a sua mão
Eu preciso de locomoção
Interna, externa, aérea, aquática
Locomotiva, mística ou só paixão
Por uma linda maravilha na mesma estrada
Equilibrando e renascendo ao mesmo tempo
Porque é bom ter o horizonte sempre aberto
É como dormir bem e acordar melhor ainda
(Ainda não é o meu caso)
Mas caso eu "case" com a certa parte então será bom
Será uma conjugação de beleza vasta e artes natas
Que vai de ofícios nobres à fundamental religião natural das coisas
É fácil acreditar que estes itens guiam a organização
Creio que há pessoas tão corretas propriamente para elas
Que por onde passam suspiram aspirantes de emoção
E se permanecem surgem virgens florestais, brota o sol no mar sem fim
As histórias por viver ainda comporiam vibrantes canções
É por isso que a Turquia, o Egito ou Japão são daqui, logo ali, e sempre serão
Mas se eu quiser levar-te a Vênus ou Marte, preciso que me dê a sua mão
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
FABRICA
Eu tenho um irmão nos olhos
Outro na pronunciação
E tenho uma joia de irmã no coração
Mas falante era o velho do tabaco forte
Peão fumo de rolo guerreiro
Disse que se eu levantasse voo hoje, caia
Subia e caia, pois, em sua cabeça e ria
Mas eu não morria
Porque iria ver a Dona
Por isso comece já
Seu Pai Nosso e sua Ave Maria
Outro na pronunciação
E tenho uma joia de irmã no coração
Mas falante era o velho do tabaco forte
Peão fumo de rolo guerreiro
Disse que se eu levantasse voo hoje, caia
Subia e caia, pois, em sua cabeça e ria
Mas eu não morria
Porque iria ver a Dona
Por isso comece já
Seu Pai Nosso e sua Ave Maria
ESTE É O ÊXODO DO GÊNESE
CONTO EVOLUTIVO
DO VELHO DA TORRE
QUE BEIJOU A LUA
... Havia um homem
Que com sementes
Caminhou e navegou
Subiu montanhas
Pisou vulcões de fogo
E no gelo resguardou a descendência
Este mesmo homem
Fez sons ao soprar madeiras
Devastou pragas inteiras
E nos bosques pedras verdes encontrou
Hoje esse homem vive
Na memória dos que miram sua luz
Pois sequência tem o homem transcendente
Pelo surgimento de toda a base
Todo espaço, existente...
REAL PROGRESSO DITO
DE ONDE SE É REI
ILUMINANDO O NOVO MUNDO
http://youtu.be/XV39HVz-oMY
DO VELHO DA TORRE
QUE BEIJOU A LUA
... Havia um homem
Que com sementes
Caminhou e navegou
Subiu montanhas
Pisou vulcões de fogo
E no gelo resguardou a descendência
Este mesmo homem
Fez sons ao soprar madeiras
Devastou pragas inteiras
E nos bosques pedras verdes encontrou
Hoje esse homem vive
Na memória dos que miram sua luz
Pois sequência tem o homem transcendente
Pelo surgimento de toda a base
Todo espaço, existente...
REAL PROGRESSO DITO
DE ONDE SE É REI
ILUMINANDO O NOVO MUNDO
http://youtu.be/XV39HVz-oMY
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
NÃO DURMO
Nem que a vaca tussa
Nem que a insônia morra
Nem que o meteoro caia
Nem que o relógio pare
Mesmo que dormente o corpo todo
Mesmo que a “pelada” canse o fôlego
Mesmo que copie o céu de estrelas
Mesmo que o alho e óleo fritem a carne
Mesmo que as preces reze e os mantras cante
Nem que espere a Dama demonstrar vontade
Mesmo que continue a noite toda nestas frases
Bendita vida que me dá o mapa planisfério
E no globo hemisférios, meridianos e paralelos
Que me alerta donde vem os quatro ventos poderosos
Que me faz desperto para descobrir a rosa mística d´alma
Nem que a insônia morra
Nem que o meteoro caia
Nem que o relógio pare
Mesmo que dormente o corpo todo
Mesmo que a “pelada” canse o fôlego
Mesmo que copie o céu de estrelas
Mesmo que o alho e óleo fritem a carne
Mesmo que as preces reze e os mantras cante
Nem que espere a Dama demonstrar vontade
Mesmo que continue a noite toda nestas frases
Bendita vida que me dá o mapa planisfério
E no globo hemisférios, meridianos e paralelos
Que me alerta donde vem os quatro ventos poderosos
Que me faz desperto para descobrir a rosa mística d´alma
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
AÇÃO TEM TEMPO CERTO
TRECHO DE: DOM KISS HOT E SANTO PANÇA
(...) Tudo que aprendeu lá dentro aconteceu no decorrer de trinta dias e não aprendeu sozinho como imaginava. Quando lá chegou o Prior deu-lhe uma túnica e disse-lhe sorrindo que não havia bolsos. O Prior sabia quem ele era. A comida era farta e o prior confessou que a comida era assim tão boa porque a terra sagrada era trabalhada. No fim do jantar, o Prior perguntou a Dom se ele sabia o que era união e sem deixar que ele respondesse sim ou não começou logo o sermão:
“...União é a participação contributiva de todos os elos. Os Franciscanos estão unidos porque renunciam às riquezas. Um colar completo é união, mas se alguma banda se solta, o conjunto no pescoço torna-se vão. O exército marcha pra frente, mas se há um soldado contrário é confusão. Artistas que dançam somente dançam. Artistas que pintam somente pintam. Artistas que escrevem somente escrevem. Mas homens que criam incitam a união. Qualquer desacordo é desunião...”
PANÇA: - Então Dom, como foi essa experiência?
DKH: - Havia 30 monges. No primeiro dia o Prior me disse sobre união. E a cada dia seguinte um monge me acompanhava com conselhos e sermões. Cada monge me dizia algo diferente sobre minhas funções. Parecia que todos eles sabiam quem eu era. No último dia, o Prior me disse para unir tudo, enfim, fazer a união.
DORA TÉ: - No primeiro dia eu te encontrei no silêncio. Mas recorri a três potes de uvas pisadas. Você bebia vinho num copo de madeira e eu sentia o efeito de uma marcha avante com você a frente a segurar um colar completo que envolveu meu coração.
(...) Tudo que aprendeu lá dentro aconteceu no decorrer de trinta dias e não aprendeu sozinho como imaginava. Quando lá chegou o Prior deu-lhe uma túnica e disse-lhe sorrindo que não havia bolsos. O Prior sabia quem ele era. A comida era farta e o prior confessou que a comida era assim tão boa porque a terra sagrada era trabalhada. No fim do jantar, o Prior perguntou a Dom se ele sabia o que era união e sem deixar que ele respondesse sim ou não começou logo o sermão:
“...União é a participação contributiva de todos os elos. Os Franciscanos estão unidos porque renunciam às riquezas. Um colar completo é união, mas se alguma banda se solta, o conjunto no pescoço torna-se vão. O exército marcha pra frente, mas se há um soldado contrário é confusão. Artistas que dançam somente dançam. Artistas que pintam somente pintam. Artistas que escrevem somente escrevem. Mas homens que criam incitam a união. Qualquer desacordo é desunião...”
PANÇA: - Então Dom, como foi essa experiência?
DKH: - Havia 30 monges. No primeiro dia o Prior me disse sobre união. E a cada dia seguinte um monge me acompanhava com conselhos e sermões. Cada monge me dizia algo diferente sobre minhas funções. Parecia que todos eles sabiam quem eu era. No último dia, o Prior me disse para unir tudo, enfim, fazer a união.
DORA TÉ: - No primeiro dia eu te encontrei no silêncio. Mas recorri a três potes de uvas pisadas. Você bebia vinho num copo de madeira e eu sentia o efeito de uma marcha avante com você a frente a segurar um colar completo que envolveu meu coração.
AS DOAÇÕES DE PANÇA E O PORRE DE DORA TÉ
TRECHO DE: DOM KISS HOT E SANTO PANÇA
(...) Pança, para acelerar o processo que Dom lhe pedira, sobre secar as pipas de vinho, contou com a ajuda de Dora, porém fizeram em parte batota. Pança, não bebeu mais que uma garrafa e depois pensou: “Ora, se o Dom está no mosteiro franciscano...” Eureka! “Vou doar estes litros todos!”. Dora Té, tentando entender como encontrar o silêncio para falar com Dom, bebeu três garrafas, sozinha, ficou sonolenta e quietinha até se recolher para um sono profundo. Assim encontrava o silêncio e esperava falar com Kiss Hot.
(...) Pança, para acelerar o processo que Dom lhe pedira, sobre secar as pipas de vinho, contou com a ajuda de Dora, porém fizeram em parte batota. Pança, não bebeu mais que uma garrafa e depois pensou: “Ora, se o Dom está no mosteiro franciscano...” Eureka! “Vou doar estes litros todos!”. Dora Té, tentando entender como encontrar o silêncio para falar com Dom, bebeu três garrafas, sozinha, ficou sonolenta e quietinha até se recolher para um sono profundo. Assim encontrava o silêncio e esperava falar com Kiss Hot.
A ORDEM FRANCISCANA E A CURA DA LOUCURA
TRECHO DE: DOM KISS HOT E SANTO PANÇA
(...) Dom Kiss Hot como sabem é um imortal conjunto raro e único de personagens. Sem contar seu jeito largado, cabelos esvoaçados e passos ora lentos, ora rápidos, Dom Kiss Hot tem dois pontos cruciais, aliás, como quase todos os mortais. A cabeça é uma ampulheta de ventanias e o coração um turbilhão de ápices. Na verdade, Dom é um misto de complexidade a procura do núcleo inicial de todas as coisas que é a simplicidade.
PANÇA: - Por que queres enclausurar-te neste mosteiro, Dom? E as conquistas dos moinhos mais longínquos? E as batalhas com as ovelhas negras? E a Dora Té que tanto amas? E eu? O que farei eu neste tempo todo?
DKH: - Vou prender-me. Só. Passar um tempo só fará com que eu viva um jeito diferente da multiplicidade. Isto me fará mais forte para regressar. Confie em mim. Então diga a Dora Té que procure encontrar o silêncio quando quiser falar comigo e quanto a você, segure aqui este escudo e essa lança, dê meia volta e só volte quando as pipas de vinho secar.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO...
AS DOAÇÕES DE PANÇA E O PORRE DE DORA TÉ
AS DOAÇÕES DE PANÇA E O PORRE DE DORA TÉ
domingo, 25 de janeiro de 2015
UM APENAS
Três quintos do tempo depois do descobrimento o Imperador Dom Pedro entregava ao povo todo o terreno. Aquele caipira que ouvira o grito do monarca às margens do rio limpo dissera que viveria para além do seu sustento, tudo por causa do sentimento extasiado do seu patriarca. O povo multiplicou-se e a coroa dividiu entre dois países com arcas perdidas e monos nas árvores. O tataraneto do caipira que por herança traz hoje um metro quadrado de espaço, também traz a moda do seu tataravô. Olhando para cima ele vê o mesmo céu e o mesmo sol que as sojas em abundancia debandam ao litoral. Dali elas escorrem qual ouro e diamante, qual carros que chegam em naves navegantes. Porém ele olha para o rio e o rio não é mais limpo. O rio do grito sequer tem vida num fio d`água. Com efeito, e por justiça o grito magnífico de tão bravio e incisivo não terá efeito só no leite e no café, pois não? Há uma cidade que é um avião, isso envolve uma mistura peculiar com erva mate, garras, linhas e visão. Este hangar que só existe pelo grito, deixa indignada qualquer parte marginal dos participantes daquele passado acontecido. Porque com um Quinto, com o eco do grito e com este poderio todo, fácil de construir pontes, edifícios, plásticos e utensílios, como podem os consequentes extras daquele grito, aponto aos celulares, nem de sangue azul, nem cigarro de palha, moradores nos hangares, não saberem que o sol e o vento são energia, o mar é alimento, a língua é meio mundo e a lealdade é o passe para a fidalguia? E é com isso tudo que movem moinhos d`água que rodeiam toda a fonte do próprio grito. Este que é mais que generosidade, é uma evidente necessidade de um novo grito.
A FÁBULA DO JUIZ
No passado
Da mão andante
Escapa a flor
Ela paira
No vento
Invisível
Como a dor
Não, não há dor!
Saudade sim
Amor é tudo
Não tenha pena
Tenha calor
Perto estou
Tenha à frente o REI
Tenha, RAINHA, tenha!
Porque sei
Que morro de amor
Por ser seu
Verdadeiro
Amor
Da mão andante
Escapa a flor
Ela paira
No vento
Invisível
Como a dor
Não, não há dor!
Saudade sim
Amor é tudo
Não tenha pena
Tenha calor
Perto estou
Tenha à frente o REI
Tenha, RAINHA, tenha!
Porque sei
Que morro de amor
Por ser seu
Verdadeiro
Amor
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
AINDA QUE GAGÁ O VELHO DA TORRE ENSINA
Na sua posição, fique aí, na sua posição. Haverá murmúrios que virão por verem suas mãos pousadas sobre os joelhos. Alguns caminhantes que passarem à sua frente te verão como a frente toda de um exército inteiro. Os idealistas o terão como ícone da expressão. Nós somos independentes dos executores, mas os executores dependem dos idealistas. Debaixo dos seus olhos seus entes testarão suas antigas habilidades de competição, esquecendo apenas que competia sem intenção. Conquistadas as medalhas, antes, todas elas não eram gravadas, mas já estavam registradas as vitórias em comunhão. Digo com firmeza que sustente mais algum tempo neste seu posto. Fique aí, firme. Poderá parecer que as condições te limitam, mas lembre que seu trabalho ditam as condicionantes do que é ilimitado. Isto é seu suor filosófico. Tem o mesmo peso que a martelada de um ferreiro. Continue. Um ou outro te dirá que a filosofia é vã. E você dirá que é rica, vã e pesa como um instrumento qualquer. Por fim depois de algum tempo levante e siga. Rumo à maresia que te isola das malícias. Faz visita à casa da vida aquática entre ilhas. Viva dentro de um navio. Desembarque em um belo porto, fixo, pronto, esta é a sua posição.
FUNÇÃO
Eu me pareço com você
Um ser orgânico simples
Com desapego sobre monetários
Mas utente dos minérios que existem
Receptor do sangue que nos dá afeto
Talvez com sorte por ter nascido nesta casa
Creio que a vida quis que assim fosse
Contudo todo mundo nasce com honra
O que de fato é um conceito complexo
Mas com autoconhecimento isto se torna certo
Nem por isso é falta de humildade ser teimoso
Poder fazer complexas teorias de ensino e política
Num posto sentado, tranquilo e ileso dos perigos
Criador de textos nobres só por causa do destino
Perto das batidas árduas que constroem edifícios
Estas posses perpetuam aos descendentes vindos
Serve tanto ao presente inteligente afirmativo
Como se houver futuro, que não será interrogativo
Um ser orgânico simples
Com desapego sobre monetários
Mas utente dos minérios que existem
Receptor do sangue que nos dá afeto
Talvez com sorte por ter nascido nesta casa
Creio que a vida quis que assim fosse
Contudo todo mundo nasce com honra
O que de fato é um conceito complexo
Mas com autoconhecimento isto se torna certo
Nem por isso é falta de humildade ser teimoso
Poder fazer complexas teorias de ensino e política
Num posto sentado, tranquilo e ileso dos perigos
Criador de textos nobres só por causa do destino
Perto das batidas árduas que constroem edifícios
Estas posses perpetuam aos descendentes vindos
Serve tanto ao presente inteligente afirmativo
Como se houver futuro, que não será interrogativo
LIÇÃO DO QUINTO IMPÉRIO
Eu espero que a chuva caia
Com tanta força bruta
Que demonstre às crianças
O poder da execução
Gostaria ver de perto o rosto
Da beldade protegida equidistante
Ao saber que moro longe
Bem pertinho dos trovões
Quando vejo algum ratinho (humano)
Orelhudo, branco, zonzo e leve
Tenho pena dele, pois, por causa
Da patada do leão
É por isso que respiro e falo brando
Mexo os dedos e suplico aos anjos
Dos relâmpagos no horizonte altíssimo
Corram as nuvens e esqueçam o pranto
Pois o mando é de natureza régia
Quando grita forma o povo alerta
É ao mesmo tempo medo e crescimento
Do estrondo que cativa a audiência
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
FLECHA
O velho caderno amarelo encontra a fina ponta da tinta
Quando a irmandade acompanha desvendar novas trilhas
O topo no centro do chacra da minha coroa emana brilho
Por causa do sol majestoso que ilumina nossas vidas
A fronte da minha testa forte é cruzada e benzida
Porque a reza diversa do colar de esferas é simples
Meus punhos almejam espadas de luz como velas
Pois na terra escondida revelo tesouros magníficos
As líricas poesias impulsionam as paixões antigas
E os materiais decoram com beleza os casarões
Quando elevo o olhar para o céu estrelado delicio
Sinto falta do horizonte marinho quase todo infinito
Mas encontro razão cabisbaixo ao pensar que nasci amante
Sendo assim sou ciente que os desejos me seduzem a todo instante
Então peço ao destino que a chuva beije a terra e encha os rios
Sorridente e harmônico porque o tempo propõe-se eternizar os dias
Quando a irmandade acompanha desvendar novas trilhas
O topo no centro do chacra da minha coroa emana brilho
Por causa do sol majestoso que ilumina nossas vidas
A fronte da minha testa forte é cruzada e benzida
Porque a reza diversa do colar de esferas é simples
Meus punhos almejam espadas de luz como velas
Pois na terra escondida revelo tesouros magníficos
As líricas poesias impulsionam as paixões antigas
E os materiais decoram com beleza os casarões
Quando elevo o olhar para o céu estrelado delicio
Sinto falta do horizonte marinho quase todo infinito
Mas encontro razão cabisbaixo ao pensar que nasci amante
Sendo assim sou ciente que os desejos me seduzem a todo instante
Então peço ao destino que a chuva beije a terra e encha os rios
Sorridente e harmônico porque o tempo propõe-se eternizar os dias
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
D`ARC D`EUROPA
Por causa do som do seu reluzente presente
Ouço esperança em todo refrão consequente
Por mais que o embalo seja de um barco distante
O eco do seu nome é o que mais me faz fascinante
Ouço esperança em todo refrão consequente
Por mais que o embalo seja de um barco distante
O eco do seu nome é o que mais me faz fascinante
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
A ESPOSADA
Vem primeiro que a corja enfeitada
É justamente o fogo na palha
Que deixará uma boa sequela
Parece tristeza mas é puro consumo
Pensam em fragmentos abstratos
Enquanto revelo as estradas do Mundo
Ouvi mil vezes, ouvi, calma
Respondo o oposto com revolta
Porque essas horas passam
E se não faço, as forjas param
Não vigora nada, inexiste muito
Pois baú graúdo é aquele aberto
Onde afloram gamas de ritos
Com poderio de invadir o peito
Sem causar efeito de mau juízo
Mas sim gosto da prova da felicidade
É justamente o fogo na palha
Que deixará uma boa sequela
Parece tristeza mas é puro consumo
Pensam em fragmentos abstratos
Enquanto revelo as estradas do Mundo
Ouvi mil vezes, ouvi, calma
Respondo o oposto com revolta
Porque essas horas passam
E se não faço, as forjas param
Não vigora nada, inexiste muito
Pois baú graúdo é aquele aberto
Onde afloram gamas de ritos
Com poderio de invadir o peito
Sem causar efeito de mau juízo
Mas sim gosto da prova da felicidade
sábado, 17 de janeiro de 2015
CRÔNICA NA CERTA
Quanto mais bobeira fizeres
Mais bobo(a) serás
Com toda educação
Me perdoem os palhaços
Eles se esforçam
Para fazerem parte da corte
Até têm piada
No picadeiro
Óh, Coliseum
Essa nota que te apresento
É para me dares um papel
Tola(o)
Boa noite
Para mim a cerveja é doce
Por causa do amargo
Da sua maldade podre
Mais bobo(a) serás
Com toda educação
Me perdoem os palhaços
Eles se esforçam
Para fazerem parte da corte
Até têm piada
No picadeiro
Óh, Coliseum
Essa nota que te apresento
É para me dares um papel
Tola(o)
Boa noite
Para mim a cerveja é doce
Por causa do amargo
Da sua maldade podre
O ATO
Se vê
Pronto
Destinado
Como a água que escorre
Pelas cachoeiras
Pois nada se parece com a caixa
Nem a negatividade absurda
Ora, o não, não seca nem molha
Dama
Perto eu vigoro
Contínuo
Como Mundus Partum
Que é visto como a Criação do Mundo
De histórias como essas
Então trate te situares
O meu reflexo é ileso
Porque ocorre no tempo
Como o rio na água, navego
Sorrio
Frente a uma mancha no rosto
Que conhece quem vive à sua frente
Mas prefere ser espectante
E só dança porque move a vista
Sobre quem te quer
Pensa que somente vivo só?
Enganasse
Ora essa, eu só, descanso
Trabalho agora mesmo
Mesmo só
Mas vivo
E agora apenas vivo
Tenho um plano
Para o seu sim
Eu sou o dono
De qualquer tempo
Até o fim
Pronto
Destinado
Como a água que escorre
Pelas cachoeiras
Pois nada se parece com a caixa
Nem a negatividade absurda
Ora, o não, não seca nem molha
Dama
Perto eu vigoro
Contínuo
Como Mundus Partum
Que é visto como a Criação do Mundo
De histórias como essas
Então trate te situares
O meu reflexo é ileso
Porque ocorre no tempo
Como o rio na água, navego
Sorrio
Frente a uma mancha no rosto
Que conhece quem vive à sua frente
Mas prefere ser espectante
E só dança porque move a vista
Sobre quem te quer
Pensa que somente vivo só?
Enganasse
Ora essa, eu só, descanso
Trabalho agora mesmo
Mesmo só
Mas vivo
E agora apenas vivo
Tenho um plano
Para o seu sim
Eu sou o dono
De qualquer tempo
Até o fim
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
LIGA
Era um sonho
Eu partia do Porto
Por um rio fino
Onde só cabia uma canoa
Mas eu remava
E chegava em Lisboa
Bem na margem
Na beirada
Muita gente
Muitas casas
Eu desci da minha barca
Coloquei a vestimenta
Só calcei uma chinela
E na janela do horizonte
Vi um rio grande
Uma ponte
E um portal
Real
Eu partia do Porto
Por um rio fino
Onde só cabia uma canoa
Mas eu remava
E chegava em Lisboa
Bem na margem
Na beirada
Muita gente
Muitas casas
Eu desci da minha barca
Coloquei a vestimenta
Só calcei uma chinela
E na janela do horizonte
Vi um rio grande
Uma ponte
E um portal
Real
OIÇA (OUVIR)
O trem apita para avisar que vai passar aqui na frente
Quem tiver pratinha que corra logo, bem antes
Pouse numa linha para selá-la e aguarde
Mas quem não tem pratinha reclama da demora
Do trem que também transporta a bauxita das minas
Com apito também avisa que é possível imitá-lo em companhia
Digo, em companhia de amigos que em frente a estação, dos correios
Reúnem vozes, drinques e instrumentos sem espaço para o medo
Com abertura a qualquer "nêgo", principalmente às damas
Que a altas horas não se vêem, repousam nas camas, talvez acordadas
Mas, se lá no centro a Maria fumaça me conceder um grito diferente
Eu sem qualquer metal no corpo levo ao dente um sopro quente
E com olhos vivos mergulhado em êxtase por fazer parte disso
Entrego o nosso som proibido das noites e o incenso das árvores distantes
Até o delirante pensamento de estar em todas as partes de uma pirâmide
Quem tiver pratinha que corra logo, bem antes
Pouse numa linha para selá-la e aguarde
Mas quem não tem pratinha reclama da demora
Do trem que também transporta a bauxita das minas
Com apito também avisa que é possível imitá-lo em companhia
Digo, em companhia de amigos que em frente a estação, dos correios
Reúnem vozes, drinques e instrumentos sem espaço para o medo
Com abertura a qualquer "nêgo", principalmente às damas
Que a altas horas não se vêem, repousam nas camas, talvez acordadas
Mas, se lá no centro a Maria fumaça me conceder um grito diferente
Eu sem qualquer metal no corpo levo ao dente um sopro quente
E com olhos vivos mergulhado em êxtase por fazer parte disso
Entrego o nosso som proibido das noites e o incenso das árvores distantes
Até o delirante pensamento de estar em todas as partes de uma pirâmide
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
A DECLARAÇÃO QUE O VELHO DA TORRE CHOROU
Quando cada ou qualquer desenho meu realçar o décor do seu coração quer dizer que realmente vivemos juntos no mesmo espaço. Para mim é tão simples como elaborar uma única letra ou ponto fazer-me presente e constante ao seu lado. Pois nos dois hemisférios já constam bibliotecas cheias desses ícones o que se estendesse cada obra seria como flutuar com um transatlântico pelo oceano. Se a minha riqueza é variada, espalhasse, um tanto mundana com mesmo tanto misteriosa e oculta. Porém o fruto vigoroso de um amor intenso é o melhor gozo terreno, é o maior espólio possível de ter. Enquanto vivermos e juntos estivermos é certo que a água da fonte mais bela transborda.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
SOBRE AS LINHAS
Sabe sim que eu vi
É impossível conter pensamentos
Saiba que expressar é um tipo de trabalho
Que não para já faz tempo
Esse tipo de escrita tem causa e motivo
É o tal poder que te digo ter você
E ter você como fiel é ser fiel
É mais que sorte, é efeito
Tudo que segue será muito positivo
Pense bem, bem feito
Como pode assim alguém
Fazer a outro alguém
Mesmo ao longe
Sentir tão bem?
Com poder
Aparentemente externo
Mas acima de tudo interno
É impossível conter pensamentos
Saiba que expressar é um tipo de trabalho
Que não para já faz tempo
Esse tipo de escrita tem causa e motivo
É o tal poder que te digo ter você
E ter você como fiel é ser fiel
É mais que sorte, é efeito
Tudo que segue será muito positivo
Pense bem, bem feito
Como pode assim alguém
Fazer a outro alguém
Mesmo ao longe
Sentir tão bem?
Com poder
Aparentemente externo
Mas acima de tudo interno
CARAVANA DALVA AGAHATA
Quem vem? Ver quem? Dormir aonde? Comer o quê?
Vou pela Estrada Real qual Santiago de Compostela
Tenho a rota nas mãos e um formigueiro nos pés
Para registrar paisagens e escrever os sentimentos
Comportar viril status e declarar amor intenso
Assim começa a minha revolução na Pátria
Numa estrada negra, branca e amarela pelo sol
Pisando a terra chão, ouvindo os ecos do coração
Essa é minha proposta e basta um passo apenas
Prosperar sabedoria, produzir para te ter amante
Porque o que move é uma paixão constante
Que aviva a cada dia a nossa maravilhosa existência
Vou pela Estrada Real qual Santiago de Compostela
Tenho a rota nas mãos e um formigueiro nos pés
Para registrar paisagens e escrever os sentimentos
Comportar viril status e declarar amor intenso
Assim começa a minha revolução na Pátria
Numa estrada negra, branca e amarela pelo sol
Pisando a terra chão, ouvindo os ecos do coração
Essa é minha proposta e basta um passo apenas
Prosperar sabedoria, produzir para te ter amante
Porque o que move é uma paixão constante
Que aviva a cada dia a nossa maravilhosa existência
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
RARA LUZ
Para com palavras cortejar a bela dama
Que é rosto do cerrado de olhos d`água
Necessária ponte pois estou na mata atlântica
Seu passado vem sereno, vem das índias
E eu nascido de uma tríplice oceânica
Sê feliz por essa heterogenia em genes
É tendência ter saúde e a família aumenta
Se um pingo de consideração valer a pena
É certo que fundo o castelo com pilares novos
Onde dentro bem faremos a terceira joia branca
Que é rosto do cerrado de olhos d`água
Necessária ponte pois estou na mata atlântica
Seu passado vem sereno, vem das índias
E eu nascido de uma tríplice oceânica
Sê feliz por essa heterogenia em genes
É tendência ter saúde e a família aumenta
Se um pingo de consideração valer a pena
É certo que fundo o castelo com pilares novos
Onde dentro bem faremos a terceira joia branca
domingo, 11 de janeiro de 2015
GIN
No belo horizonte de ondas gerais
Revelam desejos valentes que imperam
Os sonhos expostos no xadrez mais terno
Ouvinte, parelha na sala pequena da pausa
Diante do intenso texto e a pinga de café
Meu bem tenha dó dos maus de espírito
Não lhes consta beleza alguma sequer forçada
Quiçá momentos de clareza quando dormem
Confiai nas horas, elas seguem, as cavalgue
Eu te peço uma mão para erguer o pilar da união
Revelam desejos valentes que imperam
Os sonhos expostos no xadrez mais terno
Ouvinte, parelha na sala pequena da pausa
Diante do intenso texto e a pinga de café
Meu bem tenha dó dos maus de espírito
Não lhes consta beleza alguma sequer forçada
Quiçá momentos de clareza quando dormem
Confiai nas horas, elas seguem, as cavalgue
Eu te peço uma mão para erguer o pilar da união
CATITA
Eu te diria ao pé do ouvido o que verdadeiramente sinto
Demoraria uma vida inteira para você aprender o que sei
Por isso um toque nos lábios acelera e aumenta o calor
Há dias que levo uma flauta mas hoje eu portava um anel
Por não saber se fico ou se vou me apresento e despeço
Como Pessoa eu quero que me leiam sem saber quem sou
Eu já assumi a morte como sucesso e a vida como aventura
E sou imensamente grato aos que me suportam com amor
Demoraria uma vida inteira para você aprender o que sei
Por isso um toque nos lábios acelera e aumenta o calor
Há dias que levo uma flauta mas hoje eu portava um anel
Por não saber se fico ou se vou me apresento e despeço
Como Pessoa eu quero que me leiam sem saber quem sou
Eu já assumi a morte como sucesso e a vida como aventura
E sou imensamente grato aos que me suportam com amor
sábado, 10 de janeiro de 2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
DA SÉRIE: ÓIA PROCÊ VÊ / BÃO PRA DANÁ
Tudo começa com um pé carregado de goiabas
É uma árvore grande, branquela, cheirosa
Depois, pela estrada, cê vê um monte de pastos
É ali que está o outro ingrediente provindo das vacas
Da goiaba se faz goiabada
E do leite o queijo minas
Aí, cê corta um pedaço de um
E junta com uma lasca do outro
O doce mistura com o soro salgado
Aguça a saliva que enche e extasia
É conhecido como Romeu e Julieta
Eu prefiro a Julieta
Mas é só nessa hora que eu como o Romeu
É uma árvore grande, branquela, cheirosa
Depois, pela estrada, cê vê um monte de pastos
É ali que está o outro ingrediente provindo das vacas
Da goiaba se faz goiabada
E do leite o queijo minas
Aí, cê corta um pedaço de um
E junta com uma lasca do outro
O doce mistura com o soro salgado
Aguça a saliva que enche e extasia
É conhecido como Romeu e Julieta
Eu prefiro a Julieta
Mas é só nessa hora que eu como o Romeu
O CASTIGO DO REI
Viva!
Porque tudo que fizer valerá um dia
Valerá por tempos depois da vida
Sonhe!
Porque seus sonhos são realidades
E a realeza dos seus sonhos é estonteante
Ame!
Porque seus desamores virarão árvores
Onde pousarão pares de ases para a evolução
Lute!
Porque suas vitórias mudam
Ajustam as falhas da direção
Peque
Porque sua desculpa agrada o criador
E serve de molde para as correções
Sofra
Porque a felicidade é ilusória
E assim está isento das prisões da dor
Morra
Porque a morte te renova sempre
Para continuar esta Tradição presente
Porque tudo que fizer valerá um dia
Valerá por tempos depois da vida
Sonhe!
Porque seus sonhos são realidades
E a realeza dos seus sonhos é estonteante
Ame!
Porque seus desamores virarão árvores
Onde pousarão pares de ases para a evolução
Lute!
Porque suas vitórias mudam
Ajustam as falhas da direção
Peque
Porque sua desculpa agrada o criador
E serve de molde para as correções
Sofra
Porque a felicidade é ilusória
E assim está isento das prisões da dor
Morra
Porque a morte te renova sempre
Para continuar esta Tradição presente
ELA É TODA BELA
Toda pedra vale a base
Todo amigo sabe o bem
Todo gato preto é sorte
Toda lua dorme nua além
Todo não é sim de longe
Todo encontro some
Toda semana acaba
Todo anel encaixa
Tudo é nada pra mim
Todo amigo sabe o bem
Todo gato preto é sorte
Toda lua dorme nua além
Todo não é sim de longe
Todo encontro some
Toda semana acaba
Todo anel encaixa
Tudo é nada pra mim
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
UM LADO SÓ
O fundo do meu olho esquerdo está vermelho
Porque o tatâmi que recebe minhas costas gira
Enquanto conhecidos amontoam em almofadas
Diretrizes não diferem liberdade de anarquismo
Abalam os que oram e matam os que brincam
É em silêncio que se bebe o vinho tinto sozinho
De boca fechada se alimenta com pão o espírito
É tampando os ouvidos que suporta aos gritos
E de braços cruzados que se engana o inimigo
Porque o tatâmi que recebe minhas costas gira
Enquanto conhecidos amontoam em almofadas
Diretrizes não diferem liberdade de anarquismo
Abalam os que oram e matam os que brincam
É em silêncio que se bebe o vinho tinto sozinho
De boca fechada se alimenta com pão o espírito
É tampando os ouvidos que suporta aos gritos
E de braços cruzados que se engana o inimigo
RALLY
Veio ao longe sem obstáculos
E na minha mão retardatários
Eu te vi!
Eu te vi?
Eu te vejo em toda parte
Na insônia da minha ânsia
No museu da minha juventude
Nas palavras que escrevi
Nas que apaguei e não esqueci
Nestas mesmas que leu e fingiu que não entendeu
Se acostume
É assim com todo elemento plutônico
Gero por querer uma reação platônica
E na minha mão retardatários
Eu te vi!
Eu te vi?
Eu te vejo em toda parte
Na insônia da minha ânsia
No museu da minha juventude
Nas palavras que escrevi
Nas que apaguei e não esqueci
Nestas mesmas que leu e fingiu que não entendeu
Se acostume
É assim com todo elemento plutônico
Gero por querer uma reação platônica
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
DOM KISS HOT E SANTO PANÇA NO BRASIL (I)
TRECHO DE: DOM KISS HOT E SANTO PANÇA
*
Pança explica para Dora Té, que Dom queria vê-la a todo custo naquele exato momento. Mas como ela estava de mau humor, trancou-se no quarto e negou. Ele então ameaçou partir como um foguete em erupção.
* *
Ele ameaçou voltar porque faz parte da natureza dele
Porque do lado de lá tem uma malta à sua espera
Nas ruas os músicos loucos procuram quem lança
Nos centros os azulejos eternizados querem novos traços
Nos montes as rotas peregrinas engessam as marcas dos passos
No frio o sangue do seu amor ilhéu, peninsular e romano aguarda
Até na corte que arregala cada vez mais os olhos debaixo da capa
Nos rios que ganham mais vida por causa dos seus desafios
E os cavalos que ele viu de longe relincham só porque ele pensou montar
*
Pança explica para Dora Té, que Dom queria vê-la a todo custo naquele exato momento. Mas como ela estava de mau humor, trancou-se no quarto e negou. Ele então ameaçou partir como um foguete em erupção.
* *
Ele ameaçou voltar porque faz parte da natureza dele
Porque do lado de lá tem uma malta à sua espera
Nas ruas os músicos loucos procuram quem lança
Nos centros os azulejos eternizados querem novos traços
Nos montes as rotas peregrinas engessam as marcas dos passos
No frio o sangue do seu amor ilhéu, peninsular e romano aguarda
Até na corte que arregala cada vez mais os olhos debaixo da capa
Nos rios que ganham mais vida por causa dos seus desafios
E os cavalos que ele viu de longe relincham só porque ele pensou montar
(...)
O QUE DOM FALARA A DORA TÉ PELA PORTA
*
Dom era um homem bravio. Tinha um orgulho atrevido porque era seguro consigo. Além do mais, Dom, tinha fé e toda essa peitoral arrebatadora era abençoada pela humilde posição que ele servia a Deus.
* *
Vou me embora agora
Há outras mulheres que me querem
Farei sons até o sol raiar com meus amigos
E planejarei uma nova Catedral para aquela que se casar comigo
Vou a Santiago de olhos fechados guiando pessoas do mundo inteiro
Depois chego até ao pé do polo norte para beijar os pés do meu herdeiro (a)
Porque não há ninguém nascido com um aro invisível e tão claro como o meu
Ao mergulhar nos rios os peixes vencem as barreiras para continuarem o seu ciclo
Todos lusitanos e árabes que eu ver serão tratados e escovados para o meu Rei
JESUS CRISTO
*
Dom era um homem bravio. Tinha um orgulho atrevido porque era seguro consigo. Além do mais, Dom, tinha fé e toda essa peitoral arrebatadora era abençoada pela humilde posição que ele servia a Deus.
* *
Vou me embora agora
Há outras mulheres que me querem
Farei sons até o sol raiar com meus amigos
E planejarei uma nova Catedral para aquela que se casar comigo
Vou a Santiago de olhos fechados guiando pessoas do mundo inteiro
Depois chego até ao pé do polo norte para beijar os pés do meu herdeiro (a)
Porque não há ninguém nascido com um aro invisível e tão claro como o meu
Ao mergulhar nos rios os peixes vencem as barreiras para continuarem o seu ciclo
Todos lusitanos e árabes que eu ver serão tratados e escovados para o meu Rei
JESUS CRISTO
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
QUEM É O GIGANTE?
Depois que o gigante acordar ele tem que ver televisão. Qualquer canal. Qualquer telejornal. Alguns anões perseguem este meio tecnológico informativo. Dizem haver manipulações, conspirações, dramatizações. Não pode ser mentira o que se vê. Nem ânimo, nem folias, nem santos, nem reis. O gigante, depois que acordar tem que ver TV. Ele ficará boquiaberto com o que se vê. Ele deverá levantar-se, convocar sua equipe, começar a caçar os crachás no topo desta pirâmide de poderios democráticos inúteis, limpar as carnes podres que infectam os rios e esbravejar para que o sistema de luz e água deste tempo moderno funcione para os seus filhos. Ele deverá chamar a armada para apontar seus canhões aos palácios e casarões onde discutem qual barril irá pra cave de quem no exterior e tomara que não derramem enquanto movem. Porque se isso acontecer creio que o gigante fechará as portas do jardim e colocará uma rolha no fundo do mar. Que seja impor para ensinar que a troca anual dos formatos plásticos dos celulares não serve mais que um livro, seja mesmo digital, lido enquanto descansa ao sabor de uma conversa ao vivo. É que o tamanho do gigante é continental. Ele é responsável por muita gente. Os seus planos são maiores que as partes lembradas de todos os sonhos. Ele existe, dorme, acordará a qualquer instante. Mas, quem é o gigante?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
BÔAS DO VALE
Compreendo perfeitamente os abismos do planalto
Estou de volta, cheguei a exatamente um ciclo completo
Não conseguia mais suportar viver de quarto em quarto
Ainda mais com o fim dos vínculos sem elos de renovação
E com o atraso do órgão do sistema onde sou apenas um neurônio
A verdade é que quero subir mais um degrau no estacionamento dos navios
E se não conseguir terei que elaborar um novo plano aqui mesmo
Mas, veja bem, gostaria que prestasse bastante atenção nesta parte agora
Chegou a hora de vestir a camisa para realçar a tatuagem da bandeira
Levar o escudo ao peito e entrar de vez nas batalhas que já estou a travar
Isto quer dizer que fico a disposição da Terra, das forças dos rios e do mar
Junto com um Partido novo para integrar de corpo e alma, desde já
Não quero mais ficar oculto com artes soltas numa biblioteca de ideias
Afinal existem jornais maiores e as lentes demorarão um pouco a captar
Acredito que posso contribuir nas vertentes do Meio Ambiente e da Cultura
Tenho alguns papéis pintados de biologia, ecologia, ambiente, território e educação
Como diria Renato Russo, vivo com meus pais, e o almoço é uma delícia
Visto as mesmas roupas de a 10 anos mais algumas peças do segundo irmão
Dependente do sistema familiar “leonino” por assim dizer, sem ferir e sem feridas
E como uma batata quente em busca de algum emprego logo e uma menina bonita
Por isso, me leve para o norte do Brasil, para o oceano da Amazônia
Apresenta-me a floresta densa, os grandes bichos, um rio da bacia, os índios
Quero ver a cultura nativa, deixa-me mais perto da linha do Equador, por favor
Deixe-me conduzir a bússola deste time, já estou pronto para a partida
Estou de volta, cheguei a exatamente um ciclo completo
Não conseguia mais suportar viver de quarto em quarto
Ainda mais com o fim dos vínculos sem elos de renovação
E com o atraso do órgão do sistema onde sou apenas um neurônio
A verdade é que quero subir mais um degrau no estacionamento dos navios
E se não conseguir terei que elaborar um novo plano aqui mesmo
Mas, veja bem, gostaria que prestasse bastante atenção nesta parte agora
Chegou a hora de vestir a camisa para realçar a tatuagem da bandeira
Levar o escudo ao peito e entrar de vez nas batalhas que já estou a travar
Isto quer dizer que fico a disposição da Terra, das forças dos rios e do mar
Junto com um Partido novo para integrar de corpo e alma, desde já
Não quero mais ficar oculto com artes soltas numa biblioteca de ideias
Afinal existem jornais maiores e as lentes demorarão um pouco a captar
Acredito que posso contribuir nas vertentes do Meio Ambiente e da Cultura
Tenho alguns papéis pintados de biologia, ecologia, ambiente, território e educação
Como diria Renato Russo, vivo com meus pais, e o almoço é uma delícia
Visto as mesmas roupas de a 10 anos mais algumas peças do segundo irmão
Dependente do sistema familiar “leonino” por assim dizer, sem ferir e sem feridas
E como uma batata quente em busca de algum emprego logo e uma menina bonita
Por isso, me leve para o norte do Brasil, para o oceano da Amazônia
Apresenta-me a floresta densa, os grandes bichos, um rio da bacia, os índios
Quero ver a cultura nativa, deixa-me mais perto da linha do Equador, por favor
Deixe-me conduzir a bússola deste time, já estou pronto para a partida
O VELHO DA TORRE
- Mestre, não se assuste com o que vou lhe perguntar. Eu posso ganhar dinheiro com as coisas que faço?
- É claro que não me assusto. Sou seu mestre.
- Mas, Mestre, posso ganhar dinheiro com as coisas que faço?
- Pode.
- Só?
- Você não se contenta com o poder. Vá, abra aquela janela.
- Sim. Pronto. Agora está aberta.
- Vê aquilo tudo lá embaixo? Não custou nada, não foi você quem fez e quem fez só ganhou a imortalidade.
- Mas é verdade que todos renascem, até os que não buscam riquezas e vivem sem pensar em recompensas.
- Pois é, são como eu. Tenho você ao meu dispor e tudo o que você ganha serve para quem não tem ensinamentos.
- Então é melhor continuar querendo assim.
- É claro que não me assusto. Sou seu mestre.
- Mas, Mestre, posso ganhar dinheiro com as coisas que faço?
- Pode.
- Só?
- Você não se contenta com o poder. Vá, abra aquela janela.
- Sim. Pronto. Agora está aberta.
- Vê aquilo tudo lá embaixo? Não custou nada, não foi você quem fez e quem fez só ganhou a imortalidade.
- Mas é verdade que todos renascem, até os que não buscam riquezas e vivem sem pensar em recompensas.
- Pois é, são como eu. Tenho você ao meu dispor e tudo o que você ganha serve para quem não tem ensinamentos.
- Então é melhor continuar querendo assim.
*** TEXTO CRIADO EM 2008 (CINEMA NOVO NO VELHO MUNDO)
– Introdução à intenção de exposição nunca adotada por qualquer CIA a não ser só por mim
Em fevereiro 2005 eu retornava ao arquipélago dos Açores e na ilha de São Miguel permaneceria até abril de 2008. Neste tempo integrei à equipe de pesquisadores da Universidade dos Açores num projeto limnológico de mitigação dos impactos biológicos ocorridos nas 3 maiores lagoas que na verdade eram as bocas dos vulcões (Sete Cidades, Fogo e Furnas) cheias de água. Consegui uma câmera emprestada com o departamento e fiquei logo incumbido de registrar a pesquisa. Entretanto filmei mais que biologia, pois queria registrar todo aquele espaço em que vivia. Afinal estava no meio do Oceano Atlântico Norte português, longe de casa e cercado por mar, céu, fogo e uma terra verde. Este é um “filme” completamente amador onde constam razoáveis tomadas e quadros arquitetônicos, paisagísticos e tem uma trilha sonora um tanto rara, (do meu gosto) por se tratar de música tradicional portuguesa antiga, centenária, diria eu. O fato de querer trazer à tona este vídeo e tentar apresenta-lo simplesmente em festivais como o CINEPORT é porque, eu, provindo de uma cidade berço da história do cinema brasileiro, sem rodeios, onde foram realizados os primeiros filmes de Humberto Mauro, pai do cinema brasileiro, poderia ser eu um filho escarrado também no enquadramento de movimentos? Tenho para mim uma máxima (frase) de outro cineasta brasileiro, Glauber Rocha, que também adotou a frase de outro cineasta, Paulo César Saraceni, ambos estudados quando descobrimos outras dezenas de artistas na escola e pela cidade de Cataguases. A frase de Saraceni era “Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” que para Glauber era “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e para mim é: “Uma câmera na mão mil ideias na cabeça”. Os 20 minutos de registro visual que se seguem são da Ilha de São Miguel, Açores, conhecida como Ilha Verde, com um clip final do trabalho científico que participei como estudante de biologia marinha. TPN ***
http://youtu.be/zmLtNrG4M-4
Em fevereiro 2005 eu retornava ao arquipélago dos Açores e na ilha de São Miguel permaneceria até abril de 2008. Neste tempo integrei à equipe de pesquisadores da Universidade dos Açores num projeto limnológico de mitigação dos impactos biológicos ocorridos nas 3 maiores lagoas que na verdade eram as bocas dos vulcões (Sete Cidades, Fogo e Furnas) cheias de água. Consegui uma câmera emprestada com o departamento e fiquei logo incumbido de registrar a pesquisa. Entretanto filmei mais que biologia, pois queria registrar todo aquele espaço em que vivia. Afinal estava no meio do Oceano Atlântico Norte português, longe de casa e cercado por mar, céu, fogo e uma terra verde. Este é um “filme” completamente amador onde constam razoáveis tomadas e quadros arquitetônicos, paisagísticos e tem uma trilha sonora um tanto rara, (do meu gosto) por se tratar de música tradicional portuguesa antiga, centenária, diria eu. O fato de querer trazer à tona este vídeo e tentar apresenta-lo simplesmente em festivais como o CINEPORT é porque, eu, provindo de uma cidade berço da história do cinema brasileiro, sem rodeios, onde foram realizados os primeiros filmes de Humberto Mauro, pai do cinema brasileiro, poderia ser eu um filho escarrado também no enquadramento de movimentos? Tenho para mim uma máxima (frase) de outro cineasta brasileiro, Glauber Rocha, que também adotou a frase de outro cineasta, Paulo César Saraceni, ambos estudados quando descobrimos outras dezenas de artistas na escola e pela cidade de Cataguases. A frase de Saraceni era “Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” que para Glauber era “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e para mim é: “Uma câmera na mão mil ideias na cabeça”. Os 20 minutos de registro visual que se seguem são da Ilha de São Miguel, Açores, conhecida como Ilha Verde, com um clip final do trabalho científico que participei como estudante de biologia marinha. TPN ***
http://youtu.be/zmLtNrG4M-4
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
LUSOS / ORDEM DE JESUS CRISTO / TEMP.DE.FRANZ
O Clero precisa manifestar terrenos para o povo
As Forças precisam escolher entre honras e política
Enquanto aqui o calor castiga sem dó nem piedade
Sorridente, pois não há alternativas ao viver num oásis
Sorte a vossa a terra estar muda, seminua e nada crua
O mar é que me procura e já preparo para ver cetáceos
As construções abrigam moradores que procuram portos
Os construtores deram carta branca desde que não sujem
Escritores, pintores, pensadores não residem facilmente
Porque aguardam os profetas messiânicos prestes a acordar
De um Templo iluminado por uma só vela que guarda a espada
Feita do suor que a palma abraça o punho de Nosso Senhor
As Forças precisam escolher entre honras e política
Enquanto aqui o calor castiga sem dó nem piedade
Sorridente, pois não há alternativas ao viver num oásis
Sorte a vossa a terra estar muda, seminua e nada crua
O mar é que me procura e já preparo para ver cetáceos
As construções abrigam moradores que procuram portos
Os construtores deram carta branca desde que não sujem
Escritores, pintores, pensadores não residem facilmente
Porque aguardam os profetas messiânicos prestes a acordar
De um Templo iluminado por uma só vela que guarda a espada
Feita do suor que a palma abraça o punho de Nosso Senhor
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
ARIANO SCHMITT
De ciganos expulsos a emigrantes ingleses
De família festiva a dentes de leões ferozes
De uma pele branca e um sangue negro
De uma fé na bondade vencer a maldade
De uma vontade de chorar por sorrir tanto
De uma pessoa que ama sem ser amado
De um início filtrado para a pureza do fim
De um ganho absurdo só por pensar assim
De uma ida certa sem volta para a partida
De um tropeço tosco já com tenra idade
De uma espera por colo, certa, toda pra mim
De família festiva a dentes de leões ferozes
De uma pele branca e um sangue negro
De uma fé na bondade vencer a maldade
De uma vontade de chorar por sorrir tanto
De uma pessoa que ama sem ser amado
De um início filtrado para a pureza do fim
De um ganho absurdo só por pensar assim
De uma ida certa sem volta para a partida
De um tropeço tosco já com tenra idade
De uma espera por colo, certa, toda pra mim
SE EU NÃO TE VER
É porque tinha que ser
Porque o barco afundou
Ou a nave despenhou
Mas, seu pai era um andarilho
Um mestre desde nascido
Um crente em Deus de coroa
Um marinheiro das montanhas
Tocava instrumentos de ouvido
Os extraterrestres amavam sua língua
Fazia muitas outras coisas sozinho
Montava cavalos só por ler livros
Cantava mantras e preces em transe
Tinha um punho forte e um grito bravio
Onde surgiam formas e desapareciam inimigos
Não tinha nada mais que você primeiro
E antes de você, ele tinha a vontade de ter você
Ele sabia que essa vida era a continuação de outra vida
E a próxima vida será a continuação desta vida
Por isso, mesmo que você não existisse
É certo que ele se encontraria consigo
Bem no centro da matriz de tudo
Onde agora está bem vivo e diz: SEJA FELIZ!
Porque o barco afundou
Ou a nave despenhou
Mas, seu pai era um andarilho
Um mestre desde nascido
Um crente em Deus de coroa
Um marinheiro das montanhas
Tocava instrumentos de ouvido
Os extraterrestres amavam sua língua
Fazia muitas outras coisas sozinho
Montava cavalos só por ler livros
Cantava mantras e preces em transe
Tinha um punho forte e um grito bravio
Onde surgiam formas e desapareciam inimigos
Não tinha nada mais que você primeiro
E antes de você, ele tinha a vontade de ter você
Ele sabia que essa vida era a continuação de outra vida
E a próxima vida será a continuação desta vida
Por isso, mesmo que você não existisse
É certo que ele se encontraria consigo
Bem no centro da matriz de tudo
Onde agora está bem vivo e diz: SEJA FELIZ!
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RIO E LÁGRIMAS
Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...
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Prossiga... {QTC}. Estive 15 dias em uma ilhota no meio do lago de Balbina, na Base WABA da Rebio Uatumã. As funções aparentemente seriam si...
-
Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...
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Há exato 1 ano chegava ao norte do Brasil - AMAZÔNIA. Minha meta era renascer como pessoa e assim aconteceu. Tenho uma nova vida e venho me ...