terça-feira, 16 de junho de 2015

DEPOIS DA CHUVA A CIDADE É TINTA

Por amor ao PAPA
Não me peçam dinheiro
Preciso, não tenho para dar
Peçam-me qualquer outra coisa
Já ando corcunda por causa do peso
O que nós temos é tudo que nós somos

...E não me xinguem, pois voltará como maldição Templária

segunda-feira, 15 de junho de 2015

EQUILI.BRA.UM.MAX.

A vida não surgiu no norte
Ela chegou ao extremo
A vida nasceu no norte
Ela não chegou ao extremo

VOCÊ NA CABEÇA A TODO INSTANTE

Não apareceu ninguém que me faça esquecer
Nem lembrar alguém que já me fez assim
E mui provavelmente não irá haver por meses
Mesmo que seja fracasso os meses que passam
Tudo que podia acontecer num instante passado
Chegamos à mesma hora e tivemos tantas horas
Ainda temos bases, berçários, projetos e lugares
Palavras adiantam o que de mim terá constante
O som da sua voz à minha frente é o que mais penso

CRÔNICA: A VOZ DO COMANDO

Tenho os pais ativos mas meus avós não existem mais
Meus bisavós ainda moraram por cá
E meus tataravós só andaram por lá longe
Tomaria muito tempo em dizer que navegaram
Instalaram-se, reproduziram e aqui estou
Até que foi rápido avançar a lógica do tempo
Mas o que quero falar mesmo é da Avenida e seus “com vivos”
Aquela com árvores cabeludas e um corguinho desmilinguido
Havia uma convenção digna das bizarrices de Roma ou Paris
Primeiro que, logo na porta havia uma cortina de pano
Segundo que, o segundo segurança tinha cinco palmos de altura
Terceiro que, a entrada custava uma hemorragia de notas vermelhas
A Polícia Federal tem as mãos firmes nas rédeas e isso alegra a Justiça
No mesmo dia Frankenstein e Conde Drácula morreram, ao mesmo tempo
Não escondo a alegria de estar vivo, não por nada disso, mas só por ela
Porque é nela que eu acredito enquanto escrevo delícias e ridículos
Enquanto os dias passam a condução avança e a esperança existe
Então as crônicas serão íntegras viagens com imagens e emoções

domingo, 14 de junho de 2015

JAPÃO

Pensai no oriente
E por causa da língua portuguesa
Sabei no ocidente

A expansão galopa, navega, vigora
Chega ao sol nascente Ilhas Fiji
Gradiente refletor de luz do sol contente

(Leon)

sábado, 13 de junho de 2015

SINTONIZE O NÍVEL QUINTO, IMPÉRIO

Você me aceitaria descalço? Abraçar-me-ia sem ouro? Isto envolve as matérias que iludem o corpo. Isto mostra o mapa do espírito que nos fará (faz) ser um do outro. A você mundana, eu sou do Mundo. E pretendo me entregar como a lança em voo se une ao ar em seu percurso. Até cravar no alvo que atrita a faísca que produz a chama que acende o fogo. Com isso, vigoram as florestas onde abundam elementos, as fundações reforçam sistemas, organizações e as pontes aumentam as qualidades das nossas bases familiares. Eu não sou fã da monotonia, tão pouco vivo as monológicas (monólogo). Te ouço quando mostra os seus sinais. Pouca gente sabe, talvez um pouco mais agora, contudo basta uma só ciente pessoa saber. Quando sumo de uma hora para outra percorro um caminho até casa passando por um portal extenso onde ao lado estão enfileiradas grandes árvores barbadas que requintam a imaginação. Depois de um momento volto, quase sempre com um pensamento novo. Tanto sobre a vida que é traduzida em sopro harmônico e corajoso, como sobre a morte que vem para quem está vivo seja só um pouco. Certo é que palavras minhas fazem parte da sua história. Basta agora assumir a posse dos sentidos. Aviso, o sexto é seu segredo, o primeiro o meu mistério e no meio está lá bem visto, escrito, destino.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... QUEM É QUENTE NUNCA ESFRIA

(...) Dom Kiss Hot, lembram-se dele? Depois que Dora Té trancou-se no quarto sem querer vê-lo, ele ameaçou partir. E partiu. Tanto é que eu mesmo – o narrador – tirei férias, e congelei o Dom Kiss Hot. Ora essa, aturar uma marrenta de primeira como Dora e outro vulcão em erupção como Dom, não conseguiria escrever só sobre o Pança, a encher a cara dia e noite nos Saloons. Mas tenho uma boa notícia para vós. Dom Kiss Hot, mandou um recado através de um moleque que corria no sentido contrário aos trotes do seu cavalo. A transcrição da mensagem é mais ou menos assim:

Dom Kiss Hot: Tenho os lábios secos. Nem por isso estão frios. Afinal, sou Dom Kiss Hot. A minha bússola parece que endoideceu, pois me mostra dois nortes. Acreditam? Um norte é o translado para o outro lado do Mundo. O outro norte é a minha permanência para conquistar Dora Té. Ela ainda bebe muito chá? E Pança, como está? Muito em breve a minha bússola apontará um norte apenas, então de um jeito ou de outro a história continuará. Um fato é que a ponte que me levará ao outro lado do Mundo oscila, porque é pênsil e por isso curva-se, côncava, a rebaixar meus passos. Outro fato é que Dora Té não me responde o pombo, digo, correio, pois se ela me respondesse eu esquecia a ponte e voltava nesse instante.
(...)

terça-feira, 9 de junho de 2015

A NOVA E INCANSÁVEL CANÇÃO

Véi (a), você não imagina quão
Seremos tão fortes após cruzar o marzão
Antes, porém, dias e noites nos iluminarão
Que roupas, calçados e ferramentas inventarão
Porque lado a lado, Véi (a), não há nada mais claro
Que os nossos sorrisos interligados
Que a nossa pele dourada doada ao sol
Que os nossos olhos preciosos de leão
Essa esperança viva brota a toda hora, Véi (a)
Só de pensar no som da fusão dos nossos corações

O REMÉDIO DA ESPERA

É a caminhada matutina ao extremo da cidade
É a subida ao cume mais alto desses vales
É a contemplação do rio descer na cachoeira
É o estalar das faíscas de uma fogueira santa
É o transformar passado num papel branco
É acreditar que a areia fina move a ampulheta
É uma prece em canto do oriente no ocidente
É um bem querer continuar querer-te tanto

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O CONSOLO DO VELHO DA TORRE

Ouça bem o que vou lhe dizer:
Erga-se! Você pertence aos raros
Por ser multivariado convive com os administradores
E os construtores e os gladiadores, sem ser odiado
Atente-se! Você é previsível
O dom do acaso sabe disso
Por isso brinca com o seu poderio
Tanto pode estar aqui agora neste alto
Como mais alto ainda nalgum ponto do infinito
Não pare! Porque seus planos migram, instalam e coroam
Com a força de ser visto vivo
Fica preso à mente dos que te fixam
Ileso pela maior riqueza que possui, bondade

domingo, 7 de junho de 2015

A PORTA

Ainda que a volta demore ela é certa
Mais dizeres continuam a formatar o título
Comum prólogo extensivo e capitulado
Preciso só que você saiba o que faço
Ajo para que o rumo dessa história vigore
Decole, quando em breve seja o encontro
Peça qualquer coisa minha bela agora
Ria, não chora, o amanhecer está à porta

DEUS MANDA

A carne descongela sozinha
O trem que passa e impacta
Artistas têm o dom da pausa
O beijo porta o cheiro d´alma
*
A Dama que aguarda ganha
O Mestre que andante fala
A dança nesta roda alcança
O dono dessa incrível jornada

ANGU AO LADO

Deitado no degrau aquático doce estagnado
Na base do milho que cresce solto num todo
Nuvens brancas estampam o céu da casa
Como o tempo que aparece e desvanece

CHEIO

Por estar tomado da presença que me norteia
Com a bagagem pronta pra mudar de sítio logo
Neste tempo onde os conselhos pedem calma
Já dizia sobre as unhas curtas e as curvas novas
Ou o pescoço inquieto a procurar quem chega
Será que dorme e sonha, acorda e lembra?
Será que anseia a cruzada da conquista derradeira?
Essa atmosfera é o pressuposto da genética da escrita
Como toda poesia, vale mais pra quem faz parte dela
Porque a gravação do sentimento é uma dádiva nobre
Vale tanto quanto o cheiro de perfume da natureza pura
Uma vontade de atar a minha mão na sua, corpo e alma
E desbravar lugares com paixão firmando o laço da união

sábado, 6 de junho de 2015

O INÍCIO DEPOIS DO FIM

O trajeto nesta praça passa
Por bandeiras entre fileiras
Corredores abstratos natos
Dotados de posturas buenas
Todo ato que negado chora
E vigora toda boa força plena
As formas estampadas fixam
Os fatos mais alegres voltam
As damas todas temem a reina
Por causa de uma força clara
Dos olhos da mais bela fera
Faço desse livro livre ao mundo
Porquê tenho inspiração d´amor

quinta-feira, 4 de junho de 2015

DE CABEÇA PARA O SILÊNCIO

Para mim não há surpresas, bem podia
Pra você, porém há a minha espera
Para mim não há presente, quem me dera
Pra você, até a primavera volta fora da época
Poder é chance e chance é vastidão
Num grão que sobre ele cresce um colégio interno
E no meio da mata resguarda-me e me faz são
Eu tenho a chance de ver a arte misturar-se entre o povo
Eu levanto os olhos para encontrar o seu clarão
É bem provável hoje ver, ouvir, falar, tocar, sentir, aqui
Tudo que seja sim e nada que seja não

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DOS SAPIENS

Provérbios de um velho sábio oriental
Não necessariamente de olhos puxados
Porém focados à vista da concentração
E alerta ao universo manifesto existente
Revelando com certeza os pensamentos
Sê primeiro o plantar em conjunto colher
*
A onda molda
Recorta a orla
Adentro ao mar

sexta-feira, 29 de maio de 2015

DUM! QUADRANTE

Olhei pro céu no fim da tarde enquanto a noite nasce
Encontro a Dalva a mostra-se mais que estrela brilhante
Suplico a marca de uma cadente à risca vista no horizonte
Para pedir que me conceda a forja de um belo elo abundante
Enquanto o frio avança o calor freia a superfície, mas só da pele
Interiores vales não conhecem as marés cheias, apenas em sonhos
É bem por isso que não espero a venerar o sol no cimo de um mirante
Para correr ou navegar que seja um salto quando te “ter” ao meu alcance

DADO

Dado que lançado ainda rola sem impedimento por causa do silêncio
Similar ao escorrimento da cascata sobre a pedra diagonal na mata
Hoje até a chuva lança gotas pra molhar o meu quintal e sua casa
Talvez seja um sinal do céu a preparar o chão da sua volta à praça
Pois a sola dos meus pés ainda aguentam novas rotas em companhia
Não lamento a fala dita, não adiantaria agora, uma vez que é verdade
É a natureza de quem corteja chamar para aventurar na nova idade
Mas meus pelos crescem soltos enquanto guardo uma postura séria
Ao falar de outras terras não vacilo, isto é somente um simples convite
Para "beber" café contigo todos os dias, um colírio de esperança e alegria

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O BEM QUE TEM

Eu lutaria na linha da frente armado somente com os dentes do leão. Revolveria qualquer pretendente de perto ou de longe como um furacão. Eu entregaria apetrechos, segredos, desfazia apegos dos mais salivares. Dedicaria uma vida inteira zerada a você se assim me estendesse a mão. Eu ficaria parado descalço diante da fera num prado ou mar alto rendido. Seria engolido ou desfeito aos poucos se você não me quisesse completo. Ou partiria pro Mundo rompendo o horizonte para fundar a cidade de nós dois. Porque isso que digo é a mais forte prova que o amor revela surpresas minhas. Sorte dela, a bela, da sua vida, que presente incita estas benditas declarações.

MÊS 6

JUNINA EU LEMBRO DAQUI
Quadrilha, canjica, casório
Fogueira, cantiga, balão
Casaco, paçoca, caminho
Paquera na roça, quentão
*
NO SÃO JOÃO DO PORTO VIVI
O céu salpicado de luzes
O rio que doura na foz
As casas antigas de cores
Lembrança do frio em calor

terça-feira, 26 de maio de 2015

ACREDITADO

Eu preciso ver o rio encontrar com outro rio
Mesmo que baixio a profundeza do mais fraco
Ele leva na correnteza do arrasto grãos dourados
Que acumulam no embate do mais forte que se curva
Para desaguar em outro novo rio até chegar ao mar
É ali que encontro o carcará castanho pousado em fio
E quando abre as asas mostra o ventre cheio das caçadas
Eu preciso caminhar sonhando para ao lado seu achar abrigo
Por enquanto eu sigo o rio, não encontro o mar, mas você sim, sinto

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ESCALA JUNINA DE FOGO VERÃO

Quando é ofertada uma luz brilhante ao céu no inverno sul
Os olhos observantes voltam-se para dedicar às estrelas ao norte
Antecessores tetrápodes eram mais próximos ao chão, mesmo assim escalam
Anteriores ainda, natantes, preenchiam os mares abundantes arrebatados
Mas quando a sequência da evolução se torna inversa, dispersa e atrofia-se
Retrocede por selecionar a indiferença deixando à parte o gosto da expansão
É ilusão represar completo um rio, afastar o spray da praia e frear o vento
Eles infiltram, evaporam, invadem, ignoram, permanecem ou vão embora
Isto serve apenas para uma constatação: “Não trocaria uma rosa por um planeta”

O TEMPO NA LÁCTEA DO RENASCENTISMO

Leia a marcação dos astros da via em breve, indico
É verdade que os planetas no espaço influenciam
Bastam quatro referências incluindo Vênus, feminino
Ali diz que apareceria e de fato existo, Marte, masculino
Veja também o salmo no baú dos tesouros dos anjos
Diz sobre o abrigo infinito no seio poderoso do Altíssimo
Concentre essa cuca e mergulhe sem medo no destino
Junte os textos do início e terá um capítulo da vida do livro
Assuma o gesto, ganhará meu abraço, me dará seu sorriso
Eis que o mais forte de todos os anseios é sermos amigos
E a conquista da sua maravilhosa presença constante comigo

domingo, 24 de maio de 2015

POIS

Sonho de farto sentimento
Uma terra que desbrava terras
Fixa como tecem as fiandeiras
Um poderio maravilhoso de liberdade
Obra dedicada aos que fundam criações

CARTA BRANCA

Para escrever revelações parceladas
Crente na diversidade da fé manifesta
Com foco num ponto uno e total Deus
Sem ferir qualquer membro conselheiro
Ainda mais atento à resposta do convite
Um caderno limpo pronto ao preenchimento
Outra ponte cruza o mar e chega ao velho mundo
Preparai sorrindo, pois te apresentarei tudo isso
Festivais e notas solo até ao sol nascente e amor constante

DEPOIS DAQUELA MONTANHA A PRAIA

Impacientes dias para chegar ao litoral
Por banhos de sal nas barbas do atlântico
Se bem que há duas perspectivas para o sol
Pode ser tropical fervente e temperado ártico
Qual? Nos dois existe um estádio gigantesco em aro
Com recreios alá Coliseu de Roma, de grama ou areia
Em falar nisso, quem tem boca vai, vem? Vamos!
Bem, de perto é que se sente a agitação dos planos
É preciso um sim, isso é uma decisão
É preciso formação, isso se completa com união
É preciso chegar além, isso acontece com ação
Essas peças fazem parte da nossa mesa de raiz de berço
Há que pensar ainda em pendurar os quadros pois há paredes
A claraboia mostra dias de trabalho e noites de aconchego

sexta-feira, 22 de maio de 2015

JÓ

Deverá haver maneira de os dias avançarem, para estarmos perto, sem perdemos o tempo, ao ganharmos idade. Ou então retrocederem os dias para que eu possa neste momento chegar à frente e dizer que sua beleza irradia e me fixa. Haverá maneira de fazer um desenho complexo, um pórtico no espaço que num passo instantâneo transporte seu porte e presença com cheiro e sabor. Ou então te levar entre os braços comigo para o extremo, o norte, com vista salgada do atlântico, e os pés tão doces de uvas por terras linguísticas da Europa. Tem que existir uma espécie que voe levando o seu nome no bico deixando ao seu ouvido o quanto eu sonho e realizo. Deve existir um momento que mesmo sem luz, energia, ou no meio do sono profundo te faça pensar só um pouco, um pouquinho em mim. Por fim, existe um termo exato cantado de longe que é lição de um guarda celeste, um anjo, e que diz mesmo assim: O acaso é irmão do destino, se consentirmos o futuro será nosso amigo.

ESSE ARIANO

O amor é um ápice composto e contínuo
É o máximo do que pode ser dito com sentido
Chega quase ser o fim por ter quase tudo dito
Essa coisa de amor dá trabalho demais só de pensar
Diria um filósofo absorto do coração que é necessário
Não por preguiça mas alguns preferem nem imaginar
Porque não é uma problemática por isso não tem solução
Resoluto só mesmo o café que chega com o frio da manhã
Pensadores praticantes se esforçam vigorosos durante a vida
Entre outras coisas fáceis como acordar com vontade de amar
Esses são os amantes

quinta-feira, 21 de maio de 2015

VIVO

Porque sou um raro, romântico
Um bravo navegante das estradas
Acompanho sol e lua a fim de um mapa novo
E encontro sua vida tão de repente como um relâmpago
Que parece que o céu inverteu os polos com a terra
É porque eu busco edificar uma torre inabalável
E preciso ao seu lado inspirar-me no seu sorriso
Essas coisas acontecem, digo, gostar súbito à primeira vista
Depois os dias passam e como dádiva ou castigo torna paixão
Ou estou perdido ou talvez você me ganhou inteiro com sorte
É que o amor é uma coisa forte similar a todos os mistérios
É uma via que chega bem longe por morar tão perto do coração

quarta-feira, 20 de maio de 2015

QUEM VOS DIZ É A CORAGEM

Se vocês não irem seus netos irão
Porque seus filhos aprenderão convosco
Que deverão ser pais ativos, construtivos
Ricos de merecidos dotes diversos singelos
Onde consta o ensinamento da conquista
Apoiada pelos melhores eruditos, leais e bravios
Todos os vibrantes apaixonados por suas garras
Então, vivam originais como a natureza prima
Guardem suas almas enquanto a vida pulsa
O bem que agrega os sonhos de ambos é certo
É um presente que na mão beijada o destino mostra
Pois ela é a sua Dona e o berço belo da linhagem
E o seu punho é o encaixe do mais lindo estandarte

terça-feira, 19 de maio de 2015

COMANDO, CADÊ O CAPITÃO?

- Mestre, eu vi uns homens trajados com armaduras carregarem sobre uma família. Que visão aterrorizante (terror). Será que eles perguntaram se os seus salários são tão bons quanto as armaduras que usam e por isso se enfureceram?

- Da próxima vez que o povo se juntar novamente frente as escadas espero que atropelem tudo pela frente. Ah, e tenho certeza que mesmo pelados (o povo) serão mais fortes que os protetores da República e dos Ministérios

- E farão o quê com isso?

- Terão realmente poder

- E depois?

- Com um novo “velho” poder as coisas melhoram

- O que terá de novo?

- O velho Império

(...) E as nações não temerão. Elas exaltarão.

BEM LÁ NO CÉU HÁ UM ANEL

Ainda no avião eu olhava pela janela o relevo à meia altura. As curvas do rio, as casas bem dispostas e os campos férteis de cultivo. Foi quando a senhorita mais próxima sussurrou um pensamento: “Isso tudo é seu”. O avião pousara num litoral tão rico por conta dos carregamentos que ali ainda chegam das estradas de Minas. O meu cavalo, OGALO, talvez não tenha nascido ainda. Por isso desci o monte da bela vista e como passeante cruzei algumas vezes o ribeiro central. Os paralelos de casarões e as velhas palmeiras são como chamados atrativos para a contemplação. Esse movimento corriqueiro de caminhar reconhecendo tudo que se viu num estado altivo é acompanhado pacientemente por uma ausência lateral magnífica. Porém o desejo e a lembrança torna a beldade imaginada presente como luz que emana. Irradia mesmo que as nuvens sejam cinzas, só porque ela é a própria esperança da conjunta felicidade. E é por isso que os portais das igrejas guardam nossas peças.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ÍMÃ

A robótica vem de um pré-passo inicial
Isto é, de uma base física e intelectual
Que situa nos seres mais adaptados
Como se o positivo e o negativo magnético
Viessem de um ato anterior, o núcleo dinâmico
Tal como o ATP das células é energia nano (molecular)
Há momentos no decorrer do tempo do espaço
Observamos sermos tão complexos qual tempo
A outra parte atuante é a base para que possamos pensar nisso
E assim evoluirmos a um grau superior que é a percepção por todos
Pois quando todos entenderem que a vida é uma divina constância
Não haverá mais gostos e desgostos por frio ou calor
Nem flores, nem peixes, nem formigas sequer
O espaço sideral que é a criação de Deus
Repousa e descansa por números incontáveis

A QUEM É O MANUAL DO SONHO BOM

Eu posso te mostrar a vida seriada daqui pra frente
Cada grão cristal de açúcar visto numa lupa, ampliado
Revelar o miolo do destino consequente além do imediato
Estaremos em movimento pois assim é a nossa igualdade
A distância é uma relevância nossa, propícia ir além-mar
Esses grãos são de açúcar mas suportam o agregar do sal
Quando as mãos dadas reforçarem sermos um só, casal
O mais simples sinal serão olhos para bem nos querem
Jorrarão dedicatórias com o passar dos dias por anos
Porque cresceremos juntos construindo um novo Mundo

domingo, 10 de maio de 2015

O LEÃO LEAL

Vou te contar uma história
Você faz parte dessa história
Este é um início avassalador
Porque nos une de imediato
Entregues à vida que nos cabe
Seja na administração da solidão
Em constante pensamento sobre
Como ter uma casa aberta nossa
E com isso expandir-mos o castelo
Que tão belo é visto num palácio
Onde uma cidade inteira espera
A comunhão dos laços eternos
(Máxima Declaração Tutana)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

GOA

A busca alcança a Dama
Tão esplêndida como a Lua
Sonora como Sitar, Iara, potente
Compreendida em língua, amenastê"'

RUA

Denominada extra por situar fora
Espaço aberto porém aveludada
Nalgum lado seja piso ou teto
Geralmente composta por nós

PT.SU

Palmela, o sul do Tejo
Lá o Tejo está no norte
O céu é o meu relógio
E mar uma acompanhante

MEMORIAL PARQUES NATURAIS

O bioma do tipo cerrado é semiárido
Em terra de calor noturno tropical
Vegetação retorce de capitação
Por toda vez que a chuva cai
Em temporal
Ou não

(...)

O casarão sede do cipó
Abrigava um conjunto de pessoas distintas
Um meio ambiente perfeito e equilibrado
Para o convívio contínuo no tempo
Adentro uma floresta isolada e protegida

terça-feira, 5 de maio de 2015

OBSERVANTE VIDA MARAVILHOSA

O cavalo desceu lentamente o morro pateando os cascos compassados no paralelepípedo. Parecia vir anunciando antigos pingos de chuva. Agora a praça está molhada. Quem conduzia o cavalo mirava fixo e atento para frente como quem guardasse as laterais. O condutor da chuva era mesmo um misto de ases superiores. A outra praça agora esta lavada porque a massa circulante de pessoas pisa em calçadas portuguesas. É inevitável abdicar de um país, ainda mais quando se lembra a todo instante no decorrer das horas e para muito que se vê. Até o cortejar a uma Dama com sorriso bem cavado na composição dos olhos de esperança num rosto em talco tal qual nórdico. Eu bem queria poder saber que dia a profecia vingará. Sendo certa sua existência para restaurar, o que me resta é preparar. Na cama onde o corpo dorme, no campo onde as mãos semeiam, nos rios onde a vida abunda. Que o ar transparente seja para revelar abrigo aos filhos que virão, o riso dos amigos reunidos ouçam em recreios de quintais e a força desses braços que abraçam encontre perpétua união que não se perderá jamais.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

RITINHAS DE CÁSCIA

Tudo que faço permanece oculto exceto para a causa responsável
Eu procuro encontrar inspirações pois são elas que me movem
Mesmo sem tocar o sol falamos sobre ele, gostamos dele, desejamo-lo
Só porque ele nos toca radiante e belo, mesmo distante, globo amarelo
Alegre-se quando eu lanço meus sentimentos ao Mundo por você
Mesmo que o Mundo não saiba direito o que é, quererá talvez saber quem
Como o sol e o tempo o Mundo é igual ao amor que nasce num instante
Os poetas, seguramente creem terem as coisas que escrevem sobre elas
Mas constantemente são elas que inserem energias e os consomem inteiros

domingo, 3 de maio de 2015

VERACÍSSIMO

Exatamente, nos veremos
Noutra cidade, palco real
Já estou a preparar o futuro
Eu peço apenas que me beije
Antes mesmo que eu avance
Contudo terei eu que agir
Eu sempre ajo normalmente
Então que haja grande mesa
Pessoas, produtos e bons sons
Que haja céu com lua ou sem
Será mágico você ao lado meu

IRMANDADE

É uma das exatas expressões de amor
Onde consta no tempo periódico
O mesmo ativo ágil que si próprio
Isto é um belo benefício conjunto
Pois a plena translocação no tempo
Força o inabalável misterioso espaço
Sendo próprio parte do Universo completo
É eterno pois perpetua manisfesto sempre
Em leais natalinos entes dormentes tal Shiva
Capazes de chegarem ao mais alto céu dos reinos

sábado, 2 de maio de 2015

NINFA

Saiba que o consumo
Faz que exista a realiza
Isto é tudo para você?
As mandalas são mais
Que qualquer fala minha
Abstratamente ao todo sua
Crente no que é para ser bela
Louco, talvez não, palhaço, REI!
Coração é um pulso em vida
Queria, tanto quanto quero
Como quererei
*
FEIJÃO COM ARROZ
PEACE AND LOVE

quinta-feira, 30 de abril de 2015

POL.XXI.

MODELO REUNIDO DE POLÍTICA TERRITORIAL
INFRAESTRUTURAS DE LOCOMOÇÃO
FERROVIAS
Dados das linhas existentes
Quais são as funcionais? (Melhorias)
Quais são as desativadas? (Ativação)
Esforço para reabilitação das linhas desativadas
Gastos e impactos menores que novas linhas
Benefícios imediatos (emprego bruto e especializado)
De produtos: Alternativas de escoamentos (rapidez)
De pessoas: Alternativas de deslocamentos (bem estar)
Amplos benefícios conjuntos:
*Distribuição de impactos
*Descompressão de rodovias
*Qualidade do ar
*Possibilidade de crescimento de outras zonas populacionais
METAS GEOGRÁFICAS
MAPA INTERATIVO ONDE CONSTE:
LINHAS ATIVAS
LINHAS POR ATIVAR
VISUALIZAÇÃO DA REDE
REALIZAÇÃO DO PROGRESSO

UMA PORÇÃO DE CADA VEZ

Antes que a tinta acabe
Que o projeto seja lido
Aprovado e esteja indo
Aumenta a água na boca
Para mergulhar ao pé do mar
Dos arquipélagos litorâneos
Que se avistam em terra firme
É que o oxigênio eu tenho
E outros itens mais que básicos
Eu preciso é ser aceito completo
Para poder fazer parte do meio
Caso contrário apelo ao Atlântico
Que também beija outras bordas
Que são terras boas para se viver
Automaticamente à minha mercê

quarta-feira, 29 de abril de 2015

DESLIGUE E VOLTE A LIGAR

O sistema está tão caduco
Que a sensação de ser boa gente
Passa em ter uma piscina, mesmo suja
Quando vestido fica num estereótipo horroroso
O sistema está tão maldoso
Que acreditam que um sorriso forçado é bondoso
Colocando pequenas peças incompletas em confronto
Quando à noite geme de dores por causa de castigo
O sistema está tão perdido
Que consegue achar-se o máximo
Só porque o álcool é liberado e defendido
Quando criminosos descarregam distúrbios e alaridos
O sistema está tão fútil
Que pessoas falam de gorduras como se fosse comida
Sem deliciarem manjares de prana e ainda assim zombarem
Quando o sopro que alimenta emana e não degrada
O sistema está tão monótono
Porque os textos são só textos
As mulheres não sonham mais alto
E os homens não dedicam a fé ao Mundo

MEUS TEXTOS SEUS

A CASA I
Paralela a Dom Pedro V
Em frente ao mercado poente
Subiam-se umas escadas
Chegava-se ao terceiro piso
Entrava-se com quadros
Estendia-se um salão vermelho
Uma mesa de pedra lisa
Uma espada na parede equilibra
Da janela via-se o bosque
Na cadeira aprendia a cria
Que sem berço dormia ao meio

A CASA II
Referente ao centro do comércio
No topo de um pequeno morro
Uma porta de vidro abria-se fria
Uma caixa com botões elava-se pra cima
A visão de um monte com Santuários
O deslumbre do nascer de luas lindas
A parede com quadros fixos coloridos
A espada retorcida com as mãos da força
As lembranças das festas vividas
E a despedida desesperante da criação

CONTINUAÇÃO

terça-feira, 28 de abril de 2015

A INCRÍVEL MATEMÁTICA DAS VIDAS

Eram 7 da última vez que escrevi sobre elas. Eu vivia num quarto com uma janela, um armário, uma mesa rasa e um banheiro sem chuveiro. Depois disso o número caiu para 3 pois havia ido à Cidade dos Bispos onde ocorrera a tempestade. Quando faltava apenas uma vida, eu dormia em um quarto que só cabia o meu corpo. Não podia estar em pé direito, mais parecia um pequeno mausoléu, e de fato era ao lado da Lapa. Na manhã que me mudei, despedi-me dos leais companheiros e enfrentei a neblina espessa da madrugada. Eu viria de encontro à reposição de vidas. Hoje, a dinâmica move-se numa tendência contrária. O quarto não tem banheiro, a cama range como uma porteira, a janela não impede a luz e animais voadores me "beliscam" o tempo todo. Contudo as vidas multiplicam-se a cada dia por 7. Isto quer dizer que tenho uma bagagem incontável de vidas preparada para os gastos novamente. Consigo sentir realmente a sensação do renascimento, quando ignoro a lembrança das perdas só porque penso que antes de as perder, as vivi. E me alegro imensamente ao saber que é por causa das batalhas exatamente aqui que as vidas se multiplicam, ainda mais sendo "filho" de Marte, sou ciente que as derrotas e as vitórias não me pertencem, somente as vidas e unicamente a morte.

UM POR TODOS

A porta aberta é um sinal que só devo olhar, parado aqui
Ainda que saia para desbravar a liberdade da prisão de casa
Depois de mastigar com todos os dentes o mau tentador
Digere em meu interior o tempo composto de variadas estradas
Como se a paciência de Jó fizesse crescer as unhas dos dedos
Sarasse o pé para enquadrar mais ângulos e geometrias naturais
Até a hora de cruzar a baía do mar de barca sob a ponte do Gigante
Com créditos para salvar as vidas dos rios que na água sustentam
E alimentar humanos com bananas à luz de velas brancas
Essas linhas expressas são propriamente a prova do domínio
Sobre as coisas que se entendem, se estendem e se findam
Desde o pensamento que sonoro chia até a fala muda sem graça
Pois uma praça bendita é um sítio cercado por polos de muitas raças
Eis que o dote do precoce fundamento independente é protegido
Para sempre, porque gera tudo aquilo que ainda será vigente
Bem como neste solo o nativo chega em paz no sopro do vento sul
Em outras terras o forasteiro entrega a luz que emana seu coração

sexta-feira, 24 de abril de 2015

BRASILIS

Ei morena! Você é brasileira?
Então não me conhece, só pode
O dinheiro acabou. Aparentemente
Eu tenho no bolso uma arma sonora
Que leva ao lixo o mais imundo ser
Isso quer dizer que eu venço sempre
Meu pé manco é móvel porque eu luto
Hey, bons meninos! Eu sou o bem também
Venço por perder aquilo ilusório que observam
Broto de um passo majestoso forte certo
Olho como se um leão domasse o domador
Sumo como o vento que translada pelos trilhos
Falo como fala um belo raro trovador
Pois, sou herança histórica exata agora
Eu sou infinitamente amor

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O EFEITO CONTÍNUO DE UM DESRESPEITO

(...) Certa vez ocorreu uma enorme tempestade na Cidade dos Bispos. Durante as primeiras horas da noite os trovões sonorizavam pelas paredes da casa como se relâmpagos estourassem no teto da sala. Eu tinha que sair de casa para ajudar alguém mas quando chegava no parapeito da varanda do sétimo andar minhas pernas tremiam. Via-me incapaz de salvar alguém. No dia seguinte a tempestade continuava e a floresta que compunha o monte parecia ter apenas uma cor, quando na verdade ela tinha muitos tons de verde. A floresta estava completamente cinza naquela dia. Durante a noite consegui sair de casa para ir a um pátio com luminárias onde várias pessoas se aglomeravam pra agitar o corpo a fim de esquentá-lo. Eu precisava encontrar e salvar alguém. A chuva ainda era forte, a tempestade continuava e estávamos todos molhados. Voltei a casa, cabisbaixo e da mesma forma que cheguei adormeci numa cama vazia. Já não tinha esperanças. Eram as últimas horas da tempestade e ainda senti que ela levaria as batidas do meu coração. Então, na manhã seguinte, cheguei ao parapeito da varanda no sétimo andar e vi o monte verde, um pássaro azul pousou ao meu lado, piou, levantou voo e quando assentei no meio da sala com um livro aberto, muitas crianças me abraçaram. Na verdade eu fui salvo naquele momento. Mas uma nova tempestade começou. Era um choro que perduraria por mais dois anos continuamente a chover dentro e fora de mim.

terça-feira, 21 de abril de 2015

*** KRISHNA ***

Ninguém tem razão completa de tudo. Todos nós achamos que estamos certos. É verdade, não estamos sozinhos no Mundo. Temos que cativar e conquistar pessoas, naturalmente. Quando conhecemos o ar, é o momento que nascemos. Mas todo o ar que respiramos até o fim da vida fica chato. Por isso temos que aproveitar para afirmar expressões fortes. Arriscar dizer um pouco de tudo, inclusive de nós mesmos. Mesmo que seja perigoso dizer sobre as pessoas. Ainda mais dizer sobre as pessoas para outras pessoas. Acabamos por nos contaminar porque entramos numa avalanche. Com definições que nos iludem sermos juízes de comportamentos. Então, eu pergunto: No início você escolheu respirar? Nascer? Para chegar agora e dizer que existe tanta coisa neste Mundo talvez a Gênese de Adão e Eva esteja certa e tenha sentido a vida sem reprodução. Não haveria multiplicações e todos os homens eram um e todas as mulheres uma. Mas lembre-se, não é assim que reza a história, somos todos pró criadores. Tudo que eu sou ou não sou, você também é ou não é, só mudam os corpos. Somos condenados a viver pensando que somos algo e sabemos coisas. Começamos e acabamos todos iguais durante as respirações entre pessoas. Você só não será hipócrita e terá algum mérito se disser ser igual a mim. Caso contrário, se continuar a classificar isso ou aquilo, apontando erros ou acertos sem lembrar-se do passado inicial de tudo e aproveitando a sopa de pensamentos, acabará por morrer e renascer e morrer e renascer e morrer e renascer, assim... Até aprender esta complexa chave do entendimento sobre tudo. A vida é um livro de 100 páginas sendo que 50 páginas são boas e 50 são más. Temos que ter consciência disso, das duas partes. Sabendo que podemos estar de um lado ou de outro deste livro qual é o melhor posicionamento? No meio, pois! No meio do caos existe a tranquilidade, no meio da chuva existe o sol, no meio da noite existe a claridade, no meio do futuro existe o presente. O passado é prova que a tríplice do tempo existe. Acalmem-se, nós iremos continuar a receber palavras boas e más, sabendo que devemos encontrarmos no meio. Ainda não entendemos por completo nós mesmos e por isso, adiantamo-nos a dizer sobre as coisas mastigando histórias provindas dos livros sagrados antigos que conduzem as notas musicais de um cântico ecoado dentro de uma grande Catedral. Você tem que dizer sim! Fazer o caminho ao meu lado juntamente com meu filho (a). Ainda temos vida para refazer a rota ou aproveitar as outras vias que existem no Mapa Mundi. Nós temos que ler a parte das palavras boas do livro da vida. Nós temos uma matéria corporal bonita, porém o espírito deve ser sempre lembrado. Se eu ganhar a sorte eu farei uma estátua enorme, que nenhum rebelde destruirá. Eu decidi isso quando subi uma estrada de terra até chegar num Castelo Branco. Durante o caminho haviam vacas no pasto e eu tocava flauta, cantava silenciosamente o mantra, por isso eu não estava sozinho, eu estava com Krishna! Essa foi uma das maiores maravilhas da minha respiração. Agora me diga coisas suas, mesmo sabendo eu que são as mesmas coisas que as minhas. Dizer faz com que nos conheçamos melhor e com isso respeitamos a Deus, o responsável disso tudo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

POR VER

Bastou pensar no frio para equilibrar o tempo
Para andorinhas sobrevoarem rasante o quadro
Da boa vista sem cortina que atrapalha a renda
Que na mesa faz progresso tanto necessário
Certo dia alguém me diz com fim de sim se não
Mais que ouvir eu cantaria uma parte toda a ela
Este fogo de mil chamas não apaga nem dormente
Acelera a queda da cascata e limpa a alma inteira
Só porque a obra viva investiga e encontra os louros
Pertencente ao mestre do aprendiz que tudo vê

domingo, 19 de abril de 2015

BOÉMIA

É aquela cadeira que pendula num balanço
Que resgata o “pelinha” da turma, o mais novo
Até chama a menina que de longe mira, linda
Com o mesmo olhar que se faz constante a todos
Onde um burburinho alegra alguns bons vícios
Salienta mais os livres de copos vazios contentos
Pois aqui nesta terra tem mais que ouro negro sujo
Esta terra tem beleza vista no sorriso mais seguro
Entre papos que trafegam por travessas e avenidas
Com amigos tão antigos como as pedras da nascença
É que a marca do passo é silêncio e voz constante
Qual um Paço fundado hoje só por estar ali presente
Por isso viva o mormaço que transpira testa e fios
Para agradar o colo de quem queira a brisa do infinito

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A PEDRA E O CORAÇÃO

É tão previsível a declaração de alguém que ama
Quanto a insignificância de quem é insensível
Porque o imprevisível acontece num instante
Não depende de nós mesmos mas sim do destino
Como um terremoto que derruba o mais forte castelo
Ou um beijo em mar aberto capaz de gerar um filho

A RESPOSTA DO REI ILLUMINATI

(...) Ele era simples e responsável. Era dono de uma vida e de milhões. Mas diante do peso unitário confiado escondia-se sob uma capa e debaixo do braço a coroa. Mesmo que as pontas do aro fincassem suas costelas permanecia ocultado, pois precisava aprender o que fazer. Um capataz percebeu um homem em meio ao povo querendo entender porque os homens trabalhavam e as necessidades das vidas a que ele era responsável. Foi então que o capataz empurrou o rei para fora tendo o rei por autoridade lhe revelado as seguintes palavras:

“Tenho eu compaixão de ti por não me conhecer bem aqui. Sua mão que pesa o impedimento da minha perspicácia pesa a minha balança viva sobre tudo que há nesta estada. É por isso que seu posto existe, sei bem eu a descontrolar o que não importa quando pensam para quem trabalham. Pelo contrário, certo é o controle do que pensam sobre para quem trabalham. Tais trabalhos não são menos, nem mais, nem iguais aos meus. Todo trabalho é cabível ao seu executor. O vosso é vida por um rei e o meu é vida por vocês. Assim, todos nós executamos. Toda gente que é empurrada para dentro do funil não entrou por querer, e toda gente que é empurrada para fora do gargalo não faz bem o que deve ser”.

(...) Moral da história: Faça muito bem o que te compete fazer. A saber por dom de autoconhecimento nato ou adequada condução de Superiores. O trabalho do rei iluminado era esclarecer, clarear e com isso ser um condutor superior para a sociedade ao mesmo tempo que executava suas funções, inclusive a de investigar, aprender e procurar fazer bem o que lhe cabia. Remete a ideia de hierarquia de liderança com base na posição de comando de mentes aptas ao cargo de líder e guia de condutas consoantes às formatações de pessoas e espaços. Esta filosofia é a base do intelecto organizado ou por outra via, intelecto iluminado. Sem esse pensamento fundamental não se chega nem mesmo ao pensamento contrário a este ou a outras teorias a esta.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O DIA DO NÃO VOU AGORA

Não vou porque não é a hora, alguém me disse
Porque na rede acordo e na mesa assento a produzir
Não vou porque não digo que irei para a retomada
Porque no chão não devo me encontrar morto no Império
Por coragem e paixão que também existe logo aqui
Não vou porque o barco está fechado com as artes de pesca
E a chave pendurada numa árvore que cresceu ocultando o gancho
Não vou porque o mar atlântico também está aqui no sul do globo
Porque aquários, passarelas e passeantes me seduzem o tempo todo
Não vou porque Brasília empilha as minhas pastas projetistas
Porque a ciência é espontânea independente até de pré-definição
E saudade fortalece minha alma quando lembro da pequena e sua canção
Não vou porque um ano não passou e o ciclo é bem vindo aos amantes
Porque formar-se como sábio é conduzir a união de forma deslumbrante
Não vou agora porque não é a hora e sou eu que digo, continuação

segunda-feira, 13 de abril de 2015

PARA QUEM NÃO QUER

O Rio perto desta serra
O mar tão longe numa ilha
O rio raso de ouro e barro
E o passo livre peregrino
Que bom seria, ó menina
Se desbravássemos a vida
Lado a lado não temeríamos
Porém a porta é esta agora
Não esta fechada, veja bem
Um paredão maciço, um Forte
Onde lá em cima mora a glória
Só que a escalada é feita em fé

domingo, 12 de abril de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... TODO CARNAVAL TEM SEU FIM

(...) Segue “louco”, Dom, com os lábios secos, outrora quentes por pulsar seu sangue até a boca, mas agora é mais frio que o próprio inverno. Feliz ou infeliz tem ele na sola dos seus pés um presente destino amargo e solitário somente um barco atracado no Porto mais distante desse vale. Segue sem olhar para os lados e ultrapassa o exército dos moinhos sem reagir, sem se importar com esses tapas de vento que o maltratam. Talvez porque pensa tanto na desunião e nos fracassos em conquistar Dora. Não irá voltar tão cedo para ela, talvez nunca, talvez. Talvez eu mesmo como narrador dessa história tire férias pois desolador é o vazio de acontecimentos para eu narrar. Com certeza há outros contos com sorrisos e aventuras, mas neste agora a paisagem é árida. Está tudo encaixotado para o sumiço e o desmanche do cenário. Até mesmo Pança emagrece, enquanto Dom Kiss Hot some no horizonte. Porém, como a esperança é uma palavra misteriosa, pode ser que um pingo d´água caia como elixir no chá de Dora Té, como uma fórmula que desperte forte essa mulher de sorte. Mas pode ser também que um pingo de lágrima seja a única coisa que lhe resta, pois lentamente ela perde a areia que escorre da ampulheta para a praia e que as ondas do mar apagam qualquer passo, beijo ou abraço que um dia teve nesta fantástica criação.

CRÔNICA: NOITE DIA E PADARIA *** (ALÁ SARA O MAGO)

Há uma rua do comércio toda feita de calçada portuguesa que me leva até à porta da história do trabalho da iluminação. Sendo início do fim de semana, ali no pátio encontro pendurados filtros dos sonhos e um negrinho tão simpático no sorriso que suas palmas quando batem fazem um som de um milhão. Outros participam como estrelas mais berrantes, outros juvenis luzentes cantam e dançam bem e outros poucos, alopram. Lá pro fim dosom regrado um amigo que desenha e grava a pele das pessoas “para sempre” boa gente que só ele, leva a gente à uma casa de mais gentes boa com uma garagem imensa e luzes alternantes, acreditem, de energia nuclear. Numa mesa junta, duas são, brotam latas e garrafas e açúcares e fumaças, obrigado, eu fazia aquilo mesmo, se lembrarem dos embalos e colagens ao som da caixa digital, o som da flauta em pios, tremores e contínuas maresias que de fato enjoa se a solo permanece sempre. Bem, por isso insistia àquele moço do caiaque que pegasse um tarol ou uma caixa, até mesmo disse que nas feiras lusitanas onde os negros vindos d´áfrica vendem não tão caros troncos de madeira e couro, pois, os djembés, servem muito bem para os luaus e os soleis. Foi então que em meio a um papo entusiasmante eu disse sem maldade: “Se parece com Carlota”. Mas sabida, retrucava ela: “Joaquina era feia”. Como um raio fulminante quis dizer a semelhança não ao físico da Princesa Bourbon, mas à sua posição de queixo alto e imperialista. Pois de fato, fora embora devastando a vista de quem olhava, feliz por não ser feia, mas com o nariz mais empinado ainda. Depois o dia amanheceu. Os que sobraram em pé acompanhavam-se, incluso, ainda chamei para o outro lado da rua onde se tinha de cruzar o trilho. Tive tempo de dar três tapinhas corretivos no capacete de uma “bicicleteira” que como um trem subia em contra mão mais fantasiada que neon, sem buzina e merecedora de rodinhas, aquelas laterais para quem está começando a aprender, quase atropela a minha anca, uai, que isso! Na chegada de um café ou padaria, um café primeiro, outro duplo, pão com queijo e fiambre e uma coca. Coca Cola, não tenham dúvidas. Só que estou matutando uma coisa ainda. Tenho a impressão que o nosso grupo por estarmos tão livres, contentes e consequentes discutíamos às 7 horas da manhã se as pererecas (anfíbios) tinham cabelos?

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A RAÇA DE UM ROSA CRUZ

Levante e suba essa escada determinada
Entrega-me a fronte nesse belo horizonte
Não zarpo se o porto maravilha me abraçar
Creia que a vida é uma novela boa e má
Pés de moleque nos aproximam facilmente
Enquanto o mar nos enferrujará com a distância
Força, coragem, uma vontade só, desate os nós!
Que sorte a sua ter um descobridor ativo e bravo
Destino duro é domar um coração bicho do mato
Mova! O tempo passa, transborda o gosto, reaja!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

COISAS DOS PILARES

Qual o grande último ato depois do primeiro passo
Previsível é ter sentido, literário, visionário e auditivo
Pois no último ato do suspiro algum alguém grava
Antes de um lançamento bem distante ao espaço
Valoroso por coragem é capaz de ser visto ao longe
Esperto por seguir com amarras que não o prendem
Porém confuso se um elo é mais benéfico para o futuro
Ou se os quadros do passado se equiparam ao momento
Então, antes que acabe, arquitetando um novo rumo
Entrega o pensamento num produtivo ócio de existência
Porque aguarda a hora de um recomeço já vivido, visto e dito

terça-feira, 7 de abril de 2015

SE PARTO... É PARA ALI

Adeus verde avenida e tempestades súbitas
Adeus muitas moedas por uma garrafa só
Adeus tempero d´alho de madrugada
Adeus jogos, praças e gente da minha casa
Adeus cheiro de incenso que na mente viaja
Adeus menina manhosa que diz sim e diz não
Adeus aves, frutas, rios, montes e cascatas
Adeus astro fogo que aquece o povo dessa mata
Adeus serras, vales e diversidade de sotaques na fala
Adeus escritas corajosas sobre antiguidades e modernidades
Adeus mapa grandioso onde a decolagem é também minha aterrissagem

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O SILÊNCIO DA VISÃO

Dentre todos os mosaicos e padrões multicoloridos
Você se destaca humana com cor folheada a ouro
Tenho exatamente algumas horas para decidir
Ficar mirando o mar daqui ou voar para ver baleias
Sob as copas desta cidade verde com aromas d´arte
Em extensas avenidas onde corre um fio d´água ao meio
Uma mão está vazia, nem suor, nem lágrimas, nem calor
Noutra mão já cabem muitos planos conjuntos de amor
Tenho que ser breve para ativar o seu bem querer
E ao mesmo tempo longo para explicar-lhe a minha vida
Uma coisa boa dessa história é que o calendário muda
Só não muda a certeza que toda data é histórica

domingo, 5 de abril de 2015

SÉRIE POESIA I

*
ELITES
São fiéis
Mais próximos d´alma
São manifestos de vivaz afeto
Baseados em aceitação d´existir correto
*
LEAIS
Boalis
De fronte ao mar
Que em noites de monstros marinhos
O farol sinaliza as estadas D´Alfa Sinhás reais
*
TRAÇOS
De ficar assim aqui
Constantemente caminhante
No doce canto que revela Iara Sita atuante
Antes que meu tempo recomece logo neste instante
*
MASTER
Terra de berçários, vidas
Terra de templários hospitalários
Terra gigante com forças exuberantes
Terra de diamantes e infinitos rios d´natantes
*

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A RESPOSTA DE KISS HOT AO VELHO DA TORRE

Meu velho observador nessa torre alta. Cruzei desertos, cheguei ao mar, escalei trilhos, achei tesouros, venci moinhos, mas não tenho a aceitação daquela que é a mais bela da minha estada. Por isso não fixo e ando só. Do mesmo jeito que você sabe sobre a variedade de pessoas que existem neste mundo aí de cima vendo a todos, eu sei sobre as mais belas paisagens em andanças que mesmo assim não me fascinam sem alguém que tanto amo para habitar comigo estes lugares. Eu tenho um macete para não cair do cavalo. Quando estou dormente e cambaleio, acabo por escorrer da sela, mas abaixo do ventre da besta, tem uma rede que me embala o sono quando não ajo. Por não querer desonras, resolvi pousar a lança e assumir ser simples homem, pois estando atônico talvez meu punho não espete o peixe nos rios ou as maçãs nas árvores. Por sorte, as águias que pescam, deixam cair as presas durante o voo bem diante de mim e as maçãs que caem maduras não arrebentam e rolam até meus pés. A maior dificuldade que enfrento é o desejo. Desejo continuar vivo em meus descendentes e isso não é nada radical, é apenas natural. Também não é brando, porque de certa forma eu preciso de um ventre certo. Contudo certo pode ser qualquer ventre, até o de quem não amo. Mas isso de fato não corresponde na íntegra quem somente quero. E sobre as teorias da vida que me diz serem esforços para a concretização de sonhos, aí então começo a sentir a brisa já no fim das suas linhas para mim. Eu tenho forças para seguir sumindo assim, mas, tenho um sonho maior que me faça voltar, porque ela está aí.

terça-feira, 31 de março de 2015

A CARTA DO VELHO DA TORRE PARA KISS HOT

Lembre-se que estamos todos juntos a crescer neste cenário
A exemplo de muitos seres vivos veja as aparentes estáticas plantas
Há quem consiga romper o solo e ergue-se rumo ao céu como elas
Outros desconectam deste solo e chegam mesmo a outro planeta
Isso foi só um arremate filosófico sobre a diversidade de pessoas
Estar enterrado vivo compara-se à desonra e isso é pior que a morte
Então, encontre agora a brisa que atina a sua vontade de voltar logo
Qualquer dificuldade momentânea é menor que a que já passamos
Ser franco é realmente ser radical, mas também pode ser brando
Se bem que algumas coisas não correspondem na íntegra aos atos mundanos
As teorias das nossas vidas não são nada parecidas com saudades ou abandonos
As teorias das nossas vidas resumem a esforços para a concretização de sonhos

QUARESMA D´ÁFRICA

Preto, velho, cachimba a fumaça
Olha pra cima a pedreira e já basta
Que o desassossego se finde na machada
Poça, d´água, rasa, no fundo vê a alma
Guarda essa casa com paz das palavras
E com instrumentos de guerra gerais

segunda-feira, 30 de março de 2015

DE UM DIA ESCURO PARA UM AMANHÃ LUMINOSO

Essas gotas de chuva parecem cair lentamente do céu
Ainda paira um cheiro que lembra o passado bondoso
As charretes dos cavalos sonorizam ferro, casco e pedra
Talvez tenha paciência de esperar o fim das horas certas
Pra rumar novamente sem medo ao meu posto desbravador
Que oscila contínuo em meio às brumas do atlântico norte
Lá as pontes prolongam pois imergem num mar de abundância
As lagoas têm as cores dos olhos da lenda romântica exemplar
Na montanha mais alta se põe relutante o sol rei que descansa
E na linha do horizonte cresce e míngua a nova e a cheia no luar

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... “Eu vi um coração perdido ali”

(...) Ele ainda não apareceu. Dom Kiss Hot vaga. Seu combustível é uma presença. Ele inexiste sem sua cara metade. Mas não morre. E não digo que seja Santo Pança. Este é seu fiel amigo e escudeiro. Digo sobre Dora Té, que ele tanto ama. Um frade veio correndo desesperado ter com Pança.

Frade: - Pança, eu vi um coração perdido ali, é de Dom Kiss Hot?

Pança: - O coração de Dom Kiss Hot não se perde dele, Frade. Talvez seja de Dora, que o ignora e não lança qualquer sopro ao ar que o faça voltar.

sábado, 28 de março de 2015

INTER PRÉ ESTA PRÓ

De um texto genial
Que de dia
Veste e calça
Ao sair e andar
Para falar e falar
E de noite volta
À sala de estar
Para comer e beber
E pensar no que ganhar
Um cenário amplo
Uma vida boa
Uma ausência má

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... VIAJOU NA BATATINHA

(...) Dora Té resolveu sair de casa. Colocou um vestido simples e pela estrada todo mundo lhe perguntava: “Dora, onde está Kiss Hot?” E Dora Té respondia: “Viajou”. Mais a frente lhe perguntavam: “Dora, onde está Kiss Hot?” E Dora Té respondia: “Viajou”. Isso se repetiu dezenas de vezes até o fim da tarde quando ela voltava para casa. Sozinha na cozinha Dora Té bebia chá e comendo umas batatas, alto pensava... “Dom Kiss Hot, viajara”.

sexta-feira, 27 de março de 2015

OFF ROAD

Existem mensagens únicas
Próprias, diretas e específicas
Isto pode ser uma dádiva
Uma importância personalizada
Há mensagens que são rápidas
Que são boas ou amargas
Que te embarcam em navios
Ou te jogam pra fora da estrada
As cartas precisam ser elaboradas
E com isso treinamos a comunicação
Numa fração a leitura muda o rosto
Deixa à vista a boca com perguntas novas
Deixa o corpo mais preparado ao não

QUADRAS DO MARACA

Matei o queijo
E o arroz doce
Canela e cravo cheiram
O óleo e o sal na rapa

O mapa agrada
Eu digo aqui
O mar não para
Não sai dali

Num dia rio
São muitos rios
Eu amo o Rio
Maior aquário

Por fim eu fico
Uma hora parto
Só sei que vibro
Não sei se agrado

O TEMPO NÃO SE FOI

Lembro a tempos quando via o sol nascer já desperto
Apaixonar-me pelos sonhos chegando a noite tão rápido
Que fascinado ficava pensando como navegavam olhando as estrelas
Num tempo onde meus músculos treinavam o lance das biloscas
Os pés nem imaginavam caminhar pelo horizonte extenso
Pois subia as árvores até esconder-me por horas em meio aos ninhos
Hoje o tempo me atrasa só porque é maior que minhas pernas
Meio mundo me espera pois a metade que me cabe não me tomam
Nem os sonhos, nem as árvores, nem os pés, nem as mãos
Porque o tempo nos engana, ele vai, mas não passa

quinta-feira, 26 de março de 2015

RAIZ SEM CHÃO

Esqueça os textos
Ninguém os lê inteiro
Procure um anfiteatro
Espreite o espetáculo
Desmanche a despedida
Acorde com os pássaros
Caminhe no raiar do dia
Combine um novo encontro
Medite nos mantras santos
Invente um desejo novo
Pendure os desenhos todos
Traga no peito o norte
E leve consigo o sul

quarta-feira, 25 de março de 2015

O VELHO DA TORRE, O APRENDIZ E O COXO

O velho da torre era sempre incisivo. Aprendia-se tudo com ele. Feliz o aprendiz. Ele havia lhe dito que poderia escolher sentar-se sob uma macieira e sentir o cheiro dos prados ou tomar as rédeas do país e mudar o rumo da história. Era como optar em dormir durante o dia ou durante a noite. Foi então que um coxo que vinha toda semana receber os tratamentos do velho da torre ouvindo a conversa, perguntou: “O que se faz durante a noite acordado sendo que é durante o dia que as coisas funcionam?” O aprendiz já imaginava que seria uma resposta daquelas vinda do velho da torre e sentou-se na cadeira da sala frente a mesa com um lápis na mão e na cabeça as ideias da revolução. O velho da torre disse assim ao coxo: “O tratamento que lhe faço na verdade é de mentira. Os remédios que lhe dou são apenas água e sal. Quem lhe trata é você mesmo ao subir as escadas dessa torre crente que sou eu que lhe curo. A importância de estar ativo à noite é equiparada a estar ativo durante o dia. Bendizer os padeiros. É possível sentir o cheiro dos prados a qualquer hora, tal como a revolução. Se eu fosse até você para levar remédios verdadeiros eu não seria o velho da torre e você não seria um coxo ativo.” O aprendiz escreveu, o coxo mancou e o velho sorriu.

terça-feira, 24 de março de 2015

EXTREMA MENTE

Olho para o céu e vejo andorinhas de manhã bem cedo
Neste mesmo céu quadrado que a tarde voam garças brancas
Cruzam ainda pares de maritacas verdes aos “gritos” altos
Da escada do quintal vejo a tartaruga e sinto o cheiro de café
No cimento poças não secam facilmente quando o sol emburra
Numa chuva de pensares não esqueço nunca a bela dama perto
Tenho azar em espantar quem poderia me aceitar como companhia
Só por causa de uma natureza aberta, bruta e ariana nata
Que revela quanta coisa boa poderia acontecer hoje e já
É por isso que como os pássaros voo longe para ver o mar
Talvez veja naquelas ondas a beleza da rainha Iemanjá
Isto sim é fantasia sustentada em paixão mundana consciente
Porque o mundo é feito de mistérios tão difíceis de explicar

domingo, 22 de março de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA, em... PANÇA ALERTA DORA

(...) Dora Té era muito misteriosa. Poucos se aproximavam dela tentando alguma conversa. Só mesmo Kiss Hot pra gostar daquela figura. E só mesmo aquela figura para mexer com Kiss Hot. Santo Pança por sua vez, ao ver o dramático espetáculo de fora sentia que a história acabaria sem graça se Dora e Dom não se encontrassem novamente. E Pança era casto o suficiente para dedicar-se como escudeiro de seu amigo, ele se satisfazia em acompanhar Kiss Hot. Só que este ainda desertor do cenário, vagava, fazendo vazia, monótona e em tom de despedida essa história. Então, Santo Pança, respirou fundo, puxou a calça pra cima e andou com firmeza em direção à Dora para lhe dizer...

SANTO PANÇA: - Ei, mulher! Você não vê essa ampulheta esvaindo tempo? Desaparecendo grãos de areia? Perdendo dias e noites em silêncio você está como uma pedra que não move. Louca! Em todos os reinos para além dessas planícies até para além do mar salgado, não há ninguém como Dom Kiss Hot. Este que te deseja só pode ser também um louco, Dom Kiss Hot, troca sua vida gloriosa para abrir seu coração diante do pior inimigo, um moinho de vento que é a solidão que você lhe proporciona. Triste você, que perde a chance de lado a lado com ele cruzar terras, céu e mares, procriar e enriquecer com as mais magníficas aventuras cheias de tesouros a descobrir. Porque se Dom sozinho vive, ao seu lado, nós seremos imortais.

(...) Dora Té ouviu Pança mas aquela dura não surtiu grande efeito. Nem mesmo uma resposta. Isso porque Dora Té é uma mulher misteriosa. Talvez ela tenha algum plano, não sabemos. As mulheres têm poderes a mais e confiança a menos.

O TEOR DO QUINTO IMPÉRIO

Qualidade de vida
É estar num espaço eterno
Onde constam teorias
Das mais hábeis práticas
Como um exército novo e imaculado
Que na fronteira do Estado se posiciona
Tem de um lado o centro controlado
E na linha do horizonte o forte é protegido
Onde os partidos se conjugam em uma só corte
E a música é livre como a transpiração do corpo
Não existem loucos, pois, reais atores os salvam das maldades
Como as badaladas expressões previstas nas árvores desta Cidade

sábado, 21 de março de 2015

CRÔNICA: BEM TE VI

Chegara pela avenida por outra ponta
Havia descido um morro antes
Com os primeiros pingos da chuva aliás
Abriguei sob as copas depois do Colégio
Corri para o pé da subida da Igreja
E no primeiro copo de filosofia
Segui como sempre para outras bandas
Até que em uma porta aberta ao meio da avenida
Sorri porque me sorriam imagens
Depois porque ali vi meu álibi
Da pisada no cão, sem maldade
Por destreza, causa exata, minha
Uma certa majestade contente
Só que outra porta mais a frente estava fechada
Com a melhor definição de convite sem sentido
Pois, isso é como chamar e não ser respondido
Ou outra clássica: “Ir para onde não tem nada”
Metáforas são cartilhas rápidas de aprender
Portas abertas cativam mais que elos de cadeado
Vocês precisam ouvir um negro erê de nome Milton Nascimento
Ele diz no canto: “Todo artista tem de ir aonde o povo está”

sexta-feira, 20 de março de 2015

GRANDE QUADRA CELESTE

A Lua que a frente da Terra está no meio vela o anel do astro rei
E a Terra que no romance atômico de um beijo ganho se escondeu
Do Sol que a pele branca doura e a morena torra como amendoim
No Outono que o vento traz o cheiro das folhas velhas pra mim

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dom Kiss Hot e Santo Pança em... SÓ O NARRADOR

Dom Kiss Hot não trotava mais. Havia descido do cavalo dias atrás. Passou por um oásis vazio e resolveu deixar a besta solta por lá. Mesmo que sem água algumas sombras de árvores deveriam refrescar. Seguiu como bom cavaleiro andante. Acabou por ver uma espada toda retorcida. Mas não parou. Também viu cinzas de papéis que outrora foram pintados com cores. Ladeou alguns castelos em ruínas. E não parou. Pisou em ossos de leões de antigamente e não encontrou sequer uma flor por onde passou. Depois de andar bastante tempo para frente sem qualquer noção de onde vinha o sol e para onde a lua ia, deparou-se com um rio cristalino. Foi então que teve uma brilhante ideia. Começou a desviar o rio para o rumo de onde vinha. A água que vazou para os campos fez crescer flores lindas. Das ossadas dos leões que pisara juntou-os na mão e peneirou na poça d’água até encontrar um dente canino de felino. Do barro que a água misturada fazia-se à terra fez novos blocos rijos que pilhados comporiam aqueles castelos onde faltariam apenas telhas. Mas isso as palmeiras do oásis agora rico pelo desvio produziria vigas para as pontes que ligassem o sobressalto das paredes. E aquele dente de leão que guardara no bolso foi a peça que afiaria aquela espada que agora esticada retrocedia extensa para compor a companhia de armas junto da sua lança que pousada estava sobre o cavalo que deixara onde novamente o montara naquela sombra onde deixou. Só que Dom não voltou para Dora Té. Ela ainda não o chamara. Havia ido até o rio cristalino sem nada para poder voltar com a ideia de continuar. Agora ele galopa para outro rumo que nem eu sei onde será.

Dom Kiss Hot e Santo Pança em... REALÍSTICO ALUSIVA ILUSÃO

(...) O futuro é uma coisa que no tempo passado já existia, só que não sabíamos.

Pensativo, Pança imaginava onde poderia estar Kiss Hot numa hora dessas. Ao lado dele, muda estava Dora Té bebendo chá enquanto pensava. Até que deixou escapar um se...

Dora Té: - Se eu tivesse corrido antes que ele partisse e dissesse algo menos que o amava...

Santo Pança completou quase em lágrimas: - ...Dom Kiss Hot trocaria nove ilhas do atlântico pelo Rio, ele ficava

(...) E eu, como narrador desta história, completaria:

Garanto que ele ficaria sim
Mesmo que menor que amor
Qualquer manifesto sincero
Valesse presença ativa de união
Sem perder o norte tão forte
Impulsionando o sul tão jovem
Lado a lado com a vida da Dama
Que mais vidas produzissem juntos
Para no ocidente crescente poderem
Apaziguar o oriente poente da destruição

quarta-feira, 18 de março de 2015

CRUZ E ESPADA

Vivo constantemente triste em partir
Versus a feliz liberdade em chegar
Se ainda tivesse uma razão para ficar
Seja uma raiz amorosa ou harmonias
Que me fizessem dormir, largaria o mar
Contentava com as ondas das montanhas
Embrenhava num ofício monótono
Que me daria autonomia de pagar
E estando na matriz viveria em companhia
Construindo a base que assemelha à minha
Porém, como um “Samara Brâmane” (espirituoso)
Não apego a nada nem ninguém, sem querer
Mesmo que me esforce e convide por querer
E procure acumular bens como panos e sons
Estas coisas desvanecem e somem num piscar
Triste por partir porque é como a morte que desfaz
Feliz por chegar porque é como renascer ou acordar
Nesta estrada da vida que não se vê o fim
Porque ao mesmo tempo surgem vias de acesso
Que me conduzem cheio de um bem simples que é ser
Sem alguém ao lado ainda, que me faça melhor todo dia
Quando a vida oscila de propósito para a calmaria impor ser maior ainda

terça-feira, 17 de março de 2015

CRÔNICA: LÁ VAI CHUMBO GROSSO

Um bando de hipócritas pseudo políticos partidários
Ignorantes, acreditam que a suástica representa somente o nazismo
Outros brincam com patologias psicológicas
Zombam de defeitos físicos
Desafiam para encontrar a cor? Está no sangue, ora essa!
Ouve-se a frase: “Pouco importa”
Não filtram o teor nem a essência das palavras
Enquanto se importam com “likes” diários
É claro que é direito o manifesto
Não está em causa poder fazê-lo
Isto já foi resolvido noutra época. É quase uma “cera” democrática
O fato é que manifestos acorrem quando há malefícios ao povo
Quando cheguei na estação estava cansado e barbudo
Um moleque que comia biscoito “chulézinho” sentou ao meu lado
Ele me pediu para baixar os preços das coisas
De certa forma foi um manifesto. O que me senti culpado
Ainda tive tempo de lhe contar histórias de além-mar
Hoje, eu penso na razão que aquele menino tinha
Penso ainda se ele bebe, toma banho, brinca, come e estuda

segunda-feira, 16 de março de 2015

ESTE É O CLUBE SOCIAL DE CATAGUASES

O último ato antes da maresia
Como um movimento próprio
Por escutar os ecos das audições
Imaginando as festas de outrora
A fim de salvar a arte modernista
Para a exposição é preciso arrumar o chão
Subir escadas, levar quem não anda ao colo
Admirar as curvas dos salões envidraçados
Dar vida ao pássaro que sobrevoa o cinema
E olhar do terceiro andar no parapeito a praça

http://expocoresabstrato.blogspot.com.br/

MAGNÍFICO DESEJÁVEL

Conheço Portugal bem na palma da minha mão
Mas estou aqui em Vera Cruz de Portugal
Tenho duas cartas tão importantes que mudariam a história
Nesta pirâmide como Babel que cresce derrubando pau Brasil
Falo do Clero e das Forças Armadas como soluções
Costumo dizer que são a Pena e a Espada
Vocês esperam mesmo Dom Sebastião?
Ora, façamos um!
Sem efeitos especiais para não desconcentrar
Quem o criaria? O Clero e a Armada, juntos
Porque no que resta desta faixa piramidal
Um foge da maldade, eis o Clero
Outra combate a maldade, eis a Armada
Logo, ambas são os melhores para definir “quem”
A outra carta também envolve o Clero e a Armada
Mas quem? Queremos saber, quem?
Calma, vejam bem
O terceiro segredo de Fátima
Seria hora de dizer que o terceiro segredo de Fátima é...
Pois! Revelar Dom Sebá, já!
Onde toma as rédeas do poder sobre o território
Na suprema totalidade provinda da divina e forte providência
Com o Clero a confirmar os dotes
E a Armada a proteger os dotes
Será um peso enorme para quem carregar
Quem? Eu? Com o Clero e a Armada...
De acordo
Digam ao PAPA, ele também é um revolucionário
Digam a todos os irmãos Lusos
Quando refiro ao Quinto Império
Vejo mais da metade do Mapa Mundi num Todo
Desejável e magnífico para todos
***
*****

domingo, 15 de março de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... ELE TE PROCUROU

(...) Santo Pança vai correndo dizer à Dora Té o que ela deixou escapar...

Santo Pança diz:
“Ele preparava um jardim imenso para que as crianças brincassem enquanto vocês caminhassem. Tinha ido de encontro à rainha do mar para poder pedi-la a última pérola do seu colar. Em todo pensamento que ele tinha durante as guerras, me revelou ele, era a sua imagem que ele lembrava dando-lhe ânimo para as vitórias. Eu mesmo o vi escapar ileso de arremessos e ataques vindos do exército malicioso. Certo dia ele também me disse que a levaria para outra terra ou trocaria o castelo para morar dentro de um moinho de vento se você assim quisesse. Mas como um ciclone, Dora Té, você soprou no ouvido do Dom a pior incerteza da união. E agora, neste instante, ele monta o seu cavalo para ir nem sei para onde, por sentir que seus esforços fracassaram. Ele te procurou tantas vezes, em vão”

Dora Té: - Mas ele não é um cavaleiro andante?

Santo Pança: - Sim. Ele também é. Suas últimas palavras foram sobre isso.

Dom Kiss Hot disse a Santo Pança o seguinte:
“Vou a cavalo para poder fugir bem rápido desta triste sensação
Mas a cavalo estando, volto, logo quando a Dora Té reanimar meu coração”

sábado, 14 de março de 2015

ATÉ O FIM

A máquina é velha
Derrama por sobre a mesa
Só possui uma preocupação essencial
A substância que a move
Sem saber se para frente ou para trás
As mulheres têm medo do meu rosto
Este não é o primeiro desgosto
Nem tenho pena do meu destino
Alguém que gosta da terra
Enquanto o navio vara o horizonte
O olhar permanece constante antes que suma
Mesmo que não veja por décadas
Estará sempre à espera da bela que o rejeitou

sexta-feira, 13 de março de 2015

.T. EMPÓRIAUM .T. ALL

Ponte que de pedra liga
Pronta seda exuberante
No espaço consta o uno
Vasto como a existência
Plenitude reina em ser
Máximo, abstrato, móvel
Pertencente a este solo
D´ouro e bruta riqueza
Extenso, como letras
E campos onde as realezas
Vivem de fato estadas
Espaços, quadros, congelados
Esquadrinhado e coloridos
Juntamente com a aurora
Que ilumine o novo
Certo, oriente
Este Rosa Cruz
SANTIAGO

A PEÇA DOS TEATROS

Diálogo entre Pança e Kiss Hot: 
*
Dom Kiss Hot seria o que argumenta
E Pança numa bela atuação o que afirma
Dom Kiss Hot lança o tempo
Santo Pança segue louco rei
Onde Pança é mestre por responder
E Dom Kiss Hot como peça peca por esperar
Mas a Dora Té na plateia sabe
Deste membro que age pleno
Só por ela e também por todos
Ri, ao devorar o todo, sobre todos
O QUINTO IMPÉRIO

quinta-feira, 12 de março de 2015

REVERÊNCIA

Levantei-me mais uma vez no meio da madrugada
Espiando a greta da porta corrente modernista espelhada
Para ver se a chuva outra vez viera e se o cavalo pastava na praça
Com sorte, na proximidade de acertar em cheio a Quina do brasão
Quando três pontos já me bastam para Imperar por décadas
Sendo que assento numa cadeira em meio à mata atlântica
Onde os raios dos relâmpagos dos trovões mudos estão
Aguardando a hora certa de a consorte dar-me a sua mão
Contentando-me por poder ser o braço de cartas que rodam o Mundo
Sem qualquer efeito imediato, mas resguardado do vulcão em erupção

terça-feira, 10 de março de 2015

MEIA VOLTA, VOLVER!

PARA ONDE ENVIAMOS ESTA CORRESPONDÊNCIA?
E QUANTOS DIAS PARA CHEGAR?

A revolução precisa ser escrita hoje
Para que haja menos barulho em vão
Ela precisa ser lida, entendida e em seguida
Deve rezar no seu decorrer a modificação
A revolução precisa ser mais bem discutida
É preciso de escudos e as armas da justiça
É preciso amor pela glorificação da nação
Ela já foi gritada pelo Clero com expressão
Agora, providencie um dia para a Companhia
Limpar por completo o Palácio da indignação
E recomeçar a história com o peso da união

PONTAPÉ NO OLHO DE CAMÕES

Dada a largada, até o mar chega aqui
Mas nem um sinal de ti que um dia vi ali
Mesmo que a luneta a terra aviste
Se a barreira invisível for só medo
Melhor, que a negação por não querer
Abafado, sinto falta do frescor de longe
Nem sei quando o vapor sairá pela boca
Só sei que enquanto isso conquisto o aquário
Antes de expor mais um relicário extraordinário
Num quarto que só é vazio por vazar tanto amor

domingo, 8 de março de 2015

ROMANCE COM A TERRA PARA SITA

***
É aquilo que se vive agora
Nas passadas abstratas da vida
De um encontro como milhares
Pois a chuva que abençoa é nossa
Toda prosa tem uma máxima de amor
Nós, viventes estamos no Estado das ações
Quem vive, cria e participa da criação, lógica!
Fala, com exímia tônica
Bebe de uma fonte limpa
E ainda, sempre e próprio
Extasiado de atmosfera
***

sexta-feira, 6 de março de 2015

WAITING...

A vida é uma sequência ora fácil, ora difícil
Comparamos a vida a uma roda gigante
Ou a uma estrada plana ou acidentada
Nós estamos no meio disso tudo pois estamos vivos
Depois das fotos de Santiago serão as fotos da Dinamarca
Tenho planos para cobrir paredes inteiras com mosaicos
Penso mais em estar presente e produtivo com artifícios
Sou tranquilo porque consulados e embaixadas me entendem
Adiantei ideias mirabolantes e com certeza irão se alegrar
Aguardo respostas de um comitê e de um selecionador
E também procuro a companheira porque livre estou
Tudo indica que irei zarpar contigo dentro do meu coração
E pode acreditar que te chamarei mais vezes e te darei a mão

RESENHA

Vou te revelando meus passos até chegar
No mapa astral consta sempre ontem e hoje
O amanhã nunca é revelado, mas está lá
A língua portuguesa tem intimidade com os verbos
Uma mania de criar palavras e com isso expandir
E explicar o conceito de uma coisa com um Festival
Que é a reunião ativa e simultânea de variados ofícios
Por exemplo 10 bandas musicais e outros atos mais
Porque a moeda que o trem pisou tem a marca do ouro
Enquanto as ondas na praia ressacam os agitos do mar
A lua cheia e o sol no espaço distante tinge os fios de Iaiá

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA?

Lá eu já sei o que há, pois, eu sou o próprio
Lá eu comungo de domingo a domingo (pão e vinho)
Aqui, exatamente aqui, eu vivo e não gasto vidas
Eu diria no plural que aqui há mulheres lindas
Florestas ricas, nascentes protegidas, casarios de amigos
Até ficaria, se o singular da feminina me prendesse
E se as manchas florestais fossem somente de espécies
Os rios pelo menos no início fossem bebíveis e comíveis
Se os “irmãos” fossem mais amigos, digo, todos fossem amigos
Acontece que aqui não vale ser extenso, pois preguiçam
Não se descansa no meio da subida da escada, pois competem
E conceito de trabalho está intocavelmente definido
Isso me deixa pensativo o que me torna um trabalhador prodígio
Tudo por causa da síndrome dos status que atropelam o progresso
Mesmo assim, não me vou embora pra Pasárgada agora
Ainda falta um sono mais no degrau que leva à cama que ganhei
Ainda falta algumas obras, mais que estêncil a cores, nas paredes por aí
Ainda falta um beijo doce que me deixe leve para carregá-la ao mar
E pios dos pássaros, histerias nas praças, shows ao vivo, ver jogo, falta a taça...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O CAVALEIRO E O PEREGRINO

Eles são quase espelho um do outro
Um é mais velho o outro é mais novo
Uma das diferenças é que a cadeira de um se ajusta
A cadeira do outro está fixa enquanto ele se move
O mais velho tem moedas novas
O mais novo tem moedas velhas
O mais novo conduziu o mais velho no ombro
O mais velho enviou o mais novo para longe
Ambos são críticos da atual situação desmilinguida da arte
Enquanto o cavaleiro compara palavras ao ar
O peregrino compara os símbolos a bibliotecas
Por isso se encontram para resgatarem o passado majestoso
Eles são fortes quando afunilam os desenhos do presente
Dentro de casarões com fantasmas pacíficos de cores
Um é cavaleiro, cavalga, levanta cruzeiros, ensina, é nobre
Outro é peregrino, caminha, navega, aprende mesmo descalço

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CASTELO DE AREIA

Pode ficar com o arroz e o feijão
São leões que vivem só de carne
Depois de salvo essas engordas são stocks
Para outras próximas e breves despedidas
Quando acordo, tenho calor de cozer o pão
Distante, pulsa meu sangue em outro coração
Atente-se a hora do seu trabalho nobre
Pratique a base do seu diploma diário
Cuide muito bem do que há sob suas asas
Mas cuidado com o escape dos palavrões
Principalmente os CRIMES dessa juventude
Que nem defesa terá quando a fachada ruir
Porque quando seus lábios branqueiam de medo
É sinal que meus pelos arrepiam e os espectadores calam
Só de olhar vai embora porque teme a humildade
Então toda imagem sorridente perde a cor revelada
Este é o fracasso da passiva infelicidade de quem sabe

sábado, 21 de fevereiro de 2015

CAPE COLD CARNAL

Depois daquelas serras, o mar
Além daquele mar, a mesma terra
Todo valor do sal tem todo calor do sol
Correntes aquáticas do oceano atlântico
Deleitam nas ondas da rosa dos ventos

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

MERGULHÃO

Uma rede sem fios
Campesinos escaldados
Muitos peixes no fundo
Pescam e voam os do topo
*
A estrada tem serras
E no céu água acumulada
Meu navio não navega
Óh Dona da âncora, impeça!
*
Mas o calendário comanda a ordem
Qual o fogo do pirão na panela grande
Cada dia que passa, mais perto do cetro
Só por causa do tremular das bandeiras
*
Estas quadras do Império
Faz mistérios revelados
Tem o calor de um abraço
E as areias da Fundação

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

PACIÊNCIA DE JÔ

O esforço simples por ser ato tem de fato um sentido lógico
A caminhada
Mesmo que o calçado descolado testa o passo agora
E em meio enluarado por um brilho doce eterno como o efeito do éter
Permanece essa trajetória valorosa qual a vossas vidas comparadas às estradas

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

REINO QUINTO

Eu tenho um quadro negro extensivo ao alto
Que situa bem acima e além do meu olhar distante
Hoje à noite bem no canto uma estrela me guiava
Ontem a mesma estrela no centro móvel estava
Esse é o quadro que ao longe pinta o tempo mutável
É por isso que me esqueço dos adornos do meu corpo
Pois se quero um quadro novo logo o tenho de imediato
Fecho os olhos num instante e no escuro encontro a alma
Com salpicos luminosos que preenchem todo o quadro
Qual estrelas que me guiam só com luzes sem seus núcleos
E com isso ganho o Mundo no estalo escondido num segundo
Que passou sem ser notado mas gravado está no céu eterno

CARNAVAL

Sempre tem gente
Que foge da gente
Que abraça a gente
Tem sons que imitam
O batuque do samba
Tem copos cheios
Com cheiros de cana
Tem máscaras claras
E máscaras escuras
Mas falta uma coisa
É o fogo da providência
Como o de São João
Onde beldades se doam
Entregam seus passos
Sobre o Paço que impera
Sedentas por êxtases
Dos sonhos lembrados
Expõem-se ao tempo
Sem perder o amanhã
É tempo da gente se ver
E ter essa chama da vida
Esqueça o brilho do aro
Concentre no desejo intocável
Que só é para quem não crer

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

OUTRA VEZ E OUTRA VEZ

Redação é o ato de escrever como bem reza o dicionário
Eu digo que é uma forma de revelar paisagens e personagens
Porque as formas e as sensações são expressas em gravações
Mesmo para quem não vê com dedos toque o braile e leia
Mesmo sem as mãos consiga redigir com superação inversa
Mesmo quem não vê, escreve, por interna intuição misteriosa
É uma ação primordial, essencial, ainda em evolução
Está muito longe da extinção por falta de executores
Pois até pegadas podem ser uma edição de trajetória
Textos podem ser simples ou complexos entendimentos
Curtos ou longos, entre outras dualidades e extremos
Realismo ou ficção, entre outras categorias e estilos
Porém a reedição significa algo mais para alguém específico
É a tentativa de resgate da emoção consequente da leitura
Sobre o que continua sempre acesso no coração do escritor

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

MESTRE E APRENDIZ

- Você viu o jornal. Só pode. Porque está aí agora quieto, pensando baixo.
- Sim, mas antes vi o jogo. Depois fiz um esboço. E só depois vi o jornal.
- Qual?
- O da TV.
- O que passou?
- Gols, mapas, pontes quebradas, água jorrando, petróleo escondido e outras séries de coisas.
- Ouvi dizer que os estudantes mais viajam do que estudam. É verdade?
- É assim: Quem vai daqui para Europa, por exemplo, ainda encontra algumas fronteiras abertas, então conjugam as mensalidades bonificadas ao calendário maleável. Os meios de transportes são relativamente baratos. Uma maquininha para atualizar o status e já está! Ó, uma beleza para agradar o índice do gráfico das capacitações no exterior. Mas não fica por aqui essa fama. Quem é de lá também faz o mesmo.
- Hum... Por que não vai para a praia então!?
- Sim, eu vou.
- Quando lá chegar faça o que lhe digo. Vá até ao spray (espuma) das ondas, pegue 10 conchas ou pedrinhas, respire fundo e lance uma por uma o mais longe que puder em direção ao mar. Veja bem se não tem alguém à frente, heim! Isto servirá para tirar o peso que você carrega.
- E depois posso pular do alto da pedra para dentro do mar?
- Sim, mas como você estará bem leve, cuidado para não voar.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

PRODUÇÃO DE TEXTO

Movimento Verde
Tragam-me papéis para a Revista
E tintas, pois há páginas ilustradas
Chegará a todos os países

“A OLIVEIRA DO MAGO
SE ESTÉRIL DESCRENTE
SE AZEITONAS CRENTE”

Título: FRAGMENTO (Isto não é um diário)

A noite passada conversei com um amigo de infância que esteve em outro espaço durante 7 dias. Alguns poderiam pensar que morou na casa da morte mas ele estava mesmo em coma. Eu fazia parte do círculo de orações para emanar energias que chegassem ao local onde ele estava com intuito de salvá-lo. O que deu certo, creio que porque assim Deus quis ou porque os Hospitalários o remediaram para voltar para este espaço. Depois não choveu sobre as pessoas que pagavam o que gastavam. Eu somente consumia, tudo, desde a euforia dos que me desejavam bem ou mal como a contenção dos que nem bem nem mal me faziam. Fui até a ponte mas a cancela estava fechada. Bem que eu podia passar por cima ou por baixo, mas teria o risco de cair dentro d`água. Então voltei para casa e dormi. Ou não dormi? O certo é que despertei com a certeza que tinha uma chance para refazer uma parte do passado. Podia optar em voltar à época de busca por uma amante, isto é, eu precisava experimentar para saber qual era “A”. Ou podia voltar ao momento em que não podia deixar cair aquela torre que eu e minha filha construíamos na sala das cores. Notei que minha mochila, velha de guerra, já estava arrumada no canto do quarto e eu com os olhos cheios de água já sentia saudades dos meus entes sanguíneos. Então, de frente para a praça abri a porta da casa modernista ao correr a porta envidraçada para ver se o cavalo branco pastava na grama onde se encontra um busto. E quando fui dar um passo adiante para monta-lo vi que estava descalço e sem casaco. Mesmo que o destino fosse a linha do Equador não sobreviveria aos percalços até à estação do salto. Seria um índio? Louco? Ou nu? Por fim eu voltei para dentro, abri a gaiola dos pássaros, furei o aquário dos peixes, empurrei a janela dos fundos e ali no quintal, na minha frente, encontrei o presente. De dia é o palco do treino da vida e de noite é o campo de estrelas cadentes. 

(...)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

THIS IS A SONG

Tenho 15 folhas das árvores d`loureiros verdes
Equivalem à entrada do festejo cotidiano
E um quadro em mesa transparente já pronto
Mais, a desconexão dos instrumentos guardados
E a quebra dos argumentos que impedem as tentativas
Na verdade tenho mais que 15 folhas das árvores
Tenho um Paço tão luminoso quanto o sol
Que se vê ao meio dia o céu se contentar com uma cor
Despojado sobre ouro líquido que alucina
Dentro de uma mata que muita vida abunda
Onde entra quem reconhece o dote dos sábios
Pois sabedor da diferença de silêncio e palavras
É pretexto que musica a língua do Dom que age
Assim passeiam os que respiram liberdade
Tendo consigo autoconhecimento, tem mais tempo
Carrega tranquilo e ileso a chave que livra do apego
Mesmo que a terra trema e o ar sucumba
Mesmo que a água inunde e o fogo emerja
Fica sempre à vista, seja uma ruína com paredes sem tetos
Que em conjunto do tempo e da Bela se faz o aconchego à prole
Seja em cantos do espaço e nas quinas do terreno
Sempre em meio, arrebatado, cheio, de intenso sabor da existência

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DECLARAÇÃO

Quando assento e sinto o vento
Vejo um quadro com uma estrada
Essa estrada está murada, tanto em pedra como em árvores
Tem um caminho estreito como um labirinto
Equipara-se a uma janela aberta sem abas
Ou o mar tranquilo sem tormenta, navegável
É que o vento vem de longe num sopro frio
Depois segue mais robusto por levar meus pensamentos
Diz a sacra profecia que um dia o mundo acaba
Antes disso a humanidade ilumina-se e degrada-se
Só queria conhecer quem murou as margens dessa estrada
E saber por que no vento vêm saudades e seguem verdades
Penso nos Patrícios que passaram as tormentas monstruosas
E chegaram justamente onde passa essa estrada frutificada
Creio que o registro deste feito antepassado inesquecível
Tenha confirmado que a terra é o quintal da casa
E as vias só protegem o peregrino dentre os muros
Pois sem eles ultrapassaria para além das margens
Se assim fosse o vento não o encontraria eternamente
Não haveria mensageiros que trouxessem ou levassem nada
As janelas teriam abas para que fossem fechadas
E as tormentas não se inquietavam pois estava em pé, no mar

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

PARA A DÓCIL MINHA CAPA É A COR DA GLÓRIA

Estou a milhas, longe, fora da nave e dentro de um vale 
Mesmo que não tenha embarcado e ainda em Minas
Eu não sei o que sente neste pouco tempo intenso
Nem o que passou em outros tempos da sua história
Qual é o lado da balança que o peso pende ontem e hoje
Não sei se a liberdade te aproxima de mim realmente
Ou se as lembranças te mostram intocável aos espectadores
Mas sei a cor dos seus olhos e o destino do seu voo ao oriente
E isso é suficiente para eu permanecer crente e amoroso sempre

KARMA LEÃO

Por favor, não se assuste. Coragem
Eu chego sempre assim, sem medo
Cresci em parte num arquipélago atlântico
Onde naveguei alguns bons dias estudando a vida
Mas aprendi mais com o fogo magmático do núcleo
Que os demônios não vivem no inferno profundo
Nem os anjos chegam voando com harpas do espaço
Noutra parte do seu susto por minha ausência por década
Caminhei livre, solto e residi em muitas casas linguísticas distintas
Onde sons, pinturas e falas revelaram minha identidade mística
Como você ou qualquer outro nascido eu tenho um destino
Esses mesmos que agora a pausa nos comprova estarem conectados
Mas amanhã é outra história porque os corpos se separam
A não ser que no seu karma haja uma cama como a minha
Que começa com o sol nascente, traça e estende-se até o poente
Quer dizer que o tapete que estamos tem na ponta leste a luz do oriente
E no centro, reunidas belas presas de leões e ferramentas das estrelas
Mas no ocidente tem um globo novo, nosso, que gira movido a esperança

COM TODA PAZ BATENTE

Existem muitas formas teóricas e práticas de escudo
Existe um triângulo com um olho dentro e raios ao lado
Por manuseio e conhecimento este é um escudo revelado
Na verdade é um espelho que esbugalha o globo ocular do oponente
De onde escorre toda maldade existente fulminada num instante
Estático, o espelho atua instantâneo ao malefício tentado
Seja pensado ou falado e mesmo que inconsciente esteja
O escudo rebate como a ciência do reflexo, em relance
Àqueles que correm a vista com desdém: De onde vem o forasteiro?
Pra onde vai é de onde vem e essa é a pulga que inquieta tanto
Os que falam baixo sobre o sapato raso e o pano surrado
Veio do fio da terra e do couro do gado no campo minado que não desarma
Este escudo triangulado é fixado a frente da pedra angular dos Templos
Não tem alcance para quem o mal produz, nem escadas, nem arremessos
Porque o escudo provém das mãos do bem que hasteia a bandeira da vitória

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CONTOS DA BOA LIS

TONTA

A burrinha empolgada
Corria toda empinada
Lá no norte com o sul já sonhava
Mas no meio do caminho, coitada!
Ficou entalada na porta de entrada
Não porque era fofinha ou arrebitada
Nem a porta estava semifechada
Ela era uma burrinha magrinha
Sozinha bem que passava com folga
Só que com o hippo ela estava, burrada!
Com isso o porto do mar ela não mais desbravava
Mal sabia que o lobo chegaria naquele rio
Onde a sua porta deveria estar destrancada
Salvaria - talvez - a burrinha entalada
Mas primeiro de tudo cruzar aquela praça cruzada
Passar pela porta de arco enfeitada
Andar pelas ruas de casarões imponentes
Subir a estrada que leva ao castelo mais alto
E de lá ver o plano que fez a burrinha da história
Ser só peça de xadrez ou invés do zoológico
O que de fato alegraria o Marquês
E o hippo podia ficar onde estava
Afinal as elefantas do Infante já o namoravam
E as crianças contentes assim o admiravam

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

REJEISIM

Relativa é a obstrução
De idade, de geografia
De corpo que absorto
Com todo cuidado cresce
Mesmo que atrase a pressa
O cheiro da chuva engana
Porque é poeira que levanta
Do chão da gente plebe
A mesma gente que pede
É a mesma gente que compra
Só porque o sim alavanca
O campo aberto de devaneios
A idade madura não chora
Quando a cidade é aqui bem perto
Toda roupa esconde a pele
Mas a tribo do abraço impulsiona
Essa sina por um beijo que explode
Essa água inodora que bem serve
Para produzir a liga da arte do artista
Que não vende esse pote por nada
Quando doa palavras e depois vai embora

domingo, 1 de fevereiro de 2015

TRÍPLICE DO TEMPO

Vai acontecer que eu vou voltar
Vai acontecer que eu vou contar
Vai acontecer que eu vou te ver
Acontece que cá estou ainda
Acontece que escrevo a criação
Acontece que te vejo na imaginação
Foi quando as nuvens altas desceram
Foi por causa da importância da história
Foi o pulso certo que imortalizou o coração

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...