sábado, 20 de agosto de 2016

QUEM?

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Dentro da cabeça
Não tem portas
Não está trancado
Não é uma charada
Acredito que é raro
Ao máximo com fervor
A melhor liberdade ativa
É aquela que confronta
Aqueles que se vendem
E seguem um manual
Que não é comum
Traem os territoriais
Se autoflagelam
Negam novos padrões
Aceitam a forca
Assim o povo regride
Na superfície à tona
Em essência que falta
No horrível pré julgar
De tudo aquilo que não vê
Sobre o nome de quem assina
*

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

HOJE E SEMPRE PARA NUNCA MAIS

*
Eu não choro mais só por uma menininha dourada que não vive ao meu lado mais. Não me importo com os erros de português dos políticos nacionais e seus militantes desmedidos. Não tenho fome nem de madrugada, quando mais penso. Por agora e até os próximos dias não quero ver gols, pódios ou notícias de assaltos e mentiras. Não tenho paz. Parado eu vejo a guerra e ela me corrói. Preciso sair do covil que é um hospício formador de egos com maldades absurdas, preciso ter mais mãos para portar espadas justas, mais pés e embarques para chegar rápido nas batalhas, mais cabeças para converter as maldades dos homens em bondades. Eu queria não ter coração agora, queria não sentir a dor que me sufoca. Queria que os rostos das crianças nunca ficassem manchados de sangue, nem perdidas de medo sem bases. Se o mundo continuar assim eu quero mudar o mundo. Se não mudar o mundo prefiro que o mundo acabe.
*

TECIDOS SÃO CIDADES

*
Roma
*
Em suas pontes cartas
Estátuas, vigiantes vivos
Ir ao campo é o encontro
É o litoral e o Globo imenso
*

domingo, 14 de agosto de 2016

INTERCESSÃO


*
Mama Rússia comia vegetais vários
Era soja que fazia bem miúda astuta
Junto à uma massa de milho húmida
Em água temperada quente, óleo e sal
Leva ao fogo pasta de lentilhas, ouro
Mais um branco grão fino do oriente
Mama Rússia era bela prova nostra
As espumas de una copa saborosa
Junto tinha o som do dente cristalino
Mother Rússia was Queen and daughter
Toda vez na mesma mesa superlotada
A periódica de todas as possibilidades
Desde o acordar bem tarde e satisfeito
Até o cintilar de uma espada em punho
*

ESPEREM

Vocês, cientes, sentem?
Essa habilidade de ser sentido
Como quem quer que seja, crente
D´uma ofensiva branda mesmo que ruja
De respiração em névoa ao frio, rio, amor e quantos eloquentes
Tanto tem quem lhe agrada em um segundo como quem chega
Essa é a vida sua, minha, nossa, é a poesia plena de palavras
As sequênciais ao som do sopro livre
Uno, majestoso, próprio
Quem vos fala
E mostra
Eu, Sou
*

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

COMO ESTÁ

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A ver navios cheios e vazios
Cruzando pontes velhas e novas
No trampolim alguns assentam
Outros empurrados aos tubarões
De chuva nada, só pingos no vento
Leões nas ruas, avenidas limpas
Risos que não saem atrás do siso
Choros que ninguém aguentaria
A tirar fitas de unhas com os dentes
Colecionar sono em tardes quentes
Trocar frases entre Paços e Palácios
Longe mas presentes na mente
Com lembrança da cigana de Braga
Que dissera que a idade me espera
Logo sigo o rumo a ela com a sorte
De uma casa que me aceita pobre
Ainda que um grito mudaria tudo
*

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O EIXO ESTÁ CENTRADO

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Há muito tempo não lembravam - os mais velhos - que a esquerda apela imenso. É inevitável fazer uma semelhança àqueles fanáticos chatos que se empolgam antes da volta completa do relógio. Os novos militantes aspirantes novamente preocupados a fazerem parte do poder, os contrários, parecem ter passado por uma lavagem cerebral que foi capaz de formá-los à distorção de tudo, alienados ao embate cívil, ignorantes à verdadeira essência força dos militares, dotados de uma diplomacia doentia sem pronúncias que fixam, ínfimos de qualidades. Chamaria-os de ranzinzas, mas este é um apelido clássico aos clássicos. Talvez se acalmem - os novos e os velhos das partes dentro e fora do poder - ao saberem que esse poder de massa, mole, não chega aos pés histórico construído do poder esperado para continuar desde os tempos passados, real.
*

LETRA VALE

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A Olimpíada quando una é singular
As Olimpíadas são conjuntos d'outras
Na história existem marcas diversas modificadas
Como gente que voa debaixo dágua
Essa moça mata a bola na coxa fera
Essas regras todas existem para o equilíbrio
Muitas formas corpóreas manifestam simples
Abstratos belos impressos com os membros
Esses jogos são marcas, pois, no tempo
Como fogo em caldeirão de energia, alimento
Já que o sol mandante brilha todo dia
Eis o intelecto do ser humano magistral
*

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

DOM KISSHOT E SANTO PANÇA em... TEOREMA DA LEALDADE

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Santo Pança esqueceu de Dom. Kisshot passou tanto tempo longe que seu escudeiro passou a venerar cavaleiros baços entre outros iludidos de brio. Perto de Dom, Pança, parece envergonhado e perdido. Vocês estão entendendo? Dom é um, ele é o Kisshot. Pança é outro, ele não é Santo de fato mas tem esse nome por causa do seu primo Sancho. Dom é um aventureiro e ele é apaixonante. Ele é apaixonado. Não por Pança, que é seu escudeiro e "fiel" amigo de origem, mas por Dora Té, que tem nome de chá. Mas Kisshot havia sumido. Percorreu sozinho um deserto depois que Dora não lhe abriu a porta. Passou por mil aventuras que com o tempo o autor vai descobrindo. O fato é que Pança não reconhece Dom. Dom não encontra Dora. Dora voltou a beber chá. Dom irá embora para encontrar Dora. Dom está sozinho e Pança desarma Dom.
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domingo, 7 de agosto de 2016

FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS

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Meu último tutor era pacato. Vivia numa cave que de vez em quando saía. Falava comigo enquanto percorríamos para norte, para a divisa do rio. Ele falava sobre a caverna de Platão. Eu ouvia enquanto a paisagem de fora da nave (carro) movia. Sentia a atmosfera galega como uma névoa matutina fria que paira contínua mesmo em outra hora do dia. À beira rio, mirando o traço de uma extensa ponte branca com os pés de suas colunas a meio submergidos, eu estava dentro de um cenário constituído por uma montanha de pedras antigas, uma estrada milenar de cavaleiros e peregrinos e um forte castelinho que centrava a Vila, com casas, vinhos, brasão de armas, damas, até uma via duplicada paralela de ferro onde rodava uma maquinaria pesada que tracionava um comboio. No cenário que me circundava também constava o céu, a terra, o próprio mar na boca do rio, os barcos, os peixes e seus cristais do meu estudo, as gaivotas, todo o sul e toda língua portuguesa. Eu estava fora da caverna e continuava a formação em filosofia, ciências e letras.
*

RELATÓRIO

TESTE
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Ponha a boina à testa
Digo adorno à cabeça
Bem segure os pelos
Para os outros tantos
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XINGUE
*
Um protesto interno
Um escarro do escárnio
Negue o sopro, a visão
E ainda assim quererão
*
PEGUE
*
Tudo que paga antes, teu é, se és
Bases e panos que vestem peles
Gentes que voam com um sopro
Outras pesam o cobre dos canhões
*
HAJA
*
Numa quina acima brote
Noutra quina abaixo beba
Numa quina destra lança
A esquerda que te protege
*

sábado, 6 de agosto de 2016

VAI VIRAR POESIA

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Uma metade toda gira
Outra num eixo equilibrista
Essas reuniões da vida
Concentram confrarias
Onde palavras são mestria
Passos são sinais de expansão
As horas é (são) o tempo no espaço
Compasso onde surgem as canções
A liberdade é matéria prima que respira
No coração daqueles que são bons
*

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

NO MEIO DA PONTE

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Esse clima frio trouxe mariposas para o meu quarto. De madrugada uma estava camuflada sobre a escrivaninha. A luz acesa fez com que ela desaparecesse num passe. Ainda que a procurasse não encontrava nem sob nem sobre a cama. Então pensei que talvez fosse um elemental e bem podia ter sido. Eu não durmo muito tempo contínuo e antes de tentar mais uma vez ouvi uns toques no violão. Lá fora a chuva arma há dias. As manhãs são cinzas, ao meio dia vem o sol e no fim da tarde as nuvens trombam mas não caem, ainda. Os homens colocam fogo nos pastos secos e o vento traz fuligens negras para a cidade. Também por isso um lagarto amanheceu imóvel no fundo da piscina rasa. Quase todo dia zarpa um barco rumo ao velho mundo. Sei porque ouço os pássaros cantarem diferente toda vez que os navios apitam avisando que chegaram. É verdade, o trem não passa mais na estação e as sirenes das fábricas não as ouço me chamarem. Contudo, escrevi uma carta clássica aos capitães. Eles leram e entenderam que eu tenho um elo perdido que deve ser encontrado. Nesta terra? Só Deus sabe. Nesta vida? Se houver tempo. Geralmente tenho a sensação que este mês sempre passa muito devagar. Faz sentido para quem quer viver de frente para o mar mas está entre montanhas de árvores gigantes. Também tenho a sensação que o mês 10 sempre passa mais rápido que qualquer outro e isso faz todo sentido para quem quer chegar à foz dos rios, a saber que são doces mas têm gosto de sal do início ao fim dos ciclos.
*

ARQUITETURA

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Acordo
Dias passam
E eu não sei parar
De procurar um lugar
Único onde eu possa me fixar
O passado me chama de volta
O futuro foge da vista
O tempo não pára
É o presente
Vou lá
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domingo, 31 de julho de 2016

A LUNETA DO VELHO DA TORRE

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Chegou à janela com uma mão num olho
Podia mandar um pombo correio avisar
Ou um grito que fizesse escutar o aprendiz
O velho da torre que é mestre do pupilo
Pensava bem alto e murmurava baixinho:
“O aprendiz que ousa continuar vai indo
As cruzadas são seus melhores caminhos
Não teme nunca a idade que avança rindo
Aproxima dos seus calcanhares o destino
Para revelar-lhe na hora súbita o início
Vejo sobre sua cuca raios como d´ouro
Aro e cetro bem no meio de uma escadaria 
Cavalos e segredos guardados por feras
Castelos, labirintos, árvores, rios límpidos
Vejo estradas, mares, picos e outros vales
Sua sombra tem a forma de uma torre fixa
Nela mora sua Dama, sua glória, sua vida”

*

sábado, 30 de julho de 2016

SEMPRE ALERTA

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Primeiro o que você consome é o ar
Em sequência a sua face, digo, o rosto diz
Todo alimento desde o feijão ao peixe
É igual à força motriz que te faz vivo
Além disso, existe a fé. Para quem tem
Primeiro em si mesmo, pois ciente estás
Tanto equiparado à massa que possui
Como à sola que seus passos locomovem
Seja em pensamento ou físico por completo
Em terra, ar e mar, e mais, em espírito
Isso é a consciência de quem tu és, óh rei
Nada mais que igual aos descobertos
Só porque entregas o corpo e a alma ao povo
*

quarta-feira, 27 de julho de 2016

ESTAMOS NUM ESTACIONAMENTO

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Nós somos um país grande, habitado antes por nativos indígenas, novo como descoberta pelos navegantes do velho mundo, povoado desde o início com misturas genéticas oriundas dos continentes quase todos, por causa da sua gênese política imperial. Hoje, ainda somos um país grande, com presença escassa indígena frente aos comportamentos modernos e as tecnologias, com meio século apenas, mais misturado ainda quiçá até por alienígenas e uma política administrativa de condução do território incapacitada. Onde está o Imperador? Queiram um Imperador! Para madurar essa terra sua pela nobre força (poderio), onde os índios sobrevivos possam habitar além florestas, seus pomares, campos férteis e até cidades e ainda embarcarem para além mares como novos "colonizadores". O Imperador, para continuar o experimento humano que é a evolução da história, fazendo respeitar seus domínios com mais glórias e ímpetos dos seus componentes. Hoje, nós somos um povo que zomba de si mesmo, que ao inverter valores básicos desorganiza condutas fundamentais, sem pulso, sem garra, desnorte sem memória sobre as conquistas que são justamente as grandes festas, pois nos enganamos com progressos lentos e com ordens sem autoridades, disfuncionais. Eu, um simples peregrino em berço de nascimento, uso o único sapato que me deram e as mesmas roupas que me repassaram, mas tenho um pingo imenso de Pessoa, Vieira e Suassuna: Clamo, Dom!
*

terça-feira, 26 de julho de 2016

PSIQUE NO CAMPO

*
Toda vez que o martelo fere (Ataca)
A cabeça emperra e jorra (Responde)
Uma vazante de nada (Algo)
O martelo é o que falam (Forma)
Sobre o interior de outrem (Pessoa)
Nada é tudo que não convém (Separa)
Mas toda vez que o silêncio faz (Ação)
O ouvido sente gosto como boca (Traduz)
Pois as coisas boas alavancam (Proteção)
Isso é um comportamento sano (Verdade)
Enquanto aos olhos dos "loucos" (Puros)
Dinheiro são como as ondas do mar (Muito)
Enquanto a vida segue a posse aumenta (Terra)
Pois os homens descongelam os polos (Erro)
E os sábios aguardam o extraordinário (Certo)
*
Todo ataque
É respondido
Por algo qualquer
Com forma ou sem
As pessoas
Que separam os rejeitos
Das boas ações
Traduzem as coisas
Estão em proteção
Acredite, é verdade
Os puros ou loucos
São muito poucos
Na Terra em construção
Os erros passam
E os acertos ficam
*

segunda-feira, 25 de julho de 2016

GLOBO

*
O Mundo é um ovo que gira
Com vida que nasce e termina
É como uma roda gigante que oscila
E prova que o tempo transforma
Há gente que brilha naturalmente
Difere dos que ofuscam os próximos
Mas o destino guarda os que entendem
O mesmo afunda os que invejam
Há coisas que existem não vistas ainda
E outras que esquecem os “dês antenados”
É certo, essa é uma teoria presente
Da régia prática futura que será vigente
*


quinta-feira, 21 de julho de 2016

LEI

*
O seu barco tem um casco de madeira antiga
Trabalhado pelos mestres rosa cruzes em luz
Bombardeios não afundam o seu barco que é de rei 
Que suporta tempestades em atraques e embarques
E flutua entre a lâmina d´água e a montanha de Zeus
Em seus mastros sobem panos que o vento beija
Mostra sua força de riquezas raras em pura beleza
Mesmo ao longe reconhecem suas marcas e letras
O seu barco é untado com a seiva protetora da natureza
Leva cavalos que os cascos batem o compasso dos exércitos
Zarpa a cortar mares como flecha quando seus olhos miram
Conquista, reconquista e impera quando suas mãos lideram
*

COGNOME: BIO

*
Apresento-me como o novo
Tenho seis símbolos místicos no corpo
Descobri os Vedas na mata atlântica aos 18
Quando ando, canto em transe, rezo mantras
Minhas solas reconhecem a cada passo essa Terra
Apresento-me como o simples
Tenho nos olhos os passes das trancas
Acredito no Altíssimo que viveu e por vir
Faço igual ou mais que é sonhar como a maioria
Minhas realizações então não aconteceram ainda
Apresento-me como a seta
Tenho a rota dos caminhos lentos e progressistas
Um pedaço meu é também outra seta igual no alvo
 Quando me alimento também choro porque sinto
Todo tempo me aproximo d´um entendimento que fixo

*

terça-feira, 19 de julho de 2016

MANUAL (RPG) IMPERIALIS

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A tríplice é inalterável
A dualidade uma escolha
Assim, saibam que:
*
O VENENO
*
Provém do mal
Atenta os bons
Está no sangue 
Da cobra insana
Engorda o ego
Mancha vitórias
Destrói as bases
Sorri a dor alheia
Inveja os móveis 
Provoca a desunião 
É pedra que atropela 
Baba como ganância
A ignorância cega
Amarga o amanhã 
Distorce letras e rezas
Envelhece o ingrato 
Não salva, engana
*
O ANTÍDOTO
*
É o bom combate 
Com bons escudos
Está em tudo
No voo e no nado
Encontra a alma 
Derrota inimigos
Constrói histórias
Abraça amigos
Tem peso, é luz
E liberdade, é o sol
São descobertas
Longínquas terras
De perto é afeto
Os horizontes infindos
Os belos hinos
As plantas fortes
A salvação 
*

domingo, 17 de julho de 2016

FESTZION

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Dado o povo de Aquárius às comemorações nativas
É brilhante o que emana nessa energia fidedigna
Vários simplistas conjugam suas artes natas produtivas
Unem-se expectadores envoltos por um filtro todo bom
Num palco aberto onde sol e lua se expõem e expõem sons
Numa reunião constante que deseja repetir no calendário já
Para fugir do inferno que é a competição de egos condenados
Para percorrer estradas de ares campesinos onde dorme o ouro
E banhar-se com a mina d´água que limpa contra a hipocrisia
Eu sigo o plano que faz parte de uma prática de ordem antiga
Eleva a ideia de poder, ser, uma massa humana potentíssima
Capaz de otimizar o licor, a cevada e as árvores da mata rica
E com mestria oferecer ao Espaço o fogo abrindo a porta mística
Pois assim o Espaço aquece a alma dessa humanidade em evolução
*

quinta-feira, 14 de julho de 2016

UM PINGO DE BEATNICK

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Quando a grana acaba e o corpo permanece a insistir autônomo o uso dos recursos trocados por moedas, corre-se o risco de ser indiferente às negações, já que tanto faz, ainda que as positivas sejam por prezados mútuos valorosos mais sobre o que é ser do que sobre o que é ter. Estes, "beatniks", são desapegados num contexto sobre muitas variâncias da palavra ainda mais comportamentos que assumo igual, a falta de malícia e mais ter, mas sempre gratos e tributários com as diferenças sejam atos mais pensados que sentidos, até fazer paredes as telas de abstratos. Estes, tragam sob copas de sombras negras quando é noite mas assim fariam a se proteger nas mesmas parabólicas se o sol atacasse suas cucas ao dia. Os livres, andam tanto em guetos e vielas quanto em jardins e palanques abertos sem nada a esconder mas sim a revelar serem bons quando doam a essência dos seus dons, vivendo ilesos e certos que tudo o que têm ou não têm acaba com a morte.
*

POIS

*
Essas calçadas todas são pisos iguais
O som que emana manda a continuidade 
De formas quais estas que apresentam
Passeante vindo, ido e estado, sempre
Nesta terra presente onde o berço reconhece
Quando grita um gigante d´ouro no horizonte
Os oceanos interligam um plano de entendimento
Quando a mostra é vista na certa hora entre tantas
Uma nova sociedade unta a biologia e a mística
Numa plenitude buena comparada aos quatro ventos
Que equivale à máxima dádiva das palavras simples
O teor da revolução é o máximo comando imperial
NÃO COMPRE!
PLANTE!
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terça-feira, 12 de julho de 2016

YIN YANG

*
Certa vez o bobo de uma corte necessária queria muito tomar a coroa do rei maior
Invejava pois o bobo rejeitando regalias régias causa essas de altivez posturas nobre
Simples o rei que ao mesmo tempo é tudo percebeu o desvio do bobo necessário 
Resolveu fazer um teste onde o rei passaria um dia a portar-se como bobo
Enquanto o bobo iria como o mesmo usar a intocável coroa do rei
*
O maior mal conhecido é a ganância de ser maior a Deus
A pirâmide é uma escada situada na mente dos pensantes
Primeiro está a ação espontânea provinda do inexplicável
Logo a consciência é um pedaço do estado mais próximo do Supremo
Contudo todas as formas contentoras de ego são a mesma coisa
*
O bem maior possível de usar como satisfação de vida é o equilíbrio
Ele consta no momento inicial tal qual encontra-se no momento final
Pensar é o mesmo que investigar a vastidão de tudo que existe no infinito
Com a dedicação de passos, mastigações e respirações entregues ao Sublime
Assim chega-se em Nirvana, num instante onde revela-se a paz constante
*
SALOMÃO
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

SOBRE UM GRÃO DE AREIA PLANTAREI UMA FLORESTA RICA INTEIRA

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Aprisionei nas profundezas do magma vulcânico de uma ilha um demônio depois que colori todas as paredes da cozinha que dava aos fundos de um quintal onde a noite os hippies acendiam fogueiras para celebrarem a alegria. Em uma primavera tracei os três países sul da Europa, dormindo em campos, banhando em rios, soprando harmônica, gravando imagens, fazendo um filho. No novo mundo soltei o meu leão que de tão feroz isolou para longe a meiga cerva dona do meu coração. No velho mundo novamente subi aos santuários a meditar, finquei minha bandeira e fé, saltei de cume em cume das montanhas, cheguei aos pés do polo norte para buscar minha semente. Senti a atmosfera milenar da rota santa da cabeça aos pés, reconheci as pontes térreas e as pedras fundamentais, beijei beldades, criei mosaicos e labirintos, colhi, doei comidas, palavras e cantos, ensinei, lutei,feri-me e voltei. O novo mundo me alimenta e me faz mais sedento a querer navegar pelo atlântico entre o velho e o novo tempo, como que em portas do passado, presente e futuro pudesse entrar. Dentro da mente uma prece que repete um canto em língua do oriente que são símbolos, e a difícil e satisfatória sensação de ser dono de um lugar que é maior que uma vida só para provar. Por isso hoje eu quero abrir mão disso tudo, pois só preciso de um grão de areia onde sobre ele plantarei uma floresta rica inteira.
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domingo, 10 de julho de 2016

OS FIOS DA BARBA DE CAMÕES

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Há uma força magnífica que equivale à todas as teorias da física, que supera as práticas lógicas compreensíveis e que se chama amor. O amor manifesto pode ser sentido com deleite ou pode ser sofrido, visível, invisível, mas nunca morre, ainda que vagante em anestesia. Pode existir por algo ou alguém uno, duo ou multi, pode atravessar geografias, ultrapassar conflitos, fazer vencer os mais difíceis desafios. O amor é mais forte que o absinto dos poetas antigos, é o equilíbrio entre as letras dos raros e os desperdícios da maioria, é o primeiro fogo surgido dos relâmpagos no tempo dos primórdios, é a fagulha misteriosa que mantém os que acreditam no impossível.
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sexta-feira, 8 de julho de 2016

... É SÓ TRISTEZA

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Há noites tão cruéis que chegam trazendo o pesadelo da insônia que instala na paralisia do relógio. Os latejos nas sacrais são tão reais que mais parecem o castigo eterno do Atlas. Colheres e garfos e facas que amparam as bocadas são acompanhadas por um choro travado a esconder de quem passa pela cortina do átrio. Os diretores, doutores, todos os que se encontram acima poderiam me chamar a ocupar seus postos que ainda assim estaria inerte nessa hora. Nem festas, aniversários, foguetes ou canções auditam mais que as batidas de um coração rumo à morte. Porque o nascimento de uma cria sua é como o desvendar de um segredo da vida, é um elo finito, é uma algema da dor.
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terça-feira, 5 de julho de 2016

A RECEITA E A SOPA

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É preciso o surgimento de uma nova ordem sistemática organizacional, como uma revolução profética provinda abruptamente, a ponto de mudar a contagem da história, baseada em fundamentos pró evolutivos justificando a sapiência e as benfeitorias sejam elas a força, a ponto de guerrear e eliminar os malfeitores. O planeta Terra está povoado, as geografias dos países definidas sobre matérias-primas fundamentais que estão se escasseando ou sendo danificadas por causa de outras matérias indispensáveis mas que possessa os homens por poderes monetários. O retrato do Brasil não é diferente. Um terreno amplo, cheio de gente geneticamente misturada que poderia ser mais útil em trabalhos que representasse suas habilidades, um terreno com biodiversidade rica, com hidrografia abundante, e com materiais que o colocaria na frente da corrida econômica por venda, compra, troca e progresso previsto como futurismo presente. A política é um importante conceito prático servente para organização da sociedade, do mesmo modo que as religiões para aproximar dos mistérios do espírito, entre outros conceitos teóricos e práticos igualmente indispensáveis para fazer valer a condição do ser humano racional. O fato é que o tempo em verdade é fiel aos seus movimentos, ele é nativo e revela as nossas próprias construções e destruições. Pois somos nós que excedemos os desejos do ego, traímos juramentos simplesmente sinceros, desorganizamos certos trajetos por causa de sobreposiçãos e perdas de valores tão básicos e antigos, ainda que arcaicos mas  responsáveis pela nossa existência hoje. Por isso nós precisamos provar o sabor da divina providência (no sentido sobrenatural) para apontar um ser iluminado capaz de dominar absoluto sem se contaminar. Com isso conduzir, partilhar e clarear a mente dos que acreditam e salvar as mentes dos desacreditados. Essa é a receita. Contudo a sopa está pronta. Ela é independente da receita e poderá vir a qualquer momento à mesa. A sopa modifica tal qual a receita da divina providência porém ela une e traz à tona as forças da natureza. Ela finda o caos humano com o próprio caos "supernatural". Somente dessas duas formas começa uma nova dinastia.
*

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O SEXTO DOM ATLÂNTICO

*
Eu preciso ver o rio chegar ao mar
Sentir o mar salgar o continente adentro
É um sentimento abarrotado de mistura
Esperar no vale das árvores barbudas
Assento, miro a frente e encontro o povo
No céu um infinito azul anil traçam garças brancas
As máquinas do meu domínio sopram e faíscam
Os instrumentos gemem, escadas e pontes, crio
Mas só a realeza mor solar mostra uma pirâmide na natureza
Essa é a certeza que minha alma está marcada
Amante de um passado glorioso, amplo e vivo
Destinado a navegar em terra firme como um cavaleiro andante
*

domingo, 3 de julho de 2016

THE MONSTER

*
Eu necessito usar as palavras enquanto vivo
Para explicitar os simples passos de peregrino
Que ao ouvir cruzados e ver cruzeiros antigos
Chega além das planícies imundas e inundadas dos desunidos
Encontra-se ainda raros, os bons pensantes, os produtivos
Estão nos picos onde ecoam as pontas das flechas de vidro
É um sinal de equilíbrio frente a tantos desequilíbrios
Por isso inspire e respire como fera, como um leão, sublime
A consciência tranquila é a manutenção da sabedoria
*

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A NOVA PONTE PÊNSIL

*
Sorria "(?)", você está sendo filmado
Claro, estamos na era de Aquárius
Você fala o que tem que ser falado
Relevantes evidências da mudança
Note que a justiça tem seus mandos
Bons natos munidos de atos fortes
A política está a povoar os palácios
Das alvoradas escassas de encanto
Autorias boas são as armas certas
Porque o tempo sabe os seus planos
*

quinta-feira, 23 de junho de 2016

QUE MARAVILHA DE PORTO, RIO!

*
Na volta, a cidade de Pedro estava toda branca. Toda a serra estava nublada. O frio de fora ultrapassava o vidro do carro alto. A noite chegara cedo. Já às cinco e meia estava tudo breu, o mesmo que há doze horas estava no meu erguer. O sol deu um "oi" e um "tchau", o suficiente para tirar a manga comprida. A cidade que tem nome de água doce, ora às vezes agridoce, ora às vezes amarga, e que também é olímpica, estava agitada. Havia construções por toda parte. Na ponte longa e ondulada, por cima circulavam, por baixo navegavam, e o porto na baía revelava-se tímido entre os casarões imperiais. No meio da praça espaçosa pousado estava um projeto de aeronave que voaria muito mais que 14 vezes justamente por causa das repetições do inventor. Uma coluna em forma de pilar romano destacava uma estátua de Mauá aparentemente satisfeito. Eu, intrigado, pensava em quê aquele Barão poderia dizer daquela vista? Diria: "Que bom, além de construir estão a recuperar". Contudo sem dúvida alguma eu digo: "O Aquário é um colosso, gigantesco. O Adamastor está a nosso favor".
*

terça-feira, 21 de junho de 2016

A VERDADE DE KISSHOT

*
Tu, Pança, por que é que mudas? Por que é que calas? Para quem te fala?
Tu, Pança, que chulé te afeta? Qual barriga olhas? Que desenhos tens?
Tu, Pança, em que mesa apoias? Que incenso cheiras? Qual fazenda tem frutos do mar?
Pança, teu amigo é Poseidon, teu amigo é de Atlântida, de um porto vem para em outro morar.
*

sábado, 18 de junho de 2016

CRÔNICA: AVE É BOM

*
As avenidas da cidade continuam robustas e arborizadas
As ruas tombadas, aliás, as praças
As gentes nascidas nessa terra são igualitárias
Iguais por terem vida, mesmo que diferentes
No ponto de vista romântico são boas "nalguma" coisa
Desde os que cativam aos que não têm pratas
Há pois uma diferença física que impacta
O trem não passa trazendo ou levando nada
Por causa das máquinas a densidade demográfica foi aumentada
Isso é uma crônica por isso conto o que aconteceu...
Me questionaram se eu trabalhava
Respondi: Com cristais de peixes
E perguntei a seguir: Isso paga?
É lógico! Estamos na Era de Aquárius
*

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O PASSADO DO PRESENTE

*
Amei a alma de alguém tão fria como um gelo
Mergulhei o corpo em mil mares da imaginação
Fiz cartas aos astros todos além Terra e Via Láctea
Vesti os mesmos panos por mais de uma década
Doei meu fértil sangue ao velho norte renovando-o
Ganhei fios de ouro de uma sereia que me encantou
Juntei as pautas e os almanaques em coletâneas
Desenhei sublimes labirintos nos mantos dos gigantes
Com ímanes e esferas abri a porta onde a sorte mora
Descobri tesouros de naufrágios por conchas que me guiaram
Acordei de um sonho que o futuro chegou assim
*

quarta-feira, 15 de junho de 2016

APRIMOREI: SEBASTIANISMO, A CRENÇA

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Ela existe viva neste tempo desde há outros
No lócus natural perceptível das letras lusas 
Sustentada pelo destino dos nascidos fiéis 
Brilhante como cristal polido em corredeira
Bruta como torrão de terra ouro encoberto
Nela mora a prole por seguinte ensinada
Sina de formar a perfeita geração nossa
Nota que a comunicação é contributiva
Visto que os movimentos são revelados
São ilesos os puros pensamentos claros
Pois seus atos não ferem a castidade própria
Por ser boa constam nobres qualidades natas
Assim sendo os aptos, adeptos são atraídos
Para a fundação de uma ordem inabalável
Que reinicia a expansão equilibrada do Império
Na unção de um Grão completo com a sua terra inteira
*
"O REI"

segunda-feira, 13 de junho de 2016

CRÔNICO BRASIL: SINAIS DOS TEMPOS

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As músicas que essa turma ouve e dança, fala de palavras tão baixas e absurdas, desde há algum tempo, que as escolas, base de educação, estão sepultadas. As igrejas, aquelas de outrora banhadas a ouro, que “vendiam” lotes no céu sem tanto apelarem e casava casais que procriavam em casas fundamentadas, talhadas de artes, rococós e rodeadas de poetas, maestros e pintores, está sufocada pela liberdade desequilibrada das libertinagens de hoje. A República, Democrática, esta, caduca e centenária que arrasta explícita sem confiança e manchada por sedentos egos em busca de poder, controla a população ao confundir rebeliões com revolução. Porque estes são sinais dos tempos, do quinto dos infernos, de algum cavaleiro apocalíptico, que mata a capacidade do povo ser feliz em meio às desgraças. Um povo, ainda que sacana, prezava amante as curvas e silhuetas das mulheres comparado-as aos recortes da natureza, agora, expõem suas entranhas. Um povo, ainda que descalço fortalecia os corpos das crianças brincantes nas ruas, trocadas por uma seleção de penteados e estilos que foi roubada – vejam bem que golpe – pela mão de um “índio amazônico Inca”, tendo em conta o agravante haver gente que se chame “Hulk?”, “Dunga?”, “Ganso?”, entre outros nominados menos caricatos, todos ganhadores de milhões de dinheiro para sequer saberem falar direito... É de suspeitar até se haverá um próximo carnaval.
*

É O FOGO

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Domingo de manhã, um friozinho à luz do sol, da sala vejo a praça pela porta envidraçada. De onde estou vejo a mesa da cozinha branca e o pardal sobre ela que bica as cascas de pão que fora antes comido com o queijo branco e sal do campo. Meus pensamentos voam ao passado onde vejo a cria correr no corredor rumo ao quintal aberto e o meu suspiro pertence àquela que me fez pai em outros ambientes. Ainda que o tempo passe trazendo o dia da subida à serra para descer ao Rio, ainda que meus pelos cresçam sem controle como um peregrino focado em fé, ainda que a noite chegue sem nenhum calor constante humano, eu continuo vivo crente no amor, porque eu amo quem amo.
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sexta-feira, 10 de junho de 2016

VAI E VEM DA RODA GIGANTE?

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É notável que após voltar de um lugar distante, logo no início, seus colegas te abraçam como nunca antes. Por outro lado ao rever amigos de longa data eles não te reconhecem mais. Existem pessoas na corda bamba que só querem saber o que deu errado na sua vida enquanto você prepara o pouso com um paraquedas. De uma hora pra outra o seu “papagaio de estimação” tem o nome do jogador que agora joga em outro time. Quão interessante é a pontuação da vírgula numa frase capaz de modificar todo o sentido da expressão e também o sentimento, gerando assim dúvida ou afirmação. O sono é um dos remédios para o cansaço de qualquer trabalho, qualquer. A saudade de alguém vivo é um embate tão cruel que se compara à perda de um pedaço do corpo a cada dia que passa ou; à melhor motivação de reencontro, para quem está desaparecendo. Alcunha lembra cunhagem que é um tipo de impressão como as feitas nas moedas. Contudo é um sinônimo de apelido, neste caso, quase o mesmo sobrenome de um inconsequente político que agora está literalmente “prensado”, isto quer dizer, “doído”.


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terça-feira, 7 de junho de 2016

CARTAS DO ATLÂNTICO SUL

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Meu bem. Está um inverno abafado em Minas. Frio só mesmo perto da Argentina. O Brasil está fazendo gols, mas são outros os goleadores. Mais que o Vasco da Gama em campo. Voltaram os veículos sobre trilhos entre bairros, como aqueles urbanos e intercidades da terrinha. Esperemos que o modelo possa ligar o Mercosul, como os que ligam a UE. Afinal já vivemos o futurismo. A “PF” é um prato feito para quem acredita em heróis. A “PF” é a Polícia Federal. Os políticos começaram a usar “coleiras” ao invés de gravatas. Então você consegue imaginar o que está acontecendo por aqui, não é? Se os políticos e os magnatas estão inda para a cadeia por roubar o Estado, onde estarão e o que estarão fazendo os marginais sem diplomas? Pense num filme de terror com todas as maldades possíveis. Por isso, precisaremos construir mais cadeias que hospitais ou escolas. Entenda que primeiro precisamos conter, quiçá, eliminar esses males. Em simultâneo cuidar e educar da nova geração. Entenda novamente, que a emergência é sobre um combate preciso e imediato contra os males, ao mesmo tempo que se forma gradativamente uma nova mentalidade. Mas não se preocupe, a pirâmide social vem ficando cada vez mais homogênea. Há casais reprodutivos e não reprodutivos e descasais. Respeito e boas ações são os atos que importam mais. Não acredite em Golpe de Estado. Isto não aconteceu, ainda. Os políticos que caíram choram querendo voltar. JAMAIS! No passado teve um presidente que desceu a rampa por roubar o país. O tempo passou, o povo esqueceu e ele está hoje novamente nos complexos dos Palácios. Não é que não o viram subir. Pior, votaram nele para que ele subisse novamente. O voto é um poder atribuído ao povo, para escolherem seus representantes. Isso é que deve ser JAMAIS. Os políticos que estão sendo mirados negam seus novos roubos sem ter para onde escapar. Escapar? JAMAIS. Mas o que quero lhe assegurar é que se o povo não souber se comportar minimamente o exército atuará para honrar tudo que há dentro do terreno, e mais, salvará além-fronteiras. Gostaria que aumentassem as fronteiras e para isso não há espaço para jamais. No meu ver há possibilidades pacíficas. Se o povo aglomerar-se nos morros a fim de zonear a ordem, aí então não será tão brando, pois a Marinha tem anfíbios que escalam a Mata Atlântica para içarem a bandeira nacional como prova que a ordem existe. Imagina nas planícies das praças pichadas e quebradas pelos anarquistas? Por fim, ainda sobre o terceiro pilar da Armada dessa manca República, infelizmente é verdade que a Aeronáutica ainda leva e traz esses políticos degradantes do país para suas pompas descartáveis rodeados de jornais. Mas, felizmente algum senso humanitário também existe na ajuda à medicina. Se bem me entende, e não tenho dúvidas disso, continuo minhas preces com uma mão na pena (escrita), e com força das maiores dessa tríplice, tenho a outra mão na espada. Isso quer dizer que o destino segue o seu curso natural, enquanto nós temos um elo para ser colado. Não tenha medo! Tenha confiança e fé!
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MOSTEIRO

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Esse é o som que sai dos meus dedos certos
É a base dedilhada e batida de um solo oculto
Uma reza ou um mantra cantado internamente
Dentro de um mosteiro próprio e recatado
É também o movimento que vence guerras
Conquista mares, montanhas e amores
*

https://soundcloud.com/thiago-pinheiro-nunes/monge

domingo, 5 de junho de 2016

ARTHUR

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Seu filho é o máximo
Conquista com bravura 
As tempestades armam
Mas não caem ao seu filho
Arthur
As poses são finitas, fáceis
Aprimoradas em observações
A posse é abstrata, é trabalho
Simples é o rei de coração
Arthur
O corpo é forte dádiva
A alma um grão oferecido
O tempo passa no eterno
Renovação dos atos livres
Arthur
*
O álcool é uma droga
Aceite, é uma alteração
Então, não compre!
Plante!
*
Arthur
*

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A ETERNA LUTA DO MAL CONTRA O BEM

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O bem é desejável e seguido
Por isso o mal inveja intranquilo
O mal é o combustível das mentiras
Enquanto o bem é a límpida maestria
O bem é consumível nas raízes
Enfermo fica o mal com o ínfimo
O mal é o manípulo dos covardes
Seguro segue o bom barco do bem
O bem é sano em qualquer tempo
Confusões são os castigos do mal
O mal é a fachada nua do pré juízo
Ninguém toma o que ao bem pertence
O bem é o equilíbrio dos benditos
Tristeza é o comportamento dos malditos
*

O VELHO DA TORRE ESTÁ FORA DA TORRE

*
Está na atrofia (Loucura) que mora ao lado da consciência
Assente (Pendente), inerte na quadra aberta que é vista d´alto 
Na fala rouca da mulher bem quista de alma e corpo (Beleza)
Nas conchas valiosas das praias de (Segredo) Atlântida revelada
Na ilusão de controlar (Excesso) as forças humanas sem amor
O velho da torre está nos segundos lembrados dos Paços (Terra)
No céu que se abre para o aparecimento do desaparecido (Rei)
Está na primeira e na última inspiração dos surgidos (Vivos)
Sustentado pela inteligência dos iluminados de fé (Deus)
Protegido da degradação (Provas) das formas e essências
Atuante como um próprio ser, bom e pensante (Sapiente)

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sábado, 28 de maio de 2016

A TRADIÇÃO SOBRE O PLANO

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Ela existe viva neste tempo 
No lócus natural perceptível
Sustentada pelo destino
Brilhante como pedra cristalina
Nela mora a prole por seguinte
Sina de formar a perfeita geração nossa
Nota que a comunicação é contributiva
Então seus movimentos são revelados
São ilesos os puros pensamentos
Pois seus atos não ferem a castidade
Por ser boa constam nobres qualidades
Assim sendo os aptos, adeptos são atraídos
Para a fundação de uma ordem inabalável
Que reinicia a expansão equilibrada do Império
Na unção de um Grão completo como a sua terra inteira
*

sexta-feira, 27 de maio de 2016

FRANCO

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Velho, que “bug”, velho
Que inseto incorreto
Perda da regra da noção
Que caos no inferno, ímpero
É o atraso que emperra
Os conflitos dos gêneros
Confusão dos fundamentos
Horrenda falta dos elementos
O inverso das drogas “istas”
Portal com ingressos
Gritarias de grande pesar
Matrizes sem condução
Fachadas sem elevação
Miolos sem proteção
Eis que há um franco
Um brando ao longe
E fera ao passo perto
Que abstrato aponta
A ponta da razão que resta
Servindo age entregue, sereno
Com a habilidade da casta
De um nobre coração de leão
*

O QUE HÁ DENTRO DO BAÚ

*
A luz que é branco sol vem do fio cobre quente
A via que sobe são as costas da casa que desce
A mágica desvenda nas pontas dos dedos que acerta
A quadra cantada em tempos de Santos Reis
*

POEMA DA ZONA DA MATA MINEIRA

*
Escolha bem ou mal
Absolutamente tudo
Solo, num estado envolto
Seja venda qual justiça
Espada, som, fabricação
Olhos d`águas são jorradas
Vista que a pose mostra
Atrativa gente de expressões
É o fértil verde dos olhos
Que o homem (ser) em Deus crê
É a natureza coisa rara
Hora agora é a obra
Da mestria de ver
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terça-feira, 24 de maio de 2016

OS DONS

*
Bem vindo ao “festival dos óvnis”. Venham! Pois, depois da emissão das notícias da antena dá um desânimo... É tanto pilantra político sendo filmado e ouvido que você fica perdido na incompetência das governanças. Que planeta é esse? Em falar nisso a Venezuela está um desespero. Quem os salvará? O oriente médio não para de explodir. Quem levará a paz? A Europa cada vez mais caduca, os bancos cada vez mais falidos. Quem irá renovar? Na África diminuíram os casos de SIDA? Fome? A ONU tem sede nos Estados Unidos, mas deverá ter essas respostas. No Brasil as pessoas continuam a reproduzirem-se sem educação sexual, cívica, ambiental... Enquanto os insetos transmitem vírus e crianças nascem deformadas. Casas – que não é o primeiro sinônimo de vida – são distribuídas enquanto favelas de madeira pegam fogo, pessoas são atingidas por flechas, dos tiros dos bandidos, dos políticos, políticos, políticos... Torcedores de partidos políticos defendem péssimos políticos para atacarem horríveis políticos, bandidos, os políticos, políticos... Horríveis partidos políticos, péssimos torcedores de partidos e de políticos. Os rios continuam poluídos, os artistas continuam sendo “comida” em couverts artísticos, pagos e não comidos pelo público ao invés dos empresários, pois a arte grátis tem o nome de utopia e é uma filha da... Cultura. Meu Deus! Eu invoco, Nietzsche! (Uma ironia pessimista ao seu estilo). O Mundo é uma mesmice com problemas cada vez maiores. Um foco na mira. A “Lava Jato” de fato está a limpar a podridão política do Brasil. Peguem esses políticos, tomem-lhes as posses, tirem-lhes os poderes, puna-os os malfeitores, reduzam-nos, extinguem-nos, os políticos. Em falar nisso a “Lava Jato”, em minha opinião, com todo respeito, bem que podia ter um nome clássico, um novo batismo, um título como: “Vide Supra”. Mas tudo bem, que continue as operações com “Punho Forte”. Eis o que me alegra, uma luz no fim do túnel, uma limpeza rápida como um jato. Eu, como um Sebastianista fico de mãos abertas como que a espera que me caia ao colo uma providência à medida de um aro perfeito, só confirmado se o firmamento aprova. O Sebastianismo é uma crença típica messiânica que espera o aparecimento ou manifesto de um renovador drástico e benéfico do sistema político, entendível a todos dessa língua matriz. Os Sebastianistas acreditam no Quinto Império do Rei Dom Sebastião. Enquanto preparam a sala, eu peço ao “moço do disco voador que me leve para onde ele for”.
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domingo, 22 de maio de 2016

ESCUTA... LÁ VEM DOM KISSHOT

*
Pois bem, a história continua. Um dos personagens havia sumido, lembram? O narrador foi pescar por não ter o que escrever. Passou muito tempo sem novos capítulos. Por causa do amor recusado por Dora Té (A Dona do Chá), Dom Kisshot (O beijo quente) decidiu vagar sozinho para além do cenário onde se aventurava antigamente com seu fiel amigo Santo Pança (O bom sorridente). Pança foi o primeiro a encontrar com Dom. Ele não o viu de longe, não ouviu trotar cavalo, nem foguetes, mas sentiu um sopro aveludado vindo dos ares do norte, como se alguém soprasse um instrumento apoiado no dente. Na verdade Dom Kisshot reapareceu sem sua lança, um pouco mais velho e embaçado por conta de seus pelos queimados pelo sol e pelo sal. Dora Té não bebe mais chá. Ainda continua a se chamar Dora Té. Mas não bebe chá. Ela não mudou de ideia com relação a Kisshot, só deixou de beber chá. Não me perguntem o que ela anda bebendo, mas não é chá. (...) Ansioso por escutar Dom, Pança foi logo perguntando ao seu amigo o que ele fez nesse tempo distante.
PANÇA: - Meu saudoso amigo, conte-me suas aventuras além do Vale, como eu não pude lhe acompanhar para que você pudesse se encontrar.
DOM KISSHOT: - Você está preparado para acreditar na real fantasia, Pança? Então vamos lá. Eu saí daqui amando e continuo amando. Amo uma força feminina que é tão potente que assume a forma de wicca, lua, fera felina, terra e a bendita chuva. Sozinho, beijei a água lá do céu, que escorreu pelo meu rosto até molhar os meus lábios. Ao invés de esfriar meu beijo, aqueceu meu sangue. Nas noites de lua cheia, subia ao ponto mais alto das montanhas que avistava, só para declamar poesias das mais lindas a ela. E ela me iluminava. Houve uma vez que uma leoa, sem juba, claro, olhou-me tão fixamente nos olhos que me paralisou durante duas semanas, como se me consumisse e comesse a alma que transbordava com o seu olhar. Andei ao lado de guerras travadas entre 3 exércitos em simultâneo, e mesmo não estando em combate fui tratado por uma Hospitalária da Cruz Vermelha, numa cama de lençóis brancos e perfumados. Em noites de frio pedia à Rainha do Mar que me mostrasse suas filhas, as estrelas cadentes, que viravam bailarinas e com elas dançava rodando suas saias. Mas não tive apenas êxtase e deleites durante essas andanças. Fui perseguido por três ursos que morderam meus calcanhares, arranharam minhas costelas e bagunçaram o meu cabelo. Mas os venci. Sabe como? Plantei um jardim de flores com um adubo mágico feito de aço. Então as abelhas que polinizavam e produziam mel nasceram com um ferrão de ferro, 10 vezes mais forte. Assim, quando os ursos foram roubar o mel, levaram ferro. Certa vez encontrei com Marte que na verdade era Saturno disfarçado de Marte e acreditando nisso entreguei a minha lança para que ele a afiasse. Mas como era Saturno, ele transformou minha lança em um anel e ofereceu à Lua, pois Saturno amava a Lua que amava Marte que amava Vênus. Foi então que o sol, muito bravo, que amava a Lua tomou o anel que ela havia ganhado e transformou o anel numa flauta doce e me deu. A minha lança era para ter sido afiada por Marte. Mas Saturno me confundiu e aproveitando a situação transformou-a num anel que entregou à lua. O sol transformou o anel que antes era uma lança, agora numa flauta...
(...)
Neste momento da história, Pança já se deliciava com as aventuras de Dom. E como Pança era um amigo leal e fiel à Kisshot, louco para continuar as novas aventuras em sua companhia, pediu com os olhos brilhantes de esperança assim:
PANÇA: - Dom, eu tenho certeza que você conseguirá fazer com que a Dora Té volte a beber chá.
*

sábado, 21 de maio de 2016

HARD (Difícil é chegar ao fim)


*
Sabeis que o presente
É um instante passado
E por vir consequente
Uma escala em escada
Equilibrada à base plena
Consciente da dádiva máxima
Que é compreender o Todo Poderoso
Tanto agora como antes em remotos tempos
Crer no Mor Supremo é aceitar ser apenas parte
Do absoluto dantes por assim velho e constante
Logo, abrem desenvolvimentos
Cumprem os mandamentos
Deus se manifesta
Acreditai!
*

quinta-feira, 12 de maio de 2016

“A GENTE QUER DINHEIRO E FELICIDADE”

*
Bicho, é o seguinte. Parem com isso de falar em golpe. Que golpe, cara? Consultem o dicionário, por favor. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Parem com apelações conspiratórias apontando a mídia “A”, quando nem assistem a mídia “B” e ainda são influenciados pela mídia “C”. Parem com a cegueira, a surdez e a bobeira de acharem que ninguém fez nada de mal e são bons o suficiente para agradarem a maioria. Parem com o fanatismo partidário sobre as cores dos logotipos e políticos com suas biografias um tanto sujas com muitos inaptos para seus cargos representativos nossos. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Parem com o racismo automático, o martírio próprio e o terror de falsas especulações que alfinetam os vossos dedos, que encarapuçam as vossas cabeças e executam os que já venceram preconceitos. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Eles abriram o baú, encontrado cheio pela metade, sorriram de orelha a orelha, empinaram o nariz, encrencaram com Deus e o diabo, mandaram dinheiro pra fora, meteram dinheiro no bolso, acomodaram o povo com códigos de barras, monetárias cestas básicas, entregaram ouros aos tolos. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Eles não cativaram parceiros estáveis, não surpreenderam em seus comunicados, pelo contrário, foram zombados, envergonharam os que bem falam, foram conflituosos com os do próprio Estado e foram aliados de Estados verdadeiramente atrasados. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Eles foram observados pelos justos, caçados pelos injustos, vaiados nos estádios, reprovados pelo Mundo. Eles não sofreram um golpe de Estado, não ordenaram o território, não avançaram a nação. Eles não honraram o lema da bandeira nacional, não tiveram ordem, não continuaram o progresso, eles gastaram, gastaram e gastaram... Eles quebraram o país.
*

terça-feira, 10 de maio de 2016

GENUINIDADE

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Só quem mora na mata das Minas sabe que para chegar ao mar do Rio é só descer as serras ou vice versa se quiser chegar na mata. Em pouco tempo eu expliquei que voltei de Portugal, não para passeio ainda que esteja à pé, pois sou um peregrino. Quando ando também rezo. Não se ofendam ambas as partes, mas o Brasil é um Portugal com mais gente. Chico Buarque consegue explicar melhor isso cantando. Mais calor, mais sujeira, mais florestas. A muvuca é grande. As filas de carros engarrafam o trânsito, mas de forma impressionante a fila anda. Lentamente, no patamar do ônibus é possível ver as marcas das balas saídas das pistolas nas barras de acrílico que “separam” as favelas do asfalto. Você olha para os lados da estrada e não há como construir uma nova faixa de circulação. Com a tamanha quantidade de gente nas metrópoles precisamos de mais cinco pistas de rodagem, que sejam umas por cima das outras, como uma cidade futurista, como as rodovias de Seattle. Novas Universidades Federais não resolvem problemas. Quantos problemas? Muitos problemas! Os alunos não têm Eurekas (ideias geniais) e faltam professores que espelham e apaixonam, como os que eu tive. A política nacional existente por causa do poder do povo gasta pompas supérfluas em índices numéricos ao invés de intercâmbios aproveitáveis científicos. A política nacional "alcançou a meta de concessão de 101 mil bolsas de estudos entre 2011 e 2014” *Fonte:http://g1.globo.com/…/governo-suspende-novas-bolsas-de-pos-…
Isto quer dizer que foram milhões de reais enviados para fora do país, diferentes dos milhões de reais gastos na Copa do Mundo de Futebol e na Olimpíada em breve dentro do país. Eu conheci países "aos trancos e barrancos", que são mais organizados por praticarem modelos simplificados que poderiam ser adotados pelo Gigante (Brasil) ao reciclarem materiais, extraírem riquezas do oceano, ordenarem com corpo pessoal capacitado o território, educando, protegendo e cuidando da sua sociedade. Bem podia haver uma lei natural que regesse a íntegra dos representantes máximos dos territórios. Sendo este talvez o cargo máximo do status humano, que é o poder sobre um território e a condução das pessoas inseridas nele, o poderoso cumpria de tal maneira eficaz o seu dever, que ao fim de um tempo alcançava naturalmente a glória. Depois da morte continuam a viver no respeito e na memória do seu povo. Enquanto todos os outros que vemos sem honras interrogados, duvidosos, incertos, maculados, confusos, desorientados, estes, são a desvirtuação do poder real.
*

domingo, 8 de maio de 2016

ÀS MENINAS QUE NÃO VI

*
Um beijo na testa
Um beijo no queixo
Um beijo numa bochecha
Um beijo noutra bochecha
Um beijo na ponta do nariz
Um beijo num olho
Um beijo noutro olho
7 beijos iguais Castelos
Cheiros de vermelhos frutos
As lágrimas da minha boca
O som das minhas mãos
Venci as calçadas minadas
Em silêncio bate o meu coração
*

sábado, 7 de maio de 2016

OS TRÊS PONTOS DO VELHO DA TORRE

*
- Vê aquela pedreira, "Pedro"? Ela moverá de lugar.
- Mas, Mestre, ela é grande demais.
- Grande é a força que a moverá.

- Vê aquela nave, "Pedro"? Ela te levará para longe.
- Mas, Mestre, essa é a minha terra.
- Sua terra é onde o seu coração vivo está.

- Vê aquela donzela, "Pedro"? Ela te dará um filho.
- Mas, Mestre, ela sequer sabe que eu existo.
- Então desça a Torre e mostre-se.
*

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A PORTA DA LOUCURA

*
Num profundo pensar, quieto, tranquilo mas sem unhas como o sereno chuvisco que molha e a noite que instala com a escuridão que esconde a luz, questiono a mim próprio como que num diálogo interno o que de fato é um monólogo silencioso, que o mais importante é ser compreensível, ainda mais depois das dúvidas sobre a condução da própria vida, com a sensação de manípulo invisível de forças sobre humanas, se entrego os pontos e paro longe dos vivos sem ser visto ou lido ou ouvido, nem nada em troca, apenas túnica e paraíso, ou se continuo sem pontuar esse texto que é o testemunho de uma prova de vida única, quase indiferente ao inferno astral de todos, a não ser que seja exemplo para sequenciamento ou rejeição dos próximos. Questiono como pude ter nos braços uma ninfa, fértil em corpo, neutra em alma e madura com a qual pudera ter a sorte fecunda de uma prole aumentada bela de sangue ouro e bens maiores em parceria para agora estar sozinho num deserto. Questiono se dormem como gente ou ogros os covardes indignos que lutam por moedas espalhadas pela mesa encobrindo nem a ínfima quinta parte da minha totalidade ainda por brotar. Questiono o sistema capital sem gratificá-lo ainda que o use sem fazer mal o porquê de tão demoníaco agir sedento sobre as posses mínimas e máximas das pessoas simples sofrendo o risco de ser revolucionado por um digno salvador arrebatador de maldades. Deparo com uma roda enferrujada construída para dádivas que está parada por minha conta própria no meio de dois exércitos num campo de batalha. É esse o peso que divido e até rezo o compromisso de tentar com óleo negro ou santo levá-lo ao movimento do público. Eu bem lembro de um conselho que me deram. Você pode escolher  abrir a porta e esperar a sua morte ou trancar a porta e salvar a sua vida.
*

CIDADE DIRIGIDA

*
As antenas captam meu pensar
Claro doo por dever
Paralelo às artimanhas do sistema
Não morrerei por dinheiro
Quando tudo que existe pertence ao Todo
Isto é ser poderoso simplesmente
No fio do tempo igual ao início e ao fim
Essa língua é ampla pois mistura
Essa gente impura com meu sangue
Que agora vive livre
Pois desde outrora a base vale ainda
Prova que a chuva castiga e abençoa
Com fé vigora
Óh gente boa!
*

MATRIX

*
A separação é uma derrota imensa para nós. Ficamos sujeitos à zombaria e menosprezo de inimigos. Nossos erros fazem de nós mesmos carrascos nossos, que aplica um castigo aparentemente ilusório até o fim da vida. Humildemente duvido do destino porque do mesmo modo que as coisas estão ruins - como a sensação que tenho agora - logo o tempo passa mudando o rumo da história com a esperança máxima sobre as coisas melhoradas. Quando você descobre o poder que tem para acelerar este tempo tornasse imensamente rico de gênio, luz, sabedoria que está acima de qualquer matéria, cheiro, sabor ou valor físico. A felicidade permanente mora justamente aí, na paz de espírito frente à qualquer coisa que aconteça ou inexista, ainda que num campo de batalha ou no nascimento de um filho. Eu manifesto a escrita porque é o meu trabalho revelar o interior da anatomia da cabeça, o teor do pensamento. Estou relatando uma "tempestade" que não pára, como Camões pré naufrágio e ainda continuo escrevendo porque vejo um raio de sol, isto é, uma fagulha de esperança que me guia à calmaria que salvaguarda a raríssima mentalidade da vida. Não pode haver só sofrimento na vida. Sei que não há só felicidade na vida. Por isso, tudo isso repelido passará, para aquilo tudo desejado uma hora voltar. E assim ciente deste ciclo duo e variante, procuro ser um real amante do mistério que no meio busco desvendar.
*

MAL AGOIRO

*
Estátuas espatifadas
Azulejos incompletos
Desleixos sinalizados
O degredo dos desfiles
A saída dos formados
A chegada dos malditos
A mistura boa é lenta e escassa
Os comandos são dormentes
Anarquistas ganham forças
E os clássicos massacrados
Os políticos moram, mais nada
Afundam-se medalhas conquistadas
Mas as ondas crescem bravas
E o magma ingere a terra
A pressão é acumulada
Os ventos trarão pragas
Porque os homens são descrentes
Traem os dias, matam as noites
Por isso a nebla vaga não compactada
*

quarta-feira, 4 de maio de 2016

COPAS VINCI

*
No estádio, antes o extravaso
Há um ato cívico lembrado
Nos pátios de brasões Pátrios
Escutemos as baterias dos batentes
E as palavras que pulsadas com amor emociona
Não ultrajemos a bandeira nacional de nascimento
Bem guardemos em nosso corpo essa honra qualidade
Que tamanha impera ramificando o sul
Preservada à rápida idade moderna do homem de Aquárius
Quisera eu guardá-la como "O Pequeno Príncipe" inquebrável
E também principiá-la à união máxima do planeta
Milagrosa água da fonte pura
Benza Deus o Dom e o povo em manto lindo e graça
*

AQUILES

*
Ele faz voar cavalos cinzas em rodopios
Em combates de frontes íntimas valentias
Ele é alado e concentrado em equilíbrio nato
É um instante de observância que consta pró ativo
Consciência fácil e compreensível vida
Como a exposição de uma crônica real peregrina bendita
Pois bem, tanto vou partir dessa Terra um dia
Como voltar ainda que no céu das maravilhas
*

segunda-feira, 2 de maio de 2016

TESOURO

*
Ele escorre líquido e cristalino, salgado e quente dos meus olhos. Quando escuto a voz da mãe bravia vivente no meu berço, suspiro de alegria. Ao mesmo tempo que me aperta o peito deixar essas casinhas aos cacos e os palácios jamais vistos ou entrados, ainda mais agora que o sol colore os seus jardins, e o meu fruto nórdico que guarda seus dentes de leite numa caixinha para mim. Eu arregaço os lábios, exponho as rugas, procuro a calma dentro dessa cabeça eloquente para amenizar a ansiedade de querer que a felicidade seja grátis à todos, que os velhinhos andem e não cuspam ou se entravem em macas de átrios expostos. Eu quero desde já que as crianças saibam caminhar para construírem um mundo bom, ainda que eu não saiba se cruzo o mar ou o céu, mas certo ser a realidade de duas terras. Serei subordinado pelo gigante e suas entranhas naturais, me perderei talvez por deusas de corpos esculturais, mas subjugarei o meu próprio coração à união do círculo com a máxima paixão existente. Esse é o meu amor.
*

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...