sábado, 14 de maio de 2011

LIMPAI

Te olham os olhos da verdade
Te consome a carne de sattva (harmonia*hindu)
Te relembra o cheiro da saudade
Em tempos quentes de agora
Se lamenta por quem chora
Se perdoa quem te culpa
Salve a Terra de ninguém
Salve a terra para alguém
Ouve o sino equidistante
Dorme e sonha uma lição
Maestria é possuir um plano
Um compasso completo
A retilínea vertical
Bem no meio deste chão
Banho de mar é a limpeza da alma
Areia entre os dedos
Pedaços de conchas
São runas minúsculas de esfoliar
As sujeiras das ruas
Os consumos abruptos
O resquício tentado
Que minimizam no sal
Banho de sol que benze a fronte
Cora esta pele e cicatriza esta nuca
Pense distante
Sonha no horizonte
E sinta a glória vindo no ar

quarta-feira, 4 de maio de 2011

É o que é


Certa vez ouviu o rei ao bobo uma teoria, em meio a plateia. No fim do discurso o rei não sorriu, porém toda a plateia aplaudiu. Logo mais tarde, num canto do salão, o bobo disse ao rei que iria tomar um posto maior por causa dos aplausos que recebeu. Então o rei sorriu, pois viu quão incapaz era o bobo de realizar teorias e quão capaz era ele, em acreditar na ilusão de sí mesmo quando alguns, muitos, contribuíram para a sua espantosa realidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Montanha irreal

Se o vigor do sentimento emanado do momento provar que o dia é válido para sempre, então constata que a vida tem espasmos de valor. E quando as emoções superam a ventania de maus presságios terás consigo um sorriso constante, e chegarás ao fim, para uma nova vida.
E do trevo há quatro partes onde o comboio cruza matas. Onde cidades se ligam por trabalhos. E no bolso a chave, com cruz e espada. E no jogo o ganho de uma espera possível da sorte.
De terra ao mar, o ar. Verão antecipado, parente de fogueira e calor. Nos campos as flores, areias dunares, casinhas de pedra e peregrinos a caminhar. Desejo o sucesso, aguardo o momento, espero as respostas com forte alento.
Alerta nos cantos, dos olhos abertos, escudo traseiro meus passos são certos. A fé escondida, sabida por quem, mais deve saber, que é perda do tempo, os pobres incertos, quem mais vou benzer? Eu vivo para ambos, o bem o mal, a um revigoro a cria a outro transformo-lhe em pó.
Tal simples vigor me mostra a paixão, reflecte alegria no meu coração. A vida é mistério e hoje existe mais pura noção que o dia é de paz.  

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Palavrões de palavritas

O chulé do tapete
A fumaça que pira
O alimento que mastiga
E a espada que paira
O cheiro é inverso ao perfeito
O ar, o que porta, é loucura
Da boca vem o alimento
E a força que sempre perdura.

Teoria é um acaso do pensamento
Um lampejo de tempo infinito.
La prática és un movimiento, involuntário
Dos membros do corpo que analisam os acontecimentos.

“Vou ao Porto, pescar peixe
Vi  horizonte e pontes sem fim.
Fui caminhando, sentado no trono
Em pé fui mirando o reino de Avis.”
Fragmento de realeza em livro de montar toda sela.

sábado, 2 de abril de 2011

Tropeço


Um ano cheio de dúvidas, um tempo cheio de esperas. Escritas que não são lidas, palavras que desespera. Notícia de quão negativo é este destino que não escolhi. No túnel não tem nem lampejo tão pouco um desejo de um mestre divino. Sorriso que tenho escondido bem feito o caminho que ruma ao tempo. São rimas, não risos, são ditos de própria lei.

Sem choro nem mama


Acabaram os esconderijos, caíram todas as grutas, não há espaço, não há abrigo. Os bêbados todos jorram vinho pelas ruas, os loucos atravessam pontes na contra mão e não há sinais que indicam a mulher dos seus sonhos ou a menina que te encanta. Pois os sonhos são memórias ilusórias de amantes, para amados, que se escondem agora em vitórias ou derrotas. O que digo são palavras não molhadas com um pingo d’água, o que digo é apenas um desperdício. Tal como a guerra usa seus fabricos eu vomito minhas palavras que não são minhas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pesado

Faça do peso de seus olhos e pensamentos sobre o julgamento de outrem os seus cuidados das armadilhas da malícia desta vida.
Meça a garantia de absorver os frutos deliciosos provindos da justiça mor ou amargar os pecados das aventuras da sensualidade.
E viva, como o ritmo do suspiro, como o longo respirar.
Mago, mestre de cajado, olhar cintilante num foco distante.
Peregrino, sempre justo fiel dos santos, amante do campo e do povo campestre.
Guerreiro, de paz e de guerra, em terras e mares com marcas que jazem.
Flautista, sois raro cantante, seus pios celebram os pios dos deuses.

QUÊ CÊ TÁ FAZENDO?

Posso lembrar seguramente de que pelejo desde novo comunicações sobre o Meio Ambiente. Contexto que é definido como toda ocorrência de seres...