quinta-feira, 1 de setembro de 2011

ARQUEO


Sonho encontrar o achado. Escavar porção de terra.
Olho a natureza em volta. A arquitectura morta
Toco a viola que meus dedos na corda misturam magia de simples canção  
Brinco com as jubas dos leões porque de sabre é o meu coração
E antes que o destino atraque, previ a vontade e vivi a emoção.
Feliz sabedor da conquista, sou crente na força que move esta vida.

domingo, 28 de agosto de 2011

Visão da caminhada.


Trampolim é o ponto de arremesso.
O alto céu não se encontra na terra.
As glórias hoje são somente importantes coincidências.
E longe de toda confusão deves estar.
Pois se no meio do espaço parares é sinal que o tempo parou.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Rezei para saber escrever

O que passa no fio da minha viola é o vento
O que goteja nos cantos e céu da minha boca é segredo.
O que determina o fim é o fogo da luz
E o que move debaixo dos pés é a terra.
Sendo os quatro elementos percebidos como místicos
Então mestre reúne-se em mestre.
Sabeis que o Sol percorre o Universo tal como o Homem traça sua meta

terça-feira, 5 de julho de 2011

Baptizado

Levou a espada para o meio da floresta.
Encontrou na terra o bastão.
E treinou com amizade a espada e o bastão.
Perguntou a resposta, aprovou o evento
Consumiu grande tempo da poção de evolução
Não temeu qualquer estrondo, esperou o alento,
Respeitou o sorriso, frente ao rosto de São Bento.
Sabe aquilo que passou, sabe aquilo o que é, sabe aquilo que virá.
Firme a fé do peregrino que caminha e age, amem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vero


“Significo o incompreensível para a sua mente. Pertenço à humanidade mas mergulhei na natureza. E no fim renasço como Fénix de um livro velho que ninguém leu, porém sabe o início, o meio e o fim.
E penso além, para aproximar do infinito. E sinto a água fria num manto de sol.
Lembranças chegam dos dias que se foram, os sonhos dormem com aqueles que adormecem.
Digo mais que devo por isso peco em existir assim”

sábado, 14 de maio de 2011

LIMPAI

Te olham os olhos da verdade
Te consome a carne de sattva (harmonia*hindu)
Te relembra o cheiro da saudade
Em tempos quentes de agora
Se lamenta por quem chora
Se perdoa quem te culpa
Salve a Terra de ninguém
Salve a terra para alguém
Ouve o sino equidistante
Dorme e sonha uma lição
Maestria é possuir um plano
Um compasso completo
A retilínea vertical
Bem no meio deste chão
Banho de mar é a limpeza da alma
Areia entre os dedos
Pedaços de conchas
São runas minúsculas de esfoliar
As sujeiras das ruas
Os consumos abruptos
O resquício tentado
Que minimizam no sal
Banho de sol que benze a fronte
Cora esta pele e cicatriza esta nuca
Pense distante
Sonha no horizonte
E sinta a glória vindo no ar

quarta-feira, 4 de maio de 2011

É o que é


Certa vez ouviu o rei ao bobo uma teoria, em meio a plateia. No fim do discurso o rei não sorriu, porém toda a plateia aplaudiu. Logo mais tarde, num canto do salão, o bobo disse ao rei que iria tomar um posto maior por causa dos aplausos que recebeu. Então o rei sorriu, pois viu quão incapaz era o bobo de realizar teorias e quão capaz era ele, em acreditar na ilusão de sí mesmo quando alguns, muitos, contribuíram para a sua espantosa realidade.

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...