quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PORTUGAL



Um país perdido, sem frente pessoal vangloriada. Um país com bases abertas aos tolos, que mancham os marcos da história. Um país triste, fedorento, sujo e pobre. Um território sem ordem, sem progresso. Uma nação possuidora de vigor porém ativa em baderna. Vergonha falta. Os responsáveis são personagens caricatos. Governo, República, políticos, privados, são classes e ícones sem honra, sem alma. Um território às portas do mar, abençoado pelo sol que beija o horizonte, mas, destinado ao sofrimento presente, por conta da fraqueza de identidade, por falta de autoconhecimento, por castigo. Os espectadores não entendem o regulamento do sistema criado, os inconsequentes caminham em direção ao funil do status, os crentes no fim dos tempos são raros e os construtores do Quinto Império podem bem agir.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PACATO BRAVO ATENTO ABRUPTO CONTENTO




Oferenda do pingo
A conduta do ápice
É um instante infinito
Núcleo é tudo incandescente
Tempo é espaço omnipotente
Vida é o tempo em freio, início
  
Tal sequencia não comporta
Equilíbrio necessário
Para andar perante o tempo
Tão pacato, bravo, atento

Observa o tempo hoje,
Preparar um mundo novo
Que o mistério se revele
Tão abrupto e contento.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vi



Levai em consideração que Deus possui todas as formas inseridas no momento vigente. É contudo passado e futuro, independente. Do semblante tranquilo em repouso mira o símbolo poderoso dentro um chacra. Portal central do corpo material. Tal nobreza ao corpo bruto, espírito, mental. Orai pelos perdidos, pelos ausentes, pelos confusos. Louvai os corajosos e humildes a quem hospitalários contactam em missão. A brisa que percorre não preludie desconforto pois a torre alta iluminada é um farol de salvação. Em verdade é a consciência esclarecida, o caminho em setas largas e contida satisfação. É no céu que devemos mirar buscas, e nas águas turbulentas limpar pés. Tão sonoro é o sopro fio estreito qual a trava do relógio universal.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Correto



O mando, de fronte, amigos e inimigos.
Os atos passados, são bases de agora.
Apontas errado e te fere a espada.
Não tema, corrija e segue esta vida.
Os atos presentes, só mostram quem somos.
Se guarda, protege, a mente eloquente.
Definem os próximos erróneos viventes.
Manchando o caminho da súplica, esperança.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Coragem e glória



É possível ver os topos iluminados com a luz do fim da tarde.
Depois que a chuva forte lava os despojos da massa andante.
A brisa fria que anuncia é amiga da neblina que se mostra em esplendor.
Espectadores das letras aguardam resumos de mais uma guerra banal.
Enquanto louros destinados ao sistema que mais estimula a contradição.
Sociedade crescente, com metas divergentes, situa tantos inconsequentes.
Porém fazem bem os sapientes, esperarem ferozmente.
Uma carta destinada, um destino salvador.
Tradução de corpo e sangue, um impulso vencedor.  

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Manhã

Orvalho que encharca
O aro metálico
E banha profundo o espírito do corpo.
Superficial.
Toalha absorve gotículas
Manhã.
Bebida em cascata
De juventude.
A sorte não esconde,
as dores passageiras
e os loucos impacientes.

Escriba, Escrivão


Cadencia o pensar e traduz a tradição
Sobre a fronte horizonte, são milhares estrelares
Uma luz tão desejada pousa em meio a escuridão
Esta chuva tão serena que borrifa a face e os membros
Este corpo frente a Sé é sinal de água benta, é a plena devoção
Tenho o dom do punho forte, dedilhadas alternâncias
Abrem asas o futuro e a esperança não descansa
Tenho dó do pó do acaso que num ato é só momento.
Tenho a plena consciência que meus passos são de Deus.
Tudo começa sendo uno, todo e completo.
Depois degrada-se, excede-se e finda.

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...