terça-feira, 30 de junho de 2015

RAMA

Mar que o cheiro chega só de imaginar
Língua que tanto adoça como amarga
Corpo que no descanso planeja os passos
Sal que limpa a alma e tempera ao dente
Abraço que o caloroso amasso imita o sol
Noite que segue o dia, que encontra a lua
Fala que nas escritas expõe a estrada clara
Vida que a natureza é terra, água, fogo e ar

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ESTÁ TUDO SEMPRE COMEÇANDO

Depois que as lágrimas caem
Amenizam as lembranças dos males
Depois que o horizonte está aberto
Tormentas nos deixam mais fortes
Depois que a carta é enviada
É como a flecha sedenta ao alvo
Depois que o ciclo das estações acaba
Aumentam as histórias de nossas vidas

domingo, 28 de junho de 2015

DAQUI PRA LÁ AQUI TAMBÉM

Não há maneira de colocar a paixão pela terra a frente dos “bois” que controlam os passos das nações? Não tem como ter mão autônoma sobre as rédeas dos “cavalos” que são nascidos e criados nos próprios campos? O que quero dizer mais precisamente é se não há maneira desses países da velha Europa, mais conhecidos como berços da civilização moderna com histórico alargado desde as imposições naturais aos impostos antrópicos, desde as guerras geográficas à tal confusão da União, serem de fato independentes hoje ou amanhã, já, das armadilhadas planilhas financeiras, dos valores eletrônicos digitais, das logomarcas capitalistas de uma moeda única? Será que tem como nos dias de hoje pesar (peso) outros valores, não menos que os próprios valores materiais, iguais às próprias moedas, igualar tal balança com cultura, língua (idioma), produtos típicos, novas invenções, história, técnicas e métodos de estilos que justificam capacidades de alternativas e com isso a diversidade de inteligências, em suma, a satisfação de bem-estar mais gradativo das populações no desenvolvimento natural do tempo e espaço consoante às necessidades básicas e fundamentais? O compacto do pensamento ainda são perguntas, por mais que eu tenha já o gabarito das respostas: Será que tem como mudar essa tendência de crer que só, ou, mais a economia (dinheiro) é que dita o sucesso de um país ou a conjugação de valores mais imateriais e sentimentais podem ser a causa de uma revisão para atuação sobre os conceitos de ordenamento, condução e gestão dos territórios? Quem, seja singular ou comunitário, poderá fazer isso?

DIAGONAL

É uma linha que indica subida ou queda, é um gráfico
É a bravura mais conhecida do Coração de Leão, é uma campanha
É uma faixa que indica supremacia e comando, é suposto
É outra faixa que tampa apenas uma das mamas, da liberdade
É a cruzada de pernas das mulheres e um Imperador, do Brasil
É a linha que liga ângulos extremos do quadrado, é a base do triangulo
É o caminho mais curto do meu quintal à janela do seu quarto, é aqui ao lado
É a rota marítima da Europa ocidental à América do sul oriental, é norte e sul

sábado, 27 de junho de 2015

O MAGNÍFICO EFEITO CONTRÁRIO

(...) Dessa vez o aprendiz subiu bem devagar as escadas da Torre pensando muito bem nas perguntas que iria fazer ao seu Velho Mestre.

- Mestre, eu chamei uma e veio outra, falei a nossa língua e me responderam em outras, procurei Vênus e achei Saturno, pintei longas mandalas e imprimiram faixas, falei de Reis e me apontaram bombas, compus notas novas, mas não ouço nenhum novo som, lancei o anzol na água e o que me veio foi um calçado mais conservado do que essa que uso agora.

(...) Vocês sabem que o Velho da Torre é um Mestre, ele tem sempre na ponta da língua as melhores respostas. E não é que seria fácil para o Velho responder o contrário das perguntas do aprendiz, ele sempre sabe o que diz.

- Aprendiz, veja bem. Chame uma ou chame todas, chame-as. O que vale mesmo é quem te chama. Porque quem te chama não te teme, pelo contrário, te quer. Se te responderam em outra língua o que você perguntou quer dizer que eles te entenderam, né? Isso é bom sinal. Não só continue a perguntar em nossa língua, mas também afirmar, eles irão aprender com você. Quanto a Vênus, ela está com a cabeça em Marte, isto quer dizer em você. Por isso é que o gigante Saturno deixou visíveis os anéis, para que você “pegue-os” e “ofereça-os”, para Vênus, para Vênus! Suas mandalas são labirínticas, são mapas secretos, consta até a planta oculta inversa desta Torre, ufa, eu mesmo já vi isso. Elas espantam o mau olhado e os retalhos que andam por aí são a sobra dos conflitos que essa sua arma multicolorida finda. Você falou dos Reis? Quantos? Quais? Onde? Espere um minuto, vou pegar um vinho para você, sente-se, se acomode, levante os pés, quer uma massagem? Os Reis precisam reviver, por isso é que tentaram matar você, ora essa, fique esperto rapaz! Ai, ai, tantas perguntas, você deve ter subido essas escadas bem lentamente para me entregar tantos pepinos. Vamos lá, agora sobre as músicas. Você precisa do eco. Você deixou as conchas aqui em cima quando as trouxe a um tempo atrás para oferecer a Krishna, lembra? Por isso não tem som lá embaixo mais (risos). Essa última pergunta é a mais fácil de responder. Limpe o calçado, use-o, vá ao aquário e eduque o público. Mas eduque em nossa língua e em outras mais, eduque com o amor de Vênus em seu coração, eduque com a revelação dos desenhos abstratos, eduque como um Rei ileso às bombas, eduque como Amadeus compondo novidades e ousadias, eduque sobre a conservação da natureza viva. Assim verá o magnífico efeito contrário, isto é, de tudo isso que agora me diz. Ah, tenho certeza que em breve você será chamado!

(...) Bom, eu vos disse que o Velho da Torre era fera, não é?!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

SÉRIA PROSA: SOU O PÃO

A economia é como uma panela de pressão. Um cilindro alto e largo com uma tampa em cima. O suficiente para caber muitos itens e acelerar a prontidão. São tantos ingredientes que podem entrar nessa panela que afunda o prato raso da população. Farta, ela ganha ânimo para outras produções. Porque é uma panela imensa. Um só país é como a caldeira de um vulcão. Agora pensa num festival na feira. A feira são outros países. O festival é a união. Estou falando de Lusofonia, ou melhor, de economia. Da economia dos produtos do Império!*. Ele estende de norte a sul, de leste a oeste e tem uma lista de produtos que não cabe num caderno. É uma superpotência e ainda aceita convidados, é claro. Enquanto comemos é sempre enriquecedor bater um papo histórico com a Grécia. No caldo temperado ralo é capaz de navegar o pão. No caldo grosso bem tratado é possível transladar porções. Eis aí a lenha, agora é preciso atirar o fogo no fogão. Quem fará esse sopão?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

DE OUTRO MUNDO

Tem um brilho cativante
Seu poder é um relâmpago
Que clareia a vontade de te ver
Saber cheiro, gosto, som e pulsação
Forma de beldade e realeza divinal
Conteúdo de pura inspiração jovial
Comparada à violeta ultra dos raios de sol
Tão clara como a Dama do poeta camaleão
Oculta faz-se muda e não muda o meu revelar
Amuleto cristalino misturado em terra, água e mar
Ponta da grandeza do mistério que me prende e me faz voar

quarta-feira, 24 de junho de 2015

EQUIPARADO

É MAL SINAL
Quando a chuva arma e não cai
Quando o mar azeite não mexe
Quando o pombo voa e não volta
A ESPERANÇA É UM BEM
Que a água limpe com força a sujeira do chão
Que o movimento das ondas traga novos ventos
Que as mensagens cheguem a tocar o coração

O PORTO É UMA CIDADE DE BRAVOS

Certa vez, eu vinha pela madrugada a fora, caminhando como de costume, rumo à Praça da República, o Quartel General e à Igreja da Lapa, para onde eu morava. Já estava meio aquecido com os vinhos da Adega e as minis do 77 após ter passado uma noite festiva com os amigos ladeira abaixo. Eu estava com uma jaqueta vermelha, o que lembrava o Benfica, que por coincidência naquela noite mais cedo havia ganhado uma partida da Champions. Foi então que vi dois caras, sendo que um deles estava muito bêbado. Eu estava um tanto alegre e tive a cisma de mexer com o cara: “E aí brother, tá chapado, heim!”. Num súbito movimento, o bêbado levanta-se e me pergunta se eu queria uma chapada (um tapa), vem cambaleando em minha direção e lança o tapa, que não me acerta por desviar, ele rodopia e quase cai, amparado por mim e o outro amigo seu. Umas meninas que ali estavam viram a cena e quando passei disseram elas: “Lá vem o bravo”.

terça-feira, 23 de junho de 2015

EAT, PRAY, LOVE

A vida passa com a culpa do tempo
A cada dia acaba e a cada dia surge intensa
Existem alguns pilares que servem como guias
O que já passou está imerso, é o impossível
Mas o que há para vir, isto sim está visível
Como o topo das colunas os faróis indicam
Comer, porque o alimento é a natureza da energia
Rezar, porque o alimento da alma é o mistério da prece
Amar, porque o amor alimenta o corpo e o espírito

UM QUADRADO CHEIO

A pracinha é o quadrado de um quarteirão que tem árvores por todo lado
Até quase no meio, mas no meio tem uma quadra com ferros nos lados
Dizem ser de patinação, mas o que reina mesmo é... a pelada
Mantém a fama a nova geração descalça, faça chuva ou faça sol
Toda ela, a pracinha, tem um histórico anterior a mim, dos meus irmãos
A minha lembrança começa com fogo, vai às queimadas de Judas
Às galinhas pretas para substituir os balões de São João
Lembro-me dos bêbados que caíam como moscas na teia
Dos “pegas” que os andarilhos nos davam, aos moleques implicantes
Os piques com 20 cabeças ou mais escondidos nos topos das árvores
O taco, com bola de tênis, cabo de vassoura e palitos de picolé
De invejar qualquer baseball americano e parar o trânsito
As peladas já ditas eram preparações para os campeonatos
Havia medalhas, elas eram pratinhas furadas com cordão de barbante
E lembro-me das paqueras, a minha era uma que vinha de longe
De longe vinham também outros moleques para brincarem na praça
E são muitas as lembranças porque o tempo era outro e a distância é pouca

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A MINHA

A fome continua, a sede aumenta
Sobre os que cravam pelas costas
Sobre os que promovem a discórdia
Sobre os que competem por bananas
Sobre os que colecionam inimigos
Sobre os que fingem serem amigos
Estes confundem essência com glória
Pensam que ter é uma dádiva divina
Murmuram dos outros a esquecer do umbigo
É impossível dizer bom dia nestes cômodos
É melhor dizer adeus do que pagar as contas
Vou-me embora a cumprimentar os que passam
Ou então fico a lutar sem a graça de vencer os meus

A TERRINHA

Quando ouço um sino repetindo pelas ruas
Logo procuro a gravidade do som no alto
Mas percebo que as ondas não são grossas
Repetem-se na caixinha dos anúncios de produtos
Nem o frio temporário que na chuva interrompida lembra
Nem os cavalos surrados atrelados nas charretes lembram
Nem as maiores avenidas, os rios, as roupas, gentes, lembram
A terrinha asfaltada
A altura da sardinha assada
Os sinos anunciantes de outrora
As chuvas que se instalam na paisagem
Os cavalos passeantes da cavalaria armada

O VELHO DA TORRE em... QUEM SEREI?

(...) O aprendiz sobe correndo as escadas da Torre...

- Mestre, quem serei? Não me diga agora, mas só no fim. Lá embaixo eu vi tanta coisa feia. Homens roubando comida de crianças, crianças amontoadas em caixotes, políticos ditos organizadores desorganizando a nossa terra, mesas e bancadas onde arrastam as gravatas de inúteis do sistema, com pena do povo que pensa ter força, sem pena da pena de morte pra quem vive a prejudicar o próximo, jovens sem cultura média intoxicando com drogas químicas, gente escravizada por causa das ferramentas que ferem a natureza... Que tristeza, Mestre.
*
- Você é um aprendiz do contrário de tudo isso que me diz. Você é a criança que sobrevive, é o político sem gravata, é o homem que alimenta, é a lei que condena, é o líder que agrega a ordem, é a base vertical que move, é o arquiteto dos planos vindouros é a variedade dos bens para quem escolhe. Agora, fique feliz, você não será um Velho da Torre qualquer, porque você é o aprendiz.
(...)

domingo, 21 de junho de 2015

ACONCHEGO

De desejar meu par desde a terra firme a além-mar
Espreguice, abre a boca, experimente este anel
O seu chá está na mesa, morno e cheira a flores
Eu reduzi o fogo pois estou na praça e vejo o Porto
Anda, eu tenho as malas prontas penduradas no ar
Saiba que meu visto são meus olhos e as solas dos pés
Seus olhos poderão cruzar com o mar, minha Senhora
Todos os dias e noites propostos a aventura de amar
Minha permanência é fiel às estações, nunca trai o verão
Sua companhia é energia, irradia, gera livros e canções
Vá! Descubra logo que o que deve ser só será se você chegar

sábado, 20 de junho de 2015

O NASCIMENTO DE RÁ

É uma proveniência intelectual
Da união do masculino e o feminino
Lógico na lógica de raios e orbes
Isto é Dali! Vem um filho e mais
Bons descendentes do equilíbrio
Procriado, gerado das energias
Tal como o sol pai das cores
Que nas formas se faz amplo
Eu sou o Sol

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ERGA OMNES

• Como é que camufla a sociedade ao viver tão junto dela em observância acordado aos seus passos de noite e de dia? Revelando-a em ações expressivas sem medo à exposição das raridades magníficas e das massacrantes repetições insignificantes.

• Como é que se cala quem mal diz com pena por mal dizer o que mal diz? Com benefícios linguísticos diretos lançados ao entendimento ante ao menosprezo do que a frase explica aos ignorantes de saberes.

• Como é que pode o álcool ser propagado, ser propaganda, ser consumido de ponta a ponta da semana e ainda estar aceite nas mentes e nas panças que conduzem os volantes e mentem aos olhos e às barbas dos juízes? Depois que revisto for o texto dos consumos e das produções – isto é uma aula de economia e legislação – com posterior liberação do incenso que é justamente fumaça, tal qual lançadas dos fogos em festas (SJ) e as indicações que “Habemuns Papam”.

• Como pode a malícia das mais prejudicáveis ser pivô de conflitos nas ruas e no interior das casas, afastando irmãos, conflitando sangues, confrontando os que apenas têm (ter) com os que tudo são (ser)? Esperando sua morte é uma opção, mas antes, levando-a ao esforço de se autodestruir por pensar vencer o bem jamais vencível. Sendo invencível por isso é convictamente invicto. 

• Como pode os jovens que mal conduzem as dinâmicas de suas comunicações, por causa da má condução dos seus progenitores, serem aspirantes a habitarem outros planetas, sendo que as descargas de seus corpos e máquinas não os levam sequer às portas do Nirvana (espiritualidade)? Pacientes mestres, mas também ferozes, fazem tremer por resistência ou por súbito estalo os que carecem de bases ensinando-os que os sentidos se instalam na mente e a mente prepara o terreno para a evolução. 

• Como é que elimina o hipócrita que opina sobre educação sendo que visto ao espelho é o mais contraditório dos casos de desunião? Avisando-lhe que mais vale viver intenso e só por isso a história lembra e desvanece os maus, e marca para perpetuar os bons.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O VELHO DA TORRE DIZ TALVEZ

Se os seus jardins não despertam os sentidos dela ao ponto de fazê-la suspirar em êxtase, talvez seja porque ela não gosta das cores e formas dos seus bosques. Se suas letras não tocam a alma dela e não abre uma porta do seu coração, talvez seja porque ela ainda vive presa ao passado, esquecida da chave que recomeçam as emoções. Se os seus passos não a encontra nem perto, nem longe, talvez seja porque ela se esconde ou acredita que num belo dia uma estrela caia em suas mãos. Por fim, meu bom aprendiz, você que sobe essa torre alta para encontrar verdades, saiba que sobre ti não há talvez, pois sei que seus jardins são os mais belos, suas letras as mais sinceras e os seus passos os mais certos. Assim, não tenho dúvida que você gosta dela, mas ela, talvez.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A NOITE SOBE E O DIA DESCE

O dia sobe e a noite desce nas cirandas das epopeias
Os astros cruzam em arcos horizontes além das rosas
Ora vezes mais abertos com a vista alta
Ora vezes mais fechado e o queixo baixo
O clima ameno é culpa da atmosfera calma
O clima rude é culpa da ignorância humana
O mar oscila a hidrosfera que o sol e a lua puxam
O solo encharca as sementes pelas quintas desse mundo
A vida passa, o bem não some, o mau acaba, a consciência importa

AQUODIR

A Educação Ambiental é um esqueleto pronto
Serve base e sustento ao entendimento humano
Sobre mapas informativos de oceanos Mundi
Onde a ecologia simula sistemas aquáticos mix
Demonstrando elementos da natureza vivos
Planos de ensino e pesquisa são conhecidos
Presença interativa de público de toda língua
Real é a matriz produtiva de um “porto feliz”

terça-feira, 16 de junho de 2015

DEPOIS DA CHUVA A CIDADE É TINTA

Por amor ao PAPA
Não me peçam dinheiro
Preciso, não tenho para dar
Peçam-me qualquer outra coisa
Já ando corcunda por causa do peso
O que nós temos é tudo que nós somos

...E não me xinguem, pois voltará como maldição Templária

segunda-feira, 15 de junho de 2015

EQUILI.BRA.UM.MAX.

A vida não surgiu no norte
Ela chegou ao extremo
A vida nasceu no norte
Ela não chegou ao extremo

VOCÊ NA CABEÇA A TODO INSTANTE

Não apareceu ninguém que me faça esquecer
Nem lembrar alguém que já me fez assim
E mui provavelmente não irá haver por meses
Mesmo que seja fracasso os meses que passam
Tudo que podia acontecer num instante passado
Chegamos à mesma hora e tivemos tantas horas
Ainda temos bases, berçários, projetos e lugares
Palavras adiantam o que de mim terá constante
O som da sua voz à minha frente é o que mais penso

CRÔNICA: A VOZ DO COMANDO

Tenho os pais ativos mas meus avós não existem mais
Meus bisavós ainda moraram por cá
E meus tataravós só andaram por lá longe
Tomaria muito tempo em dizer que navegaram
Instalaram-se, reproduziram e aqui estou
Até que foi rápido avançar a lógica do tempo
Mas o que quero falar mesmo é da Avenida e seus “com vivos”
Aquela com árvores cabeludas e um corguinho desmilinguido
Havia uma convenção digna das bizarrices de Roma ou Paris
Primeiro que, logo na porta havia uma cortina de pano
Segundo que, o segundo segurança tinha cinco palmos de altura
Terceiro que, a entrada custava uma hemorragia de notas vermelhas
A Polícia Federal tem as mãos firmes nas rédeas e isso alegra a Justiça
No mesmo dia Frankenstein e Conde Drácula morreram, ao mesmo tempo
Não escondo a alegria de estar vivo, não por nada disso, mas só por ela
Porque é nela que eu acredito enquanto escrevo delícias e ridículos
Enquanto os dias passam a condução avança e a esperança existe
Então as crônicas serão íntegras viagens com imagens e emoções

domingo, 14 de junho de 2015

JAPÃO

Pensai no oriente
E por causa da língua portuguesa
Sabei no ocidente

A expansão galopa, navega, vigora
Chega ao sol nascente Ilhas Fiji
Gradiente refletor de luz do sol contente

(Leon)

sábado, 13 de junho de 2015

SINTONIZE O NÍVEL QUINTO, IMPÉRIO

Você me aceitaria descalço? Abraçar-me-ia sem ouro? Isto envolve as matérias que iludem o corpo. Isto mostra o mapa do espírito que nos fará (faz) ser um do outro. A você mundana, eu sou do Mundo. E pretendo me entregar como a lança em voo se une ao ar em seu percurso. Até cravar no alvo que atrita a faísca que produz a chama que acende o fogo. Com isso, vigoram as florestas onde abundam elementos, as fundações reforçam sistemas, organizações e as pontes aumentam as qualidades das nossas bases familiares. Eu não sou fã da monotonia, tão pouco vivo as monológicas (monólogo). Te ouço quando mostra os seus sinais. Pouca gente sabe, talvez um pouco mais agora, contudo basta uma só ciente pessoa saber. Quando sumo de uma hora para outra percorro um caminho até casa passando por um portal extenso onde ao lado estão enfileiradas grandes árvores barbadas que requintam a imaginação. Depois de um momento volto, quase sempre com um pensamento novo. Tanto sobre a vida que é traduzida em sopro harmônico e corajoso, como sobre a morte que vem para quem está vivo seja só um pouco. Certo é que palavras minhas fazem parte da sua história. Basta agora assumir a posse dos sentidos. Aviso, o sexto é seu segredo, o primeiro o meu mistério e no meio está lá bem visto, escrito, destino.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... QUEM É QUENTE NUNCA ESFRIA

(...) Dom Kiss Hot, lembram-se dele? Depois que Dora Té trancou-se no quarto sem querer vê-lo, ele ameaçou partir. E partiu. Tanto é que eu mesmo – o narrador – tirei férias, e congelei o Dom Kiss Hot. Ora essa, aturar uma marrenta de primeira como Dora e outro vulcão em erupção como Dom, não conseguiria escrever só sobre o Pança, a encher a cara dia e noite nos Saloons. Mas tenho uma boa notícia para vós. Dom Kiss Hot, mandou um recado através de um moleque que corria no sentido contrário aos trotes do seu cavalo. A transcrição da mensagem é mais ou menos assim:

Dom Kiss Hot: Tenho os lábios secos. Nem por isso estão frios. Afinal, sou Dom Kiss Hot. A minha bússola parece que endoideceu, pois me mostra dois nortes. Acreditam? Um norte é o translado para o outro lado do Mundo. O outro norte é a minha permanência para conquistar Dora Té. Ela ainda bebe muito chá? E Pança, como está? Muito em breve a minha bússola apontará um norte apenas, então de um jeito ou de outro a história continuará. Um fato é que a ponte que me levará ao outro lado do Mundo oscila, porque é pênsil e por isso curva-se, côncava, a rebaixar meus passos. Outro fato é que Dora Té não me responde o pombo, digo, correio, pois se ela me respondesse eu esquecia a ponte e voltava nesse instante.
(...)

terça-feira, 9 de junho de 2015

A NOVA E INCANSÁVEL CANÇÃO

Véi (a), você não imagina quão
Seremos tão fortes após cruzar o marzão
Antes, porém, dias e noites nos iluminarão
Que roupas, calçados e ferramentas inventarão
Porque lado a lado, Véi (a), não há nada mais claro
Que os nossos sorrisos interligados
Que a nossa pele dourada doada ao sol
Que os nossos olhos preciosos de leão
Essa esperança viva brota a toda hora, Véi (a)
Só de pensar no som da fusão dos nossos corações

O REMÉDIO DA ESPERA

É a caminhada matutina ao extremo da cidade
É a subida ao cume mais alto desses vales
É a contemplação do rio descer na cachoeira
É o estalar das faíscas de uma fogueira santa
É o transformar passado num papel branco
É acreditar que a areia fina move a ampulheta
É uma prece em canto do oriente no ocidente
É um bem querer continuar querer-te tanto

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O CONSOLO DO VELHO DA TORRE

Ouça bem o que vou lhe dizer:
Erga-se! Você pertence aos raros
Por ser multivariado convive com os administradores
E os construtores e os gladiadores, sem ser odiado
Atente-se! Você é previsível
O dom do acaso sabe disso
Por isso brinca com o seu poderio
Tanto pode estar aqui agora neste alto
Como mais alto ainda nalgum ponto do infinito
Não pare! Porque seus planos migram, instalam e coroam
Com a força de ser visto vivo
Fica preso à mente dos que te fixam
Ileso pela maior riqueza que possui, bondade

domingo, 7 de junho de 2015

A PORTA

Ainda que a volta demore ela é certa
Mais dizeres continuam a formatar o título
Comum prólogo extensivo e capitulado
Preciso só que você saiba o que faço
Ajo para que o rumo dessa história vigore
Decole, quando em breve seja o encontro
Peça qualquer coisa minha bela agora
Ria, não chora, o amanhecer está à porta

DEUS MANDA

A carne descongela sozinha
O trem que passa e impacta
Artistas têm o dom da pausa
O beijo porta o cheiro d´alma
*
A Dama que aguarda ganha
O Mestre que andante fala
A dança nesta roda alcança
O dono dessa incrível jornada

ANGU AO LADO

Deitado no degrau aquático doce estagnado
Na base do milho que cresce solto num todo
Nuvens brancas estampam o céu da casa
Como o tempo que aparece e desvanece

CHEIO

Por estar tomado da presença que me norteia
Com a bagagem pronta pra mudar de sítio logo
Neste tempo onde os conselhos pedem calma
Já dizia sobre as unhas curtas e as curvas novas
Ou o pescoço inquieto a procurar quem chega
Será que dorme e sonha, acorda e lembra?
Será que anseia a cruzada da conquista derradeira?
Essa atmosfera é o pressuposto da genética da escrita
Como toda poesia, vale mais pra quem faz parte dela
Porque a gravação do sentimento é uma dádiva nobre
Vale tanto quanto o cheiro de perfume da natureza pura
Uma vontade de atar a minha mão na sua, corpo e alma
E desbravar lugares com paixão firmando o laço da união

sábado, 6 de junho de 2015

O INÍCIO DEPOIS DO FIM

O trajeto nesta praça passa
Por bandeiras entre fileiras
Corredores abstratos natos
Dotados de posturas buenas
Todo ato que negado chora
E vigora toda boa força plena
As formas estampadas fixam
Os fatos mais alegres voltam
As damas todas temem a reina
Por causa de uma força clara
Dos olhos da mais bela fera
Faço desse livro livre ao mundo
Porquê tenho inspiração d´amor

quinta-feira, 4 de junho de 2015

DE CABEÇA PARA O SILÊNCIO

Para mim não há surpresas, bem podia
Pra você, porém há a minha espera
Para mim não há presente, quem me dera
Pra você, até a primavera volta fora da época
Poder é chance e chance é vastidão
Num grão que sobre ele cresce um colégio interno
E no meio da mata resguarda-me e me faz são
Eu tenho a chance de ver a arte misturar-se entre o povo
Eu levanto os olhos para encontrar o seu clarão
É bem provável hoje ver, ouvir, falar, tocar, sentir, aqui
Tudo que seja sim e nada que seja não

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DOS SAPIENS

Provérbios de um velho sábio oriental
Não necessariamente de olhos puxados
Porém focados à vista da concentração
E alerta ao universo manifesto existente
Revelando com certeza os pensamentos
Sê primeiro o plantar em conjunto colher
*
A onda molda
Recorta a orla
Adentro ao mar

sexta-feira, 29 de maio de 2015

DUM! QUADRANTE

Olhei pro céu no fim da tarde enquanto a noite nasce
Encontro a Dalva a mostra-se mais que estrela brilhante
Suplico a marca de uma cadente à risca vista no horizonte
Para pedir que me conceda a forja de um belo elo abundante
Enquanto o frio avança o calor freia a superfície, mas só da pele
Interiores vales não conhecem as marés cheias, apenas em sonhos
É bem por isso que não espero a venerar o sol no cimo de um mirante
Para correr ou navegar que seja um salto quando te “ter” ao meu alcance

DADO

Dado que lançado ainda rola sem impedimento por causa do silêncio
Similar ao escorrimento da cascata sobre a pedra diagonal na mata
Hoje até a chuva lança gotas pra molhar o meu quintal e sua casa
Talvez seja um sinal do céu a preparar o chão da sua volta à praça
Pois a sola dos meus pés ainda aguentam novas rotas em companhia
Não lamento a fala dita, não adiantaria agora, uma vez que é verdade
É a natureza de quem corteja chamar para aventurar na nova idade
Mas meus pelos crescem soltos enquanto guardo uma postura séria
Ao falar de outras terras não vacilo, isto é somente um simples convite
Para "beber" café contigo todos os dias, um colírio de esperança e alegria

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O BEM QUE TEM

Eu lutaria na linha da frente armado somente com os dentes do leão. Revolveria qualquer pretendente de perto ou de longe como um furacão. Eu entregaria apetrechos, segredos, desfazia apegos dos mais salivares. Dedicaria uma vida inteira zerada a você se assim me estendesse a mão. Eu ficaria parado descalço diante da fera num prado ou mar alto rendido. Seria engolido ou desfeito aos poucos se você não me quisesse completo. Ou partiria pro Mundo rompendo o horizonte para fundar a cidade de nós dois. Porque isso que digo é a mais forte prova que o amor revela surpresas minhas. Sorte dela, a bela, da sua vida, que presente incita estas benditas declarações.

MÊS 6

JUNINA EU LEMBRO DAQUI
Quadrilha, canjica, casório
Fogueira, cantiga, balão
Casaco, paçoca, caminho
Paquera na roça, quentão
*
NO SÃO JOÃO DO PORTO VIVI
O céu salpicado de luzes
O rio que doura na foz
As casas antigas de cores
Lembrança do frio em calor

terça-feira, 26 de maio de 2015

ACREDITADO

Eu preciso ver o rio encontrar com outro rio
Mesmo que baixio a profundeza do mais fraco
Ele leva na correnteza do arrasto grãos dourados
Que acumulam no embate do mais forte que se curva
Para desaguar em outro novo rio até chegar ao mar
É ali que encontro o carcará castanho pousado em fio
E quando abre as asas mostra o ventre cheio das caçadas
Eu preciso caminhar sonhando para ao lado seu achar abrigo
Por enquanto eu sigo o rio, não encontro o mar, mas você sim, sinto

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ESCALA JUNINA DE FOGO VERÃO

Quando é ofertada uma luz brilhante ao céu no inverno sul
Os olhos observantes voltam-se para dedicar às estrelas ao norte
Antecessores tetrápodes eram mais próximos ao chão, mesmo assim escalam
Anteriores ainda, natantes, preenchiam os mares abundantes arrebatados
Mas quando a sequência da evolução se torna inversa, dispersa e atrofia-se
Retrocede por selecionar a indiferença deixando à parte o gosto da expansão
É ilusão represar completo um rio, afastar o spray da praia e frear o vento
Eles infiltram, evaporam, invadem, ignoram, permanecem ou vão embora
Isto serve apenas para uma constatação: “Não trocaria uma rosa por um planeta”

O TEMPO NA LÁCTEA DO RENASCENTISMO

Leia a marcação dos astros da via em breve, indico
É verdade que os planetas no espaço influenciam
Bastam quatro referências incluindo Vênus, feminino
Ali diz que apareceria e de fato existo, Marte, masculino
Veja também o salmo no baú dos tesouros dos anjos
Diz sobre o abrigo infinito no seio poderoso do Altíssimo
Concentre essa cuca e mergulhe sem medo no destino
Junte os textos do início e terá um capítulo da vida do livro
Assuma o gesto, ganhará meu abraço, me dará seu sorriso
Eis que o mais forte de todos os anseios é sermos amigos
E a conquista da sua maravilhosa presença constante comigo

domingo, 24 de maio de 2015

POIS

Sonho de farto sentimento
Uma terra que desbrava terras
Fixa como tecem as fiandeiras
Um poderio maravilhoso de liberdade
Obra dedicada aos que fundam criações

CARTA BRANCA

Para escrever revelações parceladas
Crente na diversidade da fé manifesta
Com foco num ponto uno e total Deus
Sem ferir qualquer membro conselheiro
Ainda mais atento à resposta do convite
Um caderno limpo pronto ao preenchimento
Outra ponte cruza o mar e chega ao velho mundo
Preparai sorrindo, pois te apresentarei tudo isso
Festivais e notas solo até ao sol nascente e amor constante

DEPOIS DAQUELA MONTANHA A PRAIA

Impacientes dias para chegar ao litoral
Por banhos de sal nas barbas do atlântico
Se bem que há duas perspectivas para o sol
Pode ser tropical fervente e temperado ártico
Qual? Nos dois existe um estádio gigantesco em aro
Com recreios alá Coliseu de Roma, de grama ou areia
Em falar nisso, quem tem boca vai, vem? Vamos!
Bem, de perto é que se sente a agitação dos planos
É preciso um sim, isso é uma decisão
É preciso formação, isso se completa com união
É preciso chegar além, isso acontece com ação
Essas peças fazem parte da nossa mesa de raiz de berço
Há que pensar ainda em pendurar os quadros pois há paredes
A claraboia mostra dias de trabalho e noites de aconchego

sexta-feira, 22 de maio de 2015

JÓ

Deverá haver maneira de os dias avançarem, para estarmos perto, sem perdemos o tempo, ao ganharmos idade. Ou então retrocederem os dias para que eu possa neste momento chegar à frente e dizer que sua beleza irradia e me fixa. Haverá maneira de fazer um desenho complexo, um pórtico no espaço que num passo instantâneo transporte seu porte e presença com cheiro e sabor. Ou então te levar entre os braços comigo para o extremo, o norte, com vista salgada do atlântico, e os pés tão doces de uvas por terras linguísticas da Europa. Tem que existir uma espécie que voe levando o seu nome no bico deixando ao seu ouvido o quanto eu sonho e realizo. Deve existir um momento que mesmo sem luz, energia, ou no meio do sono profundo te faça pensar só um pouco, um pouquinho em mim. Por fim, existe um termo exato cantado de longe que é lição de um guarda celeste, um anjo, e que diz mesmo assim: O acaso é irmão do destino, se consentirmos o futuro será nosso amigo.

ESSE ARIANO

O amor é um ápice composto e contínuo
É o máximo do que pode ser dito com sentido
Chega quase ser o fim por ter quase tudo dito
Essa coisa de amor dá trabalho demais só de pensar
Diria um filósofo absorto do coração que é necessário
Não por preguiça mas alguns preferem nem imaginar
Porque não é uma problemática por isso não tem solução
Resoluto só mesmo o café que chega com o frio da manhã
Pensadores praticantes se esforçam vigorosos durante a vida
Entre outras coisas fáceis como acordar com vontade de amar
Esses são os amantes

quinta-feira, 21 de maio de 2015

VIVO

Porque sou um raro, romântico
Um bravo navegante das estradas
Acompanho sol e lua a fim de um mapa novo
E encontro sua vida tão de repente como um relâmpago
Que parece que o céu inverteu os polos com a terra
É porque eu busco edificar uma torre inabalável
E preciso ao seu lado inspirar-me no seu sorriso
Essas coisas acontecem, digo, gostar súbito à primeira vista
Depois os dias passam e como dádiva ou castigo torna paixão
Ou estou perdido ou talvez você me ganhou inteiro com sorte
É que o amor é uma coisa forte similar a todos os mistérios
É uma via que chega bem longe por morar tão perto do coração

quarta-feira, 20 de maio de 2015

QUEM VOS DIZ É A CORAGEM

Se vocês não irem seus netos irão
Porque seus filhos aprenderão convosco
Que deverão ser pais ativos, construtivos
Ricos de merecidos dotes diversos singelos
Onde consta o ensinamento da conquista
Apoiada pelos melhores eruditos, leais e bravios
Todos os vibrantes apaixonados por suas garras
Então, vivam originais como a natureza prima
Guardem suas almas enquanto a vida pulsa
O bem que agrega os sonhos de ambos é certo
É um presente que na mão beijada o destino mostra
Pois ela é a sua Dona e o berço belo da linhagem
E o seu punho é o encaixe do mais lindo estandarte

terça-feira, 19 de maio de 2015

COMANDO, CADÊ O CAPITÃO?

- Mestre, eu vi uns homens trajados com armaduras carregarem sobre uma família. Que visão aterrorizante (terror). Será que eles perguntaram se os seus salários são tão bons quanto as armaduras que usam e por isso se enfureceram?

- Da próxima vez que o povo se juntar novamente frente as escadas espero que atropelem tudo pela frente. Ah, e tenho certeza que mesmo pelados (o povo) serão mais fortes que os protetores da República e dos Ministérios

- E farão o quê com isso?

- Terão realmente poder

- E depois?

- Com um novo “velho” poder as coisas melhoram

- O que terá de novo?

- O velho Império

(...) E as nações não temerão. Elas exaltarão.

BEM LÁ NO CÉU HÁ UM ANEL

Ainda no avião eu olhava pela janela o relevo à meia altura. As curvas do rio, as casas bem dispostas e os campos férteis de cultivo. Foi quando a senhorita mais próxima sussurrou um pensamento: “Isso tudo é seu”. O avião pousara num litoral tão rico por conta dos carregamentos que ali ainda chegam das estradas de Minas. O meu cavalo, OGALO, talvez não tenha nascido ainda. Por isso desci o monte da bela vista e como passeante cruzei algumas vezes o ribeiro central. Os paralelos de casarões e as velhas palmeiras são como chamados atrativos para a contemplação. Esse movimento corriqueiro de caminhar reconhecendo tudo que se viu num estado altivo é acompanhado pacientemente por uma ausência lateral magnífica. Porém o desejo e a lembrança torna a beldade imaginada presente como luz que emana. Irradia mesmo que as nuvens sejam cinzas, só porque ela é a própria esperança da conjunta felicidade. E é por isso que os portais das igrejas guardam nossas peças.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ÍMÃ

A robótica vem de um pré-passo inicial
Isto é, de uma base física e intelectual
Que situa nos seres mais adaptados
Como se o positivo e o negativo magnético
Viessem de um ato anterior, o núcleo dinâmico
Tal como o ATP das células é energia nano (molecular)
Há momentos no decorrer do tempo do espaço
Observamos sermos tão complexos qual tempo
A outra parte atuante é a base para que possamos pensar nisso
E assim evoluirmos a um grau superior que é a percepção por todos
Pois quando todos entenderem que a vida é uma divina constância
Não haverá mais gostos e desgostos por frio ou calor
Nem flores, nem peixes, nem formigas sequer
O espaço sideral que é a criação de Deus
Repousa e descansa por números incontáveis

A QUEM É O MANUAL DO SONHO BOM

Eu posso te mostrar a vida seriada daqui pra frente
Cada grão cristal de açúcar visto numa lupa, ampliado
Revelar o miolo do destino consequente além do imediato
Estaremos em movimento pois assim é a nossa igualdade
A distância é uma relevância nossa, propícia ir além-mar
Esses grãos são de açúcar mas suportam o agregar do sal
Quando as mãos dadas reforçarem sermos um só, casal
O mais simples sinal serão olhos para bem nos querem
Jorrarão dedicatórias com o passar dos dias por anos
Porque cresceremos juntos construindo um novo Mundo

domingo, 10 de maio de 2015

O LEÃO LEAL

Vou te contar uma história
Você faz parte dessa história
Este é um início avassalador
Porque nos une de imediato
Entregues à vida que nos cabe
Seja na administração da solidão
Em constante pensamento sobre
Como ter uma casa aberta nossa
E com isso expandir-mos o castelo
Que tão belo é visto num palácio
Onde uma cidade inteira espera
A comunhão dos laços eternos
(Máxima Declaração Tutana)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

GOA

A busca alcança a Dama
Tão esplêndida como a Lua
Sonora como Sitar, Iara, potente
Compreendida em língua, amenastê"'

RUA

Denominada extra por situar fora
Espaço aberto porém aveludada
Nalgum lado seja piso ou teto
Geralmente composta por nós

PT.SU

Palmela, o sul do Tejo
Lá o Tejo está no norte
O céu é o meu relógio
E mar uma acompanhante

MEMORIAL PARQUES NATURAIS

O bioma do tipo cerrado é semiárido
Em terra de calor noturno tropical
Vegetação retorce de capitação
Por toda vez que a chuva cai
Em temporal
Ou não

(...)

O casarão sede do cipó
Abrigava um conjunto de pessoas distintas
Um meio ambiente perfeito e equilibrado
Para o convívio contínuo no tempo
Adentro uma floresta isolada e protegida

terça-feira, 5 de maio de 2015

OBSERVANTE VIDA MARAVILHOSA

O cavalo desceu lentamente o morro pateando os cascos compassados no paralelepípedo. Parecia vir anunciando antigos pingos de chuva. Agora a praça está molhada. Quem conduzia o cavalo mirava fixo e atento para frente como quem guardasse as laterais. O condutor da chuva era mesmo um misto de ases superiores. A outra praça agora esta lavada porque a massa circulante de pessoas pisa em calçadas portuguesas. É inevitável abdicar de um país, ainda mais quando se lembra a todo instante no decorrer das horas e para muito que se vê. Até o cortejar a uma Dama com sorriso bem cavado na composição dos olhos de esperança num rosto em talco tal qual nórdico. Eu bem queria poder saber que dia a profecia vingará. Sendo certa sua existência para restaurar, o que me resta é preparar. Na cama onde o corpo dorme, no campo onde as mãos semeiam, nos rios onde a vida abunda. Que o ar transparente seja para revelar abrigo aos filhos que virão, o riso dos amigos reunidos ouçam em recreios de quintais e a força desses braços que abraçam encontre perpétua união que não se perderá jamais.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

RITINHAS DE CÁSCIA

Tudo que faço permanece oculto exceto para a causa responsável
Eu procuro encontrar inspirações pois são elas que me movem
Mesmo sem tocar o sol falamos sobre ele, gostamos dele, desejamo-lo
Só porque ele nos toca radiante e belo, mesmo distante, globo amarelo
Alegre-se quando eu lanço meus sentimentos ao Mundo por você
Mesmo que o Mundo não saiba direito o que é, quererá talvez saber quem
Como o sol e o tempo o Mundo é igual ao amor que nasce num instante
Os poetas, seguramente creem terem as coisas que escrevem sobre elas
Mas constantemente são elas que inserem energias e os consomem inteiros

domingo, 3 de maio de 2015

VERACÍSSIMO

Exatamente, nos veremos
Noutra cidade, palco real
Já estou a preparar o futuro
Eu peço apenas que me beije
Antes mesmo que eu avance
Contudo terei eu que agir
Eu sempre ajo normalmente
Então que haja grande mesa
Pessoas, produtos e bons sons
Que haja céu com lua ou sem
Será mágico você ao lado meu

IRMANDADE

É uma das exatas expressões de amor
Onde consta no tempo periódico
O mesmo ativo ágil que si próprio
Isto é um belo benefício conjunto
Pois a plena translocação no tempo
Força o inabalável misterioso espaço
Sendo próprio parte do Universo completo
É eterno pois perpetua manisfesto sempre
Em leais natalinos entes dormentes tal Shiva
Capazes de chegarem ao mais alto céu dos reinos

sábado, 2 de maio de 2015

NINFA

Saiba que o consumo
Faz que exista a realiza
Isto é tudo para você?
As mandalas são mais
Que qualquer fala minha
Abstratamente ao todo sua
Crente no que é para ser bela
Louco, talvez não, palhaço, REI!
Coração é um pulso em vida
Queria, tanto quanto quero
Como quererei
*
FEIJÃO COM ARROZ
PEACE AND LOVE

quinta-feira, 30 de abril de 2015

POL.XXI.

MODELO REUNIDO DE POLÍTICA TERRITORIAL
INFRAESTRUTURAS DE LOCOMOÇÃO
FERROVIAS
Dados das linhas existentes
Quais são as funcionais? (Melhorias)
Quais são as desativadas? (Ativação)
Esforço para reabilitação das linhas desativadas
Gastos e impactos menores que novas linhas
Benefícios imediatos (emprego bruto e especializado)
De produtos: Alternativas de escoamentos (rapidez)
De pessoas: Alternativas de deslocamentos (bem estar)
Amplos benefícios conjuntos:
*Distribuição de impactos
*Descompressão de rodovias
*Qualidade do ar
*Possibilidade de crescimento de outras zonas populacionais
METAS GEOGRÁFICAS
MAPA INTERATIVO ONDE CONSTE:
LINHAS ATIVAS
LINHAS POR ATIVAR
VISUALIZAÇÃO DA REDE
REALIZAÇÃO DO PROGRESSO

UMA PORÇÃO DE CADA VEZ

Antes que a tinta acabe
Que o projeto seja lido
Aprovado e esteja indo
Aumenta a água na boca
Para mergulhar ao pé do mar
Dos arquipélagos litorâneos
Que se avistam em terra firme
É que o oxigênio eu tenho
E outros itens mais que básicos
Eu preciso é ser aceito completo
Para poder fazer parte do meio
Caso contrário apelo ao Atlântico
Que também beija outras bordas
Que são terras boas para se viver
Automaticamente à minha mercê

quarta-feira, 29 de abril de 2015

DESLIGUE E VOLTE A LIGAR

O sistema está tão caduco
Que a sensação de ser boa gente
Passa em ter uma piscina, mesmo suja
Quando vestido fica num estereótipo horroroso
O sistema está tão maldoso
Que acreditam que um sorriso forçado é bondoso
Colocando pequenas peças incompletas em confronto
Quando à noite geme de dores por causa de castigo
O sistema está tão perdido
Que consegue achar-se o máximo
Só porque o álcool é liberado e defendido
Quando criminosos descarregam distúrbios e alaridos
O sistema está tão fútil
Que pessoas falam de gorduras como se fosse comida
Sem deliciarem manjares de prana e ainda assim zombarem
Quando o sopro que alimenta emana e não degrada
O sistema está tão monótono
Porque os textos são só textos
As mulheres não sonham mais alto
E os homens não dedicam a fé ao Mundo

MEUS TEXTOS SEUS

A CASA I
Paralela a Dom Pedro V
Em frente ao mercado poente
Subiam-se umas escadas
Chegava-se ao terceiro piso
Entrava-se com quadros
Estendia-se um salão vermelho
Uma mesa de pedra lisa
Uma espada na parede equilibra
Da janela via-se o bosque
Na cadeira aprendia a cria
Que sem berço dormia ao meio

A CASA II
Referente ao centro do comércio
No topo de um pequeno morro
Uma porta de vidro abria-se fria
Uma caixa com botões elava-se pra cima
A visão de um monte com Santuários
O deslumbre do nascer de luas lindas
A parede com quadros fixos coloridos
A espada retorcida com as mãos da força
As lembranças das festas vividas
E a despedida desesperante da criação

CONTINUAÇÃO

terça-feira, 28 de abril de 2015

A INCRÍVEL MATEMÁTICA DAS VIDAS

Eram 7 da última vez que escrevi sobre elas. Eu vivia num quarto com uma janela, um armário, uma mesa rasa e um banheiro sem chuveiro. Depois disso o número caiu para 3 pois havia ido à Cidade dos Bispos onde ocorrera a tempestade. Quando faltava apenas uma vida, eu dormia em um quarto que só cabia o meu corpo. Não podia estar em pé direito, mais parecia um pequeno mausoléu, e de fato era ao lado da Lapa. Na manhã que me mudei, despedi-me dos leais companheiros e enfrentei a neblina espessa da madrugada. Eu viria de encontro à reposição de vidas. Hoje, a dinâmica move-se numa tendência contrária. O quarto não tem banheiro, a cama range como uma porteira, a janela não impede a luz e animais voadores me "beliscam" o tempo todo. Contudo as vidas multiplicam-se a cada dia por 7. Isto quer dizer que tenho uma bagagem incontável de vidas preparada para os gastos novamente. Consigo sentir realmente a sensação do renascimento, quando ignoro a lembrança das perdas só porque penso que antes de as perder, as vivi. E me alegro imensamente ao saber que é por causa das batalhas exatamente aqui que as vidas se multiplicam, ainda mais sendo "filho" de Marte, sou ciente que as derrotas e as vitórias não me pertencem, somente as vidas e unicamente a morte.

UM POR TODOS

A porta aberta é um sinal que só devo olhar, parado aqui
Ainda que saia para desbravar a liberdade da prisão de casa
Depois de mastigar com todos os dentes o mau tentador
Digere em meu interior o tempo composto de variadas estradas
Como se a paciência de Jó fizesse crescer as unhas dos dedos
Sarasse o pé para enquadrar mais ângulos e geometrias naturais
Até a hora de cruzar a baía do mar de barca sob a ponte do Gigante
Com créditos para salvar as vidas dos rios que na água sustentam
E alimentar humanos com bananas à luz de velas brancas
Essas linhas expressas são propriamente a prova do domínio
Sobre as coisas que se entendem, se estendem e se findam
Desde o pensamento que sonoro chia até a fala muda sem graça
Pois uma praça bendita é um sítio cercado por polos de muitas raças
Eis que o dote do precoce fundamento independente é protegido
Para sempre, porque gera tudo aquilo que ainda será vigente
Bem como neste solo o nativo chega em paz no sopro do vento sul
Em outras terras o forasteiro entrega a luz que emana seu coração

sexta-feira, 24 de abril de 2015

BRASILIS

Ei morena! Você é brasileira?
Então não me conhece, só pode
O dinheiro acabou. Aparentemente
Eu tenho no bolso uma arma sonora
Que leva ao lixo o mais imundo ser
Isso quer dizer que eu venço sempre
Meu pé manco é móvel porque eu luto
Hey, bons meninos! Eu sou o bem também
Venço por perder aquilo ilusório que observam
Broto de um passo majestoso forte certo
Olho como se um leão domasse o domador
Sumo como o vento que translada pelos trilhos
Falo como fala um belo raro trovador
Pois, sou herança histórica exata agora
Eu sou infinitamente amor

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O EFEITO CONTÍNUO DE UM DESRESPEITO

(...) Certa vez ocorreu uma enorme tempestade na Cidade dos Bispos. Durante as primeiras horas da noite os trovões sonorizavam pelas paredes da casa como se relâmpagos estourassem no teto da sala. Eu tinha que sair de casa para ajudar alguém mas quando chegava no parapeito da varanda do sétimo andar minhas pernas tremiam. Via-me incapaz de salvar alguém. No dia seguinte a tempestade continuava e a floresta que compunha o monte parecia ter apenas uma cor, quando na verdade ela tinha muitos tons de verde. A floresta estava completamente cinza naquela dia. Durante a noite consegui sair de casa para ir a um pátio com luminárias onde várias pessoas se aglomeravam pra agitar o corpo a fim de esquentá-lo. Eu precisava encontrar e salvar alguém. A chuva ainda era forte, a tempestade continuava e estávamos todos molhados. Voltei a casa, cabisbaixo e da mesma forma que cheguei adormeci numa cama vazia. Já não tinha esperanças. Eram as últimas horas da tempestade e ainda senti que ela levaria as batidas do meu coração. Então, na manhã seguinte, cheguei ao parapeito da varanda no sétimo andar e vi o monte verde, um pássaro azul pousou ao meu lado, piou, levantou voo e quando assentei no meio da sala com um livro aberto, muitas crianças me abraçaram. Na verdade eu fui salvo naquele momento. Mas uma nova tempestade começou. Era um choro que perduraria por mais dois anos continuamente a chover dentro e fora de mim.

terça-feira, 21 de abril de 2015

*** KRISHNA ***

Ninguém tem razão completa de tudo. Todos nós achamos que estamos certos. É verdade, não estamos sozinhos no Mundo. Temos que cativar e conquistar pessoas, naturalmente. Quando conhecemos o ar, é o momento que nascemos. Mas todo o ar que respiramos até o fim da vida fica chato. Por isso temos que aproveitar para afirmar expressões fortes. Arriscar dizer um pouco de tudo, inclusive de nós mesmos. Mesmo que seja perigoso dizer sobre as pessoas. Ainda mais dizer sobre as pessoas para outras pessoas. Acabamos por nos contaminar porque entramos numa avalanche. Com definições que nos iludem sermos juízes de comportamentos. Então, eu pergunto: No início você escolheu respirar? Nascer? Para chegar agora e dizer que existe tanta coisa neste Mundo talvez a Gênese de Adão e Eva esteja certa e tenha sentido a vida sem reprodução. Não haveria multiplicações e todos os homens eram um e todas as mulheres uma. Mas lembre-se, não é assim que reza a história, somos todos pró criadores. Tudo que eu sou ou não sou, você também é ou não é, só mudam os corpos. Somos condenados a viver pensando que somos algo e sabemos coisas. Começamos e acabamos todos iguais durante as respirações entre pessoas. Você só não será hipócrita e terá algum mérito se disser ser igual a mim. Caso contrário, se continuar a classificar isso ou aquilo, apontando erros ou acertos sem lembrar-se do passado inicial de tudo e aproveitando a sopa de pensamentos, acabará por morrer e renascer e morrer e renascer e morrer e renascer, assim... Até aprender esta complexa chave do entendimento sobre tudo. A vida é um livro de 100 páginas sendo que 50 páginas são boas e 50 são más. Temos que ter consciência disso, das duas partes. Sabendo que podemos estar de um lado ou de outro deste livro qual é o melhor posicionamento? No meio, pois! No meio do caos existe a tranquilidade, no meio da chuva existe o sol, no meio da noite existe a claridade, no meio do futuro existe o presente. O passado é prova que a tríplice do tempo existe. Acalmem-se, nós iremos continuar a receber palavras boas e más, sabendo que devemos encontrarmos no meio. Ainda não entendemos por completo nós mesmos e por isso, adiantamo-nos a dizer sobre as coisas mastigando histórias provindas dos livros sagrados antigos que conduzem as notas musicais de um cântico ecoado dentro de uma grande Catedral. Você tem que dizer sim! Fazer o caminho ao meu lado juntamente com meu filho (a). Ainda temos vida para refazer a rota ou aproveitar as outras vias que existem no Mapa Mundi. Nós temos que ler a parte das palavras boas do livro da vida. Nós temos uma matéria corporal bonita, porém o espírito deve ser sempre lembrado. Se eu ganhar a sorte eu farei uma estátua enorme, que nenhum rebelde destruirá. Eu decidi isso quando subi uma estrada de terra até chegar num Castelo Branco. Durante o caminho haviam vacas no pasto e eu tocava flauta, cantava silenciosamente o mantra, por isso eu não estava sozinho, eu estava com Krishna! Essa foi uma das maiores maravilhas da minha respiração. Agora me diga coisas suas, mesmo sabendo eu que são as mesmas coisas que as minhas. Dizer faz com que nos conheçamos melhor e com isso respeitamos a Deus, o responsável disso tudo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

POR VER

Bastou pensar no frio para equilibrar o tempo
Para andorinhas sobrevoarem rasante o quadro
Da boa vista sem cortina que atrapalha a renda
Que na mesa faz progresso tanto necessário
Certo dia alguém me diz com fim de sim se não
Mais que ouvir eu cantaria uma parte toda a ela
Este fogo de mil chamas não apaga nem dormente
Acelera a queda da cascata e limpa a alma inteira
Só porque a obra viva investiga e encontra os louros
Pertencente ao mestre do aprendiz que tudo vê

domingo, 19 de abril de 2015

BOÉMIA

É aquela cadeira que pendula num balanço
Que resgata o “pelinha” da turma, o mais novo
Até chama a menina que de longe mira, linda
Com o mesmo olhar que se faz constante a todos
Onde um burburinho alegra alguns bons vícios
Salienta mais os livres de copos vazios contentos
Pois aqui nesta terra tem mais que ouro negro sujo
Esta terra tem beleza vista no sorriso mais seguro
Entre papos que trafegam por travessas e avenidas
Com amigos tão antigos como as pedras da nascença
É que a marca do passo é silêncio e voz constante
Qual um Paço fundado hoje só por estar ali presente
Por isso viva o mormaço que transpira testa e fios
Para agradar o colo de quem queira a brisa do infinito

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A PEDRA E O CORAÇÃO

É tão previsível a declaração de alguém que ama
Quanto a insignificância de quem é insensível
Porque o imprevisível acontece num instante
Não depende de nós mesmos mas sim do destino
Como um terremoto que derruba o mais forte castelo
Ou um beijo em mar aberto capaz de gerar um filho

A RESPOSTA DO REI ILLUMINATI

(...) Ele era simples e responsável. Era dono de uma vida e de milhões. Mas diante do peso unitário confiado escondia-se sob uma capa e debaixo do braço a coroa. Mesmo que as pontas do aro fincassem suas costelas permanecia ocultado, pois precisava aprender o que fazer. Um capataz percebeu um homem em meio ao povo querendo entender porque os homens trabalhavam e as necessidades das vidas a que ele era responsável. Foi então que o capataz empurrou o rei para fora tendo o rei por autoridade lhe revelado as seguintes palavras:

“Tenho eu compaixão de ti por não me conhecer bem aqui. Sua mão que pesa o impedimento da minha perspicácia pesa a minha balança viva sobre tudo que há nesta estada. É por isso que seu posto existe, sei bem eu a descontrolar o que não importa quando pensam para quem trabalham. Pelo contrário, certo é o controle do que pensam sobre para quem trabalham. Tais trabalhos não são menos, nem mais, nem iguais aos meus. Todo trabalho é cabível ao seu executor. O vosso é vida por um rei e o meu é vida por vocês. Assim, todos nós executamos. Toda gente que é empurrada para dentro do funil não entrou por querer, e toda gente que é empurrada para fora do gargalo não faz bem o que deve ser”.

(...) Moral da história: Faça muito bem o que te compete fazer. A saber por dom de autoconhecimento nato ou adequada condução de Superiores. O trabalho do rei iluminado era esclarecer, clarear e com isso ser um condutor superior para a sociedade ao mesmo tempo que executava suas funções, inclusive a de investigar, aprender e procurar fazer bem o que lhe cabia. Remete a ideia de hierarquia de liderança com base na posição de comando de mentes aptas ao cargo de líder e guia de condutas consoantes às formatações de pessoas e espaços. Esta filosofia é a base do intelecto organizado ou por outra via, intelecto iluminado. Sem esse pensamento fundamental não se chega nem mesmo ao pensamento contrário a este ou a outras teorias a esta.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O DIA DO NÃO VOU AGORA

Não vou porque não é a hora, alguém me disse
Porque na rede acordo e na mesa assento a produzir
Não vou porque não digo que irei para a retomada
Porque no chão não devo me encontrar morto no Império
Por coragem e paixão que também existe logo aqui
Não vou porque o barco está fechado com as artes de pesca
E a chave pendurada numa árvore que cresceu ocultando o gancho
Não vou porque o mar atlântico também está aqui no sul do globo
Porque aquários, passarelas e passeantes me seduzem o tempo todo
Não vou porque Brasília empilha as minhas pastas projetistas
Porque a ciência é espontânea independente até de pré-definição
E saudade fortalece minha alma quando lembro da pequena e sua canção
Não vou porque um ano não passou e o ciclo é bem vindo aos amantes
Porque formar-se como sábio é conduzir a união de forma deslumbrante
Não vou agora porque não é a hora e sou eu que digo, continuação

segunda-feira, 13 de abril de 2015

PARA QUEM NÃO QUER

O Rio perto desta serra
O mar tão longe numa ilha
O rio raso de ouro e barro
E o passo livre peregrino
Que bom seria, ó menina
Se desbravássemos a vida
Lado a lado não temeríamos
Porém a porta é esta agora
Não esta fechada, veja bem
Um paredão maciço, um Forte
Onde lá em cima mora a glória
Só que a escalada é feita em fé

domingo, 12 de abril de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... TODO CARNAVAL TEM SEU FIM

(...) Segue “louco”, Dom, com os lábios secos, outrora quentes por pulsar seu sangue até a boca, mas agora é mais frio que o próprio inverno. Feliz ou infeliz tem ele na sola dos seus pés um presente destino amargo e solitário somente um barco atracado no Porto mais distante desse vale. Segue sem olhar para os lados e ultrapassa o exército dos moinhos sem reagir, sem se importar com esses tapas de vento que o maltratam. Talvez porque pensa tanto na desunião e nos fracassos em conquistar Dora. Não irá voltar tão cedo para ela, talvez nunca, talvez. Talvez eu mesmo como narrador dessa história tire férias pois desolador é o vazio de acontecimentos para eu narrar. Com certeza há outros contos com sorrisos e aventuras, mas neste agora a paisagem é árida. Está tudo encaixotado para o sumiço e o desmanche do cenário. Até mesmo Pança emagrece, enquanto Dom Kiss Hot some no horizonte. Porém, como a esperança é uma palavra misteriosa, pode ser que um pingo d´água caia como elixir no chá de Dora Té, como uma fórmula que desperte forte essa mulher de sorte. Mas pode ser também que um pingo de lágrima seja a única coisa que lhe resta, pois lentamente ela perde a areia que escorre da ampulheta para a praia e que as ondas do mar apagam qualquer passo, beijo ou abraço que um dia teve nesta fantástica criação.

CRÔNICA: NOITE DIA E PADARIA *** (ALÁ SARA O MAGO)

Há uma rua do comércio toda feita de calçada portuguesa que me leva até à porta da história do trabalho da iluminação. Sendo início do fim de semana, ali no pátio encontro pendurados filtros dos sonhos e um negrinho tão simpático no sorriso que suas palmas quando batem fazem um som de um milhão. Outros participam como estrelas mais berrantes, outros juvenis luzentes cantam e dançam bem e outros poucos, alopram. Lá pro fim dosom regrado um amigo que desenha e grava a pele das pessoas “para sempre” boa gente que só ele, leva a gente à uma casa de mais gentes boa com uma garagem imensa e luzes alternantes, acreditem, de energia nuclear. Numa mesa junta, duas são, brotam latas e garrafas e açúcares e fumaças, obrigado, eu fazia aquilo mesmo, se lembrarem dos embalos e colagens ao som da caixa digital, o som da flauta em pios, tremores e contínuas maresias que de fato enjoa se a solo permanece sempre. Bem, por isso insistia àquele moço do caiaque que pegasse um tarol ou uma caixa, até mesmo disse que nas feiras lusitanas onde os negros vindos d´áfrica vendem não tão caros troncos de madeira e couro, pois, os djembés, servem muito bem para os luaus e os soleis. Foi então que em meio a um papo entusiasmante eu disse sem maldade: “Se parece com Carlota”. Mas sabida, retrucava ela: “Joaquina era feia”. Como um raio fulminante quis dizer a semelhança não ao físico da Princesa Bourbon, mas à sua posição de queixo alto e imperialista. Pois de fato, fora embora devastando a vista de quem olhava, feliz por não ser feia, mas com o nariz mais empinado ainda. Depois o dia amanheceu. Os que sobraram em pé acompanhavam-se, incluso, ainda chamei para o outro lado da rua onde se tinha de cruzar o trilho. Tive tempo de dar três tapinhas corretivos no capacete de uma “bicicleteira” que como um trem subia em contra mão mais fantasiada que neon, sem buzina e merecedora de rodinhas, aquelas laterais para quem está começando a aprender, quase atropela a minha anca, uai, que isso! Na chegada de um café ou padaria, um café primeiro, outro duplo, pão com queijo e fiambre e uma coca. Coca Cola, não tenham dúvidas. Só que estou matutando uma coisa ainda. Tenho a impressão que o nosso grupo por estarmos tão livres, contentes e consequentes discutíamos às 7 horas da manhã se as pererecas (anfíbios) tinham cabelos?

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A RAÇA DE UM ROSA CRUZ

Levante e suba essa escada determinada
Entrega-me a fronte nesse belo horizonte
Não zarpo se o porto maravilha me abraçar
Creia que a vida é uma novela boa e má
Pés de moleque nos aproximam facilmente
Enquanto o mar nos enferrujará com a distância
Força, coragem, uma vontade só, desate os nós!
Que sorte a sua ter um descobridor ativo e bravo
Destino duro é domar um coração bicho do mato
Mova! O tempo passa, transborda o gosto, reaja!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

COISAS DOS PILARES

Qual o grande último ato depois do primeiro passo
Previsível é ter sentido, literário, visionário e auditivo
Pois no último ato do suspiro algum alguém grava
Antes de um lançamento bem distante ao espaço
Valoroso por coragem é capaz de ser visto ao longe
Esperto por seguir com amarras que não o prendem
Porém confuso se um elo é mais benéfico para o futuro
Ou se os quadros do passado se equiparam ao momento
Então, antes que acabe, arquitetando um novo rumo
Entrega o pensamento num produtivo ócio de existência
Porque aguarda a hora de um recomeço já vivido, visto e dito

terça-feira, 7 de abril de 2015

SE PARTO... É PARA ALI

Adeus verde avenida e tempestades súbitas
Adeus muitas moedas por uma garrafa só
Adeus tempero d´alho de madrugada
Adeus jogos, praças e gente da minha casa
Adeus cheiro de incenso que na mente viaja
Adeus menina manhosa que diz sim e diz não
Adeus aves, frutas, rios, montes e cascatas
Adeus astro fogo que aquece o povo dessa mata
Adeus serras, vales e diversidade de sotaques na fala
Adeus escritas corajosas sobre antiguidades e modernidades
Adeus mapa grandioso onde a decolagem é também minha aterrissagem

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O SILÊNCIO DA VISÃO

Dentre todos os mosaicos e padrões multicoloridos
Você se destaca humana com cor folheada a ouro
Tenho exatamente algumas horas para decidir
Ficar mirando o mar daqui ou voar para ver baleias
Sob as copas desta cidade verde com aromas d´arte
Em extensas avenidas onde corre um fio d´água ao meio
Uma mão está vazia, nem suor, nem lágrimas, nem calor
Noutra mão já cabem muitos planos conjuntos de amor
Tenho que ser breve para ativar o seu bem querer
E ao mesmo tempo longo para explicar-lhe a minha vida
Uma coisa boa dessa história é que o calendário muda
Só não muda a certeza que toda data é histórica

domingo, 5 de abril de 2015

SÉRIE POESIA I

*
ELITES
São fiéis
Mais próximos d´alma
São manifestos de vivaz afeto
Baseados em aceitação d´existir correto
*
LEAIS
Boalis
De fronte ao mar
Que em noites de monstros marinhos
O farol sinaliza as estadas D´Alfa Sinhás reais
*
TRAÇOS
De ficar assim aqui
Constantemente caminhante
No doce canto que revela Iara Sita atuante
Antes que meu tempo recomece logo neste instante
*
MASTER
Terra de berçários, vidas
Terra de templários hospitalários
Terra gigante com forças exuberantes
Terra de diamantes e infinitos rios d´natantes
*

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A RESPOSTA DE KISS HOT AO VELHO DA TORRE

Meu velho observador nessa torre alta. Cruzei desertos, cheguei ao mar, escalei trilhos, achei tesouros, venci moinhos, mas não tenho a aceitação daquela que é a mais bela da minha estada. Por isso não fixo e ando só. Do mesmo jeito que você sabe sobre a variedade de pessoas que existem neste mundo aí de cima vendo a todos, eu sei sobre as mais belas paisagens em andanças que mesmo assim não me fascinam sem alguém que tanto amo para habitar comigo estes lugares. Eu tenho um macete para não cair do cavalo. Quando estou dormente e cambaleio, acabo por escorrer da sela, mas abaixo do ventre da besta, tem uma rede que me embala o sono quando não ajo. Por não querer desonras, resolvi pousar a lança e assumir ser simples homem, pois estando atônico talvez meu punho não espete o peixe nos rios ou as maçãs nas árvores. Por sorte, as águias que pescam, deixam cair as presas durante o voo bem diante de mim e as maçãs que caem maduras não arrebentam e rolam até meus pés. A maior dificuldade que enfrento é o desejo. Desejo continuar vivo em meus descendentes e isso não é nada radical, é apenas natural. Também não é brando, porque de certa forma eu preciso de um ventre certo. Contudo certo pode ser qualquer ventre, até o de quem não amo. Mas isso de fato não corresponde na íntegra quem somente quero. E sobre as teorias da vida que me diz serem esforços para a concretização de sonhos, aí então começo a sentir a brisa já no fim das suas linhas para mim. Eu tenho forças para seguir sumindo assim, mas, tenho um sonho maior que me faça voltar, porque ela está aí.

terça-feira, 31 de março de 2015

A CARTA DO VELHO DA TORRE PARA KISS HOT

Lembre-se que estamos todos juntos a crescer neste cenário
A exemplo de muitos seres vivos veja as aparentes estáticas plantas
Há quem consiga romper o solo e ergue-se rumo ao céu como elas
Outros desconectam deste solo e chegam mesmo a outro planeta
Isso foi só um arremate filosófico sobre a diversidade de pessoas
Estar enterrado vivo compara-se à desonra e isso é pior que a morte
Então, encontre agora a brisa que atina a sua vontade de voltar logo
Qualquer dificuldade momentânea é menor que a que já passamos
Ser franco é realmente ser radical, mas também pode ser brando
Se bem que algumas coisas não correspondem na íntegra aos atos mundanos
As teorias das nossas vidas não são nada parecidas com saudades ou abandonos
As teorias das nossas vidas resumem a esforços para a concretização de sonhos

QUARESMA D´ÁFRICA

Preto, velho, cachimba a fumaça
Olha pra cima a pedreira e já basta
Que o desassossego se finde na machada
Poça, d´água, rasa, no fundo vê a alma
Guarda essa casa com paz das palavras
E com instrumentos de guerra gerais

segunda-feira, 30 de março de 2015

DE UM DIA ESCURO PARA UM AMANHÃ LUMINOSO

Essas gotas de chuva parecem cair lentamente do céu
Ainda paira um cheiro que lembra o passado bondoso
As charretes dos cavalos sonorizam ferro, casco e pedra
Talvez tenha paciência de esperar o fim das horas certas
Pra rumar novamente sem medo ao meu posto desbravador
Que oscila contínuo em meio às brumas do atlântico norte
Lá as pontes prolongam pois imergem num mar de abundância
As lagoas têm as cores dos olhos da lenda romântica exemplar
Na montanha mais alta se põe relutante o sol rei que descansa
E na linha do horizonte cresce e míngua a nova e a cheia no luar

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... “Eu vi um coração perdido ali”

(...) Ele ainda não apareceu. Dom Kiss Hot vaga. Seu combustível é uma presença. Ele inexiste sem sua cara metade. Mas não morre. E não digo que seja Santo Pança. Este é seu fiel amigo e escudeiro. Digo sobre Dora Té, que ele tanto ama. Um frade veio correndo desesperado ter com Pança.

Frade: - Pança, eu vi um coração perdido ali, é de Dom Kiss Hot?

Pança: - O coração de Dom Kiss Hot não se perde dele, Frade. Talvez seja de Dora, que o ignora e não lança qualquer sopro ao ar que o faça voltar.

sábado, 28 de março de 2015

INTER PRÉ ESTA PRÓ

De um texto genial
Que de dia
Veste e calça
Ao sair e andar
Para falar e falar
E de noite volta
À sala de estar
Para comer e beber
E pensar no que ganhar
Um cenário amplo
Uma vida boa
Uma ausência má

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... VIAJOU NA BATATINHA

(...) Dora Té resolveu sair de casa. Colocou um vestido simples e pela estrada todo mundo lhe perguntava: “Dora, onde está Kiss Hot?” E Dora Té respondia: “Viajou”. Mais a frente lhe perguntavam: “Dora, onde está Kiss Hot?” E Dora Té respondia: “Viajou”. Isso se repetiu dezenas de vezes até o fim da tarde quando ela voltava para casa. Sozinha na cozinha Dora Té bebia chá e comendo umas batatas, alto pensava... “Dom Kiss Hot, viajara”.

sexta-feira, 27 de março de 2015

OFF ROAD

Existem mensagens únicas
Próprias, diretas e específicas
Isto pode ser uma dádiva
Uma importância personalizada
Há mensagens que são rápidas
Que são boas ou amargas
Que te embarcam em navios
Ou te jogam pra fora da estrada
As cartas precisam ser elaboradas
E com isso treinamos a comunicação
Numa fração a leitura muda o rosto
Deixa à vista a boca com perguntas novas
Deixa o corpo mais preparado ao não

QUADRAS DO MARACA

Matei o queijo
E o arroz doce
Canela e cravo cheiram
O óleo e o sal na rapa

O mapa agrada
Eu digo aqui
O mar não para
Não sai dali

Num dia rio
São muitos rios
Eu amo o Rio
Maior aquário

Por fim eu fico
Uma hora parto
Só sei que vibro
Não sei se agrado

O TEMPO NÃO SE FOI

Lembro a tempos quando via o sol nascer já desperto
Apaixonar-me pelos sonhos chegando a noite tão rápido
Que fascinado ficava pensando como navegavam olhando as estrelas
Num tempo onde meus músculos treinavam o lance das biloscas
Os pés nem imaginavam caminhar pelo horizonte extenso
Pois subia as árvores até esconder-me por horas em meio aos ninhos
Hoje o tempo me atrasa só porque é maior que minhas pernas
Meio mundo me espera pois a metade que me cabe não me tomam
Nem os sonhos, nem as árvores, nem os pés, nem as mãos
Porque o tempo nos engana, ele vai, mas não passa

quinta-feira, 26 de março de 2015

RAIZ SEM CHÃO

Esqueça os textos
Ninguém os lê inteiro
Procure um anfiteatro
Espreite o espetáculo
Desmanche a despedida
Acorde com os pássaros
Caminhe no raiar do dia
Combine um novo encontro
Medite nos mantras santos
Invente um desejo novo
Pendure os desenhos todos
Traga no peito o norte
E leve consigo o sul

quarta-feira, 25 de março de 2015

O VELHO DA TORRE, O APRENDIZ E O COXO

O velho da torre era sempre incisivo. Aprendia-se tudo com ele. Feliz o aprendiz. Ele havia lhe dito que poderia escolher sentar-se sob uma macieira e sentir o cheiro dos prados ou tomar as rédeas do país e mudar o rumo da história. Era como optar em dormir durante o dia ou durante a noite. Foi então que um coxo que vinha toda semana receber os tratamentos do velho da torre ouvindo a conversa, perguntou: “O que se faz durante a noite acordado sendo que é durante o dia que as coisas funcionam?” O aprendiz já imaginava que seria uma resposta daquelas vinda do velho da torre e sentou-se na cadeira da sala frente a mesa com um lápis na mão e na cabeça as ideias da revolução. O velho da torre disse assim ao coxo: “O tratamento que lhe faço na verdade é de mentira. Os remédios que lhe dou são apenas água e sal. Quem lhe trata é você mesmo ao subir as escadas dessa torre crente que sou eu que lhe curo. A importância de estar ativo à noite é equiparada a estar ativo durante o dia. Bendizer os padeiros. É possível sentir o cheiro dos prados a qualquer hora, tal como a revolução. Se eu fosse até você para levar remédios verdadeiros eu não seria o velho da torre e você não seria um coxo ativo.” O aprendiz escreveu, o coxo mancou e o velho sorriu.

terça-feira, 24 de março de 2015

EXTREMA MENTE

Olho para o céu e vejo andorinhas de manhã bem cedo
Neste mesmo céu quadrado que a tarde voam garças brancas
Cruzam ainda pares de maritacas verdes aos “gritos” altos
Da escada do quintal vejo a tartaruga e sinto o cheiro de café
No cimento poças não secam facilmente quando o sol emburra
Numa chuva de pensares não esqueço nunca a bela dama perto
Tenho azar em espantar quem poderia me aceitar como companhia
Só por causa de uma natureza aberta, bruta e ariana nata
Que revela quanta coisa boa poderia acontecer hoje e já
É por isso que como os pássaros voo longe para ver o mar
Talvez veja naquelas ondas a beleza da rainha Iemanjá
Isto sim é fantasia sustentada em paixão mundana consciente
Porque o mundo é feito de mistérios tão difíceis de explicar

domingo, 22 de março de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA, em... PANÇA ALERTA DORA

(...) Dora Té era muito misteriosa. Poucos se aproximavam dela tentando alguma conversa. Só mesmo Kiss Hot pra gostar daquela figura. E só mesmo aquela figura para mexer com Kiss Hot. Santo Pança por sua vez, ao ver o dramático espetáculo de fora sentia que a história acabaria sem graça se Dora e Dom não se encontrassem novamente. E Pança era casto o suficiente para dedicar-se como escudeiro de seu amigo, ele se satisfazia em acompanhar Kiss Hot. Só que este ainda desertor do cenário, vagava, fazendo vazia, monótona e em tom de despedida essa história. Então, Santo Pança, respirou fundo, puxou a calça pra cima e andou com firmeza em direção à Dora para lhe dizer...

SANTO PANÇA: - Ei, mulher! Você não vê essa ampulheta esvaindo tempo? Desaparecendo grãos de areia? Perdendo dias e noites em silêncio você está como uma pedra que não move. Louca! Em todos os reinos para além dessas planícies até para além do mar salgado, não há ninguém como Dom Kiss Hot. Este que te deseja só pode ser também um louco, Dom Kiss Hot, troca sua vida gloriosa para abrir seu coração diante do pior inimigo, um moinho de vento que é a solidão que você lhe proporciona. Triste você, que perde a chance de lado a lado com ele cruzar terras, céu e mares, procriar e enriquecer com as mais magníficas aventuras cheias de tesouros a descobrir. Porque se Dom sozinho vive, ao seu lado, nós seremos imortais.

(...) Dora Té ouviu Pança mas aquela dura não surtiu grande efeito. Nem mesmo uma resposta. Isso porque Dora Té é uma mulher misteriosa. Talvez ela tenha algum plano, não sabemos. As mulheres têm poderes a mais e confiança a menos.

O TEOR DO QUINTO IMPÉRIO

Qualidade de vida
É estar num espaço eterno
Onde constam teorias
Das mais hábeis práticas
Como um exército novo e imaculado
Que na fronteira do Estado se posiciona
Tem de um lado o centro controlado
E na linha do horizonte o forte é protegido
Onde os partidos se conjugam em uma só corte
E a música é livre como a transpiração do corpo
Não existem loucos, pois, reais atores os salvam das maldades
Como as badaladas expressões previstas nas árvores desta Cidade

sábado, 21 de março de 2015

CRÔNICA: BEM TE VI

Chegara pela avenida por outra ponta
Havia descido um morro antes
Com os primeiros pingos da chuva aliás
Abriguei sob as copas depois do Colégio
Corri para o pé da subida da Igreja
E no primeiro copo de filosofia
Segui como sempre para outras bandas
Até que em uma porta aberta ao meio da avenida
Sorri porque me sorriam imagens
Depois porque ali vi meu álibi
Da pisada no cão, sem maldade
Por destreza, causa exata, minha
Uma certa majestade contente
Só que outra porta mais a frente estava fechada
Com a melhor definição de convite sem sentido
Pois, isso é como chamar e não ser respondido
Ou outra clássica: “Ir para onde não tem nada”
Metáforas são cartilhas rápidas de aprender
Portas abertas cativam mais que elos de cadeado
Vocês precisam ouvir um negro erê de nome Milton Nascimento
Ele diz no canto: “Todo artista tem de ir aonde o povo está”

sexta-feira, 20 de março de 2015

GRANDE QUADRA CELESTE

A Lua que a frente da Terra está no meio vela o anel do astro rei
E a Terra que no romance atômico de um beijo ganho se escondeu
Do Sol que a pele branca doura e a morena torra como amendoim
No Outono que o vento traz o cheiro das folhas velhas pra mim

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dom Kiss Hot e Santo Pança em... SÓ O NARRADOR

Dom Kiss Hot não trotava mais. Havia descido do cavalo dias atrás. Passou por um oásis vazio e resolveu deixar a besta solta por lá. Mesmo que sem água algumas sombras de árvores deveriam refrescar. Seguiu como bom cavaleiro andante. Acabou por ver uma espada toda retorcida. Mas não parou. Também viu cinzas de papéis que outrora foram pintados com cores. Ladeou alguns castelos em ruínas. E não parou. Pisou em ossos de leões de antigamente e não encontrou sequer uma flor por onde passou. Depois de andar bastante tempo para frente sem qualquer noção de onde vinha o sol e para onde a lua ia, deparou-se com um rio cristalino. Foi então que teve uma brilhante ideia. Começou a desviar o rio para o rumo de onde vinha. A água que vazou para os campos fez crescer flores lindas. Das ossadas dos leões que pisara juntou-os na mão e peneirou na poça d’água até encontrar um dente canino de felino. Do barro que a água misturada fazia-se à terra fez novos blocos rijos que pilhados comporiam aqueles castelos onde faltariam apenas telhas. Mas isso as palmeiras do oásis agora rico pelo desvio produziria vigas para as pontes que ligassem o sobressalto das paredes. E aquele dente de leão que guardara no bolso foi a peça que afiaria aquela espada que agora esticada retrocedia extensa para compor a companhia de armas junto da sua lança que pousada estava sobre o cavalo que deixara onde novamente o montara naquela sombra onde deixou. Só que Dom não voltou para Dora Té. Ela ainda não o chamara. Havia ido até o rio cristalino sem nada para poder voltar com a ideia de continuar. Agora ele galopa para outro rumo que nem eu sei onde será.

Dom Kiss Hot e Santo Pança em... REALÍSTICO ALUSIVA ILUSÃO

(...) O futuro é uma coisa que no tempo passado já existia, só que não sabíamos.

Pensativo, Pança imaginava onde poderia estar Kiss Hot numa hora dessas. Ao lado dele, muda estava Dora Té bebendo chá enquanto pensava. Até que deixou escapar um se...

Dora Té: - Se eu tivesse corrido antes que ele partisse e dissesse algo menos que o amava...

Santo Pança completou quase em lágrimas: - ...Dom Kiss Hot trocaria nove ilhas do atlântico pelo Rio, ele ficava

(...) E eu, como narrador desta história, completaria:

Garanto que ele ficaria sim
Mesmo que menor que amor
Qualquer manifesto sincero
Valesse presença ativa de união
Sem perder o norte tão forte
Impulsionando o sul tão jovem
Lado a lado com a vida da Dama
Que mais vidas produzissem juntos
Para no ocidente crescente poderem
Apaziguar o oriente poente da destruição

quarta-feira, 18 de março de 2015

CRUZ E ESPADA

Vivo constantemente triste em partir
Versus a feliz liberdade em chegar
Se ainda tivesse uma razão para ficar
Seja uma raiz amorosa ou harmonias
Que me fizessem dormir, largaria o mar
Contentava com as ondas das montanhas
Embrenhava num ofício monótono
Que me daria autonomia de pagar
E estando na matriz viveria em companhia
Construindo a base que assemelha à minha
Porém, como um “Samara Brâmane” (espirituoso)
Não apego a nada nem ninguém, sem querer
Mesmo que me esforce e convide por querer
E procure acumular bens como panos e sons
Estas coisas desvanecem e somem num piscar
Triste por partir porque é como a morte que desfaz
Feliz por chegar porque é como renascer ou acordar
Nesta estrada da vida que não se vê o fim
Porque ao mesmo tempo surgem vias de acesso
Que me conduzem cheio de um bem simples que é ser
Sem alguém ao lado ainda, que me faça melhor todo dia
Quando a vida oscila de propósito para a calmaria impor ser maior ainda

terça-feira, 17 de março de 2015

CRÔNICA: LÁ VAI CHUMBO GROSSO

Um bando de hipócritas pseudo políticos partidários
Ignorantes, acreditam que a suástica representa somente o nazismo
Outros brincam com patologias psicológicas
Zombam de defeitos físicos
Desafiam para encontrar a cor? Está no sangue, ora essa!
Ouve-se a frase: “Pouco importa”
Não filtram o teor nem a essência das palavras
Enquanto se importam com “likes” diários
É claro que é direito o manifesto
Não está em causa poder fazê-lo
Isto já foi resolvido noutra época. É quase uma “cera” democrática
O fato é que manifestos acorrem quando há malefícios ao povo
Quando cheguei na estação estava cansado e barbudo
Um moleque que comia biscoito “chulézinho” sentou ao meu lado
Ele me pediu para baixar os preços das coisas
De certa forma foi um manifesto. O que me senti culpado
Ainda tive tempo de lhe contar histórias de além-mar
Hoje, eu penso na razão que aquele menino tinha
Penso ainda se ele bebe, toma banho, brinca, come e estuda

segunda-feira, 16 de março de 2015

ESTE É O CLUBE SOCIAL DE CATAGUASES

O último ato antes da maresia
Como um movimento próprio
Por escutar os ecos das audições
Imaginando as festas de outrora
A fim de salvar a arte modernista
Para a exposição é preciso arrumar o chão
Subir escadas, levar quem não anda ao colo
Admirar as curvas dos salões envidraçados
Dar vida ao pássaro que sobrevoa o cinema
E olhar do terceiro andar no parapeito a praça

http://expocoresabstrato.blogspot.com.br/

MAGNÍFICO DESEJÁVEL

Conheço Portugal bem na palma da minha mão
Mas estou aqui em Vera Cruz de Portugal
Tenho duas cartas tão importantes que mudariam a história
Nesta pirâmide como Babel que cresce derrubando pau Brasil
Falo do Clero e das Forças Armadas como soluções
Costumo dizer que são a Pena e a Espada
Vocês esperam mesmo Dom Sebastião?
Ora, façamos um!
Sem efeitos especiais para não desconcentrar
Quem o criaria? O Clero e a Armada, juntos
Porque no que resta desta faixa piramidal
Um foge da maldade, eis o Clero
Outra combate a maldade, eis a Armada
Logo, ambas são os melhores para definir “quem”
A outra carta também envolve o Clero e a Armada
Mas quem? Queremos saber, quem?
Calma, vejam bem
O terceiro segredo de Fátima
Seria hora de dizer que o terceiro segredo de Fátima é...
Pois! Revelar Dom Sebá, já!
Onde toma as rédeas do poder sobre o território
Na suprema totalidade provinda da divina e forte providência
Com o Clero a confirmar os dotes
E a Armada a proteger os dotes
Será um peso enorme para quem carregar
Quem? Eu? Com o Clero e a Armada...
De acordo
Digam ao PAPA, ele também é um revolucionário
Digam a todos os irmãos Lusos
Quando refiro ao Quinto Império
Vejo mais da metade do Mapa Mundi num Todo
Desejável e magnífico para todos
***
*****

domingo, 15 de março de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... ELE TE PROCUROU

(...) Santo Pança vai correndo dizer à Dora Té o que ela deixou escapar...

Santo Pança diz:
“Ele preparava um jardim imenso para que as crianças brincassem enquanto vocês caminhassem. Tinha ido de encontro à rainha do mar para poder pedi-la a última pérola do seu colar. Em todo pensamento que ele tinha durante as guerras, me revelou ele, era a sua imagem que ele lembrava dando-lhe ânimo para as vitórias. Eu mesmo o vi escapar ileso de arremessos e ataques vindos do exército malicioso. Certo dia ele também me disse que a levaria para outra terra ou trocaria o castelo para morar dentro de um moinho de vento se você assim quisesse. Mas como um ciclone, Dora Té, você soprou no ouvido do Dom a pior incerteza da união. E agora, neste instante, ele monta o seu cavalo para ir nem sei para onde, por sentir que seus esforços fracassaram. Ele te procurou tantas vezes, em vão”

Dora Té: - Mas ele não é um cavaleiro andante?

Santo Pança: - Sim. Ele também é. Suas últimas palavras foram sobre isso.

Dom Kiss Hot disse a Santo Pança o seguinte:
“Vou a cavalo para poder fugir bem rápido desta triste sensação
Mas a cavalo estando, volto, logo quando a Dora Té reanimar meu coração”

sábado, 14 de março de 2015

ATÉ O FIM

A máquina é velha
Derrama por sobre a mesa
Só possui uma preocupação essencial
A substância que a move
Sem saber se para frente ou para trás
As mulheres têm medo do meu rosto
Este não é o primeiro desgosto
Nem tenho pena do meu destino
Alguém que gosta da terra
Enquanto o navio vara o horizonte
O olhar permanece constante antes que suma
Mesmo que não veja por décadas
Estará sempre à espera da bela que o rejeitou

sexta-feira, 13 de março de 2015

.T. EMPÓRIAUM .T. ALL

Ponte que de pedra liga
Pronta seda exuberante
No espaço consta o uno
Vasto como a existência
Plenitude reina em ser
Máximo, abstrato, móvel
Pertencente a este solo
D´ouro e bruta riqueza
Extenso, como letras
E campos onde as realezas
Vivem de fato estadas
Espaços, quadros, congelados
Esquadrinhado e coloridos
Juntamente com a aurora
Que ilumine o novo
Certo, oriente
Este Rosa Cruz
SANTIAGO

A PEÇA DOS TEATROS

Diálogo entre Pança e Kiss Hot: 
*
Dom Kiss Hot seria o que argumenta
E Pança numa bela atuação o que afirma
Dom Kiss Hot lança o tempo
Santo Pança segue louco rei
Onde Pança é mestre por responder
E Dom Kiss Hot como peça peca por esperar
Mas a Dora Té na plateia sabe
Deste membro que age pleno
Só por ela e também por todos
Ri, ao devorar o todo, sobre todos
O QUINTO IMPÉRIO

quinta-feira, 12 de março de 2015

REVERÊNCIA

Levantei-me mais uma vez no meio da madrugada
Espiando a greta da porta corrente modernista espelhada
Para ver se a chuva outra vez viera e se o cavalo pastava na praça
Com sorte, na proximidade de acertar em cheio a Quina do brasão
Quando três pontos já me bastam para Imperar por décadas
Sendo que assento numa cadeira em meio à mata atlântica
Onde os raios dos relâmpagos dos trovões mudos estão
Aguardando a hora certa de a consorte dar-me a sua mão
Contentando-me por poder ser o braço de cartas que rodam o Mundo
Sem qualquer efeito imediato, mas resguardado do vulcão em erupção

terça-feira, 10 de março de 2015

MEIA VOLTA, VOLVER!

PARA ONDE ENVIAMOS ESTA CORRESPONDÊNCIA?
E QUANTOS DIAS PARA CHEGAR?

A revolução precisa ser escrita hoje
Para que haja menos barulho em vão
Ela precisa ser lida, entendida e em seguida
Deve rezar no seu decorrer a modificação
A revolução precisa ser mais bem discutida
É preciso de escudos e as armas da justiça
É preciso amor pela glorificação da nação
Ela já foi gritada pelo Clero com expressão
Agora, providencie um dia para a Companhia
Limpar por completo o Palácio da indignação
E recomeçar a história com o peso da união

PONTAPÉ NO OLHO DE CAMÕES

Dada a largada, até o mar chega aqui
Mas nem um sinal de ti que um dia vi ali
Mesmo que a luneta a terra aviste
Se a barreira invisível for só medo
Melhor, que a negação por não querer
Abafado, sinto falta do frescor de longe
Nem sei quando o vapor sairá pela boca
Só sei que enquanto isso conquisto o aquário
Antes de expor mais um relicário extraordinário
Num quarto que só é vazio por vazar tanto amor

domingo, 8 de março de 2015

ROMANCE COM A TERRA PARA SITA

***
É aquilo que se vive agora
Nas passadas abstratas da vida
De um encontro como milhares
Pois a chuva que abençoa é nossa
Toda prosa tem uma máxima de amor
Nós, viventes estamos no Estado das ações
Quem vive, cria e participa da criação, lógica!
Fala, com exímia tônica
Bebe de uma fonte limpa
E ainda, sempre e próprio
Extasiado de atmosfera
***

sexta-feira, 6 de março de 2015

WAITING...

A vida é uma sequência ora fácil, ora difícil
Comparamos a vida a uma roda gigante
Ou a uma estrada plana ou acidentada
Nós estamos no meio disso tudo pois estamos vivos
Depois das fotos de Santiago serão as fotos da Dinamarca
Tenho planos para cobrir paredes inteiras com mosaicos
Penso mais em estar presente e produtivo com artifícios
Sou tranquilo porque consulados e embaixadas me entendem
Adiantei ideias mirabolantes e com certeza irão se alegrar
Aguardo respostas de um comitê e de um selecionador
E também procuro a companheira porque livre estou
Tudo indica que irei zarpar contigo dentro do meu coração
E pode acreditar que te chamarei mais vezes e te darei a mão

RESENHA

Vou te revelando meus passos até chegar
No mapa astral consta sempre ontem e hoje
O amanhã nunca é revelado, mas está lá
A língua portuguesa tem intimidade com os verbos
Uma mania de criar palavras e com isso expandir
E explicar o conceito de uma coisa com um Festival
Que é a reunião ativa e simultânea de variados ofícios
Por exemplo 10 bandas musicais e outros atos mais
Porque a moeda que o trem pisou tem a marca do ouro
Enquanto as ondas na praia ressacam os agitos do mar
A lua cheia e o sol no espaço distante tinge os fios de Iaiá

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...