quarta-feira, 29 de março de 2023
terça-feira, 28 de março de 2023
MEU ANEL INVISÍVEL
Tenho cruzado com gente impactante
Que não só passa e segue, mira e interage
Gente que passa olhando os telemóveis
Para ver a hora que passa, comunicando...
A dose do que é vasto desde mesas e parapeitos
Gente contida no complexo raro abstrato
Que crê além do sangue e das nomenclaturas
Que a chuva não cai por causa de você
Mas crê que na chuva existe um mistério belo
De sentir, de gatilho e tiro certo, não um coração vazio
Minhas costas doem, mas é sabido, inevitável é a dor
São andanças, são amores e amores consomem
Que se sonha num tatame de abraços e mais tempo
À espera de um avanço que equivale o que é simples
Ao que é altivo, para equilibrar o meio e cumprir o Destino
segunda-feira, 27 de março de 2023
NA SOLA DE DORA TÈ TEM O COMPASSO DE D. KISSHOT
Quando eu durmo e acordo fora da bolha
Casa
Em suma eu acordo pro mundo ultrapassando muralhas
Longe
Saboreio a glória dos clichés da natureza nua, una em tudo
Dama
Sob o céu de minguadas chuvas e raios com seus roucos
Forte
Mirando a fronte de um horizonte onde no cume posta
Belas
Uma amostra greco-romana e outras misturebas mais
Artes
Estruturo os arcos proximais de novas pontes e seus canais
Multi
Esses tempos de agora me arrepiam como antes
Místico
Porque hoje é uma pista que amanhã pode ser melhor
Agora
domingo, 26 de março de 2023
O QUE VOCÊ FAZ QUANDO NINGUÉM TE VÊ?
O voluntariado exercido cedo é uma absorção de experiências práticas quando poderia gozar descanso – atrofia nos dias de hoje com celulares em mãos – ou outras queimas de energia. O voluntário expedicionário, desde novo, entregue às monitorias de áreas, campos e escarpas, que passa por marcas e odores de felinos e canídeos em solos e arranhões nas árvores e entre tantos outros seres vivos, consome em suma disciplinas de botânica e zoologia, além das físicas pontes, as sociabilidades com os trabalhadores e os visitantes, de onde se voluntaria. O voluntariado aproxima da realidade mais natural do tempo durante o percurso vivido, pois é ali que por ex.: se aprende o ritmo de comunidades mais genuínas que ao invés de explorarem na bruta o palmito nativo (jussara) – (Mata Atlântica Sul), que é também alimento de primatas, de outros mamíferos e de aves diversas, se extraído massivamente pelo homem – por causa do lucro que se vende dentro de vidros com líquido e bastões brancos nos supermercados e pizzarias, desequilibraria o ecossistema rapidamente, o habitat, casas e alimentos de muitos seres vivos. De todos os processos, a maioria das pessoas não estão nem "tchum" pra isso, ainda mais hoje, com a quantidade de passatempos improdutivos de entretenimentos. O voluntário que dedica tem em qualquer idade, no seu íntimo mais dormente ou desperto, respostas daquilo que sempre pensa de modo mais maravilhoso, diriam algumas pessoas, fantasioso e desejoso, mas realístico, quando você se vê por dias ou horas em contemplação diante de quedas d´águas ou praianas, até dentro de trilhas interpretativas de cada trecho de natureza respirada. A fotografia capta um fragmento, mas o momento é um êxtase, há lugares que arrepiam, há por do sol que grava, mar que limpa, cheiro que agarra... Quem voluntaria sente isso. O voluntariado te ensina, me ensina desde novo, que não é apenas um período que marca o indivíduo que doa, realiza o cumprimento e nutre suas realizações, mas os dias seguintes no dia-a-dia de todas as horas captadas (vivenciadas) e entregues no percurso. Em meus “baús” também existem coisas que devem ser priorizadas, se um dia forem encontradas e valorizadas. Enquanto não trabalho na área, a ganhar bem feito pra decorar modernas casas, criar filhos, plantar batatas, traçar mapas, moldar cidades e num cantinho de um terrário com bonsais criar um eco ECO E C O com uma malta forte junta de boa fama e firme conduta, devo seguir doando mais aos 40 anos. Por isso fiz um curso desses autos que se lê, ouve e marca, pra alimentar talvez credenciais e reforçar escritas posteriores como esta e outras mil em balanços mensais de produções de ordenamentos específicos que poderia estar criando. Mas, creio que mesmo assim, continuo trabalhando, pois dos lugares onde passei e voluntariei tenho muito a escrever ainda >>> RPPN Salto Morato; Parna Cipó; Rebiomar Arvoredo, Es.Ec. Água Limpa; Escolas do Brasil e de Portugal; Movimentos, Eventos e ONGs. >>>TPN´23
sexta-feira, 24 de março de 2023
PRA CIMA DA INHA
quinta-feira, 23 de março de 2023
HEY, LULA!
É você que contrata nessa joça?
Tá fazendo bem feito?
Tá falando bem feito?
Sorria, você está sendo filmado?
No style do palooza br, cê sabe?
É bem visto por quem filma?
É bonito esse ódio aveludado?
Que fogo fraco em fim de linha?
Qual é o número dessa joça que viaja?
Já dançou alguém na pista?
E aí, depois que tudo piora, melhora?
quarta-feira, 22 de março de 2023
NATURAL BEATNIK
Faz tempo Dom KissHot não aparecia. De longe assim isso tem cheiro que irá ascender. Fica uma expectativa se irá pausar o moinho - essa é a sua birra - mas não para deixá-lo parado, e sim renovando o impulso de outro modo, com forças novas - essa é a sua sina. E não ficando fixo, seu estilo andante, portando-se como cavaleiro, não o alcançam ou desejam, exceto os que sim. Então segue distante. Mas antes de perdê-lo de vista saibam que ele ama borboletas, floras, leoas, luas além das Damas que lhe sacodem a cuca. Saibam que Dom sobe quase sempre correndo as escadas da Torre e ofegante deixa a sua verdade, inclusive fracassos e conquistas, tudo devorado pelo Velho da Torre, saindo de lá leve em empolgantes recomeços, todos eles bem complexos. Saibam por fim mais um último segredo. Dom tem um calor que não é o beijo quente nem sua eloquência, é a sua descendência, a perpetuação.
sexta-feira, 17 de março de 2023
O FRUTO DOS AÇORES (2005)
Havia chegado pela segunda vez ao Arquipélago. Eu seguia cabreiro com aquela máxima de não ficar como o peixe dentro do aquário, limitado, sobre aquilo que a Professora de química no Colégio Cataguases nos dissera na virada do milênio. Então, as ilhas do Oceano Atlântico Norte me mostravam o quanto e como eu deveria crescer. Para longe eu voltava. A comunidade do Passal 74, em Ponta Delgada já existia como casa de estudantes Erasmus, misturados aos nacionais. Eu voltava para continuar os estudos da vida em Biologia e a Marinha (aquática ao fim ao cabo), mas o ano letivo começava apenas 6 meses a frente do calendário. Com a primavera numa mão e o verão noutra, candidatei-me num programa de observadores de pescas durante a faina dos pescadores até de outros arquipélagos e d´outras ilhas, ali na zona marítima dos AZ. Um observador embarcado em uma traineira/atuneiro colhe dados físicos, químicos e biológicos gerais, protegendo golfinhos principalmente, e outros seres, de mortandades ilegais e outras lesas que pudesse haver durante a pescaria artesanal (manual), algumas vezes bruta na natureza de pescadores ao estilo Brutus do Popeye. Estive embarcado por cerca de 5 dias, e somente nessa campanha, devido aos movimentos e oscilações que trago de outras vidas. Os enjoos sempre passam quando se deita no balanço das ondas de uma embarcação rasa, o líquido do ouvido aquieta-se, mas quando em pé, os ossos escorregam nas cartilagens e almofadas internas da coluna central, ainda mais quando à procura de fantasmas (no respiro das baleias gigantescas), pilotos, tartarugas, cagarros, tintureiras, dourados, espadartes, atuns, moluscos, sardinhas e peixes voadores no binóculo, anotações e manuseios de utensílios nos campos dos formulários das pesquisas. No meu limite fui ao mestre da embarcação, José Nunes – por curiosidade é o nome do meu pai – que encostou o bico do barco (proa) na ponta do farol do Porto da Praia da Vitória na Ilha Terceira Jesus Cristo. Já tenho contado e escrito que dali, fui para Angra num verdadeiro Heroísmo, tendo dormido Hospitalário na noite de Sanjoaninas, e embarcado novamente na manhã seguinte num Cruzeiro para o Faial e o Pico, cheio de equipamentos. No departamento do Programa (DOP), fiquei escalado para receber os relatórios dos outros observadores que passavam mais dias no mar do que dias em terra, e inserir as infos num banco informático como peça servente presente, de tudo que se pode comparar com os dados passados e os futuros (que podem ser os de hoje até) de toda a significância do trabalho que é em suma o estudo da vida, nesse caso o estudo da vida marinha. A base terrestre dos observadores ficava na Madalena do Pico. Via-se da janela o canal ponteado com os ilhéus deitado e em pé, todos os dias, exceto quando em poucos dias de verão o céu confundia-se com o mar. Numa das tardes em passeio com uma das observadoras desembarcadas que vinha da terra do Minho, queimados de sol e sorridentes por aquela costa fixa não se movimentar tão bruscamente com o vulcão dos capelinhos e o Piquinho do Pico, encontramos um casarão abandonado. Era um casarão cinza e branco porque suas estruturas mais visíveis eram de pedra cortada, também vulcânica, não tinha teto, paredes ao chão, não era abrigo humano, nenhum resquício recente de estada, madeiras furadas e todas podres, nem andarilhos ou romeiros dormiriam ali. Eram as ruínas de um casarão abandonado, um escombro misto de colapso e fuga rápida dos antigos habitantes, o quintal de frente estava tomado por matagal, não se chegava fácil até ao spray nas pedras. A maresia sim, chegava no casarão impregnado de sal, e talvez também por isso maquiava aquele casarão quase vazio. Dentro dele, o piso se via batido e rachado nos clarões de mato, alguns lugares estampados e quebrados remetendo ou a cozinha ou sala, e os poucos móveis de madeira não eram completos, mas estavam pedaços grandes revirados. Dentre esses móveis, havia 3 baús bem grandes empilhados que uma pessoa sozinha quebraria algumas vértebras para desempilhá-los. Surpresos e já ao fim da exploração, abrimos os três baús e dentro deles tinham coisas colocadas como roupas, candelabros (“luz da época”), algumas fotografias bem rasuradas e manchadas, tinha bichos vivos como baratas e outros artrópodes (bichos rasteiros e voadores), insetos, lacraias, centopeias, alguns vertebrados rápidos como os lagartinhos da ilha que predavam logicamente essas presas. Havia mofo forte, estava tudo bem deteriorado, algumas coisas que se pegava se desfazia como um lenço de papel provavelmente que envolvia algum pão ou alimento, e copos, alguns metálicos outros de barro... Dentro dos três baús tinha sobretudo roupas, alguns utensílios, nenhuma joia ou peça reluzente de histórias de piratas. Havia cartas num desses baús. Blocos dobrados, maços de cartas. A menina do Minho e eu decidimos que não iríamos levar nada mais do que as cartas. Todo o resto ficou nos baús, sem grandes mexericos, porque os baús não se configuravam explícitos de algum controle privado, não era de tudo limpo, fácil e nítido. Estávamos seguros que estávamos na linha da costa e andando adentramos o esqueleto de um casarão abandonado, um sítio tomado pelas intempéries. O achado estava à beira mar, camuflado tanto a arquitetura num todo quanto os itens que foram alocados nos baús e por algum motivo foram deixados. Tínhamos encontrado um lapso da história aparentemente marcante desde o tempo de alguma partida, das pessoas que ali habitavam num tempo consideravelmente longe, passado. Essa história estava se ocultando ou se perdendo aos poucos e veio à tona em 2005. Não fosse esse achado da menina do Minho e a sua Cia., estaria lá até hoje, ou até alguém tê-lo encontrado e tendo feito sabe lá o que fosse. Não empilhamos os baús, mas fechamos e colocamos lado a lado. Então, decidimos levar apenas as cartas com intuito de consumar mesmo o achado e expor cada um à sua maneira. E assim fizemos. Divulgamos inclusive para os outros colegas observadores que chegavam cansadíssimos e bronzeados das observações em alto mar, à nossa chefia e em outras ocorrências em relato. Logicamente a história contada não foi muito empolgante para quem ouvia, nem se interessaram tanto por ver aqueles papéis velhos, mofados como se tivessem caído ao mar e sobrevivido, enfim. Naquela época, dividimos as cartas. Eu fiquei com um maço e a menina do Minho ficou com outro maço. Ela voltou para o norte do continente e eu voltei para a ilha de São Miguel, para a Rua do Passal 74. Esteve comigo como um tesouro semiescondido por dois anos, e como sempre, ao fim desses dois anos comuniquei primeiro ao meu Tutor que em seguida indicou-me um Doutor da História daquela casa acadêmica do complexo científico de Ponta Delgada. As cartas remetem à “família Rosa”, que fora desde há tempos nomeados aos braços das regências do império português. Nas cartas há menções e relatos históricos rudes do tempo daquela época, a tristeza que era a índole do “Homem armado e poderoso” comercializar pessoas como escravos levados aos Açores. As cartas revelaram em análises até onde sei, posteriormente, o que reza sobre posses de vinha, terras, funções, heranças, balanças de natalidade e mortalidade, papéis com brasões, marcas d´água, desenhos e símbolos da rosa dos ventos, nomeações de Juízes de Fora que comandariam o cultivo de pés de uva de uma estirpe tal que suportava a maresia e o solo, e que virariam vinho para os czares russos, passando antes pela Inglaterra e o resto da Europa. A descoberta dessas cartas não me renderam riquezas, exceto um passe (pass/upgrade) pelo socorro dos itens, que neste caso foi repassado para um historiador do Arquipélago que tratou devidamente, estudou e incrementou em suas produções de investigação e pesquisas esse achado. Soube que ficaram expostas em alguns espaços culturais da ilha de São Miguel e que voltariam à Ilha do Pico, com certeza pertencente ao acervo público regional. É tempo de dizer que existia uma carta dentre as cartas que era a carta da Rainha. Dona Maria I (“a louca”), mãe de Dom João VI, avó de Dom Pedro I, bisavó de Dom Pedro II - último imperador do Brasil. Depois que desfiz das cartas, coloquei uma mochila nas costas já sarada, voei para Lisboa e junto com a menina russa-nórdica, cruzamos a península ibérica e o cadarço da itálica até Roma... Um ano depois, nasceu a Iara S.T.P.N.
quarta-feira, 15 de março de 2023
PRÓXIMA ESTAÇÃO: ESPERANÇA!
terça-feira, 14 de março de 2023
A CIDADE DIRIGIDA II
Em Braga eu cheguei pela primeira vez a pé. Vinha iniciado na rota litorânea portuguesa para Santiago. Na minha esquerda o mar, na minha frente pontes, na minha direita árvores e atrás de mim cidades velhas e suas povoações. Cruzei no mapa uma diagonal para o centro e observava um tanto imenso muita coisa do continente a cada passo. Era a primeira vez que eu explorava a terra firme e fazia com vigor rumo ao norte da coroa da península ibérica. Fazia tanto calor antes de chegar em Braga, que uma senhora que molhava a varanda de casa me esguichou um tanto por pedir aquela água em mim. E as crianças que estavam próximas sorrindo pediram também à dona que lhes molhassem. Na noite anterior eu havia dormido em Barcelos. Havia chegado de noite em Barcelos e dormido num “pague e apague” tão profundamente que nem um grito gigantesco que ecoasse no espaço me acordaria de súbito. Porém de manhã lembrei-me do grito, afinal estava na cidade do galo, onde há, pois contos sobre milagres na hora da sentença de morte. Pesquisa-se. Vivo e acordado, já pela janela do leito vi altas cruzes decoradas em fileiras sobre a praça. Logo desci para um café mirando um lindo jardim onde passei para seguir para Braga. Não sabia que depois, naquela cidade habitaria em família, casas. Mas sabia que era a cidade dos Bispos e tinha lá amigos a estudar psicologia. Alguns das próprias ilhas outros que lá moraram. Eu estava na ilha (São Miguel), havia saído não para enxergá-la, nem a mim, mas para entregar uma carta que contava ser necessário (ainda) armar (tornar) cavaleiro da ordem e rumar junto com outros mestres para uma terra nas proximidades de Taramundi, nas Astúrias. Ali se fincaria uma bandeira com 6 símbolos, e assim um novo rumo se faria. Há, entregue na Catedral de Santiago, na Galiza, um dizer sobre essa busca que decorre, talvez o querer tanto dum terreno para projetar malocas que abriguem as boas almas que me guiam desde sempre até agora, junto da força da flora, da fauna, dos fixos e dos vivos que sempre recriam. Braga viria ser a cidade que morei e lembro sempre dela ainda que agora esteja diferente. Eram tempos de juventude ainda a primeira vez que cheguei a Braga e as histórias que havia vivido antes contava aos mais próximos, que de certo modo faziam parte, revivendo e recriando em Braga. Como o tempo passa... Em Braga vivi por quase 5 anos intensivos a fotografar, escrever, caminhar, absorvendo tudo que me davam, até espadas, cantos, sinos, cartas, avenidas e montes luminosos onde formam-se exorcistas, lembram as igrejas do ouro de Minas, até bostas de cães e cuspes, mal cheiro, gente fula, e ruas aos pedaços milenares. Imagine o “Rans o Zinza”, reclamando de uma cidade tão antiga d'antes do Império de Roma. E tudo que eu entregava, como esse texto agora. Há um portal de pedra em Braga, onde toda vez que eu saía e entrava a pé pela cidade tocava-lhe um dos pilares com a mão. Dali em diante eu rezava, pensava, chorava, sorria, observava, sentia o mundo aberto toda vez que saía ou entrava em Braga. Fazia isso desde a primeira vez que entrei a pé em Braga, por isso mesmo não me esqueço do calor que fazia quando cheguei e do frio que depois veio, de todas as estações, das praças frutíferas, do batismo de Iara, das cores que continha, dos castelos, torres e muradas, da fumaça dos pinhões, de todas as criações, construções e também as destruições (no sentido físico e humanístico).
Trecho de pesquisas: A imagem da Cidade, de Kevin Lynch"A cidade não é apenas um objeto perceptível (e talvez apreciado) por milhões de pessoas das mais variadas classes sociais e pelos mais variados tipos de personalidades, mas é o produto de muitos construtores que constantemente modificam a estrutura por razões particulares. Se, por um lado podem manter-se as linhas gerais, exteriores, por outro, há uma constante mudança no pormenor. Apenas parcialmente é possível controlar o seu crescimento e sua forma. Não existe um resultado final, mas somente uma contínua sucessão de fases. Assim, não podemos admirar-nos pelo fato de a arte dar forma às cidades, visando um prazer estético, está/estar bastante distante da arquitetura, da música ou da literatura. Pode aproveitar delas grandes contributos, mas não imitá-las." (1960).
EXTRAPOLADO CROQUI FUNCIONAL
Um
dos tantos que os contratantes podem ter em mãos, essa é a idealização de um
mapa que referencia e expõe cidades (em polígonos brancos com seus respectivos
nomes) e grandes manchas verdes, geralmente em altitude ou áreas protegidas
(polígonos em verde limão). É uma amostra simples de apontamento e situação –
um retrato real de satélite – dos efeitos devastadores da humanidade, direta e
indiretamente, durante o tempo de ocupação e usos sobre o território. Nesse
caso, um quadro centro sul da zona da mata mineira que fora explorada e ainda é,
manejada de diversas formas (bem ou mal), principalmente com precárias
conduções administrativas citadinas no contexto sanitário, ambiental e
educacional, o extrativismo vegetal, mineral, as gerações de energia, as
produções agropecuárias, resultando em florestas homogêneas com baixa
biodiversidade; pastagens, erosões, assoreamentos, poluições dos veios
aquáticos por contaminantes orgânicos e químicos, ausência ou fracas aplicações
de alternativas de manejo de sucesso, incluindo a Educação Ambiental rural e
urbana, etc.). É impactante pra quem compreende os traçados robustos no mapa –
como dito extrapolado croqui funcional – do que ainda pode ser elaborado com
minúcia dedicada, isto é, mapas mais interativos, mas só com esse esboço é
capaz de abrir um leque de possibilidades de melhores conduções do território
por “pluri proprietários” e suas intenções. Por isso, o mapa que o condutor
revela, quando explicado com clara objetividade e intenção é importante para
fazer saber os indivíduos em formação, crianças, jovens e adultos, que do mesmo
jeito que se modifica cenários drasticamente para qualquer fim de progresso e
evolução física e humana, úteis e indispensáveis nos dias de hoje, também é
possível trabalhar sobre a recomposição de paisagens mais equilibradas, novas e
melhores produções e manejos, com a urgente mudança de hábitos gerais que levam
a sufocar o próprio meio ambiente, e que seja feito mesmo no dia a dia, em casa
e em centros de formações. Visto assim é interessante imaginar que há somente
300 anos, esse quadro era um tapete verde contínuo e diverso de flora e fauna,
de fato sem cidades, quando era solo atlântico original e com muitos mais
componentes, inclusivamente antropológicos. Era. Atualmente a realidade é,
alguns poucos fragmentos de florestas clímax (florestas primárias, virgens),
outros fragmentos regenerados pós-atividades humanas (florestas secundárias),
florestas planejadas (áreas verdes), algumas Unidades de Conservação públicas e
privadas funcionais ou protetoras e as boas conduções de ordenamento do
território por órgãos e pessoas capazes, desde as políticas e legislações mais
complexas às amostras das pegadas do homem na Terra, é o lado da moeda que mais
vale. Na verdade pode-se entender como pegadas. Há pegadas e pegadas. Essa é a
pegada verde!
MÉTODO
DE KEVIN LYNCH (1962)
“
Lynch, o autor do livro A Imagem da cidade, aproximação semântica à imagem
visual em contraposição á pura representação física, introduz a expressão site
planning como a `arte de dispor ou adaptar o meio ambiente físico
externo para acolher as atuações humanas´, criando uma nova escola de
urbanistas interessados em desenvolver técnicas capazes de abordar o urbanismo
desde uma perspectiva integral, que entende como única forma de chegar a
soluções racionais e conscientes, mediante a intervenção de especialistas de
diversas profissões”. (pág 32 – Planejamento Ambiental de J. Ribeiro et al
(1993).
sábado, 11 de março de 2023
DO CIMO VEJO O HORIZONTE
Carta aos Doutores
Sinto que tende haver uma virada de chave e isso tem várias vertentes. Quando trato a minha vida unicamente, juro que penso passar um tempo num claustro. Escreveria logicamente antes uma carta variável às Ordens Cristianas, que me fitariam e aceitando ingressava em dedicada introspecção por anos consecutivos. Isso seria um ato drástico, extremo, possível já testado nesse corpo peregrino. Caso contrário a subida da montanha realizaria o máximo do livre arbítrio. Sinto que vivo em estado protegido sob o céu e sobre o magma, ainda que vacile e por isso continuaria produzindo sem pecado obras aos dons de Rupnik. Ao lado mesmo de Francisco que mirando aponta e mostra os novos rumos da história. Mas, não é o caso trajar-me de sacerdote para encontrar a paz, exceto uma necessidade de sair desse cenário atual local ou que as máquinas andem. A cidade é um berço fera, velha, é caduca, estão as calçadas em pedaços, há areia e terra nos cantos como nas praianas ou de faroeste, salpicados de lixos, o sol arde no verão, há cuspes e escarros já lembrando o velho possuído da Estação de São Bento; as praças, ruas e avenidas estão lá em blocos e pedras e curvas, sujas, mijadas, onde rola grana, super exploradas em horários de inferno e caos e abandono. O córrego fede raso tudo que todo mundo excreta, desde o mendigo ao de qualquer teto de conta bancária. E as crianças, adolescentes e adultos estudam, mas infelizmente estou congelado em participar. Esse é o cenário do berço, é o que eu amo e sabido haver lugares mais podres, ainda que sejam berços lindos. A esperança que paira é no propósito acreditado que me entrega a verdadeira chave da independência local, podendo ajudar mais a todos, como um poderio de ofício específico simplesmente, a euforia contínua de suar e sangrar pela certeza e a crença no percorrido da estrada que venho construindo... E como não tenho um chamado, nenhuma bandeira me agrega à mudança, vou ficando fadado sem poder pintar paredes, namorar todo dia, semear e desbravar paisagens naturais, educar ambientalmente... E vou ficando velho correndo para continuar enérgico. Quando uma parte da sobra dos que lucram - veja bem que tenho a Matemática I – é dedicada em aplicação financeira no ramo especializado para tratativas ambientais de manutenção (gestão) e formação (Educação Ambiental) os resultados em décadas serão maravilhosos, porque aumenta-se as manchas verdes e as cidades dirigidas, porque forma quem cresce sabendo que essa é uma missão de escala planetária. Eu penso em outros cenários que existem, nos vários cantos do mundo, já pensei chegar em locais que já fui e em locais que desejaria chegar e estar. Estou sempre a um passo disso, ficando longe do cenário que amo e das pessoas também, não por crime, insanidade, descontrole ou paixão, ainda que oscilamos todos e estamos às margens de um provável Superior Mor. Partindo carrego sempre naturalmente comigo escritos, desenhos, sonoras e as memórias dos registros.
quinta-feira, 9 de março de 2023
ETERNO EMBARQUE
terça-feira, 7 de março de 2023
DE DKS PARA DORA TÈ
Sinto os dedos seus na terra que tocam patas
Tenho a natureza que espera nostra agora
Ajo tanto quanto vivo amando presença conexa
Tento o não lamento, mas sofro, e acelero
Percorro como todos que cumprem, quero
Busco tanto que peço e encontro a pausa
Durmo e sonho, ventre rosa abelha borboleta
Juro, puro, que um sim muda o Mundo!
Essa prosa é uma prova matriz da língua
Que as esquadras e entrelinhas comando
É uma amostra das potências românticas
E alavancam torres donde vê-se luas e estrelas
Onde surgem pontes que conectam horizontes
domingo, 26 de fevereiro de 2023
PARA O DIA DE HOJE
(...) Um sinal de que o progresso é certo, é quando existe e agem bem as originalidades. É como a base dos trampolins.
TRIUNFO
Sobre a única ou talvez última coisa que atua como ímã
Não com dolores, mas é árduo o peso dos anciãos
E animador o vigor dos que crescendo tomam as suas posições
Devendo fazer sentido lido e imaginado pelos vividos
De natural comportamento ao toque d'alma vigente
Acessível a todos que acreditam na máquina do corpo
No que produz de bem feito frente aos degredos da história
Nessa nossa terra de maravilhas extensivas e beldades
Um berço que mostra às gentes um horizonte novo
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
MAXIMUM
Em meio às luzes e aos portais
Dos espelhos e vidros refletores
Em meio aos números correntes
Que contam, medem e cravam
Em meio às artes de uma nata simples
De traçados, preenchimentos e letras
Em meio à lupa do salão que salva
Onde o macro revela os detalhes do ofício
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
À NOVA QUEEN
Também toco vários instrumentos e pinto
Também falo pouco às vezes muito empolgo em grito
E nos momentos certos chego falando ao pé do ouvido
Assim em quem se parece comigo, sem arriscar tudo
Como sendo iguais e isso seria um reino inteiro bendito
Porque todo mundo é um mundo diferente nessa miscelânea
Ao mesmo tempo iguala tudo pois mortalmente desaparece
Pois todo mundo morre um dia e finda a trajetória
Mas enquanto estamos vivos sentimos
Cada um à sua moda, e sabido que você, coroada, faz-me um tanto vivo
De gozos sorrindo ao pensar que no futuro que alerta os buracos dali
Hey, Queen! Eu dedico e digo escrito, isso aos tragos e trotes
Como os poetas de Ouro Preto, extremos, dançam aos saltos
Gostaria imenso de estar contigo, hei de estar nessa fundação
Nós a sós da letra ao sangue, ao suor de todo dia
A CORAGEM DA REFORMA AGRÁRIA
Inclusive os condenados e seus baús manchados
É inadmissível pessoas que lesam a Pátria possuírem valores da Pátria
E é uma honra orientar quem ama por genuíno dever leal
Todos que com posses têm poderios sobre o solo
Seja para culturas mil enquanto os raros distribuem lucros
Que ordenem as peças nesses tabuleiros férteis
Áreas e terrenos, das profundidades aos cumes aos veios e galerias
Há quem olha para o mapa mundi enxergando a ventania dos ares
Nesses históricos de produções humanas aos dedos e aos abates
Com alimentos que estratificam os status do momento
E produtos com peças que acabam pairando nas praias e entranhas
Essas construções nos morros que escorrem quando o céu chora
Mostra a força atrofiada das regências que espirra no presente
É oportuno como os leões de Pombal a mexer feridas no necessário Paço
Onde há terrenos e áreas e porções de terra tão propícios
Nesse mapa brasilis rico de bocas que engolem o sol para energias
Para o que deverão ser bases já ditas com exemplo de controle e domínio
Ordenamentos e manejos do território que faz parte do todo
Passa por uma escala de três análises, ou degraus de prima
Primeiro se o que existe resiste de forma finita neutra, contribui
Segundo, se repara quando suporta isto é, evolui
E por fim ainda que abale, impacta, seleciona e ativa o extinto
É um estalo a realidade das modificações e uma gana forte fazer parte
Dedicaria uma ciência contínua que renderia lançamentos mensais
Recepções e frutificações paralelas às vilas planas planejadas
Pois o manual teria sucesso em mover (êxodo) pessoas dos morros para as planícies
Você que votou em líderes acredita que eles podem fazer isso?
Conseguiria fundar vilas com cinturões arbóreos!
Conseguiria?!
Conseguiria educar os nascidos dessas vilas
Igualmente os nascidos nas cidades de famas antigas
Essas plavaras não são utopias já que todo sobrevivente porta esperança
Quando você acredita possibilita que as montanhas sejam mais verdes
E o povo (abarrotado de demandas) viva em um novo plano
Quem olha de fora pro Brasil no Mundo, olha o mapa
Depois o mapa é um tabuleiro onde correm os dados
E os dados que rolam quando pararem marcarão
Se o país é um flash de entretenimentos bisonhos e atrasados
Ou de fato um gigante contagiante que conduz o novo
sábado, 18 de fevereiro de 2023
MESTRES
Mira que além-mar também se fala, expressos
Essa língua oriunda dos Patrícios, Lusa fonia
Logo absorveriam contínuos estudantes
Infantos, juvenis, jovens, adultos e calejados, todos
Essa maestria de ofício mais que sonho, consequência
Num locus cheio de tudo, falta um naco da Dama
E a massa que borbulha os marcos caducados
Há estilos de comportamentos todos na balança
Que comparo o voo das garças com o dos corvos, nessa bio diversa
Querendo a beira de qualquer rio limpo ao banho, a lembrar d'Iara
Mas a fé que anima é aquela que transforma e prova
Que de tempo em tempo as potências despertam
Enquanto que alguns atropelam outros focam
O sinal a qual se progride ao atentar para quem cria
Esse pensamento brota de um rito antigo
Que compondo persevera esperança e compaixão, e contempla
O céu que mostra onde finca a bandeira e a fundação
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
ASSINO
Dom
Que almeja ventre e crias, pois família funda
Calma e atitude, ambas, mas também bravura
Sano, só que queimando em dor apenas as costas
Porte de quem sofre, sobrevive e continua pleno
Gosto pelas originalidades de gravadas Tradições
Mesmo que não sejam virgens as matas, assumem lindas
Absorvendo os elementos das paisagens escritas ao punho
Nos traspassos de todo dia, como Jó, em alerta e pronto
Com manifestos alimentados com a coragem dos sabidos
Explicando as entrelinhas com beleza e bondade aos mares
Sem querer só gozo, pois a morte vem e leva, por isso
cria!
Mas querendo a vida em companhia nesses saltos busca
Tudo ou toda dinâmica, pois o tabuleiro é potentíssimo
Eis que assim mostra fundamental as partes da história
Ainda que nem façam ideia ou saibam pós-além ou agora
Ou então os que pensam e agem nesse tempo real creem
Que o desejo de um só pingo disto move chuvas leves dadas
Para reforçar a energia dessa Era de Aquárius turbulenta
Enquanto assina a salvaguarda dos terrenos do Mundo
Isso só poderia ser Mundus Partum! Solo, cheio e amplo!
Ora! Ave e Viva! Pois perpétua é a sina da paz e do amor
Viva! Ave! Dom
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
DA ORDEM DA CAVALARIA
Mesmo depois de algum
tempo em rodagens
Isso agora serve para toda
sela que se faz andante
Pra dizer que chego muito
além carregando comigo
Uma quantidade de
esperança genuína, energética e sana
Uma controvérsia pouco
usada dessa forma, mas aos medalhões muito
Aos pensantes que dedicam
certo tempo às obras e leituras buenas
Mas é que em Cataguases a
pavimentação oscila horrorosa, ainda assim a amo
Não por força, mas
delirantemente quando conhecedor e reconhecido
Dum terreno dirigido com a
marca do destino, fardo nobre realístico
Em cenários replicados de
formas similares às bases das guerras
Pós-terremotos, só que com
buracos diários que trepida o silêncio sentido
E também de nascimentos,
sejam ideias, sejam rebentos fortes
Reza o livro (do título)
que apontar apenas é um vício do ócio e da apatia
Pois o que deve ser feito
tem que ser feito, pois não seria cavaleiro
Andante sobre minas e
unhas apaixonado por gente boa, corpo e alma
Daqui, de além-mar, de
trás-de-todos-os-montes e de quem quiser
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
A MULINHA DE CÁ
Certa vez
conheci uma burrinha
Eu queria muito unir-me à ela
Ela não queria que a montasse
Eu não queria só montá-la, mas amá-la
Pois eu tinha estrada, sela, casa, espada...
Tinha vida, tinha línguas, tinha brasa
Mas a burrinha escolheu o hipopótamo
Eram copos e perfumes o que ela buscava
Isso ocorreu no Douro-Minho, Porto-Braga
Depois disso conheci quem me queria
Eu queria o tempo todo construir, eu criava
A procriação a assustava, e ela não mais quis
Queria ela o que
já tinha, comigo mesmo nada
Ela vinha de uma
sorte litorânea babilônica
Desperdiçava abundância sem pensar nos cactos
Hoje em dia conheço uma mulinha
Ela é muito bonitinha e habita o meu sono
Sonho ou sonhava, mas a mulinha é amarrada
A quem a usa para carregar malas e adrenalinas
Eis que ela fica com uma pedra na cabeça
Que só foge, não salva, não escala, não brada
Eu só queria que a mulinha soubesse
Que debaixo da escada há um olho antigo
Um coração de um cara com muitos nomes
E que é tempo de soltar dessas amarras que pesam
E ganhar coração, sela, estrada, casa, espada...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
PARA A SÍRIA E A TURQUIA
Que quando pira avança
Pira em paz e confiante
Pousa em boas companhias
Com coragem que demonstram
Fontes d'antes, durante e depois
Em qualquer ingresso ou união
Dessa malta pública mundana
Que publica com vontade a ousadia
Que são filhos e filhas d'arts zens
Têm alma que impacta e cria
Chora abalos e tremores longes
E alertas aos maremotos e vulcões
Porque essa malta bela assume
Um propósito magnífico e forte
Desde as pontas hemisféricas
À firmeza do amor na reconstrução
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
CRU
*
Fiquei pensando na carne alaranjada do salmão fresco
E no arroz enrolado em algas, molhado no sal, aos goles
Depois que conquistasse uma cabeça criadora e sorridente
Que todo dia sobe e desce com seu “Johnson” frenético
Leal à pedra ou ao
Pedro fundamental da sua vida invisível
Talvez esteja longe do que quero, ainda que pareça perto
Eu busco porque quero companhia que embarque nessa nave
Enquanto pronto espero adentrar a Mata Atlântica para ganhar o Mundo
Eu tomaria banho gelado no verão, facilmente em cachoeiras
E no inverno esquentaria o corpo junto ao corpo com vigor
Eu abriria as portas de um castelo cheio de leões potentes
Que não nos comem, pois temos símbolos que nos protegem
Eu adentrava pelas salas, quartos e quintais de águas limpas
Mas sigo numa mesa vendo e ouvindo o progresso e as
perturbações
As desordens e ordens ficam só pra mim, e aguento pois, é
assim
Já que nem flores, nem desenhos, nem prontidões convencem
Para parecer menos afoito e ao mesmo tempo sedento de
bondade
De um monte de coisas que não daria tempo de um café triplo com bolo
Mas, entendo, pois eu sei que os faróis acendem e apagam,
sempre
E sei que um dia na estrada que se faz à frente ao meu lado estará meu bem
*
sábado, 4 de fevereiro de 2023
ADORNOS
Pesa, esse calor radiante, o sol
Protegido pelo lar dominante leal
Desafios de idades e formas pensantes
Saiba, que em todo sistema reza
Logo quando começam os textos
E a todo instante quando crente
Nas setas e suas conduções interpretativas
Para que se apoiem nas bases d'antes
O que se inicia de uma boa continuidade
São essas brisas que sopram os vales
Para as matriarcas que pulem suas crias
Assim é que se funda um pensamento
Destrinchando o intelecto com coragem
Cumprindo, forte e simplesmente
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
O QUE É RAIZ
O fardo hereditário dos seguintes
Os dias passados e sentidos hoje
Os acontecimentos predestinados
As maresias vindas de praias lindas
Até vales que abrigam forças enérgicas
As calibrações dos eixos do corpo
A manutenção do espírito com luz
A dificuldade da vida vasta ser única
E um amanhã onde nasce a cada pulso
A chance de fixar na história a novidade
A boa nova dinastia, sistemática e guia
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023
SORTE TEM QUEM TE TEM TODO DIA
Esse é o velho Dom KissHot
Beijo quente da tribo do abraço
Ele ama mais que todos, dizem
Porque ama muito e o bem
Ama tanto que até sozinho
Ama floras, ama mudas e sonoras
Toda parte que faz belas criações
E tudo que ama não fica à mercê
Pois acopla e conjuga, voa e mergulha
Porque ele ama estáticas e ações
Dom KissHot, ora dorme ora acorda
Sempre luta e ama, ao mesmo tempo
Anda ao passo que constrói e sonha
Viver estações genuínas e aventuras
Com a certeza do amor de quem lhe ama
TAMBÉM
Esse
Beijo
Ama &
Ama &
Ama
Toda parte
De tudo
Que une
Porque cria
Dom KissHot
Sempre
Luta, anda, ama
E sonha viver
Com certeza
De que amam
*
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
ESSE É O PUNHO DA OBRA
A Amazônia é imensa e variada
Ainda existem nativos genuínos
Sua totalidade é difícil de controlar
Porém fácil de maltratar e explorar
Ela está sendo devastada e assassinada
Calma? Não é hora de atiçar as Armadas?!
Que bem podem esmagar os inimigos da Amazônia!?
Saca! As Forças Armadas, agora!
Calma! Essas flechas são fortes!
Para todas as forças com seus poderios
Combatentes de todas as frentes
Não somente com armas, mas com cucas
Os poderes, acadêmicos, cientistas...
Eu bradava aos ecos em seus ouvidos:
Protejam a Amazônia por amor à Pátria!
sábado, 28 de janeiro de 2023
IMP.
Essas impressões do mundo moderno
Expressam muito em toda parte do globo
O que belo existe e o que horrendo também
Tampado até o talo de excessos, selos e prazeres
Aos montes dispersos e bem próximos ao toque
Tamanho tabuleiro bom, cheio de peças e respirações
Com itens incontáveis, sem contar os invisíveis
E histórias exemplares de avanços e retrocessos, inevitáveis
E processos que só começam a funcionar já!
Quando as fundações formarem os condutores do Imp.
Sebá
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
ENSINA!
Antes de arquitetada
Significa mudança
E as mudanças
Precisam ser sabidas
Tantas sentidas
Mas dormentes
Gostem ou não
Por isso, as Reformas
Quando queridas
Pelos que manobram
Precisam ser ensinadas
E renovadas como reinícios
Como a real esperança do povo
Para toda Reforma, Educação!
Reforma tributária
Educação tributária
E suas ramificações
Assim por diante, aplica
Toda reforma só se apoia
Quando a pena, a rosa e espada
Tece, aflora e firma
Na boa educação!
Pois sabida, perpetua
Vencendo utopias
Por gerações
Isso faz o mundo
Pagar tributos
Às batidas
Do coração
O “CAVALO” AMBIENTAL NO BRASIL
Treino do Histórico sobre as Rédeas
Brasil Colônia Abundante: Preocupação
pouca da Coroa com os recursos naturais aflorando (madeira, minerais, metais,
açúcar, café, chá...)
Dom Pedro II preocupava-se
com as questões ambientais: Florestas, reservatórios, agricultura, expedições e
antropologia.
1920 - Pres.
Epitácio Pessoa – Código Florestal (anteprojeto)
1934 -
Decreto do Código Florestal 23.793. Código das Águas e Código da Caça: Área
Reservada: Parques Naturais, Florestas “das três esferas” e Florestas
Protetoras)
1937 /1938 / 1939 - Primeiros Parques Itatiaia, Iguaçu e Serra dos Órgãos
1964 - IBDF
(Instituto Brasileiro Desenvolvimento Florestal) Posterior IBAMA (1988/1989)
1965 -
Código Florestal = Reserva Legal (25%)
1967 - Lei
de Proteção à fauna (Estatuto da Terra) – Pesca, Mineração
1972 -
Conferência ONU Meio Ambiente /Estocolmo (Suécia) – Crescimento populacional e
alarmes de desequilíbrio sócio ambiental
1973 - SEMA
(Sec. Especial de Meio Ambiente)
1981 -
SISNAMA (Sistema Nacional Meio Ambiente) – PNMA (Política Nacional Meio
Ambiente) Lei nº 6.938 > Conama > MMA
1986 -
Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores)
1988 - Constituição:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes
e futuras gerações”
1992 - ECO
RIO ONU
1997 - Política
Nacional Recursos Hídricos. Lei 9.433
1998 - Lei
de Crimes Ambientais 9.605
2000 - SNUC (Sistema
Nacional Unidades Conservação) Lei 9.985
2012 - Novo Código
Florestal Lei 12.651
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO!
Os modelos, exemplos, sucessos estão aqui mesmo dentro do País, e há excelentes condutas de manejo privado e público. Logo, o que tende haver são adaptações, conjugações e valorizações sobre o território em todos os biomas e domínios, e seus elementos, o que em suma contribui com o equilíbrio terrestre. Os efeitos das lesas de décadas passadas refletem-se hoje tal como os efeitos dos reparos refletirão amanhã. Essa máxima é um padrão lógico básico, uma lei universal. E o ser humano, pode muito bem acelerar os processos com auxílio propriamente do que criou até aqui. Ainda que possa atrasar ou dificultar a sua evolução quando com o que criou, degrada e desertifica. Mas, o Brasil é o país do futuro! Acorde Gigante! O Brasil é um palco natural que orgulha quem no mapa mundi procura conduções de uma terra majestosa e seu povo, esse que dizemos Nação Briosa, que mostra seus recortes e faz imaginar seus interiores. Consta sua costa longa pelo Atlântico sul, até as profundezas cheias de tudo que se molda e fazem valer. Na superfície, originalidades mixadas com as reproduções, o capaz humano e profissional com suas vestimentas e posições, com parte das riquezas incontáveis que o Brasil tem. E tem o Brasil ainda povos indígenas originários, como os yanomamis entre outros, aos poucos, muitos elementos seus “perdidos, sofrendo em sua própria terra”. Depois que o mundo os invadiu, algumas tribos sobreviveram. Depois vieram governos e governantes, histórias, onde o capítulo atual impacta a lá Somália, tudo na conta da definição de poderes entregues (votados) aos maus e incompetentes e que não impedidos podem tocar o terror. O Brasil tem um naco grande do paraíso e tem que ser modelo mundial primeiro, conduzindo curas (formações e proteções) da humanidade e a calibragem (gestão e equilíbrio) do Meio Ambiente. Assim, firmará tamanha e crucial importância do seu poderio natural mundial. Aos gestores de Meio Ambiente, vale muito bem conferir (ler, estudar e interagir) o/com livro a seguir: “Gestão de Unidades de Conservação: Compartilhando uma experiência de capacitação” - WWF-Brasil e IPÊ Brasília, 2012.
Hist/Font.: PDF disposto na internet como material de disciplinas da USP.
. . .
“Na estrada... Ainda chegarei lá!
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
THE STONE SERPENT TRAIL
Reza a lenda que do alto a águia via, era a Harpia!
A que vivia até as que ainda reproduzirão protegidas
Sabia da serpente que no rio descia em poças
Pós-largadas de águas acumuladas da murada
E subia em cerca de 4km em conquistas humanas
Através até da VR+AR and meta and more, ôh oklin!
Pois! Que trekking massa é esse que o Eco mostra?
Sendo essa uma placa já apta, adepta e fera, pois não?
Mostra ainda painéis que suportam cadeias alimentares básicas
Óh, os totens, podem ser vários totens sendo marcações de informação
Pras gentes, toda gente que ali chega na pegada e sente à sua maneira
Com instrumentos de interpretação para os nossos bons, pequenotes e velhotes
Na ponta da língua, no tato e em campo, um guia de ação com dinâmicas natas
Tudo alcançável! Eis o coração. Essa é a mata! Com flora e fauna e mais
Essa é a mata que num zoom do satélite passa coçando os drones
Dia após dia eu faria uma composição do que seria a vida em ofício aí, bem ali tudo além
Traçando mapas e conexões, recepções e continuidades, pisando, pois convoca!
Ora! Por agora essas são as fartas águas que marcam onde passa a trilha larga
Daí, as torres que são pois as bases, apoiarão aventureiros que se situam, vêm e vão
Encantar-se-ão com os exlíbris naturais e propagarão, e virão como pássaros que migram
Em construção... ... ... ...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
OBRAS NA FRANCISCO ROSSI
Chuva, que chora glórias em ventanias
Súbitos estouros claros de pulsos relâmpagos
Quem filma ao passo que move e congela a energia
Clama, por tão esperada harmonia desses pós-colapsos
Rima como quem ama fácil, instiga e galopa com razão e calma
Tanta, tamanha, mística e humana, boa, certa, apta a compreensão
Temperada primavera que nascida virá um dia com abundância de crias
Vidas, tão diversa do alto das montanhas aos fundos dos mares, hasta cidade entupida
ONDE PASSA O PROGRESSO!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
CAPÍTULO CRUCIAL DE UM SONHO DE ÁRIES
Há tempos galgo atuar na área. Há tempos estou embrenhado na área. De um jeito ou de outro, voo, navego, mergulho, salto, colho e enterro, há tempos, coisas da área em muitas áreas. Diante de tanta explicitude dos tempos atuais, sem contar com a barba, as calças largas depois dos pesadelos do coração, o andar próprio de quem caminha e o olhar em tudo que posso, o que posso mui bem, ainda é continuar a escrever depois de absorver. Ler, contar, teclar e ouvir histórias de todos que conecto, dia após dia, até o dia que entrarei na mata mãe, o berço e o seio de uma Cia. Algo romântico próprio meu, mas por ler e escrever, repasso. Eu já jurei em outras cartas e se jurar muito talvez duvidem, então estou seguro, com essas luzes que me regem e continuarão. Logo o meu despertar, quando tocar o alarme, deverei manter, gerir, organizar, formar, criar, proteger, pesquisar e integrar essa força da natura (área) que ilumina, capta, transforma e expande.
Nas últimas páginas do capítulo “Desafios
da Modernidade” do Livro “90 Anos de Modernidade da CFLCL” de 1995 - (atual –
Energisa), os editores imprimem 2 páginas sobre o Desenvolvimento Sustentável.
Com gosto, transcrevo trechos em que o então Deputado Federal O. Junqueira B. em
discurso proferido a 1º de Julho de 1963, na C.d.D. no DF, parlando sobre a
importância do solo, e entendo que lá naquela cabeça iluminada e poderosa, o
que ele dizia era sobre essa base máxima da Terra, onde crescem, sustentam-se e
se fundam (produzem), tanto sobre o solo. O solo é onde a nossa sola beija todo
dia o progresso e onde toda dia dá-se a evolução, sem ver. Cito pág. 97: “Para a conservação do solo é que o governo
deveria dedicar toda a sua atenção, obrigar, compelir os proprietários das
terras, quer de minifúndios – enquanto não desapareçam – quer das unidades familiares; ou propriedades médias; quer de
latifúndios particulares ou do Estado; a todos, sem exceção, cumpre o grande
dever de preservar o solo, a fim de que o Brasil consiga os milagres alcançados
nos Estados Unidos.” OJB >>> (Exemplos de Bennett – 1937).
A exemplo da América do Norte,
existem outros continentes e países que praticam receitas de manejo,
valorização e importância desse gran solo, onde tudo cresce e funda, até finda.
É preciso ser massivo dizer que existem modelos de sucesso tanto de resguardo
das originalidades quanto de transformação das produções, pois é sobre o solo
que correm as águas e de certo, é sobre ele que incide o sol, e sobre ele
sopram os ventos, e isso tudo é que gera agilidade, movimento, luz, comida, etc.
E isto é como uma ponte do passado “avisado”, com um trampolim para o presente
à mão no futuro. Segue, outro transcrito do livro em questão sobre o tema, dos
sonhos e das realizações de quem vive. Cito Pág. 97/98: “Ainda não era desta
vez que tal consciência se espalharia pelo país. Mas na sua Minas Gerais, é
inegável que essa mentalidade já estivesse em prática na CFLCL. Desde a
inauguração da Usina Maurício – atual museu “vivo” da eletricidade – e,
posteriormente, da Coronel Domiciano (1924), a empresa contava com áreas de
reserva florestal, no entorno dessas unidades, para proteção da flora e da
fauna da região. É famosa a variedade de espécies nativas e de aves, como os
canarinhos cabeça-de-fogo, nas áreas arborizadas próximas à Usina do Glória.
(...)”
E é assim que pretendo atuar na
área, seja em qualquer lugar do Mundo, com os sonhos, com as solas e as mãos,
com a cabeça e o coração, literalmente como um “leão”.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
SOBRE OS VINDOS DAS PLATAFORMAS
Todas as pessoas são capazes de fazer muitas coisas. Pessoas mesmo, vivas. Crianças, adultos, deficientes, até os “malucos” são capazes de fazer coisas. Os capazes, o peso, a importância, as consequências das coisas das feitorias são variantes, logicamente, pelas limitações, agilidades, avanços, e toda gama de dons que cada pessoa viva tem. Os mortos já fizeram. Alguns sabem outros não, sobre esse dom que cada um tem. Porém, existem pessoas capazes de fazer muitas coisas interessantes. Conheço um homem, aproximadamente 50 anos, forte, parrudo, muitas vezes sorridente e inteligente, que trabalha numa plataforma de petróleo na costa brasileira. Vem três meses sim, três meses não ao interior, e numa dessas vezes desembarcado ajudou a furar mais de 300 covas espaçadas em linhas sobre um monte. Esse monte fica acima de um rio, tem o topo tracejado em mapas antigos e edificações na barriga e sopé. Lá no topo uma grande estátua do Cristo Redentor, bem menor do que a do Rio. Esse Tio é um maçom dos DeMolay local, pois, sabido pela ordem que organiza à clara luz dos olhos, executa a milenar Tradição sob o céu azul e branco de Minas. Legal, né? Excelente! E nesse caso a história reza que os DeMolays executaram dentro de um triângulo pré-definido estas tais covas na terra, que ao fim ao cabo viria a ser um Gran Plantio, com nome e tudo. Rendeu reconhecimento. Fera! Esse homem, em campo liderava as entradas na terra e usando uma máquina “chienta”, pesada, tinha ao lado dele jovens aprendizes que o apoiavam naquilo que ali se fazia. Ao todo, todos faziam. E o que se fazia era o plantio de mais de 300 mudas de árvores variadas na garganta de um monte sobre o rio. Isso é uma prova, que as construções podem ser atos de vida. E nesses palcos de vida, visto de cima, dentro de bosques que ainda florescerão, é possível formar bons cidadãos. Essas feitorias são como extensões do Templo. Há muitos outros vindos das plataformas e o que eles fazem lá é ajudar crucialmente a girar a roda, lubrificando a máquina e ao mesmo tempo venerando a vida, o equilíbrio e o saber. E acompanhando as campanhas de revitalização dos poderes, ainda que peguem fogo, ainda que derrubem, ainda que edifiquem, ainda que invadam, ainda que sujem, ainda que desprezem... Existe.
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
REFORÇO INABALÁVEL
Nem fico louco sempre
Às vezes fico fulo, justo
Quase todo mundo fica
Com as cabeças sonsas
E suas péssimas sentenças
Sobre as mazelas do povo
Pobres de espírito, ignorantes
Sem clichés felizes de carnaval
Enquanto a pele fere, o suor pinga
A cuca dos pensantes frita
E não entendem pífias, poucos
Aí, vão olhar para quem fala
Reparar a cor da pele misturada
O jeito que anda, as marcas
A forma como age, os jeitos
O som da voz e as colocações
Diante do fardo do Destino
Reclamarão de cheiros verdes
De textos cíclicos, da pontuação
Mas depois das badernas no DF
O que eu faria mesmo, de verdade
Se fosse decisivo, novo ou velho
Com um punho forte, seguríssimo
Nessas lesas de vários graus
À pátria, à cultura, à ordem, ao povo
Essas mazelas de todos os dias
Até esses que só assistem
Só sugam, lesam, sujam, quebram
Que inflamam, que apunhalam
Que desperdiçam, que goram
Esses fantasiados inconsequentes
Esses é que são loucos!
Pegaria um desses estádios do 7 a 1
E rebatizaria de "Estádio dos Infiéis"
Fortemente e em respeito aos bons
Trancava todos os adultos sem salários
Trabalhariam como os pedreiros
Como os garis, como os lavradores
Seus filhos e netos colheriam alguns frutos
Porque com essa força a luz limpa e constrói
Assusta as trevas, afasta inúteis
Talvez assim, com um poder novo
Impactante, realístico e agregador
Uma nova geração fiel e boa surja
Para amar e contribuir com o Brasil
Talvez um dia seja só escolher o executor
domingo, 15 de janeiro de 2023
AO ESTILO N. RODRIGUES 🇮🇹
O primeiro gol do Germán Cano
A dupla Canárias a todo vapor
André Leão do grande círculo
O Ganso nada de costas no meio de campo
Laterais raçúdos, treinados e dinâmicos
Os defesores são os que mais tocam na bola
Sem grandes sustos a defesa sai na classe
Ai, que treine bem a classe das saídas
Defende e ataca, a defesa
O time todo afinado, defende, toca e ataca
O arqueiro é bem veiaco, "garra" tudo!
Os suplentes entram e correspondem
Continuem, corram, acompanhem e ganhem!
Ouço uma cabeça a gritar:
Vamos! Vitória! Vitória! Vitória!
É o brabo, é o Diniz!
E a torcida sente a onda
Bem no topo da cabeça
Bem no meio do coração
É o Fluminense, o meu campeão
* * *
sábado, 14 de janeiro de 2023
... "OU MORTE"
Não é maldade fazer-se à frente
Não é maldade fazer-se altivo
Não é maldade fazer-se escrito
Não é maldade fazer-se em equipes
É um bem querer um ventre forte
É um bem querer a luz das matas
É um bem querer as obras buenas
É um bem querer limpeza d´alma e energia
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
CATAGUASES É TUDO
O que serve, serve para alavancar. No entanto, há, pois, maliciosos à solta. Desde há tempos remotos, é verdade, só que agora mais e muitos. Mas há benfeitores também. O que fazem? Fazem? Combatem, mas vencem a maldade? Em todas as esferas da sociedade, atualmente, nesse calendário que só cresce, aumentam as desordens e desequilíbrios pelo mundo todo. Alguns países têm já equilíbrio, ainda que lesem o clima, pois produzem, gastam e descartam; ainda que encontram-se miseráveis e baderneiros pelas ruas. Algumas ruas – e elementos – desses países, inclusive, são tão ruins como as de países caóticos como o Brasil. Vivo nos limites do Centro de uma cidade onde atualmente com as chuvas desreguladas das alterações climáticas somadas às desordens do crescimento populacional, a mal educação e as carentes conduções da máquina pública, as águas dos rios invadiram trazendo o caos. A cidade é Cataguases. Tem uma boa fama passada, aliás, boa também a gente boa, mas más pessoas, como dito, pelo mundo afora haver. Atualmente, essa zona da Cidade, orelha da Central tombada, velha como quase a idade do município, poderia ser chamada de Cata – Caos. E antes que a crítica encontre alguma linha desumana, pensando que por estar no Centro não estou pensando nos degraus e depressões dessa pirâmide, é importante dizer que essas mesmas águas das chuvas, as cheias, invadiram ruas e casas e desalojaram pessoas nos apêndices, bairros e paralelos “arquitetônicos” às beiras dos rios que aqui passam. Então Cata – Caos é tudo que fica depois da subida e descida das águas. Antes, ainda que capenga, é um pré Cata – Caos, por outros quesitos que não só as águas, incluindo as águas, os sólidos, os bichos, o chão, as árvores... Tudo é Cataguases. Então, a gente descobre enquanto está vivendo o caos muito daquilo que já sabíamos, e até podemos prever o ano que vem. Dessa vez a enchente chegou no dia dos Santos Reis, e a próxima não sabemos em que mês. O que quero dizer é que as Cidades precisam se organizar. É preciso funcionar um Plano Diretor capaz, eficaz, elaborado, regido com alternativas de ações emergenciais, socorros, limpeza, manutenção, expansão, criação, lazer, rodagem, filtragem, distribuição, formação, equipamentos, regras, parcerias privadas entre capazes, pois não é simples conduzir uma máquina pública. Não é fácil. Que esse Plano Diretor reze dinâmicas exemplares de Cidades - Modelo, longe ou perto, que administre e angarie recursos públicos e privados bem “tesourados”, justos e com pertencimento, com amor, com coragem, com verdade e respeito. Ainda a meio texto, lembro-me que devo tomar remédio para matar vermes, porque andei por essas águas a empurrar lama, a levantar panos e abrigar ingratos. Vermes ingratos! E os vermes que falo estão nos restos em decomposição, em meio às bostas dos bichos soltos e domésticos, em meio aos miseráveis que se assemelham a zumbis revirando tambores junto com a água que subiu e trouxe de cima e de todos os lados a podridão da humanidade. Por isso, não posso esquecer-me de tomar o remédio para matar vermes. “Se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar”. Porque depois que a enchente desceu a água continuou entupida. Depois de horas e horas, desceu, deixando catinga, chão torto, afundando junto com a margem, pois está no ângulo interno de dois rios, numa quina, onde moram e trabalham pessoas, onde passa o Progresso. Se essa rua fosse minha, eu fazia dela um cockpit e como um piloto decolava, lá do alto só pra verem - meus amores -, passando faixas onde liam que lá vem o rei. Mas, de viagem em viagem, com o pé no chão, limpo de espírito e a mente apurada, o corpo até espirra e tosse, é a vida, o rei que digo é um tanto desacreditado pela maioria, e não deverá ser absoluto, ainda, muito menos ditatorial, diante da possibilidade de o próprio povo, escolhe-lo como guia. Alguns poucos já o fizeram. Como eu. E como é difícil decolar com uma rua, aconselho que as gerências usem drones. Todas as gerências, no sentido de ordenamento do território, pois do alto se vê a água no horizonte, vê-se as manchas de peixes sob os espelhos d´água, vê-se grotões onde estão encravados diamantes. E é tão possível drones para as gerências, provando um presente futurista, que mesmo dentro de uma maloca na beira do rio, ou dentro de uma sede, base ou escritório, é possível comandar, organizar e manejar, como que com um mapa ou globo em mãos. Por fim, tenho que confessar que já quis (e ainda quero) produzir controladamente (monitorado) acerolas em Portugal (Centro-Sul). Já vi plantarem e colherem kiwi, entre outras frutas e plantas do Mundo todo. Quero, por causa da fonte de Vitamina C, suas propriedades para a população, novos produtos e a inserção de novas festas no calendário das colheitas e semeaduras do país. Isso me faz lembrar os laranjais, os pinhais, os olivais, e querer quiçá nessa vida ainda viver numa Quinta com pés de acerola, em paz, sem combater fogos, maldosos e cheias.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
AMANHÃ
Passou hoje aqui na loja
Um caminhante com meio rosto, só
Solicitante do que não tenho em mãos
Isso serve como fala antecipada
e explicação
Que os palhaços das folias, saltam e
rodopiam
Por saberem da boa nova que não sufocam
Pois são brincantes e reais; é a
Tradição
Mascaram-se de “demônios”, representando-os
Para alertar da má fé dos adultos e
governantes
Maturando a ingenuidade das crianças
E assim se abrem os caminhos para o bem
Que passa doando cantorias, rezas, o que
tem
E que passe amanhã e por anos seguintes,
além
Com suas bandeiras, aromas e sinais,
também
Avisa lá que já vem!
Já vem...
Amem
Um caminhante com meio rosto, só
Solicitante do que não tenho em mãos
Isso serve como fala antecipada e explicação
Que os palhaços das folias, saltam e rodopiam
Por saberem da boa nova que não sufocam
Pois são brincantes e reais; é a Tradição
Mascaram-se de “demônios”, representando-os
Para alertar da má fé dos adultos e governantes
Maturando a ingenuidade das crianças
E assim se abrem os caminhos para o bem
Que passa doando cantorias, rezas, o que tem
E que passe amanhã e por anos seguintes, além
Com suas bandeiras, aromas e sinais, também
Avisa lá que já vem!
Já vem...
Amem
terça-feira, 3 de janeiro de 2023
LEMBRA DO GUAPURUVÚ DO MEIA PATACA?
Sem firulas, para mim era
um ouro a céu aberto
Era verde vivo, forte, ia rumo ao céu
Podia ser sombra para nossos netos
Podia ter crescido abraçando torrões de terra ainda agora
Podia até ter caído dentro do riacho, pois árvores tombam, naturalmente
E não é porque “10” árvores caem que se retira todas as outras que estão de pé
A velha matemática para assoprar as antigas podas erradas, que pelavam sim, mas
não matavam tantas
É oportuno porque toda ação se justifica, só diferem as justificativas sobre
quem e como o faz, conduz
O tempo que leva crescerem robustas as árvores, agarram suas raízes a margem,
estima-se o sucesso da manutenção com manejo
E não se compara com o tempo instantâneo de remoção das árvores. Poxa!
Covardia. É aquele momento que se xinga, saca?!
Mataram árvores que contribuíam ainda que de forma ínfima com as mitigações de
prejuízos anteriores
Esse manual corriqueiro encontra-se em Universidades Federais, manter o natural
ou colá-lo
As varas da justiça, mira a cega que a balança enxerga, que crianças rodearam
muitas covas no solo para verem entrar mudas
Que depois de meia década viam-se expandindo e a orgulhar com suas copas os
participantes de várias logos, bandeiras e suores
Mas, lembra, que já fora perguntado se eram tudo robôs, os que tiraram?
Como querem ser chamados nessa crônica fácil, sem fakes, nem nada, como?
Contentam-se com os concursos públicos, misturam-se com pavões cheios de marras
erradas
Cheio de tiros nos pés, que nem se anda tamanha calça cheia e sabe de quem é a
culpa?
Primeiro da força das chuvas, das águas, da natura!
Passando onde antes não passava, o que é claro para mestres que enxergam e
escutam, monta um mapa do efeito dominó
Todo aterramento evita que o rio respire quando transborda, e se não transborda
onde naturalmente deveria, transborda na porta da sua casa
Segundo, a falta de respeito e depois um monte de malas sem alças inúteis na
máquina!
Saiba que as enxurradas carregam sem dó, seja nas grandes ou pequenas cidades
Sem dó são as penas naturais, e pode ser que venham mais, dado irreparáveis
passos do poder da ilusão, das posições de status e dos eleitos, nomeados e etc
O rio quando bate invade não só apêndices, centros e praças, invade a
estabilidade de viver tranquilo, bate e sentem dores os que sofrem com ele
Um monte de sujeira diária, um monte de asneira temporal, tudo saindo pela
culatra, ano após ano
Enfim, não é possível nem mastigar, tampouco alegrar, mas ficar puto, virar
fera mesmo!
Ainda tentarão sair ganhando, sou capaz de apostar, depois que as marés
passarem, passarão a usar máscaras. Ora, as nossas máscaras!
Nesse vai e vem das massas e abalos rezando para não comerem mais tocos ou
pepinos, que não morra gente boa, e que viva bem a boa gente
Depois que o barro é retornado para os riachos aos jatos, acreditam ser
eficientes com sapiência frágil e supérflua
Costumam fingir jogar junto nas vésperas dos pedidos de votos, a classe do DNA
que não me infecta, na espera de quem cura
E havia as receitas dos remédios às mãos, às letras, mesmo que incitado a
cuspido, não estava tão longe de ser solicitado
Pelo contrário, eu sigo, depois de ter tropeçado e entristecido por ver o medo
do seu sangue da natureza e a fraqueza do conjunto dos condutores públicos,
salvo os mergulhadores, escaladores, projetistas e suma os que ralam com ou sem
fotografias
Não é mais questão de metafórica dizer sobre a máquina, e coisa e tal, que o
país é assim, é assado, agora vai, vamos ver a próxima treta
Mas é de fato um tapa, pra ver que não se brinca, nem se esquece quem manda,
quando se trabalha e cumpre sem anseios por louros próprios ou invejas
E é bem notável a diferença de quem trabalha e ama, de quem coça sarna,
enchendo panças, zoando o belo, tirando onda de nata
Quer ajuda para ajudar o povo? Arregaça as mangas, destranca a cara e assume a
falta aplicada, ao ouvir dos limitados bobos de sempre, sobre o que fazem os
nobres simplesmente, diferenciados
Ordenamento do Território fazem, simples, os nobres, os negados, os que não
"passam", pois, não estão inertes
Ainda chegaremos nos degraus do Bela Vista, se ajeitem nas poltronas e os
dedinhos na telinha
Ainda irão ouvir falar do BNH, dos Demolays, do triangulo ao pé do Cristo Rei,
do IEF, dos homens vindos das plataformas, dos pins, do Templo e dos que
cresceram sabendo boa parte da verdade agindo em comunhão do bem feito, sem
egocentrismo
Aguardem, não percam tempo, removam a tempo as árvores que caírem e plantem
árvores! Plantem árvores!
Plantem árvores!
RIO E LÁGRIMAS
Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...
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Prossiga... {QTC}. Estive 15 dias em uma ilhota no meio do lago de Balbina, na Base WABA da Rebio Uatumã. As funções aparentemente seriam si...
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