quinta-feira, 27 de junho de 2013



Nenhuma casa é minha. Nem mesmo o foco que carrego em minhas mãos à minha fronte onde enquadro paisagens ainda não me pertence. Cadeiras, gavetas, linhas, instrumentos de criações e musicais, não são meus. A fotografia é somente um congelamento da imagem, logo, é uma estática temporária, porque move a seguir. Ricos iludidos, não se preocupam com o amanhã.  Enquanto o baú de onde vêm suas riquezas já possui uma fechadura nova. É que a borboleta pousou no solo seco, depois de ter nascido de um casulo protegido, depois de ter trabalhado no polinizar das flores, com cores para os frutos de cada dia.


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