Certa vez eu enfrentei um “demônio”. Eu morava numa ilha, numa casa com pessoas do Mundo inteiro. Um amigo francês ajudou a fazer uma escada que ligava a varanda do segundo andar até o quintal dessa casa. O rapaz que eu combatia tinha a mania de quebrar os degraus da escada até que o corte fino da minha fala impedi-o de repetir estas maldades. Uma amiga de Espanha ajudou a pintar as paredes da cozinha. Ela era toda decorada. Mas o mal que nos atormentava insistia em pichar sobre as formas que agradavam. Até que meus intocáveis símbolos místicos tocaram-lhe ao ponto de paralisá-lo. Mas houve uma vez que foi bem grave. O mal convidou o seu pai para ir à casa. Eu estava dormindo. Na cozinha eles bebiam álcool e comiam tremoços (sementes da família das favas), só que eles quebravam garrafas. Levantei-me e sentei à mesa perguntando o que fariam agora que eu já estava ali diante deles. Na ausência da resposta eu virei literalmente a mesa. As bebidas e as comidas caíram no chão. Foi então que assustados e com os olhos arregalados, eles se encolheram até quase a extinção, pois souberam estar diante de um leão. Depois disso um amigo português me disse assim: “Se para cada demônio que você eliminar da nossa terra tenha que perder nossos tremoços e nossos licores, mesmo que no azar dos confrontos haja derrames e seja visto como mau augúrio eu ainda prefiro você a nos proteger a demônios a nos prejudicar”.
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