segunda-feira, 29 de outubro de 2018

1910


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Comemoro como um anjo no inferno
Ileso na alma por causa do olho supremo
Que rasga a testa e paralisa o pulso
Como alguém tão raro capaz de ser rei
Num estado já reclamado por leitores
Que entenderam parte do Todo quase certo
Linhas essas que filtradas valem horizontes
Manifestos sinceros de perpétuos iluminados
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