terça-feira, 29 de outubro de 2013

A sua mão é minha flecha

Cinza o céu rajado em vento norte está no ar 
Guardado está calor que faz inverno arrepiar
Começo, recomeço, mereço algum apreço 
Tomai meu arco agora pois a sua mão é minha flecha
Olhar a tela
A vertical 
A maresia
Horizontal
O que fazer 
Cria real
Sumiu do mapa
Vivi na mata
Cheiro de flores
Pintar figueiras
Buscar louvores

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Hoje e amanhã

Todas as noites eu deito sob os olhos do meu anjo escudeiro. Com os membros em repouso vejo um quadro novo que bem dentro da cabeça espreito. Fico preparado para sonhar com a realidade da sua grande e decisiva coragem. Eu torço para que meu coração se acalme, mas não pare de querer. E que a estrada nos ajude a encontrar presentes. Porque já temos os sinais dos dias que virão. E os pensamentos que emanam saem e chegam carregados de emoção. E só falta seu confronto, frente, lados, sobre o elo, forte e belo, o nascimento de um amor.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tudo é relativamente perto

Para não ser tão massivo, com coragem, ousei fazer tudo de uma só vez. Também o desfazer faz sentido, mesmo que diferente de brando. No fim toda obra devora os olhos de quem viu a cama pronta em horas, tatame a luz de velas e cheiros sequenciam o início da tríplice com arte de pensar na meta que é unir amor e paz.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Base, teoria e prática

O que vem antes da prática é a teoria. E a teoria é uma prática da base. A base é onde se sustenta a criação de tudo que o homem pode fazer. E o que homem pode fazer com amor é uma história com início, meio e fim, feliz.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Família

Só ganharás quando ultrapassar o limite do sonho, consumindo com cuidado o desejo bem guardado logo abaixo do seu seio. Encontrarás a cada dia um mundo novo nas manhãs que o sol irradia como um som ou um alimento, como escudo ou braço amigo. Logo será fácil ser feliz quando se constrói o círculo rodeado de entes queridos, em cidades de flora ou edifícios.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A casa do leão é a boca da leoa

Quem quererá terraço, espaço, meus passos, meus traços no terreiro? Quem com um cisco desloca meu eixo, meu queixo e os sonhos que viajam como bala de canhão? É uma deusa Cleo, com olhos que abalam o céu. Uma beldade com maças de lua cheia e curvas como o litoral de Paraty. Ali, depois da porta, bem em frente ao mando do comando paralisado, os navios já zarparam com aqueles de cabelos presos, dourados, sob a chuva rumo à vida. Hoje a tinta azul, nanquim, color ou apenas o silêncio pensamento do vigor. Abro minhas mãos que não aguentam mais vontades de trazer ao peito um abraço aconchegado com carinho que o Mundo espera ver. Crer. Eu aguardo, me guardo e não esqueço.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Navio ou avião

Cortina azul, toalha seca
Imagine o pé da fiel, Penafiel
Concertos mil de cisnes a nascimento
Frutos de abril que chegarão do Brasil
Canção no ouvido
Um sonho perto
Pesadelo em farelos
Corpo forte, Porto belo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

QUADRA DE DEZ

Conduz a poesia que condiz
Ferrugens
Em quantos canos corroídos por salobre?
De onde vem a água ETAR que banha e bebe?
Subterrâneo visto a planta do arquiteto
Engenharia labirintos consertar/arranjar
Porque a água enxofre existe longe em ilhas
Aqui somente linha antiga a renovar
Tumor covarde são espinhas pelas costas
Justiça altar na mesa e a fome de amar

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Biomineral

Confronta a faca com a tesoura
Extrai o biomineral das cápsulas
Crânio dos peixes, caixa branca
Andares de um líquido equilibrista
Anel de concha, vieira rosa
Para a certeza, a portuguesa.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

CARTA XXI

De: Vinci a CsF
Macro Extra Micro

Ciência é ferramenta que fascina
In vitro, in situ, bioma e clima
Do veneno extrai soro que se faz vacina
Bio, Medicina
*
Pavilhão institucional, laboratório que ensina
Fronteiras de pontes, providências divina
O Portucalle, a cruz do norte
Natureza, estudo, da vida.

*

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A bondade do Shaolin

Abaixe o som para escutar o grito
É um chamado vindo da caverna de Platão
As varreduras servem para evitar pisadas
Poupam as mortes das formigas quando passas
* 

São monges bravos que explicam o zen
Explicam o ápice explosivo de amar alguém
Apenas sobram folhas beges do verão passado
Nesta carreira em banhos quentes, rosas molhadas
*
E se aceitasses navegar de polo a polo, os mares?
Atento iria a controlar o licor da mente
Para atracar num porto belo, velho, branco ou negro
Mas tão eufórico que apurado ficaria o faro sobre os bichos
*
Descubro as torres cinzas e as pontas das cidades
Caminho ao lado de roldanas, cobre, maquinarias
E sonho após algumas taças, vinho tinto
Com frutos rubros que brotarão como cascatas

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Acontecerá

O frio vem, o livro alcança, desenhos mostram
A ler culturas, piscicultura, agricultura
Romance tem, meu sul além, o mar azul
O limpo sol do outono, manhãs dos pássaros
A sorte vem, o tempo passa, a cria cresce
Um ventre, um bem, beleza pura
A roupa velha, se queima, acaba
As vestimentas, o olho nu

Quatro passos

Simples, porque a pausa das palavras não merece lisonja e desrespeito é continuar
Forte, porque o total dos passos dados até hoje dão a volta ao mundo em hemisférios
Solo, porque as notas que ilustram renascença ficam presas na cúpula do pensar
Livre, porque lembranças amargam lágrimas e o sorriso equivale a cantar.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Perder e perdi

Perdeste a cama. Perdeste a sala. Perdeste os quadros. Perdeste retratos. Perdeste a reza. Perdeste a varanda da janela. Perdeste flores. Perdeste odores. Perdeste-a (ela). Perdeste a mãe. Perdeste o pai. Perdeste irmãos. Perdeste o filho. Perdeste o jogo. Perdeste o gozo.

Ganhaste o quê então?

Perdi o medo de descansar na cama, de estar na sala, de refazer os quadros, de tirar retratos, de rezar a reza, de abrir janelas, de semear a terra, de queimar incensos, de conquista-la (ela), de falar com a mãe, de ouvir o pai, de brincar com irmãos, de fazer um filho, de assistir o jogo, de satisfação. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sabia que disse maestria

Quem é você? Você é quem?
De onde vem e para quem?
Eu sou o ramo de uma árvore antiga
O velho ramo que nasceu além
É para ti e para mim
É para alguém que bem me quis
Estas respostas desvendam sonhos
Realçam cantos
Reforçam planos
De conquistar.

domingo, 6 de outubro de 2013

Patrício

Trecho de: Paixão Resoluta

Capítulo: Censure a pré opinião, ajude o proceder

“País, deixai a ganância de querer fazer parte de pontuações em tabelas de rankings económicos com a sede cega que desvia outras importâncias. Se não é ganância mas imposto, coragem então. Para olhar para o seu pano e enxergar no sistema desta organização o que há de melhor como solução. Enxergue ainda o que lhe falta por detalhe de conjugação.
Território, não matai com esquecimento a essência nossa. São terrenos, são as águas, o movimento dos ventos. O pulso forte, o sangue bravo de gente tão variada que abre portas sem olhar caras. Somos serventes de beneficências e não porque nos dizem, mas naturalmente. Exercitem o amor do coração, vivam continuamente em criação e construção. Todo prezado Juiz, outros tantos janotas, em qualquer palácio “habitado” por representantes dependentes e dispostos a tentar conduzir crianças, mulheres, homens e idosos, escutem simplesmente. Se com poder temporal, frente de uma nação inteira, foco de um continente velho e bem visto, ainda assim não conseguem felicitar nascentes e poentes, despertem então para o milagre que se realiza com humildade em aceitar o elo que faz a sopa da união. Pois o maior valor patrício é um caráter que altera a concepção de felicidade contagiosa. É um ensinamento que convence o exterior a agradecer o interior. Este item vive em nós e foi doado por um Santo Mestre e Rei, Nosso Senhor”.

Pupilas dos olhos de Francesco. Em caminhada.   

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Histórias de quem viu para quem não leu

Coisas de lá para cá
...Espero então efeito. Eventos que passam sem a tal confirmação. Vou adiantando então: Eu venho de uma terra cheia de gente que recebeu um galardão de outras gentes passadas não somente inteligentes ou potentes, mas audaciosas em declarar seus sonhos às multidões. É que eu tenho pressa. A massa do pão, a massa, o macarrão não coze completamente. Sou salvo pelo dente do animal mais bonito, o leão. Trabalho, escrevo, penso e ainda não faz efeito. Certa vez encontrei um poeta em plena rua cava de pedras largas. Estava ele bem sorridente com o vinho tinto que bebia e estava eu tão aquecido com a neblina ardente que a minha mente claramente dizia: "A minha estrada não tem luz. Eu ando no escuro mas consigo ver graças aos relampejos que meus passos produzem. E não me é fácil seguir assim. Mas acredito que o acúmulo de clarões é depositado num container que aberto só será no fim da caminhada". É tão chato imaginar o destino quando imutável. A sorte é que o destino não tem só uma estrada, é verdade. Eu venho de uma terra que as coisas mais bonitas são as praças vazias nas madrugadas frias e uma floresta isolada...

Ventanias movem nuvens, seu chamado movem terras

* Lançamento do mar no rio
“Eu joguei a concha ao rio porque toda vez que me deparava com o curso estava sempre a subir maré. Como se o mar viesse ao meu encontro toda vez que chegava perto da água. Lembro de uma história do Buda que para testar sua fé deixou um vaso leve às margens de um rio esperando que este movesse na direção contrária à correnteza. Mas, aquela concha espiralada que lancei encheu-se de água, pousou no fundo ou arrastada fora para cima da nascente ou para a foz no mar. O certo é que agora vejo o rio descer e a subir e não tenho a impressão que ele só corre num sentido. Contudo, faz sentido acreditar que a concha está no mesmo lugar que pousou no leito do rio, pois tal como deixo as páginas da esquerda em branco até o fim deste caderno escrito em lados direitos, farei o sentido inverso remarcando as palavras na banda esquerda. É isso que me faz crer que os lados e os sentidos não são mais que a mesma coisa”.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Do Oriente: Entrevista ao Shiva

Shiva é uma das três básicas e fundamentais divindades aceites pelo intelecto humano para fazer sentido ao entendimento da vida. Na verdade, Shiva, é a última parte do entendimento da vida. É o finalizador. Tem os olhos semiabertos ou semifechados, como queiram. Sua morada predileta é o cume dos Himalaias, sua arma é um tridente poderosíssimo e sua vestimenta são as peles dos animais mais ferozes da terra. Certa vez um investigador da vida depois de sofrer extremas amarguras com a humanidade subiu os Himalaias para encontrar Shiva. Seu intuito era perguntar o que deveria acontecer com todas as pessoas que o fizeram sofrer. Shiva, encontrado, produzia um contínuo som rouco vibrante, era o OM. E respondeu ao alpinista: “Não se preocupe com algumas pessoas somente. Saiba que existem muitas pessoas no Mundo e em todas elas deves pensar e te preocupar para fazer sua questão deixar de ser ínfima e se transformar numa grande questão. De forma geral posso dizer que no Mundo atual há muita vida humana. Nessa massa humana muitos praticam o mau, seja em pensamentos ou em pequenas e grandes ações negativas. Estes, mancham o poder vital da humanidade e são responsáveis pelas atrofias do pulsar dos corações. Outra grande parte dos viventes são passivos neste tempo de necessárias ações. Iludidos e preguiçosos, crentes serem bons por comer sem plantar ou colher, crentes serem salvos por oferecer sacrifícios teóricos a nomes e formas antiquíssimas. Estes, não colocam mão à roda da vida, nem pelo fato de esconderem desamor quando o sentem. Por fim existe uma rara parte dos viventes que agem por natureza limpa, lutam por existir deixando marcas sem querer, mas bem cientes que vivem para proliferar o bem do amanhã. Estes são automaticamente salvos, sabendo ou não que o são. Agora escute bem para te situares. O que acontecerá aos maus que lhe disse existir é que no fim da vida “seus” espíritos se desfragmentarão no fogo do núcleo da terra. Não serão mais que matéria bruta inanimada. Não terão sequer chance de voltar a ter conjugação de potencialidades vivas, intelectuais ou qualquer poder de movimento autônomo. O que acontecerá aos passivos, inertes e iludidos, será que voltarão a nascer depois desta vida, porém como animais, vacas por exemplo que pastam sob a chuva ou gazelas que são devoradas por leões, ou leões que são contaminados por insetos que infectam suas feridas ou ainda, serão compostos por células vegetais e passarão anos, dezenas, centenas de anos fixos ao solo. Isto porque a potencialidade humana recebida anteriormente não fora honrada, nem usada como tal. Acontecerá aos bons a continuidade da construção do bem através do vigor da ação, da capacidade de superação, da força e coragem para conviver com sentimentos, na dualidade de tristeza e alegria. Serão belos que por beleza interior se nota à primeira vista. Serão procriadores, líderes, orientadores, guerreiros, inventores e também morrerão, mas sempre voltarão, bons. Agora, desça esta montanha, mate a primeira fera que encontrar (para dar lugar à passividade / remete ao controle das forças brutas), com a minha arma poderosa (inteligência de criar e destruir / remete a matar o que é mau com inteligência e até com força bruta) e tal como eu que pareço ter os olhos fechados, abra os olhos da humanidade com seus descendentes e finalize a maldade existente com todo vigor que possuis”. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Comédia Ibero Líbero Proeza

Versão de: “Santo Pança e D. Kisshot”

D. Kisshot: - … Entendo perfeitamente todas as linhas do território. Os relevos, as depressões, as bacias, o litoral em (L), tudo, de qualquer lado do retângulo a qualquer ponta da rosa-dos-ventos. Tenho uma relação com a matemática, mas é tão básica que consigo olhar para o mapa e jogar xadrez com formigas contra escorpiões. Se me preocupa a queda do cavalo? Marinho? Não tem impacto. Quadrúpede? Estudei meu real Leal Conselheiro … “Tal geito como aquel que screvy d’ andar dereito na besta me parece que devemos teer em os mais de nossos feitos pera seermos no mundo boos cavalgadores e nos teermos forte de nom cayr per as mallicias com que muitos derribam, que se nos veherem algũas cousas contrairas de feito e dicto, cuydado ou nembrança, em guysa que syntamos que nos queiram derribar em sanha, mal-querença, tristeza, fraqueza de coraçom, menos-preço de nos  ou desagradecimento a deos e aos homeens, ou nos trouxesse a myngua de ffe ou a desesperaçom pera bem começar, continuar e acabar as cousas que podemos e devemos fazer, ou em algũa priguiça que vem de fraqueza e deleixamento da voontade, logo sperando toda pryncipal ajuda de nosso senhor deos, devemos endereitar com esforço e boo consselho nosso e doutros, que por grande saber, longas e boas speriencias bem saibham, queiram e possam em taaes feitos obrar e consselhar”
S. Pança: - Não andas a pensar em voz alta. Andas a gritar peças de teatro. Andas a gozar o turbilhão que existe em sua cabeça. Mas é certo, antes de morreres sustentarás muito bem o peso consequente que lhe caberá com a estrondosa trilha sonora de um trovão.


Arriscar perder por querer ganhar

“Em que ponto deste imenso céu está a lua entre nuvens carregadas e que ainda assim me arrasta para mergulhar no abismo do amor? Quando ouvirei seu som, terei seu toque, perfume, pele, olhos e sentirei sabor? Foram lançados os planos, encaminhadas escritas e asseguradas as folhas dos calendários anuais. Posso agora despedir do extremo norte, por mais que a fronteira me encape com um manto invisível (Portugaliza), pronto para retornar invicto. Perdido apenas por desejos e o silêncio dos seus lábios tenros. Impaciente por estar ao lado seu, bela, encanto meu. Penso em dias de aconchego, penso em topos de mirantes. Subiremos os blocos nesta base que nos encontramos. Aventuras sorridentes, movimentos de translados. Nossos rumos aos braços escancarados dos seus entes, meus, destinos de pessoas pacientes. Mas o tempo passa e pouco a pouco combato as horas de alguma angústia tão-somente por querer ganhar seu coração… E andando escrevo amor, semeando paixão.”

domingo, 29 de setembro de 2013

Diretriz Imperatriz (Acorde!)

Os arcos achados em meia terra
Os aros nas pontas dos mastros
Os sábados que passo à espera
Fulgores contatos quem dera
Os livros serão consagrados
Histórias conquistas sinceras
Coragem para agradar metade
Misturam virtudes expostas
Nas ruas observo estruturas
Pessoas que observam posturas
Calçados de estrelas calçadas
Cavalos com dorsos eretos
As luzes dos postes enganam as noites
Abafo o sopro entre os dedos
São muitos segredos em meu peito
Desisto, resisto, respiro, adormeço
Sucumbo ao caminho e ofereço recreio
Com a prole os filhos vindouros
A bênção dos deuses dos astros
Gerações, relíquias, paladinos, milênios  

sábado, 28 de setembro de 2013

Idioma: Português

Trecho de: Super Potência no Atlas Mundial
Capítulo: Parceria de uma só língua
- Questões que te faz afirmar:
Já viste o tamanho do território da Angola no Mapa Mundi? E o de Moçambique? Conheces o Brasil? Em cima da Austrália e abaixo da “indo-china”, sabia que também se fala português? Quantos pingos de terras vulcânicas em oceanos existem ao todo? Sabe de onde vem a grandeza do passado?

Imagina uma união! Uma irmandade! Imagina a articulação interpessoal e a vastidão material nova e natural! Acredite que o sufoco deste fôlego maltratado do presente pode suspirar com novidades novamente, com um laço, fio, acordo, entre todos os que entendem que o globo está marcado com os traços existentes! Cativa! 

Chuva

Toda água que do céu descende
Pousa em corredeira de lâmina ascendente
Toca as barras brancas daquela ponte
Crescem a cauda desta torrente
*
Toda poça que infiltra
Nestes passos de Inglaterra
Só nos pés porque na língua
Corta a carne à francezinha
*
E os corvos comem lesmas
Caracóis em pleno voo
E as garças realezas
Pescam enguias negras
*
É na chuva que a cal
Destas quintas adormecidas
Faz aparecer muralhas
Onde devem crescer searas

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Companhia

Trecho de: Arco e Punho à Companhia
Capítulo: A defesa de quem é, é o ataque de quem acredita
… É que o verdadeiro líder deste espaço povoado tomaria para si todas as responsabilidades. E ao mesmo tempo que ficava visto por tal totalidade, também diria, com energia do comando iluminado, novas regras da nova ordem do país.
.:.
“Os cargos, postos, sinónimos superficiais de qualquer política, político, democrática irreal, até ontem relacionados às figuras de pessoas mais ou menos qualificadas, que mais agem sob estereótipos para aparecerem em emissões televisivas nos períodos de petições renováveis, acabaram hoje! Todos estes cargos que abrigavam uma classe, findaram! Não existem mais! “Como fizeram aos Templários, escondidos vingaram, bem mais limpos que antigamente”. Peguem seus terrenos enquanto digo que são vossos. Tratem dessas casas espalhadas e abandonadas que orgulham-se em dizerem serem vossas. Peguem seus capitais de papel e cartão dentro dos bancos e usem, trabalhem então! Abram lojas de pães! Produzam, criem, cultivem! Abram casas de educação! Façam isso e muito mais e não viverão em vão. Não! Serão visados também, em companhia, e pela primeira vez honrados “polipráticos” da nação!”
.:.
… O verdadeiro líder pagaria as nossas dívidas com corajosa determinação e começaria mesmo assim.

domingo, 22 de setembro de 2013

Abertura

A porta aberta
Paredes pintadas
Submerso no rio
Montante correnteza arrasta
*
O óleo nos dedos
A sorte em vão
Projetos em vista
Mirante, avião
*
Cruzada do Minho
Cruzada do ouro
Cruzada do fio
Espada que treina leão
*
Atinge a mira
Dispersa emoção
Contém essa sina
Agora união!
*
Eu peço abertura
Suplico aos colibris
Te levo ao caminho
Que guio por ti
*
Olhai relógio ampulheta
Escorrem os planos nas cestas
Potências das forças ambíguas
Farão campos e fortalezas

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Aprovado pelo poder da criação

Trecho de: Ficção é o silêncio! As palavras são de guerra mas servem para a paz
Capítulo: A biografia da expressão encaixa perfeitamente à personalidade de averiguação aprovado pelo poder da criação.

“Eis que o titular extenso com diversas armas intelectuais e itens imateriais, estudioso da vida, sebastianista por natureza, ou seja, monarquista nascido em berço sobrenatural, perseguido por e perseguidor de símbolos místicos, crente inabalável em Deus Todo Poderoso, amante dos ventres das primaveras, receptor dos raios do sol, observador das luas e da ausente na escuridão da noite, andarilho dos caminhos, navegante das marés calmas, vencedor de diagonais rumo ao topo, matador de maldades através da ira incomparável e pacífico sonhador de um Mundo perfeito, solicita que a Academia reserve uma cadeira bem em frente à uma mesa farta de abundâncias porque não ficará sentado a encher a pança mas sim repartir o que as suas mãos alcançam com jogadas de palavras aos pobres povos do Mundo, enquanto, por conta do poder tecnológico da razão a NASA controla carrinhos remotos em marte, enquanto a CIA congela “cartas quentes”, espera ainda simplesmente que as bombas dos maliciosos da esquerda e direita de Greenwich falhem seus pavios pois vergonhosa será a hora que não saberão empunhar suas espadas protetoras e perderão naturalmente a confiança das pessoas cansadas que não suportam mais esta insistente involução.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Concha

Tema
Não teima
Te dou as conchas todas
Te dou os selos todos
Desfaço o embaraço  
Aceito as consequências
De te conquistar

Vai fazer ficar voltar agora?

*
Vai para o rio
Vai para o Porto
Vai ver os barcos que moviam minérios
*
Vai na passada
Vai na calçada
Vai ver os olhos microscópios modernos
*
Faz a história
Fica contente
Volta ciente
*
Quando precisar
Quando Deus mandar
Quando o amor amar
Antes de a vida terminar

*

Acordado Mestre

Peixes, signo da água, do rio, do mar
Carne branca dentição carnívora
Juntos os cardumes nos veios das bacias
Produtos que escoam trajetos às ribeirinhas
Negócios abundantes, antigos rumos, novos prumos
Desfaz qualquer barreira que insiste impactar
Quem faz da inteligência a rede
Recolhe afazeres
Desperta os bons mestres
Que sabem trabalhar

Administra a natureza bruta para descansar em paz

*****
O território é rico e fértil
Terra quase intocável Lusa
Pessoas não lamentam choros
Gargalham o tempo novo
Cidades pequeninas
Expandam desde já
Com ordem e pré progresso
Como o ritmo de trotar
No alto o gelo estrela
No Pico farol do meio mar
O sol que banha os brotos todos
Atrai plantas longínquas
Reúne iluminados
E funda o bem-estar

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

RIA

Oculta está, com os olhos longos
Não tem respostas, nem aconchego
Decida e venha que eu vou voando
Começo é o dom de quem constrói

Exercício

No sono vivem os sonhos bons
Na calma a língua pousa o céu da boca
No corpo moldam os mantos velhos
Nas mãos a força de um forte exército

Astral

A busca encontra desejo intenso
Supera a marca da procura
Porque iguala a bondade pura
Apego deixa no espelho vidro
Como os índios fogem das máquinas
E frente aos olhos veleiros passam
Farol rodava à luz de velas
Cômodos extensos nas paisagens
O rio desce e o mar embate
Coluna d`água que esconde
Profundidade do instante

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Traduzam

Vida faz-me parar de chorar
Não há um dia mais bonito no final
Quando o sol beija as águas e o horizonte litoral
O céu é como a carne de um salmão
As estações lunares sempre móveis estão
Com seus arcos, com seus aros, reflexão
À noite é quando o sexto senso acorda
Para perceber reformas, para apaixonar por Glórias
E as manhãs vindouras todas servem a gratidão
Justamente por destino estar no ponto em perfeição
Todo dia no final é sinal que o tempo é leal


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quinta Quinto Quinas Quintais

É na quinta que se faz o quinto
Com sorriso, com carinho
Tantas, quantas, grandes quinas
*
Tenham vidas, energias, produções do que quiser
Sons, palavras, experimentos
Atos claros simples, sempre, ser
Revelar o arisco gato, medos jamais ter
*
Não ficam os pós no chão
Pois passadas bem pisadas
São como furacões  
 *
Colorida essa bandeira
Verde os campos, olivais
Rubro o sangue dessa gente
Claro milho dos quintais

sábado, 14 de setembro de 2013

Retilínio

Estrelares purificados
Pela atmosfera limpa e rápida
Cintilante céu setembro
Calor solto por momentos
Vida bela nas estradas
Sejam simples ou abstratas
Entre os olhos uma fonte
De vivências todas mágicas
Foco retilínio a porta
Foco o centro sobre aberta
Parceria esconde a lua
Para descobrir qualquer segredo

* * *

Altar unitário
Dispõe peças de Aquárius rasos
Um misto de mistérios claros
Beldades tolerantes leves falam
                                     
* * *

Não quero
Ficar sozinho ao pé do lago
Desejo
Espada que se treina em campo aberto
Moldura
A pele em melodias, em contos, em luz

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sossego

Quadros
Quadrilátero ferrífico
Brasão rijo maciço
Lados
Picados os cantos
Fincados os cascos
Galopes altos
Findo os conflitos
Texto
Teste sem medo
Cavalo negro
São Paulo em meio
Sossego

Súplica ao Castellano

Trecho de: Súplica ao Castellano

Capítulo: Para perto dos sérios:
A questão do ovo Colombo resolveu
Colombina, sangue quente, castellana
Tropicália, sou teu.

… Subindo o palanque em plena região de Dom Quixote, árido, já cerca de Madri bradava um português:


- Falemos a língua de Camões, óh pessoas! Para mergulharmos numa imensidão de codinomes! Deste rico vocabulário até mesmo pouco usado, desta língua que vos falo. Língua esta nossa junta que estimula os cerebelos a redimensionarem lógicas…

Interrompido pelas bocas daquelas vozes roucas que só os espanhóis podem ter:

- Habla eso a Cervantes! Coño!

Palavrões

- Mira se no matam más toiros ao invés de asarem pollos que nos dan huevos para las tortillas!

Podemos



Podemos navegar no rio doce sal
Fronteira de la Santidade
Irmandade confiante, serenidade e paz
Estendo um sopro sustenido
Vibrando o vento com o sonho de um ventre de conforto abrigo
Marcados os símbolos
No corpo amado
Tão protegido
Com a armada
Dessa conquista
Que aguarda.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

TELEFONEMA: FAMÍLIA PACATO CALATRAVA

Trecho/Peça: Ação e Reação é Ação sem Fim. Lucrativo.

- Como é viver no meio dessa elite muda, surda e cega, consumidora temporária dos seus prazeres, repartidora pouca dos seus interesses e guardiã de uma chave sem baú?
- É como andar descalço sobre brasas, imaginando o gelo antártico ou sentir perfumes de mil anos bem no meio do Ganges mórbido
- E de onde vens não abalam os extremos?
- Os extremos são dois sinos conectados por uma corda tensa no meio. Quando o gelo esquece o fogo um sonido sai de um dos sinos. Quando o cheiro do desabrochar dos botões florais não se firma no ar decomposto, outro sonido sai de outro sino. A verdade é que ambos percorrem a mesma corda central, impulsionando o que é ruim a ser bom e confundindo a bondade com a cruel dúvida da reação.
- Níquel, apenas. Dos trilhões que sustentas.

Plantio

Estratégia produtiva
De plantio que começa
Onde o clima é quente e húmido
E navega em caixas altas
Meio mil de juvenis
Mudas crescidas em potes negros
Chuvas do céu, chuveiro em gotas
São bem postadas em solo luso
Depois colhidas, esferas, os frutos
Sumos de um líquido por paladares
Ainda expande em outro acordo
A combinar um pólo novo

Explica

Os gênios não são loucos, apenas têm sanidade a mais. Os loucos são gênios que possuem sanidade a menos, mas, nem por isso mais pequenos que os sanos que cospem poças nas calçadas. Porque na terra a saliva ainda infiltra mas nos pisos é um ato horrível, desconceituado e como dizem os cientistas, espalham mares para a evolução dos vírus.

domingo, 8 de setembro de 2013

TRECHO RELIGIOSO

Trecho de: Amante deste chão /
CAP. Revelação do tabelião
"Eu publico o impresso que se faz presente no espaço como esteira cósmica que se nota nas estrelas. Sou apenas parte desta magnífica natureza, de toda a riqueza que existe e se esconde, apareça. Para acelerar a fraqueza do caos, onde logo nascerão novos filhos de Portugal.
As rimas são auxílios de uma missão exposta
É uma marca de atuação de muitos dotes
Serve ofícios e manuais, multi interativos
Agora resta
No tempo próximo
A descoberta mater
Também balanças
Das mais potentes
Que irão sagrar.
\ - Provai amor ao Mundo estando mais próximo dele" Peregrino J.P.II.

O ERRO DESTA CASTA

Já senti a brisa fresca nas manhãs dos sábados e domingos ensolarados bem no alto de uma torre. Vi crescer plantas com flores nos vasos postos nas janelas dos bosques nos caminhos das bases florestais. Juntamente com a cria que aprendia palavras lindas e frases angelicais. Mas não pude comer frutos tropicais trazidos à mesa por uma crença oriente exagerada demais.

Debandada os inseguros, abraçai os bons amigos

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O Matrimônio com o Patrimônio
Quem preparado para o trono móvel está?
Tão jovem ousa com dinamismo
Manutenções dos elos fortes fortificar

Convicções das conjunturas num só partido
O risco é ir pra nunca mais voltar
Mas volta sempre àquele abrigo
Quem lá pertence e sempre foi de todo lugar

Arquitetura os lados do compartimento
Que dentro cessa coração pulsar
O seio quente deste vale sempre terno
A natureza dessas mãos tocar

Entre a Pátria, Dona Maria
Entre a cruz madeira, Cristo e José
As espadas proteção tesouros
Selo a sério desenvolverá

SER À MANEIRA

Que a bravura maioral dentre os bravos
Seja vista como comportamento puro nobre casto
Quando se dispõe a reunir pessoas para estimular vitórias nossas
Acendendo os faróis do povo
Que assinalam os caminhos para longe dos desvios
Pois a revolta boa acerta a hora
Basta um passo para a glória
Mas o grito ainda espera
Manisfestos lá do alto
Cimo, sobre, olhos postos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

FIRME



Recuperai da queda e das feridas
Porque na reta que ondula se aplica
Encontros no final do sol se pôr no mar
Com a calma magmática que se move sob escadas
Desta terra que se renovará um dia

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...