*
Sorria "(?)", você está sendo filmado
Claro, estamos na era de Aquárius
Você fala o que tem que ser falado
Relevantes evidências da mudança
Note que a justiça tem seus mandos
Bons natos munidos de atos fortes
A política está a povoar os palácios
Das alvoradas escassas de encanto
Autorias boas são as armas certas
Porque o tempo sabe os seus planos
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quarta-feira, 29 de junho de 2016
A NOVA PONTE PÊNSIL
quinta-feira, 23 de junho de 2016
QUE MARAVILHA DE PORTO, RIO!
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Na volta, a cidade de Pedro estava toda branca. Toda a serra estava nublada. O frio de fora ultrapassava o vidro do carro alto. A noite chegara cedo. Já às cinco e meia estava tudo breu, o mesmo que há doze horas estava no meu erguer. O sol deu um "oi" e um "tchau", o suficiente para tirar a manga comprida. A cidade que tem nome de água doce, ora às vezes agridoce, ora às vezes amarga, e que também é olímpica, estava agitada. Havia construções por toda parte. Na ponte longa e ondulada, por cima circulavam, por baixo navegavam, e o porto na baía revelava-se tímido entre os casarões imperiais. No meio da praça espaçosa pousado estava um projeto de aeronave que voaria muito mais que 14 vezes justamente por causa das repetições do inventor. Uma coluna em forma de pilar romano destacava uma estátua de Mauá aparentemente satisfeito. Eu, intrigado, pensava em quê aquele Barão poderia dizer daquela vista? Diria: "Que bom, além de construir estão a recuperar". Contudo sem dúvida alguma eu digo: "O Aquário é um colosso, gigantesco. O Adamastor está a nosso favor".
*
terça-feira, 21 de junho de 2016
A VERDADE DE KISSHOT
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Tu, Pança, por que é que mudas? Por que é que calas? Para quem te fala?
Tu, Pança, que chulé te afeta? Qual barriga olhas? Que desenhos tens?
Tu, Pança, em que mesa apoias? Que incenso cheiras? Qual fazenda tem frutos do mar?
Pança, teu amigo é Poseidon, teu amigo é de Atlântida, de um porto vem para em outro morar.
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sábado, 18 de junho de 2016
CRÔNICA: AVE É BOM
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As avenidas da cidade continuam robustas e arborizadas
As ruas tombadas, aliás, as praças
As gentes nascidas nessa terra são igualitárias
Iguais por terem vida, mesmo que diferentes
No ponto de vista romântico são boas "nalguma" coisa
Desde os que cativam aos que não têm pratas
Há pois uma diferença física que impacta
O trem não passa trazendo ou levando nada
Por causa das máquinas a densidade demográfica foi aumentada
Isso é uma crônica por isso conto o que aconteceu...
Me questionaram se eu trabalhava
Respondi: Com cristais de peixes
E perguntei a seguir: Isso paga?
É lógico! Estamos na Era de Aquárius
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sexta-feira, 17 de junho de 2016
O PASSADO DO PRESENTE
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Amei a alma de alguém tão fria como um gelo
Mergulhei o corpo em mil mares da imaginação
Fiz cartas aos astros todos além Terra e Via Láctea
Vesti os mesmos panos por mais de uma década
Doei meu fértil sangue ao velho norte renovando-o
Ganhei fios de ouro de uma sereia que me encantou
Juntei as pautas e os almanaques em coletâneas
Desenhei sublimes labirintos nos mantos dos gigantes
Com ímanes e esferas abri a porta onde a sorte mora
Descobri tesouros de naufrágios por conchas que me guiaram
Acordei de um sonho que o futuro chegou assim
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
APRIMOREI: SEBASTIANISMO, A CRENÇA
Ela existe viva neste tempo desde há outros
No lócus natural perceptível das letras lusas
Sustentada pelo destino dos nascidos fiéis
Brilhante como cristal polido em corredeira
Bruta como torrão de terra ouro encoberto
Nela mora a prole por seguinte ensinada
Sina de formar a perfeita geração nossa
Nota que a comunicação é contributiva
Visto que os movimentos são revelados
São ilesos os puros pensamentos claros
Pois seus atos não ferem a castidade própria
Por ser boa constam nobres qualidades natas
Assim sendo os aptos, adeptos são atraídos
Para a fundação de uma ordem inabalável
Que reinicia a expansão equilibrada do Império
Na unção de um Grão completo com a sua terra inteira
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"O REI"
segunda-feira, 13 de junho de 2016
CRÔNICO BRASIL: SINAIS DOS TEMPOS
As músicas que essa turma ouve e dança, fala de palavras tão baixas e absurdas, desde há algum tempo, que as escolas, base de educação, estão sepultadas. As igrejas, aquelas de outrora banhadas a ouro, que “vendiam” lotes no céu sem tanto apelarem e casava casais que procriavam em casas fundamentadas, talhadas de artes, rococós e rodeadas de poetas, maestros e pintores, está sufocada pela liberdade desequilibrada das libertinagens de hoje. A República, Democrática, esta, caduca e centenária que arrasta explícita sem confiança e manchada por sedentos egos em busca de poder, controla a população ao confundir rebeliões com revolução. Porque estes são sinais dos tempos, do quinto dos infernos, de algum cavaleiro apocalíptico, que mata a capacidade do povo ser feliz em meio às desgraças. Um povo, ainda que sacana, prezava amante as curvas e silhuetas das mulheres comparado-as aos recortes da natureza, agora, expõem suas entranhas. Um povo, ainda que descalço fortalecia os corpos das crianças brincantes nas ruas, trocadas por uma seleção de penteados e estilos que foi roubada – vejam bem que golpe – pela mão de um “índio amazônico Inca”, tendo em conta o agravante haver gente que se chame “Hulk?”, “Dunga?”, “Ganso?”, entre outros nominados menos caricatos, todos ganhadores de milhões de dinheiro para sequer saberem falar direito... É de suspeitar até se haverá um próximo carnaval.
*
É O FOGO
Domingo de manhã, um friozinho à luz do sol, da sala vejo a praça pela porta envidraçada. De onde estou vejo a mesa da cozinha branca e o pardal sobre ela que bica as cascas de pão que fora antes comido com o queijo branco e sal do campo. Meus pensamentos voam ao passado onde vejo a cria correr no corredor rumo ao quintal aberto e o meu suspiro pertence àquela que me fez pai em outros ambientes. Ainda que o tempo passe trazendo o dia da subida à serra para descer ao Rio, ainda que meus pelos cresçam sem controle como um peregrino focado em fé, ainda que a noite chegue sem nenhum calor constante humano, eu continuo vivo crente no amor, porque eu amo quem amo.
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sexta-feira, 10 de junho de 2016
VAI E VEM DA RODA GIGANTE?
terça-feira, 7 de junho de 2016
CARTAS DO ATLÂNTICO SUL
Meu bem. Está um inverno abafado em Minas. Frio só mesmo perto da Argentina. O Brasil está fazendo gols, mas são outros os goleadores. Mais que o Vasco da Gama em campo. Voltaram os veículos sobre trilhos entre bairros, como aqueles urbanos e intercidades da terrinha. Esperemos que o modelo possa ligar o Mercosul, como os que ligam a UE. Afinal já vivemos o futurismo. A “PF” é um prato feito para quem acredita em heróis. A “PF” é a Polícia Federal. Os políticos começaram a usar “coleiras” ao invés de gravatas. Então você consegue imaginar o que está acontecendo por aqui, não é? Se os políticos e os magnatas estão inda para a cadeia por roubar o Estado, onde estarão e o que estarão fazendo os marginais sem diplomas? Pense num filme de terror com todas as maldades possíveis. Por isso, precisaremos construir mais cadeias que hospitais ou escolas. Entenda que primeiro precisamos conter, quiçá, eliminar esses males. Em simultâneo cuidar e educar da nova geração. Entenda novamente, que a emergência é sobre um combate preciso e imediato contra os males, ao mesmo tempo que se forma gradativamente uma nova mentalidade. Mas não se preocupe, a pirâmide social vem ficando cada vez mais homogênea. Há casais reprodutivos e não reprodutivos e descasais. Respeito e boas ações são os atos que importam mais. Não acredite em Golpe de Estado. Isto não aconteceu, ainda. Os políticos que caíram choram querendo voltar. JAMAIS! No passado teve um presidente que desceu a rampa por roubar o país. O tempo passou, o povo esqueceu e ele está hoje novamente nos complexos dos Palácios. Não é que não o viram subir. Pior, votaram nele para que ele subisse novamente. O voto é um poder atribuído ao povo, para escolherem seus representantes. Isso é que deve ser JAMAIS. Os políticos que estão sendo mirados negam seus novos roubos sem ter para onde escapar. Escapar? JAMAIS. Mas o que quero lhe assegurar é que se o povo não souber se comportar minimamente o exército atuará para honrar tudo que há dentro do terreno, e mais, salvará além-fronteiras. Gostaria que aumentassem as fronteiras e para isso não há espaço para jamais. No meu ver há possibilidades pacíficas. Se o povo aglomerar-se nos morros a fim de zonear a ordem, aí então não será tão brando, pois a Marinha tem anfíbios que escalam a Mata Atlântica para içarem a bandeira nacional como prova que a ordem existe. Imagina nas planícies das praças pichadas e quebradas pelos anarquistas? Por fim, ainda sobre o terceiro pilar da Armada dessa manca República, infelizmente é verdade que a Aeronáutica ainda leva e traz esses políticos degradantes do país para suas pompas descartáveis rodeados de jornais. Mas, felizmente algum senso humanitário também existe na ajuda à medicina. Se bem me entende, e não tenho dúvidas disso, continuo minhas preces com uma mão na pena (escrita), e com força das maiores dessa tríplice, tenho a outra mão na espada. Isso quer dizer que o destino segue o seu curso natural, enquanto nós temos um elo para ser colado. Não tenha medo! Tenha confiança e fé!
*
MOSTEIRO
Esse é o som que sai dos meus dedos certos
É a base dedilhada e batida de um solo oculto
Uma reza ou um mantra cantado internamente
Dentro de um mosteiro próprio e recatado
É também o movimento que vence guerras
Conquista mares, montanhas e amores
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https://soundcloud.com/thiago-pinheiro-nunes/monge
domingo, 5 de junho de 2016
ARTHUR
Seu filho é o máximo
Conquista com bravura
As tempestades armam
Mas não caem ao seu filho
Arthur
As poses são finitas, fáceis
Aprimoradas em observações
A posse é abstrata, é trabalho
Simples é o rei de coração
Arthur
O corpo é forte dádiva
A alma um grão oferecido
O tempo passa no eterno
Renovação dos atos livres
Arthur
*
O álcool é uma droga
Aceite, é uma alteração
Então, não compre!
Plante!
*
Arthur
*
quarta-feira, 1 de junho de 2016
A ETERNA LUTA DO MAL CONTRA O BEM
*
O bem é desejável e seguido
Por isso o mal inveja intranquilo
O mal é o combustível das mentiras
Enquanto o bem é a límpida maestria
O bem é consumível nas raízes
Enfermo fica o mal com o ínfimo
O mal é o manípulo dos covardes
Seguro segue o bom barco do bem
O bem é sano em qualquer tempo
Confusões são os castigos do mal
O mal é a fachada nua do pré juízo
Ninguém toma o que ao bem pertence
O bem é o equilíbrio dos benditos
Tristeza é o comportamento dos malditos
*
O VELHO DA TORRE ESTÁ FORA DA TORRE
Está na atrofia (Loucura) que mora ao lado da consciência
Assente (Pendente), inerte na quadra aberta que é vista d´alto
Na fala rouca da mulher bem quista de alma e corpo (Beleza)
Nas conchas valiosas das praias de (Segredo) Atlântida revelada
Na ilusão de controlar (Excesso) as forças humanas sem amor
O velho da torre está nos segundos lembrados dos Paços (Terra)
No céu que se abre para o aparecimento do desaparecido (Rei)
Está na primeira e na última inspiração dos surgidos (Vivos)
Sustentado pela inteligência dos iluminados de fé (Deus)
Protegido da degradação (Provas) das formas e essências
Atuante como um próprio ser, bom e pensante (Sapiente)
*
sábado, 28 de maio de 2016
A TRADIÇÃO SOBRE O PLANO
Ela existe viva neste tempo
No lócus natural perceptível
Sustentada pelo destino
Brilhante como pedra cristalina
Nela mora a prole por seguinte
Sina de formar a perfeita geração nossa
Nota que a comunicação é contributiva
Então seus movimentos são revelados
São ilesos os puros pensamentos
Pois seus atos não ferem a castidade
Por ser boa constam nobres qualidades
Assim sendo os aptos, adeptos são atraídos
Para a fundação de uma ordem inabalável
Que reinicia a expansão equilibrada do Império
Na unção de um Grão completo como a sua terra inteira
*
sexta-feira, 27 de maio de 2016
FRANCO
Velho, que “bug”, velho
Que inseto incorreto
Perda da regra da noção
Que caos no inferno, ímpero
É o atraso que emperra
Os conflitos dos gêneros
Confusão dos fundamentos
Horrenda falta dos elementos
O inverso das drogas “istas”
Portal com ingressos
Gritarias de grande pesar
Matrizes sem condução
Fachadas sem elevação
Miolos sem proteção
Eis que há um franco
Um brando ao longe
E fera ao passo perto
Que abstrato aponta
A ponta da razão que resta
Servindo age entregue, sereno
Com a habilidade da casta
De um nobre coração de leão
*
O QUE HÁ DENTRO DO BAÚ
A luz que é branco sol vem do fio cobre quente
A via que sobe são as costas da casa que desce
A mágica desvenda nas pontas dos dedos que acerta
A quadra cantada em tempos de Santos Reis
POEMA DA ZONA DA MATA MINEIRA
Escolha bem ou mal
Absolutamente tudo
Solo, num estado envolto
Seja venda qual justiça
Espada, som, fabricação
Olhos d`águas são jorradas
Vista que a pose mostra
Atrativa gente de expressões
É o fértil verde dos olhos
Que o homem (ser) em Deus crê
É a natureza coisa rara
Hora agora é a obra
Da mestria de ver
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terça-feira, 24 de maio de 2016
OS DONS
Bem vindo ao “festival dos óvnis”. Venham! Pois, depois da emissão das notícias da antena dá um desânimo... É tanto pilantra político sendo filmado e ouvido que você fica perdido na incompetência das governanças. Que planeta é esse? Em falar nisso a Venezuela está um desespero. Quem os salvará? O oriente médio não para de explodir. Quem levará a paz? A Europa cada vez mais caduca, os bancos cada vez mais falidos. Quem irá renovar? Na África diminuíram os casos de SIDA? Fome? A ONU tem sede nos Estados Unidos, mas deverá ter essas respostas. No Brasil as pessoas continuam a reproduzirem-se sem educação sexual, cívica, ambiental... Enquanto os insetos transmitem vírus e crianças nascem deformadas. Casas – que não é o primeiro sinônimo de vida – são distribuídas enquanto favelas de madeira pegam fogo, pessoas são atingidas por flechas, dos tiros dos bandidos, dos políticos, políticos, políticos... Torcedores de partidos políticos defendem péssimos políticos para atacarem horríveis políticos, bandidos, os políticos, políticos... Horríveis partidos políticos, péssimos torcedores de partidos e de políticos. Os rios continuam poluídos, os artistas continuam sendo “comida” em couverts artísticos, pagos e não comidos pelo público ao invés dos empresários, pois a arte grátis tem o nome de utopia e é uma filha da... Cultura. Meu Deus! Eu invoco, Nietzsche! (Uma ironia pessimista ao seu estilo). O Mundo é uma mesmice com problemas cada vez maiores. Um foco na mira. A “Lava Jato” de fato está a limpar a podridão política do Brasil. Peguem esses políticos, tomem-lhes as posses, tirem-lhes os poderes, puna-os os malfeitores, reduzam-nos, extinguem-nos, os políticos. Em falar nisso a “Lava Jato”, em minha opinião, com todo respeito, bem que podia ter um nome clássico, um novo batismo, um título como: “Vide Supra”. Mas tudo bem, que continue as operações com “Punho Forte”. Eis o que me alegra, uma luz no fim do túnel, uma limpeza rápida como um jato. Eu, como um Sebastianista fico de mãos abertas como que a espera que me caia ao colo uma providência à medida de um aro perfeito, só confirmado se o firmamento aprova. O Sebastianismo é uma crença típica messiânica que espera o aparecimento ou manifesto de um renovador drástico e benéfico do sistema político, entendível a todos dessa língua matriz. Os Sebastianistas acreditam no Quinto Império do Rei Dom Sebastião. Enquanto preparam a sala, eu peço ao “moço do disco voador que me leve para onde ele for”.
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domingo, 22 de maio de 2016
ESCUTA... LÁ VEM DOM KISSHOT
Pois bem, a história continua. Um dos personagens havia sumido, lembram? O narrador foi pescar por não ter o que escrever. Passou muito tempo sem novos capítulos. Por causa do amor recusado por Dora Té (A Dona do Chá), Dom Kisshot (O beijo quente) decidiu vagar sozinho para além do cenário onde se aventurava antigamente com seu fiel amigo Santo Pança (O bom sorridente). Pança foi o primeiro a encontrar com Dom. Ele não o viu de longe, não ouviu trotar cavalo, nem foguetes, mas sentiu um sopro aveludado vindo dos ares do norte, como se alguém soprasse um instrumento apoiado no dente. Na verdade Dom Kisshot reapareceu sem sua lança, um pouco mais velho e embaçado por conta de seus pelos queimados pelo sol e pelo sal. Dora Té não bebe mais chá. Ainda continua a se chamar Dora Té. Mas não bebe chá. Ela não mudou de ideia com relação a Kisshot, só deixou de beber chá. Não me perguntem o que ela anda bebendo, mas não é chá. (...) Ansioso por escutar Dom, Pança foi logo perguntando ao seu amigo o que ele fez nesse tempo distante.
(...)
Neste momento da história, Pança já se deliciava com as aventuras de Dom. E como Pança era um amigo leal e fiel à Kisshot, louco para continuar as novas aventuras em sua companhia, pediu com os olhos brilhantes de esperança assim:
*
sábado, 21 de maio de 2016
HARD (Difícil é chegar ao fim)
*
Sabeis que o presente
É um instante passado
E por vir consequente
Uma escala em escada
Equilibrada à base plena
Consciente da dádiva máxima
Que é compreender o Todo Poderoso
Tanto agora como antes em remotos tempos
Crer no Mor Supremo é aceitar ser apenas parte
Do absoluto dantes por assim velho e constante
Logo, abrem desenvolvimentos
Cumprem os mandamentos
Deus se manifesta
Acreditai!
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
“A GENTE QUER DINHEIRO E FELICIDADE”
Bicho, é o seguinte. Parem com isso de falar em golpe. Que golpe, cara? Consultem o dicionário, por favor. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Parem com apelações conspiratórias apontando a mídia “A”, quando nem assistem a mídia “B” e ainda são influenciados pela mídia “C”. Parem com a cegueira, a surdez e a bobeira de acharem que ninguém fez nada de mal e são bons o suficiente para agradarem a maioria. Parem com o fanatismo partidário sobre as cores dos logotipos e políticos com suas biografias um tanto sujas com muitos inaptos para seus cargos representativos nossos. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Parem com o racismo automático, o martírio próprio e o terror de falsas especulações que alfinetam os vossos dedos, que encarapuçam as vossas cabeças e executam os que já venceram preconceitos. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Eles abriram o baú, encontrado cheio pela metade, sorriram de orelha a orelha, empinaram o nariz, encrencaram com Deus e o diabo, mandaram dinheiro pra fora, meteram dinheiro no bolso, acomodaram o povo com códigos de barras, monetárias cestas básicas, entregaram ouros aos tolos. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Eles não cativaram parceiros estáveis, não surpreenderam em seus comunicados, pelo contrário, foram zombados, envergonharam os que bem falam, foram conflituosos com os do próprio Estado e foram aliados de Estados verdadeiramente atrasados. O antigo governo do Brasil, este que caiu, vestido de PT (Partido dos Trabalhadores), encabeçado pelos dois antigos presidentes e seus convocados, quebrou o país. Eles foram observados pelos justos, caçados pelos injustos, vaiados nos estádios, reprovados pelo Mundo. Eles não sofreram um golpe de Estado, não ordenaram o território, não avançaram a nação. Eles não honraram o lema da bandeira nacional, não tiveram ordem, não continuaram o progresso, eles gastaram, gastaram e gastaram... Eles quebraram o país.
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terça-feira, 10 de maio de 2016
GENUINIDADE
Só quem mora na mata das Minas sabe que para chegar ao mar do Rio é só descer as serras ou vice versa se quiser chegar na mata. Em pouco tempo eu expliquei que voltei de Portugal, não para passeio ainda que esteja à pé, pois sou um peregrino. Quando ando também rezo. Não se ofendam ambas as partes, mas o Brasil é um Portugal com mais gente. Chico Buarque consegue explicar melhor isso cantando. Mais calor, mais sujeira, mais florestas. A muvuca é grande. As filas de carros engarrafam o trânsito, mas de forma impressionante a fila anda. Lentamente, no patamar do ônibus é possível ver as marcas das balas saídas das pistolas nas barras de acrílico que “separam” as favelas do asfalto. Você olha para os lados da estrada e não há como construir uma nova faixa de circulação. Com a tamanha quantidade de gente nas metrópoles precisamos de mais cinco pistas de rodagem, que sejam umas por cima das outras, como uma cidade futurista, como as rodovias de Seattle. Novas Universidades Federais não resolvem problemas. Quantos problemas? Muitos problemas! Os alunos não têm Eurekas (ideias geniais) e faltam professores que espelham e apaixonam, como os que eu tive. A política nacional existente por causa do poder do povo gasta pompas supérfluas em índices numéricos ao invés de intercâmbios aproveitáveis científicos. A política nacional "alcançou a meta de concessão de 101 mil bolsas de estudos entre 2011 e 2014” *Fonte:http://g1.globo.com/…/governo-suspende-novas-bolsas-de-pos-…
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domingo, 8 de maio de 2016
ÀS MENINAS QUE NÃO VI
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Um beijo na testa
Um beijo no queixo
Um beijo numa bochecha
Um beijo noutra bochecha
Um beijo na ponta do nariz
Um beijo num olho
Um beijo noutro olho
7 beijos iguais Castelos
Cheiros de vermelhos frutos
As lágrimas da minha boca
O som das minhas mãos
Venci as calçadas minadas
Em silêncio bate o meu coração
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sábado, 7 de maio de 2016
OS TRÊS PONTOS DO VELHO DA TORRE
*
- Vê aquela pedreira, "Pedro"? Ela moverá de lugar.
- Mas, Mestre, ela é grande demais.
- Grande é a força que a moverá.
- Vê aquela nave, "Pedro"? Ela te levará para longe.
- Mas, Mestre, essa é a minha terra.
- Sua terra é onde o seu coração vivo está.
- Vê aquela donzela, "Pedro"? Ela te dará um filho.
- Mas, Mestre, ela sequer sabe que eu existo.
- Então desça a Torre e mostre-se.
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quinta-feira, 5 de maio de 2016
A PORTA DA LOUCURA
*
Num profundo pensar, quieto, tranquilo mas sem unhas como o sereno chuvisco que molha e a noite que instala com a escuridão que esconde a luz, questiono a mim próprio como que num diálogo interno o que de fato é um monólogo silencioso, que o mais importante é ser compreensível, ainda mais depois das dúvidas sobre a condução da própria vida, com a sensação de manípulo invisível de forças sobre humanas, se entrego os pontos e paro longe dos vivos sem ser visto ou lido ou ouvido, nem nada em troca, apenas túnica e paraíso, ou se continuo sem pontuar esse texto que é o testemunho de uma prova de vida única, quase indiferente ao inferno astral de todos, a não ser que seja exemplo para sequenciamento ou rejeição dos próximos. Questiono como pude ter nos braços uma ninfa, fértil em corpo, neutra em alma e madura com a qual pudera ter a sorte fecunda de uma prole aumentada bela de sangue ouro e bens maiores em parceria para agora estar sozinho num deserto. Questiono se dormem como gente ou ogros os covardes indignos que lutam por moedas espalhadas pela mesa encobrindo nem a ínfima quinta parte da minha totalidade ainda por brotar. Questiono o sistema capital sem gratificá-lo ainda que o use sem fazer mal o porquê de tão demoníaco agir sedento sobre as posses mínimas e máximas das pessoas simples sofrendo o risco de ser revolucionado por um digno salvador arrebatador de maldades. Deparo com uma roda enferrujada construída para dádivas que está parada por minha conta própria no meio de dois exércitos num campo de batalha. É esse o peso que divido e até rezo o compromisso de tentar com óleo negro ou santo levá-lo ao movimento do público. Eu bem lembro de um conselho que me deram. Você pode escolher abrir a porta e esperar a sua morte ou trancar a porta e salvar a sua vida.
*
CIDADE DIRIGIDA
*
As antenas captam meu pensar
Claro doo por dever
Paralelo às artimanhas do sistema
Não morrerei por dinheiro
Quando tudo que existe pertence ao Todo
Isto é ser poderoso simplesmente
No fio do tempo igual ao início e ao fim
Essa língua é ampla pois mistura
Essa gente impura com meu sangue
Que agora vive livre
Pois desde outrora a base vale ainda
Prova que a chuva castiga e abençoa
Com fé vigora
Óh gente boa!
*
MATRIX
*
A separação é uma derrota imensa para nós. Ficamos sujeitos à zombaria e menosprezo de inimigos. Nossos erros fazem de nós mesmos carrascos nossos, que aplica um castigo aparentemente ilusório até o fim da vida. Humildemente duvido do destino porque do mesmo modo que as coisas estão ruins - como a sensação que tenho agora - logo o tempo passa mudando o rumo da história com a esperança máxima sobre as coisas melhoradas. Quando você descobre o poder que tem para acelerar este tempo tornasse imensamente rico de gênio, luz, sabedoria que está acima de qualquer matéria, cheiro, sabor ou valor físico. A felicidade permanente mora justamente aí, na paz de espírito frente à qualquer coisa que aconteça ou inexista, ainda que num campo de batalha ou no nascimento de um filho. Eu manifesto a escrita porque é o meu trabalho revelar o interior da anatomia da cabeça, o teor do pensamento. Estou relatando uma "tempestade" que não pára, como Camões pré naufrágio e ainda continuo escrevendo porque vejo um raio de sol, isto é, uma fagulha de esperança que me guia à calmaria que salvaguarda a raríssima mentalidade da vida. Não pode haver só sofrimento na vida. Sei que não há só felicidade na vida. Por isso, tudo isso repelido passará, para aquilo tudo desejado uma hora voltar. E assim ciente deste ciclo duo e variante, procuro ser um real amante do mistério que no meio busco desvendar.
*
MAL AGOIRO
*
Estátuas espatifadas
Azulejos incompletos
Desleixos sinalizados
O degredo dos desfiles
A saída dos formados
A chegada dos malditos
A mistura boa é lenta e escassa
Os comandos são dormentes
Anarquistas ganham forças
E os clássicos massacrados
Os políticos moram, mais nada
Afundam-se medalhas conquistadas
Mas as ondas crescem bravas
E o magma ingere a terra
A pressão é acumulada
Os ventos trarão pragas
Porque os homens são descrentes
Traem os dias, matam as noites
Por isso a nebla vaga não compactada
*
quarta-feira, 4 de maio de 2016
COPAS VINCI
*
No estádio, antes o extravaso
Há um ato cívico lembrado
Nos pátios de brasões Pátrios
Escutemos as baterias dos batentes
E as palavras que pulsadas com amor emociona
Não ultrajemos a bandeira nacional de nascimento
Bem guardemos em nosso corpo essa honra qualidade
Que tamanha impera ramificando o sul
Preservada à rápida idade moderna do homem de Aquárius
Quisera eu guardá-la como "O Pequeno Príncipe" inquebrável
E também principiá-la à união máxima do planeta
Milagrosa água da fonte pura
Benza Deus o Dom e o povo em manto lindo e graça
*
AQUILES
*
Ele faz voar cavalos cinzas em rodopios
Em combates de frontes íntimas valentias
Ele é alado e concentrado em equilíbrio nato
É um instante de observância que consta pró ativo
Consciência fácil e compreensível vida
Como a exposição de uma crônica real peregrina bendita
Pois bem, tanto vou partir dessa Terra um dia
Como voltar ainda que no céu das maravilhas
*
segunda-feira, 2 de maio de 2016
TESOURO
*
Ele escorre líquido e cristalino, salgado e quente dos meus olhos. Quando escuto a voz da mãe bravia vivente no meu berço, suspiro de alegria. Ao mesmo tempo que me aperta o peito deixar essas casinhas aos cacos e os palácios jamais vistos ou entrados, ainda mais agora que o sol colore os seus jardins, e o meu fruto nórdico que guarda seus dentes de leite numa caixinha para mim. Eu arregaço os lábios, exponho as rugas, procuro a calma dentro dessa cabeça eloquente para amenizar a ansiedade de querer que a felicidade seja grátis à todos, que os velhinhos andem e não cuspam ou se entravem em macas de átrios expostos. Eu quero desde já que as crianças saibam caminhar para construírem um mundo bom, ainda que eu não saiba se cruzo o mar ou o céu, mas certo ser a realidade de duas terras. Serei subordinado pelo gigante e suas entranhas naturais, me perderei talvez por deusas de corpos esculturais, mas subjugarei o meu próprio coração à união do círculo com a máxima paixão existente. Esse é o meu amor.
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sábado, 30 de abril de 2016
MARINHO
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Eu escrevi para o Paulo Coelho mas ele não me respondeu. Contudo fui ter com o Velho da Torre que me disse assim: "Quem brinca com fogo faz xixi na cama". Já que assumi ser autor, confesso, sem vergonha, que fiz xixi na cama até aos 13 anos mais ou menos, e de fato eu brincava muito com fogo. Problemas resolvidos no passado, hoje, parece que estou ateando fogo em alguma coisa. Não faço xixi na cama, durmo mal pra caramba, de vez em quando arranjo um cobertor de pele lisa e, eu tenho que explicar a minha contusão. Na verdade não foi uma contusão... Era o ano de 2005, eu havia sido selecionado para trabalhar num programa de proteção de mamíferos marinhos e monitoria de pescas no grupo central dos Açores. Embarquei num atuneiro (barco) chamado "Grumete Silva" na ilha do Pico. O mestre da embarcação curiosamente chamava José Nunes. Lembro que enquanto o barco saía do porto a água estava calma, eu já usava binóculos, tinha o GPS em mãos, medidores, planilhas, todo equipado como um biólogo marinho na ativa. O primeiro dia estive nas pontes de verão e inverno e nos dois lados dos bordos da embarcação a cumprir as metodologias do trabalho. Contudo o mar não pára nunca. Nem quando está azeite (calmo). Nos três dias que se seguiram fui tomado por uma dor intensa na coluna vertebral, na altura das tais sacrais. Eu devo ser o primeiro dos "homo erectus". No último dia embarcado já não estava em pé no barco. Foi então que fiz um pedido emergencial ao mestre da embarcação para colocar-me em terra firme. Estávamos na ilha Terceira (Ilha Jesus Cristo), num dos maiores portos, a Praia da Vitória, de Portugal. O mestre não alinhou o barco paralelo ao cais como normalmente. Ele embicou a proa junto ao cais como se o barco estivesse de frente, quase encostado ao cimento. Eu estava na ponta, pronto a desembarcar. Os pescadores me ajudavam e se despediam. Bastava eu dar um passo à frente para pisar em terra firme. E assim o fiz. Cheguei à Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, do outro lado da ilha após uma boleia (carona) numa camioneta de leite durante a noite das Festas de SanJoaninas. Mas fui direto para o hospital onde passei as próximas horas dopado contra a dor. Então pela manhã eu voltei à Praia da Vitória, para então embarcar num cruzeiro (grande embarcação) que me levou à ilha de origem do meu embarque.... Só depois de um mês e meio eu voltei a jogar bola. Antes, fui destacado para organizar os dados dos observadores ativos numa plataforma digital, mas nunca esqueci as tartarugas marinhas, os atuns bonitos e os peixes voadores. Lembro das douradas, dos espadartes no jantar, das cavalas, das sardinhas, dos carapaus, lembro dos cagarros (aves), os golfinhos roazes e da única baleia piloto que vi. Hoje, eu avisei aos meus amigos e coordenadores de trabalho que irei me desligar. Porque eu tenho que embarcar novamente, para desembarcar num outro porto, maravilha, naturalmente.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
EFEITO BORBOLETA
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Há uma teoria que não lembro o nome (risos)
Mas existe
É um olho que tudo vê mesmo o mínimo
Parte do princípio
Menor que as formigas do Castelo de Sansão
Essa
Reza que estás sendo observado
À todo instante
É por isso que partindo ou ficando
A continuidade
É paciente ao roer as unhas sem ver
Ser casto
Para o sal do mar entrar na pele
Destruindo
Todo o mal que abala a paz que aos homens falta
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O DEBILITADO ESCRITOR
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Para chegar além ele vai além, de fato. Ato que lhe traz consequências cansativas. E só por falar a mesma língua é por isso mesmo surpreendente. Eis a sua proteção. Escreve construindo um cenário futurista. Ainda que deitado ou sentado, de qualquer modo. Onde constam encontros excêntricos entre raças extras. Isto é, a intenção de elitizar o (homo) ensinando a sapiência aos (sapiens).
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PAREI!
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Durante a barulhenta brincadeira da vida há um momento de pausa que é mais rápido que o estalo do relâmpago. Neste momento há um silêncio captado por todos os presentes, instantaneamente. É quando unta-se (reúne) a consciência de cada um (todos) antecipando o pensamento sobre o juízo final (morte) que será o fogo purificador da loucura libertadora e a salvação de Nosso Senhor (Jesus Cristo: "nós somos senhores de nós mesmos").
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ABRAM ALAS
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O caminho ao trono passa por andanças, que somadas dariam a volta ao Mundo, ao lado de falas de ociosos que degradam o solo, resistente às injeções de fumos dos carros nas calçadas, em meio à muitos pobres que confundem a sola de um Infante com a fraqueza da política que os detona. Há um agravante na estória desse texto que é a própria história Real. As coisas que não deveriam ter acontecido e já passaram terão outra chance e voltarão a acontecer para ser diferente. Como a exceção da regra, o Mestre de Avis não usava uma coroa na cabeça. Ele usava um gorro de pano aveludado, cintado num aro externo justo pois seu sol era interno e o que pensava tinha que ser contido para não derramar suas organizações. Daí, veio Sebá.
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
A CRUZ E A ESPADA
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Foi tão intensa a vida até agora que às vezes duvido suportá-la. Há muito tempo não confesso. Há alguns anos não desabafo com o ouvido certo. Não choro sempre, mas quando choro desidrato. O que me faz chorar é a perda da parte que não vejo. Choro por não ver tudo que amo. Por isso sofro e quase morro. A cura para isso tem dois nomes. A renúncia que pode ser a morte de fato do poeta interno, que assim morto não dedica nada mais até o fim da vida. Nem amores, aventuras ou conquistas. Nem tristezas, amarguras ou decepções. Ele isola-se, deixa de fazer o que sabe só porque sabe como deixar de fazer o que sabe. Ele pode viver a vida de um ermitão. Esse momento não é fácil. É como uma tormenta que só começou, com prenúncios que não parará tão cedo. E o seu corpo é o barco sujeito aos embalos do que é bom e o que não. Se ainda pudesse chamar o Dono da história, mesmo sabendo que é ele quem rege, para poder acabar de uma vez com essa pressão. Mas tem um outro lado da história que se chama desapego. Este, é comparado a viver sem chorar a tristeza ou sorrir a alegria mas acima de tudo digerir essas sensações de forma equânime. Entre essas duas vias de comportamento - longe da ilusão, do ego e da posse que são finitos - está a fé em algo supremo que chamo de tempo. Esse sim não tem explicação, nem início, nem fim. Para mim o tempo é o pai do destino. Meu destino eu só posso aceita-lo, despreocupado, porque ainda que duvide suportar a minha vida, eu não tenho dúvida da força da minha fé.
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MARCIAL
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Avisem os meus agressores que meu Pai ouviu meu chamado, que a água do mar continua salgada e que as minhas costelas quebram a ondulação. Avisem os meus agressores que as cartas voam, que as quinas sabem e que a minha verdadeira chave não cabe no bolso do calção. Avisem os meus agressores que enquanto eles vivem em caves obscuras eu reproduzo vivaz riqueza humana. Que o cárcere privado que me fizeram é por causa da raiva ou inveja por não terem bom coração. Avisem a menina bruxa que a sorte dela é a serventia de gelos porque seu corpo e sua alma agora já estariam queimados por tamanha maldição. Avisem os meus agressores que mesmo calado eu convoco todas as tribos, com skates, pedais, os que correm, os que surfam, todos os saudáveis, todos os bons, para lhes tomarem a respiração. Avisem os meus agressores que as pessoas xingam porque eu não estava sóbrio e de frente, porque no Porto chegou um navio que me levará embora contente. A tempo e por fim, avisem os meus agressores que eles são 3 poucos covardes, que eu tenho uma praxe e que essa é a vossa única salvação. Avisem os meus agressores que o perdão começa com os joelhos no chão e que não usem nada no rosto para eu não picar a minha mão.
*
quarta-feira, 27 de abril de 2016
AQUA
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Eu vou sozinho a caminho
Com gosto de navio "cante"
Que avista terra grande
Com as marcas do destino
Antes lembrarei voadores
Os natantes e os cuspidores
Com graças por serem bons
E triste por serem ignorantes
As lágrimas salpicam o caderno
Por deixar meu ninho idêntico
Meu sangue ficará coberto
Me beije óh menina dançante
É o grão que sustenta a montanha
Com ânimo para escalar o Cristo
E as tantas outras maravilhas do Rio
A minha chave é a fala espontânea
Meu cadeado o silêncio que esconde
Não tenho medo de nada que fere
Pois sei que o que vence o ódio é o amor
*
INTERNO
*
Eu tenho uma porta aberta no ouvido
Que oscila consoante os meus passos
Que por sorte ora goza, noutra ora arde
Numa base com os poucos que olham
As mensagens de uma direção mor
A anatomia de um Leão de Jó (nome antigo)
É uma prova máxima que algo muito maior irá voltar
Será igual ao velho que na torre nada sente
Porém vive como um novo caminhante nos campos estrelados (Compostela)
*
SANTIAGO DA ESPADA
terça-feira, 26 de abril de 2016
A HAIR MANA HERMAN MAR T.
*
Vou indo para a Itália
Na comunidade da simplicidade
Onde eu posso fazer minhas artes
Como as deixadas nas ilhas atlânticas
Com a porta aberta para os aventureiros
Onde eu consigo sair como um navegante
Pés no chão enfrentar moinhos
Corpo sano para alimentar a alma
E encontrar alguém de outro sexo
Que me faça renovar dessa sujeira
De falsários com dentes verde e amarelo
E outros bizarros degradantes
Eu quero dantes despedir-me desse solo
Com um mergulho da alma no oceano
Deixar a mensagem subaquática com a cabeça
As costas viradas para o azar
E o cheiro da massa do Mediterrâneo
*
TODOS SABEM
*
A família vai à frente, adiantados
Seus pratos tem temperos vários
Pimenta e pinga abrem o paladar
Sempre há café de boas vindas
Onde reúnem por causa da atmosfera da casa
Moderna, pensada na beira da praça
Todos mais velhos e protegidos
Como o casco de um jabuti que me abraça
Tanto para fazer como para nada
Serras com cruzeiros que pontuam
A rosa cruz que devemos proclamar
Distantes e diversas áreas para tratar
Crescem cavalos nos pastos que trotam leve
Com o peito nas ondas da praia surfar
É uma felicidade pertencer à Tradição
Pois ela é uma ordem do ramo da sorte
Dos nascentes contentes cheios de compaixão
*
NATIVO NATURAL
*
Completamente à margem
Porém com um pé no meio
Tenho vida que aproxima do final
Junto à mão de uma bandeira ilesa
Nova, porque o pano é forte
É o fio do bicho dos campos
Doado como as minhas letras
Assumindo as posições de outros
Confirmo que escrevo para o Mundo
De forma tão fácil, verídica e real
Que sinto que as esferas se ajustam
À esperança de ver os olhos da justiça
Sinto que a dor de um aço é menor
Que a dor invisível do coração paternal
Sobre um filho que está restaurando a história
*
O HOMEM DE PERUCA
*
No povo
Assim se faz os horários
Responderia como tal
Sobre o certo e o errado
O povo
Cospem no chão seus nojos
Infecções de baixo pensamento
Enquanto os pássaros cantam
Nos dias quentes d'agora
No povo
Há uma angústia obscura
Uma raiva do que é belo
Uma ignorância por isso
O povo
Não usa peruca
Nem chapéus de Pessoa
Tem muito que aprender
Para poder acreditar
*
BABILÔNIA, CAOS, DESORDEM
*
Capitães vivos, Salazar viveu a juventude no seio do catolicismo. Ele acreditava ser a frente de um comando potentíssimo. Até então Portugal era um Império de acordo com a força antiga. Mas a força não é tudo. É preciso diplomacia para manter porções de terra. Capitães, velhos e experientes, Capitães. Vocês são heróis porque pararam as guerras contra as colônias. Isso é louvável porque as colônias, são partes do luso Reino. Logo o que fizeram foi a conservação do que é do Rei. Mas a culpa é do povo, ainda com o território vazio, já que o contingente estava em ultra mar. Tanto espaço para plantar, como morrer de fome? E os janotas (privados/ricos) que não foram para as guerras, comeram tudo e não deixaram nada. Hoje, Salazar e Maia, devem estar se revirando no túmulo, quando à beira rio, mar e no Porto Real as pessoas se confrontam no mesmo espaço, por migalhas, cêntimos, pompas, quando era hora de estarem todos livres, juntos, visando outros mundos. Como um Sebastianista sinto que virá um abalo bruto. O abalo é um castigo dado pela força da natureza. Depois a calmaria. Mas esta é uma constante que só os fiéis (leais) possuem a todo instante.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
HD
*
Eu vou no enterro da gata
Eu vou na queima das fitas
Eu vou nas cantorias de Coimbra
Eu vou de chinelos até Santiago
Eu vou voar no zepelim de São João
Eu vou perguntar por quê não gostam de mim
Eu vou produzir qualquer coisa boa
Eu vou beber chá tupiniquim
Eu vou terminar essa história
Vou continuar a jornada
Demonstrar minhas armas
Mas agora, eu vou escoltado
*
OFÍCIO TEMP.
*
Reza o pai nosso
Que a alma dos homens
Incluindo a das mulheres
Estão condenados
O castigo é certo
Virá como tapa leve
Rápido, imediato, cirúrgico
Provindo de uma dura face justa
Que enxerga o mal desde a raíz
Pois o sal esteriliza a continuidade
Dessa gente que não sabe o que faz
Os médicos olharão meus pés
Oficiais carimbarão meu texto
Eles dirão: "Peregrino, você é bom"
Juro, não vou trabalhar amanhã
Não vou descansar sequer
Nem precisarei praguejar ninguém
Falarei novamente, com certeza absoluta
Bem feito e com o dedo histérico
Que eu amo os meus inimigos
*
sexta-feira, 22 de abril de 2016
A SUA MÃE
*
O melhor do Brasil é a paisagem
Quando lá chegaram, imagino
De longe homogêneo, denso
Desembarcados heterogêneos
Só indiferentes aos nativos nus
Com quem reproduziam por instinto
Que cheiravam os panos suados
Em tardes quentes com trombas dágua
Que assustavam qual a adrenalina das ondas
Aquele morro foi modificado errado
Lá do mar o morro é o corpo do patriarca
Ele é intocável no sentido extenso
O plano é deitado na fertilidade dos rios
E os recortes da natureza são bens incalculáveis
*
VELHO
*
Eu era um infanto quando arquitetei a fuga de casa. Há 13 anos que tal plano dá certo. O tempo passa e cada vez mais vejo dois locais como um só. Essa cidade antiga é cinza, como StoneHenge é o Porto do vinho. Uma cidade que é nova, brilha, incandescente. Porém ambas para mim são iguais. Perguntai à dama roja, moça, falante educada de olhos e boca, de tronco cintado, coração acelerado, quem é maior?
*
ACALME ROTINA PRECISO CALMANTE
*
Copos, bafos, poses, alguns passos. Portas pagas, desculpas e entradas. O desânimo não vem depois somente. Está presente nas doses inevitáveis de observância. Como um personagem com "x" de Cervantes. A rotina está nos trambolhões dos que estão vestidos com meia roupa por causa do pouco frio. Que derramam líquidos gelados felizes por isso. Uns malabaristas destreinados de mãos atadas. Outros quantos a chamarem o "Gregório" do estômago. Precisamos de um teatro! Um anfiteatro! Precisamos de muitas peças! Como um lego, mas, de teatro. Precisamos de um Festival de Teatro. Que seja a céu aberto, com o bar ao lado, com arquibancada, na praia ou nas praças. Não precisa de fogueira pois de acordo com a demora os dias quentes vão chegando. Mas se o cenário pede a presença dela - fogueira - acenda. E uma reserva para o meu calmente. A minha acompanhante. Uma vez unido à ela, meu braço forte apoia seu sorriso leve. Assim as preocupações diminuem porque a parceria anima o elo que funda.
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quarta-feira, 20 de abril de 2016
Sempre Verão Sempre
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Vocês podem gerir
o relógio sem alterá-lo,
Com exata informação.
Posso acreditar no sol
a brilhar na casa das 10
horas da noite de "claridão"
Essa hora no hemisfério sul a luz Está no quinto sono, ainda na metade da volta inicial do novo dia.
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terça-feira, 19 de abril de 2016
BÁRBARO: "TIREM-LHE A CABEÇA E COLOQUEM DENTRO DE UM SACO (BOLSA). POIS QUALQUER MAU TEM QUE SER TOTALMENTE COMBATIDO PARA SER ELIMINADO".
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Brother,
As forças armadas em toda sua totalidade desde uma balística à mais alta patente estrategista é extremamente importante. Não pode haver associações negativas. Isso mancha a importância de proteção da nação. Que alguém de farda realmente, cale os infiltrados que trazem à tona erros do passado, que abafa o presente até hoje em marcha nas datas de independências (mal aproveitadas pois não?) e nos confins de selvas e rios fronteiriços, terra, ar e mar.
Os que berram caricatos como bonecos distorcidos são um mau horrível que invoca os demônios de cada um. Esse é um péssimo e verídico sinal sobre o fim dos tempos. E os que filmam, transmitem, subliminar, facetas de anticristo, os que incitam o contrário de amor, a ira da população.
Nós devemos continuar a prezar as funções boas dos militares e lutarmos contra as más associações em todas as sistemáticas.
Por isso penso, categoricamente, forte, no núcleo das três forças armadas. (De Farda) tem que ser...
Que se cale o mau a propagar sobre os guerreiros do Brasil!
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INSPIRAÇÕES DO PRAZER VIRTUAL
*
As conversas podem ser figuras
Elas servem de análise para saber quem somos
O intelecto agradece o fato de vivermos no mesmo tempo
E no mesmo espaço terrestre
A tecnologia também é um vício
Pense nisso
Uma relação virtual pode ser prazeroso
Eu gostaria de pintar grandes quadros Aliás, gostaria de pintar os tetos e as...
Cúpulas e as naves das Catedrais da Europa
Massa né?
Como um iluminista
Quero viver em Roma
E poder ir à Verona e a Pisa
*
IMAGO
Todos os dias o sol se põe atrás da linha do horizonte e a luz que observamos é variante consoante os ventos.
MAIS ÂNIMO POR FAVOR EM PROSA
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A rede interativa é um jornal instantâneo, temporal. É a chance de qualquer um real ou fictício auto proclamar-se qualquer coisa. Eu entro na rede e meto lá coisas. Na rede eu vejo os lances, filtro os prós bem fino e reduzo à insignificância as partes más. Dá mais pra rir que pra chorar, depois de separar. Já dissera eu que a gramática portuguesa é um labirinto de corredores fáceis e difíceis. Por isso é uma língua apaixonante. Viajar no dicionário evolui para amar. Certa vez eu encontrei com um amigo numa feira de desenhos. Ele me contou que na pausa do seu trabalho ele lia o que eu dizia e revigorava. Entendia mas ainda assim perguntava. A resposta tende sempre que ser bem colocada. O macete para navegar tranquilo na rede de qualquer sistema é NÃO CREDITAR as coisas ruins e ACREDITAR no que é bom. Por exemplo: Os índios que usam roupas e espelhos sabem tanto quanto o Reino Unido em que ano estamos vivendo.
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BAGAVAD GITA
O BAGAVAD GITA: É uma Epopéia (antiga grande história) Hindu (mesoriental) em formato de poesia (arte) transformada em canção sublime (potencialização), um diálogo entre Deus manifesto (Krishna) com o homem (verdadeiramente crente e devoto) sobre o conhecimento do Todo (salvação).
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CAP.9 (O CAMINHO DA SABEDORIA REAL E DO MISTICISMO REAL)
VERSO:20
"Os conhecedores dos Vedas (essa escritura sagrada), purificados de seus pecados, bebendo o santificado suco das folhas do soma (transe), Me adoram (Deus Krishna) para ir ao céu (ecstase); chegando à esta esfera de méritos de Indra, o rei dos seres celestiais, desfruta do gozo (nirvana)."
BAHAGAVAD GITA
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SERÁ MAMÃO COM AÇÚCAR
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Se agora estou abrigado num espaço pequenino onde é bem difícil esticar os braços e ainda assim pousar os cotovelos e achar gaivotas num céu cromado; se ainda rodo as parcerias em meio a um quadrado perfumado de beldades femininas, dançante aos toques de excelentes tocadores; se os peixes que não me mostraram ainda seus cristais do ouvido interno crescem a conspirar justamente para que eu os coma a carne, então, levanto com ânimo para plantar um jardim extenso plano e suspenso, em salões nobres passear com bailantes coroadas de brilhantes e no umbigo da barriga da baía grande caminhar como um navegante.
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PEDIDO MANUELINO TEMP.
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Ainda em vida - talvez depois pudesse - peço, que quando eu morrer e o acesso ao meu corpo sem vida estiver estático, minha coluna óssea deitada no horizonte seja alavancada por uma redonda almofada justa, posicionada em baixo das vértebras sacrais, como que meu peito ficasse junto ao queixo reto e minhas pernas entrecruzadas pelos pés como Cristo. Se encontrarem um dia esses ossos esqueléticos convexo e cruzado, poderão saber que essa poesia fúnebre é uma preparação para outra vida. E que a dor da próxima vida seja branda porque o ofício dedicado nesta vida será merecidamente um delicioso descanso.
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AULA
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O Estado (País) é apenas uma parte fundamental da razão absoluta. Por isso, urgência! Mestria! Há de aparecer um líder, digo, verdadeiramente à frente. Capaz de reformar sistemas, com dotes conjugados práticos e ecos até dos pensamentos. Que gira as conquistas progressistas por mais tempo até as gerações vindouras. Mais que biografia própria de um mortal qualquer. Que tenha predestinação para possuir poderes, capaz de conduzir tudo que há sobre a terra e sob o mar.
O contrário disso tudo é uma zorra. Pois, imaginem uma reunião de pessoas democratas. Eles gastam a potente utilidade do nome ao escolherem alguém inútil que deforma o molde da história e acelera a desorganização do território. É por isso que sem dó nenhuma eu aponto para o povo com a sua ilusão "cracia". O povo segue livros que nem mesmo lê. Como fantasias de escrituras e teorias de constituições. O povo até jura de pés juntos e mãos abertas que é melhor dinheiro do que outras glórias. Simples glórias como conquistas modernas de agora. Enquanto isso o povo nasce e morre insatisfeito. Até mesmo os ricos, fartos de serem minoria, à espera da chegada de uma novidade tal, maioral, que iguale todo mundo. Mesmo que venha de uma terra antiga, com um som que fixa quando move, emitindo luz quando grita e que entrega o corpo para revelar a alma.
*
O GOLPE GALÁCTICO
*
A Lua visava Marte, pois queria dele um filho rubro. Mas Júpiter entrometeu ao lado da Lua e adiou o plano dela. Marte, distante como "Dom KissHot" , vencia a cada giro as intempéries do espaço. Acontece que a Lua é do Sol e Marte é de Vênus. Essas parcerias são perpétuas mesmo que temporalmente mutáveis. Júpter é um gigante e não tem amante. Ele chega e parte quase sem ser visto. Na verdade Júpter se camufla para beijar a Lua pois assim ele "bebe a cheia dela" para ficar mais gigante ainda. O Sol vendo essa história toda resolveu sair para organizar as coisas. E saiu tão forte que o universo vibrou. A lua teve filhos com as cores de cada planeta, mas, todos eles do próprio Sol. E as calotas polares da Terra derreteram a ponto de ficarem apenas 7 montanhas secas em todo o planeta. No cume dessas montanhas foram construídos 7 castelos. Todos eles com a bandeira portuguesa.
*
sábado, 16 de abril de 2016
SIGNIFICADO
*
Quando você lança a besta ela avança
Mas ela pode parar por si só
Ela pode carregar quando bem quiser
E por isso a graça em controlá-las
Já as máquinas não têm graça
Elas parecem ser mais do que são
São apenas plástico, ferro, poluição
Os cavalos excretam esterco que é adubo, é outra combustão
As máquinas entopem as calçadas
Os homens dirigem em vão
E a classe ajusta-se perfeitamente
Às pessoas dispostas a viver em perfeição
*
O GÊNIO
*
Você tem três desejos
Pode escolher dois, para já
O último guarde-o
Ele me faz voltar
Então primeiro quero
Que os carros se transformem em cavalos
Segundo quero classe para a população
Enfim, espero
*
VELHA E PORCA
*
Você está lutando contra uma sociedade tamanha
Ora oriunda de beleza escassa
Cheia de lamentável tristeza
Escarram seus males sobre olhares
Ainda que a patada cale o som da explosão
Aí então é melhor se retirar, ou
Numa hipótese muito sana, reagir
Porém com uma bravura capaz de cativar
A lealdade dos que sabem sobre o Dom
*
sexta-feira, 15 de abril de 2016
MUITO MAIS
*
A chuva que te molha
Ameniza a ira absoluta
Da ilusão de posse material
Para entradas em portas rústicas
Ao mesmo tempo a massa, povo
Participa no espaço em construção
Como formigas cabeçudas desorientadas
Sedentas por notas, moedas, sem noção
Isso acontece quando nada te impede
De continuar tranquilo em mar aberto
Ainda mais quando o demônio é sua espada
E Deus a sua armadura
*
terça-feira, 12 de abril de 2016
LEÃO
*
Lembro que o meu avô de mãe tinha sempre um sorriso no rosto mesmo que estivesse enfurecido. Certa vez sob uma árvore de copa parabólica ensinou à dois de seus muitos netos que a selvageria humana é uma armadilha para a natureza silvestre. Com isso ele estava farto e por isso resolveu fazer dos pássaros engaiolados seu rádio de comunicação. Seu abraço era com a barriga dura. Seu bigode nos dedos enrolava. Antigamente era conhecido por ser um branco cavaleiro de olhos azuis, "pastor" de gado, levante de leste a oeste, quiçá de norte a sul. Conhecido também por Zé Bonito e Seu Leleco da Dona Neida. (Lusofonia). Era o Pinheiro guardião da varanda das samambaias onde os espíritos se reuniam. Morava na torre das minas d'águas mágicas, na porta da floresta dos saguis. Na coluna da sala uns tatus empalhados. Na coluna da cozinha um berrante suspenso. Eu tenho a sorte máxima sem querer e com humildade, porque o passado não morre. Ele muta, vira presente, renova. E numa foto memória conjuga a árvore genealógica com a natural postura que é parte da história do seu próprio ser em desenvolvimento.
*
segunda-feira, 11 de abril de 2016
AÉREAS SEMENTES DE DENTE DE LEÃO
*
Notei que após os textos tentam entrar na história por avanços ou gritos. Tentam, fazer parte de crônicas passadas, repetidas. Sejam, mais atenciosos com a serventia. Sigam, com alta estima sem subestimarem a ordem antiga. Não atropelem pacíficos que oram, andantes geradores de benefícios. Os velhotes sedentos babam e escorregam na frente enquanto senhores com classe tremem mas não sucumbem. Há uma diferença entre o contratado e o contratante. Um veio ao mundo pela lusófona fala dominante. Outro veio ao mundo por causa da força do punho bravo constante. Jovens que não sabem do imperativo (dizer rijo) precisam aprender que o melhor cuidado é o respeito pelo solo que abraça o povo. Mas se o vacilo uma vez vence o indivíduo, é um risco, nunca mais à porta entrar de bom feitio. Nesse chão tem uma esfera, fogo, rubro ativo. Quem disser que a posse é sua antes minha deteriora-se devorado pelo instinto.
*
TICO TICO
*
Saber sobre si são os pais
Antes mesmo sua origem
É como o alto céu protegido
E o profundo mar de absinto
No tempo ocorrem encontros
Que marcam até sem serem vistos
Suportar a fé é um estandarte brilhante
Maravilhoso rei DOM Sebastianismo
Traz à tona cumprimentos sonoros
E o povo age com motores, ativos
Próximo, simples, sob panos
Rico de uma face sana, velha guarda
Bravo atual de requintado comando da cavalaria
Filho de Marte, um original romântico
*
SUFOCANTE
*
Quando penso que a cada hora que passa, os cabelos da minha cria crescem e não a vejo, choro como a tempestade. Sorrio, quando a praga que em mim lançaram não funciona. E volto a chorar quando vejo o sangue do leão esvaindo em minhas mãos. Não sei se sorrio mais em breve. Temo uma maldição de Wicca. Temo que a terra trema, que o mar invada, que o gelo fure. Temo que um meteoro me caia, que a lua cheia não volte, que as aves não me olhem. Eu lamento as espadas que entortei, os demônios que não matei e as crianças que nem nasceram ainda. Vou num caminho e vejo a minha estrada do outro lado. Penso em desaparecer por décadas, enclausurar-me num mosteiro no monte para digerir os meus erros, para apurar os meus acertos, e voltar, nem que seja no último suspiro no cumprimento do destino.
*
domingo, 10 de abril de 2016
NA VIDA E NA MORTE
*
A ideia de Pessoa
Passa por ser decidida
Por outras pessoas
Todas elas iguais
(Melhor que não cuspam)
*
Como ser concebido exato
Pensante, livre, com sentido
Como nascer e saber
Que estás vivo
(Construam não destruam!)
*
A vida é um teatro
Abstrato quando digo
Em total equilíbrio
Sentimento, arbítrio
(O mar devolve tudo que consome)
*
Todos nós temos nomes
Que remetem à uma ordem dada
Pois, as quinas do meu horizonte
São as portas do paraíso
(A Casa Imperial)
*
REI
*
sexta-feira, 8 de abril de 2016
BELÉM
Lembro que minha avó de pai bebia café com leite e comia bolachas com manteiga antes de dormir. Ela tinha uma despensa onde a porta era um pano de chita. Ela costurava com a cadeira de costas para o meio e eu brincava com “tuturus” (eixo das linhas) nas bordas da sala. No quintal o sol batia antes numa goiabeira dourada imponente, que emanava um cheiro doce misturado com o cheiro d´alho e vinagre nas panelas. A janela da frente do quarto dessa casa era voltada para uma rua de nome Papal, onde trabalhavam barões, viviam pracinhas e chegavam e partiam rodoviários andantes. Eu aprendi a rezar nesse quarto, em uma noite de quaresma na beira da cama com o meu anjo da guarda e as três cruzes na fronte. Eu nunca conheci o meu avô de pai. Ele se chamava Ari. Mas eu conheci o meu tio que também se chamava Ari. Eu terei um filho (quando isso acontecer). Seu nome será Ari.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
PARTES: CASA
*
O verbo vem antes dos atos (profético)
Os bons atos sempre foram simples (sinceros)
Sempre serão bons exemplares (modernos)
Poderão ser até fados alegres (chorados)
Dentre outros comportamentos humanos (quietos)
Faço mais do que é preciso (tempo)
Isso é locomover como o vento (altivo)
Ciente de tudo além do alcance (longe)
Além de desejar o cheiro d'outro gênero (Rosa)
Que é a parte da flor que se faz mel (amor)
E está no ventre de um porto bendito (ouro)
Tranquilo, ileso, ativo e bravo, servido (paz)
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A DECLARAÇÃO DE MARTE * * * (Forte)
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Antes de subir a escada
Ela olhou para o céu
Lá estavam lua e júpter
Dados um ao outro
Belos como feras raras
Ele, alpha como flecha
Ela, nata quente em frio inverno
Hoje, abstratos continuam
Eu morro à frente antes os filhos
Mato-me por amor ao próximo
Nasço quando gozo
Ela é o meu par
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
BENZA DEUS
terça-feira, 5 de abril de 2016
KAPA (O REI DE COPAS)
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Protetora redoma energética
Prana, luz solar divina força
Horizonte, karma, carne satiwa
Sinais dos astros como uma reza
Sábia de cima hárpia sinalizadora
Sábio andante por terrenos bons
Mais saltos altos seguros, hajam
Menos coadjuvantes sem noção
Despreocupantes caixas cheias
Certas condutas de locomoção
Partes partilhadas facilmente
Choro e riso enchem o coração
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Ó PAÍ Ó
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Eu sei dirigir as nuvens
Ando a pé, parado, longe
Há um berço lusitano casto
Que o Cristo Alto salvaguarda
Num balanço silencioso intenso
Roots por causa da garra brava
Paz e amor à Nação num Todo
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AGRADEÇO ÁGIL
FERA
segunda-feira, 4 de abril de 2016
O VELHO DA TORRE É UM SÁBIO
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Sabe ele que viver no alto de uma torre é como controlar um mapa. Com florestas e porções de água onde possam procriar silvestres. Do alto a observância é um trabalho. Referencial inclusive aos que intencionam evoluir o intelecto. A satisfação disso é a sabedoria que uma vez exposta conduz a sociedade rumo à verdadeira libertação.
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A ALTURA CERTA
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Naturalmente nesta época a sorte costuma manifestar. Mero plano do destino. Enquanto às vezes reclamamos da chuva que salpica nossos rostos com pingas insistentes fazendo-nos baixar a crista como um cavalo que dorme em pé, a terra agradece feliz as espalhadas gotejadas primaveris. Então depois você percebe que a batata que te alimenta não precisa de moedas para ser enraizada, não precisa nem do suor do homem. Em suma, ela é uma das bases da existência. A água - elemento inanimado - não depende da vida mas a vida necessita da água, esta, que escorre nas calçadas a limpar os cuspes, que límpida sacia os lobos nos montes, que alimenta as cores verdes em todas as paletes físicas, que brincando desagrada os impacientes do mesmo modo que harmoniza sonora o ritmo do coração.
MULHERES
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HÁ MULHERES QUE AO SEU LADO NÃO SABEM QUE SÃO AMADAS
HÁ MULHERES QUE NEM SABES QUE EXISTEM E TE AMAM
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
IMP.
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Os sabedores que avisem
Aos contrários maltrapilhos
Que galopam cavalos em colinas
O canto conjunto num círculo
É a potência da frente avançada
Veja só, eu sou Leão
Moro no ninho do Dragão
E é belo ver uma Águia
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A BANDA DO ZÉ BRANQUINHO CHEGOU
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Aê, tá tendo uma zueira danada feita por partidos políticos no Brasil.
E a Amazônia?
Cês tão ligados, né!
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quinta-feira, 31 de março de 2016
TOMA
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Alpargatas rasteiras
Roupas brancas leves
Brisas e ondas constantes
Uma bossa nova sempre calma
Duas mãos num globo verde com água
Maresias que sobem a serra
Neblinas que orvalham as manhãs
Te ofereço pão, manteiga e sal
Te ofereço o cheiro, o café, o leite
Cana, frutas, travessias e pontes
Casa cheia, casa grande, praças
Estátuas, te ofereço o gigante
Desde os Andes até à linha do Equador
Se o azar te abandonar será a minha sorte
Sua é só a decisão de querer o meu brasão
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POESIA RÉGIA: VOLTA CÁ E FICA AQUI
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Pode ser que volte para trabalhar, para passar férias, para aprender, para ensinar. Pode ser que morre alguém, ou nasce alguém... Pode ser que o Brasil seja Portugal, o contrário pode ser verdadeiro. Pode ser muitas coisas ao mesmo tempo.
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CARTAS: ACÚMULOS DA OBRA
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Que bom que você respondeu. É sempre tempo de fazer o que deve ser feito. Primeiro é deixar de associar meu e-mail à sua área de spam, pois isso é uma afronta. Eu sou um cidadão NORMAL e escrevi uma carta padrão à uns quantos integrantes, pelos vistos os gestores dessa empresa. Mas isso foi há tempos. Se eu tivesse aqui sementes de árvores de ouro e só agora respondesse se queria quando lhe ofereci há tempos passados, já estariam plantadas. Depois de uma primeira indignação da minha parte, você deu as caras. Pois, gostaria que pensasse, na seguinte história: Você está numa ilha e vê 100 navios a circularem a ilha. Você faz um sinal e não é respondido. Pensa nisso, sem teorias "parvas" por favor. Me parece que você não leu nem a primeira carta. Eu te ajudo, já que queres me ajudar. Se você bem perceber eu misturo os tratamentos em primeira e segunda pessoa quando é direcionado a você ou tu, mas é porque eu tenho influência dos dois países (Brasil e Portugal). Então vamos lá ver se você me entende: Você e a "ÁGUA DOCE S/A." poderiam analisar uma gama vasta de desenhos abstratos, sugeridos serem aplicados em cascos de navios, velas de barcos e interiores de cruzeiros?
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SEBÁ
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A matéria cria possibilidades de potencializar polos num terreno vasto de tesouros que ultrapassa o além mar nas pontes marítimas e nos colossos com os braços abertos, todos, apontados de norte a sul, de leste a oeste. Consinto que essas palavras são compreendidas na rosa dos ventos, aos olhos de várias cores humanas de um raríssimo sangue bendito. Do mesmo modo que a respiração é um movimento vital automático e robótico o pensamento que oscila entre ser ou não ser é uma questão evitável quando se tem fé no Supremo/Superior. A divina providência é um conjunto de acontecimentos no tempo que indicam a eureka (ideia) na mente humana para simplificar a complexa ordem de agradar à uma imensa massa populacional, total inclusive. Contudo o que se passa na atualidade é uma tendência degradante com poucas e fracas bases familiares conjuntivas, exemplares supreendentes e sistemas de organização político+sócio+ambiental.
Sendo assim é necessário um grande movimento de produção ou esforço humano e tecnológico para acalmar o frenesim (excitação) do povo. Pois, pois, rima, azulejo, peixe, vinho, pão, queijo, beijo, moça, longe, terra, paz, rio, água, calor, mar...
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quarta-feira, 30 de março de 2016
VOCÊ BEM QUE PODIA DORMIR SEM ESSA
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Minha Mãe (e já abro parênteses para dizer bem aquilo que convém) sempre tentou me frear. Suas asas, com penas indígenas, africanas e lusitanas me abafavam a ponto de me ocultar num escudo místico poderoso. Ainda assim ela me ensinou a fazer arroz, a sentar à mesa, a "somar as letras". Minha Tia (que é a minha mãe de leite) me liberava, tal qual a minha professora de química, que me dizia ser grande para o espaço onde eu estava. Eu tenho seis símbolos nas costas posicionados (maculados) a pontear a estrela de Davi. Na verdade eu não tenho onde cair morto e estou desejoso por ter mais filhos. Minha vó nunca leu as cartas para mim, mas em sonho ela me disse que a minha carta é o enforcado (isso dá muito o que pensar). Eu encontrei com o pessoal do teatro no salão superior da Galeria de Paris e pedi-lhes um conselho sobre qual entre dois personagens eu deveria assumir como a minha atual encarnação. Mas eu não posso revelar a minha decisão depois que eles opinaram ambos, porque agora eu vou tomar um banho em plena madrugada, enquanto a tempestade passa e depois eu vou dormir para me encontrar com o nada.
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AMENDOIM
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"Malucos" a gente trata com humanidade (medicina)
Porcos a gente trata com lavagem (comida)
Corruptos a gente trata com punição (justiça)
E a ignorância, bom, primeiro a gente tem pena, depois a gente tenta tratar com educação (compaixão)
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O VELHO DA TORRE PERGUNTA AO APRENDIZ DE MAJESTADE
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Você consegue acertar no ângulo inalcançável? Consegue fazer os morros amontoados voltarem ser floresta atlântica antiga? Você consegue transformar Babel em vilas planas e ricas? Você consegue amar uma só mulher e agradar todas as outras assim? Você consegue limpar a lama nos berçários dos peixes? Você consegue decolar um avião no árido cerrado e pousá-lo num Porto fertil? Você consegue amadurecer a juventude dos que lhe procuram apenas com o olhar? Consegue reduzir os gastos com a força do pensamento? Você consegue acelerar os planos todos ainda por vir? Se você disser que sim, seja à qualquer uma dessas questões apenas, eu entenderei que você consegue executar todas as outras ações.
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RIO E LÁGRIMAS
Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...
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Prossiga... {QTC}. Estive 15 dias em uma ilhota no meio do lago de Balbina, na Base WABA da Rebio Uatumã. As funções aparentemente seriam si...
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Há exato 1 ano chegava ao norte do Brasil - AMAZÔNIA. Minha meta era renascer como pessoa e assim aconteceu. Tenho uma nova vida e venho me ...