segunda-feira, 7 de setembro de 2015

IRÁ PARA VIR

O cheiro do milho verde ouro
Lembra os Verdes desta terra
As mesas sem cadeiras de balanço
Acumulam mais o meu impulso
Os desencontros de amigos
Proporciona-me novas paixões
Perguntam-me o que vejo
Vejo bustos móveis
Vejo fuscas como porsches
Vejo faces de leões
Perguntam-me o que fascina
Fascina-me testar a multidão
Perguntam-me se tenho medo
Não, tenho, não
Se o querer é um tropeço do poder
Prazer, eu sou a ponte de conexão
O Fusco e o Branco me motivam à poesia
Por enquanto um mero criador de bordões
*
“O acaso gera casos que perduram pela eternidade”

A DANÇA DA CHUVA

Conta a história que os índios da América do Norte costumavam acender uma grande fogueira onde ao redor dançavam, cantavam e tocavam instrumentos com intuito de agradar o deus da chuva para que este manifestasse sua alegria com água vinda do céu. A tradição se iniciou por conta do tino apurado de ancestrais anciãos, homens espirituosos, aqueles que estão conectados com a natureza e são observadores do espaço sideral. Eram estes que assentados numa pedra viam no horizonte da terra o mormaço oscilar o ar rumo ao alto. Associavam a força do sol que aquecia a terra, remexendo a atmosfera, fazendo subir o ar quente e descer o ar frio. EUREKA! Vamos fazer uma fogueira! Eis que ciência e cultura são bons ingredientes da evolução.

sábado, 5 de setembro de 2015

MAIS UMA RAINHA “MORTA”

Talvez por causa do bafo
Ou da pança de cevada
Talvez pelo sapato, barba ou farda
Programado à ardente realeza
Nem mesmo abstratos expostos
Que revela o ponto máximo
De uma pintura do seu ventre
Tem sinal a sua boca em minha
Mas há porém, há, nunca e sempre
Ela é minha sempre!
Não é minha nunca!
Por isso vive e morre consequente
Quando vista junto ao nobre vivaz

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

ANFITRIÃO

É aquele que une mesas
Que pousa as jarras frias
Destampa a massa fresca
Que abre a porta e chama
Os que vivem bem a vida
Em Portugal diziam estar mal
No Brasil ouço o mesmo, igual
Do pró-reitor à banca científica
Eu vivo para os que me executam
Porém doo pilhas de energia
Na linha que mata ou glorifica
Entre moinhos de cabelos longos
Sonho com os cachos dela
Com a cor dos olhos dela
E o sabor dos beijos nossos
Procuro começar bem o dia
Mas há quem me diga não
Então adianto o passo e o rumo
Pois tranquilo sei quem é o anfitrião

(LEON)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

MORAL EM PROSA

João não tinha nada
Ele namorava Maria
Que o amava
João foi-se embora
E Maria bem guardou
Por João o seu amor
João voltou adiante
Ouro e prata, brilhavam
Maria não gostava
Ela gostava de João
Do seu coração
E mais nada
Maria é rara
João sou eu
Moral da história
O ouro esconde
A prata em piso raso
As pedras brilham todas
Tudo isto é "meu"
Mas meu coração
Maria minha, é seu

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

TAT SAT

Você descobre que eu preciso
E só por isso pensa em poderio
Eu só sei que necessito tudo isso
Saber que você precisa de arbítrio
Para não dizer nada de maldito
Ganhar é ter meu fruto bendito

O CASTIGO DO SAL GROSSO

Aos fulos desejo o extermínio
Qual a vantagem de chamar a atenção?
Levantam a voz os que te ouvem gritar quando falo
Seja consequente e tenha consciência
A fala que chega encontra a sua loucura
Castigo! Ou terão rejeição ou serão excluídos
Como não serem mais vistos
Nem lidos, nem ouvidos
Educação é bom
Vocês devem gostar

O OVO DE COLOMBO

*
(...) Certa vez 
KissHot abordou uma dama 
Quieta por causa de KissHot 
Tornou-se rebelde sem sorte
Além de atrair KissHot
Outros pobres crentes
De Iludida voz levante
Que some num olhar vão
O certo é melhor que o errado
É um relativo abstrato
Porém a Dama insiste melancolia
Com ausência de esplendor
Quem berra quando medita
Deixa turva a dádiva do início
Ícone sacro, o alimento verde
KissHot tem costume falar bem
Com TODOS que encontra
Quem reage tem uma história
Quem não reage tem outra história
KissHot conta-nos essa história:
SE, hoje você consegue acariciar um leão
Porém amanhã ele te avança, deixe-o!
O leão te avançará não porque é mal
Mas para lhe tirar o mal
E tu, livre esteja
No leão que não avança
Neste que concentrado reina

HOY ÉS NOSTRUM REI

*
Traduz em letra
Que o som produz
Vocais perfeitos
De pura luz
*
Tantas damas
Pré Donas, cantarias
Um totem além acompanharia
Dom nosso de observância, amem
*
Revelar quarto dourado
Margem total magnífica
Sopro brando claro ardente
Natal fica em HARE KRISHINA
(O/Em nome de Deus)
*
Fiéis,
Vós que sente os diretores
A matriz vivente está no passo mor
Onde em Paço ajam o prós existentes, sempre!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

PIVÔ

O responsável pela frente do salão
Meu calçado era branco ou preto
Minha vestimenta era vermelha e branca
Meu time era uma mistura de brancos e negros
Lembro-me de passar a sola sobre a bola
E deixar os guarda-redes (goleiros) no chão sem perdão
Corria para o abraço e repetia a dose mais três vezes
Tudo para convencer Bené, um vulcão em erupção
A listar meu nome junto aos preferidos da seleção
O cheiro do pavilhão era típico do domingo matinal
As arquibancadas compostas de sócios e visitantes
Os pais entre gritos, sorrisos e impulsos vibrantes
Não havia conflito, pois saudável era a competição
Era em um Clube de nome aquático à beira rio
Onde eu também batia pernas e braços no frio
É um clube com porta junto à sala de troféus
Os reunidos tinham seus apelidos, em bom sentido
Desde bichos, comidas até anatomia humana
Tatu, Mosquito, Grilo, Jacaré, Gambá, Juca Baleia
Chocolate, Café, Meio Quilo, Boca, Oreia (orelha)
Eu era apenas o pivô, o responsável pela frente do salão

***

A todos os meus amigos.
Estão todos incluídos nestas lembranças.
Clube do Remo

QUASE TUDO PRONTO

Haverá mais ditos novos antes do meu lamento próximo
Fiquei sem par para me reencontrar imenso como o mar
Alguém para viver conjunto no espaço tempo que não para
Tenho tido primeiras vistas com raízes de amor e paixão
É em suma uma bruta impressão que estampa meu coração
Os de Áries alimentam rápido essas emoções ou sensações
Os de Áries são fiéis com postura adiantada em qualquer ocasião
Mesmo que esteja sem tostões e mergulhado em perdições
Desde sempre peço um beijo porque sei que a lua gosta
A distância minha a ela equivale ao sol que cora damas maravilhosas
Por saber que o calor dos seus lábios emana eu me faço mais vivo
Necessito estar atento ao próximo eclipse para um novo encontro breve
Bem queria que ontem fosse novamente e amanhã já seja agora
Tenho boas setas que indicam os atalhos dessa vida incerta e gloriosa
Uma delas é intensa e aponta para as cicatrizes de profundos ferimentos
É a prova que a dor de quem separa morre quando nasce um novo amor
Assim sendo lanço o verbo no espaço que no alto deixa longe a minha dor
Pois o destino é bem regido e conduzido em bravas águas calmas
É um relicário que tão perto brilha que parece ter infinitas formas

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O ANALFABETO É MENOR QUE O SÁBIO

É condenável alguém que instiga o mal ao próximo
É imoral usar drogas líquidas e mal dizer a natural
É antipático o som que sai da boca da fofoca porca e suja
É contraditório estudar os mandamentos e agir com traição
É inviável seguir uma família que guerrilha entre irmãos
É insano fingir dor por atenção, fazer do drama um bordão
É um absurdo fazer conta de arroz e feijão, cobrar a união
É descartável trabalhar a pensar que dinheiro compra gente
É perda de tempo esperar que o tolo contribua com a arte
É destinado o inferno astral antes da morte aos ignorantes
É certo o sábio que diante do inimigo o trata com compaixão

domingo, 30 de agosto de 2015

PESCOÇO

Escorre por dentro uma substância nata
Que alimenta e sacia os instantes de Graça
Nem os murmúrios dos mais velhos loucos
Nem o rastejar da mais venenosa cobra
Nem o sonho da ilusão tornar-se realidade
Nada disso arranca minhas travas na imensidão
Mesmo que me venham sedentos por motivos toscos
Mesmo que façam maus teatros e conspirações
O pescoço sustenta os sentidos quase todos
A boca pronuncia bendizeres e porcarias
O ouvido filtra notas bem dispostas e nãos
O nariz encontra incensos verdes e emissões
Os olhos fitam beldades e falsas impressões
Mas é no coração que reside uma fagulha luminosa
Quando o tato do meu pulso aprova isto é uma prova
Que a maior justiça é Deus e faz feliz os verdadeiros, fiéis

BIO (VIDA) BOA FUTURISTA

Certa vez na ilha de vida
Os homens rebelaram-se
A favor de testar a clonagem
De oferendas vivas dólares
A genética é uma biblioteca
Amplos marcos do tempo agora
Como definições capazes de existir
Numa namo micro energia essencial
De matéria física e química de nome: Genoma
Este, existe em todos os seres vivos
E são incontáveis devido a infinidade
Pois existem desfragmentados além do mais
Na própria composição meramente elemental
Seja em terra, ar, fogo e mar
Esta é uma grande prova de exatidão
Boa é a vista que aceita o beijo meu
Que descobre a chama do calor seu
Essas canções que acalmam Titãs

SER E NÃO SER MAXIMUM INDEPENDENTE

O fato de pensar poder
Faz dependente o procedente
De uma parte ardente
Crente com a coragem
De quem luta sempre
Ter uma vida branda
Por poder ser total
Quem, no meio ambiente, é OM!
Aos capitais de posse, nobres
As ofertas são bons noticiários
Fútil é similar igual a superficial
Tanto tens pressupostos
Como tens o vácuo do passo
Mais um texto e isto é um esplêndido ato
Ressonhar poder ver rio e mar
Relicários de ouro e prata em sol
Bravo amante das luas cheias
Serás resguardo intocável
Dos que viveram aqui

sábado, 29 de agosto de 2015

RESPIRAÇÃO

O marinheiro
Aporta na chegança
Portando o pulso
Na estada fixa
Depois das ondas
Movem pessoas
Que conta ao Rei
Da vista bela
Essas condutas
Gravam, registram
Mas quando é bom
Alguém de ventre
Gera-me um filho
E faça som
De coração

CRÔNICA: O SHOW DE TRUMAN

O Brasil queimou toneladas de café
Já adianto essa histórica expressão: Velha Negra (Nêga Véia)
Estará muitíssimo errôneo se pensar estar contra mim
Com algum ou qualquer outro confronto negativo
Algo que infelizmente manifesta por ignorância
Tal como qualquer outra pessoa mais na face deste vale
Pode acreditar em mim com esse seu intelecto artístico
Eu conheço a feminina porta desde novo
Muito antes de pisar neste solo que te escuta
Já contive trilhões de cheiros em meu paladar
E como lhe pedi apenas um ápice, falhou (Tu falhaste)
É por isso que te relembro, não ser maior, mas, igual
Não assuma um papel mal nesta história
Você pode sorrir ao invés de emburrar
Óh (Óia), sorria (ria), você está sendo filmado(a)

VAZA

Um cabelo eriçado
Pronto a quedar quieta
Ou para longe melhor
Seria que para perto
Uma regra é o silêncio
Tato que sonoro faz
Retrato de uma cena
Nada plena, pois, robusta
Essa cadeira dançarina
Imagina pois a ira? Imagine!
Falha porque acaba
Finda tudo que existe
Aquele sopro solo
Que compõe a dança
Que reluz em ato
Dá-me um beijo?
Isso é guerra
Para o capataz
Dá-me paz?
Dou-te beijo
Meu inimigo
Pegue, não pague
PAZ

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O CAMAROTTI DISSE BEM

Eu complemento o raciocínio do jornal
Que pesquisas servem para concluir
Em alguns casos as mesmas coisas d´ontem
Em outros casos coisas novas d´agora
Os financiadores focam na quantidade
Que os sobrenomes dos pesquisadores
Aparecem em folhetos de 10 páginas
Enquanto a psicologia prova o óbvio:
O que foi escrito hoje pode mudar amanhã
As publicações são de fato registros bases
Que destas bases são usadas como formação
A educação é um bem maior, pois faz uso nobre
Das capacitação que nos difere maiorais, em porções

ARSENAL

Meu tatame situa-se
No ângulo de dois rios
Frente à quadra luminosa
Onde os dedos escancaram o seu sorriso
Não que chora porque segue outro rumo
Por cruzar num relampejar de chuva boa
Toda vila tem viventes
Em estrada sem cancelas
Há aquários de corais

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CABELEÃO

Dê-me um tema
Não teima
Mais que imagens
Para a minha ação
Um jogo novo
De criação
Escolha dia, tarde ou noite
Escolha vinho ou âmbar
Eu andaria leve e forte
A escutar sua voz rouca
Eu falaria dos feitos e os por fazer
A nossa vida em terra, água e ar
Não cansaria nunca ao lado seu
Porque o fogo mantém o amor meu

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CONFISSÕES DOS QUE ESPERAM

(...) Eu acabara de chegar à Ilha de São Miguel – Açores, era em finais de dezembro de 2003. Na residência universitária que me abrigou só estavam 5 dos 11 portugueses prestes a irem para o continente ou ilhas vizinhas, já que estávamos no período de férias e véspera de Natal. Na casa ao lado, mais dois timorenses recém-chegados seriam as pessoas que eu veria nos próximos dias. Recebi um telefonema na casa informando sobre um convite para passar o natal na casa de uma senhora da comunidade Cristã das Capelas, uma freguesia (região) pacata, porém de uma beleza natural exuberante como toda a ilha possui. Foi então que por volta do meio dia do dia 25 a Sra. Fernandina apareceu como combinado e nos levou para as Capelas, incluindo os dois timorenses. Assim que chegamos à aldeia, fomos logo apresentados ao grupo folclórico e participamos das habituais cerimônias festivas do “menino mija” (tradição carinhosa de anunciar o nascimento de Jesus, passando de porta em porta da comunidade com intuito de beber uma pinguinha, geralmente licores, como sendo o líquido santo, por assim dizer). Já pela noite, depois de alguns “mijos” do menino e uma bendita mesa farta, a Sra. Fernandina me perguntou de qual casa eu era precisamente. Se eu era da casa de Pedro, de Miguel ou de Isabel. No momento não entendi muito bem e respondi como sempre que era filho de um astuto torneiro mecânico e uma caprichosa costureira. Ela, no entanto insistia dizendo que eu tinha os fios loiros de Miguel, os olhos verdes de Isabel e a peitoral de Pedro. No decorrer da conversa cheguei à conclusão que ela falava da família real portuguesa que vivera no Brasil. Quando eu sequer vi de perto a Coroa Imperial em Petrópolis. Enquanto isso os timorenses entoavam orgulhosos cânticos de independência do Timor Leste. Seis dias se passaram e novamente fomos convidados pela Sra. Fernandina a reunirmos para a virada do ano, só que dessa vez, em Ponta Delgada (Capital da ilha). Ela nos levou à uma fraternidade ou mosteiro, uma casa de freis e monges. Eram 7 ao todo, muito simpáticos, alegres, festivos, cantarolando com violas e flautas; e sem fugir à regra doadores dos melhores vinhos caseiros. Antes das badaladas da meia noite do dia 1 do ano 4, quando nos dirigíamos para a parte alta no terraço para ver os fogos de artifício, um dos freis colocou sua mão em meu queixo como se mexesse ligeiramente dois eixos em cruz nos 4 pontos extremos do pescoço e num breve exame das faces, testa e pomo de Adão ele me disse assim: SEBÁ.
(...) Eu tinha 20 anos e ali começava a conhecer o reino.

MANUAL .X.

Esta é uma grande teoria compactada
Dentro dela listam descobertas Nobel
Enquanto estudantes passeiam com bolsas de petróleo
Na cidade dos Bispos o próprio recebeu o meu escrito
Saiba que cruzar o mar é como ir de uma sala a outra
E acredito que a minha sina é te encontrar na luz, menina
Creia, a divina providência é um olhar que aproxima
Uma nova dinastia linda imposta pela velha natureza
Sucedendo a ociosa e melancólica história com novidade
Ensinando a fabricar glórias com sorrisos e amor
Uma oração que tem a cor dos nossos olhos claros
Uma união tão forte capaz de gerar frutos bons

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

SET SET

Vem chegando a parada militar
E pelos canais abertos da modernidade
Discutem o passado ditatorial do país
Alguns com critérios únicos por vivências
Outros sem pensar que o sistema ajusta
Esquecem de olhar as caras das moedas
E encontrar um Marechal ou um General
Não encontram o curandeiro da poliomielite
Ou algum escritor de fábulas majestosas
Mas já pensou se um ditador assim quisesse?
Com certeza não seria com a ponta dos dedos
Para esse nível seria com a ponta da tinta
Que bem seria se as forças retomassem justas
Os militares de antigamente expandiam territórios
Entregavam por dever essas conquistas ao “Dono”
Os militantes de hoje são os filhos da hipocrisia
Comem e cospem, pagam porque roubam por isso compram
Então eu olho pra pracinha e vejo os meninos na bola
Não sabem o significado das siglas dos partidos democráticos
Mas estufam o peito com as baquetas em punho a espera do ensaio da bateria

domingo, 23 de agosto de 2015

NO SENTIDO LATO SENSU

Matei o porco
No sentido de ser o último garfo
Mas alguém matou mesmo o porco
Que em pedaços vai aos pratos
Quando os matrimônios ou nascimentos
Ou nas febras dos menus mais baratos

Mandei a carta
No sentido de responder os meus jurados
Mas é bem provável que eles me dirão
Que a minha formação não é daqui
Quando tanto quero continuar ali
Ou que as coisas que lá existem possam vir

Falei com ela
No sentido de mostrar a porta aberta
Mas na paisagem há tanto portas como janelas
Que em cada uma delas brilham setas de iluminação
Quando é importante atenção às armadilhas
Ou uma certa decisão de união

IRÁ NASCER

Nove meses nesta terra
Tenho estado neste Estado
Com o mesmo calçado raso
Com os panos surrados ganhos
As ladeiras não me cansam
Não me cansam os olhos largos
Alegram-me os amigos novos
Seus sorrisos me alegram
Eu procuro a Dama exata
Que na timidez me ensina
Suportar a minha honra e força
Na vontade dela ser minha Rainha

OS ESPÍRITOS DOS MEUS PAIS

Meu filho,
Obedeça aos mandamentos de seu pai
E não abandone o ensino de sua mãe
Amarre-os sempre junto ao coração
Ate-os ao redor do pescoço
Quando você andar, eles o guiarão
Quando dormir, o estarão protegendo
Quando acordar, falarão com você
A BÍBLIA SAGRADA.

AS

Entre o sol e o mar
Escolho o mar
O sol me escolhe
Que escolhe o mar

sábado, 22 de agosto de 2015

O VELHO DA TORRE MOTIVA O APRENDIZ

Você é um bravo
Cantador de hinos matinais
As noites te acompanham desperto
Seus dedos vibram cordas por saber as teorias
Seus passos movem um corpo encabeçado de mistérios
Ensino-te a sorte minha que é ter me escolhido por maestria
Os anos reinam antes do seu fim e o sol segue a trabalhar por si

O CAPAZ DIFERENCIAL PESO A FAVOR

Deposito todas as minhas fichas neste termo
E mantenho este dado rodopiando no centro
Na mesa deixo a planta da ponte que interliga
Além de redes de pescas as campanhas futuristas
Porque a justa recompensa é a natural aceitação
Uma certa injeção que faz a crença ser persistente
Esperança de um pódio mérito confiante em qualidade
Com certeza que a balança penderá para o que é bom

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

NOTA: A VELA ACESA É O FIM

*
A democracia é um sistema caduco
Tendo a necessidade de existir e deixar
Um recomeço baseado no que expandiu clássico

Dólar, as pessoas na rua do tempo querem
Dóllar, eu realmente quero a vista prao mar
Dólllar, a multidão tende a querer mais do que há
*

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CRÔNICA: "O BURRO CHAPLIN" DO ANO 2000

Eu costumo estudar a vida
Nela está incluído o ser humano (sapientes)
Este é capaz de elaborar escritas, plantar alimentos
Lançar carbonos, cunhar moedas, construir moradias
E no meio deste manual de esforço trabalhista
Está ilesa a psiquê camuflada de filosofia
Ela funciona como uma fórmula capaz de distinguir a cigarra da formiga
Os monges zen ensinam a pensar dizendo: “bata palmas com uma mão”
Os sábios hindus tranquilizam os que são livres dos prazeres com infinito
Meus antepassados com certeza rodaram a roda que eu chamo vida em Cristo
E há quem ache mais fácil imprimir frases feitas a originalidades bem vindas

LER A LIBERDADE AO MUNDO

Inaudito é o não dito
Pero in audito é o dito interno
Mesmo que o direito da interpretação cale
É a expressão da bondade que mais prevalece
Como desejar a flor madura que procria
Filosofa com a coragem de quem anda em prima
Malucos ficam os que com as orelhas enxergam
Com os olhos sentem e com o nariz sorri
Não acabam as cerimônias começadas à tardinha
É castigo ter que produzir matérias para gozar alegria
É uma dádiva cantar maestrias contra a melancolia
Casarões de abertas portas, cores quinas decoram
Como a primavera volta nasce e morre sempre
Somem as poeiras do outono e do inverno, vocês verão

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

VELHO JOGO

Observe o manifesto
Está em tudo que age
Por isso as eras existem
Causa de algo maior que nós
Sente o frio aqui de cima?
Chegue mais perto da janela!
Vês as rajadas traçarem o seu destino?
Siga para onde as brumas gelam o seu coração!

A RECONQUISTA

Eu pedirei uma ajuda aos de "seu sangue"
Para que vá do seu país até ao meu
E quando lá chegar pedirei a vós que fique
Ou por malícia bondosa eu feche as saídas
Pois assim você não volta estando atada a mim
Mas como a minha vida é uma mistura de impossível e belo
Eu preciso de uma parte que deseja a realização das teorias
E você é justamente essa parte inconsciente que me desperta
A subir escadas parando nos degraus para ver se te encontro
Puxando aos pulmões um ar mais norte que sul
Sinceramente, eu quero primeiro cruzar o oceano
Depois achar o nome da minha rua
Ajeitar as ferramentas na minha mesa
E entregar meu coração em suas mãos

domingo, 16 de agosto de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... O QUE FARÁS?

(...)
Penso que a repetição de acontecimentos é a prova que cada vez mais a tempestade aumenta. Isto está claro, escancarado. Este não é o meu espaço, não é o meu povo, não é a minha terra. Não tenho o meu fiel escudeiro, não tenho leais, amantes e agora não tenho sequer ânimo. Entre querer e ter há uma conclusão. Querer é igual a pensar. Ter é como uma realização. Neste caso, eu recebo o que não queria ter. E farei o de costume, continuar a ser.

NÃO

Não aos que vacilam
Aos que disfarçam união
Não aos que amarram o mais comum
Não às comunicações
Não às meninas que "me querem"
“Elas querem” mas elas dizem não
Não, elas terão
Não à democracia
E não a toda recomposição
Não aos sons de sopro
Aos passos certos
Aos que querem ser vilões
Testes sem noção, não!
Não à revolução
Não aos pais, irmãos, netos e sobrinhos
Não ao santo pança, ao velho sábio
Aos personagens e dançarinos
Não!
Eu tenho um dedo de unha curta
Que mostra bravo o não

sábado, 15 de agosto de 2015

A TINTA E O PAPEL

Um poeta não vale nem um copo cheio nem vazio
Ele é o copo e o líquido
Não ganha o pó da planta que dispensa
É o próprio fragmento ativo
Ele é o valor que vem depois
Depois que os vidros voltarem a ser areia
E os líquidos vazarem secas e sede
O poeta vive na borda máxima das coisas
Na alegria de chorar a dor
Ele dança entre a palma de um tambor
Entre o riso histérico dos magnatas
Ele cheira um aroma de tudo
Com o incenso defumado que o revela
Ele resguarda e assim não depende
Nem mesmo dos que leem
Porque segue motriz no pensamento
Independente como os giros que o planeta dá
Mas os expectadores precisam saber do poeta
Que o dinheiro acaba e eterno é o espírito
Que uma fagulha apenas é suficiente para gerar matérias
As partidas são de portos ou de super estações quaisquer
Certo é a chegada que acontece a cada pulso do relógio
Você já pensou na quantidade de ar que existe?
Ele também acabará pois somos moleculares compostos de fim
É com o punho que trabalho em ângulos totais
É com mente que se pensa o intelecto que se ganha
É com vida que se marca históricos nos calendários
É a morte que descansa a incansável obra de viver

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A CHEGADA DO PROFETA

A situação perceptiva
Seja em meio a ícones ou viventes
Dentre muitos acordes há tantos entes
Dotados de instrumentos repartidos ao público
Dessa peitoral imune, transcendente, total é participante
Sorte é ter felinos à porta quando a madrugada é eterna
Cheia de obras sonoras e posturas das mais vislumbrantes
Como ver uma Catedral de perto e sua imponência
É estar em meio à natureza e seus elementos
Esta dinâmica é o tempo manifesto vivo
Também conhecido por Deus
E digo mais
Abertamente
Mais que qualquer outro
Um eloquente
A Era de Aquárius
É brusca
Mais que o não
Da humanidade
Vigente é ela
Que vela todo ato
E prepara
As contrapartidas
Das desconstruções

domingo, 9 de agosto de 2015

INFINITO .*J*.

Hey .*J*.
Tenho mais um texto pra você
Sua estufa tem algumas espécies de flores
Mas eu quero lhe doar o meu jardim


Hey .*J*.
Eu fiz 5 gols para você
Tenho as entradas para os jogos todos
E o trampolim para as piscinas nas Laranjeiras

Hey .*J*.
A ponte está quase chegando ao outro lado
Eu não sei se vou de avião ou de barco
Mas certo é que vou correndo para o seus braços

Hey .*J*.
O tempo passa e as marcas surgem
São raros os que expõem sua essência
Basta um só seu sim apenas para alegrar meu coração

sábado, 8 de agosto de 2015

PUXE UM BANCO

Poder público, te vejo decadente sem forças para criar
Privados engenhosos, sois ociosos nas varandas da ganância
Poder mesmo tenho eu e mais alguns poucos, vagabundos
Em meio a “granfinagem” feliz por portar mixarias descartáveis
Essa joça ainda anda com postura, sopro e uma mão na roda
As óperas clássicas riam comparando seu ingresso gratuito
Aos acúmulos de caixinha como dízimo aos artistas bons
Os executores não são pagos apenas pelo que fazem
São condicentes às tapas (cabeçada) que impedem as alternativas
São dependentes como o líquido é do copo para ser usado
E o lamento é que ao invés de ser matéria pró acadêmica
É perda de essência que tomou as solas e as palmas da animação

O GRANDE AS É UM NÃO PRA QUÊ?

Há um texto sem ponto findo
Que minimiza os formados todos
Que tece a seda em linho das camisolas
Que conquista Damas além dos mares
Este texto desemburra as feras que acordam
E compõem os acordes dos que tocam
Abrindo as portas através da dança estática
É um texto que sozinho atinge o mundo por completo
Por estar vivo como o fogo que provém de uma fagulha
Bem guardadas são as lágrimas do desespero
Este texto estende ao entendimento máximo
É capaz de escolher qualquer cidade
Que moradas são passagens
Desta vida por inteiro

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

CONVENCER

Quando se prende a um item dentre a infinidade de ícones
A filosofia é um estado lento onde os participantes são equivalentes
A imaginação nos leva a Mundos extraordinários
Criatiff Malta – Criação do Mundo
Santa terra onde existiram seres, extra! Vidas!
Isso antes da vida de Cristo na Terra
Isso quinhentos anos antes de Cristo
Aswatta Natura – Tempo Exato
A criação de seu próprio Pai
Cristo é Altíssimo porque diante do Diabo
Demonstra em calmaria os poderes infinitos de Deus
Que é um terceiro olho aberto ao Universo
Infinito que tudo concentra e flui naturalmente
Entre os dois olhos fechados da face há um portal
Porém todo dispersar bruto encontra o recomposto rápido
As Roseiras de Espinhos não são coroas
Latto Existent – Agir Ação!
É a cultura tradicional que devemos respeitar
Faz notar nosso lar de origem, onde se esconde nossos instintos
Cristo revolucionava a cada dia, a todo momento
“...Já que Jesus sempre se referia ao Reino como um campo em que um semeador saiu a semear, ou uma rede atirada ao mar, ou a uma festa de núpcias, ou sobre as aves do céu e os lírios do campo, está claro que esta divisão pré-cartesiana foi fruto da mentalidade patriarcal dos pais da igreja, não do Cristo...” (Joseph Campbell)
Também, pois Tudo é parte do nosso psiquismo
A floresta vasta, ampla, representando o nível desconhecido
Sim, finda, tudo acaba, tudo morre e deixa de existir
E existir novamente simboliza a bondade pura que emana do Criador
Os filosóficos questionam o exato
Eu resguardo intocável pelo exótico
A base serve o tempo evolutivo

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

POR PESSOA

Eu escrevia porque a luz que antes me era no fim do túnel agora estava tão próxima que clareava meus pensamentos mais internos. Deste impulso magnífico surgiram contos e dedicatórias, histórias e canções que um dia ainda serão decerto. A minha pausa se dá por perda da verdade que nunca tive, um amor arrebatador justo como o sim que vence o não. E estou agora a meia luz do dia que acaba debaixo de um coqueiro em alto mar comparado a um náufrago, talvez Camões, que ao invés de salvar os seus amigos nadou em busca dos seus textos. Serviu, pois, de inspiração aos Sebastianistas ao mesmo tempo que me assemelho deste, também difiro quando ao fogo levou papéis molhados, ao fogo eu levo a minha desilusão.

O MESTRE PURÍ

Eu vi um rabo de baleia
O bico de uma arara
Aliás, eu vi diversas aves
O quadril de uma garota
As barbas de um moço
Eu vi a meia lua, os orbes
Eu vi os dentes dos lobos
Vi a savana dos elefantes
A realeza nas jubas dos leões
Vi torres e janelas de cidadelas
Vi olhos, flores e cascatas
Vi bocas, faces e santidades
Vi monstros, espadas e medalhas
Jarras, taças, vi índios e escadas
Vi rios com peixes, répteis e anfíbios
Muitos totens diagonais e ângulos retos
Eu na verdade me deliciei a contemplar
Eu vi um almanaque cheio de portas para entrar

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O PESSOA VIRA LETRAS

“O poeta é um fingidor”
Esta frase é de outro poeta
Ele nunca sente dor
O poeta é um fingidor
Os poetas andam apaixonados
Pelas musas que os inspiram
Eu estou apenas apaixonado
E isso não é mentira
Não sinto dor
Isso é verdade
Porque o que sinto
É uma vontade
De sentir a realidade
Que na impossibilidade
Vira letras

FINITO .*J*.

Havia um foco claro
Ela era a única mira
Eu lancei o dardo ao máximo
Que desvaneceu na meta
Levantei bandeira branca
E abaixei a guarda triste
Porque os desencontros gastam
Todo o amor guardado a ela
É o silêncio que amarga
Minhas peças se recolhem
O horizonte ainda é sina
Minha próxima chegada
Se a palavra vier um dia
Seja agora, seja um raio
Minha fé é inabalável
Minhas forças ainda existem
Eu fui dela toda hora
Ela não quis ser a minha
Eu desenho o destino
Ela apaga o caminho

DESABO .*J*.

Desabafo por querer
Como um simples ser
A quem nem quer saber
Ser tão importante luz
A culpa é minha por querer tanto
A beldade etária que se forma
Só não conformo com o silêncio
Entre casas de mesma bandeira
Ainda é perto, ainda insisto
Mas falho na lembrança por ter te visto
Em suas mãos meus planos mais antigos
Eufóricas chegadas em busca do elo
Ansiosas partidas conjuntas descobertas
Não sei se aguento olhar o tempo
Rever os textos que edita um livro
Não, não creio em nada fazer para algo acontecer
E o que me resta é respirar, abastecer a imaginação

CRÔNICA: O IMPERADOR

Se o Coliseu foi palco de batalhas navais então... Eu não estou nem “tchum” pra queda da bolsa. Estou acostumado com baús. Cá pra mim isso é uma tática dos saqueadores de antigamente. Um terreno zerado não é um terreno estéril, e nem nunca deve ser. Nele é bem visto as possibilidades de crescimento. Ora essa, a balança comercial, meu Deus, tenho que convoca-lo novamente o Senhor em fone luso. Quem não enxerga o peso de estar disperso e ao mesmo tempo conectado com o globo? E o Mundo todo quererá estar conectado com você mesmo? Bem, lê aí e sente o peso. Cá pra mim isso é outra tática do movimento renovador. Cada texto mostra a fórmula da construção da história. Agora, prove, sentiu o gosto? Talvez o dinheiro te convença mais a ir ali e comprar um biscoito. Não quero mesmo me preocupar com dinheiro. Feliz é quem não se preocupa com isso, seja por muito ter, algo ter ou nada ter. Eu não me situo em nenhum desses patamares. Russell (Bertrand) já dizia que há tantos alfinetes produzidos, que o stock se mantém por séculos, e ainda fazemos movimentar matérias sobre esse produto. Isto é só um exemplo de importância sobre o valor de um produto e seu suposto uso. Prestou atenção? Produção de alfinetes. A bolsa é um compartimento monetário que indica em escalas baixas, médias e altas, se ela está vazia ou cheia, levando em consideração a movimentação de valores dos alfinetes, dentre uma gama inimaginável de outros produtos, mais ou menos utilizados. Pá, pô, eu me preocupo mesmo é com a água. Ela tem que brotar, tem que existir, tem que compor os alimentos e seus ciclos. A água tem que estar limpa, sem cheiro, sonora, sadia. Foi então que o Seu Manel contou uma piada ou um caso melhor será, para o malandro. Lá em Portugal tem uma estação. Uma estação de tratamento. Uma estação de tratamento de águas. Uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR). E o malando perguntou sorrindo, assim: Só uma? ––– Na verdade é uma rede subterrânea de captação de águas de polos urbanos e ou industriais que são canalizadas para específicos sítios (locais) científicos e tecnológicos capazes de minimizar um dos mais antigos impactos ambientais do homem na terra, a poluição dos rios, gerindo assim a qualidade da água e consequentemente a qualidade de vida das populações em tempos modernos, capaz ainda de produzir energias renováveis, como o biogás, e em outros casos biomassa e adubo... E que abrange grande parte do país. Este conjunto de estádios novos são todos utilizados? Que tal dedicar um para colocar os políticos corruptos todos lá dentro? Para quê? Para um jogo entre eles? Nãã... Tzâ, eles serão os espectadores. E quem jogará com quem? Que tal a Armada e os Federais? Ótimo! E quem será o juiz? O Imperador! Está ciente que os torcedores xingam, certo? Sim, ou eles se convertem ou perderão a voz, pois o jogo é amigável, mas não tem fim.

NACHIKETAS

O ego é uma mancha perceptível
Está em toda parte animada
Está nos "mudos"
Está nos "surdos"
Está nos bobos
Nos maldosos
Nos jogadores
Nos vencedores
E nos derrotados
Está nos invejosos
Nos que se apegam aos troços
O ego é como esterco
Dos esgotos, currais e galinheiros
O ego só não está em duas coisas
Na vida de um iluminado (consciência)
E na morte que tudo acaba

domingo, 2 de agosto de 2015

TRI

JAH
*
A revelação dos planos
Passa por portar panos
Pois são extensões no corpo
Móvel em impulsos
Que ativo age
O REI PRESENTE
*
Naturalmente
Como a tela
Que é base
De uma bela nova branca
A mortandade chora
A volta alegra
O AMOR
*
A vivaz ausente é reluzente
Todos os almanaques existentes
O meu nome
É a minha paz

sexta-feira, 31 de julho de 2015

GARRA

Ontem eu procurei
Hoje irei achar
Ontem portas se fecharam
Hoje casas fundirão
Ontem leais cantaram
Hoje canções ensurdecerão
Ontem sua luz era forte
Hoje continua a mesma
Ontem a lua crescia
Hoje ela está cheia

quinta-feira, 30 de julho de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CHEIRO A GOLPE

Não é mera conspiração. De fato existe este movimento. É um momento de viragem. Pelo que tem acontecido. Prenderam alguém da Ordem. A ordem vinha construindo nucleares. Pegaram alguém com nome de dinheiro. E pegaram mais, caolhos, gordos, ricos, magros e secretarias. Pegarão manetas e piadistas. Há um velho ditado: Depois da tempestade vem a bonança. Agora é hora de planejar o pós. Cairá como luva. Assentará justo como profecia. Por dizer bem assim: “Escrevo o recomeço, tracejando os pilares, o novo mundo, a salvação”.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

VOCÊ ESTÁ A ESPERA DO QUÊ EXATAMENTE?

Sentado no degrau que leva ao quintal na única hora do dia que faz frio a ver rasantes de andorinhas de dorso azul e peitos brancos. Nos dedos uma caneta de pena que desliza nanquim sobre linhas de um caderno capa preta. Ainda estão as poças de ontem, o vento as trouxe e as deixou. Mas me disperso ao ouvir um apito alto. Pode ser que seja a fábrica, mas parece com o ronco dos cruzeiros que aportam, porém, é o trem ainda. Que como eu circula por esses trilhos, mais interessado com as cunhagens das moedas, isto é, as caras, que as coroas. Desejo deitar minha cabeça entre o seio onde pousa um amuleto, para ouvir outro pulso que me aviva. Mas a tecnologia deixa as pessoas distantes - inconformável - deviam se aproximar. Então, você está a espera do quê exatamente para a próxima viagem que leva ao litoral onde ilhas no horizonte são tão belas como as montanhas de Minas?

domingo, 26 de julho de 2015

BRDT

Estás feliz
Certo
Pela razão
Viva
A comunhão
É
Felicidade
Com
Os seus irmãos
Sim
A chuva cai
Pois
São proteções

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O DIA E A RUA - A SARA E O MAGO (Saramago)

Inverno de burburinho e calor
Constroem por toda parte
Na esquina a loja agropecuária
Terra ensacada e grãos de milho ao sol
Noutra esquina reflexo de esplendor
Uma Dona entra e a outra canta
Hoje você é nova, menina
Amanhã serás velha, senhora
Assim saberás mais, mulher

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O PODER DA SÍNTESE

Sobre a cabeça tenho Portugal
Nas entranhas a circulação do Brasil
Tenho a chance de escolher duas cadeiras
Já é bem sabido do poder da Tradição
Independente de quem não diz sim por ocasião
Além disso, muitas outras coisas acontecem
De outro mundo uma Senhora me surgiu
Antes que eu perdesse a última musa
Antes que se processasse a comunhão
Sabem elas que falo delas e dentre elas, ela
Que me faz bem ao saber que sou um velho
Um escrivão estudioso dos mergulhos
Que um dia novo quis ser justamente isso
Alguém que sabe o seu telefone e te liga
Alguém que sabe sua morada e te visita
Alguém que tem o seu coração e te ama

RÁ (Isto já estava escrito)

Eu vou. Eu sempre vou. Fico lá um bom bocado. Depois volto e fico aqui um bocado só. Não tenho um lugar fixo no extenso mapa que vivo. É previsível isto. Tenho ciúmes da língua portuguesa. Não tenho pretensão de dominar a inglesa – exceto inglesas (segredo) – se com o básico consigo alguns beijos no bordão da frase: “One kiss, please”. Mas isto não dá certo com as que falam português. Certa vez usei essa frase com uma brasileira, em português, claro. Ela me disse que não era feira. Eu bem que entendi freira. E insisti. Ora se não é freira mais fácil ainda, né? Ela negou novamente. Depois cruzei com ela pela cidade durante um dia de chuva. Ela estava fula com uma pasta sobre a cabeça. Acho que a irritei mais ainda, pois disse que isso era um castigo por ter me negado um beijo, a chuva estragava sua chapinha. Sim, há outros países de língua portuguesa. Eu tenho duas paixões, ou mais, mas, uma é a língua, outra é uma certa menina. Certa menina que não me nega um beijo. Uma menina que me pede um beijo. A menina que fala a minha língua e que vem comigo para toda parte que se fala português.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

CHANCE

Tende haver uma maneira
Digo
De não ser eu a expressar
Somente
Uma resposta positiva
Perto
Que aconteça esse encontro
Agora
Parece que o tempo sabe
Longe
Dos dias mais potentes por vir
Impaciente
Porque a estrada acaba ali
Contente
Porque a estrada começa aqui

terça-feira, 21 de julho de 2015

A CASA

Situa acima da praça de terra
Onde estáticas são as estátuas
Bacco, Pa. Américo e a República
Ativa é a armada de quarteirão inteiro
Que protege um coração morto de D. Pedro
Desejoso ser a Lapa uma Igreja de repouso
Onde os ventos fortes derrubam gigantes
E as mãos dos homens plantam novas árvores
Está acima da estrada que leva ao leão
Que caçou a águia diretamente no mar
Mirado por D. João peitudo a cavalo
Essa casa tem um corredor com quartos
Que leva à cozinha de “frangos tintos”
E “vinhos assados” em dias de calor e frio
Com máquinas ligadas a discutir o mundo
Abrigo de um andarilho dono de destinos

DADO

Ofereço a minha pausa
Recheada de ofícios
Quando espero dentre vales
Sentar-me frente ao mar do Rio

Amuletos pousam no seu seio
Conchas, anéis, vieiras, rosas
Mapa extenso tudo é perto
Marinheiros vencem montes

Tantos panos hoje cheios
Pontos foram bem traçados
Seja a cruz de Cristo forte
Prata espada ao punho d´ouro

Bem comigo tem o Mundo
Ao meu lado um sangue belo
Os seus passos me acompanham
Ao altar do céu de estrelas

domingo, 19 de julho de 2015

O ESTRONDO DO SILÊNCIO

Ele afunda o meu barco
Ele manca o meu cavalo
Ele faz o destino calar
Ele conflita a coragem
Ele confunde as palavras
Ele faz a sorte cegar
O estrondo do silêncio
É a monotonia do vazio
É a interrogação da procura
É um castigo por te desejar

sexta-feira, 17 de julho de 2015

ADIANTE

Levantara-me no fim da noite. Tive um sonho onde o cenário era uma imensa piscina do tamanho do Mediterrâneo. Eu estava abraçado a uma menina e nadávamos num só corpo tão rapidamente que chegávamos ao outro lado da borda num instante. Era possível sentir a velocidade como de um torpedo durante o percurso. Mas agora acordado diante da janela do quintal, arrastei a cortina que impede a vista para o céu. Lá em cima somente uma estrela se via. Isto quer dizer que em sonho estou junto dela, mas na realidade estou separado. Até que os pássaros começaram seus pios pelos meus cantos, anunciando um novo dia adiante.

MAPA DA PAZ

A profundidade da tristeza molha
Está mais na vida que não se vê
Do que na morte inevitável dor
A felicidade é uma ilusão rasa
Que de vez em quando surge e seca
Em forma humana de beldade feminina
Ou como sorte entre copas fartas
Esta balança pertence aos pensadores
Condenados a explicar os sentimentos
Se a tristeza fosse rasa seria fácil
A felicidade seria uma profunda prisão
Superfície e assoalho são as piores posições
Melhor então é estar no meio ou
Na altíssima fonte da criação

quinta-feira, 16 de julho de 2015

JURO (Poesia possível)

Que penso ir ao extremo sul
Depois seguir a rosa dos ventos
Mas voltarei ao núcleo de Porto Real
Onde tenho um barco armado de brio
Quando ele não conquista terras, mares
Está sinuoso nas curvas dos rios
Só me esqueço quando monto
Pois juro, tenho um cavalo branco
Que em seu dorso fora visto mantas
Desde as torres que abrigam donzelas
Pensando no pássaro que se eleva
Trazendo no pouso uma flor maravilhosa

quarta-feira, 15 de julho de 2015

PRÉVIA: PINHEIRO BRANCO * NOVOS VERDES

VOCÊS VIERAM PELO PORTAL?
Na lateral ao fim da borda d’água
Tem uma porta alta aberta enferrujada
Em um extremo desta estrada uma antiga casa
Que tem tanto cimento e ferro como um anfiteatro
E no outro extremo ainda um colégio quase todo arborizado
Que aberto forma desde poetas, arquitetos, a loucos e apaixonados

***

CABELO DE ANJO
Há um bar de nome Piolho numa cidade à beira mar distante
Seu espaço é decorado com palavras de estudos e boemia
Neste bar, porém, agora, há o mesmo que se lê por cortesia
Só que aqui o trem com terra passava até o mês passado
E lá os travadores se inspiravam à beira de um rio d ´ouro

terça-feira, 14 de julho de 2015

LA SEX TA

É por causa do prolongamento superior
O equilíbrio do corpo num só membro inferior
É uma questão de bom senso
Dizer sim ao novo tempo onde nele nós crescemos
É uma capacidade destacável
Elaborar livros pintados de páginas destacáveis
É uma matemática fácil
Posicionar as quadras para revelar o entendimento
É como a glândula liberar adrenalina
Abrir o peito de onde dentro sai toda a sua verdade

segunda-feira, 13 de julho de 2015

APOIO

Eu torço para que você abra a janela
E venha sentir a companhia desses dias
Antes que a nave decole separando as mãos
Antes que o picolé derreta um sumo doce
Estará ainda ansiosa pelas uvas nos pés
Eu falei com os velhos das praças todas
Se também esperam uma mulher de branco
Uma noiva, seja dia, seja noite, que aceite
Caminhar mais do que sentar em lembranças
Pois conquista mesmo são as estrelas fixas
Que ensinam que o céu é irmão do mar por semelhança
E é nesta terra agora que se projetam sonhos a realizar

RESTAURAR O RIO

Família é a ramificação do sangue
Existe até sem ser vista na pele
Sejam os mortos ou os vivos
Uma vez procriadores contribuem
Seja um tio mesmo não vivente
Manifesta em irmãos, filhos, netos e sobrinhos
Uma filha que por estar viva troca os dentes
Possui exatamente o mesmo por dádiva minha

domingo, 12 de julho de 2015

NÍQUEL, O DISTRITO FEDERAL

Você pode fazer a revolução
Você tinha o vocalista do Oasis nas mãos
Você fala sobre reprodução
Isto é um modelo para a perfeição
Você pinta quadros abstratos
Natos nadam em nata como os escritores
Você ouviu o mestre te chamar
O mestre é a propaganda do que é bom
*
*
*
Yeah!
You could make the revolution
You had the lead singer of Oasis at hand
Yeah!
You talk about reproduction
This is a model for perfection
Yeah!
You paint abstract paintings
Born swimming in cream as writers
Yeah!
You heard the teacher call you
The master is the spreading of good

sábado, 11 de julho de 2015

TIII... BUMMM... NÁGUA (JÁH)

Viste
Que o que porto
É coragem
Num olhar sério
Que perdura
Quando parte
Para longe
Ou para perto
vijahKING
Este desenho é um barco
Ileso barco
Porém são otras cosas más
Como que una chave
Que mira la plata
PRÓ COR PÚR BÁR
POR
Veem-se muitas coisas
Pois
Vê-em-se
Assim sendo
Vale tudo
Que se
Vê-se

sexta-feira, 10 de julho de 2015

PRÉVIA DE UMA HISTÓRIA EM DOIS TRECHOS: ROMANCE E BOÊMIA

(...)
 
Ele a viu assentada com suas amigas assim que chegou ao bar. Como também estava acompanhado de seus amigos, primeiro se acomodou numa mesa ao lado e logo em seguida pediu bênção a um de seus "irmãos", dizendo: “Eu vou lá”. Seu irmão então lhe beijou na testa e sorrindo disse-lhe: “Quero ser o padrinho”

- Dá-me a honra dessa música? – Expôs sua mão como convite para que ela se levantasse sob os risos eufóricos de suas amigas

Na verdade não tocava música para uma dança típica a dois. Ele desejava fisga-la para um espaço a sós ainda dentro do bar. Frente a ela, não disse mais que duas frases e o sim dela coincidiu com o sino da comida pronta vinda da cozinha. Eles se beijaram e vistos de longe pareciam dois doces de ovos amarelados ou numa tradução mais profunda, a esperança do futuro do país. (Acreditem que tem tudo a ver a relação do doce de ovo com o futuro do país) risos.

Novamente o sino tocou, mas dessa vez anunciava a chegada das bebidas enviadas pelos padrinhos de ambos, que os chamavam para perto onde as mesas já se juntavam. 

(...)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

RELESSE REESCREVE * REBIOMAR ARVOREDO * 2004

Hoje eu vi de perto uma parte da força de Deus. Minhas lágrimas contidas estavam acumuladas como potes de energia. Os últimos segundos do dia pareciam atrasar a noite a entrar no céu. Esse momento é único, mas acontece todos os dias. Felizes aqueles que podem ou puderam contemplar tal vista. Contudo as ondas do mar não têm um momento certo para se contemplar, pois elas estão sempre a agitar. Parecia uma praia cheia de anjos ouvindo o fim do dia. Então chorei o que havia acumulado fazendo as lágrimas fundirem-se ao sal e ao som das ondas. O mar, por agrado ou pena, esculpiu uma fera mansa no horizonte. Ela lambia as minhas pernas como a brisa que mexia o meu cabelo. Ao meu lado sussurrava ao meu ouvido uma oração misteriosa: “Essa é a essência da vida!” E como que sabido de um segredo de Deus, um festejo se fez em meu rosto. A brisa tornou-se vento forte, quente e frio. Meu grito era interno, não saía, pois pulsava para dentro como um fluxo de energia. Minha alma me mostrava que eu estava vivo. E toda vez que piscava os olhos, resquícios de lágrimas caíam virando grãos de areia. Eu estava no sul do Brasil, na ilha do sol, vivo e morrendo a cada segundo como o astro rei, completamente entregue à infinita lei de Deus.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A MALDIÇÃO DO BOM TEMPLÁRIO * (Isto é uma ficção)

Ficam tortos, moribundos, pobres de espírito, mal vistos e sozinhos
Perdem a sanidade, perdem as casas para as lamas, os insetos invadem
São tomados por doenças todo dia que os perseguem pior que os cancros
Caem no esquecimento, não são vistos como exemplos, são mal interpretados
Some toda marca registrada que um dia possa ter havido quando viveram
Todo aquele que no campo de batalha recusa consentir que a vitória é o bem

CONSORTE

Cara, bata a cabeça, bata na tecla
Mergulhe de ponta no peito, na certa
Paredes sucumbem ao pensamento bom
O som dessa tecla tem o tom de um Dom
O mergulho não cessa o fôlego, mas sim regenera
Cara, venere a beldade, dedique os poemas mais belos
Esconda da massa e revele suas peças posicionadas a ela
Cara, levante a bandeira, ela é a mais bela mistura da natureza
Nela constam matas, tesouros, águas ricas e as vias do céu iluminado
Sendo seu, por cortesia oferece tudo a ela, que sem saber já é sua, a parte dela

MÍSTICO

(...) Depois que o chá verde ficou pronto pousei-o na mesa esperando que mornasse e fiquei mirando as labaredas da lareira como se estivesse hipnotizado. Minhas lembranças transcenderam e eu via naquele fogo um imponente galo selvagem e um cavalo branco. A minha biblioteca rapidamente seria doada logo que saísse dali. (Como bem aconteceu). Eu não sou de colecionar objetos e um livro só tem muitas letras onde o melhor é guarda-las na cachola. Porém gosto de conchas e estas as carrego sempre para onde parto. Lembrei ainda ao ver o fogo, das estradas onde passei, até mesmo as navegações que fiz e os sobrevoos impacientes por terra e água. Quanto ao ar, me fascinam os incensos, sejam da Índia ou das árvores e flores dos bosques que mesmo invisíveis pareciam sair do fogo como salamandras que salpicavam lufadas de cheiro. O chá ia diminuindo no copo, mas havia mais na chaleira e na dispensa. Era inverno, véspera de Natal, eu estava sozinho como muitos outros natais que assim passei. No canto da sala subia uma pirâmide incompleta de brinquedo e sobre a borda do móvel dos livros um Buda branco, grande e sorridente parecia satisfeito. Lá fora o dia terminava amarelo - alaranjado, as outras casas também lançavam fumo pela chaminé e no monte a frente dois grandes Santuários, um de ouro, outro de prata. Eu vivia num templo como um velho numa torre inabalável, porque havia escadas e na parede frente à porta destrancada estava pendurada uma espada. Por fim descobri que se eu levasse as conchas, os livros ficariam para serem doados. Se eu quebrasse a espada, o Buda continuaria sorrindo. O chá, numa ou duas goladas findava. O fogo sem madeira apagava. A pirâmide só um novo filho poderá termina-la. E assim desceria aquelas escadas, passaria as mãos no ouro e na prata sem contaminar-me, para tornar-me novamente novo, procurando aromas divinos, vendo a cor e a dor do povo festivo, destinado a uma nova jornada, com a peitoral estufada de um galo insistente ou as galopadas nobres de um cavalo branco, sobre a terra, frente às águas, com a pura inspiração do ar, onde o fogo – e o chá verde – com certeza voltarão me fazer lembrar (...)

A MÁXIMA

Nós teremos a chance de unir Marte e Vênus
Nós seremos potência ao expor força e beleza
Minha mente sonha e no sonho sente o cheiro
Seu pescoço quente, vivo, permitido a mim inteiro
O meu corpo esforça e o suor me limpa ao seu beijo
Sei bem o que dizer-lhe por pensar a todo instante
Que o tempo que esperei foi um treino leal constante
E o que tem que ser será se você quiser na hora "H"
No dia "D" eu vou certo como o sol que nasce em você

segunda-feira, 6 de julho de 2015

SUSTENIDO

Quando eu morrer
Não poderei mais fazer
Pra quem não chora
Toquem um Fado
Um Fado apenas
Que faz chorar
A cigana de Braga
Que me olhou as cartas
Falou da vida que eu teria
Antes de morrer

*

BEIJA A FLOR QUE EU BEM TE VI

Lanço letras ao ar crente que o vento as levará
Ou seus olhos meu jornal verão com ampliação
Tenho as unhas curtas pra acalmar o instinto
E um sopro doce em meio aos loucos bons
Eu tenho um eixo solitário, quase raro por assim dizer
Que deseja unir-se ao eixo mais correto que é você
Mas um “mendigo” me viu e me pediu
Descobriu que eu tenho mais o que não se vê
E as mesmas coisas que os que não merecem ter
Por isso, todos estes, até eu e você
Procuramos o sentido da vida
Sujeitamos morrer sem percebermos
Assim a flor é minha razão de conhecimento
Pois seu beijo me deixará com os dois pés no chão

CRUZADO: UM LADO REAL POR OUTRA FICÇÃO

Certa vez eu enfrentei um “demônio”. Eu morava numa ilha, numa casa com pessoas do Mundo inteiro. Um amigo francês ajudou a fazer uma escada que ligava a varanda do segundo andar até o quintal dessa casa. O rapaz que eu combatia tinha a mania de quebrar os degraus da escada até que o corte fino da minha fala impedi-o de repetir estas maldades. Uma amiga de Espanha ajudou a pintar as paredes da cozinha. Ela era toda decorada. Mas o mal que nos atormentava insistia em pichar sobre as formas que agradavam. Até que meus intocáveis símbolos místicos tocaram-lhe ao ponto de paralisá-lo. Mas houve uma vez que foi bem grave. O mal convidou o seu pai para ir à casa. Eu estava dormindo. Na cozinha eles bebiam álcool e comiam tremoços (sementes da família das favas), só que eles quebravam garrafas. Levantei-me e sentei à mesa perguntando o que fariam agora que eu já estava ali diante deles. Na ausência da resposta eu virei literalmente a mesa. As bebidas e as comidas caíram no chão. Foi então que assustados e com os olhos arregalados, eles se encolheram até quase a extinção, pois souberam estar diante de um leão. Depois disso um amigo português me disse assim: “Se para cada demônio que você eliminar da nossa terra tenha que perder nossos tremoços e nossos licores, mesmo que no azar dos confrontos haja derrames e seja visto como mau augúrio eu ainda prefiro você a nos proteger a demônios a nos prejudicar”.

domingo, 5 de julho de 2015

FÁCIL

O dia cinza
A água limpa
A gente boa

As horas passam
Brotos afloram
Em sua roupa

É bem por isso
Que me convenço
A ir além

Pr`além do Porto
Dos vales belos
Bem para perto

Dentro, interno
No pensamento
Da bela nova
O meu amor

sábado, 4 de julho de 2015

EMANA, O ÂMAGO EMANA!

Você já se autoconhece
Você já conhece suas facetas
São as facetas de produção e de hibernação
A produção é o que vem depois da hibernação
Mas você está situado(a) algures no estado de hibernação
Quando escuta alguém dizer: “Acorde!”
Quer dizer que a produção está bem perto
Quem te disse foi o âmago, porque âmago emana

ANTI THEATRO

Hey Bill
Você viu? Eu estava lá
Desde quando o Museu era sem teto
Quando a chuva vinha era a manivela que protegia
Mas agora querem o verde dos meus olhos
Hey Bill
Os chicletes da sua prima ainda estão no chão
Naquele mesmo chão que os festivais aconteciam
Mas sem grana, Bill, nem o Joe é meu amigo
Hey Bill
Existe a fama e a má fama
A diferença é que com fama a sexta básica é preenchida
E a má fama é quando os ditos donos te esvaziam

COMO EXPLICAR O EFEITO DO BICARBONATO DE SÓDIO

Ele é uma porção de sal, mineral
No plural, são micro pedrinhas
Rígidas elas funcionam mecânicas
E desfragmentam moléculas orgânicas
Ao chocar num átrio do corpo
Na funcional gestão da saúde
Diriam os futuros arqueólogos
Que os consumidores de cristais
Serão naturalmente mumificados
Quem diria Dona Amélia

QUE PAÍS É ESSE?

Eu sou deste
Que sei quem sou
De portas abertas
Completamente
Não aparento
Ter mais do que sou
Porque sou deste que sei
Ser mais do que ter o que sou
Numa riqueza vaga que existe
Desejada por vagantes
Que não são navegantes
Como eu sou

COR

Eu não quero uma coroa
Este aro vale o Mundo
Quero a base deste aro
Onde cresce numa arte
Deste aro um novo mundo

quinta-feira, 2 de julho de 2015

GRANDE CARTA ABERTA SOBRE AS FACES DA POLÍTICA

"Meu brother (te chamaria de “Companheiro” se fosse do seu partido), mas te chamar de meu irmão já é um laço forte, pois não? Eu assisto às comunicações dos repórteres da Globo News com assiduidade. Do mesmo jeito que sou apartidário democrata republicano, não tenho uma emissora televisiva xodó, por assim dizer, assisto porque são bons. Olha pra você ver, hoje mesmo vi alguns minutos de Chaves no SBT, momento de convívio social num espaço de “fulano de tal” e somente por isso. Além de ter eu um time de futebol para torcer e paixão por dois países, cabe aqui agora defender com unhas e dentes um desses países, porém com um modelo de governança diferente do que vivemos hoje. Vejo a pergunta da repórter um tanto inteligente, como que proposital indagar a resposta precipitada a quem nem foi dirigida a pergunta. Pautar ou ingenuamente citar o Brasil como potencial regional era mesmo para ver a reação dos líderes e não para situa-lo – o Brasil – em tal patamar realmente. Potencial regional? É claro que a repórter brasileira não vê assim, nem os poucos entendidos, contudo ela queria ver a reação daqueles líderes e se espantavam ou consentiam com a pergunta. Eu arriscaria dizer que é simular àquelas afirmações errôneas dos professores para ver se os alunos estão atentos. Saca? “Escrevi errado para ver se estavam atentos”. Ou outra similaridade mais sinistra, inevitável dizer agora, por exemplo: buscar a polêmica para ser mais visto. Veja o Zeca Camargo, ganhou a frase: “quem é Zeca Camargo?”. Depois da polêmica souberem mais quem o é, só por ele ter falado de quem já se foi. Sacou? Um dos motivos de eu ser apartidário (não ter partido), é por notar e indignar com essas guerrinhas pequeninas de “ele disse”, e “eu disse o que todo mundo está dizendo”. É descartável bater no peito com um título: Registro Histórico, vindo de um partido líder do governo, com picuinha com uma repórter, de uma emissora, que por capacidade, naturalmente consegue uma imediata correção afirmativa nada mais nada menos que dita pelo presidente de um país distante do nosso, este, no meu ver apenas com material bélico mais poderoso, que ainda se coloca numa posição de necessitado do nosso espaço e bens. Assim, se me entende, e como estudante de filosofia que somos, entenderá, volto à questão partidária e apartidária, modelo de governança atual. Se os partidos são assim tão importantes para o nosso país, e têm um número exagerado de ativos, cabeças e barrigas, como é que o nosso país está nessa cansativa e vergonhosa situação de corrupção desde a época da primeira república? Calma. Antes dessas repúblicas, com partidos, simbologias, slogans e princípios pouco funcionais, existia um modelo de governo que mesmo havendo corrupção (imperfeito sim, utópico, no contexto de Marx) indiscutivelmente o número de beneficiários desse antigo modelo, era menor. Isto é, o rei e sua corte (família e amigos) incluindo o clero, os conselheiros e as forças armadas). Isto é para dizer que o modelo atual é mais prejudicial que o modelo antigo na sistemática política organizacional. Por fim, quero tentar te salientar que as pequenas causas que os militantes de partidos tendem travar entre si atualmente (como nas paródias e insignificantes implicâncias como as custosas visitas de Estados, entre outros episódios fúteis, diferente das discussões de idade e pena, educação, saúde e outras significâncias) a minha opinião é que só cega a visão dos mesmos partidários, quando na realidade os maiores benefícios (desproporcionais) são direcionados aos políticos, que são muitos e de muitos partidos. Enquanto isso a massa demográfica, o POVO, é dependente desses poucos/muitos. A própria massa, o POVO, se ilude em ter poder na democracia em esperar e esperar os ciclos de 4 anos, que pouco a pouco e muito pouco alteram a prática do bem estar da sociedade. Agora serão 5 anos de ciclo (mandato), né? Agora daqui a 15 anos? Veja. Bilhões em barris nacionais e milhões em contas de bancos privados? Milhares de hectares produtivos e pessoas sem terras? Tecnologias e ciências, filosofias e humanidades e mendigos nas ruas? Cracolândia? A Índia ainda tem bollywood e nós temos cracolândia? E impactos ambientais e balas perdidas? E capacidade para resolver o que se pode resolver rapidamente nos dias modernos de hoje? Hum... Será que o Barack O. sabe que a grana que se gasta para colonizar Marte, dá para resolver os problemas das favelas no Brasil? Ou melhor, da fome e das doenças na Etiópia? Estão cozinhando a gente. Quem joga esse jogo é como contratar o atacante que só chuta a bola na trave e se contentar com isso."

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NUNCA MAIS VI

Mas ainda corro numa velocidade de avermelhar o rosto
Minhas pernas tremem não por medo, mas por esforço
Quase tudo fiz, quase nada é, maior o gosto do olho a olho
A vontade ainda vive tão misteriosa sem saber porquê assim
Na distancia que nem tão longa é, nas igualdades em comum
Falei em céu, mar, extra, intra, falei em dia, noite, falo dela
Que nunca mais vi mais silenciosa como agora que só sorri
Bom seria um grito, uma saudação, uma vibração de vitória
Ou apenas numa hora do mês sete me conceda sua visita
Para as sete portas dos meus chakras se abrirem em honraria

terça-feira, 30 de junho de 2015

RAMA

Mar que o cheiro chega só de imaginar
Língua que tanto adoça como amarga
Corpo que no descanso planeja os passos
Sal que limpa a alma e tempera ao dente
Abraço que o caloroso amasso imita o sol
Noite que segue o dia, que encontra a lua
Fala que nas escritas expõe a estrada clara
Vida que a natureza é terra, água, fogo e ar

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ESTÁ TUDO SEMPRE COMEÇANDO

Depois que as lágrimas caem
Amenizam as lembranças dos males
Depois que o horizonte está aberto
Tormentas nos deixam mais fortes
Depois que a carta é enviada
É como a flecha sedenta ao alvo
Depois que o ciclo das estações acaba
Aumentam as histórias de nossas vidas

domingo, 28 de junho de 2015

DAQUI PRA LÁ AQUI TAMBÉM

Não há maneira de colocar a paixão pela terra a frente dos “bois” que controlam os passos das nações? Não tem como ter mão autônoma sobre as rédeas dos “cavalos” que são nascidos e criados nos próprios campos? O que quero dizer mais precisamente é se não há maneira desses países da velha Europa, mais conhecidos como berços da civilização moderna com histórico alargado desde as imposições naturais aos impostos antrópicos, desde as guerras geográficas à tal confusão da União, serem de fato independentes hoje ou amanhã, já, das armadilhadas planilhas financeiras, dos valores eletrônicos digitais, das logomarcas capitalistas de uma moeda única? Será que tem como nos dias de hoje pesar (peso) outros valores, não menos que os próprios valores materiais, iguais às próprias moedas, igualar tal balança com cultura, língua (idioma), produtos típicos, novas invenções, história, técnicas e métodos de estilos que justificam capacidades de alternativas e com isso a diversidade de inteligências, em suma, a satisfação de bem-estar mais gradativo das populações no desenvolvimento natural do tempo e espaço consoante às necessidades básicas e fundamentais? O compacto do pensamento ainda são perguntas, por mais que eu tenha já o gabarito das respostas: Será que tem como mudar essa tendência de crer que só, ou, mais a economia (dinheiro) é que dita o sucesso de um país ou a conjugação de valores mais imateriais e sentimentais podem ser a causa de uma revisão para atuação sobre os conceitos de ordenamento, condução e gestão dos territórios? Quem, seja singular ou comunitário, poderá fazer isso?

DIAGONAL

É uma linha que indica subida ou queda, é um gráfico
É a bravura mais conhecida do Coração de Leão, é uma campanha
É uma faixa que indica supremacia e comando, é suposto
É outra faixa que tampa apenas uma das mamas, da liberdade
É a cruzada de pernas das mulheres e um Imperador, do Brasil
É a linha que liga ângulos extremos do quadrado, é a base do triangulo
É o caminho mais curto do meu quintal à janela do seu quarto, é aqui ao lado
É a rota marítima da Europa ocidental à América do sul oriental, é norte e sul

sábado, 27 de junho de 2015

O MAGNÍFICO EFEITO CONTRÁRIO

(...) Dessa vez o aprendiz subiu bem devagar as escadas da Torre pensando muito bem nas perguntas que iria fazer ao seu Velho Mestre.

- Mestre, eu chamei uma e veio outra, falei a nossa língua e me responderam em outras, procurei Vênus e achei Saturno, pintei longas mandalas e imprimiram faixas, falei de Reis e me apontaram bombas, compus notas novas, mas não ouço nenhum novo som, lancei o anzol na água e o que me veio foi um calçado mais conservado do que essa que uso agora.

(...) Vocês sabem que o Velho da Torre é um Mestre, ele tem sempre na ponta da língua as melhores respostas. E não é que seria fácil para o Velho responder o contrário das perguntas do aprendiz, ele sempre sabe o que diz.

- Aprendiz, veja bem. Chame uma ou chame todas, chame-as. O que vale mesmo é quem te chama. Porque quem te chama não te teme, pelo contrário, te quer. Se te responderam em outra língua o que você perguntou quer dizer que eles te entenderam, né? Isso é bom sinal. Não só continue a perguntar em nossa língua, mas também afirmar, eles irão aprender com você. Quanto a Vênus, ela está com a cabeça em Marte, isto quer dizer em você. Por isso é que o gigante Saturno deixou visíveis os anéis, para que você “pegue-os” e “ofereça-os”, para Vênus, para Vênus! Suas mandalas são labirínticas, são mapas secretos, consta até a planta oculta inversa desta Torre, ufa, eu mesmo já vi isso. Elas espantam o mau olhado e os retalhos que andam por aí são a sobra dos conflitos que essa sua arma multicolorida finda. Você falou dos Reis? Quantos? Quais? Onde? Espere um minuto, vou pegar um vinho para você, sente-se, se acomode, levante os pés, quer uma massagem? Os Reis precisam reviver, por isso é que tentaram matar você, ora essa, fique esperto rapaz! Ai, ai, tantas perguntas, você deve ter subido essas escadas bem lentamente para me entregar tantos pepinos. Vamos lá, agora sobre as músicas. Você precisa do eco. Você deixou as conchas aqui em cima quando as trouxe a um tempo atrás para oferecer a Krishna, lembra? Por isso não tem som lá embaixo mais (risos). Essa última pergunta é a mais fácil de responder. Limpe o calçado, use-o, vá ao aquário e eduque o público. Mas eduque em nossa língua e em outras mais, eduque com o amor de Vênus em seu coração, eduque com a revelação dos desenhos abstratos, eduque como um Rei ileso às bombas, eduque como Amadeus compondo novidades e ousadias, eduque sobre a conservação da natureza viva. Assim verá o magnífico efeito contrário, isto é, de tudo isso que agora me diz. Ah, tenho certeza que em breve você será chamado!

(...) Bom, eu vos disse que o Velho da Torre era fera, não é?!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

SÉRIA PROSA: SOU O PÃO

A economia é como uma panela de pressão. Um cilindro alto e largo com uma tampa em cima. O suficiente para caber muitos itens e acelerar a prontidão. São tantos ingredientes que podem entrar nessa panela que afunda o prato raso da população. Farta, ela ganha ânimo para outras produções. Porque é uma panela imensa. Um só país é como a caldeira de um vulcão. Agora pensa num festival na feira. A feira são outros países. O festival é a união. Estou falando de Lusofonia, ou melhor, de economia. Da economia dos produtos do Império!*. Ele estende de norte a sul, de leste a oeste e tem uma lista de produtos que não cabe num caderno. É uma superpotência e ainda aceita convidados, é claro. Enquanto comemos é sempre enriquecedor bater um papo histórico com a Grécia. No caldo temperado ralo é capaz de navegar o pão. No caldo grosso bem tratado é possível transladar porções. Eis aí a lenha, agora é preciso atirar o fogo no fogão. Quem fará esse sopão?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

DE OUTRO MUNDO

Tem um brilho cativante
Seu poder é um relâmpago
Que clareia a vontade de te ver
Saber cheiro, gosto, som e pulsação
Forma de beldade e realeza divinal
Conteúdo de pura inspiração jovial
Comparada à violeta ultra dos raios de sol
Tão clara como a Dama do poeta camaleão
Oculta faz-se muda e não muda o meu revelar
Amuleto cristalino misturado em terra, água e mar
Ponta da grandeza do mistério que me prende e me faz voar

quarta-feira, 24 de junho de 2015

EQUIPARADO

É MAL SINAL
Quando a chuva arma e não cai
Quando o mar azeite não mexe
Quando o pombo voa e não volta
A ESPERANÇA É UM BEM
Que a água limpe com força a sujeira do chão
Que o movimento das ondas traga novos ventos
Que as mensagens cheguem a tocar o coração

O PORTO É UMA CIDADE DE BRAVOS

Certa vez, eu vinha pela madrugada a fora, caminhando como de costume, rumo à Praça da República, o Quartel General e à Igreja da Lapa, para onde eu morava. Já estava meio aquecido com os vinhos da Adega e as minis do 77 após ter passado uma noite festiva com os amigos ladeira abaixo. Eu estava com uma jaqueta vermelha, o que lembrava o Benfica, que por coincidência naquela noite mais cedo havia ganhado uma partida da Champions. Foi então que vi dois caras, sendo que um deles estava muito bêbado. Eu estava um tanto alegre e tive a cisma de mexer com o cara: “E aí brother, tá chapado, heim!”. Num súbito movimento, o bêbado levanta-se e me pergunta se eu queria uma chapada (um tapa), vem cambaleando em minha direção e lança o tapa, que não me acerta por desviar, ele rodopia e quase cai, amparado por mim e o outro amigo seu. Umas meninas que ali estavam viram a cena e quando passei disseram elas: “Lá vem o bravo”.

terça-feira, 23 de junho de 2015

EAT, PRAY, LOVE

A vida passa com a culpa do tempo
A cada dia acaba e a cada dia surge intensa
Existem alguns pilares que servem como guias
O que já passou está imerso, é o impossível
Mas o que há para vir, isto sim está visível
Como o topo das colunas os faróis indicam
Comer, porque o alimento é a natureza da energia
Rezar, porque o alimento da alma é o mistério da prece
Amar, porque o amor alimenta o corpo e o espírito

UM QUADRADO CHEIO

A pracinha é o quadrado de um quarteirão que tem árvores por todo lado
Até quase no meio, mas no meio tem uma quadra com ferros nos lados
Dizem ser de patinação, mas o que reina mesmo é... a pelada
Mantém a fama a nova geração descalça, faça chuva ou faça sol
Toda ela, a pracinha, tem um histórico anterior a mim, dos meus irmãos
A minha lembrança começa com fogo, vai às queimadas de Judas
Às galinhas pretas para substituir os balões de São João
Lembro-me dos bêbados que caíam como moscas na teia
Dos “pegas” que os andarilhos nos davam, aos moleques implicantes
Os piques com 20 cabeças ou mais escondidos nos topos das árvores
O taco, com bola de tênis, cabo de vassoura e palitos de picolé
De invejar qualquer baseball americano e parar o trânsito
As peladas já ditas eram preparações para os campeonatos
Havia medalhas, elas eram pratinhas furadas com cordão de barbante
E lembro-me das paqueras, a minha era uma que vinha de longe
De longe vinham também outros moleques para brincarem na praça
E são muitas as lembranças porque o tempo era outro e a distância é pouca

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A MINHA

A fome continua, a sede aumenta
Sobre os que cravam pelas costas
Sobre os que promovem a discórdia
Sobre os que competem por bananas
Sobre os que colecionam inimigos
Sobre os que fingem serem amigos
Estes confundem essência com glória
Pensam que ter é uma dádiva divina
Murmuram dos outros a esquecer do umbigo
É impossível dizer bom dia nestes cômodos
É melhor dizer adeus do que pagar as contas
Vou-me embora a cumprimentar os que passam
Ou então fico a lutar sem a graça de vencer os meus

A TERRINHA

Quando ouço um sino repetindo pelas ruas
Logo procuro a gravidade do som no alto
Mas percebo que as ondas não são grossas
Repetem-se na caixinha dos anúncios de produtos
Nem o frio temporário que na chuva interrompida lembra
Nem os cavalos surrados atrelados nas charretes lembram
Nem as maiores avenidas, os rios, as roupas, gentes, lembram
A terrinha asfaltada
A altura da sardinha assada
Os sinos anunciantes de outrora
As chuvas que se instalam na paisagem
Os cavalos passeantes da cavalaria armada

O VELHO DA TORRE em... QUEM SEREI?

(...) O aprendiz sobe correndo as escadas da Torre...

- Mestre, quem serei? Não me diga agora, mas só no fim. Lá embaixo eu vi tanta coisa feia. Homens roubando comida de crianças, crianças amontoadas em caixotes, políticos ditos organizadores desorganizando a nossa terra, mesas e bancadas onde arrastam as gravatas de inúteis do sistema, com pena do povo que pensa ter força, sem pena da pena de morte pra quem vive a prejudicar o próximo, jovens sem cultura média intoxicando com drogas químicas, gente escravizada por causa das ferramentas que ferem a natureza... Que tristeza, Mestre.
*
- Você é um aprendiz do contrário de tudo isso que me diz. Você é a criança que sobrevive, é o político sem gravata, é o homem que alimenta, é a lei que condena, é o líder que agrega a ordem, é a base vertical que move, é o arquiteto dos planos vindouros é a variedade dos bens para quem escolhe. Agora, fique feliz, você não será um Velho da Torre qualquer, porque você é o aprendiz.
(...)

domingo, 21 de junho de 2015

ACONCHEGO

De desejar meu par desde a terra firme a além-mar
Espreguice, abre a boca, experimente este anel
O seu chá está na mesa, morno e cheira a flores
Eu reduzi o fogo pois estou na praça e vejo o Porto
Anda, eu tenho as malas prontas penduradas no ar
Saiba que meu visto são meus olhos e as solas dos pés
Seus olhos poderão cruzar com o mar, minha Senhora
Todos os dias e noites propostos a aventura de amar
Minha permanência é fiel às estações, nunca trai o verão
Sua companhia é energia, irradia, gera livros e canções
Vá! Descubra logo que o que deve ser só será se você chegar

sábado, 20 de junho de 2015

O NASCIMENTO DE RÁ

É uma proveniência intelectual
Da união do masculino e o feminino
Lógico na lógica de raios e orbes
Isto é Dali! Vem um filho e mais
Bons descendentes do equilíbrio
Procriado, gerado das energias
Tal como o sol pai das cores
Que nas formas se faz amplo
Eu sou o Sol

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ERGA OMNES

• Como é que camufla a sociedade ao viver tão junto dela em observância acordado aos seus passos de noite e de dia? Revelando-a em ações expressivas sem medo à exposição das raridades magníficas e das massacrantes repetições insignificantes.

• Como é que se cala quem mal diz com pena por mal dizer o que mal diz? Com benefícios linguísticos diretos lançados ao entendimento ante ao menosprezo do que a frase explica aos ignorantes de saberes.

• Como é que pode o álcool ser propagado, ser propaganda, ser consumido de ponta a ponta da semana e ainda estar aceite nas mentes e nas panças que conduzem os volantes e mentem aos olhos e às barbas dos juízes? Depois que revisto for o texto dos consumos e das produções – isto é uma aula de economia e legislação – com posterior liberação do incenso que é justamente fumaça, tal qual lançadas dos fogos em festas (SJ) e as indicações que “Habemuns Papam”.

• Como pode a malícia das mais prejudicáveis ser pivô de conflitos nas ruas e no interior das casas, afastando irmãos, conflitando sangues, confrontando os que apenas têm (ter) com os que tudo são (ser)? Esperando sua morte é uma opção, mas antes, levando-a ao esforço de se autodestruir por pensar vencer o bem jamais vencível. Sendo invencível por isso é convictamente invicto. 

• Como pode os jovens que mal conduzem as dinâmicas de suas comunicações, por causa da má condução dos seus progenitores, serem aspirantes a habitarem outros planetas, sendo que as descargas de seus corpos e máquinas não os levam sequer às portas do Nirvana (espiritualidade)? Pacientes mestres, mas também ferozes, fazem tremer por resistência ou por súbito estalo os que carecem de bases ensinando-os que os sentidos se instalam na mente e a mente prepara o terreno para a evolução. 

• Como é que elimina o hipócrita que opina sobre educação sendo que visto ao espelho é o mais contraditório dos casos de desunião? Avisando-lhe que mais vale viver intenso e só por isso a história lembra e desvanece os maus, e marca para perpetuar os bons.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O VELHO DA TORRE DIZ TALVEZ

Se os seus jardins não despertam os sentidos dela ao ponto de fazê-la suspirar em êxtase, talvez seja porque ela não gosta das cores e formas dos seus bosques. Se suas letras não tocam a alma dela e não abre uma porta do seu coração, talvez seja porque ela ainda vive presa ao passado, esquecida da chave que recomeçam as emoções. Se os seus passos não a encontra nem perto, nem longe, talvez seja porque ela se esconde ou acredita que num belo dia uma estrela caia em suas mãos. Por fim, meu bom aprendiz, você que sobe essa torre alta para encontrar verdades, saiba que sobre ti não há talvez, pois sei que seus jardins são os mais belos, suas letras as mais sinceras e os seus passos os mais certos. Assim, não tenho dúvida que você gosta dela, mas ela, talvez.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A NOITE SOBE E O DIA DESCE

O dia sobe e a noite desce nas cirandas das epopeias
Os astros cruzam em arcos horizontes além das rosas
Ora vezes mais abertos com a vista alta
Ora vezes mais fechado e o queixo baixo
O clima ameno é culpa da atmosfera calma
O clima rude é culpa da ignorância humana
O mar oscila a hidrosfera que o sol e a lua puxam
O solo encharca as sementes pelas quintas desse mundo
A vida passa, o bem não some, o mau acaba, a consciência importa

AQUODIR

A Educação Ambiental é um esqueleto pronto
Serve base e sustento ao entendimento humano
Sobre mapas informativos de oceanos Mundi
Onde a ecologia simula sistemas aquáticos mix
Demonstrando elementos da natureza vivos
Planos de ensino e pesquisa são conhecidos
Presença interativa de público de toda língua
Real é a matriz produtiva de um “porto feliz”

terça-feira, 16 de junho de 2015

DEPOIS DA CHUVA A CIDADE É TINTA

Por amor ao PAPA
Não me peçam dinheiro
Preciso, não tenho para dar
Peçam-me qualquer outra coisa
Já ando corcunda por causa do peso
O que nós temos é tudo que nós somos

...E não me xinguem, pois voltará como maldição Templária

segunda-feira, 15 de junho de 2015

EQUILI.BRA.UM.MAX.

A vida não surgiu no norte
Ela chegou ao extremo
A vida nasceu no norte
Ela não chegou ao extremo

VOCÊ NA CABEÇA A TODO INSTANTE

Não apareceu ninguém que me faça esquecer
Nem lembrar alguém que já me fez assim
E mui provavelmente não irá haver por meses
Mesmo que seja fracasso os meses que passam
Tudo que podia acontecer num instante passado
Chegamos à mesma hora e tivemos tantas horas
Ainda temos bases, berçários, projetos e lugares
Palavras adiantam o que de mim terá constante
O som da sua voz à minha frente é o que mais penso

CRÔNICA: A VOZ DO COMANDO

Tenho os pais ativos mas meus avós não existem mais
Meus bisavós ainda moraram por cá
E meus tataravós só andaram por lá longe
Tomaria muito tempo em dizer que navegaram
Instalaram-se, reproduziram e aqui estou
Até que foi rápido avançar a lógica do tempo
Mas o que quero falar mesmo é da Avenida e seus “com vivos”
Aquela com árvores cabeludas e um corguinho desmilinguido
Havia uma convenção digna das bizarrices de Roma ou Paris
Primeiro que, logo na porta havia uma cortina de pano
Segundo que, o segundo segurança tinha cinco palmos de altura
Terceiro que, a entrada custava uma hemorragia de notas vermelhas
A Polícia Federal tem as mãos firmes nas rédeas e isso alegra a Justiça
No mesmo dia Frankenstein e Conde Drácula morreram, ao mesmo tempo
Não escondo a alegria de estar vivo, não por nada disso, mas só por ela
Porque é nela que eu acredito enquanto escrevo delícias e ridículos
Enquanto os dias passam a condução avança e a esperança existe
Então as crônicas serão íntegras viagens com imagens e emoções

domingo, 14 de junho de 2015

JAPÃO

Pensai no oriente
E por causa da língua portuguesa
Sabei no ocidente

A expansão galopa, navega, vigora
Chega ao sol nascente Ilhas Fiji
Gradiente refletor de luz do sol contente

(Leon)

sábado, 13 de junho de 2015

SINTONIZE O NÍVEL QUINTO, IMPÉRIO

Você me aceitaria descalço? Abraçar-me-ia sem ouro? Isto envolve as matérias que iludem o corpo. Isto mostra o mapa do espírito que nos fará (faz) ser um do outro. A você mundana, eu sou do Mundo. E pretendo me entregar como a lança em voo se une ao ar em seu percurso. Até cravar no alvo que atrita a faísca que produz a chama que acende o fogo. Com isso, vigoram as florestas onde abundam elementos, as fundações reforçam sistemas, organizações e as pontes aumentam as qualidades das nossas bases familiares. Eu não sou fã da monotonia, tão pouco vivo as monológicas (monólogo). Te ouço quando mostra os seus sinais. Pouca gente sabe, talvez um pouco mais agora, contudo basta uma só ciente pessoa saber. Quando sumo de uma hora para outra percorro um caminho até casa passando por um portal extenso onde ao lado estão enfileiradas grandes árvores barbadas que requintam a imaginação. Depois de um momento volto, quase sempre com um pensamento novo. Tanto sobre a vida que é traduzida em sopro harmônico e corajoso, como sobre a morte que vem para quem está vivo seja só um pouco. Certo é que palavras minhas fazem parte da sua história. Basta agora assumir a posse dos sentidos. Aviso, o sexto é seu segredo, o primeiro o meu mistério e no meio está lá bem visto, escrito, destino.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

DOM KISS HOT E SANTO PANÇA em... QUEM É QUENTE NUNCA ESFRIA

(...) Dom Kiss Hot, lembram-se dele? Depois que Dora Té trancou-se no quarto sem querer vê-lo, ele ameaçou partir. E partiu. Tanto é que eu mesmo – o narrador – tirei férias, e congelei o Dom Kiss Hot. Ora essa, aturar uma marrenta de primeira como Dora e outro vulcão em erupção como Dom, não conseguiria escrever só sobre o Pança, a encher a cara dia e noite nos Saloons. Mas tenho uma boa notícia para vós. Dom Kiss Hot, mandou um recado através de um moleque que corria no sentido contrário aos trotes do seu cavalo. A transcrição da mensagem é mais ou menos assim:

Dom Kiss Hot: Tenho os lábios secos. Nem por isso estão frios. Afinal, sou Dom Kiss Hot. A minha bússola parece que endoideceu, pois me mostra dois nortes. Acreditam? Um norte é o translado para o outro lado do Mundo. O outro norte é a minha permanência para conquistar Dora Té. Ela ainda bebe muito chá? E Pança, como está? Muito em breve a minha bússola apontará um norte apenas, então de um jeito ou de outro a história continuará. Um fato é que a ponte que me levará ao outro lado do Mundo oscila, porque é pênsil e por isso curva-se, côncava, a rebaixar meus passos. Outro fato é que Dora Té não me responde o pombo, digo, correio, pois se ela me respondesse eu esquecia a ponte e voltava nesse instante.
(...)

terça-feira, 9 de junho de 2015

A NOVA E INCANSÁVEL CANÇÃO

Véi (a), você não imagina quão
Seremos tão fortes após cruzar o marzão
Antes, porém, dias e noites nos iluminarão
Que roupas, calçados e ferramentas inventarão
Porque lado a lado, Véi (a), não há nada mais claro
Que os nossos sorrisos interligados
Que a nossa pele dourada doada ao sol
Que os nossos olhos preciosos de leão
Essa esperança viva brota a toda hora, Véi (a)
Só de pensar no som da fusão dos nossos corações

O REMÉDIO DA ESPERA

É a caminhada matutina ao extremo da cidade
É a subida ao cume mais alto desses vales
É a contemplação do rio descer na cachoeira
É o estalar das faíscas de uma fogueira santa
É o transformar passado num papel branco
É acreditar que a areia fina move a ampulheta
É uma prece em canto do oriente no ocidente
É um bem querer continuar querer-te tanto

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O CONSOLO DO VELHO DA TORRE

Ouça bem o que vou lhe dizer:
Erga-se! Você pertence aos raros
Por ser multivariado convive com os administradores
E os construtores e os gladiadores, sem ser odiado
Atente-se! Você é previsível
O dom do acaso sabe disso
Por isso brinca com o seu poderio
Tanto pode estar aqui agora neste alto
Como mais alto ainda nalgum ponto do infinito
Não pare! Porque seus planos migram, instalam e coroam
Com a força de ser visto vivo
Fica preso à mente dos que te fixam
Ileso pela maior riqueza que possui, bondade

domingo, 7 de junho de 2015

A PORTA

Ainda que a volta demore ela é certa
Mais dizeres continuam a formatar o título
Comum prólogo extensivo e capitulado
Preciso só que você saiba o que faço
Ajo para que o rumo dessa história vigore
Decole, quando em breve seja o encontro
Peça qualquer coisa minha bela agora
Ria, não chora, o amanhecer está à porta

DEUS MANDA

A carne descongela sozinha
O trem que passa e impacta
Artistas têm o dom da pausa
O beijo porta o cheiro d´alma
*
A Dama que aguarda ganha
O Mestre que andante fala
A dança nesta roda alcança
O dono dessa incrível jornada

ANGU AO LADO

Deitado no degrau aquático doce estagnado
Na base do milho que cresce solto num todo
Nuvens brancas estampam o céu da casa
Como o tempo que aparece e desvanece

CHEIO

Por estar tomado da presença que me norteia
Com a bagagem pronta pra mudar de sítio logo
Neste tempo onde os conselhos pedem calma
Já dizia sobre as unhas curtas e as curvas novas
Ou o pescoço inquieto a procurar quem chega
Será que dorme e sonha, acorda e lembra?
Será que anseia a cruzada da conquista derradeira?
Essa atmosfera é o pressuposto da genética da escrita
Como toda poesia, vale mais pra quem faz parte dela
Porque a gravação do sentimento é uma dádiva nobre
Vale tanto quanto o cheiro de perfume da natureza pura
Uma vontade de atar a minha mão na sua, corpo e alma
E desbravar lugares com paixão firmando o laço da união

sábado, 6 de junho de 2015

O INÍCIO DEPOIS DO FIM

O trajeto nesta praça passa
Por bandeiras entre fileiras
Corredores abstratos natos
Dotados de posturas buenas
Todo ato que negado chora
E vigora toda boa força plena
As formas estampadas fixam
Os fatos mais alegres voltam
As damas todas temem a reina
Por causa de uma força clara
Dos olhos da mais bela fera
Faço desse livro livre ao mundo
Porquê tenho inspiração d´amor

quinta-feira, 4 de junho de 2015

DE CABEÇA PARA O SILÊNCIO

Para mim não há surpresas, bem podia
Pra você, porém há a minha espera
Para mim não há presente, quem me dera
Pra você, até a primavera volta fora da época
Poder é chance e chance é vastidão
Num grão que sobre ele cresce um colégio interno
E no meio da mata resguarda-me e me faz são
Eu tenho a chance de ver a arte misturar-se entre o povo
Eu levanto os olhos para encontrar o seu clarão
É bem provável hoje ver, ouvir, falar, tocar, sentir, aqui
Tudo que seja sim e nada que seja não

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DOS SAPIENS

Provérbios de um velho sábio oriental
Não necessariamente de olhos puxados
Porém focados à vista da concentração
E alerta ao universo manifesto existente
Revelando com certeza os pensamentos
Sê primeiro o plantar em conjunto colher
*
A onda molda
Recorta a orla
Adentro ao mar

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...