sábado, 30 de abril de 2016

MARINHO

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Eu escrevi para o Paulo Coelho mas ele não me respondeu. Contudo fui ter com o Velho da Torre que me disse assim: "Quem brinca com fogo faz xixi na cama". Já que assumi ser autor, confesso, sem vergonha, que fiz xixi na cama até aos 13 anos mais ou menos, e de fato eu brincava muito com fogo. Problemas resolvidos no passado, hoje, parece que estou ateando fogo em alguma coisa. Não faço xixi na cama, durmo mal pra caramba, de vez em quando arranjo um cobertor de pele lisa e, eu tenho que explicar a minha contusão. Na verdade não foi uma contusão... Era o ano de 2005, eu havia sido selecionado para trabalhar num programa de proteção de mamíferos marinhos e monitoria de pescas no grupo central dos Açores. Embarquei num atuneiro (barco) chamado "Grumete Silva" na ilha do Pico. O mestre da embarcação curiosamente chamava José Nunes. Lembro que enquanto o barco saía do porto a água estava calma, eu já usava binóculos, tinha o GPS em mãos, medidores, planilhas, todo equipado como um biólogo marinho na ativa. O primeiro dia estive nas pontes de verão e inverno e nos dois lados dos bordos da embarcação a cumprir as metodologias do trabalho. Contudo o mar não pára nunca. Nem quando está azeite (calmo). Nos três dias que se seguiram fui tomado por uma dor intensa na coluna vertebral, na altura das tais sacrais. Eu devo ser o primeiro dos "homo erectus". No último dia embarcado já não estava em pé no barco. Foi então que fiz um pedido emergencial ao mestre da embarcação para colocar-me em terra firme. Estávamos na ilha Terceira (Ilha Jesus Cristo), num dos maiores portos, a Praia da Vitória, de Portugal. O mestre não alinhou o barco paralelo ao cais como normalmente. Ele embicou a proa junto ao cais como se o barco estivesse de frente, quase encostado ao cimento. Eu estava na ponta, pronto a desembarcar. Os pescadores me ajudavam e se despediam. Bastava eu dar um passo à frente para pisar em terra firme. E assim o fiz. Cheguei à Ilha Terceira, em Angra do Heroísmo, do outro lado da ilha após uma boleia (carona) numa camioneta de leite durante a noite das Festas de SanJoaninas. Mas fui direto para o hospital onde passei as próximas horas dopado contra a dor. Então pela manhã eu voltei à Praia da Vitória, para então embarcar num cruzeiro (grande embarcação) que me levou à ilha de origem do meu embarque.... Só depois de um mês e meio eu voltei a jogar bola. Antes, fui destacado para organizar os dados dos observadores ativos numa plataforma digital, mas nunca esqueci as tartarugas marinhas, os atuns bonitos e os peixes voadores. Lembro das douradas, dos espadartes no jantar, das cavalas, das sardinhas, dos carapaus, lembro dos cagarros (aves), os golfinhos roazes e da única baleia piloto que vi. Hoje, eu avisei aos meus amigos e coordenadores de trabalho que irei me desligar. Porque eu tenho que embarcar novamente, para desembarcar num outro porto, maravilha, naturalmente.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016

EFEITO BORBOLETA

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Há uma teoria que não lembro o nome (risos)
Mas existe
É um olho que tudo vê mesmo o mínimo
Parte do princípio
Menor que as formigas do Castelo de Sansão
Essa
Reza que estás sendo observado
À todo instante
É por isso que partindo ou ficando
A continuidade
É paciente ao roer as unhas sem ver
Ser casto
Para o sal do mar entrar na pele
Destruindo
Todo o mal que abala a paz que aos homens falta
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O DEBILITADO ESCRITOR

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Para chegar além ele vai além, de fato. Ato que lhe traz consequências cansativas. E só por falar a mesma língua é por isso mesmo surpreendente. Eis a sua proteção. Escreve construindo um cenário futurista. Ainda que deitado ou sentado, de qualquer modo. Onde constam encontros excêntricos entre raças extras. Isto é, a intenção de elitizar o (homo) ensinando a sapiência aos (sapiens).
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PAREI!

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Durante a barulhenta brincadeira da vida há um momento de pausa que é mais rápido que o estalo do relâmpago. Neste momento há um silêncio captado por todos os presentes, instantaneamente. É quando unta-se (reúne) a consciência de cada um (todos) antecipando o pensamento sobre o juízo final (morte) que será o fogo purificador da loucura libertadora e a salvação de Nosso Senhor (Jesus Cristo: "nós somos senhores de nós mesmos").
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ABRAM ALAS

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O caminho ao trono passa por andanças, que somadas dariam a volta ao Mundo, ao lado de falas de ociosos que degradam o solo, resistente às injeções de fumos dos carros nas calçadas, em meio à muitos pobres que confundem a sola de um Infante com a fraqueza da política que os detona. Há um agravante na estória desse texto que é a própria história Real. As coisas que não deveriam ter acontecido e já passaram terão outra chance e voltarão a acontecer para ser diferente. Como a exceção da regra, o Mestre de Avis não usava uma coroa na cabeça. Ele usava um gorro de pano aveludado, cintado num aro externo justo pois seu sol era interno e o que pensava tinha que ser contido para não derramar suas organizações. Daí, veio Sebá.
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quinta-feira, 28 de abril de 2016

A CRUZ E A ESPADA

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Foi tão intensa a vida até agora que às vezes duvido suportá-la. Há muito tempo não confesso. Há alguns anos não desabafo com o ouvido certo. Não choro sempre, mas quando choro desidrato. O que me faz chorar é a perda da parte que não vejo. Choro por não ver tudo que amo. Por isso sofro e quase morro. A cura para isso tem dois nomes. A renúncia que pode ser a morte de fato do poeta interno, que assim morto não dedica nada mais até o fim da vida. Nem amores, aventuras ou conquistas. Nem tristezas, amarguras ou decepções. Ele isola-se, deixa de fazer o que sabe só porque sabe como deixar de fazer o que sabe. Ele pode viver a vida de um ermitão. Esse momento não é fácil. É como uma tormenta que só começou, com prenúncios que não parará tão cedo. E o seu corpo é o barco sujeito aos embalos do que é bom e o que não. Se ainda pudesse chamar o Dono da história, mesmo sabendo que é ele quem rege, para poder acabar de uma vez com essa pressão. Mas tem um outro lado da história que se chama desapego. Este, é comparado a viver sem chorar a tristeza ou sorrir a alegria mas acima de tudo digerir essas sensações de forma equânime. Entre essas duas vias de comportamento - longe da ilusão, do ego e da posse que são finitos - está a fé em algo supremo que chamo de tempo. Esse sim não tem explicação, nem início, nem fim. Para mim o tempo é o pai do destino. Meu destino eu só posso aceita-lo, despreocupado, porque ainda que duvide suportar a minha vida, eu não tenho dúvida da força da minha fé.
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MARCIAL

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Avisem os meus agressores que meu Pai ouviu meu chamado, que a água do mar continua salgada e que as minhas costelas quebram a ondulação. Avisem os meus agressores que as cartas voam, que as quinas sabem e que a minha verdadeira chave não cabe no bolso do calção. Avisem os meus agressores que enquanto eles vivem em caves obscuras eu reproduzo vivaz riqueza humana. Que o cárcere privado que me fizeram é por causa da raiva ou inveja por não terem bom coração. Avisem a menina bruxa que a sorte dela é a serventia de gelos porque seu corpo e sua alma agora já estariam queimados por tamanha maldição. Avisem os meus agressores que mesmo calado eu convoco todas as tribos, com skates, pedais, os que correm, os que surfam, todos os saudáveis, todos os bons, para lhes tomarem a respiração. Avisem os meus agressores que as pessoas xingam porque eu não estava sóbrio e de frente, porque no Porto chegou um navio que me levará embora contente. A tempo e por fim, avisem os meus agressores que eles são 3 poucos covardes, que eu tenho uma praxe e que essa é a vossa única salvação. Avisem os meus agressores que o perdão começa com os joelhos no chão e que não usem nada no rosto para eu não picar a minha mão.
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

AQUA

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Eu vou sozinho a caminho
Com gosto de navio "cante"
Que avista terra grande
Com as marcas do destino
Antes lembrarei voadores
Os natantes e os cuspidores
Com graças por serem bons
E triste por serem ignorantes
As lágrimas salpicam o caderno
Por deixar meu ninho idêntico
Meu sangue ficará coberto
Me beije óh menina dançante
É o grão que sustenta a montanha
Com ânimo para escalar o Cristo
E as tantas outras maravilhas do Rio
A minha chave é a fala espontânea
Meu cadeado o silêncio que esconde
Não tenho medo de nada que fere
Pois sei que o que vence o ódio é o amor
*

INTERNO

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Eu tenho uma porta aberta no ouvido
Que oscila consoante os meus passos
Que por sorte ora goza, noutra ora arde
Numa base com os poucos que olham
As mensagens de uma direção mor
A anatomia de um Leão de Jó (nome antigo)
É uma prova máxima que algo muito maior irá voltar
Será igual ao velho que na torre nada sente
Porém vive como um novo caminhante nos campos estrelados (Compostela)
*
SANTIAGO DA ESPADA

terça-feira, 26 de abril de 2016

A HAIR MANA HERMAN MAR T.

*
Vou indo para a Itália
Na comunidade da simplicidade
Onde eu posso fazer minhas artes
Como as deixadas nas ilhas atlânticas
Com a porta aberta para os aventureiros
Onde eu consigo sair como um navegante
Pés no chão enfrentar moinhos
Corpo sano para alimentar a alma
E encontrar alguém de outro sexo
Que me faça renovar dessa sujeira
De falsários com dentes verde e amarelo
E outros bizarros degradantes
Eu quero dantes despedir-me desse solo
Com um mergulho da alma no oceano
Deixar a mensagem subaquática com a cabeça
As costas viradas para o azar
E o cheiro da massa do Mediterrâneo
*

TODOS SABEM

*
A família vai à frente, adiantados
Seus pratos tem temperos vários
Pimenta e pinga abrem o paladar
Sempre há café de boas vindas
Onde reúnem por causa da atmosfera da casa
Moderna, pensada na beira da praça
Todos mais velhos e protegidos
Como o casco de um jabuti que me abraça
Tanto para fazer como para nada
Serras com cruzeiros que pontuam
A rosa cruz que devemos proclamar
Distantes e diversas áreas para tratar
Crescem cavalos nos pastos que trotam leve
Com o peito nas ondas da praia surfar
É uma felicidade pertencer à Tradição
Pois ela é uma ordem do ramo da sorte
Dos nascentes contentes cheios de compaixão
*

NATIVO NATURAL

*
Completamente à margem
Porém com um pé no meio
Tenho vida que aproxima do final
Junto à mão de uma bandeira ilesa
Nova, porque o pano é forte
É o fio do bicho dos campos
Doado como as minhas letras
Assumindo as posições de outros
Confirmo que escrevo para o Mundo
De forma tão fácil, verídica e real
Que sinto que as esferas se ajustam
À esperança de ver os olhos da justiça
Sinto que a dor de um aço é menor
Que a dor invisível do coração paternal
Sobre um filho que está restaurando a história
*

O HOMEM DE PERUCA

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No povo
Assim se faz os horários
Responderia como tal
Sobre o certo e o errado
O povo
Cospem no chão seus nojos
Infecções de baixo pensamento
Enquanto os pássaros cantam
Nos dias quentes d'agora
No povo
Há uma angústia obscura
Uma raiva do que é belo
Uma ignorância por isso
O povo
Não usa peruca
Nem chapéus de Pessoa
Tem muito que aprender
Para poder acreditar
*

BABILÔNIA, CAOS, DESORDEM

*
Capitães vivos, Salazar viveu a juventude no seio do catolicismo. Ele acreditava ser a frente de um comando potentíssimo. Até então Portugal era um Império de acordo com a força antiga. Mas a força não é tudo. É preciso diplomacia para manter porções de terra. Capitães, velhos e experientes, Capitães. Vocês são heróis porque pararam as guerras contra as colônias. Isso é louvável porque as colônias, são partes do luso Reino. Logo o que fizeram foi a conservação do que é do Rei. Mas a culpa é do povo, ainda com o território vazio,  já que o contingente estava em ultra mar.  Tanto espaço para plantar, como morrer de fome? E os janotas (privados/ricos)  que não foram para as guerras, comeram tudo e não deixaram nada. Hoje, Salazar e Maia, devem estar se revirando no túmulo, quando à beira rio, mar e no Porto Real as pessoas se confrontam no mesmo espaço, por migalhas, cêntimos, pompas, quando era hora de estarem todos livres, juntos, visando outros mundos. Como um Sebastianista sinto que virá um abalo bruto. O abalo é um castigo dado pela força da natureza. Depois a calmaria. Mas esta é uma constante que só os fiéis (leais) possuem a todo instante.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

HD

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Eu vou no enterro da gata
Eu vou na queima das fitas
Eu vou nas cantorias de Coimbra
Eu vou de chinelos até Santiago
Eu vou voar no zepelim de São João
Eu vou perguntar por quê não gostam de mim
Eu vou produzir qualquer coisa boa
Eu vou beber chá tupiniquim
Eu vou terminar essa história
Vou continuar a jornada
Demonstrar minhas armas
Mas agora, eu vou escoltado
*

OFÍCIO TEMP.

*
Reza o pai nosso
Que a alma dos homens
Incluindo a das mulheres
Estão condenados
O castigo é certo
Virá como tapa leve
Rápido, imediato, cirúrgico
Provindo de uma dura face justa
Que enxerga o mal desde a raíz
Pois o sal esteriliza a continuidade
Dessa gente que não sabe o que faz
Os médicos olharão meus pés
Oficiais carimbarão meu texto
Eles dirão: "Peregrino, você é bom"
Juro, não vou trabalhar amanhã
Não vou descansar sequer
Nem precisarei praguejar ninguém
Falarei novamente, com certeza absoluta
Bem feito e com o dedo histérico
Que eu amo os meus inimigos
*

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A SUA MÃE

*
O melhor do Brasil é a paisagem
Quando lá chegaram, imagino
De longe homogêneo, denso
Desembarcados heterogêneos
Só indiferentes aos nativos nus
Com quem reproduziam por instinto
Que cheiravam os panos suados
Em tardes quentes com trombas dágua
Que assustavam qual a adrenalina das ondas
Aquele morro foi modificado errado
Lá do mar o morro é o corpo do patriarca
Ele é intocável no sentido extenso
O plano é deitado na fertilidade dos rios
E os recortes da natureza são bens incalculáveis
*

VELHO

*
Eu era um infanto quando arquitetei a fuga de casa. Há 13 anos que tal plano dá certo. O tempo passa e cada vez mais vejo dois locais como um só. Essa cidade antiga é cinza, como StoneHenge é o Porto do vinho. Uma cidade que é nova, brilha, incandescente. Porém ambas para mim são iguais. Perguntai à dama roja, moça, falante educada de olhos e boca, de tronco cintado, coração acelerado, quem é maior?
*

ACALME ROTINA PRECISO CALMANTE

*
Copos, bafos, poses, alguns passos. Portas pagas, desculpas e entradas. O desânimo não vem depois somente. Está presente nas doses inevitáveis de observância. Como um personagem com "x" de Cervantes. A rotina está nos trambolhões dos que estão vestidos com meia roupa por causa do pouco frio. Que derramam líquidos gelados felizes por isso. Uns malabaristas destreinados de mãos atadas.  Outros quantos a chamarem o "Gregório" do estômago. Precisamos de um teatro! Um anfiteatro! Precisamos de muitas peças! Como um lego, mas, de teatro. Precisamos de um Festival de Teatro. Que seja a céu aberto, com o bar ao lado, com arquibancada, na praia ou nas praças. Não precisa de fogueira pois de acordo com a demora os dias quentes vão chegando. Mas se o cenário pede a presença dela - fogueira - acenda. E uma reserva para o meu calmente. A minha acompanhante. Uma vez unido à ela, meu braço forte apoia seu sorriso leve. Assim as preocupações diminuem porque a parceria anima o elo que funda.
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sempre Verão Sempre

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Vocês podem gerir
o relógio sem alterá-lo,
Com exata informação.
Posso acreditar no sol
a brilhar na casa das 10
horas da noite de "claridão"
Essa hora no hemisfério sul a luz Está no quinto sono, ainda na metade da volta inicial do novo dia.
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terça-feira, 19 de abril de 2016

BÁRBARO: "TIREM-LHE A CABEÇA E COLOQUEM DENTRO DE UM SACO (BOLSA). POIS QUALQUER MAU TEM QUE SER TOTALMENTE COMBATIDO PARA SER ELIMINADO".

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Brother,
As forças armadas em toda sua totalidade desde uma balística à mais alta patente estrategista é extremamente importante. Não pode haver associações negativas. Isso mancha a importância de proteção da nação. Que alguém de farda realmente, cale os infiltrados que trazem à tona erros do passado, que abafa o presente até hoje em marcha nas datas de independências (mal aproveitadas pois não?) e nos confins de selvas e rios fronteiriços, terra, ar e mar.
Os que berram caricatos como bonecos distorcidos são um mau horrível que invoca os demônios de cada um. Esse é um péssimo e verídico sinal sobre o fim dos tempos. E os que filmam, transmitem, subliminar, facetas de anticristo, os que incitam o contrário de amor, a ira da população.
Nós devemos continuar a prezar as funções boas dos militares e lutarmos contra as más associações em todas as sistemáticas.
Por isso penso, categoricamente, forte, no núcleo das três forças armadas. (De Farda) tem que ser...
Que se cale o mau a propagar sobre os guerreiros do Brasil!
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INSPIRAÇÕES DO PRAZER VIRTUAL

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As conversas podem ser figuras
Elas servem de análise para saber quem somos
O intelecto agradece o fato de vivermos no mesmo tempo
E no mesmo espaço terrestre
A tecnologia também é um vício
Pense nisso
Uma relação virtual pode ser prazeroso
Eu gostaria de pintar grandes quadros Aliás, gostaria de pintar os tetos e as...
Cúpulas e as naves das Catedrais da Europa
Massa né?
Como um iluminista
Quero viver em Roma
E poder ir à Verona e a Pisa
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IMAGO

Todos os dias o sol se põe atrás da linha do horizonte e a luz que observamos é variante consoante os ventos.

MAIS ÂNIMO POR FAVOR EM PROSA

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A rede interativa é um jornal instantâneo, temporal. É a chance de qualquer um real ou fictício auto proclamar-se qualquer coisa. Eu entro na rede e meto lá coisas. Na rede eu vejo os lances, filtro os prós bem fino e reduzo à insignificância as partes más. Dá mais pra rir que pra chorar, depois de separar. Já dissera eu que a gramática portuguesa é um labirinto de corredores fáceis e difíceis. Por isso é uma língua apaixonante. Viajar no dicionário evolui para amar. Certa vez eu encontrei com um amigo numa feira de desenhos. Ele me contou que na pausa do seu trabalho ele lia o que eu dizia e revigorava. Entendia mas ainda assim perguntava. A resposta tende sempre que ser bem colocada. O macete para navegar tranquilo na rede de qualquer sistema é NÃO CREDITAR as coisas ruins e ACREDITAR no que é bom. Por exemplo: Os índios que usam roupas e espelhos sabem tanto quanto o Reino Unido em que ano estamos vivendo.
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BAGAVAD GITA

O BAGAVAD GITA: É uma Epopéia (antiga grande história) Hindu (mesoriental) em formato de poesia (arte) transformada em canção sublime (potencialização), um diálogo entre Deus manifesto (Krishna) com o homem (verdadeiramente crente e devoto) sobre o conhecimento do Todo (salvação).
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CAP.9 (O CAMINHO DA SABEDORIA REAL E DO MISTICISMO REAL)
VERSO:20
"Os conhecedores dos Vedas (essa escritura sagrada), purificados de seus pecados, bebendo o santificado suco das folhas do soma (transe), Me adoram (Deus Krishna) para ir ao céu (ecstase); chegando à esta esfera de méritos de Indra, o rei dos seres celestiais, desfruta do gozo (nirvana)."
BAHAGAVAD GITA
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SERÁ MAMÃO COM AÇÚCAR

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Se agora estou abrigado num espaço pequenino onde é bem difícil esticar os braços e ainda assim pousar os cotovelos e achar gaivotas num céu cromado; se ainda rodo as parcerias em meio a um quadrado perfumado de beldades femininas, dançante aos toques de excelentes tocadores; se os peixes que não me mostraram ainda seus cristais do ouvido interno crescem a conspirar justamente para que eu os coma a carne, então, levanto com ânimo para plantar um jardim extenso plano e suspenso, em salões nobres passear com bailantes coroadas de brilhantes e no umbigo da barriga da baía grande caminhar como um navegante.
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PEDIDO MANUELINO TEMP.

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Ainda em vida - talvez depois pudesse - peço, que quando eu morrer e o acesso ao meu corpo sem vida estiver estático, minha coluna óssea deitada no horizonte seja alavancada por uma redonda almofada justa, posicionada em baixo das vértebras sacrais, como que meu peito ficasse junto ao queixo reto e minhas pernas entrecruzadas pelos pés como Cristo. Se encontrarem um dia esses ossos esqueléticos convexo e cruzado, poderão saber que essa poesia fúnebre é uma preparação para outra vida. E que a dor da próxima vida seja branda porque o ofício dedicado nesta vida será merecidamente um delicioso descanso.
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AULA

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O Estado (País) é apenas uma parte fundamental da razão absoluta. Por isso, urgência! Mestria! Há de aparecer um líder, digo, verdadeiramente à frente. Capaz de reformar sistemas, com dotes conjugados práticos e ecos até dos pensamentos. Que gira as conquistas progressistas por mais tempo até as gerações vindouras. Mais que biografia própria de um mortal qualquer. Que tenha predestinação para possuir poderes, capaz de conduzir tudo que há sobre a terra e sob o mar.
O contrário disso tudo é uma zorra. Pois, imaginem uma reunião de pessoas democratas. Eles gastam a potente utilidade do nome ao escolherem alguém inútil que deforma o molde da história e acelera a desorganização do território. É por isso que sem dó nenhuma eu aponto para o povo com a sua ilusão "cracia". O povo segue livros que nem mesmo lê. Como fantasias de escrituras e teorias de constituições. O povo até jura de pés juntos e mãos abertas que é melhor dinheiro do que outras glórias. Simples glórias como conquistas modernas de agora. Enquanto isso o povo nasce e morre insatisfeito. Até mesmo os ricos, fartos de serem minoria, à espera da chegada de uma novidade tal, maioral, que iguale todo mundo. Mesmo que venha de uma terra antiga, com um som que fixa quando move, emitindo luz quando grita e que entrega o corpo para revelar a alma.
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O GOLPE GALÁCTICO

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A Lua visava Marte, pois queria dele um filho rubro. Mas Júpiter entrometeu ao lado da Lua e adiou o plano dela. Marte, distante como "Dom KissHot" , vencia a cada giro as intempéries do espaço. Acontece que a Lua é do Sol e Marte é de Vênus. Essas parcerias são perpétuas mesmo que temporalmente mutáveis. Júpter é um gigante e não tem amante. Ele chega e parte quase sem ser visto. Na verdade Júpter se camufla para beijar a Lua pois assim ele "bebe a cheia dela" para ficar mais gigante ainda. O Sol vendo essa história toda resolveu sair para organizar as coisas. E saiu tão forte que o universo vibrou. A lua teve filhos com as cores de cada planeta, mas, todos eles do próprio Sol. E as calotas polares da Terra derreteram a ponto de ficarem apenas 7 montanhas secas em todo o planeta. No cume dessas montanhas foram construídos 7 castelos. Todos eles com a bandeira portuguesa.
*

sábado, 16 de abril de 2016

SIGNIFICADO

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Quando você lança a besta ela avança
Mas ela pode parar por si só
Ela pode carregar quando bem quiser
E por isso a graça em controlá-las
Já as máquinas não têm graça
Elas parecem ser mais do que são
São apenas plástico, ferro, poluição
Os cavalos excretam esterco que é adubo, é outra combustão
As máquinas entopem as calçadas
Os homens dirigem em vão
E a classe ajusta-se perfeitamente
Às pessoas dispostas a viver em perfeição
*

O GÊNIO

*
Você tem três desejos
Pode escolher dois, para já
O último guarde-o
Ele me faz voltar
Então primeiro quero
Que os carros se transformem em cavalos
Segundo quero classe para a população
Enfim, espero
*

VELHA E PORCA

*
Você está lutando contra uma sociedade tamanha
Ora oriunda de beleza escassa
Cheia de lamentável tristeza
Escarram seus males sobre olhares
Ainda que a patada cale o som da explosão
Aí então é melhor se retirar, ou
Numa hipótese muito sana, reagir
Porém com uma bravura capaz de cativar
A lealdade dos que sabem sobre o Dom
*

sexta-feira, 15 de abril de 2016

MUITO MAIS

*
A chuva que te molha
Ameniza a ira absoluta
Da ilusão de posse material
Para entradas em portas rústicas
Ao mesmo tempo a massa, povo
Participa no espaço em construção
Como formigas cabeçudas desorientadas
Sedentas por notas, moedas, sem noção
Isso acontece quando nada te impede
De continuar tranquilo em mar aberto
Ainda mais quando o demônio é sua espada
E Deus a sua armadura
*

terça-feira, 12 de abril de 2016

LEÃO

*
Lembro que o meu avô de mãe tinha sempre um sorriso no rosto mesmo que estivesse enfurecido. Certa vez sob uma árvore de copa parabólica ensinou à dois de seus muitos netos que a selvageria humana é uma armadilha para a natureza silvestre. Com isso ele estava farto e por isso resolveu fazer dos pássaros engaiolados seu rádio de comunicação. Seu abraço era com a barriga dura. Seu bigode nos dedos enrolava. Antigamente era conhecido por ser um branco cavaleiro de olhos azuis, "pastor" de gado, levante de leste a oeste, quiçá de norte a sul. Conhecido também por Zé Bonito e Seu Leleco da Dona Neida. (Lusofonia). Era o Pinheiro guardião da varanda das samambaias onde os espíritos se reuniam. Morava na torre das minas d'águas mágicas, na porta da floresta dos saguis. Na coluna da sala uns tatus empalhados. Na coluna da cozinha um berrante suspenso. Eu tenho a sorte máxima sem querer e com humildade, porque o passado não morre. Ele muta, vira presente, renova. E numa foto memória conjuga a árvore genealógica com a natural postura que é parte da história do seu próprio ser em desenvolvimento.
*

segunda-feira, 11 de abril de 2016

AÉREAS SEMENTES DE DENTE DE LEÃO

*
Notei que após os textos tentam entrar na história por avanços ou gritos. Tentam, fazer parte de crônicas passadas, repetidas. Sejam, mais atenciosos com a serventia. Sigam, com alta estima sem subestimarem a ordem antiga. Não atropelem pacíficos que oram, andantes geradores de benefícios. Os velhotes sedentos babam e escorregam na frente enquanto senhores com classe tremem mas não sucumbem. Há uma diferença entre o contratado e o contratante. Um veio ao mundo pela lusófona fala dominante. Outro veio ao mundo por causa da força do punho bravo constante. Jovens que não sabem do imperativo (dizer rijo) precisam aprender que o melhor cuidado é o respeito pelo solo que abraça o povo. Mas se o vacilo uma vez vence o indivíduo, é um risco, nunca mais à porta entrar de bom feitio. Nesse chão tem uma esfera, fogo, rubro ativo. Quem disser que a posse é sua antes minha deteriora-se devorado pelo instinto.
*

TICO TICO

*
Saber sobre si são os pais
Antes mesmo sua origem
É como o alto céu protegido
E o profundo mar de absinto
No tempo ocorrem encontros
Que marcam até sem serem vistos
Suportar a fé é um estandarte brilhante
Maravilhoso rei DOM Sebastianismo
Traz à tona cumprimentos sonoros
E o povo age com motores, ativos
Próximo, simples, sob panos
Rico de uma face sana, velha guarda
Bravo atual de requintado comando da cavalaria
Filho de Marte, um original romântico
*

SUFOCANTE

*
Quando penso que a cada hora que passa, os cabelos da minha cria crescem e não a vejo, choro como a tempestade. Sorrio, quando a praga que em mim lançaram não funciona. E volto a chorar quando vejo o sangue do leão esvaindo em minhas mãos. Não sei se sorrio mais em breve. Temo uma maldição de Wicca. Temo que a terra trema, que o mar invada, que o gelo fure. Temo que um meteoro me caia, que a lua cheia não volte, que as aves não me olhem. Eu lamento as espadas que entortei, os demônios que não matei e as crianças que nem nasceram ainda. Vou num caminho e vejo a minha estrada do outro lado. Penso em desaparecer por décadas, enclausurar-me num mosteiro no monte para digerir os meus erros, para apurar os meus acertos, e voltar, nem que seja no último suspiro no cumprimento do destino.
*

domingo, 10 de abril de 2016

NA VIDA E NA MORTE

*
A ideia de Pessoa
Passa por ser decidida
Por outras pessoas
Todas elas iguais
(Melhor que não cuspam)
*
Como ser concebido exato
Pensante, livre, com sentido
Como nascer e saber
Que estás vivo
(Construam não destruam!)
*
A vida é um teatro
Abstrato quando digo
Em total equilíbrio
Sentimento, arbítrio
(O mar devolve tudo que consome)
*
Todos nós temos nomes
Que remetem à uma ordem dada
Pois, as quinas do meu horizonte
São as portas do paraíso
(A Casa Imperial)
*
REI
*

sexta-feira, 8 de abril de 2016

BELÉM

*
Lembro que minha avó de pai bebia café com leite e comia bolachas com manteiga antes de dormir. Ela tinha uma despensa onde a porta era um pano de chita. Ela costurava com a cadeira de costas para o meio e eu brincava com “tuturus” (eixo das linhas) nas bordas da sala. No quintal o sol batia antes numa goiabeira dourada imponente, que emanava um cheiro doce misturado com o cheiro d´alho e vinagre nas panelas. A janela da frente do quarto dessa casa era voltada para uma rua de nome Papal, onde trabalhavam barões, viviam pracinhas e chegavam e partiam rodoviários andantes. Eu aprendi a rezar nesse quarto, em uma noite de quaresma na beira da cama com o meu anjo da guarda e as três cruzes na fronte. Eu nunca conheci o meu avô de pai. Ele se chamava Ari. Mas eu conheci o meu tio que também se chamava Ari. Eu terei um filho (quando isso acontecer). Seu nome será Ari.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

PARTES: CASA

*
O verbo vem antes dos atos (profético)
Os bons atos sempre foram simples (sinceros)
Sempre serão bons exemplares (modernos)
Poderão ser até fados alegres (chorados)
Dentre outros comportamentos humanos (quietos)
Faço mais do que é preciso (tempo)
Isso é locomover como o vento (altivo)
Ciente de tudo além do alcance (longe)
Além de desejar o cheiro d'outro gênero (Rosa)
Que é a parte da flor que se faz mel (amor)
E está no ventre de um porto bendito (ouro)
Tranquilo, ileso, ativo e bravo, servido (paz)
*

A DECLARAÇÃO DE MARTE * * * (Forte)

*
Antes de subir a escada
Ela olhou para o céu
Lá estavam lua e júpter
Dados um ao outro
Belos como feras raras
Ele, alpha como flecha
Ela, nata quente em frio inverno
Hoje, abstratos continuam
Eu morro à frente antes os filhos
Mato-me por amor ao próximo
Nasço quando gozo
Ela é o meu par
*

quarta-feira, 6 de abril de 2016

BENZA DEUS

*
A caneta tinge
Uma arte ampla
Impressão, destino (Reino)
*
Que a força bem armada
Tripla à máxima legitimada
Viva em ventre de amor! (Coração)
*
O repouso é o sono
Temperado à todos
Para o velho e o novo (Leão)
*
Manda que os males se espantam
Que seu povo canta, Sebastian
Uma bela canção (João)
*

AUM

terça-feira, 5 de abril de 2016

KAPA (O REI DE COPAS)

*
Protetora redoma energética
Prana, luz solar divina força
Horizonte, karma, carne satiwa
Sinais dos astros como uma reza
Sábia de cima hárpia sinalizadora
Sábio andante por terrenos bons
Mais saltos altos seguros, hajam
Menos coadjuvantes sem noção
Despreocupantes caixas cheias
Certas condutas de locomoção
Partes partilhadas facilmente
Choro e riso enchem o coração
*

Ó PAÍ Ó

*
Eu sei dirigir as nuvens
Ando a pé, parado, longe
Há um berço lusitano casto
Que o Cristo Alto salvaguarda
Num balanço silencioso intenso
Roots por causa da garra brava
Paz e amor à Nação num Todo
*

A ESTÁTICA EM AULAS

*
Giramundo!
Giramundi!
Giramundus!
...

AGRADEÇO ÁGIL

*
Cabe o mundo nessas naves! Pode parecer rude mas poderia matar “um” boi para oferecer o churrasco (expressão festiva e grandiosa). Contudo ando a semear palavras e a colheita passa por tomar a sopa do rabo de boi (ainda assim com altivez). Porque todas as coisas continuam seu ciclo forte para serem consumidas e consumadas, como uso fruto delicioso em momentos mágicos como agora. O final antes do colapso é precedido por uma expansão incontrolável e cativante. Pensemos que o mundo tem um registro e nós definimos a construção da história periódica, temporal às eras, de acordo com os acontecimentos oratórios e físicos, desde há tempos até a atualidade. A criação de um mundo novo (Criativ Mundi / Mundus Partum) é a continuação do registro, o recomeço a partir das coisas mais simples, como olhar o horizonte marinho e encontrar terras virgens, ou subir ao topo de uma escada que apoiada está na base de uma tríplice. Isto pertence aos desbravadores, aos criadores e aos iluminados. Até o fim da vida temos a triste e alegre missão de desvendar onde viemos e para onde vamos, como que participantes de um jogo divino misterioso sem respostas. Isso é uma filosofia útil porque instantaneamente apura o pensamento sobre o estado de consciência, afixado neste tempo presente, conhecido como vida, ou conquista, como queiram.

*    

FERA

*
O mundo é cão. Eu conheço uma senhora que só conhece cinco cunhas (chagas) do meu país. Outro gajo com uma pelota que não passa a bola enquanto não lhe molham a mão. Por fim um inventor que não aplica a redução das massas deixando transbordar aquilo que se dispensa. Concluo que pessoas nascidas no antigo primeiro mundo estão caducas, arcaicas, mesmo que possuam casas minúsculas perto do quintal da minha mata. Constato que pessoas que saem do submundo para campos mais nórdicos babam por moedas, mesmo as pretas, aquelas que não brilham e ainda rasgam a rede da pesca. Espero que as crianças que eu vi um dia lembrem grandes que com um papel liso é possível projetar portas, decorar espelhos e uma vez compresso, o espaço das vigências continua extenso.

*

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O VELHO DA TORRE É UM SÁBIO

*
Sabe ele que viver no alto de uma torre é como controlar um mapa. Com florestas e porções de água onde possam procriar silvestres. Do alto a observância é um trabalho. Referencial inclusive aos que intencionam evoluir o intelecto. A satisfação disso é a sabedoria que uma vez exposta conduz a sociedade rumo à verdadeira libertação.
*

A ALTURA CERTA

*
Naturalmente nesta época a sorte costuma manifestar. Mero plano do destino. Enquanto às vezes reclamamos da chuva que salpica nossos rostos com pingas insistentes fazendo-nos baixar a crista como um cavalo que dorme em pé, a terra agradece feliz as espalhadas gotejadas primaveris. Então depois você percebe que a batata que te alimenta não precisa de moedas para ser enraizada, não precisa nem do suor do homem. Em suma, ela é uma das bases da existência. A água - elemento inanimado - não depende da vida mas a vida necessita da água, esta, que escorre nas calçadas a limpar os cuspes, que límpida sacia os lobos nos montes, que alimenta as cores verdes em todas as paletes físicas, que brincando desagrada os impacientes do mesmo modo que harmoniza sonora o ritmo do coração.

MULHERES

*
HÁ MULHERES QUE AO SEU LADO NÃO SABEM QUE SÃO AMADAS
HÁ MULHERES QUE NEM SABES QUE EXISTEM E TE AMAM
*

sexta-feira, 1 de abril de 2016

IMP.

*
Os sabedores que avisem
Aos contrários maltrapilhos
Que galopam cavalos em colinas
O canto conjunto num círculo
É a potência da frente avançada
Veja só, eu sou Leão
Moro no ninho do Dragão
E é belo ver uma Águia
*

A BANDA DO ZÉ BRANQUINHO CHEGOU

*
Aê, tá tendo uma zueira danada feita por partidos políticos no Brasil.
E a Amazônia?
Cês tão ligados, né!
*

quinta-feira, 31 de março de 2016

TOMA

*
Alpargatas rasteiras
Roupas brancas leves
Brisas e ondas constantes
Uma bossa nova sempre calma
Duas mãos num globo verde com água
Maresias que sobem a serra
Neblinas que orvalham as manhãs
Te ofereço pão, manteiga e sal
Te ofereço o cheiro, o café, o leite
Cana, frutas, travessias e pontes
Casa cheia, casa grande, praças
Estátuas, te ofereço o gigante
Desde os Andes até à linha do Equador
Se o azar te abandonar será a minha sorte
Sua é só a decisão de querer o meu brasão
*

POESIA RÉGIA: VOLTA CÁ E FICA AQUI

*
Pode ser que volte para trabalhar, para passar férias, para aprender, para ensinar. Pode ser que morre alguém, ou nasce alguém... Pode ser que o Brasil seja Portugal, o contrário pode ser verdadeiro. Pode ser muitas coisas ao mesmo tempo.
*

CARTAS: ACÚMULOS DA OBRA

*
Que bom que você respondeu. É sempre tempo de fazer o que deve ser feito. Primeiro é deixar de associar meu e-mail à sua área de spam, pois isso é uma afronta. Eu sou um cidadão NORMAL e escrevi uma carta padrão à uns quantos integrantes, pelos vistos os gestores dessa empresa. Mas isso foi há tempos. Se eu tivesse aqui sementes de árvores de ouro e só agora respondesse se queria quando lhe ofereci há tempos passados, já estariam plantadas. Depois de uma primeira indignação da minha parte, você deu as caras. Pois, gostaria que pensasse, na seguinte história: Você está numa ilha e vê 100 navios a circularem a ilha. Você faz um sinal e não é respondido. Pensa nisso, sem teorias "parvas" por favor. Me parece que você não leu nem a primeira carta. Eu te ajudo, já que queres me ajudar. Se você bem perceber eu misturo os tratamentos em primeira e segunda pessoa quando é direcionado a você ou tu, mas é porque eu tenho influência dos dois países (Brasil e Portugal). Então vamos lá ver se você me entende: Você e a "ÁGUA DOCE S/A." poderiam analisar uma gama vasta de desenhos abstratos, sugeridos serem aplicados em cascos de navios, velas de barcos e interiores de cruzeiros?
*

SEBÁ

*
A matéria cria possibilidades de potencializar polos num terreno vasto de tesouros que ultrapassa o além mar nas pontes marítimas e nos colossos com os braços abertos, todos, apontados de norte a sul, de leste a oeste. Consinto que essas palavras são compreendidas na rosa dos ventos, aos olhos de várias cores humanas de um raríssimo sangue bendito. Do mesmo modo que a respiração é um movimento vital automático e robótico o pensamento que oscila entre ser ou não ser é uma questão evitável quando se tem fé no Supremo/Superior. A divina providência é um conjunto de acontecimentos no tempo que indicam a eureka (ideia) na mente humana para simplificar a complexa ordem de agradar à uma imensa massa populacional, total inclusive. Contudo o que se passa na atualidade é uma tendência degradante com poucas e fracas bases familiares conjuntivas, exemplares supreendentes e sistemas de organização político+sócio+ambiental.
Sendo assim é necessário um grande movimento de produção ou esforço humano e tecnológico para acalmar o frenesim (excitação) do povo. Pois, pois, rima, azulejo, peixe, vinho, pão, queijo, beijo, moça, longe, terra, paz, rio, água, calor, mar...
*

quarta-feira, 30 de março de 2016

VOCÊ BEM QUE PODIA DORMIR SEM ESSA

*
Minha Mãe (e já abro parênteses para dizer bem aquilo que convém) sempre tentou me frear. Suas asas, com penas indígenas, africanas e lusitanas me abafavam a ponto de me ocultar num escudo místico poderoso. Ainda assim ela me ensinou a fazer arroz, a sentar à mesa, a "somar as letras". Minha Tia (que é a minha mãe de leite) me liberava, tal qual a minha professora de química, que me dizia ser grande para o espaço onde eu estava. Eu tenho seis símbolos nas costas posicionados (maculados) a pontear a estrela de Davi. Na verdade eu não tenho onde cair morto e estou desejoso por ter mais filhos. Minha vó nunca leu as cartas para mim, mas em sonho ela me disse que a minha carta é o enforcado (isso dá muito o que pensar). Eu encontrei com o pessoal do teatro no salão superior  da Galeria de Paris e pedi-lhes um conselho sobre qual entre dois personagens eu deveria assumir como a minha atual encarnação. Mas eu não posso revelar a minha decisão depois que eles opinaram ambos, porque agora eu vou tomar um banho em plena madrugada, enquanto a tempestade passa e depois eu vou dormir para me encontrar com o nada.
*

AMENDOIM

*
"Malucos" a gente trata com humanidade (medicina)
Porcos a gente trata com lavagem (comida)
Corruptos a gente trata com punição (justiça)
E a ignorância, bom, primeiro a gente tem pena, depois a gente tenta tratar com educação (compaixão)
*

O VELHO DA TORRE PERGUNTA AO APRENDIZ DE MAJESTADE

*
Você consegue acertar no ângulo inalcançável? Consegue fazer os morros amontoados voltarem ser floresta atlântica antiga? Você consegue transformar Babel em vilas planas e ricas? Você consegue amar uma só mulher e agradar todas as outras assim? Você consegue limpar a lama nos berçários dos peixes? Você consegue decolar um avião no árido cerrado e pousá-lo num Porto fertil? Você consegue amadurecer a juventude dos que lhe procuram apenas com o olhar? Consegue reduzir os gastos com a força do pensamento? Você consegue acelerar os planos todos ainda por vir? Se você disser que sim, seja à qualquer uma dessas questões apenas, eu entenderei que você consegue executar todas as outras ações.
*

APITO

*
Revoluções são movimentos bruscos de várias intensidades diferentes, sobre o embalo da estabilidade tentada. Pode-se dizer que o sexo - o ato de junção dos corpos - é uma revolução, comparada à quietude dos corpos encapados em convívios dos gêneros. (Favor não confundir com a síndrome da filosofia falha "rousseffiana"). O que digo é um pensamento lógico e usual para ensinar os aspirantes à sabedoria. O dito: "Acordar o gigante" é um risco de emocionante expectativa. Porque se ele dorme no horizonte e sobre ele andam a chamá-lo, ele mais cedo ou mais tarde levantasse. E isso quer dizer que o gigante acordado manda, emana Sua Alteza essência de brio forte e graça, revolucionária, agradando os que o chamaram para corrigir desumana gente ingrata.
*

terça-feira, 29 de março de 2016

ARTILHEIRO

*
Eu não estou "de fora"!
A Política do Brasil está nos acréscimos!
Vai pra prorrogação ou penaltys direto?
Gol de ouro?
Quem fizer ganha?!
Acabou!
*

PANDORA

*
A minha máscara desmascara os espiões. Ela é feita de fios expansivos que conectam os chákras num equilíbrio perfeito. As linhas dos meus mapas - que são desenhos de outrora - preechem as voltas que sobram nas formas geométricas. De um ponto simples surgem estampas centradas que servem à milhares de bandeiras regionais. Nunca estou neutro, estou sempre ativo e sei que em todo combate pode haver vitória e derrota, mas não me prendo ao gozo ou lamento de nenhuma dessas sensações. Porque mesmo que vivesse a sorrir do início ao fim da vida em constante felicidade, a morte pausaria os músculos, as sinapses, até o pensamento. E entender que isso não é uma derrota, de fato é uma teoria mais complexa que o seu baú aberto. É a própria chave de tudo.
*

A ARMADILHA DO LEÃO

*
Mestre, diga-me que a lua cheia nunca irá ficar vazia. Por favor, Mestre, diga-me que a lua cheia ficará para sempre com o sol. Mestre, ajuda-me a chegar até a lua cheia ainda hoje, agora. Eu levarei para ela um elefante branco de presente. Eu poderei plantar cacau no ártico para ela. Eu trocaria essa torre - a minha herança -, eu daria o nome à minha nova filha de Dalila e ao meu novo filho de Sebastião, aumentaria as terras desse Império terráqueo até Marte, até Plutão, tudo, para que ela continue grande, cheia e iluminada para mim. Mestre, se a lua cheia for embora eu sangrarei cristais, meu fôlego de juventude envelhecerá, cairá no esquecimento minha paixão e eu terei que olhar para o fogo até a Fénix vir em minha salvação.
*

domingo, 27 de março de 2016

RESJUS

*
Os atos não valem nada quando a hipocrisia existe. A vigia começa pelo olho da pirâmide. Tanto é que o topo é iluminado para refletir na coroa o sol, não a escuridão. Uma vez o máximo não cumpra o dever, ele é castigado. O máximo é então minimizado. Por isso que é preciso um tapa, no sentido mais romântico da palavra. Para substituir o que "poderia" ser feito por o que "tem" que ser bem feito com autoridade. Sem dúvidas sobre as certezas explícitas. Sem teorias conspiratórias que atrasam o intelecto. Sem confundir egos de humanos temporários com a tranquila nobreza da postura de um leão. Com ânimo para a vida e respeito pelas forças da natureza. Crónicas são registros sãos das comunhões sadias ou não. Se você monta seu cavalo você fica alto. Logo você deve proteger os fracos e findar os corruptores, com razão. Caso contrário você será como a maioria que vive a "parasitar" o ar.
*

HERMANO

*
Precisaremos até dos seus homens
Tanto os que oram nas capelas
Quanto os que guardam as cidadelas
Estejam de túnicas ou fardados
Conselheiros, Rosa Cruz, Cruz Vermelha
Ainda bem que sois de emblema bom
Agora pensai, meu velho Hermano
Quando um Papa inverso estiver à nossa frente?
Precisará vir do céu um cavaleiro lindo
Mas tenha certeza que ele não terá piedade para os que erram
*

HARD

*
Cada segundo da vida
É a certeza da existência
Quem com ciência testa
Avança e voa, cantam a canção
De um hino interno que extravasa
Como o som do nascer da água
Em montanhas de nevoeiro
Onde o fogo clareia a mata
De ogans santis áptos ao átma
Uno é o sopro corajoso
Dos olhos que dormem
E ainda vê o Todo
Abstrato nato e poderoso
Por conter a marca
Da sequência máxima
De um ser real presente
*

sábado, 26 de março de 2016

UM FILME POR DIA

*
Vinha eu da vista ao rio. Não tinha chegado ao farol e fiquei pelo piloto da marinha. O tempo estava nublado alto, a lua atrás das nuvens, mas ao olhar para o céu via-se as barrigas brancas das gaivotas em contraste com o céu já negro. Aviões desciam para me lembrarem que as pessoas chegam e por isso partem. Estava a caminho de casa e com o corpo quente da caminhada tirei o casaco cinza já velho e surrado que o meu irmão me dera. Como o casaco tinha um forro liso não parava quieto no meu ombro. Então resolvi colocá-lo do avesso pois assim o tecido aderia melhor ao meu peito. Já na altura do Leão da Boavista, tinha o casaco posto como as capas dos trajes acadêmicos de Coimbra, já que pelo Porto andam bem sossegados com as praxes degradantes (que ótimo). Eu ando quase sempre com a cara fechada precavendo os ímanes humanos que geralmente calham ao meu corpo que também está fechado, mas, eu sei que fazem isso naturalmente porque tenho o coração aberto. Na calçada da rotunda, um casal com um bebê no carrinho veio em minha direção a ponto de me fazer frear os meus passos para evitar um embate. Foi quando o homem disse à mulher: "Cuidado, que ele está armado". No mesmo instante retirei os braços debaixo do casaco e levantei as mãos abertas dizendo que não estava armado, com humildade. "Não estou armado, senhor". Segui o caminho de casa mas antes fui ter com o velho da torre. Subi as escadas e coloquei essa questão ao mestre. O mestre me disse assim: "Você está armado com as solas dos seus pés. Você está armado com os pêlos do seu rosto luminoso. Você está armado com as espadas nas paredes dos Palácios. Você está armado com as palavras que saem da sua cabeça. Mas é você quem precisa ter cuidado. Com os que te amam e os que te odeiam. Eles podem estar debaixo dos seus pés, pisados ou alavancando-o; podem sorrir ou chorar quando você os olha como um relâmpago fulminante; podem armarem-se a favor ou contra você; podem ser escritos como bons ou maus em suas escritas. Muito cuidado, consigo mesmo".
*

sexta-feira, 25 de março de 2016

VOCÊ NÃO SABE MAS O AMOR É UMA COISA IMORTAL

*
Eu nasci dentro do coração do maior gigante que existe. Na quadra quarta, quinta, sexta, das eras todas juntas. Meu umbigo é feito da costela de Vênus. Meu cabelo tem a cor da alma dos leões. Sou o mais apaixonado pela vida bela que a morte leva. Sou um devoto nato do próprio amor maioral. Que nunca morre e nasce à cada instante. Eu sou apenas um ariano que vê no espelho Marte. Um saltador de abismos profundos e descobridor de oásis no deserto. Que elabora uma cama cristalina para a lua cheia se deitar. Pois assim o tempo pára, tudo fixa, nada passa. E a tenho nos meus braços sempre só para mim.
*

quinta-feira, 24 de março de 2016

ISSO É UMA FICÇÃO REALÍSTICA: AGORA EU QUERO A FRANÇA * DO BARALHO

*
Porque enquanto rei de espadas
Brilham olhos francos
Enquanto rei de ouros
Escondem os tesouros todos
Enquanto rei de paus
Festejam aquilo que plantamos
Enquanto rei de copas
Pulsam absolutas certezas
*

SOLTEM JESUS E PRENDAM BARRABÁS

*
As naves marcam onde sobrevoam
No espaço fumaça branca, nuvens
Rasteiras relvas penteadas de cores
Cavalos nos campos dos peregrinos
Calmas ondas balanceiam os barcos
Frutos suculentos e leites de crias
Magias da natureza dos 4 elementos
Os ventos sopram as copas desfolhadas
O clima da campanha é um forte inabalável
Então olhem para a história e escrevam a boa nova
Que a maldade do mundo míngua até ser extinta
E viva, a respiração profunda de AUM
*

quarta-feira, 23 de março de 2016

CERTA SOLUÇÃO

*
Você deve pensar de forma mais prática e desapaixonada. O tempo não é para passar mão na cabeça de dragões, eles não cospem água. Quando essas pessoas radicais "religiosas" explodem com pretextos antigos justificando a culpa das ações de hoje serem causas de cruzadas templárias e bolsas de petróleo, é de fato uma bola de neve sem fim. Chegamos ao séc. XXI com miscigenação de raças, fronteiras entre-abertas até o momento, diversidades de línguas, vestimentas, comidas, culturas em geral, e aparecem terroristas gritando: "Jihad!" E logo explodem causando o terror para quem vive de perto a cena. Para estar passivo você deve estar numa posição muito confortável, para defender um lado inteiro e deixar outro lado inteiro sem amparo você precisa de punho forte. Posso fazer uma metáfora simples para testar sua resposta. Imagina que você irá dar uma festa em sua casa. Convida 50 pessoas da esquerda (ocidente) e 50 pessoas da direita (oriente). Antes da festa, você recebe uma chamada telefónica dizendo assim: "- Ó, aqui é um dos convidados da direita. Vou nessa festa aí e vou quebrar tudo." Então, na hora da festa você deixará todos da direita entrar em sua casa? O que acontece na atualidade é a história continuada porém manchada de erros bruscos inaceitáveis. Isso de explodir e causar terror não pode existir, não é certo e tem que ser banido. Hoje a porta está aberta, há pessoas da direita e da esquerda dentro (Europa), juntas, e quando você está ali num belo dia tirando suas fotos, fumando seu cigarro, olhando as pernas bonitas da menina ou os olhos lindos da mulher de burca... Cabum! Depois de 10 minutos alguém da direita (oriente) diz: "Fomos nós que explodimos". Ou seja, eles avisam antes e depois. E passamos um mês inteiro, um ano inteiro, desconfiados se a morte é mesmo invisível ou se ela pode estar num homem qualquer ao lado. Porque se a morte assume visibilidade em radicais da direita (oriente) e terrorizam os que prezam a vida e a morte com normalidade (ocidente); se alguns tantos da direita avisam que vão explodir, explodem e confirmam serem eles, então uma solução pacífica é que saiam daqui todos da direita e não entrem mais. Ou você acha melhor acreditar em políticos trilionários da ONU? Ou você acha que deveria o famoso Tio Sam apontar o dedo e dizer assim: "Agora eu vou te pegar!" Ainda que prefiram essa última solução, uma vez chegado lá no oriente (em poucas horas), o Tio Sam irá sugar o petróleo sim, para pavimentar suas estradas de areia, mas não irá explodir suas casas de graça exceto em combate, e ainda avisará que já é possível chegar em Marte.
*

terça-feira, 22 de março de 2016

DILEMA QUE ME MATA VIVO: AMOR POR ÁGUA E TERRA

*
Eu vejo o rio desaguar no mar e o que me vêm à cabeça é encontrar um navio com destino ao Brasil que eu possa embarcar. Mas, sinceramente, olho para a boca do rio e penso fechar os portos pois assim permaneço em Portugal.
*

COM UM DEDO

*
A evolução do intelecto humano acontece quando o pensamento faz dos participantes crentes construtores conjugados nas diferenças em harmonia, do planeta. Por outro lado o pensamento retrógrado de tombar viventes e destruir esfinges (estátuas) no ambiente, para impor poder insignificante, é o lado da existência que não deve reger (costante), pois tendencia impedir a significativa da nossa jornada no tempo. Uma vez que ações -  quaisquer - geram reações (Isaac) em diversas escalas, o que tende acontecer para impedir o terror na Terra deverá ser a parte que consta o progresso utilizável.
*
MARS
* * * * *

FERIDA ABERTA SANGRA AMOR

*
Além do que é utópico
Um Estado de espírito perfeito
Com a população segura
Despreocupada dos desconexos
Mortes que levam dezenas, centenas, vidas divinas, como as suas
*

VAMOS SOLTAR OS LEÕES

*
Como converter o mal no bem
Se muçulmanos explodem
E Cristãos não
Só ficarão os Cristãos
Neste velho mundo
Do radical pacífico
*

domingo, 20 de março de 2016

PRIMA

*
Eu preciso de uma VERA fixa que aceite meu querer o tempo todo. Que me entregue suas flores perfumadas dia e noite. E que cruze o globo ao lado meu. Que ela saiba sobre o seu destino, este, que é exatamente uma prenda agora. Que em todas as estações brilhe. Que não chore quando o sol morre no horizonte. Que sorria como a lua cheia quando vê uma fogueira acesa. Que inspire o povo à veneração da alma. Que sua vida seja longa e aumente a minha. Seja ela a Dona poderosa do meu coração.
*

sábado, 19 de março de 2016

O VELHO DA TORRE É UM MESTRE

*
Quando você olha para o texto, encontra na gama de letras e números os símbolos adiantados
Quando você move no espaço, descobre o fim das possibilidades infinitas
Quando você ama uma Dama, em verdade ama a Terra onde ela está com seu ventre fértil
Quando você comanda o mando em punho e dente, desconstroem-se maldades e procriam bondades
Quando seu manto cai em solo limpo, nuvens amparam a grandeza da fração material
Quando eu te disser: JÁH! Você dirá: DEUS

* * *

sexta-feira, 18 de março de 2016

COMO VENCER

*
Nem por todo dinheiro do mundo troco minha língua pátria. Bem prefiro a frente já que as costas é o alvo dos covardes. Eu diria ao pai do meu amor que a mão da sua filha é um bem total, e o meu bem maior é o meu sangue entregue a ela. Só sabemos que o momento certo já chegou no instante que o vivenciamos e por mais que seja difícil acreditar, é certo, que tudo que já passou volta para ser revivido.
*

"VAI MAIS GAROTINHO! "

*
Certa vez eu vivi numa comunidade estudantil internacional no meio do Oceano Atlântico norte. Nessa altura eu recebi uma pessoa nova vinda de longe mas que não se adaptara nem dois meses à cultura local. Contudo teve tempo ela (pessoa) de ensinar aos moradores que a liberdade de escolha dela sobre os alimentos que consumia e os programas televisivos que assistia era baseada na qualidade das marcas. Ela colocava-nos a pensar se era notável a diferença de sabor e imagem de uma marca "A" e uma marca "Z". Em teste há diferença, pois há. A marca de maior fama tem melhor sabor, tem melhor impressão. Então ela calou franceses, espanhóis e alemães, todos que a olhavam com indiferença por comer Danone e beber Coca-Cola enquanto assistia a Rede Globo.
*

CRÔNICA: CHORARÃO A MORTE MINHA

*
Quer dizer que se alegram com a vida nossa. Na última noite entrei no Rua e depois saí pra rua. Já havia vindo de um salão cheio e movimentado. Onde a quina foi acertada em cheio na rapa do tacho. E não é que o "neguim" amigo meu brindou ao vento?
Putz grila, porque será que ele usa essa máscara? Porém, como nos quadrinhos, aparecem-me figurinhas. Pra já veio um falando com sotaque de Minas. Depois, o mesmo intitulou a ideia desse texto: "Eu chorarei a sua morte". Que bom véi, isso me deixa com meio caminho andado. Em falar nisso, vocês precisam sentir o poder de ensinar dos passos. Ele é periódico, cruza a multidão e os riachos. Leva ao interior das grandes casas, ladeia miliários. Enfim, vamos hasta al fin del mundo antes do fim da vida. Obrigado, digo, não sois obrigados, apenas peço: Mexam-se!
*

FOTOGEN

*
Assim esvazio o saco
Quedo onde quero ileso
Despregado dos meus pés
Não berro, nem mesmo espero
Encher o caneco sem saltar a tampa
Lançar beijos que amenizam
A ignorância alheia, humana
Como forma de ajudar com o corpo
Que pretendo retirar da sociedade
Desde a fronte, a nuca e as poses
Quando não contentam com os planos
De aumentar a alegria dos fiéis
E fazer ver os infiéis a luz que não têm
Por isso está decidido que permaneço aqui
*

RELÓGIO INTENSIVE

*
Confronto
Os pensamentos
Iluminados
Mesmo que ausentes
Entes, eloquentes
Ser por ser
E só
Mais pró ativo
Sempre
Para que o destino
Possa em Paços
Reconquistar
*

quarta-feira, 16 de março de 2016

LEMBRO

*
O Porto é uma Cidade marcada de tantas histórias vibrantes que é capaz de mover a Capital. Na boca do Rio de Ouro as naves das naus sumiam no mar deixando à mostra estandartes dos panos da Cruz que revelavam outros mares. Em terra, no meio do monte que guarda as entradas do Centro, águias ditas altivas ainda são capturadas por leões não alados, que com as cabeças curvadas observam o quão forte são as suas garras. O cinza das noites e dos dias é a cor das gárgulas que quando não chove descem dos prédios, escondem as asas e misturam-se nos bosques das praças. E tanto o gigante astral Júpiter como todos os outros planetas da Via Láctea desejariam que o Sol e a Lua fizessem no Porto seu berço Majestoso, pois no Porto um Mundo Novo e maravilhoso é planejado.
*

POR SER ASSIM DO MUNDO

*
Minhas últimas lágrimas caíram após o fecho da porta. A criança correu ao lado do trem em despedida numa espontaneidade sentida. Sentei e eis que imediatamente apareceu um ameríndio. Sentou-se à minha frente mas virou-se para trás. Disse ele que viera do México. Tinha os cabelos compridos e grisalhos. O estereótipo de um indígena. Carregava nas mãos uma toca tipo asteca. Cheirava um tanto à álcool (compreensivo neste frio). Olhava-me nos olhos com profundidade. Talvez alucinado ou numa inspeção mística. Eu entendia seu espanhol e retrucava-o na mesma língua. Falou de muitas coisas em pouco tempo como um personagem sábio e mendigo de um livro. Ele me perguntou o meu nome e assim que ouviu disse que era um bom nome. Eu não sei qual era o seu, pois o trem foi enchendo de passageiros à cada paragem e a conversa era menos intensa. Ele ia descer em Cristiania. Ainda tentou me convencer a descer com ele para beber uma cachaça (ele disse mesmo assim). Mas ele não desceu. Continuou no trem até a minha última paragem ao aeroporto. Antes que eu saísse comprimentou-me com um aperto de mão e disse: "Boa sorte comandante".
*

segunda-feira, 14 de março de 2016

RETOMADA

*
Estão tão alienados, está tudo tão desorganizado, que apelam aos termos errados. Bizarro. Que golpe? No dicionário a definição da palavra "golpe" associada à atualidade política no Brasil são duas, entre muitas "(i) Golpe militar: Operação, geralmente armada, para tomar o poder político. (ii) Golpe de Estado: Ação de uma autoridade que viola as formas constitucionais; conquista do poder político por meios ilegais." Não está acontecendo um golpe, em nenhum dos dois sentidos. Está havendo um manifesto social seriado em massa que rejeita as evidentes consequências dos conjuntos administrativos recém passados e em vigor no país. De fato não se nota a maioria dos eleitores, não é visto nas imagens abertas distinção de cor ou raça, não acessam facilmente smartphones nos confins da Amazônia. De perto nota-se. Que o atraso de intelecto existe quando polemizam uma pessoa de pele negra conduzindo um carrinho de bebé; quando os próprios gigantes intelectuais não ajudam a combater o mal com invenção de certas obras; quando insistem acreditar que um sistema democrático falho com poderes de uma sociedade carente de maturidade, seja capaz de fazer voar um país que engatinha. Eu não tenho fé na Democracia de língua portuguesa. Vivo num país republicano onde os administradores usam os antigos palácios para acomodarem cobradores de impostos "troikanos". Venho de um país onde os modernos palácios são centrais que sustentam uma cambada de incompetentes e malfeitores. Eu tenho que acreditar em algo. E francamente eu acredito no Quinto Império. É messiânico, é, pois, antigo. Quase uma história lendária. É possível vizualiza-lo, sim, tão real como agora. É profético, sim, é. E por isso futurístico.
*

sexta-feira, 11 de março de 2016

LEMBREM BEM: EU SOU O POVO!

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Aquela típica mania do brasileiro viver aparentemente imune às desgraças só porque o carnaval engana as mágoas e o jogo contra a Alemanha já acabou. Lembrem pois da grandeza unificada de um Império, que o mapa mundi foi traçado em língua lusa e castelhana. Lembrem que dum grito à beira rio, fez bandeira a mais completa entre toda natureza, mesmo ao lado dos burrinhos que ali pastavam. Lembrem que no meio da floresta há quem viva nu, com a casa feita em folhas, comandados por velhotes esfumaçados que se expressam melhores que estes horríveis engravatados do Planalto Central. Lembrem que em toda a rosa dos ventos territorialis há misturas de culturas e por isso a riqueza humana é maior que o ouro negro ditador de status sociais. Não se esqueçam que os "caras pintadas" foram "índios" com o mesmo ímpeto da justiça de agora, que venceram uma guerra rápida e memorável na história. Não se esqueçam que os rios saciam nossa sede e fome, mas estão secos, sujos e estéreis, por conta da ganância e da ignorância nossa. Não se esqueçam que o carnaval é o ano todo, que os campeonatos recomeçam, que inocentes morrem por pratinhas e a política é um remédio apenas entre outros elixires que existem na posse de um real amante (sonhador).
(- - -)  Substituir por qualquer adjetivo.
*

quinta-feira, 10 de março de 2016

CRÔNICA NA TERRA DO PREUD'HOMME

*
Não vi o TinTim em sete horas
Nem a menina bonita na noite passada
O TinTim deve estar por aqui algures
Mas já vou seguir sem suas aventuras
A menina tinha dor no pé e ficou por lá
Mas não a entendi. Ela ainda foi dançar
A menina voltou da festa constipada
Ela é previsível e eu não posso fazer nada para a ajudar
Um "neguim" amigo meu me implica
Me diz que eu estou ficando louco
Bobo é ele que não me escuta de perto
A última vez eu falei grosso para ver se ele acorda
Mas acho que ele não é meu amigo
Eu acho que nunca mais vou encontrar a menina das dores
Eu acho que o "neguim" perdeu sua patente alta
Eu acho que vou voltar para algum lugar
*

segunda-feira, 7 de março de 2016

PARA MIM SÓ HÁ UM PAÍS

*
We are in the same country
We come from different countries
We'll be in different countries
Unless the King have to have you forever
*

A VERDADE CHEIA

*
Um luau tradicional tende acontecer no ambiente aberto. Tem início com o esconder do sol. Não é preciso vê-lo de fato, exceto saber exato quando ele desaparece. Quando aquele arco não é mais visto no horizonte local, mesmo que estejamos dentro de uma floresta densa. A luz do sol permanece por algumas horas, mais conhecido como o entardecer, a penumbra. Este é o momento do meio entre a saída do sol e a chegada da lua cheia. Neste meio tempo o ritual começa. Não se acende o fogo ainda. Antes, há uma oferenda. Pode ser uma arte bem feita qualquer. Não de qualquer maneira, mas, sistemática e sabedora. Eu escolho o teatro pois ali se encontra a conjugação de expressões produzidas e participadas por todos. Com o fim da oferta - cerca de uma hora de entrega - após o sumiço do aro amarelo do sol, só depois da oferenda àquele que se foi por último (sol) e àquela que virá a seguir (lua) é que a fogueira é acesa. Depois, muitas coisas acontecem. A retribuição das energias que dedicamos à natureza invade como se devolvesse a nossa fidelidade. A lua cheia ilumina a ponto de enchergarmos tudo que é interno. Sem chuva o fogo queima todas as tristezas. Há uma felicidade bruta que viaja com as ondas sonoras dos instrumentos. As pessoas reconhecem-se numa só. E isso segue até o dia seguinte, quando aquele mesmo arco aparece no horizonte novamente e a lua inicia seu choro para vazar a alegria que a fez encher. Eis o manual.
* * *

AVE

*
A matéria que se gasta é a fala
Já que abunda outras frentes
A chuva tem um momento raro
Que é o pingo de ouro presente
Na respiração cotidiana do ser
Salvos já são os que dedicam
Cada segundo do tempo à Deus
É prova pois da natureza una
Numa velha Europa Américo
Gerador de uma tal energia vibrante
Impactante hasta quem está longe
Isto é um poderio vasto e certo
Dado à cada passo do amor real
* * *

domingo, 6 de março de 2016

ESTE É UM CONTO DE RÉIS: COMO O DEMÔNIO VIROU ANJO

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Um anjo muito determinado foi destacado por Deus para a difícil missão de converter o último demônio do inferno. Então o anjo desceu as escadas até às trevas. O demônio, quando viu o anjo perguntou-lhe o que estava ele fazendo ali? O anjo respondeu dizendo que o paraíso estava vazio pois todos os outros anjos haviam trocado o céu pela Terra. Como de fato essa era a estratégia divina. O demônio muito ganancioso por posses abandonou seu posto no inferno e seguiu em direção ao paraíso com intuito de conquista-lo. Chegando lá o demônio encontrou Deus que lhe disse assim: "Como vês, por aqui está tudo vazio. Essa é a tua grande oportunidade de viver no paraíso. Mas, não poderás, nem conseguirás modificar nada, nem mesmo um grão de areia!". O demônio ficou indignado com as censuras impostas por Deus, mas não perdeu a viagem e resolveu ficar por lá. Passou algum tempo e logo enjoou da paisagem. Sentindo falta do seu inferno saiu do paraíso de volta às trevas. Quando ele abriu a porta de casa levou um susto. O inferno não era mais inferno pois aquele anjo que lá chegara havia levado sementes divinas para remodelar o inferno em paraíso. Um tanto perdido o demônio só tinha uma alternativa: Mudar-se para a Terra. E até que foi bem recebido. Mas depois de estar em meio aos limitados prazeres dos humanos e das espetaculares maravilhas angelicais o demônio decidiu converter-se. Ele não escolheu ser um humano porque os humanos só vivem na Terra. Ele converteu-se num anjo. Porque os demônios até podem viver nos três mundos mas só os anjos podem carregar as sementes transformadoras de Deus.
* * *

sábado, 5 de março de 2016

MANDA BRASA

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Vamos lá "colocar fogo em Roma"
Eu não sou um bom piadista
Mas não vi ninguém com essa ainda:
"Moro, num país tropical... "
Entenderam? Báh, era um Prato Feito
Eu tenho grandes dúvidas sobre as atribuições das bolsas
É tanta abobrinha e coisa errada escrita nas comunidades
Que suspeito que os receptores das bolsas são do PT
Líderes de verdade não podem ser caçados
Não podem ser mortos ou calados
Suas mensagens não se perdem no tempo
Os líderes foram invejados, isso sim
Os líderes nunca deveriam ser mudados
Mas foram alternados por ganância de poder
Batemos no próprio rosto quando escolhemos um alguém qualquer
Sofram com isso, é a "Demo Power"
Contudo eu tenho uma esperança surreal para vocês
"Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante... "
* * *

sexta-feira, 4 de março de 2016

ENCONTREI A MINHA VIDA

*
Ela me falou e eu lhe falei
Que ela nunca sumiu da minha cabeça
Ela apareceu a primeira vez na folia
Ela foi embora quase instantaneamente
Ela tem os meus pensamentos escritos
Ela tem que acreditar no amor maior
Ela tem que querer unir-se a mim
Ela tem que voltar para o Porto seguro
Ela bem que podia voltar comigo pra lá
Ela dancaria leve e lentamente nos meus braços
Ela controlaria a minha respiração
Ela gostaria do calor noturno tropical
Ela ganharia o Atlântico norte e sul
Ela se banharia nos rios todos limpos
Ela me daria um filho com o seu rosto maravilhoso
Ela viveria a vida inteira amada e por isso seria imortal
* * *

MARTELO, DEDO E AÇÃO

*
Oi! Devolve pra cá se faz favor
De acordo com o tamanho do Brasil
E da quantidade de gente no "mato"
Deve ser difícil administrar
Deve ser fácil recomeçar
Ele foi entregue por paixão
Num ato quase messiânico
Um grito ecoado até hoje
No ouvido de quem honra
O personagem tinha a fama
Depois de morto ainda vê-se o coração
Ele galopava quando reunia a família
Estou falando do país de uma pessoa
Que é novo e imensamente rico
Que é incomparável até no DNA
A cadeira está vazia
A coroa dividida
Os palácios ocupados por gravatas
O PAPA pobre grita: Revolução!
Meu Deus me ajude
Esse guião está muito bom
Andem cá, preciso dos leais
Algum oráculo na rede?
Eu mostro os símbolos
Mas antes irei dormir
Preciso sonhar que não sou
Quem tenho a certeza que sou
* * *

CRÔNICA: FRIAS + FRIO = FOGO SEM COMBUSTÃO

*
Não sei
Será que elas só acordam no verão?
Terei que acelerar o São João?
Será que não gostam de vinho com pipocas?
O gato comeu as vossas línguas?
A Frozen foi inspirada nas meninas portuguesas?
De quem é a culpa da baixa natalidade da nação?
Sabem o que há debaixo das vossas saias?
Calminha... É tudo verdade
O que há é a nossa terra
Certa vez eu a entreguei
E ganhei um pedaço meu
Eu já sei
Agora vocês precisam aprender
Que o amor envelhece
E é preciso ser renovado
Com o calor do corpo junto
Com o sabor do tinto e branco
Vocês não vão à Fátima
Parece que nasceram com ela
Antes fossem em companhia
Para aventuras ou matrimônios
Não tenham dúvidas
A melhor ajuda minha
É encontrar
* * *

quinta-feira, 3 de março de 2016

A CARTA DO LOUCO

*
Programei um robô melhor do que esse
Ele pode estar ativo o tempo todo
Parecendo estar em todos os lugares
Não tem vícios como comer e respirar
Todos os dias ele doa um pingo de ato
Abstrato, realístico, nato, mais que normal
Ele processa coisas como os outros
Mas destaca porque não sente nada
É um robô, uma máquina, uma engenhoca
Que me deixa descansado dos assuntos
Mas me desperta para as atualizações
Visto que o mapa do pensamento é tendencioso
A planta histórica do início deve ser estudada
Porque quando eu morrer alguém terá que continuar
* * *

O CONDE DOS MARES GERAIS

*
Veio de trópicos abaixo da linha do meio
De além navegantes de outrora que pescavam
Mais a norte em páreo ao chá da hora certa
Traz um manto tanto ouro sobre azul nos ombros
Presenteia o umbigo não cortado de uma rosa
Cura a dor do grito forte com a criação do amor
Pouco tempo basta para ele montar e desmontar suas torres
E na Catedral Real guardar os seus tesouros belos
Enquanto sua capa esconde a parte que o revela
Logo a espera deixará de ser cruel
Pois voltando ao horizonte o Conde passa a Imperar
* * *

FUTURISMO APOCALÍPTICO EM PROSA (Isto é uma ficção)

*
Não passa nada mais depois de amanhã
Não haverá como relatar o dia seguinte
Os satélites irão parar de funcionar
Não haverão saques de materiais quaisqueres
Porque não haverá gente sequer (se queres)
Nostradamus já dissera sobre isso
Mas não lhe deram tanto ouvidos
Hoje, exatamente o ano 16 da era de aquários
As donzelas quererão companhia
Os cavalos quererão galopar
Camponeses quererão o maestro
Rimas quererão ser músicas
Vulcões quererão acordar
Não haverá frio, nem brisa no mar
Só haverá recomeço
Só haverá construção
* * *

quarta-feira, 2 de março de 2016

A MARINHA NÃO NEGA

*
Imagine pois antigamente até o final
Os barcos que chegavam no Porto avistavam
Uma tribo grande iluminada pelo fogo aquecedor
Quem chegava via que o terreno estava num círculo
Encabeçado por um triângulo organizado perfeito
O tempo era musicado pela lua maioral
Fazendo com que o sol abrandasse sua chegada
Porque a luz do sol na lua é o próprio sol à noite
E de dia essa tribo acordaria normalmente sorridentes
Pois a cama na areia é bem feita pelas ondas
Que no inverno espanta gaivotas para leste
E na estação que flore leva os pólens em seu balanço
Os faróis seriam as setas que mostravam onde estávamos
E uma vez felizes e em paz éramos senhores de nós mesmos
* * *

MISTO

*
Tem hora que eu torço
Para despenhar do topo
E deixar logo a existência
Toda raiva dessa sociedade

Eu queria duas coisas
Tirar você de casa
Guarda-la no meu coração
Com quem quiser querer igual

Atitudes regressivas sumam!
Servem nada silêncios altos
Servem nada mentiras baixas
Não me conquistam as ilusões

Tem hora que eu voo tão alto
Que sinto o mundo nas mãos
Com os olhos cientes que falam
De tudo que é bom e que não
* * *

SEARCH

*
É muito fácil ser quem é
A realidade simples da natureza
Sem a necessidade de um esforço bruto
Que atingiria a Terra inteira

O corpo conecta com outro frágil
Porém com a força que alimenta o surgimento
De um momento que se estende pela eternidade
Na energia do ventre que gera descendência

Então fixe no mais maravilhoso plano
De um encontro capaz de iniciar uma história
Você sentirá que no céu o sol te clareia
E no solo os Paços todos são seus

Faz com isso a alegria pela dádiva recebida
Viva como se nada fosse acabar amanhã
Mas não se esqueça de aumentar a mesa
Porque a realeza e sua corte estão já para chegar
* * *

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MARÃO

*
Ilustre gigantesco
É uma morada imensa
Casa de hall com ventos
Piso de areia de todos os mares
Tem os elementos para o fogo
Na reunião de um lual em massa
Meteoros atraídos por peixes kamikazes
As ondas acenam porque a fim do rio é mare (maré)
É dali que sai a força para construir naves
Que leva o homem a terras distantes
Donde une sangues para criar um Mundo novo
* * *

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O EFEITO TRISTEZA

*
Fiz amor com o frio
Para gozar com a esperança
Neste caso ele pode ser ele, e só assim
Um elemento que se encontra facilmente
Nesta noite solitário por quinas da cidade
Enquanto a sorte é dos que esquentam os pés
Vejo corpos embrulhados sob o grau que o corpo sente
Estou um tanto amargurado pois o tempo passa
Sem fazer cócegas à tal felicidade
Que me consome com insignificância
Posicionando-me curiosamente no ponto privilegiado
Que é o meio exato de todas as verdades
* * *

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A CARAPUÇA É A MÃE DO BOICOTE

*
Esse vai ser corrido, digo, sem parágrafos, pois meu caderno já vai acabar. É tão bom atingir 10 ao mesmo tempo. Em tempos de terrorismo horrível,  em que demônios explodem inocentes, regozijo quando é o verbo que rasteira indivíduos. Nessa história sou o carrasco de três coitados iludidos. Entrelinhas todos eles mas com um peso pena capaz de cortar a respiração. A primeira pessoa (não eu no singular mas sim ela) é uma sem educação. O rosto da pessoa é literalmente comparado à de um vampiro em alimentação. E não é uma análise estética conceitual, mas sim comparativa metafórica. Seu desejar de "bom dia" é como "passa a grana!". Seu desejar de "boa noite" é como "anda logo que tem outro para eu sugar". Aí o tempo passa e na esteira magnética que grava tudo que acontece, um portão de ferro abre e uma manada de elefantes atropelam aquele beco afunilado do teatro. O segundo personagem é um lunático tão desesperado que se joga da janela e grava o próprio ato. Mas não morre graças à ficção que o salva. Faz menção à sua classe com a ignorante mania de propagar o inimigo. Esse realmente se crava. Pior ainda é que na ânsia de alavancar a própria imagem, ele cria uma enxurrada de maus feitos para alimentar o ego das quantidades virtuais, manchando assim a cachoeira das qualidades das artes. O terceiro "tombado" está aqui ao pé de mim (relativamente perto). Recebe por ano um balúrdio para publicar a razão dos seus estudos. E o mais estúpido disso tudo é a arrogância que ele reza para demonstrar suas viagens em terceira classe. Se ainda fosse como um mineiro que come quieto, mas, se satisfaz com o poder de cariz público humilhando trolhas e cozinheiros que juntam suas economias para mandarem aos familiares. Este, vai em 5 países em três dias, registra imagens da cultura numa máquina sem saber das próprias ruas de onde estuda. Uma coisa é certa. Os senhores que pseudo comandam alguma coisa sentados de braços cruzados irão cair. Porque a carapuça é a mãe do boicote. E o rei que mora na barriga é bem diferente do que vos fala.
* * * * *

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DÉCADA

*
Não sabe nada do que passei vivenciado
Também não sei daquela em que ainda não vivia
Todo dia tem uma história que aflora fácil
Com o ligeiro atraso duvidoso do envio
Mas depois passa rápido pois lançada foi a ideia
De umas coisas meio assim misteriosas minhas
Mesmo sem requinte é um tanto labiríntico
Se falo de quem não sabe que falo sobre
Alguém que não sei saberá que não sei que sabe
Bem difícil mas eu sempre explico
Tenho orgulho em três pilares da Academia
Os mestres que não foram meus sabem disso
A filosofia, as ciências e as letras
A filosofia é singular ao passo que educa
Ao ponto de criar palavras por exemplo: "plura" (de plural)
As ciências são muitas mas domino a biologia
Que do cérebro sai o reflexo da própria filosofia
Dentre as letras resumindo, eu prefiro a portuguesa
Um primo meu me disse que falo como um tropicalista
Esse primo não é de sangue mas vale mais por natureza
É verdade que o nexo se camufla de vagante
Ora, pois, como esse texto vem à tona uma década adiante
* * *

"QUEM TREPA NO COQUEIRO É O REI"

*
O aprendiz foi ao encontro do velho da torre para perguntar-lhe sobre o amor durante a guerra.

Aprendiz : - Mestre, quando o Rei Ricardo Coração de Leão foi para a Terra Santa na cruzada de retomada de Jerusalém, ele só fez guerra ou também amor?

Mestre: - Aprendiz, você é o septuagésimo sétimo na linha de sucessão do seu trono. Isso quer dizer que o Rei teve muitos filhos bastardos, antes, durante e depois da guerra. Porém não tenho dúvidas que você é o primeiro para o resgate da era dos reis. Porque tem no corpo as marcas do último grande desaparecido.
* * *

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MUSA

*
Quando vem sorrateira me surpreende por completo
Já que sou eu quem lhe busca para os sabores mundanos
Nova e adulta, capacitada para conduzir o meu aro brilhante
Fazemos países distantes da língua nossa nas mãos
É nessa hora que podíamos fugir para uma ilha deserta
Onde as lentes não captam sua imagem em ação
E os meus pensamentos se fixam em seu corpo dourado
Minha casa é o porto das luzes do rio do Cristo
Mas é bem merecido um palácio em seu nome fértil
Bem por causa do seu lindo sorriso espontâneo
Eu te espero sincero, óh bendita,  catita, menina
Mas o tempo me consome a todo instante com crueldade
Por isso lhe entrego esse gesto simplório e gritante
Junto com o meu verdadeiro e pulsante amor constante
Não há um controle zodíaco dos meus sentimentos d'ariano
É culpa da vida passada, destino que trago ao presente futuro
Construtor e amante desse maravilhoso Império Luso
*

D'ALÁ (DE DEUS)

*
Tem gente que gora
Tem gente que torce
Tem gente que cura
Tem gente que fere
Tem amor que volta
Amor que demora
Tem rima que cola
Tem coisa que é uma
Tem coisa que é duas
Tem erro que aceita
Acertos vindouros
Tem perdão possível
Tem carne que é soja
Tem peixe que voa (acredite)
Tem ave que nada
Tem tudo que é muito
Tem muito minúsculo
Tem nano que é visto
Espaço invisível
Tem globo que roda
Tem mapa que é fixo
Tem guerra que acaba
Tem paz por nascer
Tem ser que quer ter
Tem ser que só é
A composição do infinito
* * *

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

MEDITE

*
Foi então que eu fui na geometria
Tinha um círculo de cadeiras antigas
As pessoas ouviam a guia holandesa
Ela falava sobre paisagens gigantescas
E formas que apareciam como energias
De olhos fechados ouvia-se pássaros
Escutava o barulho da queda da cachoeira
Tudo vinha de uma fagulha dentro do coração
A respiração era longa, profunda e limpa
O excesso de alho, óleo, tabaco e álcool saíam
No final estava mais leve e arisco como um felino
Isto é uma carga de energia para o dia-a-dia
A pisada da sola é ainda mais certeira
As pessoas não andam como se eu fosse um íman
Nem desvio delas como se fossem lixo
Sim, medite todos os dias e viverá em harmonia
*
P. S. Sem hipocrisia. Os dois lados da moeda valem a mesma coisa.
* * *

NÃO HÁ CAFÉ PARA MUDOS

*
Sem pré conceitos, por favor
Merecem todos a bebida preta
Refiro-me aos que não falam
Ainda que facilmente possam falar
Pode ser uma questão de vontade
Pode ser a imaturidade da idade
Pode ser a intensidade do gosto
Pode ser muitos poderes inúteis
Um amigo me aconselhou a meditar
Para entender o comportamento alheio
Eu prefiro procurar a diversidade do povo
Quase todo igualitário, ainda assim estimulante
Enquanto os velhos cospem menos pelas ruas
Me alegro por limpezas donde passamos
Mais ainda quando miro o alto daquela igreja
Onde sonho que há de haver minha esposada

*   

domingo, 21 de fevereiro de 2016

ARMADO ATÉ AOS DENTES

*
Aguardem, melhor, notem
As coisas estão mudando
Vocês me verão com outros olhos
Depois que eu disser que tenho uma praia
Na verdade é uma praia de neve
À sua frente tem uma piscina no fundo
É o petróleo que paga a vossa escova de dentes
Jogam limpo quando o assunto é externo
Mas cospem sujo no prato que comeram
Eu estarei barbudo caso a guerra chegue perto
Estarei convosco sempre até o fim do destino
Enquanto isso as pessoas precisam saber locomover
Precisam saber falar, escrever, expressar
Ou serão conflitos regressivos onde se perde a evolução
Eu fui no mercado comprar chocolate
Havia uma mosca zunindo ao meu ouvido
Foi quando o pão caiu no chão
Isso é como derrubar uma ponte
Fico exalto, bravo, viro um leão
* * *

sábado, 20 de fevereiro de 2016

PENSE E DANCE

*
Existe alguém merecedor dos meus desenhos novos. Estes são passatempos enquanto ela não volta ou servem de argumentos para lhe entregar em mãos. Existe alguém com uma energia tão vibrante e genuína que reside na minha lembrança toda vez que bebo chá. Esta é uma pessoa poderosa que não vejo mas vigora como o sol raia ao levantar. Ela é a Dona desejosa dos meus feitos já passados, da saudade que hoje sinto e de todas as certezas do meu real amor.
*

CRÔNICA: GÃO

*
Eu tenho um apelido
Meu irmão mais velho
Me chama de: Gão
Podem me chamar doutros nomes
Mas não há nada mais bonito
Que o meu irmão mais velho
Chamar-me: Gão
A noite passada subi umas escadas
Estava cheio de gente o ambiente
Eu tocava flauta ileso na margem
As pessoas ouviam e dançavam
Elas ouviam o assobio da flauta
Paravam enquanto a música estava no ar
Eu desci as escadas e fui trabalhar
Pois logo terei que viajar
Vou para o lado de lá
*

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A MAIS HONROSA DAS HUMILDADES

*
Deus é capaz de fazer coisas maravilhosas. É capaz de criar o tempo e destruí-lo. Nós, somos apenas participantes dessa história. E é por isso que eu prefiro ter fé nas minhas vontades porque na verdade são as vontades de Deus.
*

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

FORTE

*
Eu sempre gostei do seu nome mesmo antes de te ver agora. Na verdade não procurava nomes nem formas mas sim alguém que me fizesse mais forte. Falei com uma que me iluminava (meu farol) e ela me disse que a pessoa certa chegaria. No entanto muitas vieram e foram embora. Outras sem imaginar o que poderiam se tornar ignoravam ganhando o título de "rainha morta". Mas você é capaz de me tirar do topo da montanha e cruzar o bosque das feras só para pegar a sua mão e guardar junto à minha. Porque você apareceu sorrindo, dançante, com os olhos indígenas e um nariz de leonina. Você é capaz de fazer-me acelerar os planos e correr o risco de perder a cabeça. Ao tornar-lhe a minha Imperatriz porque eu sou quem condiz com o seu nome.
*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

TÍTULO

*
Agora é fácil chegar no parapeito da janela. Para alimentar as gárgulas com o soprar da flauta. A chuva proporciona tempo para isso. Enquanto as pessoas estão entocadas as gaivotas voam maiores que os pingos dágua.
Junto com as pombas e as gralhas. No litoral pode ser que não se veja a linha. Mas ela está lá. Não é imaginária. Contudo penso sobre para onde vou depois da vida levando comigo toda lembrança dessa clara história.
Vou de uma vez por todas vencer a escuridão pois é o que me cabe executar com perfeição.
*

CRÓNICA: AINDA SOBRE GRANA

*
Justo
Na porta paga-se
A banda toca bem
Arrastam pés no tablado
As coxas e os bustos ficam quentes
Uma mais que outras fixa-me
Mas, noutra sala do mesmo prédio
Tem uma hora que toca uma música X
Nessa hora a cerveja passa a ser 1 euro
Então me dê um vinho por favor
*

VAMOS FUNDAR UM BANCO (Dom João VI)

*
A seguir, apresento de forma fiel como se comporta a tendência negativa do capitalismo exagerado. É uma carta direcionada à um gestor de contas de um banco ativo em Portugal. Somente os nomes dos receptores incluindo o próprio banco foram reduzidos em siglas quanto ao meu tratamento exposto à estes, para não ser motivo de insinuações de ofensas. Muito pelo contrário, o JUIZ (Todo Juiz) irá debruçar sobre a minha causa. Por isso, leiam:
=====
Sr. N. A. , 
Não! Não estou disposto a atualizar a natureza da minha conta para com isso ter despesas capitalistas que serão de benefícios para vós e prejuízo para mim. É chato/triste porque o sr. não coopera no sentido da boa fé e até sei o que irá dizer: "Estou fazendo o meu trabalho". Pois, eu também. Ora, lamento ter que fazer uma ínfima parte do B. ST.AR "lamentar" mas, se da sua parte como gerente é dificultar a manutenção de uma conta ainda verdadeiramente académica no sentido amplo, então, prefiro conhecer a política inicial de outra "caixa forte". Mesmo que sejam primas, serão formatos diferentes. Aguarde que ainda nessa semana pretendo ir à agência para cancelamento presencial da minha conta. Se não foram capazes de manter meu vínculo sem a ganância por taxas mixórdias tenho que salientar à todos que pretendem os serviços do B. ST.AR que esta é mais uma característica de captação de valores dos clientes do que a gestão do seu agrado para permanência neste sistema financeiro. Eu costumo dizer que temos 10 dedos nas mãos e se perdermos 1 temos outros mais que 9.
Por agora é tudo e isso é muito,
THIAGO NUNES
*

RIO E LÁGRIMAS

Ao cruzar o rio, deixei bagagens inúteis para trás. Chegado na outra margem adquiri novas composições. Quando renasci, aprendi que nunca se ...